O Papa Francisco mais uma vez surpreendeu o mundo com o seu olhar sobre questões que permeiam a vida em sociedade. Em entrevista para o documentário “Francesco”, que estreou no Festival de Cinema de Roma nesta quarta-feira (21), ele demonstrou seu apoio às uniões civis entre pessoas do mesmo sexo.
“Os homossexuais têm o direito de ter uma família. Eles são filhos de Deus”, disse o pontífice. “O que precisamos ter é uma lei de união civil, pois dessa maneira eles estarão legalmente protegidos.”
O documentário que traz essa histórica fala do Papa Francisco também joga luz sobre outras questões que o preocupam, como meio ambiente, pobreza, migração, desigualdade racial e de renda, e aqueles mais afetados pela discriminação.
Quando ainda era arcebispo de Buenos Aires, Francisco apoiava as uniões civis para casais homossexuais como alternativa ao casamento homossexual, como bem informou o jornal Estadão. A publicação lembra, entretanto, que esta é a primeira que ele se pronuncia a favor das uniões civis entre pessoas do mesmo sexo desde que foiescolhido como Papa.
O posicionamento do Papa Francisco rendeu elogios do padre James Martin, considerado o jesuíta que mais se empenhou para construir pontes para os gays na Igreja. “um grande passo adiante no apoio da Igreja à comunidade LGBT. […] O pronunciamento do papa em favor das uniões civis também é uma mensagem forte para lugares onde a Igreja se opôs a essas leis”, disse o padre em um comunicado.
O tempo passa e as coisas mudam. Mudam as paisagens, os desejos, os lugares, as roupas, o corpo, muda lá fora e muda dentro da gente. Nós nos transformamos junto com os dias, aprendendo com as experiências, com o que dá certo e com o que dá muito errado. Infelizmente, nem todo mundo melhora com o tempo.
A lógica da vida deveria ser as pessoas se tornarem melhores enquanto vão caminhando, pois a vida a gente aprende vivendo, vivenciando e refletindo sobre o que ocorre. O normal, nesse sentido, seria cada um de nós reconhecer os erros, entender a responsabilidade sobre o que acontece conosco, para que evitemos repetir o que faz mal, aos outros e a nós mesmos.
A lógica seria cada um de nós se afastar do egoísmo, da imaturidade emocional, conseguindo entender a nossa responsabilidade emocional com quem nos ama e nossa influência nas vidas alheias. O normal seria a gente se tornar mais humano, mais solidário, mais empático, mais gente de verdade, gente grande.
Mas a vida pode ser cruel demais, as experiências podem ser traumáticas, a escuridão pode ser avassaladora, a ponto de retirar qualquer traço de esperança do coração de algumas pessoas. Elas então podem não conseguir mais ser as mesmas de antes, nem sorrir como antes, tampouco ser agradáveis como antes. Algumas pessoas se fecham em si mesmas, quando acuadas, de um modo impenetrável, e dali nunca mais saem.
Outras vezes, algumas pessoas mudam conosco porque alcançam uma etapa de vida na qual não conseguem nos encaixar. Elas podem, por exemplo, enriquecer, obter fama ou um emprego altamente rentável, e se esquecerem de quem sempre esteve ao lado delas. Certas pessoas ficam deslumbradas e valorizam somente o que lhes traz conforto material. E daí a gente passa a não mais caber na vida delas.
É a vida, ela pede movimento, ela ensina e cada um que se vire para aprender as lições, ou não. Nem todo mundo se movimenta para a direção nossa e daí a gente não os reconhece mais, nem nos reconhecemos mais perto deles. Embora seja muito triste termos saudades de quem algumas pessoas eram, teremos que lidar com isso. Vida que segue. Mantendo nossa essência, haja o que houver.
Para falar de vingança é necessário pontuar aspectos biológicos, psíquicos e morais, considerando que todo ser humano nasce com o instinto de retaliar no momento em que se sente agredido. Porém, o princípio da realidade, com suas normas e restrições, aplaca o sentimento de vingança.
A palavra vingança surge do latim “vindicare”, que significa o ato de castigar ou punir pelo mal causado. Em algum momento da vida já experimentamos o desejo de vingança, após sofrer uma ofensa de alguém, contudo, a maioria das pessoas racionaliza esse impulso, que é mediado pela nossa consciência.
Apesar das controvérsias, o sentimento de vingança é explorado na literatura, na televisão e no cinema, que atinge um sucesso espetacular, uma vez que o ato de punir e suas crueldades levam às atitudes tresloucadas, um roteiro de prazer e dor nas telas e na vida real.
Sigmund Freud advertiu “que a maldade é a vingança do homem contra sociedade pelas restrições que ela impõe”. Entretanto, quando a vingança se torna uma necessidade doentia de fazer os outros pagarem por suas afrontas, porque quase sempre os sujeitos vingativos são narcisistas, incapazes de perdoar e não possuem empatia por ninguém.
Aliás, a obsessão por vingança tem como objetivo produzir sofrimento naquele que cometeu o insulto. As pesquisas apontam que os rancorosos sentem “deleite” em castigar, chegando a planejar a forma de devolver o “ultraje”. Em geral, o que desencadeia um comportamento vingativo é a rejeição pela perda de algo – que era muito importante – nas relações afetivas, na família, no trabalho, no grupo de amigos, etc.
Os exemplos mais comuns, são os crimes passionais praticados por homens que não aceitam o pedido de separação das mulheres, e a pornografia da vingança que envolve a exposição de vídeos e fotos íntimas das vítimas com a intensão de causar vergonha. Também persiste a vingança de justiceiros, de linchamentos e do crime organizado.
Essas e novas formas de expressões de vingança ganharam espaço nas redes sociais, que têm servido de plataforma de revanchismo contra pessoas, grupos e instituições. Por isso que determinados políticos, governantes e religiosos encorajam condutas vingativas, como instrumento de poder e controle da coletividade.
Portanto, existem atos de vingança que precisam da aplicação da justiça e a punição dos tribunais, a fim de acabar com o ciclo de retaliação como um fenômeno social. É como disse Mahatma Gandhi: “Olho por olho, e o mundo acabará cego”.
E, por fim, temos que colocar o perdão no lugar da vingança, para nos livrar de qualquer ressentimento, que é um processo de cura psicoespiritual, pois a vingança é um sentimento que não vem de Deus.
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Jackson César Buonocore é Sociólogo e Psicanalista
A Covid-19 já matou mais de 1,1 milhão de pessoas em todo o mundo desde que foi relatada pela primeira vez na China em dezembro de 2019.
Anika Chebrolu, uma adolescente indígena americana de 14 anos, recebeu US $ 25.000 por desenvolver um tratamento potencial para o vírus. A aluna da oitava série de Frisco, no Texas, Estados Unidos, venceu o “3M Young Scientist Challenge”, que é considerada a principal competição de ciências do ensino médio no país da América do Norte.
De acordo com o 3M Challenge, o trabalho de Chebrolu “usa uma metodologia in-silico para descobrir uma molécula líder que pode se ligar seletivamente à proteína spike do vírus SARS-CoV”.
Enquanto os pesquisadores ao redor do mundo avançam em novos desenvolvimentos na medicina, Anika Chebrolu, uma estudante do Independence High School em Frisco, foi apelidada de “Melhor Jovem Cientista da América” por seu trabalho árduo para encontrar um tratamento para o coronavírus.
“Desenvolvi essa molécula que pode se ligar a uma determinada proteína do vírus SARS COVID-2. Essa proteína, ao se ligar a ela, interrompe a função da proteína. Comecei com um banco de dados de mais de 682 milhões de compostos”, explicou a jovem em uma entrevista à CBS News.
Ela passou a examinar milhões de pequenas moléculas usando uma série de ferramentas de software. Não se sabe se ele testou sua pesquisa em um modelo vivo. No entanto, Anika garante que o que está acontecendo com ela é emocionante e ela ainda está tentando processar tudo.
Ajudando em sua pesquisa estava a Dra. Mahfuza Ali, uma cientista corporativa da 3M designada como mentora da jovem, que a ajudava a transferir suas ideias para um protótipo físico.
Embora seus planos originais fossem baseados na gripe sazonal, Anika mudou seu foco para o coronavírus, conforme a pandemia crescia em escala. “Sempre temos esse medo constante de quem será afetado pelo coronavírus”, conta a jovem.
Ela se descreve como “uma pessoa que aspira ser muitas coisas”, e também contou de onde vem seu interesse pelo mundo científico.
“Meu avô, quando eu era mais nova, sempre me impulsionou para a ciência. Ele na verdade era professor de química, e sempre me disse para aprender a tabela periódica dos elementos e aprender todas essas coisas sobre ciências e com o tempo passei a adorar”, conta Anika.
A jovem de 14 anos diz que embora o título e o prêmio em dinheiro sejam uma honra para ela, seu trabalho ainda não acabou. Ela tem vários objetivos em mente, um deles é trabalhar com cientistas e pesquisadores que lutam para “controlar a morbimortalidade” da pandemia, fazendo de suas descobertas uma verdadeira cura para o vírus! Parabéns a essa exemplar estudante e pequena cientista!
A rápida ascensão das plataformas de streaming como umas das principais fontes de entretenimento na maior parte do mundo fez com que a oferta de produto audiovisual aumentasse consideravelmente, de modo que o usuário destes serviços hoje tem à sua disposição um cardápio cada vez mais variado de filmes, séries, documentários, reality shows e afins. Mas, como bem sabemos, quantidade não é sinônimo de qualidade, e o que se vê é que o consumidor ultimamente tem que fazer elaboradas pesquisar antes de escolher o que assistir para não correr o risco de perder várias horas em frente à telinha assistindo produções de qualidade duvidosa, ou que simplesmente não oferecem nada além de entretenimento raso.
Se você é mais um entre os muitos que já perderam a paciência para ficar horas garimpando entretenimento de qualidade nas plataformas de streaming, aí vem a melhor notícia: nós elaboramos uma lista com 10 séries imperdíveis que com certeza não te farão sentir que você está perdendo tempo em frente à TV. É só escolher uma e dar o play. Confira abaixo!
1- We Are Who We Are (HBO Go)
Em We Are Who We Are, os jovens Fraser (Jack Dylan Grazer) e Caitlin (Jordan Kristine Seamon) vivem com os pais numa base militar americana perto de Veneza, na Itália. O introvertido Fraser acaba de chegar ao local e sente falta dos amigos que deixou em Nova York, sua cidade natal. A destemida Caitlin mora lá há anos e já domina o italiano. Juntos, eles enfrentam os dramas típicos da adolescência, como amizade, primeiros amores, construção de identidade e conflitos familiares.
2- The Act (Amazon Prime)
The Act conta a história de Gypsy Rose Blanchard (Joey King), uma jovem que passou a vida inteira acreditando que tinha uma grave doença por causa de Dee Dee (Patricia Arquette), sua mãe superprotetora. Após descobrir a verdade, a menina vai à procura de sua independência, o que acaba resultando em um assassinato. Série baseada em uma história real.
3- Succession (HBO Go)
Em Succession, Logan Roy (Brian Cox) é o patriarca de uma das famílias mais poderosas da atualidade e dono de um império midiático conhecido como Waystar Royco. Ele sempre se dedicou mais aos negócios do que aos quatro filhos – Connor (Alan Ruck), Kendall (Jeremy Strong), Roman (Kieran Culkin) e Siobhan (Sarah Snook). Quando Logan tem uma piora em seu estado de saúde, seus descendentes iniciam uma disputa pelo controle das empresas. Mas a fome de poder se mostra bastante perigosa, colocando à prova a lealdade de cada um deles.
4- The Great (Amazon Prime)
The Great conta a história do conturbado casamento da poderosa imperatriz Catarina (Elle Fanning) da Rússia com o czar Pedro III (Nicholas Hoult). Ambos mantinham casos extraconjugais e cultivavam um relacionamento explosivo.
5- Normal People (Amazon Prime)
Normal People acompanha os encontros e desencontros de Marianne e Connell, dois jovens de origens distintas que acabam se apaixonando um pelo outro durante diferentes fases da vida, como o ensino médio em uma pequena cidade da Irlanda e a universidade em Dublin.
6- I May Destroy You (HBO Go)
Arabella (Michaela Coel) é uma jovem londrina segura de si, com um grande grupo de amigos, um namorado na Itália e uma próspera carreira de escritora. Mas depois que alguém faz com que ela tome uma dose de Boa Noite, Cinderela, a moça se vê obrigada a reconstruir a própria vida.
7- Bom Dia, Verônica (Netflix)
Na trama, Tainá Müller vive Verônica, escrivã e aspirante a investigadora que resolve ir a fundo em casos de violência contra a mulher. Após presenciar um suicídio, ela se sente engatilhada a fazer algo por estas vítimas, mesmo que isso lhe custe caro.
8- Lovecraft Country (HBO Go)
Chicago, 1954. Atticus Turner (Jonathan Majors) é um veterano do exército que vê sua vida mudar quando seu pai desaparece misteriosamente. Decidido a encontrá-lo, o jovem embarca numa viagem de carro ao lado do tio George (Courtney B. Vance) e da amiga de infância Letitia (Jurnee Smollett), mas a jornada logo se revela muito mais perigosa do que eles esperavam.
9- La Révolution (Netflix)
Em La Révolution, o médico e futuro inventor da guilhotina Joseph-Ignace Guillotin (Amir El Kacem) investiga uma série de assassinatos na França de 1787, descobrindo então um novo vírus que se espalha rapidamente pela aristocracia. O chamado “Sangue Azul” faz com que os nobres ataquem violentamente os mais pobres, e isso gera uma insurreição popular. Seria a doença contagiosa o estopim do que ficou conhecido como a Revolução Francesa?
10 – The Boys (Amazon Prime)
Em The Boys, quando a fama sobe à cabeça, alguns super-heróis passam a se corromper e usar seu status para se promoverem ainda mais, o que pode colocar em risco a própria população. Uma equipe da CIA foi, então, preparada para cuidar do caso.
Originalmente de Staten Island, em Nova York, Estados Unidos, Eileen Delaney foi forçada a abandonar o colégio para conseguir um emprego de tempo integral para ajudar sua madrasta com as contas. Ela conseguiu um emprego na New York Telephone Company.
“Foi um bom trabalho na época. Mesmo não tendo me formado no ensino médio, ainda era amiga de todos!”, conta Delaney em entrevista à WJLA.
A mãe de Eileen morreu quando ela tinha apenas 12 anos e seu pai se casou novamente quando ela tinha 14. Hoje, com seus 93 anos, ela mora em Centerville, na Virginia, desde 1998. Ela tem oito netos, cinco bisnetos e uma família inteira que a ama e se esforça para vê-la feliz.
Maureen Delaney
Este ano, devido à pandemia COVID-19, sua família quis comemorar seu aniversário de uma forma especial e dar a ela um presente inesquecível. A filha de Eileen, Maureen, contou que toda a família se reuniu para fazer uma “explosão de cartões de aniversário” para a sua mãe, entregando afeto e amor à distância.
Mas a família tinha mais uma surpresa na manga. “Não é fácil surpreender, mas fiquei realmente surpresa”, disse sua filha.
A sobrinha de Delaney contatou o diretor da Port Richmond High School em Nova York e a associação de ex-alunos, da qual Eileen permaneceu indiferente por todos esses anos e recebeu um diploma do ensino fundamental da classe de 1945.
Eileen Delaney finalmente recebeu seu diploma do ensino médio, o que, de acordo com membros da família, deveria ter acontecido há décadas, há 75 anos para ser exato.
“Eu não tinha ideia, nunca passou pela minha cabeça.”, conta a senhora de 93 anos ao receber o diploma.
Maureen Delaney
Os membros da família participaram de uma chamada Zoom para a surpresa especial. Eles ainda não se encontraram e todos estão respeitando as indicações para a prevenção contra o coronavírus. Mas o esforço e o amor que eles colocaram nos cartões e na surpresa tornaram este 93º aniversário de Eileen emocionante e difícil de esquecer.
Dominou os noticiários nesta semana a triste notícia sobre a queda de um avião na Colômbia na última terça-feira (13). A tragédia, ocorrida na última terça-feira (13), ainda guarda uma história de heroísmo que comoveu o mundo. Um bebê de menos de um ano de idade chamado Martin foi o único sobrevivente da tragédia. Ele foi salvo por sua mãe, que usou o próprio corpo como escudo.
De acordo com informações do GQ, o avião HK 2335-G fazia o trajeto Santa Marta – Guaymaral, na Colômbia e caiu apenas algumas horas após a decolagem. Estavam à bordo a mãe da criança, a babá da criança e o pai, que pilotava a aeronave.
O episódio foi registrado e postado no Twitter pela equipe de Bombeiros Cundinamarca, que estiveram no local do acidente. “Bombeiros de Ubaté atendem um acidente aéreo em Novillero. Um avião cobria a rota SantaMarta – Guaymaral. 3 pessoas morreram, uma criança de menos de um ano sobreviveu e foi transferida para um hospital em #Ubaté”, escreveram.
O pequeno Martin se encontra em estado estável, sendo tratado no Hospital Universitário da Fundação Santa Fé de Bogotá. A causa do acidente ainda está sendo investigada pelas autoridades locais.
Se existe um sentimento mais inocente e bonito do que o amor de um cachorro pelo seu humano favorito, nós desconhecemos. É um amor incondicional e sem reservas.
Quando um cachorro lambe seu rosto, pula em seu colo ou late de maneira afoita quando você entra pela porta, significa que ele é loucamente apaixonado por você.
Mas você sabia que o batimento cardíaco do seu cachorro realmente dispara quando você diz: “Eu te amo?”
Bem, de acordo com um recente estudo conduzido pelo pessoal da Canine Cottages, pode ser esse o caso.
Depois de equipar um quarteto de filhotes com monitores de frequência cardíaca, os cães foram guiados por uma série de cenários ao longo de sete dias para ver como eles reagiriam a uma variedade de estímulos.
Os dados de rastreamento revelaram que os quatro cães tinham uma média de batimentos cardíacos em repouso de 67 batimentos por minuto.
Quando os donos diziam “Eu te amo” para seus animais de estimação, a frequência cardíaca dos doguinhos disparou para 98 batimentos por minuto – um aumento de 46,2%.
Enquanto o seu cão se anima ao ritmo de um salto de 10,4% da frequência cardíaca apenas por colocar os olhos em você, algumas atividades na verdade tiveram um efeito calmante sobre os cães.
O carinho de qualidade no sofá resultou em uma redução de 22,7% na frequência cardíaca canina.
Embora certamente não seja o estudo cientificamente mais exaustivo já realizado e as conclusões tiradas sejam possivelmente um pouco confusas, quem somos nós para discutir sobre o vínculo entre os humanos e seus melhores amigos de quatro patas? Eu não ouso discordar.
Os plásticos estão causando danos irreparáveis ao nosso planeta. Quando falamos de mares e oceanos, as coisas são ainda piores. Só na Espanha, segundo dados do Greenpeace, 30 milhões de latas e plásticos são jogados no lixo todos os dias, dos quais 79% vão para aterros ou diretamente para o meio ambiente. Muitos deles chegam ao mar, devido à ação de rios, esgotos, tempestades, chuvas, entre outros.
Muitos amantes da natureza, ativistas ou pessoas conscienciosas, decidiram agir para impedir tudo isso. Entre eles está o jovem porto-riquenho Marcos Daniel Cruz, que surfa e vê com os próprios olhos a poluição dos mares do país.
Ele então decidiu começar um novo projeto e fazer pranchas de surf feitas com o plástico recolhido nas praias, transformando o lixo em pranchas que são verdadeiras obras de arte, além de serem sustentáveis, é claro.
Quando os plásticos tocam os cursos d’água (rios, canais, esgotos), uma jornada direta ao mar começa. O Greenpeace explica que 80% dos resíduos encontrados nos oceanos vêm da terra, enquanto os outros 20% pertencem à atividade marítima (redes de pesca e outros).
Marcos Daniel Cruz concorre com seu incrível design de prancha que foi resultado de um mês de reciclagem na praia de Vega Alta, em Porto Rico. Ele já é finalista do concurso.
Sua prancha é feita com 100% de produtos reciclados e resgata a ideia de seu projeto de graduação na Escola de Artes Plásticas e Design de Porto Rico. “Sempre quis trabalhar algo com sustentabilidade. Como ‘surfista’, tenho visto o problema da contaminação da água muito presente… sempre que ‘surfo’ encontro muito lixo.”, completa.
Facebook Marcos Daniel Cruz Vicens
“Por isso, a ideia central do projeto, muito antes da competição, é recuperar o plástico que chega às nossas praias e criar um material com o qual possam ser feitas pranchas de surfe e outros produtos para esportes náuticos, para que a as fábricas que se dedicam a isso possam aproveitá-lo”, conta o esportista.
Facebook Marcos Daniel Cruz Vicens
Para seu projeto, ele teve que recolher quase 13 quilos de plástico, uma quantidade que parece pouca, mas é muita em termos de volume e trabalho.
A partir daí, iniciou-se um belo processo de criação, com incessantes trabalhos de design, pesquisa e fabricação.
Facebook Marcos Daniel Cruz VicensFacebook Marcos Daniel Cruz Vicens
Independentemente do resultado do concurso, Vicens está feliz com sua criação. O produto bonito e altamente funcional tem potencial para revolucionar o mercado. Nossos mares e oceanos apreciam isso!
“Estou muito feliz, porque este é um projeto que pode realmente contribuir para fazer uma boa mudança para o nosso meio ambiente e nosso dia a dia”, completa.
Em agosto deste ano, Fidel Montoya tomou uma decisão e montou três mesas, cadeiras e uma lousa em um pequeno local para receber crianças que precisavam de ajuda na área acadêmica, afinal, depois do inicio da pandemia, as aulas se tornaram um problema para diversas crianças e adolescentes.
Atualmente, o jovem aluno da Universidade Autônoma Metropolitana da Cidade do México dá aulas para 10 crianças que buscam aconselhamento, tirar suas dúvidas e até mesmo por alguns minutos na Internet para enviar seus trabalhos.
“Quem me motivou a dar aulas de graça foi minha mãe, porque ela me falou de um casal de irmãos, da terceira e quarta série, perto de onde moro, que não puderam se matricular no ano letivo porque não tinham televisão nem internet.”, conta Montoya ao site Chilango.
Fidel está no oitavo trimestre de sua graduação em Física no campus UAM Iztapalapa. Apesar da própria carga acadêmica, o jovem organiza sua agenda para atender sem falta aos menores que dela precisam. Mas não é a primeira vez que o jovem ensina, há três anos, ele dá consultoria em física e matemática para alunos do ensino médio. E, além disso, ele dá aulas de violão.
Como resultado da pandemia, Fidel teve que deixar o quarto que alugou na Cidade do México e se mudou para Toluca, onde começou este trabalho com crianças do terceiro, quarto, sexto e segundo ano.
As aulas de Fidel se popularizaram, então o número de crianças aumentou e as aulas não eram mais suficientes. Em seguida, ele pediu ajuda de voluntários nas redes sociais e sete outros jovens estudantes de graduação aderiram. Ele também recebeu livros e material acadêmico como presentes de professores.
CRISANTA ESPINOSA AGUILAR /CUARTOSCURO.COM
“Um pequeno do quarto ano do ensino fundamental veio estudar comigo porque na escola em que estava matriculado já haviam se passado duas semanas desde o início das aulas e não lhe falaram nada nem deixaram nenhuma atividade”, comentou Fidel.
O aluno dá aulas nas disciplinas de Matemática, Física e Espanhol, mas com a ajuda dos demais universitários, os pequenos também aprendem Ciências, Espanhol, História, Geografia e até um pouco de Inglês.
CRISANTA ESPINOSA AGUILAR /CUARTOSCURO.COM
Uma iniciativa importante para a educação das crianças. Parabéns a Fidel e seus colegas universitários por estarem caminhando com esse projeto em um momento tão desafiador!
Confira abaixo a nossa lista de filmes e séries que reverenciam uma classe de profissionais tão necessário em qualquer sociedade, mas que nem sempre recebem o devido valor: os professores!
Rita – Série
Independente e sem papas na língua, a professora Rita faz o maior sucesso com os alunos de uma escola dinamarquesa. Já entre os adultos, não dá para dizer o mesmo.
Onde ver: Netflix
Merli- Série
Um professor de Filosofia do Ensino Médio causa confusão por onde passa e serve de inspiração para todos os seus alunos, inclusive seu filho homossexual.
Onde ver: Netflix
Segunda Chamada – Série
No ensino noturno para jovens e adultos da EE Carolina Maria de Jesus, Jaci, Lúcia, Eliete, Marco André e Sônia trabalham em prol do poder de transformação social da Educação.
Onde ver: Globoplay
Efeito Pigmaleão – Filme
Em uma das áreas mais pobres de Paris, uma conselheira escolar se dedica a alunos desfavorecidos e enfrenta seus próprios desafios.
Onde ver: Netflix
Escritores da Liberdade – Filme
Enquanto seus alunos em situação de risco leem clássicos como “O Diário de Anne Frank”, uma professora pede a eles para fazerem diários de suas vidas conturbadas.
Onde ver: Netflix
Como Estrelas na Terra – Filme
Quando o sonhador Ishaan vai parar num internato, um professor de arte tenta ajudar o jovem criativo a descobrir sua verdadeira identidade.
Onde Ver: Netflix
Sociedade dos Poetas Mortos – Filme
O novo professor de Inglês John Keating é introduzido a uma escola preparatória de meninos que é conhecida por suas antigas tradições e alto padrão. Ele usa métodos pouco ortodoxos para atingir seus alunos, que enfrentam enormes pressões de seus pais e da escola. Com a ajuda de Keating, os alunos Neil Perry, Todd Anderson e outros aprendem como não serem tão tímidos, seguir seus sonhos e aproveitar cada dia.
Onde ver: Youtube
Sorriso de Monalisa – Filme
Katherine Watson é uma recém-formanda da UCLA que foi contratada, em 1953, para lecionar História da Arte na prestigiosa Wellesley College, uma escola só para mulheres. Determinada a confrontar valores ultrapassados da sociedade e da instituição, Katherine inspira suas alunas tradicionais, incluindo Betty e Joan, a mudarem a vida das pessoas como futuras líderes que serão.
Onde ver: Youtube.
Mentes Perigosas – Filme
Louanne Johnson, uma oficial da marinha, abandona a vida militar para ser professora de inglês. Porém, logo na primeira escola em que trabalha, ela se depara com diversas barreiras e é forçada a lidar com a rebeldia dos alunos. Como a professora não consegue a atenção da sua classe, ela parte para outra forma de ensino e passa a dar aulas com caratê e músicas de Bob Dylan, tentando ajudar a turma por meio de métodos pouco convencionais.
A quinta-feira (15) começou com um anúncio que abalou os fãs brasileiros de quadrinhos no Brasil. A DC Comics, editora responsável por personagens clássicos como Superman e Batman, apresentou uma nova Mulher Maravilha, a Yara Flor, que vem de uma tribo de amazonas do Brasil.
Segundo o editor do grupo de Superman, Jamie S. Rich, a heroína é do Brasil, mas é uma imigrante nos Estados Unidos.
“Apesar da gente ver ela atualmente ativa como a Mulher-Maravilha, eventualmente vamos descobrir sua origem – parcialmente com ela entendendo o que isso significa, de onde ela é, por que isso e´ela, como ela se relaciona com Diana e com as outras amazonas.”. conta Reich.
O editor ainda revelou que Yara terá características opostas às da Mulher Maravilha original.
“Diana Prince é uma deusa, então ela sempre está um pouco acima de nós. Esta é uma chance de meio que voltar a uma das raízes antigas da Mulher-Maravilha, na qual Diana tentava ser uma humana e aprender como ser humana. Agora vamos na direção oposta – como uma humana aprende a ser uma deusa?”
A trama da nova super-heroína da DC foi apresentada na edição de agosto da HQ “Wonder Woman Annual #4”. Na publicação, uma nova tribo de amazonas foi descoberta no Brasil.
Yara irá integrar o próximo grande evento da editora nos quadrinhos. “Future State”, previsto para começa em janeiro de 2021, com duração de dois meses. A história deve misturar personagens clássicos e novos.
Com isso, a maior parte das séries regulares de HQs vai ser substituída por edições especiais focadas no evento. Entre elas está “Future State: Wonder Woman”, que vai ter Yara como protagonista.
Vale destacar, entretanto, que a Mulher-Maravilha original, Diana Prince, continuará sendo destaque em outras publicações.
No meio da floresta estão as esculturas com quase três metros de altura feitas por “Anna & The Willow”. A artista elevou a técnica da tecelagem de cestos a outro nível. Simplesmente lindo.
A “land art”, ou arte com objetos da natureza é uma tendência que cada vez mais nos surpreende. Nesse caso, uma artista que se autodenomina “Anna & The Willow”, consegue gerar um efeito impressionante com suas esculturas.
Ela não os faz como pode ser visto comumente, que é entalhar uma tora de madeira para atingir uma certa forma ou figura. Ela usa galhos ou hastes de madeira para levantar esculturas reais com expressões corporais realistas, no meio de uma floresta.
A técnica de Anna é baseada no uso de cada um dos ramos para obter uma estrutura firme e sólida, e então enrolá-los juntos e “desenhar” uma grande figura.
Anna começou a trabalhar com essa técnica há 10 anos enquanto fazia um curso de escultura.
“Trabalhar com um material natural abriu novas portas para mim e resolvi aprender sobre cestaria (…). Gosto de usar as técnicas tradicionais de cestaria e dar um toque pessoal ao processo”, afirma.
O processo de criação começa com algumas linhas em esboços de papel. Após a primeira etapa, e finalizado o esboço do desenho, a artista monta algumas esquadrias de aço e as envolve com camadas de ramos enrolados de salgueiro, dando-lhes a forma final.
As esculturas podem atingir quase três metros de altura e são colocadas no meio da floresta, de onde podem ser movidas para qualquer lugar, graças às armações de aço. No trabalho de Anna podemos encontrar figuras humanas, como uma mulher com um arco e flecha, e figuras de animais, como cavalos e veados.
O mais notável é que as figuras têm poses em que parecem contemplar a floresta e passam uma sensação de movimento, por conta do posicionamento dos galhos e da organicidade do conjunto da obra. Incrível!
A vida é imprevisível. Às vezes é curta, às vezes longa. A vida, às vezes é economicamente próspera, às vezes economicamente miserável. A vida, às vezes encantadora, às vezes também se mostra caótica.
Nessa nossa vida, que poderia ser vista como uma enorme sequência de fugas e evitações daquilo que nos traz sofrimento, nos empenhamos em manter por perto aquilo que nos faz bem e que nos move em direção àquilo que sonhamos (lembrando que, na imensidão das vezes, passamos muito mais tempo fugindo da dor do que buscando a felicidade).
Penso que a vida, basicamente, ocorre dentro de dois grandes formatos:
Há a vida em que existem picos de empolgação e felicidade. Nessa vida você amadurecerá e aprenderá muitas coisas importantes sobre você, sobre os outros e sobre o mundo. Existe, entretanto, um custo extremamente elevado em viver dessa forma: você precisará estar disposto a perder tudo o que tem (e, inevitavelmente, perderá) repetidas vezes.
Essa vida, que é aquela que de fato gera experiências que nos humanizam, custa extremamente caro porque ela é construída sobre um tijolo de realidade e mil tijolos de fantasias, idealizações e sonhos. Por mais que o destino seja muito gentil, raramente tal construção permanece em pé – e aí mora o problema. A cada vez que o seu mundo desmorona você tem a impressão de que perdeu mais do que investiu. Junto com o fim de um relacionamento, por exemplo, pode morrer, temporariamente ou não, a capacidade de confiar afetivamente em outras pessoas, a capacidade de amar e, não tão menos frequente, o desejo de viver. Junto com o fim de um ciclo da carreira pode morrer a sua autoconfiança, a sua força de se aprimorar e o seu ânimo de seguir em frente. Em todo desmoronamento perde-se muito, entretanto, a vida com significado tem como matéria prima momentos de intensa alegria e dor.
Por outro lado, há outra forma de viver. Esta, por sua vez, é comparável a uma aplicação financeira na poupança. Você praticamente não corre riscos, entretanto, passa por poucas experiências engrandecedoras e, somente muito casualmente, será bem recompensado e sentirá felicidade em estar vivo. Há menos sofrimento, mas, por outro lado, existe um infinito vazio. A experiência da vida torna-se altamente tediosa e, de forma nem sempre óbvia, a pessoa passa toda a sua existência à espera (seja de um milagre: que coisas magníficas ocorram sem que haja exposição ao risco de sofrer, ou seja da própria morte).
Ninguém passa todo o tempo em apenas um dos referidos formatos. O tédio prolongado e grandes decepções casualmente nos fazem arriscar outras rotas, em busca de outros desfechos.
Enfim, assim é a vida, um mar de sentimentos e necessidades que oscila e nos tira do conforto para mostrar que, por mais estranho que pareça, a dor também é caminho.