A chegada do presidente Joe Biden à Casa Branca foi acompanhada por algumas mudanças, ou melhor, reestruturações de políticas que foram pausadas ou canceladas no governo anterior. Entre elas, uma iniciativa que poderia ser um marco na história dos Estados Unidos, agora se torna realidade. É a primeira vez que uma pessoa afro-americana é homenageada em dólares americanos.

Getty

Esta é Harriet Tubman, uma mulher revolucionária que, no século XIX, trabalhou durante anos nas plantações de algodão até escapar para a liberdade. Ela foi responsável por projetar rotas de fuga para os estados livres, salvando a vida de centenas de escravos. Ela acabou se tornando um símbolo da abolição da escravidão, em um período que moldou o país norte-americano.

O primeiro projeto para colocar Tubman nas notas começou durante o mandato de Barack Obama e, após sua saída da presidência, ficou paralisado por um tempo até ser cancelado.

BBC

O anúncio buscava especificamente colocar a mulher nas notas de $ 20, mas no governo Trump, foi dito que era uma medida populista que buscava apenas “correção política”, então foi proposto deixá-la nas notas de $ 2, mas a ideia foi finalmente vetada.

Agora, Biden não planeja apenas restaurar a ideia original, mas dar a ela uma prioridade maior, tentando fazer com que a nova nota comece a ser impressa o mais rápido possível este ano. Se a proposta for posta em prática, ela será a primeira mulher em mais de 100 anos a aparecer em um projeto de lei e a primeira afro-americana na história.

Reuters

Tubman marcou um antes e um depois da escravidão. Depois de conseguir sua liberdade e fugir para a Pensilvânia, ela voltou várias vezes para resgatar seus parentes e outros escravos das plantações.

Reuters

“Olhei para as minhas mãos para ter certeza de que eu ainda era a mesma pessoa; agora eu estava livre. Tudo era glorioso. Eu senti como se estivesse no céu”

– Harriet Tubman

Ao longo dos anos, ela foi considerada uma líder abolicionista pouco antes da Guerra Civil, que terminou com o fim da escravidão nos Estados Unidos. Durante seus tempos de resgate, ela projetou rotas do sul para vários estados livres para os escravos escaparem, salvando a vida de centenas de pessoas.

Reuters

Harriet Tubman faleceu aos 91 anos, livre, em um país que já não escravizava ninguém, sabendo que tudo pelo que ela lutou fazia sentido, na esperança de que o país continuasse avançando no tratamento das pessoas afro-americanas.

***
Redação Conti Outra, comn informações de UPSOCL.
Imagem destacada: Getty.

RECOMENDAMOS




LIVRO NOVO: FABÍOLA SIMÕES







As publicações do CONTI outra são desenvolvidas e selecionadas tendo em vista o conteúdo, a delicadeza e a simplicidade na transmissão das informações. Objetivamos a promoção de verdadeiras reflexões e o despertar de sentimentos.