Nada impede a norte-americana Kelly Hogan de ir supermercado. A prova disso aconteceu quando ela precisava sair, mas foi informada pelo marido de que eles não tinham mais máscaras em casa.
Pois são em momentos como esses que as mães acionam seus super poderes e ativam a criatividade para que nada falte para sua família.
Ela decidiu, então, que a única saída seria mostrar ao público sua identidade secreta (de comediante), vestiu uma fantasia do personagem Buzz Lightyear, do filme Toy Story, e foi fazer o que tinha que fazer.
“Se vocês me virem no noticiário esta noite, por favor, não contem à minha mãe. Ela ficaria tão envergonhada”, comentou rindo a mamãe heroína.
E, mais abaixo nos comentários do vídeo acrescentou: “Eu só quero ter certeza de que, mesmo atravessando toda essa bagunça, mantemos nossa fé e nossos sorrisos! Da próxima vez em que me aventurar assim, prometo que vou pentear o cabelo”.
André Musgroveé um fotógrafo e cineasta submarino, mergulhador profissional certificado, instrutor de mergulho PADI certificado, Spearfisherman, guia de mergulho privado e dublê subaquático nascido e baseado nas Bahamas.
Ter crescido nas Bahamas deu a ele um conhecimento inestimável dos melhores locais subaquáticos do país. De naufrágios a tubarões, recifes de coral a buracos azuis, destroços de avião a pontos de vida marinha.
André é mais conhecido por seu estilo único de fotografar conceitos criativos debaixo d’água com mergulhadores como sujeitos, interagindo com a fauna marinha e explorando o ambiente subaquático.
Ele é especialista em imagens durante o mergulho livre (mantendo a respiração), o que permite encontros mais próximos e menos invasivos, assim como interações únicas com tubarões, raias, peixes, tartarugas, golfinhos e outros animais marinhos. Com mais de 1.000 mergulhos registrados e mais de uma década de experiência em mergulho livre e caça submarina, ele tem uma vantagem distinta em capturar uma variedade de cenários subaquáticos.
Abaixo, a publicação no Instagram do fotógrafo que, aliás, vale seguir também!
Mesmo não sendo especialista, sempre que assisto um filme interessante procuro fazer uma matéria aqui na CONTI outra. Desse modo, procuro enriquecer o olhar dos leitores acrescentar informações, fornecer dicas e ampliar perspectivas para outras pessoas que já viram ou que ainda pretendem ver o filme tenham uma experiência mais completa. Assim aconteceu com o longa espanhol “Legado nos Ossos”, título original “Legado en los huesos” que recentemente foi incluído dentre as produções originais da Netflix.
Baseada, então, na minha percepção e em críticas dos sites Omelete e Observatório do Cinema, listo abaixo algumas curiosidades e informações relevantes sobre o filme.
1- Lançado em 2019, o longa foi baseado nos livros de Dolores Redondo, escritora espanhola de romances noir, e é uma sequência do filme O Guardião Invisível (que também está na Netflix). Assim, a minha primeira dica é que você assista, caso ainda não tenha assistido, O Guardião Invisível antes de ver “Legado nos Ossos”. Quem sabe daí já não nasce uma bela maratona, né.
2- O filme, dirigido por Fernando González Molina, tem uma atmosfera pesada que serve muito bem ao clima do suspense. Embora o enredo dê continuidade ao filme anterior, onde vemos a inspetora Amaia Salazar (Marta Etura) como protagonista na condução das investigações, a sequência oferece um novo mistério ligado a sua cidade natal.
3- A trama oferece menções a igreja e a Opus Dei, temas que sempre despertam o nosso interesse e reforçam o aspecto sombrio do filme. Afinal, os crimes estariam ligados a pessoas genuinamente más, pessoas com problemas psiquiátricos, ou seriam influenciados por forças malignas? E a gente passa o filme querendo saber.
4- O filme, como bem dito pelo Bruno Tomé, “…conta com traços de um crime macabro, mas na maior parte lembra boas histórias de suspense. A própria introdução é extremamente desconexa com os personagens centrais – até que começa a fazer bastante sentido ao longo do caminho.”
5- Curiosidade de ANDRÉ ZULIANI para os fãs da CULTURA POP: “O responsável por viver o legista San Martin é Paco Tous, famoso por interpretar o assaltante Moscou em La Casa de Papel; Francesc Orella, que dá vida ao detetive Fermín Montés, fiel parceiro de Amaia, protagonizou a série Merlí, outra produção espanhola da Netflix. Para os amantes de cinema, o ator argentino Leonardo Sbaraglia, intérprete do juiz Javier, já atuou em filmes como Dor e Glória e Relatos Selvagens, ambos indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro”.
6- De forma geral, o filme vem recebendo críticas positivas e elogiosas tanto pela direção do Fernando González Molina, quanto pela condução do enredo que possui uma trama objetiva, quando pelas reviravoltas e momentos em que os espectadores realmente ficam “sem piscar”.
“Você não pode chamar o filme de chato”, diz a crítica.
Legado nos Ossos está disponível na Netflix. Confira o trailer abaixo:
Como posso dizer uma frase dessas? Se a felicidade estivesse dentro de cada um, já teríamos visto e ninguém seria infeliz, certo?
Bem, a não ser que essa tal felicidade estivesse bem escondida e por uma ignorância nossa, ao invés de olharmos para ela, a projetássemos para fora: para uma pessoa ou objeto. A principio é mais fácil e simples isso, a gente só precisa conquistar pessoas e coisas, ganhar, acumular, buscar o novo, comprar, etc. Assim, estamos ordenados com a nossa sociedade, não?
Não que não seja gostoso “ter” alguém, comprar algo que precisamos, ganhar presentes; não é isso. Mas quanto tempo vai durar essa felicidade ao ter que conviver com essa pessoa, ao usar o que compramos e ao nos acostumar com o presente? Muito pouco, né? Aí o que fazermos… buscamos algo novo… e isso não termina, termina?
Até onde vai parar essa busca? O que mais você vai ter que fazer para “merecer” essa felicidade?
Uma hora temos que pisar no freio dessas conquistas por instantes de felicidade e busca-la na fonte. Existe uma fonte de felicidade dentro da gente e cismamos em buscá-la de balde vazio no mundo, no outro, nas coisas…
Mas agora vem a pergunta que deve estar na sua mente: “Como encontrá-la? “
Resposta: Se descascando!
Isso mesmo. Feito uma cebola, você vai ter que se livrar de camadas suas que te impedem de saborear essa felicidade. É preciso tomar a estrada do autoconhecimento e segui-la com perseverança e sem atalhos.
Existe uma pessoa, ou melhor, um personagem em você que crê fielmente que deve buscar a felicidade a todo custo e a nega dentro de si. Então tem uma camada de ignorância, de “egão”, de individualidade, de fazedor, de autossuficiente, de vítima, de dona ou dono da verdade, entre outras que deve ser descascada com o tempo.
Então precisa de tempo para ser feliz?
Resposta: Certamente, não.
Você pode saborear a felicidade que é você agora, seja por uma contemplação, meditação, ouvindo uma palavra, relaxando, rezando/orando, etc. Se você já experimentou isso, então sabe o que estou falando; senão, convido a fazer qualquer uma dessas praticas que escrevi que te indicarão a felicidade. Sim, indicarão, mais uma vez, elas não são a felicidade. Elas trazem o que muitas vezes é esquecido: você.
Entretanto, o “sentimento” vai também ter um tempo. Geralmente, enquanto a prática durar.
Para uma felicidade “livre”, é necessário antes buscar a sua liberdade, a liberdade de tudo que te aprisiona, de tudo que não é você (a história de novo da cebola).
Vamos num próximo texto falar sobre virtudes a serem potencializadas e práticas que podem nos ajudar nesse caminho?
A chegada do outono em diversos países é claramente percebida quando as folhas verdes das árvores tornam-se amareladas e, um pouco mais tarde, caem.
Na China, mais especificamente no templo Budista Gu Guanyyin, localizado nas montanhas Zhongnan, há cerca de 1400 anos, uma árvore de gingko presenteia seu solo com um cobertor de ouro. Dizem seus guardiões que ela é uma das únicas sobreviventes de um grupo antigo de árvores que já existia na época dos dinossauros.
A woman wears a face mask and gloves against the spread of the new coronavirus as she crosses the empty Callao Avenue in Buenos Aires, on March 30, 2020. - Compulsory social isolation was extended until April 12 in Argentina, the government announced Sunday as 820 people infected and 20 dead were so far reported in the South American nation. (Photo by RONALDO SCHEMIDT / AFP)
A Live do Átila Iamarino no Youtube feita no dia 17/04/20 foi muito esclarecedora para entendermos como será o Brasil e o mundo daqui pra frente. O título do vídeo é “Distanciamento social: até quando?”. Deixarei o link no final do texto caso queira assisti-lo.
O que ele e sua convidada Monica de Bolle muito enfatizaram é que o coronavírus, por ser um vírus que ainda não tem vacina, todos nós potencialmente podemos contrai-lo e adoecer. Enquanto não houver uma imunização em massa, ele sempre continuará à espreita, ou seja, retornar para as atividades de forma idêntica ao que se fazia antes da pandemia será simplesmente impossível.
As palavras do momento são adaptação e reinvenção. Os que têm trabalhos já mais voltados para home office ou que facilmente podem entrar nesse sistema terão que se adaptar. No entanto, muitos setores terão que se reinventar completamente.
Quero comentar sobre setores que terão que se reinventar. Sabe qual é um dos principais? Os Shoppings. Perceba! Os Shoppings recebem diariamente milhares de pessoas e tudo que o mundo mais precisa agora e ainda por muitos meses à frente é evitar aglomerações. Uma medida simples e eficaz que provavelmente será tomada é a limitação de clientes que entrarão tanto no shopping quanto nas lojas. Já existe o sistema digital que contabiliza o número de clientes que entram e que saem, tipo aquele que você vê dos estacionamentos sabe?
É provável que esse sistema se torne obrigatório em todos os lugares. Por exemplo, tal shopping só pode entrar até 500 pessoas. Chegou a esse número, os que vierem em seguida terão que voltar para casa e retornar em outra hora.
Outra medida que provavelmente vai acontecer é que o uso de máscaras nos ambientes fechados será obrigatório, como nos cinemas, salões de palestras, salões de jogos etc. muita gente já irá com máscaras e os que chegarem sem, terão que comprar na portaria dos shoppings e estabelecimentos para só então entrarem.
Essa limitação de pessoas também será ampliado para campos de futebol, quadras poliesportivas, eventos de empresas, rodoviárias, aeroportos, restaurantes grandes etc. etc. a lista é bem longa.
Outra medida que é bem provável que seja tomada é nos salões ou arquibancadas os clientes sentem em cadeiras com o afastamento das poltronas da esquerda, da direita, da frente e de trás. Ou seja, as pessoas sentarão em fileiras alternadas e afastadas umas das outras. Só lembrando que isso será temporário. Obviamente chegará o momento no qual isso deixará de ser necessário!
Com relação às escolas e universidades eu realmente tenho muitas dúvidas e os próprios Átila e Monica também expressaram essa dúvida. Certamente os cuidados de higiene como máscaras, uso de álcool em gel e o lavar as mãos com frequência continuará por no mínimo um ano e meio à dois anos e muitas faculdades adotarão de forma predominante o EAD (Ensino à Distância).
Como resultado de tudo isso, a nossa relação com o consumo será mudada querendo ou não, gostando ou não. Estamos sendo obrigados a mudar nossas prioridades e gastos essenciais. Já está acontecendo um despertar de muitas pessoas sobre o fato de que faziam fora de casa muitas coisas que poderiam ser feitas em casa e isso tem sim um lado bem positivo que é a simplificação da vida e também a otimização do tempo.
Há uma possibilidade real de diminuir o trânsito nas ruas de forma definitiva sabia? Pois muitos vão se adaptar a novas formas de trabalhar e vão transformar em um verdadeiro hábito o home office. Interessante não acha?
Enfim! Há muito, muito mais mudanças acontecendo e que continuarão acontecendo e até nos surpreendendo. Concluo repetindo o que eles disseram várias vezes: “Não teremos um recomeço, mas sim um novo começo…”. Definitivamente um mundo bem diferente está sendo construído. Vamos nos adaptar e nos reinventar!
O mês de abril costuma trazer grande alegria para os astrônomos, uma vez que é a época em que acontece a chuva de meteoros Líridas- fenômeno causado pela poeira do Cometa Thatcher (C/1861 G1) entrando em nossa atmosfera.
QUANDO VER:
Desta vez, as datas prevista para essas brilhantes aparições vão de 14 a 30 de abril sendo que nós poderemos ter a sorte de vê-los durante toda a noite.
Entretanto, na madrugada do dia 22 de abril existe as atividades serão ainda mais intensas, quando são esperados algo entre 10 e 20 meteoros por hora, dependendo do local, com uma média de 18 meteoros por hora. O melhor horário será às 2h da manhã.
ONDE VER:
No Brasil, as regiões Norte e Nordeste são as mais privilegiadas. Lá, deverão ser vistos algo em torno de 16 meteoros por hora.
Mas não desanimem, pois o fenômeno poderá ser visto em todo país.
COMO VER:
Aproveite a quarentena, procure um local tranquilo e mais escuro possível (sorte de quem mora no campo). Depois é só deitar-se no chão, sentar em uma cadeira e esperar. A diminuição da poluição das últimas semanas também nos ajudará a ver tudo com mais facilidade.
Ah, e é bom lembrar, dizem os mais crédulos que, quando vemos uma “estrela cadente” sempre podemos fazer um desejo!
A harpia, segundo a wikipedia, é a mais pesada e uma das maiores aves de rapina do mundo, com envergadura de 2,5 metros e peso de até 12 quilos. Antes ela existia em quase todo o Brasil, mas hoje muitos estados já não possuem mais relatos de suas aparições.
Recentemente, entretanto, durante uma pescaria, o paranaense Francisco Hamada, que é observador e fotógrafo de aves, foi surpreendido por uma visão rara e engrandecedora: uma harpia.
À princípio, Francisco relatou para o G1 que não identificou que ave era.
Foto: Raphael Santos/ Arquivo Pessoal
“Ela estava de costas e de repente virou para a câmera. Foi quando gritei: ‘Harpia, harpia! Não pode ser, não existe harpia por aqui’. Sabia que seria o primeiro registro para a região e fiquei muito emocionado”, lembra com detalhes o engenheiro agrônomo, que na hora teve dúvidas sobre a identificação da ave. “Não tinha absoluta certeza se era uma harpia. Talvez pela distância ela parecia ser menor, o que me confundiu”, diz.
Foto: Francisco Herochi Hamada/VC no TG
“Primeiro fotografei a ave pousada no alto de um jerivá. Depois de uns seis minutos ela alçou voo para outra árvore, 300 metros mais distante, e pousou novamente, dessa vez com a cabeça encoberta pelas folhagens. Ficou uns três minutos e voou para bem longe, fora de nossas vistas”, completa Francisco.
Parabéns ao fotógrafo que fez a captura da imagem. Parabéns a natureza que sobrevive ao homem apesar de tudo que ele faz.
Abaixo, uma reportagem sobre a espécie para quem ficou curioso e quer saber mais:
Sobre a imagem de capa: tomamos a liberdade de realizar uma montagem de fotografia de matéria R7 com a fotografia de Francisco Hamada com o objetivo de mostrar didaticamente a proporção entre o tamanho da ave e do homem.
Enquanto vivemos, vamos acumulando momentos bons e experiências ruins. O que é bom fica no coração e a gente sempre para lá retorna quando a saudade dói. Já as experiências ruins parecem teimar em ficar ali grudadas e nos cutucando com frequência.
Talvez isso ocorra porque temos que usar o que deu errado em nosso favor, retirando lições, ressignificando nossa visão do mundo e das pessoas, mudando nossos comportamentos nocivos e nos afastando de tudo o que faz mal. Infelizmente, porém, nem sempre temos forças para usar o que dói como ferramenta de aprendizado e de superação. E a dor então não sai dali, não muda nem nos transforma, como deveria.
Ninguém quer dar errado, a gente sempre espera o melhor das pessoas, dos relacionamentos, da vida enfim. Por isso, quando as coisas vêm na contramão de nossos planos e desejos, derrubando nossos sonhos pelo caminho, ficamos vulneráveis e enfraquecidos. Nada mais parece fazer sentido, ninguém mais parece ser confiável. Lutar contra isso tudo requer uma força descomunal, que, principalmente no início da escuridão, não conseguimos reunir.
Muitas vezes, vamos levando a vida, trabalhando, empurrando os dias com a barriga, embora desmoronados por dentro. Nessas horas, vale muito ter com quem contar, seja um familiar, um amigo, seja um profissional. Isso porque, se ficarmos contando somente com o que temos dentro de nós, não teremos muito, a não ser arrependimentos, culpa e impotência. As pessoas que enxergam nossas tempestades de fora possuem uma visão menos emotiva do que nos aconteceu e certamente analisarão tudo com mais coerência e esperança.
O importante é seguir, continuar, jamais desistir de ser feliz. Após decepções doídas, perdas irreparáveis e doenças devastadoras, nunca mais seremos iguais. Necessitamos nos esvaziar por dentro, para que consigamos nos reconstruir, a pouco e pouco, renovados e distantes das dores de ontem. E então a gente muda, bem lá dentro. E segue.
Não tem outro jeito. Quando você pensa no que passou e nas pessoas que lá estiveram, sem mágoa em seu coração, é porque você já perdoou, já se perdoou. Já superou. Quando você sorri ao se lembrar, é gratidão dentro de você. E, então, você entendeu tudo. O processo de cura é esse. É assim que a gente continua.
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Photo by Prince Akachi on Unsplash
Texto publicado originalmente em Prof Marcel Camargo
Sou o tipo que ama filmes, mas não tem paciência com séries. Eis a minha questão com programas reality show. Por mais que ocorram situações interessantes, não conseguem me prender interessada por 3 meses. Mas, ainda que pelas redes sociais, tenho observado a reação das pessoas com relação à duas participantes e comecei a analisar isso na vida “real”, fora das telas.
Por exemplo, uma das participantes entrou e logo se meteu em um dilema.: descobriu uma situação machista, denunciou e, se de um lado alguns participantes acreditaram nela e confiaram na sua palavra, de outro, alguns ignoraram e a questionaram. Enquanto isso, o público tomou o partido. Transformou a participante em uma deusa, perfeita, sempre coberta de razão. Em horas, ela ganhou milhões de seguidores e suas frases viraram lema.
E, então, ela continuou agindo normalmente e, claro, mostrou ao mundo que tem dezenas de defeitos como todos dentro e fora da casa tem. Falou besteira, fez fofoca, ficou cega de paixão como muitos de nós ja ficamos, escolheu amizades que não eram interessantes para o papel que tinha inicialmente, se afastou de pessoas que o público admirava… E como esperado, o mesmo público que a endeusou tornou-a inimiga número um do Brasil. Não, ela não cometeu crimes ou fez nada de diferente do que qualquer um de nós faz (ainda que não assuma). Por isso, ela foi de santa à vilã.
Vivemos buscando santos, salvadores. É por isso que existem religiões e seitas. Não acreditamos ser capazes de fazer isso por nós mesmos. Paradigmas. Então, quando alguém tem coragem apenas de dizer a verdade, de se expor, corre o grande risco de virar Deus ou diabo para os espectadores.
Fazemos isso na vida real o tempo todo. Gente que acabou bons relacionamentos porque escutaram o primeiro “Não”; gente que não fala com a mãe porque descobriu que antes de ser mãe ela era uma mulher e aproveitou bastante a vida; gente que odeia os pais porque eles se separaram acabando com o ideal de vida perfeita que essa pessoa tinha na cabeça… julgar as imperfeições do outro é uma forma de brigar com as nossas. Não aceitamos que o outro tenha os mesmos defeitos que temos porque, ao aceitar, teremos que lidar com eles. As pessoas não nos decepcionam. Nós criamos expectativa e quando não são atingidas, chamamos de decepção.
O contrário também acontece. Daí vou citar a segunda participante que falei lá no começo. Errada ou certa, desde o começo do programa, ela manteve a mesma postura. Fora da casa, faz missões até mesmo fora do país ajudando as pessoas. Dentro da casa, age do mesmo jeito: cuida dos mais próximos, defende o que acredita (certo ou errado, isso não vem ao caso no momento). Quando a admiração do público por ela cresceu, uma outra parte do público começou a se incomodar com isso. “Perfeita demais”; “boazinha demais”…
Apareceu uma ex amiga (Não acredito que este termo exista, mas ela se identificou assim) falando que agora ela era boazinha, mas no passado fez isso ou aquilo. Outro grupo tentou descredibilizar as missões que ela faz para ajudar as pessoas, questionando as intenções. Outros começaram a usar trechos de falas dela fora do contexto para tentar “sujar” a imagem. Tudo por uma simples razão: se assumir que sim, existem pessoas acima da média, que vivem o que falam, não teremos mais desculpas para nos mantermos no mesmo lugar. Teremos de mudar e fazer muito mais do que fazemos.
Quer outro exemplo?
A pandemia tem obrigado as pessoas a enfrentarem seus próprios monstros internos. Inveja, raiva, medo, preconceito… Tudo tem vindo à tona neste momento. Olhe nas redes sociais dos artistas. Quem doa um milhão é cobrado por quem não doou um real a doar 2 milhões. Quem pede para as pessoas ficarem em casa é criticado: “só pede isso porque vive em um casarão. Quero ver ficar na minha casa”. Quem precisa sair é rotulado de egoísta por quem fica. E o número de pessoas pregando morte aos chineses e aos idosos?
Trabalho também com redes sociais e tenho lido neste período comentários assustadoramente violentos. Tudo porque os outros e todo exterior nos mostra exatamente como é o nosso interior, como somos cheios de defeitos. Então, para muitos, é preferível criticar e acusar a admitir o óbvio.
A pandemia só está trazendo para fora tudo o que já tem dentro de Você. A sua preguiça de crescer, sua inveja dos bens das outras pessoas, seu preconceito com outras etnias, sua raiva da vida que não construiu como queria…
Pare de buscar mártir, deuses, salvadores, culpados… A sua vida é o que você faz dela! O único culpado ou responsável por estar onde está é você! Não dê ao outro a responsabilidade pelo seu destino.
A louva-a-deus-orquídea (Hymenopus coronatus) é uma espécie de louva-a-deus encontrado nas florestas tropicais do sudeste asiático.
Todos os louva-a-deus deste grupo possuem colorações que permitem a sua camuflagem, nas flores onde costumam-se esconder. O louva-a-deus-orquídea apresenta cores brilhantes brancas com padrões cor-de-rosa que se assemelham a uma orquídea. Este inseto mimetiza partes da flor de forma a passar despercebido. E dependendo da cor de fundo, ele pode alterar a sua cor para cor-de-rosa ou castanho.
A este tipo de camuflagem/mimetização denomina-se mimetização agressiva, onde o predador engana as suas presas servindo como isca. Esta camuflagem também ajuda a louva-a-deus-orquídea a escapar a potenciais predadores.
Sua imitação é tão convincente que os insetos são mais atraídos por ele do que pela própria flor.
A camuflagem não é um conceito estranho, muitos animais e insetos adotam disfarces inteligentes para evitar predadores.
O louva-a-deus orquídea tem patas traseiras em forma de pétalas e suas cores fazem com que seja facilmente confundido com pelo menos 13 espécies de flores existentes na área onde vive.
No ano de 2008, Isabella Nardoni perdeu sua vida no dia dezoito de abril. Hoje ela completaria seus 18 anos.
Por meio das redes sociais, sua mãe, Ana Carolina Oliveira, prestou homenagem à filha:
“Hoje chegariam seus tão sonhados 18 anos. A única pergunta que tenho e sempre terei é: como seriam? Pergunta que nunca irá calar. Mas, hoje sei que o céu está em festa e no plano maior sei e confio que está tudo bem! Sua evolução não parou e sinto que seu crescimento é ainda maior. São doze anos separadas aqui na Terra, mas dezoito unidas em um só coração. E essa união será para todo o hoje e sempre. Que assim seja! Te amo para além do que imagina, minha eterna pequena”.
Tudo aconteceu em março de 2008 quando Isabella possuía apenas 5 anos. Sua vida foi retirada pelo próprio pai, Alexandre Nardoni, que teve como cúmplice a madrasta da garota, Anna Carolina Jatobá. Os responsáveis tentaram simular que havia sido um acidente, mas acabaram sendo presos e condenados — ele a 31 anos de prisão e ela a 26.
Depois de tudo que aconteceu, a mãe de Isabella, Ana Carolina Soares conseguiu retomar sua vida. Casou-se com o administrador Vinicius Francomano e hoje tem dois filhos, Miguel e Maria Fernanda, sendo a garota a filha mais nova que nasceu em fevereiro deste ano.
Nossos sentimentos e energias positivas para essa mãe, que é mais que uma guerreira! O ocorrido nunca será esquecido e desejamos hoje, uma vida mais que especial a ela e ao resto da família que perdeu essa garotinha que marcou o Brasil com sua partida.
A transmissão começará no Multishow (na TV e em seu canal Música Multishow no Youtube) e também no Globoplay (com sinal aberto no Brasil e nos EUA), que exibirão o pré-show, ao vivo, a partir das 15h (horário de Brasília). E o show principal, que começa às 21h.
Como ver na TV aberta?
A TV Globo exibirá o show completo de duas horas de duração logo após o “Altas Horas”, na madrugada de sábado para domingo.
Como é o pré-show?
No pré-show, vão cantar ou falar os seguintes artistas, em ordem alfabética: Adam Lambert, Andra Day, Angèle, Anitta, Annie Lennox, Becky G, Ben Platt, Billy Ray Cyrus, Black Coffee, Bridget Moynahan, Burna Boy, Cassper Nyovest, Charlie Puth, Christine and the Queens, Common, Connie Britton, Danai Gurira, Delta Goodrem, Don Cheadle, Eason Chan, Ellie Goulding, Erin Richards, FINNEAS, Heidi Klum, Hozier, Hussain Al Jasmi, Jack Black, Jacky Cheung, Jack Johnson, Jameela Jamil, James McAvoy, Jason Segel, Jennifer Hudson, Jess Glynne, Jessie J, Jessie Reyez, John Legend, Juanes, Kesha, Lady Antebellum, Lang Lang, Leslie Odom Jr., Lewis Hamilton, Liam Payne, Lili Reinhart, Lilly Singh, Lindsey Vonn, Lisa Mishra, Lola Lennox, Luis Fonsi, Maren Morris, Matt Bomer, Megan Rapinoe, Michael Bublé, Milky Chance, Naomi Osaka, Natti Natasha, Niall Horan, Nomzamo Mbatha, P.K. Subban, Picture This, Rita Ora, Samuel L Jackson, Sarah Jessica Parker, Sebastián Yatra, Sheryl Crow, Sho Madjozi, SOFI TUKKER, SuperM, The Killers, Tim Gunn, Vishal Mishra e Zucchero.
Como é o show principal?
Na sequência, às 21h, acontecem os shows principais do festival. Em ordem alfabética, são os seguintes que vão cantar ou falar: Alicia Keys, Amy Poehler, Andrea Bocelli, Awkwafina, Billie Eilish, Billie Joe Armstrong (Green Day), Burna Boy, Camila Cabello, Celine Dion, Chris Martin, David & Victoria Beckham, Eddie Vedder (Pearl Jam), Ellen DeGeneres, Elton John, FINNEAS, Idris and Sabrina Elba, J Balvin, Jennifer Lopez, John Legend, Kacey Musgraves, Keith Urban, Kerry Washington, Lady Gaga, Lang Lang, Lizzo, LL COOL J, Lupita Nyong’o, Maluma, Matthew McConaughey, Oprah Winfrey, Paul McCartney, Pharrell Williams, Priyanka Chopra Jonas, Sam Smith, Shah Rukh Khan, Shawn Mendes, Stevie Wonder, Taylor Swift e Usher.
Quais os horários de cada atração?
Segundo o site oficial do evento, a ordem dos shows não será divulgada antes do evento.
Apesar de ainda soar algo espantoso, utilizar vírus modificados como vetores em terapia genética não chega a ser uma novidade na ciência. Mas as técnicas vêm sendo aprimoradas. Uma nova estratégia nesta linha, aplicada para destruir tumores de pulmão, foi testada com sucesso em pesquisa do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. Ao contrário do método convencional, onde o chamado vetor de transferência gênica – geralmente um vírus modificado em laboratório – introduz apenas um gene terapêutico na célula doente, a técnica desenvolvida no ICB usa um único vírus para transferir ao mesmo tempo dois genes supressores de tumor. Ao chegarem ao núcleo das células tumorais, esses genes causam a morte celular. Em experimentos com animais, o novo método reduziu os tumores cancerígenos em até 80% e os pesquisadores preparam-se para iniciar os testes em seres humanos. A descoberta é relatada em artigo da revista Gene Therapy, editada pelo grupo Nature.
O que a terapia gênica faz é utilizar esses vírus – neste caso, um adenovírus modificado, que não causa doenças – para levar até o núcleo das células cancerígenas um gene que impeça o crescimento e destrua os tumores. “As células tumorais não querem envelhecer e nem morrer, por isso continuam a se dividir indefinidamente”, conta a professora Eugenia Constanzi Strauss, coordenadora da pesquisa. “Em praticamente todos os tumores cancerígenos, essa divisão é causada por problemas no controle do ciclo de vida das células (proliferação, envelhecimento e morte), motivados por mutações em dois alvos comuns, os genes p53 e CDKN2A.”
Genes inseridos no vetor (vírus modificado em laboratório) induzem à morte maciça das células tumorais e a atuação conjunta do p53 e do CDKN2A estabelece novamente a barreira contra divisão celular anormal – Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Quando o p53 está intacto, ele identifica situações de estresse nas células, como a presença de mutações que podem levar à proliferação exagerada e ao câncer. “Esse gene aciona proteínas que contornam essa situação e, caso elas não funcionem, induz à morte das células”, diz Eugênia. “O CDKN2A é um gene ligado ao envelhecimento das células, porque ele bloqueia definitivamente o processo de divisão”.
Segundo a professora, como o câncer é uma doença que envolve vários genes, faz sentido a ideia de tentar remediar várias mutações de uma só vez. “Assim, a pesquisa desenvolveu um vetor bicistrônico, que recebe esse nome por ser capaz de transferir simultaneamente os p53 e o CDKN2A para as células tumorais”, explica. “O novo vetor, um adenovírus, foi usado em experimentos com células de tumores do pulmão, um tipo de câncer de grande interesse epidemiológico, devido a sua alta frequência na população, independente do sexo.”
Destruindo tumores
Inicialmente, o vetor foi testado in vitro (em experimentos de bancada), em linhagens de células de tumores de pulmão humano cultivadas em laboratório, nas quais o gene pP53 e CDKN2A sofreram mutações. “Os resultados foram excelentes. O vírus com os dois genes é melhor que as versões com apenas um gene”, ressalta Eugênia. “Os genes induzem à morte maciça das células tumorais, e a atuação conjunta do p53 e do CDKN2A estabelece novamente a barreira contra a divisão celular anormal.” Os testes in vivo (com modelos animais) foram feitos em camundongos no quais foram implantadas células tumorais, obtendo-se uma redução de até 80% do tamanho dos tumores em um período de 30 a 45 dias após a introdução do vírus modificado.
“Novos experimentos vão combinar a terapia genética com o uso de medicamentos quimioterápicos, que poderão tornar a quimioterapia mais branda com a redução da dose e, em consequência, dos efeitos adversos”, destaca a professora. “O vetor também vai ser usado em células de tumores do sistema nervoso central, os glioblastomas, um tipo de tumor com poucas opções de tratamento.”
O próximo passo da pesquisa é a produção dos vetores em um laboratório piloto, seguindo as normas da Anvisa, adotadas pela indústria farmacêutica. “Até agora, o que se tem é o protótipo de um produto para terapia gênica. Para que ele chegue aos hospitais, é preciso fazer várias etapas de ensaios pré-clínicos em seres humanos, a primeira delas para verificar a toxicidade”, relata Eugênia. “Esses testes exigem a que os vetores sejam produzidos com qualidade para uso clínico, seguindo um processo conhecido como Boas Práticas de Produção (GMP, na sigla em inglês). Após o sucesso dos protocolos clínicos experimentais,a tecnologia pode ser transferida para as indústrias.”
A professora ressalta que a Anvisa publicou em 20 de fevereiro uma resolução que regulamenta os produtos para terapias avançadas, inclusive a terapia genética. “Em todo o mundo, estima-se que haja 20 produtos de terapia gênica licenciados, número que pode chegar a 300 em dez anos. O custo dos vetores ainda é altíssimo, e com a resolução, as empresas podem licenciar, produzir e vender no Brasil”, afirma. “Esse processo pode levar alguns anos e o trabalho da universidade é desenvolver a tecnologia e realizar estudos de prova de princípio a partir do zero, mapeando toda a rota, do laboratório ao leito do paciente, e também formar recursos humanos que permitam a transferência do conhecimento à indústria, capacitando-a para realizar a produção.”
Atualmente os vetores virais (vírus modificados em laboratório para levar genes até as células doentes) são considerados mais eficientes, sendo utilizados com maior frequência nas pesquisas e testes clínicos de terapia genética em todo o mundo; apesar dos resultados satisfatórios, estudo reforça a necessidade de intensificar as pesquisas com o objetivo de desenvolver novos vetores – Infografia: Beatriz Abdalla/Jornal da USP
Mais informações: e-mail [email protected], com a professora Eugênia Constanzi Strauss
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Capa: Ao contrário da terapia genética convencional, onde em geral um vírus modificado em laboratório introduz apenas um gene terapêutico na célula doente, nova técnica utiliza um único vírus para transferir dois genes supressores de tumor, que ao chegarem ao núcleo das células causam morte celular – Ilustração: Cleber Siquette/Jornal da USP