Afastar-se de certas pessoas também é um ato de amor

Afastar-se de certas pessoas também é um ato de amor

A convivência é uma arte. Relacionar-se é uma arte e tanto. Uma diversidade gigantesca de pensamentos, ideias, comportamentos, histórias, tendo que frequentar espaços em comum. Cada um sente o mundo, as coisas, a vida, de uma forma única, e ficar ao lado de divergências torna-se uma tarefa hercúlea.

O choque entre uma pessoa e a outra vem exatamente de dentro de cada um. Vem do enfrentamento do que não tem a ver com a gente, vem da necessidade de olhar e enxergar além do próprio umbigo. Vem do medo do desconhecido, do que não é seguro, do que se nega a entender. E o choque se potencializa de acordo com o grau de aceitação de ambas as partes.

Fala-se muito da necessidade da empatia, nesse mundo cada vez mais violento e egoísta, em que valores morais sucumbem ao poder material, em que as aparências são cartão de visita, em que tudo parece importante, menos o que se é e se carrega no coração. E, embora essa tecla da tolerância e do entendimento seja batida por todos os meios midiáticos, a sociedade, em sua maioria, aparenta caminhar mais fundo pelas estradas da jornada egocêntrica e isenta de empatia.

Na verdade, devemos tentar entender as pessoas, tolerar as diferenças e aparar as arestas em nossos relacionamentos, dialogando e ouvindo ao mesmo tempo. Ninguém é o senhor da razão, ninguém é dono absoluto da verdade, somos todos humanos em constante evolução – se assim nos permitirmos. Porém, existem pessoas que se negam a tentar entender, conhecer, aprender um ponto de vista divergente. Não saem da bolha, não se deslocam um centímetro de sua zona de conforto. Impossível conviver em harmonia com gente assim.

E isso ocorre inclusive com quem amamos, com quem temos alguma história. Nesse caso, para que o amor se sustente, é necessário distância. Afastar-se também é um ato de amor, de amor pelo outro e de amor próprio. Não adianta insistir em certas pessoas. Não fique batendo na mesma tecla. Há tantas teclas, há tantas pessoas, há tantos lugares. Se for para bater, bata um papo com gente positiva, bata um bolo de chocolate, um suco, um drinque, mas, por favor, não faça papel de trouxa.

***

Imagem de capa meramente ilustrativa: Lucas e Karol Conká no ‘BBB21’ — Foto: Reprodução/Globo
Texto publicado originalmente em Prof Marcel Camargo

O egoísmo une os covardes, por Fabrício Carpinejar

O egoísmo une os covardes, por Fabrício Carpinejar

Algo que absorvi desde cedo: esteja ao lado do mais fraco. Esteja ao lado do mais vulnerável. Esteja ao lado de quem não vem sendo entendido.

O único jeito de ganhar alguém para sempre é não deixá-lo perdendo sozinho.

Amizade é resgate, é socorro, é trazer alguém de volta dos seus pensamentos solitários e mórbidos. É quando a paciência combate o preconceito, é quando o ouvido estende a mão imaginária contra a desistência e o desespero.

É se aproximar e dizer: “eu sei o que você vem sofrendo, conte comigo”. Só se tira alguém do sofrimento dando atenção, respeitando as suas palavras.

Não seguir o rebanho indica personalidade: aguentar ser diferente no momento em que todos se copiam.

Juntar-se a quem tem poder e fama, por sua vez, é interesse, oportunismo, afinidades do autoritarismo. Busca-se o privilégio da imunidade. Você não quer se sentir ameaçado e agride em grupo para não estar no lugar de quem é debochado.

É a pior escolha da vida. Não obedece à voz da consciência por aquilo que é mais cômodo. Foge de se expor, foge da luta, foge de defender o que é justo e certo. Para não sofrer represálias, para também não ser boicotado, para não ser encaminhado ao paredão.

Sabe que está errado, mas prefere não correr o risco de se tornar a próxima vítima. Aceita rir de quem não merece a ser zombado. O egoísmo une os covardes.

Na escola, os meus melhores amigos não eram os mais populares, os mais bonitos, mas os que ficavam excluídos e escanteados pela turma. O bullying foi o cupido de grandes cumplicidades.

São meus amigos até hoje, porque nos escolhemos pela verdade, não pela aparência. Ao nos aceitarmos, acabávamos com a rejeição. As adversidades em comum fortaleciam nossas conversas pelo recreio.

A dor partilhada é o elo mais indestrutível da confiança. Mais do que a alegria. Mais do que a festa. Mais do que a aventura.

Os afetos humilhados serão exaltados pelo tempo.

***
Abaixo, a publicação original

O EGOÍSMO UNE OS COVARDES

Fabrício Carpinejar

Algo que absorvi desde cedo: esteja ao lado do mais fraco. Esteja ao…

Publicado por Fabrício Carpinejar em Quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Imagem de capa: reprodução

Confira também o nosso podcast sobre o BBB21.

Idoso recebe sua cachorrinha no hospital antes de falecer de COVID-19. Partiu em paz!

Idoso recebe sua cachorrinha no hospital antes de falecer de COVID-19. Partiu em paz!

Os animais de estimação podem se tornar nossos companheiros mais fiéis. O amor que eles podem nos oferecer é incrível porque ultrapassa as palavras. Eles são capazes de nos acompanhar em nossos piores momentos, e um exemplo disso é Lilica, uma cadela que esteve com seu dono até nos últimos minutos de vida dele após contrair COVID-19.

contioutra.com - Idoso recebe sua cachorrinha no hospital antes de falecer de COVID-19. Partiu em paz!

Frederico Minatto, de 92 anos, foi internado em um hospital em Santa Catarina após ser infectado pelo COVID-19. Suas defesas estavam baixas e ele piorou com o passar dos dias. Depois de semanas na maca, houve algumas coisas que ele sentia falta: suas filhas e sua cadela Lilica.

A filha Ferndanda Minatto havia conversado com a irmã para saber como colocar o cachorro no quarto, mesmo que dentro de uma bolsa, mas depois de conversar com a equipe médica, eles encontraram o melhor caminho.

contioutra.com - Idoso recebe sua cachorrinha no hospital antes de falecer de COVID-19. Partiu em paz!

Eles fizeram questão de limpar Lilica com cuidado e transportá-la para o hospital respeitando todas as medidas sanitárias. O plano foi uma grande surpresa para Frederico, que nunca imaginou que sua melhor am iga de quatro patas estaria com ele no quarto. O rosto do idoso se iluminou em um segundo e fez o ventilador que ele estava conectado saturar com oxigênio por um segundo.

Lilica imediatamente subiu na maca assim que entrou pela porta. Mestre e animal de estimação se abraçaram como nunca antes, deixando as filhas e a equipe médica em choque. A família conseguiu falar com os médicos e estes, sabendo do estado em que se encontrava Frederico, deram-lhe autorização para ficar com a cachorrinha.

contioutra.com - Idoso recebe sua cachorrinha no hospital antes de falecer de COVID-19. Partiu em paz!

Dois dias depois de Frederico se reencontrar com Lilica, ele faleceu de COVID-19. Sua cachorrinha foi a última a vê-lo com vida.

contioutra.com - Idoso recebe sua cachorrinha no hospital antes de falecer de COVID-19. Partiu em paz!

Apesar do destino de Frederico, dizem que ele se despediu de todos muito feliz, pois junto com sua cachorra, nada o preocupava. A história desse homem de 92 anos e de Lilica permanece para a posteridade como a mais sincera demonstração de afeto que pode haver entre um dono e seu animal de estimação.

***
Redação Conti Outra, com informações de UPSOCL.
Fotos: Fernanda Minatto.

Estudo revela que grávidas podem transferir anticorpos contra covid-19 para os bebês

Estudo revela que grávidas podem transferir anticorpos contra covid-19 para os bebês

Um estudo publicado na última sexta-feira (29) pela revista médica JAMA Pediatrics traz ótimas perspectivas para quem aguarda a chegada de um bebê nestes tempos tão conturbados e incertos. Segundo o estudo, mulheres que contraíram covid-19 durante a gravidez podem transmitir anticorpos para os seus bebês, que já nascem “protegidos” contra o vírus.

contioutra.com - Estudo revela que grávidas podem transferir anticorpos contra covid-19 para os bebês
Pexels.

Para realizarem o estudo, os cientistas americanos acompanharam 83 gestantes que testaram positivo para Covid-19 antes de dar à luz. Após rfealizar os testes de sorologia, eles notaram que 72 delas transmitiram o chamado IgG (anticorpo de longa duração) para os bebês.

O estudo defende que os anticorpos tenham sido transmitidos via placenta. Vsale destacar que esse padrão foi observado tanto para mães assintomáticas, quanto para as que apresentaram manifestações leves, moderadas e graves da Covid-19 Quanto mais tempo havia se passado entre a contaminação e o dia do parto, mais anticorpos eram detectados nos bebês.

Outro tipo de anticorpo também foi analisado: o IgM, que aparece alguns dias depois da contaminação, quando o corpo começa a se defender. Ainda que as participantes da pesquisa tenham repassado o IgM aos filhos, a transmissão foi menor.

Segundo os pesquisadores, essas evidências são um indício de que as mães transmitem anticorpos capazes de proteger contra a doença, mas dificilmente irão infectar o bebê com o vírus, caso ele seja contraído durante a gestação. “Nossos resultados se alinham com as evidências atuais que sugerem que, embora a transmissão neonatal e placentária de Sars-CoV-2 possa ocorrer, tais eventos não são comuns”, escrevem.

O estudo ainda apresenta dados que podem ajudar a pensar os futuros esquemas de vacinação contra a covid-19 em gestantes.

“[Entre as assintomáticas] todos os soros de cordão umbilical eram soropositivos se o teste PCR da mãe se tivesse ocorrido 17 dias ou mais antes do parto”, explicam os pesquisadores. Os autores do estudo acreditam que esse período seja uma pista sobre quanto tempo leva até que o corpo da mulher produza anticorpos contra a doença e os repasse para o bebê.

“Embora as taxas de transferência transplacentária possam variar, é reconfortante que a infecção materna, seja sintomática ou assintomática, resulta na produção de anticorpos suficiente para uma transferência transplacentária eficiente de anticorpos para recém-nascidos de mães infectadas, porque a vacinação materna poderia fazer o mesmo”, escreveu a pesquisadora Flor Munoz, no editoral da revista.

***

Imagem meramente ilustrativa: Whindersson Nunes e Maria Lina Deggan (Foto: Reprodução/Instagram)

“Mau-caráter”, diz ex-empresária sobre Carol Conká

“Mau-caráter”, diz ex-empresária sobre Carol Conká

A participação da rapper Carol Conká no BBB21 têm gerado imensa repercussão nos últimos dias, principalmente por conta das suas atitudes no programa, lidas pelo público como preconceituosas e até desumanas. Mas a polêmica não se resume aos acontecimentos do reality, porque muitas pessoas que já trabalharam com a cantora resolveram revelar histórias sobre ela que antecedem a sua entrada na ‘casa mais vigiada do Brasil’.

Uma das mais recentes críticas veio de Drica Lara, ex-empresária de Carol Conká. Ela usou as redes sociais para fazer um desabafo expondo a rapper.

Em suas postagens, Drica Lara, que trabalhou com a artista por pelo menos cinco anos e rompeu o contrato em 2018, conta que não entende a surpresa de quem é próximo à Karol, e diz que talento não se sobrepõe a caráter.

“Hoje acordei com um número significativo de pessoas entrando em contato! Somente por isso vou escrever sobre! Entendo totalmente o público em choque! Não entendo a ‘surpresa’ de quem era/é próximo! Como assim não imaginava, não sabia? Sabia, sim!”, começa.

“Estou verdadeiramente dispensando texto de alívio de consciência sobre o ser! Se não esteve comigo ou não acreditou lá atrás, não faz sentido vir retomar agora. E já que resolvi falar, lá vai, e a quem não gostar, a porta da rua é serventia da casa: o ‘talento’, o gênero ou a cor não justifica o mau caráter”, desabafa.

Segundo Drica, a cantora teria inventado histórias para prejudicar sua carreira. “Foram anos de perseguição, nesse tom que vocês estão vendo! Fui aniquilada profissionalmente, difamada e chamada em rede nacional de incompetente e racista! Pensa, na minha área, música, no gênero rap, a maior representante falando para todos que oportunidade as histórias distorcidas que ela mesma criava”, relembra.

Ela também deu detalhes sobre os desgastes psicológicos que diz ter enfrentado por conta da artista. “Passou! Sobrevivi a uma depressão que me tomou um ano. Me reergui com apoio do meu marido, família e poucos amigos que sobraram à devastação! No rap, quem me salvou foram três mulheres que são grandes amigas até hoje: Flora Matos, Carla Arakaki e Deborah”, cita.

A empresária afirma ainda que não se sente bem vendo a forma com que Karol trata os participantes, e que se lembra de como era tratada por ela. “Imaginei que um dia isso poderia acontecer. Muito mesmo! Mas para a minha surpresa, não está sendo prazeroso, não estou de alma lavada, e só resgatou alguns sentimentos que eu não sentia há muito tempo. Então se você não trocou palavras comigo há mais de três anos, não vem de texto para sua consciência ficar mais tranquila, ok?”, conclui Drica.

***
Redação Conti Outra, com informações de Isto É.
Foto destacada: Reprodução.

Confira também o nosso podcast sobre o BBB21.

Com as próprias mãos, Padre Júlio Lancellotti quebra pedras colocadas sob viaduto para afastar população de rua

Com as próprias mãos, Padre Júlio Lancellotti quebra pedras colocadas sob viaduto para afastar população de rua

Conhecido por liderar ações sociais em prol das populações de rua, o Padre Júlio Lancellotti mais uma vez demonstrou a sua preocupação com os mais vulnetráveis. Na manhã desta terça-feira (02), ele foi até o viaduto Dom Luciano Mendes de Almeida, na Zona Leste de São Paulo, e pôs-se a derrubar com as próprias mãos, usando uma marreta, as pedras que a prefeitura da cidade colocou ali para afastar as pessoas em situação de rua.

“Foi um gesto de indignação”, disse ele à Veja São Paulo. De acordo com o padre, há no local duas escavadeiras, cinco caminhões, duas vans com técnicos e mais de trinta trabalhadores retirando os pedregulhos. “Eu vejo isso como uma improbidade administrativa, porque há um custo para colocar o concreto e para retirar”, afirmou o pároco.

Ao jornal Folha de S. Paulo, um dos trabalhadores da empresa contratada pela prefeitura para fixar as pedras no chão do viaduto, disse o seguinte: “A gente faz porque é obrigado, mas até aperta o coração tirar o teto de quem já mora na rua”.

A administração municipal disse que foi pega de surpresa e afirmou não ter conhecimento da obra para fixar as pedras pontiagudas no local. De acordo com ela, uma sindicância foi aberta para apurar os fatos e o servidor responsável pela ação foi exonerado do cargo. Ele não teve o nome nem o cargo divulgados. O concreto começou a ser retirado.

Padre Júlio Lancellotti diz que passou toda a manhã no viaduto. “Eles [a prefeitura] estão incomodados porque há gente capturando imagens da ação, então mandaram tirar as escavadeiras rapidamente”, relata o pároco.

“Uma cidade que tem tanta demanda, áreas de risco, córregos abertos, falta de moradia, uma série de coisas, gastar tempo e dinheiro nisso? Fazer uma obra higienista, desumana e hostil? É cruel”, criticou.

***
Redação Conti Outra, com informações de Veja SP.
Fotos: Reprodução/Instagram.

Cancelar é pouco, por Fabrício Carpinejar

Cancelar é pouco, por Fabrício Carpinejar

Se uma novela, que é fictícia, influencia a vida de milhões de brasileiros, a ponto de grande parte não diferenciar o ator do personagem na rua, o programa Big Brother Brasil, que é real, torna-se duplamente perigoso.

Os abusos e a violência que Lucas vem tolerando podem passar a ideia distorcida de normalidade e incentivar exemplos de segregação.

Não é normal alguém ser isolado. Não é normal alguém ser proibido de almoçar com o grupo. Não é normal alguém ser chamado de tudo o que é desaforo. Não é normal alguém ser atacado em qualquer canto da casa que se encontre. Não é normal alguém ser espantado quando tenta conversar.

São manifestações de terrorismo psicológico e perseguição que devem ser interrompidas na hora.

Ainda mais que toda casa é cúmplice e não intervém nas maldades da cantora Karol Conká.

A depender dos participantes, a tortura continuará. Na avaliação deles, a vítima é que está errada.

Lucas Penteado não está interpretando um papel, sua dor é de carne e osso.

Poeta, ator, trabalhador, deveria ser igual a todo mundo e também dono temporário daquele espaço e daquela audiência.

Mas tem sido tratado como um cachorro doente e sarnento com a atenção negada na porta do mercado das ilusões, esmolando afeto, e sempre escorraçado e chutado para longe pelos clientes.

Ninguém aguentaria ser humilhado e constrangido por horas consecutivas sem ter para onde ir, longe da família e dos amigos para poderem defendê-lo.

Cabe entender que o sofrimento dele é pay-per-view, não dura somente um programa. Portanto, insuportável e inadmissível.

O que estamos testemunhando é uma surra pública, uma agressão sem precedentes na televisão brasileira, um massacre de gangue feita por uma elite indiferente, egoísta e ambiciosa por R$ 1,5 milhão do prêmio.

Já é motivo para gerar crise de pânico ou ansiedade, que se agrava no confinamento com a sua algoz. Não há como calcular as sequelas emocionais da cruel experiência.

Se ele falhou ou não, nada justifica a maneira sistemática e covarde de insultos. Ultrapassou a esfera do bullying, é vítima de assédio social, da soberba truculenta, da injúria e difamação de seus colegas.

Karol Conká não tem que ir ao paredão, não tem que conhecer a maior rejeição da história. Pode demorar muito levando em conta a complacência de seus aliados. E todo dia é um inferno para o Lucas.

Cancelar também é pouco. Precisa ser sumariamente expulsa pela emissora devido ao mau comportamento. Seu desligamento nem é para evitar que o pior aconteça, o pior já aconteceu.

***

Imagens: reprodução

Abaixo, segue a publicação original

CANCELAR É POUCO

Fabrício Carpinejar

Se uma novela, que é fictícia, influencia a vida de milhões de brasileiros, a…

Publicado por Fabrício Carpinejar em Terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Confira também o nosso podcast sobre o BBB21.

Patinho com problema nas pernas ganha uma linda boia para poder nadar com seus amigos

Patinho com problema nas pernas ganha uma linda boia para poder nadar com seus amigos

A pequena pata chamada “Keeper” nasceu com uma condição estranha que a impedia de nadar bem, suas penas não eram impermeáveis (condição extremamente necessária para pássaros entrarem na água) e absorviam toda a água. Felizmente, seus cuidadores encontraram uma solução um tanto rústica, mas que provou ser extremamente eficaz.

Tudo aconteceu na Flórida, nos EUA, onde uma mulher passeando perto da cidade de Naples encontrou uma cena um tanto estranha e perturbadora.

Acontece que no estacionamento de um supermercado local ela encontrou um pato, que rondava em muita confusão e solidão. Como não havia água por perto, a mulher pensou que o pato havia sido deixado por conta própria ali. Felizmente, ela sabia a quem ligar para ajudar o animal.

Alyssa Barry, da organização Alyssa’s Animal Sanctuary, comentou que o pássaro – uma fêmea – é um pato pequinês, portanto não pode voar; isso tornava ainda mais estranho que o animal não estivesse perto da água.

contioutra.com - Patinho com problema nas pernas ganha uma linda boia para poder nadar com seus amigos
Alyssa’s Animal Sanctuary

“A mulher viu que a pata estava parada perto da porta [do supermercado], perto das pessoas, como se quisesse alguém para ajudá-la. E quando percebeu que o pato tinha dificuldade para andar e mancava feio, resolveu nos chamar.”, conta Alyssa Barry, fundadora do santuário.

Depois que a pata – batizada de Keeper – foi levada a um centro médico para exame, os veterinários descobriram que a pequena tinha uma ‘perna de pombo’, uma condição que a faz andar com as pernas voltadas para dentro. Certamente esse foi o motivo pelo qual a abandonaram.

Mas esse não era o único problema de Keeper, os veterinários e tratadores logo perceberiam: ela também tinha problemas para nadar.

“Quando suas penas ficaram molhadas, a água não escorreu de sua plumagem como deveria, mas absorveu a água e ficou completamente encharcada, então sua capacidade de flutuar e ficar em cima da água tornou-se difícil para ela. Ela mexia as pernas e uma colidia com a outra, o que a fez dar sinais de estresse, por isso a tiramos da água. Ela rapidamente aprendeu que não poderia usar nossa grande piscina.”, completa Alyssa ao The Dodo.

Acontece que Keeper nasceu sem sua glândula uropígea, que todas as aves possuem e que é responsável por secretar óleos para impermeabilizar sua plumagem. Ela não sabia nadar com seus colegas e isso a deixava triste, mas o pessoal do santuário não iria desistir tão cedo.

contioutra.com - Patinho com problema nas pernas ganha uma linda boia para poder nadar com seus amigos
Alyssa’s Animal Sanctuary

Alyssa foi ao supermercado e encontrou uma enorme boia alegórica, é claro, em forma de pato. Ela o comprou e, depois de algumas aulas e um pouco de tentativa e erro, ensinou Keeper a como usá-lo e logo ela se tornou uma nadadora profissional.

contioutra.com - Patinho com problema nas pernas ganha uma linda boia para poder nadar com seus amigos

“Ela aprendeu muito rapidamente que pode se equilibrar perfeitamente na boia e queria usá-la. Demorou apenas alguns minutos para ela perceber que agora ela podia estar na piscina com sua família, então ela estava muito feliz e ficou lá o dia todo (…). Acho que ela finalmente pôde sentir que fazia parte de uma família de patos de novo”, conta Barry emocionada.

contioutra.com - Patinho com problema nas pernas ganha uma linda boia para poder nadar com seus amigos
Alyssa’s Animal Sanctuary

Keeper pode ser um pouco diferente dos outros patos, mas graças à sua linda boia, ela pode fazer tudo o que eles fazem… só que com muito mais estilo!

contioutra.com - Patinho com problema nas pernas ganha uma linda boia para poder nadar com seus amigos
Alyssa’s Animal Sanctuary

Com informações de UPSOCL

Seu corpo, seu templo

Seu corpo, seu templo

Na infância a TV e desfiles de moda nos fizeram odiar nossos corpos. Achar sempre que faltava algo, que tinha algo a mais, que podia mudar isso ou aquilo. Para muitos de nós a adolescência foi um inferno.

Lembro muito bem de me olhar no espelho e pensar em tudo que deveria fazer para me aproximar do ideal…

Atribuímos o fato de não nos parecemos com essa ou aquela pessoa os fracassos emocionais. Mas isso vai muito mais além…

Nosso corpo é a nossa casa. Ele comporta nosso eu verdadeiro e, antes mesmo de nascermos, o escolhemos para viver esta experiência . E, como nossa casa, este templo deve ser amado, cuidado e respeitado como tal.

Devemos ser gratos a ele até quando não funciona “perfeitamente” porque está nos alertando de que algo precisa da nossa atenção.
Como cuidar do seu templo?

Beber bastante água, comer nos horários certos e sem exageros, tomar sol, olhar-se no espelho, diariamente, e dizer o quando ama este corpo e a pessoa que reside dentro dele. Aprender a enfatizar seus pontos fortes, as coisas que você mais gosta, também são essenciais neste processo.

Pare de se comparar. Você é única, perfeita e exatamente como deveria ser!

Acredite: tudo começa pelo autoconhecimento e amor próprio. Se você se ama, se trata bem, se respeita, vai atrair pessoas para se relacionar que te tratem com o mesmo amor e respeito que você merece!

Como você tem se tratado?

***

@kassialuanaescritora
www.kassialuana.com

Imagem de Mihail Mihaylov por Pixabay

Patrimonialismo: os fura-filas e o leite condensado.

Patrimonialismo: os fura-filas e o leite condensado.

Desde o início da vacinação contra o coronavírus surgiram muitas pessoas que estão furando as filas de casos prioritários. Para o Ministério Público quem fura a fila comete crime contra a saúde pública e quem aplica a vacina também, que podem ser presos em flagrante.

Outro escândalo foram os gastos do governo federal com alimentação. Mas, o que explodiu nas redes sociais foram os R$ 15 milhões em leite condensado.

Enquanto o País tem mais de 224 mil mortes por Covid-19 (na data em que escrevo esse texto) e milhões de brasileiros estão sem auxílio emergencial, passando por privações, temos que assistir – as cenas repulsivas – dos fura-filas e os gastos supérfluos do governo federal.

Esses são dois exemplos de práticas patrimonialistas, como tantas outras, que estão presentes de forma alarmante no País, fazendo parte da gestão pública municipal, estadual e federal. O patrimonialismo é a falta de distinção por parte dos líderes políticos entre o patrimônio público e o privado.

O sociólogo Max Weber fez uma analogia entre as ideias do patrimonialismo e do patriarcalismo, que são fenômenos comuns no Brasil, onde a concentração de poder está nas mãos dos patriarcas, ou seja, de líderes políticos e seus agregados. Aliás, são confusões absurdas e danosas aos cofres públicos, que devem ser combatidas como crimes contra administração pública.

É por isso, que os servidores concursados, vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e o presidente da República e seus cargos de confiança devem cumprir as normas constitucionais de desempenho do setor público, sendo as principais: a legalidade, a impessoalidade, a moralidade, a publicidade e economicidade.

Porém, a corrupção e o desperdício do dinheiro público acontece pela violação dessas normas. Isso afeta o bem-estar de todos os cidadãos, porque diminui os investimentos públicos na saúde, na educação, na segurança, na habitação, na geração de empregos entre outros direitos essenciais à vida, o que amplia a desigualdade social e econômica.

Portanto, o conhecimento dos princípios norteadores da administração pública é de fundamental importância, uma vez que coloca a gestão pública sob controle e fiscalização da sociedade.

Hoje, as mídias sociais e a imprensa cumprem o papel de monitorar os recursos públicos, utilizando os canais de denúncias do ministério público, dos tribunais de contas, dos poderes legislativo, do judiciário e executivo, a fim de barrar os crimes contra o erário.

Enfim, é um modo de dar um basta ao “jeitinho brasileiro”, pois não se pode mais tolerar qualquer tipo de corrupção, seja por furar a fila de vacinação ou o superfaturamento do leite condensado.

***
Jackson Buonocore
Sociólogo e psicanalista
[email protected]
***

Foto de Gustavo Fring no Pexels

Engenheiros projetam novas máscaras faciais com tira de teste para detectar COVID-19

Engenheiros projetam novas máscaras faciais com tira de teste para detectar COVID-19

Semelhante a um teste de gravidez clássico, uma tira de mudança de cor pode, no futuro, ser montada em máscaras para detectar a presença de COVID-19 no ar que você respirou naquele dia, permitindo que todos monitorem os ambientes por onde passam.

O projeto foi lançado por nanoengenheiros na UC San Diego com uma doação de US $ 1,3 milhão do programa Rapid Acceleration of Diagnostics Radical (RADx) do NIH.

Os cientistas criaram um pequeno kit de teste para prender na frente de qualquer máscara, que pode ser produzido em massa a um custo de cerca de 3 centavos de dólar por kit.

Depois de respirar pela máscara por 4-5 horas, partículas suficientes estarão disponíveis para determinar se você entrou em contato com o vírus durante todo o período, ou mesmo se talvez você o tenha contraído.

“De muitas maneiras, as máscaras são o sensor ‘vestível’ perfeito para o nosso mundo atual”, disse Jesse Jokerst, professor de nanoengenharia na universidade da Califórnia e líder do projeto. “Estamos pegando o que muitas pessoas já estão vestindo e reaproveitando-o, para que possamos identificar novas infecções de maneira rápida e fácil e proteger as comunidades vulneráveis”.

Para detectar o vírus, o usuário quebraria um pequeno blister que revestiria imediatamente o kit de teste com um fluido que indicaria a presença de proteases – moléculas de clivagem de proteínas produzidas a partir do coronavírus.

O programa de subsídios do NIH totaliza US $ 107 milhões e está sendo distribuído a 49 projetos em 43 instituições que buscam “abordagens não tradicionais de triagem viral, como marcadores biológicos ou fisiológicos, novas plataformas analíticas com novos produtos químicos ou engenharia, estratégias de detecção rápida, dispositivos de ponto de atendimento e tecnologias de teste domiciliar”.

Um avanço para o futuro

Apesar do fato de a tira de teste ficar azul ou vermelha, Jokerst disse que o produto representaria mais um detector de fumaça em funcionamento.

“Pense nisso como uma abordagem de vigilância, semelhante a ter um detector de fumaça em sua casa”, disse ele. “Isso ficaria em segundo plano todos os dias e, se fosse acionado, você saberia que há um problema e seria quando você o examinaria com testes mais sofisticados.”

Perfeito para prisões, abrigos para desabrigados, lares de idosos, clínicas de diálise ou outras áreas onde as pessoas devam ficar muito próximas, os kits podem evitar que os surtos se tornem epidemias, e Jesse entende isso quando sua ideia é produzida em massa, o que pode nem vir este ano, o programa de vacinação pode ter o COVID-19 sob controle.

Mas, seu teste também fica vermelho para o vírus SARS original de 2003, bem como para o MERS, o que significa que ele acha que eles poderiam ser utilizados – como uma arma rápida e rapidamente implantável – para futuras pandemias originadas de coronavírus.

“Para resolver um problema tão complicado como o COVID-19, precisamos de ideias, ferramentas e tecnologias que desafiem a maneira como pensamos sobre o controle da pandemia”, disse o diretor do NIH, Francis S. Collins, MD, Ph.D., em um comunicado.

“Esses prêmios do programa RADx-rad fornecem excelentes exemplos de conceitos inovadores que nos ajudarão a superar essa pandemia e nos darão um quadro de dispositivos e táticas para enfrentar futuros surtos.”

***
Redação Conti Outra, com informações de Good News Network.
Fotos: Reprodução.

Ator de ‘Uma Galera do Barulho’ falece 21 dias depois de descobrir câncer

Ator de ‘Uma Galera do Barulho’ falece 21 dias depois de descobrir câncer

Foi anunciado nesta segunda-feira (01)o falecimento do ator norte-americano Dustin Diamond, de 44 anos de idade, conhecido por ter estrelado a série de TV Uma Galera do Barulho (no original, Saveb by the Bell) no final dos anos 1980. Sua morte se deu 21 dias após ser diagnosticado com um câncer no pulmão no estágio 4. Ele estava acompanhado da namorada na hora do óbito.

“Estamos tristes em confirmar a morte de Dustin Diamond nesta segunda-feira, 1º de fevereiro de 2021, por causa de um carcinoma. Ele foi diagnosticado com esse tipo maligno e brutal de câncer apenas há três semanas. Durante esse tempo, o câncer se espalhou rapidamente por seu sistema. Dustin não sofreu. Ele não lidou com dor. Por isso, nós somos gratos”, afirmou um representante ao site Entertainment Weekly.

Nas duas últimas semanas, o ator foi submetido a sessões de quimioterapia, entretanto, seu estado de saúde piorou consideravelmente. Em janeiro, Dustin chegou a ser hospitalizado em um hospital na Flórida, nos Estados Unidos.

contioutra.com - Ator de 'Uma Galera do Barulho' falece 21 dias depois de descobrir câncer

O ator, cuja família tem histórico de câncer – sua mãe faleceu da doença -, teve um câncer com metástase. Ele havia descoberto um nódulo no pescoço, mas não procurou um médico de imediato “por medo de ser algo grave”.

Entrevistado pelo The Sun, Dan Block, amigo próximo do ator norte-maericano, relatou que os médicos o haviam dado de semanas até 5 meses de vida após a descoberta da doença. “Seus dois últimos pedidos foram poder conversar com Justin Chancellor sobre música e visitar a Disney para aproveitar os novos brinquedos de Star Wars.”

Dustin Diamond foi homenageado por muitas personalidades da mídia, entre elas, o apresentador e ator Mario Lopez. “Dustin será um homem que fará falta. Nunca podemos menosprezar a fragilidade da vida. Orações por seus familiares.”

contioutra.com - Ator de 'Uma Galera do Barulho' falece 21 dias depois de descobrir câncer

contioutra.com - Ator de 'Uma Galera do Barulho' falece 21 dias depois de descobrir câncer

***
Redação Conti Outra, com informações de Revista Quem.
Fotos: Divulgação e Reprodução.

Joe Biden quer homenagear mulher afro-americana em notas de US $ 20.

Joe Biden quer homenagear mulher afro-americana em notas de US $ 20.

A chegada do presidente Joe Biden à Casa Branca foi acompanhada por algumas mudanças, ou melhor, reestruturações de políticas que foram pausadas ou canceladas no governo anterior. Entre elas, uma iniciativa que poderia ser um marco na história dos Estados Unidos, agora se torna realidade. É a primeira vez que uma pessoa afro-americana é homenageada em dólares americanos.

contioutra.com - Joe Biden quer homenagear mulher afro-americana em notas de US $ 20.
Getty

Esta é Harriet Tubman, uma mulher revolucionária que, no século XIX, trabalhou durante anos nas plantações de algodão até escapar para a liberdade. Ela foi responsável por projetar rotas de fuga para os estados livres, salvando a vida de centenas de escravos. Ela acabou se tornando um símbolo da abolição da escravidão, em um período que moldou o país norte-americano.

O primeiro projeto para colocar Tubman nas notas começou durante o mandato de Barack Obama e, após sua saída da presidência, ficou paralisado por um tempo até ser cancelado.

contioutra.com - Joe Biden quer homenagear mulher afro-americana em notas de US $ 20.
BBC

O anúncio buscava especificamente colocar a mulher nas notas de $ 20, mas no governo Trump, foi dito que era uma medida populista que buscava apenas “correção política”, então foi proposto deixá-la nas notas de $ 2, mas a ideia foi finalmente vetada.

Agora, Biden não planeja apenas restaurar a ideia original, mas dar a ela uma prioridade maior, tentando fazer com que a nova nota comece a ser impressa o mais rápido possível este ano. Se a proposta for posta em prática, ela será a primeira mulher em mais de 100 anos a aparecer em um projeto de lei e a primeira afro-americana na história.

contioutra.com - Joe Biden quer homenagear mulher afro-americana em notas de US $ 20.
Reuters

Tubman marcou um antes e um depois da escravidão. Depois de conseguir sua liberdade e fugir para a Pensilvânia, ela voltou várias vezes para resgatar seus parentes e outros escravos das plantações.

contioutra.com - Joe Biden quer homenagear mulher afro-americana em notas de US $ 20.
Reuters

“Olhei para as minhas mãos para ter certeza de que eu ainda era a mesma pessoa; agora eu estava livre. Tudo era glorioso. Eu senti como se estivesse no céu”

– Harriet Tubman

Ao longo dos anos, ela foi considerada uma líder abolicionista pouco antes da Guerra Civil, que terminou com o fim da escravidão nos Estados Unidos. Durante seus tempos de resgate, ela projetou rotas do sul para vários estados livres para os escravos escaparem, salvando a vida de centenas de pessoas.

contioutra.com - Joe Biden quer homenagear mulher afro-americana em notas de US $ 20.
Reuters

Harriet Tubman faleceu aos 91 anos, livre, em um país que já não escravizava ninguém, sabendo que tudo pelo que ela lutou fazia sentido, na esperança de que o país continuasse avançando no tratamento das pessoas afro-americanas.

***
Redação Conti Outra, comn informações de UPSOCL.
Imagem destacada: Getty.

Os sapatos de ouro

Os sapatos de ouro

Minha vida até 5 anos atrás foi uma estrada cheia de curvas, buracos e pedras enormes por onde eu caminhava descalça. Os joelhos estavam ralados, as mãos cortadas, o peito profundamente ferido… mas eu insistia em caminhar pela mesma estrada, descalça. Sempre que podia, cutucava as feridas com meus próprios dedos ou “pedia” que outras pessoas o fizessem. Em seguida, me deitava no chão, daquela mesma estrada, a chorar.

Um dia, a “cutucada” foi mais profunda. O corpo e a mente estavam absolutamente cansados e desabaram.

Ali no chão, sem força e ferida demais pra tentar qualquer movimento, fui definhando e cansando ainda mais.

Via as pessoas passando e olhando, algumas pisaram, outras chutaram, julgaram… Mas ninguém, ninguém mesmo, tinha maior poder para me julgar mais que eu mesmo. Culpa, medo, raiva. Só quem já esteve deitada nesta estrada sabe o que senti.

Então, vi uma luz e uma mão se estender em minha direção. Agarrei com força! Mesmo com medo. E vieram mais mãos, todas muito iluminadas.

Elas me mostraram que havia uma estrada diferente. Que nessa nova estrada era possível caminhar com sapatos de ouro, bem confortáveis em seu interior. Que além de lindos, radiantes, esses sapatos eram mais fortes que as pedras e tinha o poder de torná-la pequenas e converte-las em degraus de uma escada, também feita de ouro, rumo à luz de onde vinham as mãos.

Mas, para calçar os sapatos, eu precisava amar, perdoar e agradecer. Sentei a beira da estrada e comecei a olhar para cada uma daquelas feridas. Tocava-as, chorava, copiosamente. Em seguida, perdoava e agradecia por elas. Foram elas que me tornaram a pessoa que eu era naquele momento. Ajudaram a moldar meu caráter e encontrar aquelas mãos.

Algum tempo depois, estava sorrindo novamente. Celebrando as pequenas coisas, falando sobre as mãos e a Luz. E, quando dei por mim, já estava calçada nos sapatos de outro. No começo, era complicado caminhar com eles. Às vezes, dava um passo atrás. Em seguida, dois à frente. Mas nunca mais parei de caminhar ou tirei meus sapatos de ouro.

Eles me lembram, todos os dias, que estou aqui por um motivo: ajudar o máximo de pessoas possível com meus dons. Para isso, preciso me conhecer melhor, me amar e respeitar. E o faço todos os dias! Conforme vou fazendo o que vim fazer, os passos ficam mais suaves, a escada vai ganhando novos degraus que subo honrando e agradecendo. Agradeço a cada pedra e vejo-a compondo os degraus.

É um percurso longo, mas os sapatos o tornam mais suave.

E você, também quer calçar estes sapatos?

***

@kassialuanaescritora

INDICADOS