Esses jardins feitos dentro de xícaras de chá são a coisa mais adorável que você verá hoje

Esses jardins feitos dentro de xícaras de chá são a coisa mais adorável que você verá hoje

Em outras ocasião nós publicamos uma tendência em plantar limões dentro xícaras.

Hoje, entretanto, a CONTI outra encontrou uma tendência ainda mais linda no site Bored Panda: construir lindos mini jardins dentro de xícadas de chá.

Quem é que não gosta de enfeitar sua casa com coisas delicadas e que sejam uma amostra de sua própria personalidade?

E se juntarmos a isso coisas minúsculas e delicadas que criem pequenos mundos que, literalmente, poderiam ser habitados por fadas.

Esses jardinzinhos são a coisa mais fofa além de serem uma adorável terapia ocupacional.

Uma ótima ideia para quarentena, vocês não acham?

Confiram, abaixo, uma seleção incrível dessas preciosidades.

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Imagens reprodução Bored Panda

“Essas pessoas devem ser órfãs”, diz Antônio Fagundes com relação ao preconceito com idosos

“Essas pessoas devem ser órfãs”, diz Antônio Fagundes com relação ao preconceito com idosos

Em entrevista publicada pela Veja no último dia 17 de abril de 2020, o ator Antônio Fagundes falou sobre sua rotina durante a quarentena, deu respostas sobre como vê a doença e, ainda, quando questionado, deu algumas opiniões políticas. Entretanto, o que me chamou mais a atenção foi a pergunta feito pela jornalista Raquel Carneiro que se referia ao AGEÍSMO, que é o preconceito com idosos.

Abaixo, transcrevo pergunta e resposta:

“Há também nas redes sociais e em noticiários de todo o mundo um aumento do “ageísmo” (preconceito com idosos). São comuns hoje frases como “essa doença só mata idosos”. O que pensa desse tipo de atitude?

Primeiro, acho que essas pessoas devem ser órfãs, pois ninguém pode em sã consciência não se preocupar com a morte dos pais e dos avós, certo? Outra coisa: elas marcaram a data para morrer? Porque, depois dos 40 anos de idade, já estamos todos mais perto da velhice do que da juventude. É horrível quem não valoriza idosos. Todo esse cenário me faz lembrar da frase de Edmund Burke: “Quem não conhece sua história, está condenado a repeti-la”. Esse mesmo tipo de preconceito já foi visto na história, com a eugenia. Na Alemanha, o nazismo eliminava idosos, uma história que não pode se repetir. Eliminava-se também os que pensavam diferente, os deficientes. O mundo está passando por isso de novo. Milhões de pessoas morreram pela irracionalidade. E parece que não aprendemos nada com isso.” 

A resposta do ator, hoje com 70 anos, foi de fundamental importância porque ele dá voz aos idosos com propriedade de fala.

Ele lembra também que não é admissível que uma vida humana, seja ela de qual idade for, seja entendida como menor.

O ageímo, como publicado em artigo de Ana Maria Goldani,  refere-se essencialmente às atitudes que os indivíduos e a sociedade têm frequentemente com os demais em função da idade, enquanto a discriminação por idade descreve a situação em que a idade é o fator decisivo.

Sendo assim, Fagundes fala exatamente disso: a idade não pode ser um fator decisivo e excludente de uma vida e, também por isso, ele menciona a história e outras épocas que utilizaram-se dessa premissa de forma equivocada e desumana.

Ouvir Fagundes, hoje, deve ser uma chance de repensarmos algumas frases que vemos reproduzidas por aí – e que até repetimos- sem nos darmos conta de sua gravidade.

As pessoas idosas são muito mais do que um encargo social. Eles são os guardiões de nosso passado. São sabedoria. São história. E, é bom lembrar, também são nossos pais e avós.

Que não sejamos órfãos de pais vivos.

***
Capa: Antônio Fagundes (Imagem: Reprodução/ Divulgação)

O consumismo nunca foi tão cafona

O consumismo nunca foi tão cafona

Um microorganismo colocou por terra em algumas semanas, uma sequência genética capitalista, forjada em anos de lavagem cerebral. Você precisa disso! Não dá pra viver sem aquilo! Compre! Compre mais! O livro se conhece pela capa! A veste faz o monge!
Eu mesma – devo reconhecer e confessar -, sou bastante consumista. Já fui mais, é verdade. Houve uma época que comprar era mesmo uma compulsão.

Certa vez, saí de casa para trabalhar, num mês de março qualquer; fazia um baita calor logo cedo, então vesti uma calça leve, calcei sandálias e uma blusinha de seda. Na hora do almoço o tempo virou bruscamente. Então pensei: “Já que vou sair pra almoçar, passo no shopping e compro um casaquinho!”. A ideia em si não era ruim nem absurda, posto que realmente estava frio e, naquele dia, eu tinha curso à noite e só voltaria pra casa depois das 22h. Acontece que, em vez de comprar um inocente casaquinho, voltei do almoço com 3 botas novas, dois pares de meia e 4 casacos. Detalhe: em vez de almoçar, engoli dois pães de queijo com um café duplo.

Eu precisava de tudo que comprei? Claro que não! Comprei porque estava na liquidação? Também não!!! As vitrines estavam começando a ser abastecidas com a nova coleção de outono/inverno. Usei tudo que comprei? Pior que não!!! Uma das botas que comprei, machucava o dedinho. Um dos casacos pinicava e o outro tinha uma gola irritante que apertava o pescoço. Eu tinha dinheiro sobrando, então? Nããããão! Paguei tudo no cartão de crédito, cuja fatura já beirava a estratosfera.

Por que comprei tanta coisa então? Porque era economicamente burra! Minha mente funcionava no seguinte modo: Eu me ferro tanto nesse trabalho, sofro tanto pra ganhar esse salário que mereço ter tudo que eu quiser! Eu mereço! Eu mereço! Eu mereço!

Mereço o quê? Gastar meu dinheirinho suado com pilhas e mais pilhas de coisas inúteis? Encher o mundo de lixo? Abarrotar meus armários e gavetas com roupas, sapatos, bolsas e acessórios e não usar nem a metade? Servir de escrava da engrenagem do mundo neoliberal que repete sem parar o mantra: compre, compre, compre?

Bem, o fato verdadeiro é que o tal trabalho que me garantia dinheiro pra essa esbórnia consumista, acabou por me adoecer. Pedi demissão e minha renda caiu pela metade.
Um dia, fazendo faxina nos armários eu contei 117 pares de sapato! Não, Eu não me orgulho disso! Na verdade eu morro de vergonha. Fiquei com 15 pares, o que ainda é bastante, e doei o restante pra ser vendido num bazar assistencial.

A partir daí comecei a me curar. Adotei A prática de que pra entrar algo novo, tem de sair algo velho. Então, quando vejo que não há nada em minhas posses que eu queira descartar, não compro. Simples assim! Comecei a ser capaz de me perguntar: “Eu preciso mesmo disso?”. E, mais importante: aprendi a responder honestamente a esta pergunta. E, finalmente, depois de muita terapia – esse sim é um dinheiro bem gasto, porque não é gasto, é investimento -, aprendi a reconhecer quando o impulso da compra é apenas uma estratégia estúpida para tampar um buraco emocional.

Mas… voltando ao microorganismo que pôs capitalismo e neoliberalismo de joelhos e de mãos dadas, ambos usando máscaras e luvas, evidentemente! Nunca foi tão cafona ser consumista! Porque pensa bem: se pegar o vírus, de que vai adiantar esse seu armário abarrotado de roupas e sapatos de grife? Vai servir pra quê essa coleção de bases, primers, corretivos, sombras, iluminadores, blushes, batons e gloss (ou será glosses?)? E esse, ou esses, dependendo do caso, carrões parados aí na garagem, que consomem combustível fóssil e levam do seu bolso uma fortuna de IPVA e seguro? Vai, ou vão servir pra quê?
Supondo que você não pegue o vírus. Que ótimo! Parabéns pra você! Vai ficar de salto alto Louboutin na quarentena?

Ahhhhh tenha a santa paciência, né???

Da próxima vez que estiver sendo abduzida pelo site de compra da grife, da make ou do diabo em caixinha… vê se cria vergonha na cara e usa esse dinheiro pra ajudar quem não tem nada, quem passa fome, quem mora em zonas vulneráveis onde falta água, luz, esgoto… falta tudo. Compra aí uma carga de papel higiênico, álcool gel, máscara e doa, né? Não vai muquiar tudo aí na sua casa, certo? Compra uns respiradores e manda entregar em hospitais carentes de tudo.

Deixa de ser cafona! A moda agora é ser minimalista, não produzir lixo, não jogar comida fora, respeitar a natureza, deixar a pele, as unhas e os cabelos respirarem.
Até porque, caso você adoeça, não vai ser esse monte de tralha chique acumulada aí na sua casa que vai te salvar! Pense nisso! Porque pensar também voltou a ser chique!

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Photo by Andrea Piacquadio from Pexels

Em Montevidéu cestas básicas foram distribuídas com livros trazendo alimentos para o corpo e para a alma.

Em Montevidéu cestas básicas foram distribuídas com livros trazendo alimentos para o corpo e para a alma.

Hoje uma linda atitude chegou aos meus olhos e alimentou a minha dose diária de esperança: li em um artigo da Folha que, em Montevidéu, cerca de 5000 livros foram incluídos como “ingredientes” em cestas básicas.

Imediatamente me questionei que a atitude visava o entretenimento das pessoas que estão em confinamento. Entretanto, há nesse gesto uma metáfora ainda mais poderosa: os livros também são alimentos essenciais.

Eu até, em certa ocasição, comparei a leitura com “nutrição”.

Hoje a leitura invadiu o meu dia, enraizou-se em meus instantes e nutriu pensamentos…

Josie Conti

Livros realmente são como comida para o nosso corpo. Eles trazem nutrientes que melhoram a visão, previnem doenças mentais e até mesmo o Alzheimer. Quem pode dizer o contrário?

Lá em Montevidéu tinha Camus, Júlio Verne, Hermann Hesse, George Orwell….todos prontinhos para serem literalmente “devorados”!

A ideia, segundo Juan Canessa, secretário geral da prefeitura e idealizador da prefeitura, a intenção era levar para as pessoas mais do que algo para superar a emergência. Eles quiseram fazer um carinho para os coração das pessoas.

Pois penso que conseguiram. Foi uma linda e poética iniciativa.

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Nota da página– Descobrimos que em Porto Alegre uma atitude semelhante também foi realizada. Confiram aqui.

Imagem de capa: Prefeitura de Montevidéu/divulgação

Encontre alguém que te deixe a vontade para ser você mesmo

Encontre alguém que te deixe a vontade para ser você mesmo

Acho que de todas as coisas que a gente procura em alguém, a mais importante é  podermos ser nada menos do que nós mesmos. Depois de um tempo, a gente vai perdendo o interesse por joguinhos. A gente tem preguiça de relacionamentos complicados e passa a priorizar a nossa saúde mental. Nada de romances complicados. Nada de ficar esperando uma mensagem ou permanecer com dúvida sobre o que o outro quer de tudo isso.

Então, meu conselho é: Encontre alguém que te deixe a vontade para ser você mesmo. Alguém que não faça você sentir que é tão errado(a), que ache que você é alguém difícil de amar. Encontre alguém que você possa chorar quando preciso, sem medo, sem vergonha. Alguém que você possa mostrar a alma.

Encontre alguém que veja em você algo além do que todo mundo pode ver.

Eu penso que relacionamento é lar. E quando falamos em lar, falamos em aconchego, em abrigo, em morada. Afinal, quantas vezes você não esperou chegar em casa para chorar? Quantas vezes você ficava imaginando o momento em que entraria pela porta, tiraria os sapatos e colocaria o seu pijama?

Em casa, nos sentimos confortáveis, porque podemos ser nós mesmos. Sem máscaras. Encontre alguém que te permita ser isso.

Não estou dizendo que relacionamento é uma poltrona confortável que sentamos e esperamos tudo acontecer. Sempre teremos coisas a melhorar. Mas, encontre alguém que faça você sentir que ser você é bom. Que goste do seu jeito de cozinhar, ou ache engraçado o quanto você é desastrado(a) e tem a capacidade de derrubar e quebrar tudo. Alguém que veja você do avesso e que não faça você se sentir envergonhado(a) por ser quem é.

“A História sem fim” já completou 36 anos desde a sua estreia. O filme marcou uma geração

“A História sem fim” já completou 36 anos desde a sua estreia. O filme marcou uma geração

Você se lembra da história de um garoto aventureiro com seu dragão branco voador? Pois esses são os protagonistas do filme “A História Sem Fim”,  um longa metragem lançado em 1984 e que continua nos emocionando quase 40 anos após seu lançamento. Um filme que marcou uma geração.

Memorável por sua delicadeza, A História Sem Fim encantou milhões de pessoas primeiramente como livros e depois como filme. Quem nasceu naquela época sabe que, quando na história o garoto Bastian encontrou um livro que falava sobre uma terra chamada Fantasia, um lugar onde a escuridão destrói tudo, seus corações de telespectadores também encontraram com ele uma razão para aventurar-se.

Parece inacreditável pensar que os atores que interpretaram Fújur, Atreyu e Bastián já estão na meia idade- assim como aqueles que provavelmente assistiram o filme-. Isso nos lembra que o tempo é algo que está fora de nossas mãos.

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Tudo começou com uma vaga ideia, em 1977, quando o editor do grande autor alemão de literatura fantástica, Michael Ende, visitou sua casa para fazer um novo pedido para sua editora.

“Uma criança pega um livro, está literalmente dentro da história e tem problemas para sair” foi o primeiro esboço da história que Ende escreveu em um pedaço de papel e, como sabemos, acabou se tornando a trama do livro.

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O ano de 1978 passou sem que o escritor desse qualquer indicação de progresso, até que a editora recebeu a resposta tão esperada: o livro estaria pronto em 1979, pois ainda não estava terminado.

Foi aí que as coisas começaram a ficar complicadas. Sem deixar seu estúdio em Roma, o escritor atrasou a entrega do romance mês a mês, uma vez que, como ele escreveu, o enredo era ainda mais complicado. Ende não queria terminar a história sem resolver o conflito principal: Bastian, o protagonista, recusou-se a deixar a terra da Fantasia.

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Após um ano de pressões editoriais e rascunhos descartados, Ende finalmente deu o ponto final a um romance que começou com 100 páginas e acabou sendo uma obra de 26 capítulos e 420 páginas.

O resultado? Um sucesso de vendas, o que despertou o interesse  da indústria cinematográfica.

Em 6 de abril de 1984 “A História sem fim” foi lançada na Alemanha -, local onde a maior parte do filme havia sido gravada -. E foi um sucesso de bilheteria!

Ende, o autor da história, entretanto, não ficou satisfeito com o resultado do filme, e chegou a pedir que seu nome fosse removido dos créditos iniciais e só fosse mantido no final. Pena, porque a gente gostou…e muito!

Como não nos apaixonarmos por essa história de fantasia? História sem fim, hoje, é um legado para filhos e netos de quem presenciou o seu lançamento.

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E você, teve a sua infância marcada por esse filme? Escreva nos comentários a sua resposta. Vamos adorar conferir.

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Todas as imagens: Warner Bros.

Traduzido e adaptado pela CONTI outra. Do original UPSOCL

Filhote de cachorro permanece dia e noite abraçado ao corpo de sua mãe após ela perder a vida atropelada

Filhote de cachorro permanece dia e noite abraçado ao corpo de sua mãe após ela perder a vida atropelada

A vida nas ruas pode ser muito difícil, especialmente para um filhote. O pequeno Marley era um cãozinho que, desde de seu nascimento, teve que enfrentar o frio e a chuva. Essa era a vida que ele conhecia, pois nasceu de uma cachorrinha também abandonada. Entretanto, ele sabia que, enquanto estivesse perto de sua mãe, estaria seguro.

Infelizmente, um terrível acidente os separou para sempre. Mas para onde ele poderia ir se sua mãe era a única segurança que ele conhecia no mundo? Então ele não foi e permaneceu por horas e horas junto ao corpo de sua mãe, ora dentado junto a ela, ora circulando ao seu lado. Mas nunca a deixou.

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As imagens de Marley foram captadas durante o resgaste na cidade de Karditsa, na Grécia.

Assim que souberam que um cãozinho estava na rodovia ao lado da mãe atropelada, vários voluntários do Diasozo Animal Rescue tentaram ajudar Marley, o que não foi uma tarefa fácil.

O filhote passava o tempo todo abraçado ao corpo de sua mãe e não deixava ninguém o separar dela. Com o passar do tempo, a situação tornou-se cada vez mais alarmante, pois a equipe sabia que ele certamente estava desidratado e com muita, muita fome.

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A mãe do filhote era provavelmente um cão selvagem que evita o contato com seres humanos.

O pequeno precisava comer e sair dali, pois ainda enfrentava um enorme perigo de também ser atropelado. Marley, aparentemente, teve experiências terríveis na rua e não estava disposto a confiar em nenhum humano.

Depois de muito esforço, a equipe conseguiu agarrá-lo e levá-lo a um abrigo, mas as coisas não pareciam melhorar muito. Os primeiros dias que ele passou em um canto muito triste e ele não queria que ninguém o tocasse.

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O filhote recusou-se a comer e beber água.

Ele precisava de tempo e, só muito depois ele deixou que outros cães se aproximarem dele e começou a demonstrar interesse pela afeição humana.

O pobre filhote estava muito deprimido, então, eles tiveram que lhe dar um lar temporário, onde ele poderia recuperar sua força e seu espírito. A partida dolorosa de sua mãe tinha causado um grande trauma.

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Os veterinários estimam que Marley foi resgatado aos três meses de idade.

Assim, um voluntário o levou para casa e, gradualmente, o ajudou a tirar a armadura. Junto com outros filhotes do local, ele aprendeu a brincar, socializar e, em questão de tempo, tornou-se um filhote de cachorro doce e pronto para começar uma nova vida.

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O filhote viveu por um mês em sua casa temporária, aprendendo a viver com outros cães e humanos.

Felizmente, Marley encontrou um lar definitivo. Agora ele passa seus dias com um “pai” amoroso que gosta de brincar e dar a ele todo o amor que ele precisa. Além disso, ele vive com outros cães na casa, o que o ajuda a nunca se sentir sozinho, além de fazer todo tipo de brincadeira pela casa.

Marley foi adotado por uma família de Atenas. Vejam o vídeo dessa história.

 

Compartilhe esta história inspiradora que nos lembra a importância de ajudar os filhotes perdidos nas ruas.

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Traduzido e adaptado por CONTI outra. Com informações de  zoorprendente.

Conheça a cidade suiça onde cada habitante tem a sua própria horta

Conheça a cidade suiça onde cada habitante tem a sua própria horta

Les Avanchets, Genebra, Suíça, é a cidade dos sonhos para todos os jardineiros urbanos, de acordo com o fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand, já que quase todas as casas têm pelo menos um jardim para colher seus alimentos.

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Segundo Arthus, esse costume é um legado da Primeira Guerra Mundial. Após os conflitos, no século 20, o governo da Suíça e outros países da Europa deram ao povo lotes de terra para que eles pudessem construir suas vidas. Assim começou a cultura da agricultura urbana no país.

Mas isso não é tudo, a cidade também usa métodos agrícolas sustentáveis; as crianças são ensinadas a cultivar suas próprias frutas ou vegetais e, ao mesmo tempo, métodos antigos e tradicionais são misturados para alcançar um sistema sustentável e uma melhor qualidade de vida para todos.

Esses jardins urbanos, por sua vez, geram atitudes duradouras de solidariedade e amizade, além de promover a troca com os vizinhos.

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Atualmente, a agricultura urbana está no auge em todo o mundo, e suas raízes estão nas cidades industriais do início do século XIX.

Países como Grã-Bretanha, Alemanha e França foram forçados a fornecer terras para seus trabalhadores para atender às suas necessidades e melhorar as condições de vida nos bairros da classe trabalhadora.

Pomares para londrinos necessitados emergiram também emergiram no passado e serviram para fornecer apoio, saúde e estabilidade social.

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Embora muitos lugares tenham esquecido os jardins urbanos com o passar do tempo, esse lugar realmente se enraizou e hoje já existem mais de 50.000 hectares de jardins urbanos na área: uma tendência que cresce em todo o planeta.

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O que você acha desse tipo de prática? Gostaria de ter uma horta em sua casa?

Traduzido pela CONTI outra. Com informações de Nation.

Pink Floyd transmitirá shows ao vivo toda sexta-feira durante a quarentena.

Pink Floyd transmitirá shows ao vivo toda sexta-feira durante a quarentena.

A pandemia chegou e colocou todos nós em um grave estado de alerta, o isolamento social se tornou prioridade e continuamos lutando contra o coronavírus. Portanto, como a maior parte da população está de quarentena, a comunicação social passou a acontecer de maneira virtual a partir de transmissões ao vivo, chats por vídeo e lives em redes sociais.

Com a ascensão dessa forma comunicativa, muitos artistas passaram a fazer seus shows pelas redes sociais, com transmissões que podem ser vistas de todos os lugares do mundo. Assim, a clássica banda Pink Floyd anunciou que fará shows toda sexta-feira à partir das 13h, durante a quarentena.

Segundo a Forbes, a banda britânica apresentará de forma inédita e semanal os vídeos de seus shows completos, acontecendo toda sexta-feira. Esses shows serão transmitidos pelo canal oficial da banda no YouTube , então não hesite em entrar, pois a estreia já é esta semana.

Os amantes da música e do rock não perderão essa oportunidade de ouro, que se soma às muitas iniciativas de outras bandas como o Metallica, por exemplo. Muitos artistas optam por transmissões que passam mais intimidade, o cantor Sam Smith é um deles: fez música ao vivo através do Instagram e aproveitou a oportunidade para bater um papo com seus fãs.

A estreia do Pink Floyd nos shows virtuais aconteceu no último dia 17 de abril. Além de podermos ver ao vivo, a transmissão é gravada e fica disponível para as pessoas assistirem a hora que quiserem.

Isso nos diz muito sobre o compromisso que os artistas possuem com seu público, como eles tentam se manter presentes nessa quarentena… Uma ótima maneira de agradecê-los é ficar em casa, o importante nessa situação é impedir que o contágio continue.

Com informações de UPSOCL

Fotógrafo capta o momento em que meteoro verde cruzava o céu da Índia

Fotógrafo capta o momento em que meteoro verde cruzava o céu da Índia

É realmente difícil fotografar um meteoro. Embora cerca de 25 milhões deles se desloquem em direção à Terra todos os dias, a maioria é pequena demais para ser rastreada. Aqueles que você pode ver são difíceis de identificar durante o dia, e a maioria das pessoas dorme enquanto eles cruzam o céu noturno. Mas Prasenjeet Yadav conseguiu uma dessas imagens, mesmo que inteiramente por acidente.

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Prasenjeet Yadav

Yadav conta que estava dormindo quando o meteoro verde-claro explodiu sobre Mettupalayam, uma pequena cidade na região montanhosa de Ghats Ocidental, no sul da Índia, mas o equipamento que ele montou no topo de uma colina próxima capturou a bela imagem.

Yadav não sonhou em ser fotógrafo. Ele nasceu em Nagpur, e tigres e leopardos rotineiramente passeavam por seu quintal. Ele estudou grandes felinos como biólogo molecular, mas tinha a sensação de que a maioria das pessoas não lia, muito menos entendia, trabalhos acadêmicos. Se as pessoas querem entender a ciência, ele pensou, elas precisam vê-la. E então ele se tornou um fotógrafo.

Yadav ganhou uma concessão da National Geographic Young Explorers para documentar “ilhas do céu”, os picos isolados das montanhas que se elevam acima das nuvens ao longo de uma faixa de 400 milhas do Ghats Ocidental. Ele queria uma foto noturna de Mettupalayam para mostrar a urbanização da área. Nas primeiras horas de 9 de outubro de 2015, Yadav dirigiu-se para as montanhas, montou a Nikon D600 e programou-a para fazer exposições de 15 segundos a cada 10 segundos até às 4:30 da manhã. Então ele acampou e cochilou até o amanhecer.

No dia seguinte, ele revisou as cerca de mil imagens em sua câmera e viu um flash brilhante de luz esmeralda. A princípio, ele pensou que fosse um acaso, mas vários astrônomos confirmaram que era um meteoro. É uma foto perfeita. “Eu estava lá, e é disso que se trata a fotografia – estar lá no lugar certo, na hora certa”, diz Yadav. Isso e um pouco de sorte.

 

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Traduzido e adaptado pela CONTI outra. Do original Wired.

Nota da página: a coloração verde esmeralda se deve ao aquecimento do oxigênio em torno do objeto a da combustão dos minérios durante a entrada em nossa atmosfera.

Empresa brasileira desenvolve tecnologia de refrigeração que não agride a camada de ozônio

Empresa brasileira desenvolve tecnologia de refrigeração que não agride a camada de ozônio

Fonte ONU Brasil

A empresa Plotter Racks, especializada em refrigeração industrial, deu início à fabricação de novos equipamentos de refrigeração que utilizam o propano R-290 como fluido frigorífico alternativo. O material não agride a camada de ozônio e tem impacto desprezível no sistema climático global. O equipamento foi desenvolvido em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO). A iniciativa faz parte do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs, projeto coordenado pelo MMA e implementado pela UNIDO no Brasil.

A nova tecnologia é voltada para a instalação de equipamentos de refrigeração em empreendimentos de pequeno e médio porte, como mercados e supermercados. Além de sustentável, o fluido alternativo R-290 é mais eficiente e economicamente competitivo.

Os HCFCs são fluidos refrigerantes tradicionais nocivos à camada de ozônio, largamente usados em equipamentos de refrigeração comercial e em aparelhos de ar-condicionado. Seguindo metas estabelecidas pelo Protocolo de Montreal, o objetivo do Programa Brasileiro é eliminar esses fluidos do processo industrial no setor de refrigeração e ar condicionado no Brasil, e os substituir por alternativas sustentáveis.

A empresa Plotter Racks informa que há grande potencial para avanço no uso de substâncias naturais de refrigeração, com vantagens econômicas em sistemas que utilizam o R-290, por terem maior potencial de eficiência energética.

Após a instalação, em 2019, de uma linha de produção capaz de fabricar equipamentos de refrigeração com propano R-290, a Plotter Racks desenvolveu, no início de 2020, o primeiro protótipo do equipamento. Depois de testes com resultados positivos, a empresa deu início à produção do novo equipamento de refrigeração.

Eder Paluch, Diretor Industrial da Plotter Racks, destaca a segurança dos equipamentos desenvolvidos para a nova linha de produção. Com relação ao potencial para a empresa, o Gerente de Desenvolvimento de Produtos da Plotter Racks, Fernando Marchioro, ressalta a importância da tecnologia inovadora para o desenvolvimento de novos produtos e modelos de negócio.

contioutra.com - Empresa brasileira desenvolve tecnologia de refrigeração que não agride a camada de ozônio
Reprodução Youtube

Em março de 2020, o supermercado Bahamas, em Juiz de Fora (MG), foi a primeira unidade comercial de Minas Gerais a instalar o novo equipamento de refrigeração da Plotter Racks, com fluidos 100% naturais. Foram instaladas no local três máquinas para resfriamento de expositores de alimentos e bebidas utilizando o propano R-290 como fluido frigorífico. Além disso, o CO2 (R-744) – outra substância natural- passou a ser utilizado em expositores de congelados do supermercado.

No âmbito do Programa Brasileiro, a Plotter Racks fará demonstrações do novo equipamento para o setor supermercadista, com o objetivo de promover a tecnologia inovadora. Entre as ações previstas, estão visitas a linhas de produção industrial da empresa e demonstrações comparativas entre o novo sistema e tecnologias tradicionais em termos de competitividade e eficiência energética.

O Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs, coordenado pelo MMA e implementado pela UNIDO, integra as ações do Brasil voltadas ao setor industrial para cumprimento de metas pactuadas com o Protocolo de Montreal. Em vigor desde janeiro de 1989, o Protocolo de Montreal promove a redução progressiva da produção e do consumo de Substâncias Destruidoras do Ozônio (SDOs). O Brasil aderiu ao tratado internacional em junho de 1990.

Conheça mais sobre o projeto no vídeo abaixo.

Na capa: Equipamentos de refrigeração de supermercados receberão nova tecnologia que não agride camada de ozônio. Foto: David Gomes/Pexels

EUA registra 4591 vidas perdidas nas últimas 24 horas, segundo dados da Universidade Johns Hopkins

EUA registra 4591 vidas perdidas nas últimas 24 horas, segundo dados da Universidade Johns Hopkins

A coronavírus mantém o mundo em alerta total. Por causa disso, a análise das estatísticas apresentadas pelos principais órgãos de registro de dados é fundamental.

Quando acompanhamos a progressão numérica de casos, conseguimos redirecionar esforços e manutenção mais adequada para as áreas mais afetadas assim como entender melhor como o vírus se comporta em cada região.

Nos Estados Unidos, segundo o The Wall Street Jornal,  nas últimas 24 horas (contabilizadas até ontem, 17 de abril , às 19 horas no horário de Brasília) a Universidade Johns Hopkins acumulava o registro de 4.591 mortes por covid-19 totalizando o maior número de vidas perdidas em apenas 1 e batendo mais um recorde. O recorde anterior aconteceu na quarta-feira, 15 de abril, com 2.569.

Você também pode acompanhar os dados mundiais pela Universidade Johns Hopkins.

Esteja atento e faça a sua parte. Fique em casa!

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Com informações de:  The Wall Street Jornal

contioutra.com - EUA registra 4591 vidas perdidas nas últimas 24 horas, segundo dados da Universidade Johns Hopkins

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Capa: The wall Street Jornal/ reprodução

Istambul mantém política de amor, proteção e alimentação aos animais durante a pandemia

Istambul mantém política de amor, proteção e alimentação aos animais durante a pandemia

Além de ser uma das maiores e mais belas cidades da Turquia, Istambul também se destaca pelos cuidados com os animais.

Eles estão por toda a cidade e são amados e respeitados por seus cidadãos. A cidade é até carinhosamente apelidada de “Cidade dos gatos”.

A relação de respeito e gratidão para com os animais possui longa data. Istambul teve, no passado, dificuldade para controlar a quantidade de ratos de suas ruas. Por causa disso, muitos gatinhos foram levados para ajudar no controle. Eles já chegaram para ajudar e são reconhecidos por isso!

Assim, viver com a bicharada por perto- os cães também são muito bem tratados- é rotineiro.

Hoje, os órgãos públicos conseguiram reduzir grande parte do problema com a superpopulação de animais monitorando-os de forma exemplar. Eles recebem alimentação diária e também possuem auxílio veterinário para tratamentos, castração e controle de zoonoses.

Durante a quarentena ainda aconteceu um incentivo para que a população continuasse ajudando na alimentação.

Veja, abaixo, um vídeo flagrante desses cuidados:

E, aqui, uma breve explanação sobre os cuidados rotineiros que a cidade destina aos quase 150 mil animais que estão em condição de rua.

Definitivamente, um exemplo para ser seguido!

Câmara de ozônio criada na USP descontamina até mil máscaras em duas horas

Câmara de ozônio criada na USP descontamina até mil máscaras em duas horas
Câmera realiza remoção do ar em seu interior (ciclos de vácuo) e injeção de ozônio produzido por um gerador acoplado para descontaminar máscaras em duas horas; operação do equipamento é feita por um sistema de válvulas, controlado por um micro-processador – Foto: IFSC – Divulgação

Por Júlio Bernardes. Jornal da Usp.

No Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, pesquisadores criaram uma câmara de ozônio para descontaminar máscaras respiratórias e equipamentos de proteção individual (EPIs) utilizados por profissionais de saúde no combate à covid-19. As máscaras são colocadas no interior da câmara, onde passam por ciclos de vácuo e atmosfera saturada de ozônio, penetrando em todos as partes e promovendo sua descontaminação. Com o equipamento, o Grupo de Óptica do IFSC estuda a criação de uma central de descontaminação das máscaras usadas nos hospitais da região de São Carlos, no interior de São Paulo.

contioutra.com - Câmara de ozônio criada na USP descontamina até mil máscaras em duas horas
Após quatro ciclos de vácuo, câmara eliminou todos os micro-organismos, porém pesquisadores adotaram operação em sete ciclos para aumentar segurança – Foto: IFSC – Divulgação

As máscaras usadas são colocadas dentro de um saco de poliéster trançado e colocadas no interior da câmara. Em seguida, inicia-se o processo por meio de ciclos de vácuo (remoção do ar da câmara) e injeção de ozônio produzido por um gerador acoplado à máquina. Após sete ciclos, levando um tempo total de duas horas, todas as máscaras estão descontaminadas e prontas para serem usadas novamente. O sistema de válvulas, controlado por um micro-processador, comanda todos os passos da operação do equipamento.

Após remoção da câmara, as máscaras são colocadas em sacos plásticos, também descontaminados com ozônio, e ficam prontas para reutilização. A câmara tem capacidade de descontaminar de 800 a 1.000 máscaras por ciclo, podendo também descontaminar outros tipos de EPI (equipamentos de proteção individual). O sistema é todo micro-processado e trabalha com ciclos de vácuo e exposição ao ozônio, que otimizam a eliminação dos micro-organismos.

Todos os micro-organismos foram eliminados após quatro ciclos, mas os pesquisadores adotaram a operação com sete ciclos para aumentar a segurança. São 7 ordens logarítmicas (10 milhões de vezes) na diminuição microbiana em todas as partes de cada máscara. A câmara não necessita de estrutura especial para a operação. Tubos especiais permitem fazer a exaustão do ar de seu interior e do ozônio para fora do local. A tampa da câmara de ozônio é hermeticamente fechada, dando adequada proteção de uso, sendo um sistema totalmente automatizado. Basta colocar as máscaras, apertar o botão e aguardar o tempo: uma luz indica o final da operação.

Central de Descontaminação

O Grupo de Óptica do IFSC estuda criar uma central de descontaminação de máscaras em São Carlos, para que os hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) e Unidades Básicas de Saúde (UBS) da região possam trazer suas máscaras a cada dois ou três dias, para serem descontaminadas e devolvidas à procedência. Desta forma, apenas uma unidade poderia dar conta de uma região, o que nada impede que cada hospital tenha sua unidade própria.

De acordo com o professor Vanderlei Bagnato, pesquisador do Grupo de Óptica do IFSC, que idealizou e desenvolveu o equipamento, é recomendado que as máscaras sejam identificadas por seus usuários (pequena etiqueta de fita com nome) – para que o mesmo usuário sempre utilize sua própria máscara após a descontaminação. Embora o procedimento não seja necessariamente obrigatório, ele deixa os usuários mais confortáveis, ressalta Bagnato.

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Grupo de Óptica do IFSC estuda criar central de descontaminação para que instituições de saúde da região de São Carlos possam trazer suas máscaras a cada dois ou três dias – Foto: IFSC – Divulgação

O uso intenso de máscaras de proteção respiratória pela população e pelos profissionais da saúde no combate á covid-19 vem causando uma escassez de máscaras respiratórias profissionais em todo o mundo. Uma mesma máscara pode ser utilizada em hospitais por sete dias ou mais, por isso a reciclagem é apontada como forma de amenizar o problema.

O ozônio (molécula reativa de oxigênio) é conhecido como dos mais rápidos e eficazes agentes microbicidas, tanto para bactérias quanto para vírus. O ozônio age oxidando a camada proteica (envelope do vírus), modificando sua estrutura e destruindo completamente a funcionalidade do vírus. A descontaminação na câmara é feita em via seca, sem temperatura e sem danos na estrutura das máscaras.

O Centro de Óptica e Fotônica do IFSC, do qual faz parte o Grupo de Óptica, recebe financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), e trabalha há mais de dez anos em processos de descontaminação de alimentos, órgãos para transplantes e infecções do trato respiratório, usando ação fotodinâmica, UV e ozônio. Os trabalhos científicos sobre publicados pelos pesquisadores do Cepof estão disponíveis no site http://cepof.ifsc.usp.br.

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Com informações de Rui Sintra, da Assessoria de Comunicação do IFSC

Mais informações: e-mail [email protected], com Rui Sintra

Imagem de capa: Câmera realiza remoção do ar em seu interior (ciclos de vácuo) e injeção de ozônio produzido por um gerador acoplado para descontaminar máscaras em duas horas; operação do equipamento é feita por um sistema de válvulas, controlado por um micro-processador – Foto: IFSC – Divulgação

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