Vereador destina 50% do seu salário para a compra de alimentos aos mais pobres durante pandemia

Vereador destina 50% do seu salário para a compra de alimentos aos mais pobres durante pandemia

O Brasil já está vivendo os reflexos da crise econômica causada pela pandemia de covid-19. Muitos trabalhadores perderam seus empregos e hoje encontram dificuldade para sustentar suas famílias. Diante deste cenário, muitas iniciativas têm surgido para amparar aqueles estão mais vulneráveis, e uma delas partiu do vereador da capital paulista Gilberto Natalini, de 62 anos. O parlamentar, que também é médico, decidiu destinar metade do seu salário para instituições de caridade que estão ajudando famílias a conseguir alimentos durante a pandemia.

Através da sua conta no Twitter, o vereador disse: “Decidi doar metade do meu salário de Vereador para comprar alimento para quem mais precisa. Enquanto durar a pandemia. Vou fazer a doação à entidade que confio, e vou convidar outros parlamentares para fazer o mesmo”.

E a iniciativa de Gilberto parece ter inspirado outros políticos a fazerem o mesmo. O deputado federal Marx Beltrão (PSD-AL) e o vereador Clori de Menezes, do PP-Machadinho/RS também anunciaram que irão doar os seus proventos para instituições e hospitais no combate ao coronavírus.

Alguns parlamentares já defendem um corte parcial de 20% em todos os salários de deputados, senadores, juízes de desembargadores para expandir a capacidade de recursos estatais contra o coronavírus.

Quem dera se toda boa ação virasse semente, não é mesmo? Que a atitude do vereador Gilberto Natalini possa conscientizar outros “representantes do povo” a olharem para aqueles que mais têm sofrido com os últimos acontecimentos no país.

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Redação CONTI outra. Com informações de Hypeness

Quando as aulas voltarem eu não quero que tenha “aula”

Quando as aulas voltarem eu não quero que tenha “aula”

Por Tatiana Lebedeff

Tenho recebido e compartilhado vários “memes” que falam da incompatibilidade do homeoffice com o homeschooling. São várias as mães, eu entre elas, conhecidas e amigas, assoberbadas com o isolamento social tendo que dar conta das compras, comida dentro de casa, demandas do trabalho remoto, lidar com as notícias diárias de infectados e mortos e ser tutora EAD dos filhos.

Ninguém estava preparado para a educação domiciliar: nem escolas, nem crianças, nem famílias. As escolas não são mágicas para tirarem das cartolas aulas e atividades EAD para todos os anos em todas as disciplinas. As mães não são professoras experts em todos os conteúdos de todas as disciplinas. As crianças, também estressadas pelo isolamento, não possuem experiência com aulas EAD e não compreendem que estar em casa não significa férias.

Óbvio que tem muita gente irritada, ansiosa, frustrada com a sua “incompetência pedagógica” questionando como os conteúdos serão recuperados, discutindo a necessidade de turnos inversos para dar conta do que está “atrasado”, enviando e-mails e telefonemas para as escolas perguntando quais serão as estratégias de “recuperação”.

Ontem, quando li um monte de mensagens angustiadas sobre as aulas EAD e o que e como deve ser recuperado fiquei pensando o que é “atrasado” no currículo de crianças que estão fazendo 10 anos, que estão no 4º ano do Ensino Fundamental. O que é conteúdo “atrasado” em qualquer segmento escolar?

A instituição onde trabalho prorrogou por mais duas semanas o isolamento. As crianças voltarão para as escolas dia 5? Dúvida no ar, talvez tenhamos mais tempo de crianças em casa. Mas eu espero que na volta às aulas as crianças tenham uma semana “sem aula”, que elas fiquem correndo e gritando nos pátios como os hamsters do capiroto até perderem a voz!

Que as escolas mandem na agenda o seguinte bilhete: venham com roupa que possa ser rasgada, para que elas possam ralar os joelhos e cotovelos de tanto rolar na terra; que comam tatu-bolinha; que tomem banho de mangueira e muito, muito sol; que façam penteados malucos; que dancem muito e joguem bola até caírem exaustas no chão.

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Photo by Ben Wicks on Unsplash

 

Depois disso, gostaria que as escolas refletissem com as crianças o que significou essa experiência para elas, para as famílias. Que falem sobre resiliência, enfrentamento de frustrações, sobre solidariedade. Temos que levar alguma lição do que estamos vivendo, temos que fortalecer nossas relações como famílias e como sociedade.

As escolas precisam falar sobre a necropolítica, que resolve quem vale à pena viver ou morrer. Não quero ver crianças confinadas, novamente, nas escolas em turno inverso para “recuperar” locuções adverbiais. Se é que elas terão que ficar no turno inverso, é para que aprendam a ser mais humanas, menos egoístas, mais sensíveis. Em vinte e poucos anos serão os amiguinhos ranhentos do meu filho que poderão estar “selecionando” os com mais de 80 anos para serem mortos, eu estarei na fila.

Uma psicóloga conhecida comentou que ninguém imagina o impacto que essa pandemia terá, em longo prazo, nas subjetividades das crianças e jovens que a estão enfrentando. Que a gente possa, agora, pensar nesses efeitos e repensar o papel da escola na volta às aulas. Nesse momento, acredito, é mais importante preocupar-se com a saúde mental das crianças e jovens do que com o conteúdo a ser “vencido”.

Texto originalmente publicado no Facebook da autora. 

Texto disponível também em: Desafios da Educação

Imagem de Sasin Tipchai por PixabaySobre a autora

Tatiana Lebedeff é professora da área de libras do centro de letras e comunicação da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e professora do programa de pós-graduação em letras da Ufpel.

Este pássaro é tão fabuloso que parece ter saído de um conto de fadas

Este pássaro é tão fabuloso que parece ter saído de um conto de fadas

Existem milhares de espécies no mundo que provavelmente não conhecemos, e todas elas são maravilhosas. Um exemplo disso é esse pequeno arco-íris voador que é um dos pássaros mais lindos e coloridos já vistos na Terra. Nem o mais inventivo e talentoso desenhista da Disney seria capaz de criar algo tão fabuloso.

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O Carboncito Sophie (Leptopoecile Sophiae) é uma espécie que vive na China, Índia, Rússia e florestas boreais. Sua plumagem marcante tem uma capa azul com tons violeta, uma barriga rosa e uma sobrancelha cinza ou branca. Os machos são os que têm as cores mais marcantes. Essas aves pesam entre 6 e 8 gramas e medem 8,5 a 10 centímetros de comprimento.

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Esses passarinhos vivem em pares durante a estação de reprodução, depois juntam bandos de 25 ou mais pássaros. Alimentam-se de pequenos insetos, aranhas e sementes.

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Felizmente, esses pássaros coloridos não correm risco de extinção , graças ao fato de seus ninhos estarem bem camuflados e não haver tantos predadores para essa espécie.
Me diz se a natureza não é mágica!

Confiram mais algumas imagens:

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Redação CONTI outra. Com informações de Nation

Pinguim nada 5.000 milhas todos os anos para se encontrar com o homem que salvou sua vida

Pinguim nada 5.000 milhas todos os anos para se encontrar com o homem que salvou sua vida

Um pequeno pinguim-de-magalhães nada todos os anos 8.000 milhas até uma praia brasileira para se reunir com o homem que salvou sua vida. Essa história pode até parecer enredo de uma fábula infantil, mas é verdade! A natureza nunca se cansa de nos surpreender.

O pescador João Pereira de Souza, de 71 anos, mora em um vilarejo nos arredores do Rio de Janeiro e encontrou o pequeno pinguim de Magalhães deitado nas rochas de uma praia em 2011.

O pinguim estava coberto de óleo e estava a um fio de vida. João então o resgatou, limpou o óleo das suas penas e o alimentou com uma dieta diária de peixe. O pescador até deu um nome a ele, Din Din.

Após uma semana de reabilitação, João tentou devolver o pinguim à natureza. No entanto, Din Din já havia criado um vínculo com seu socorrista e não queria ir embora.

“Ele ficou comigo por 11 meses e, logo depois de trocar de penas, desapareceu”, lembra João.

Mas o pinguim não demorou a voltar. Poucos meses depois, estava retornou à mesma praia. Ele viu João pescando e o seguiu até a sua casa, ficando com ele pelo resto do ano.

Surpreendentemente, esse ciclo se repetiu nos últimos cinco anos; a cada ano, Din Din passa aproximadamente oito meses com João e acredita-se que passe o resto do tempo nas costas da Patagônia na Argentina e no Chile.

“Eu amo o pinguim como se fosse meu próprio filho e acredito que ele também me ame”, disse João à TV Globo. “Ninguém mais tem permissão para tocá-lo. Ele os bica se o fizerem. Ele deita no meu colo, me deixa dar banho, me permite alimentá-lo com sardinha e buscá-lo.

“Todo mundo disse que ele não voltaria, mas ele vem me visitar nos últimos cinco anos. Ele chega em junho e volta para a sua casa em fevereiro. A cada ano ele se torna mais carinhoso, pois parece ainda mais feliz em me ver. ”

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O professor Krajewski, um biólogo que entrevistou o pescador, disse ao The Independent :

“Eu nunca tinha visto algo assim antes. Acho que o pinguim acredita que João faz parte da família dele e provavelmente também um pinguim. Quando o vê, sacode o rabo como um cachorro faria.

Os pinguins vivem cerca de 25 anos e são conhecidos por sua lealdade a seus companheiros, ficando com o mesmo parceiro até o fim da vida.

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No entanto, ambientalistas alertam que, embora se saiba que centenas de espécies de Magalhães migram naturalmente milhares de quilômetros ao norte em busca de comida, houve um aumento preocupante no fenômeno de criaturas oceânicas chegando nas praias do Brasil.

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O professor David Zee, oceanógrafo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, disse que o aumento se deve em parte às mudanças climáticas globais .

Ele explicou: “Todos os anos, as fortes correntes oceânicas da região das Malvinas capturam e trazem muitas espécies de focas, baleias, golfinhos, tartarugas e pinguins para a costa brasileira. Isso está se tornando mais problemático devido às mudanças ambientais e à crescente frequência do el Niño, no qual o Oceano Pacífico está se aquecendo por períodos prolongados.

“As criaturas marinhas ficam confusas e perdidas à medida que são arrastadas para longe das ondas do seu habitat normal e terminam em áreas onde não conseguem sobreviver.”
O professor Zee acrescentou que os animais marinhos enfrentam “um maior perigo com a contínua contaminação dos oceanos com óleo e outros derivados” derramados pelos navios-tanque.

Felizmente, o final de João e Din Din foi feliz, embora seja ilegal no Brasil manter animais selvagens como animais de estimação.

O professor Krajewski disse: “Profissionais que trabalham com animais tentam evitar relacionamentos como esse, para que possam reintroduzir o animal na natureza. Mas neste caso isolado, as autoridades deixaram Din Din ficar com João por causa de seu apego ao amigo humano.

 

Atualização: Dindin Voltou para ver o seu João por 7 anos, sendo que seu último retorno foi em 2018.

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Redação CONTI outra. Com informações de adaptnetwork

Quando o mundo de fora passa a existir dentro de nós

Quando o mundo de fora passa a existir dentro de nós

Hoje quero falar de sentimentos contraditórios, até porque, talvez todos os sentimentos tragam em si um cadinho de lados opositores. Eu, particularmente, nunca fui uma pessoa cem por cento caseira, ou obcecada por rolês fora de casa. Sempre precisei de um certo equilíbrio entre ficar no meu cantinho e explorar o mundo exterior. Contraditório? Provavelmente.

E, nestes tempos de voltar para o casulo em período integral, o que mais tenho feito – além de aspirar e esfregar cantos, até então desconhecidos da minha casa -, tenho refletido bastante.

Lembrei-me de uma ocasião em que por um motivo de doença, tive de ficar em casa por dez dias, sem sair mesmo. Fui acometida por uma crise de labirintite, causada por uma bactéria do mar que se alojou no meu ouvido direito. Ficar quieta, naquela situação, não era uma escolha, era uma imposição do meu corpo que havia perdido o eixo de equilíbrio.

Ficar em pé, ou mesmo mover a cabeça, eram um enorme desafio, posto que, qualquer movimento me dava a sensação de estar em um barquinho numa tempestade em alto mar. Sem alternativa, aquietei-me. Nada de ler, ou desenhar, ou pintar, ou bordar ou fazer crochê. Tive de me contentar em ouvir música ou notícias pelo rádio; aprendi a relembrar histórias reais ou fictícias e conjurar filmes inteiros em minha imaginação; aprendi a meditar; fazia listas mentais de palavras em ordem alfabética; redecorava cômodos dentro da minha cabeça. Foi uma experiência bastante didática, a partir da qual compreendi o quanto somos vulneráveis e temos pouco controle sobre o que pode entrar em nossos corpos, sem nenhum tipo de convite. Bem, passados os dez dias, tenho viva na memória a sensação impactante que foi sair de casa pela primeira vez. Tudo parecia muito diferente, como se eu tivesse dormido por anos. Achei o mundo lá fora excessivamente ruidoso, iluminado e agressivo. Lembro-me de ter sentido até um desconforto físico, uma mistura de falta de ar com taquicardia. Precisei de tempo para me readaptar ao ritmo externo, depois de tanto tempo voltada para dentro de mim. Enquanto eu funcionava em câmera lenta, o mundo parecia acelerado por demais. Aos poucos, no entanto, o estranhamento foi passando; o mundo não se alterou por minha causa, mas eu tive de reaprender a me encaixar no seu ritmo.

Ontem, entretanto, pensei muito sobre uma época da minha vida em que por absoluta necessidade, passava mais de doze horas fora de casa, posto que dava aula em duas escolas. Minha casa passou a ser quase que apenas um dormitório, com uma breve parada para o jantar e um banho. Exausta, ao cair na cama, no entanto, minha mente exageradamente estimulada, se recusava a desligar. Por excesso de esforço, físico, mental e psicológico, passei a ter problemas para dormir. Desenvolvi uma relação perversa com o rádio relógio que morava na cabeceira da minha cama (se você não tiver idade para saber o que é um rádio relógio, dá um Google que você descobre), eu ficava de olhos fechados, tentando descansar o corpo, mesmo sem dormir. Acontece que a curiosidade é um tipo de coceirinha insuportável; então, vez ou outra, eu abria os olhos e era atraída para os números luminosos do maldito aparelho que exibia as horas e haveria de me acordar às cinco e trinta da manhã. Uma da manhã. Duas e quinze. Três e cinco. Quatro e dois. Então eu caía num sono profundo e acordava assustada com a buzina do diabólico instrumento.

Muitas vezes tive vontade de destruí-lo a marteladas ou lançá-lo pela janela. O fato é que tentei chás, alongamento, banho morno a luz de velas, florais, meditação. Nada adiantou. Mais ou menos um ano depois de conviver com o tormento das noites insones e uma rotina insana de trabalho, eu pifei. Tive Síndrome de Burnout. O que me obrigou a ficar em casa por outros dez dias, desta vez com direito a mobilidade e mais maneiras de me distrair. Com essa experiência aprendi que há limites aos quais devemos respeito, que não somos indestrutíveis, nem indispensáveis.

Hoje, aqui no meu retiro obrigatório, penso no quanto as nossas experiências pregressas são valiosos instrumentos de validação da nossa passagem por este mundo; penso no quanto as memórias de momentos vividos são importantes para evocar a presença de pessoas queridas, ou desafiadoras. Reflito sobre a importância dos espaços e dos tempos experienciados ou negligenciados na correria dos dias, congelados naquele tempo em que nunca havíamos ouvido falar de COVID 19. Hoje, além de querer falar de sentimentos contraditórios, quero também te contar que tenho visto, aqui da minha janela – real e virtual – que o mundo está se transformando lá fora, enquanto nos recolhemos. Quero te falar que tenho visto gente manifestar sua solidariedade a pessoas estranhas, distantes desconhecidas; mas, também tenho visto gente que, endurecida em suas crenças cristalizadas, recusam-se a ver que o mundo exige de nós uma mudança de paradigmas. O planeta, saturado de nós, está nos dando a oportunidade de ressignificarmos nossa relação com o outro, com o espaço que ocupamos, com o que é essencial, com a nossa missão no mundo, com a nossa vulnerabilidade, com o dinheiro, com o tempo, com a vida e o fim dela.

O mundo não será mais o mesmo depois dessa PANDEMIA. Nós não seremos mais os mesmos também. E eu torço para que, aqueles de nós que tiverem a honra de viver neste planeta, quando tudo tiver passado, sejam, em sua maioria, aqueles que possam dizer: EU FIZ A MINHA PARTE; EU ENTENDI QUE PARA QUE EU VIVA É PRECISO QUE EU ME RECOLHA, É PRECISO QUE EU LUTE PELA VIDA DOS MEUS IRMÃOS AQUI NA TERRA, PRINCIPALMENTE AQUELES QUE NÃO TIVERAM PERMISSÃO PARA SE RECOLHER. EU COMPREENDI QUE SE CADA UM RENUNCIAR ÀQUILO QUE TEM EXCESSO, NÃO HÁ DE TER NENHUM DE NÓS SENTINDO FOME, FRIO OU MEDO.

Em minha imaginação e em meu peito, eu conjuro uma humanidade que aprendeu – ainda que tenha sido na marra – que não existe o outro. Somos todos um único organismo vivo, quando um de nós perece, seja por falta de recursos materiais ou por irresponsabilidade, um pedacinho de nós desaparece junto com ele.

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Photo by Johan Bos from Pexels

Cabras aproveitam a quarentena e se divertem sozinhas em cidade do País de Gales.

Cabras aproveitam a quarentena e se divertem sozinhas em cidade do País de Gales.

Na cidade de Llandudno, no país de Gales, as pessoas estão ficando completamente isoladas em suas casas e há quase uma semana um rebanho de cabras vaga calmamente pela cidade.

Como o Reino Unido está atualmente em quarentena obrigatória para conter a disseminação do Covid-19, lugares como Llandudno -cidade costeira no norte do País de Gales- viram suas ruas completamente vazias. Assim, um rebanho de cabras notou a ausência humana e decidiu aproveitar: foram às ruas para se divertir.

O produtor de vídeos do Manchester Evening News, Andrew Stuart, que atualmente vive em Llandudno, conseguiu capturar várias imagens que são um barato! Andrew postou vídeos e imagens em sua conta do Twitter para compartilhar a cena cômica.

O primeiro registro surgiu em 26 de março, onde os animais são vistos correndo pelas ruas. Stuart escreveu que agora ele poderia prender o grupo de cabras, afinal vagar pelas ruas no Reino Unido é proibido neste momento. As cabras pareciam saborear um pequeno lanche em uma rua chamada Trinity Square. “Há cabras … em todo lugar”, continuou Andrew.

Stuart chamou a polícia local para relatar a situação, e uma patrulha chegou ao local para trazer ordem. Mas foi em vão. Em 28 de março, Stuart postou outro vídeo: as cabras haviam retornado e se “reunido em mais de 2 grupos”, disse ele em seu Twitter.


Em 30 de março, as cabras ainda estavam lá, andando pelas cercas e sendo donas do lugar. Stuart refletiu sobre por que as cabras dominavam a cidade dessa maneira, dizendo que elas geralmente vivem em uma montanha de calcário que fica próxima à cidade, conhecida como Great Orme.

“Geralmente elas só descem do Great Orme quando está ventando, e ficam apenas nas ruas secundárias no topo da Mostyn Street. Agora (…) elas vão mais longe do que nunca”, escreveu ele.

contioutra.com - Cabras aproveitam a quarentena e se divertem sozinhas em cidade do País de Gales.

A situação não parou nem diminuiu. Hoje, na terça-feira 31, elas continuam lá e já estão controlando parte da cidade! Será que eles serão governados por cabras?

 

Com informações de UPSOCL

CACAU SHOW também dá exemplo e doará R$ 1 milhão para compra de respiradores em São Paulo

CACAU SHOW também dá exemplo e doará R$ 1 milhão para compra de respiradores em São Paulo

Nos últimos dias a CONTI outra publicou uma matéria falando sobre como a Kopenhagen vem ajudando nesse nosso momento difícil. Agora é a vez de jogarmos holofotes e agradecer a doação de outra grande empresa de chocolates brasileira: a Cacau Show.

Já no “própósito” da empresa lemos a seguinte:

VIVEMOS PARA, JUNTOS,
TOCAR A VIDA DAS PESSOAS,
ATRAVÉS DE EXPERIÊNCIAS,
OPORTUNIDADES E IMPACTOS
RELEVANTES . ATUAMOS COM
SENSO DE DONO E ORGULHO
DE PERTENCER.

E foi o que comprovou Alexandre Costa, fundador e presidente da empresa:

“Temos consciência da dificuldade e a falta de amparo que alguns hospitais de São Paulo estão passando, por isso, resolvemos ajudar essas pessoas em um período tão delicado”, disse Alexandre Costa, fundador e presidente da empresa com 2,3 mil lojas.

A doação de 1 milhão de reais será destinada ao governo de São Paulo.

Obrigada Cacau Show! Hoje a empresa provou que é capaz de adoçar não só as nossas vidas, mas também nossos corações.

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Com informações de Valor
Imagem de capa meramente ilustrativa

AÇÃO INUSITADA: presidente de Israel conta histórias para crianças durante a pandemia

AÇÃO INUSITADA: presidente de Israel conta histórias para crianças durante a pandemia

Frente a pandemia de coronavírus estamos presenciando as mais diferentes ações e reações. Se algumas delas nos chocam e mostram egoísmo e frieza, outras aquecem o nosso coração e nos enchem de ternura.

Aqui não nos cabe julgar o perfil político do país e sim mostrar um exemplo completamente inusitado:  em Israel o presidente Reuven Rivlin utiliza de histórias infantis para ter um contato mais leve com a sua população enquanto a acalma e mostra que a fantasia e a cultura são grandes armas para nos manter com esperança no futuro, apesar do isolamento.

Ele possui redes sociais e, semanalmente, as acessa para contar histórias. Segundo ele “os pais merecem uma folga.”, pois estão preocupados e sobrecarregados com a nova realidade, pois estar com as crianças é cansativo e desafiante.

“Por isso, resolvi ajudar os pais e dar a eles um pequeno intervalo, convidando as criancas a me acompanharem nesta hora da história, seja toda a família ou seja só as crianças, enquanto os adultos aproveitam para tomar um café, sem os celulares!”.

Segundo o site São Paulo para crianças, o primeiro livro que o líder israelense leu foi o livro hebraico de Lea Goldberg, “Dira Lehaskir” (“Quarto para alugar”). Veja abaixo que coisa mais fofa.

Abaixo você também pode conhecer algumas das lives do presidente:

Para informar:

Para quem não sabe, Israel é uma república parlamentarista. Reuven “Ruvi” Rivlin é um advogado e político israelense, atual presidente do seu país desde 2014. O Governo de Israel é o poder executivo do país. O chefe do governo é o primeiro-ministro de Israel, Benjamin “Bibi” Netanyahu, desde 2009. Atualmente, o governo é composto por 30 ministros e seis vice-ministros dos partidos que formam a coalizão na Knesset.

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Crédito das imagens: Imagem:Rivlin/Facebook
Com informações de São Paulo para Crianças

Favela de Paraisópolis receberá 21 toneladas de sabão doados pela Ypê

Favela de Paraisópolis receberá 21 toneladas de sabão doados pela Ypê

 

Quem mora nas redondezas da cidade de Amparo, no interior de Sâo Paulo, sabe que a Química Ipê  possui uma tradição filantrópica associada a seu nome.  Recentemente ela paralisou sua produção para produzir álcool em gel para distribuição para população e profissionais de saúde. Agora, e não por acaso,  a empresa posicionou-se de maneira mais uma vez humanitária divulgando que doará cerca de 21 toneladas de sabão em barras para a população da favela de Paraisópolis, em São Paulo. Essa quantidade significa cerca de 21 toneladas de barras e é capaz de suprir algo em torno de dois meses de consumo de toda população que corresponde a 100 mil pessoas.

A ação é de fundamental importância uma vez que a cápsula que envolve o vírus COVID-19 é gordurosa e, por conta disso, solúvel em sabão.  A boa higienização, principalmente das mãos, pode fazer uma diferença significativa na propagação da doença, uma vez que a maioria das contaminações acontece quando a pessoa toca uma superfícia contaminada e depois leva a mão a regiões de mucosa como boca, olhos e nariz.

O projeto da empresa é de ampliar essa ação para outras comunidades carentes de SP e do RJ. No Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, serão entregues, na sequência, mais 25 toneladas do produto. Logo, o sabão pode ser usado para limpeza pessoal e também de superfícies.

Parabéns a empresa por mais essa ação.

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Com informações de Exame.

“FIQUE EM CASA”, conheça a campanha do Governo do Estado de SP lançada hoje

“FIQUE EM CASA”, conheça a campanha do Governo do Estado de SP lançada hoje

Hoje, 30 de março de 2020, foi lançada a campanha do Governo do Estado de SP “Fique em casa”.

O objetivo dela é o fortalecimento da quarentena e a conscientização da população para que sejam ouvidos os maiores especialistas em pandemias, Ministério da Saúde e líderes mundiais de todo o hemisfério: “Fique em casa”.

“A economia a gente trabalha e recupera. A vida de quem a gente ama não dá para recuperar. Fique em casa”, diz a peça publicitária.

Nós, da CONTI OUTRA, apoiamos a ciência e a vida.

Confira, abaixo, o vídeo da campanha:

Garotinha se emociona ao ganhar da mãe uma boneca negra: ‘Tem pele de chocolate como eu’

Garotinha se emociona ao ganhar da mãe uma boneca negra: ‘Tem pele de chocolate como eu’

Uma garotinha de 3 anos comoveu a web com a sua reação ao ganhar da mãe uma boneca da princesa Tiana, protagonista da animação “A Princesa e o Sapo”, da Disney. “Ela tem pele de chocolate como eu”, disse a pequena Madison, não conseguindo conter sua alegria.

A cena foi registrada pela própria mãe da menina, Janess Strickland, e postada nas redes sociais. Ao falar sobre sua intenção com o presente à filha, ela não deixa de ressaltar a importância da representatividade para as crianças negras. “Minha pequena tem insistido em falar sobre a cor de sua pele após ser questionada por um colega de sala. Tenho que lembrá-la constantemente que ela tem uma linda pele de chocolate, e que é isso que a torna especial. Quando fui buscá-la na escola hoje, fiz uma surpresa: comprei uma boneca e um vestido. Tá na boca das crianças, é por isso que representatividade importa”, disse a mamãe.

contioutra.com - Garotinha se emociona ao ganhar da mãe uma boneca negra: ‘Tem pele de chocolate como eu’Entrevistada pela emissora americana ABC depois que o vídeo viralizou, Janess contou que tudo começou quando um colega da escola de Madison perguntou a ela por que sua pele era mais escura. “Não o culpo, crianças são inocentes e ele também foi. Tem a mesma idade da Maddie, 3 anos. Não diria que o questionamento teve algum tipo de malícia. No entanto, me senti na obrigação de mostrar para a minha filha que a pele dela é linda e que a torna especial. Disse, ainda, que havia princesas com a pele cor de chocolate como a dela”, explicou a mãe.

Não vai ser fácil esquecer o brilho nos olhinhos da pequena Madison ao ver a boneca com a pele negra como a dela. Se todas as pessoas vissem essa cena, seria mais difícil alguém duvidar da importância da representatividade, não acha?

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Redação CONTi outra. Com informações de Uol

Hering vai produzir e doar uniformes de proteção para hospitais

Hering vai produzir e doar uniformes de proteção para hospitais

É um momento de incertezas. Tanto população geral quanto empresários estão muito preocupados, mas é nesse momento que identificamos empresas que, para além das preocupações econômicas, também utilizam-se do privilério monetário conquistado ao longo dos anos, e conseguem vislumbrar a possibilidade de também ajudar.

Aqui na CONTI outra estamos, diariamente, noticiando esses exemplos.

Hoje, vamos falar da Cia. Hering que se comprometeu a produzir aproximadamente 6,8 mil uniformes de proteção para profissionais da saúde que estão atuando contra o COVID-19. Segundo o site NCCTotal,  as peças serão direcionadas às instituições de saúde de Santa Catarina, Goiás e Rio Grande do Norte, estados onde a empresa possui unidades produtivas e centros de distribuição.

Assim, uma parcela da capacidade produtiva da Hering será direcionada para a confecção dessas vestimentas “de forma consciente e cautelosa”.

Segundo reportagem, outras empresas da região também estão se mobilizando para ajudar.

É assim que tudo se resolverá: cada um faz a sua parte!

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Com informações de NSCtotal

Campanhas pedem para população ofertar água e alimentos a quem vive em situação de rua

Campanhas pedem para população ofertar água e alimentos a quem vive em situação de rua

Nós nem sempre nos atentamos que existe, em todas esferas sociais, uma cadeia de dependência. Assim, caso uma das etapas seja interrompida, as outras sofrerão com isso também.

É o que acontece tanto com pessoas que estão em situação de ruas quanto com os animais abandonados. Nós não estamos os comparando e muito menos os colorando no mesmo nível de importância, mas o fato é que eles estão lá e, diariamente, dependem da caridade dos comércios e das pessoas do seu entorno para sobreviverem.

Por causa disso, diversas campanhas na web estão alertando para a necessidade de olharmos por quem depende de nós nesse momento.

Nós não mencionaremos nenhuma campanha específica aqui porque acreditamos que o alerta geral pode trazer até mais benefícios, uma vez que qualquer um de nós pode estar atendo e ajudar quem está mais perto de si. Conhece um morador de rua perto de você? Ajude. Sabe de um cão ou gato que é “freguês” habitual de um restaurante perto da sua casa? Lembre-se dele e deixe comida em um lugar onde ele pode encontrar!

Devemos nos lembrar que frente a qualquer situação de emergência e necessidade são os pobres e miseráveis quem mais sofrerão.

Faça a sua parte. Não se esqueça de quem mais necessita de ajuda.

Imagem de capa: GMConline, Edu Leporo/Projeto Moradores de rua e seus cães

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Com a pandemia, médico passa a morar em uma barraca na garagem para proteger sua família.

Com a pandemia, médico passa a morar em uma barraca na garagem para proteger sua família.

O coronavírus interrompeu a vida de milhões de pessoas em todo o mundo. A pandemia causada por essa nova doença causou o contágio de centenas de milhares de pessoas, a morte de muitas, quarentenas mundiais, escassez e pânico generalizado.

E enquanto a grande maioria das pessoas pode ficar em casa e esperar a pandemia passar, há um grupo insubstituível de especialistas que não podem parar de trabalhar: profissionais de saúde.

Nesta pandemia global, médicos, enfermeiros e técnicos de saúde são as pessoas mais importantes que precisam entrar em ação. Mas essa importância vem com grandes riscos. Porque, embora esses profissionais agora sejam os mais valorizados por toda a sociedade, eles estão na chamada “linha de frente” na luta contra o vírus, colocando em risco suas próprias vidas e as de suas famílias.

Para evitar colocar sua família em risco, um médico da Califórnia, nos Estados Unidos, decidiu “mudar-se” para a garagem de sua casa e dormir em uma barraca, certificando-se de que sua esposa e filhos não fossem infectados com a doença.

O Dr. Timmy Cheng decidiu erguer uma barraca em sua garagem, onde dorme todas as noites, sempre após os dias cansativos de trabalho no hospital.

“Tornei-me voluntariamente desabrigado para proteger minha família no caso de ser infectado e levar o vírus para casa. Passei uma noite no meu carro, depois quatro noites na sala de atendimento do hospital. No quinto dia, minha esposa teve a ideia de morar em uma barraca em nossa garagem… Então aqui está!”, escreveu Cheng no Facebook.

contioutra.com - Com a pandemia, médico passa a morar em uma barraca na garagem para proteger sua família.

Cheng trabalha no Centro Médico da UTI em Irvine, onde é especialista em pulmão e cuidados intensivos. Em sua barraca, Timmy possui alguns confortos domésticos, incluindo um colchão de casal, um travesseiro e um laptop. Além disso, ele tem lanchonetes nas proximidades e sua família deixa comida para ele na porta da garagem.

contioutra.com - Com a pandemia, médico passa a morar em uma barraca na garagem para proteger sua família.

A barraca fica ao lado do seu carro na garagem e ele acredita que poderia muito bem morar lá por meses. “Você pode ajudar a mim e a outros profissionais de saúde a voltarem para casa, se ficarem em nas suas”, afirmou o médico em um post que bombou no Facebook.

“Ninguém é saudável demais para ficar doente”, acrescentou. “Fique em casa e ajude a impedir a propagação deste vírus. Inúmeros médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde estão trabalhando duro para salvar SUA VIDA. O mínimo que vocês podem fazer é ficar em casa para que nós também possamos voltar para nossos entes queridos algum dia.”.

A Califórnia tem a terceira maior taxa de infecções por coronavírus nos Estados Unidos, com 4.886 casos e 102 mortes. Nos momentos em que a crise atinge todos, esses médicos demonstram sua vocação de serviço e o sacrifício que devem fazer para acabar com esta doença. Eles são verdadeiros heróis!

 

Com informações de UPSOCL

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