Criança destrói maquiagem e gera prejuízo de R$ 4 mil: falta de limites ou de direito à infância?

Criança destrói maquiagem e gera prejuízo de R$ 4 mil: falta de limites ou de direito à infância?

O que aconteceu?

A funcionária relatou que chegou à loja, olhou ao redor e viu que uma mãe saía apressada levando seu filho pequeno pelas mãos. “Mãe e criança estavam indo embora apressadas. As pequenas pegadas coloridas perto da cena tornaram fácil concluir que aquilo foi obra de uma criança”.

Na publicação, a funcionária sente pelo aconteceu e pensa que a criança deve ter imaginado que a maquiagem era apenas uma espécie de aquarela.

“Tenho certeza que ela pensou que eram tintas para pintura a dedo e não tinha ideia do que estava aprontando. O resultado foi uma quantidade imensa de produto destruído e uma equipe de funcionários irritada”.

Sugestão polêmica da funcionária na postagem

“Mães, por favor, façam suas compras de maquiagem sem levar seus pequenos junto”.

A fala gerou polêmica, pois algumas mães concordaram com o que ela disse: “Para todos, minimizando isso: não importa se a maquiagem custa 3 ou 2.000 dólares, a criança destruiu a propriedade de outra pessoa. É inaceitável. Esse é o problema com as crianças de hoje em dia. Falta de disciplina ou estrutura”.

Mas, para outras, isso só faz com que as mães sejam cada vez mais excluídas: “Sim, é horrível que essa mãe seja uma idiota que não estava supervisionando a criança. Mas dizer às pessoas que elas não devem comprar maquiagem com os filhos, é absurdo e desrespeitoso. Alguns pais não têm o luxo de ir a lugares sem os filhos”.

 

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Fotos da bancada destruída foram publicadas pela maquiadora Brittney Nelson, em sua página no Facebook.

Nossa reflexão

Acreditamos que existem alguns pontos que devem ser levados em consideração quando analisamos a situação em questão:

1- Acidentes acontecem e, mesmo uma mãe zelosa, em um momento de descuido, poderia não ter percebido que a criança brincou com a maquiagem.

2- Precisamos pensar que realmente um shopping, por mais que tenha atividades de lazer, não substitui um espaço adequado para crianças brincarem. Uma criança sem supervisão e orientação adequada não tem como advinhar o valor de um produto.

3- Se não estamos em um ambiente totalmente destinado à crianças, a necessidade da supervisão e responsabilização do adulto é necessária. Ele pode levar a criança onde quiser, mas ele deve responder por seus atos.

4- E mais importante, penso que o mais grave em todo o ocorrido foi que a mãe tenha saído da loja sem se responsabilizar pelo acontecido. Uma vez que ela é responsável pela criança e prejuízos causados por ele deveriam ser assumidos por ela. A postura mais chamativa, talvez, tenha sido a da esquiva e não responsabilização pelo ato quando a mãe pega as mãos da criança e vai embora sem conversar com os responsáveis pela loja. Nesse ato ela ensina, por exemplo, para criança, que devemos fugir das consequências de nossos próprios atos.

E vocês, o que pensam disso? Comentem abaixo.

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Editorial CONTI outra, com informações de Sempre Família.

A história do jovem com autismo que se formou em medicina

A história do jovem com autismo que se formou em medicina

Enã Rezende, de 26 anos, é filho da psicóloga Érica Rezende, 46, que , há cerca de vinte anos, escutou de uma professora que ele não aprenderia a ler.

Mas, contrariando as expectativas negativas, no último dia 17 de janeiro, Enã se formou em medicina!

“Na colação de grau dele, fiquei em choque, sem expressar muita emoção, porque estava me lembrando de tudo o que vivemos desde que ele era pequeno. Mas ontem, no culto ecumênico, não aguentei e chorei bastante”, revela Érica, em matéria publicado pelo G1

Quem é Enã?

Enã recebeu o diagnóstico de  Síndrome de Asperger, um dos subtipos do autismo, aos 19 anos, mas,  desde criança, teve que lidar com preconceito e muito bullying por não ser exatamente o que as pessoas esperavam.

“Eu dizia para mim: tenho que vencer na vida e mostrar que está todo mundo errado. Sempre soube que teria de lutar mais que os outros para conquistar meus objetivos”, diz o rapaz, de fala mansa e poucos gestos.

A infância

“Uma das primeiras coisas que percebemos foi a dificuldade na fala. Ele não articulava bem as palavras. Além disso, ele também tinha dificuldades de compreensão e não conseguia olhar nos olhos. Em contrapartida, tudo o que eu ensinava, ele aprendia na primeira vez”, relembra Érica.

Aos dois anos, Enã foi diagnosticado com psicose infantil, relacionada a dificuldades no desenvolvimento da criança e hoje mais associada à esquizofrenia. Érica cursava psicologia e considerava que o diagnóstico não se enquadrava no caso do filho.

“Desde o início, sempre soube que era uma informação errônea. A psicose poderia ser muito próxima do autismo, mas não era o caso do meu filho. Sempre imaginei que ele tivesse autismo. O diagnóstico é difícil até hoje. Duas décadas atrás era mais complicado ainda”, diz.

O garoto passou a receber acompanhamento psicológico e fonoaudiológico para ter melhor desenvolvimento.

Anos mais tarde, no início da vida escolar, Enã passou a sofrer bullying em razão de suas características.

“Mesmo com acompanhamento fonoaudiológico, eu tinha muita dificuldade de fala. As pessoas não me entendiam direito. Além disso, eu também era desengonçado”, diz o jovem.

“As pessoas riam dele. Mas acho que ele não notava isso”, completa Érica.

“Eu notava, sim, mas não comentava”, diz o médico, em seguida.

Érica relata que as pessoas costumavam perguntar sobre o motivo das dificuldades de fala e de interação do filho.

“Eu achava psicose infantil um diagnóstico muito confuso. Então falava apenas que ele era um pouco diferente”, conta a psicóloga.

Na época, Enã se questionava sobre o fato de as pessoas o acharem diferente.

“Eu explicava a situação para ele, de uma maneira mais simples e leve, para que ele pudesse entender”, conta a mãe.

Aos sete anos, enquanto estava na fase de alfabetização, uma professora de Enã chamou a mãe dele para conversar. A mulher informou que o garoto tinha dificuldades extremas e não conseguiria ser alfabetizado.

“Então, eu mudei ele de escola. Além disso, uma tia dele, que é uma exímia educadora, passou a ensiná-lo e logo o meu filho foi alfabetizado”, conta Érica.

O sonho de cursar medicina

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Por que fazer medicina?

A morte do pai em acidente do carro, quando Enã tinha sete anos, despertou interesse pela medicina.

“Eu ficava me perguntando sobre o motivo de isso ter acontecido com ele. Foi muito triste”, relembra.

“Eu ficava questionando minha mãe sobre como tinha ficado a cabeça dele. Ela até comprou um esqueleto para me explicar. Não era uma curiosidade normal para uma criança, mas isso me interessava”, comenta.

Foi justamente o interesse em saber como o pai havia ficado após o acidente que fez com que Enã se encantasse pela medicina.

“Costumo dizer que isso foi o embrião para que eu decidisse seguir na área da saúde”, frisa
A influência do acidente do pai foi tamanha que ele planeja se especializar em neurocirurgia.

“Espero que eu possa salvar as vidas de outros pais. A do meu pai não pôde ser salva, mas quero impedir que outras crianças fiquem sem pai”, relata.

A universidade

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No fim de 2012, Enã foi aprovado para medicina da Universidade de Cuiabá (Unic). Ele começou o curso no início do ano seguinte. O rapaz revela que ficou feliz com o começo do curso, porém temia que fosse encontrar grandes empecilhos.

“Uma das dificuldades do autista é na comunicação. O meu maior medo era lidar com os pacientes, porque tenho dificuldade de olhar nos olhos das pessoas, por conta do autismo. Eu venci esse temor quando comecei a fazer atendimentos”, ressalta.

Na universidade, Enã era tido como aluno exemplar – não reprovou em nenhuma disciplina

“O Enã é uma pessoa extremamente inteligente, mas por conta dessa dificuldade de interação, acabava ficando mais isolado. Então, passamos a tomar iniciativas, junto com professores e os próprios colegas, para que ele fosse colocado em grupos e tudo isso o ajudou na inserção social”, conta à BBC News Brasil.

Na universidade, Enã era tido como aluno exemplar. O rapaz não reprovou em nenhuma disciplina. Ele costumava ajudar os colegas da sala em que estudava e chegou a ser monitor no curso, para auxiliar alunos de outras turmas.

Segundo Enã:

“Se uma pessoa não quiser ser ajudada por um médico somente por ele ser autista, ela que sairá perdendo. O autista é uma pessoa extremamente focada, que vai lutar com unhas e dentes para ajudar. Eu tenho a mesma capacidade que qualquer médico”, assevera.

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Com informações do artigo de  Vinícius Lemos, BBC. Para a matéria completa acesse: G1

Não precisamos de santidade ou perfeição para abraçar uma causa

Não precisamos de santidade ou perfeição para abraçar uma causa

“Se um homem não descobriu nada pelo qual morreria, não está pronto para viver”Martin Luther King

Quando adolescente acompanhei por alguns meses um tio convalescer no hospital. A experiência foi marcante pois presenciei as dificuldades não só dele, como de outros pacientes que estavam internados. Era um andar inteiro de doentes de Aids e após carnaval e carnatal (o carnaval “fora de época” de Natal/RN), o hospital sempre lotava de pacientes além da capacidade. Em virtude da superlotação, muitos morriam sem o tratamento devido.

Alguns morriam logo, outros sofriam muito antes de partir. Alguns necessitavam de longos tratamentos médicos e doações de sangue. Vi muitos morrerem, meninos, velhos, líderes religiosos, ricos, pobres, enfim. Muitas histórias diferentes, o mesmo fim. Prometi a mim mesma que seria doadora de sangue ao completar a maioridade, bem como que passaria a servir ao próximo com trabalho voluntário.

A intenção era boa, certamente, mas havia um erro fundamental na minha compreensão. Passei muitos anos inerte, buscando uma espécie de elevação espiritual que não chegava. Eu até sou boa pessoa e sei disso, contudo não me considerei “pronta” durante longo tempo. Doar-se ao outro era algo sacro, pio, por demais edificante para mim. A pobre mortal aqui buscou a santidade e não encontrou, claro. A perfeição, menos ainda.

Excesso de exigir e de pensar paralisa qualquer um. Acabei por viver períodos inteiros perdida, pensando apenas em mim, não olhando o outro, o todo em que estava envolvida. Eu não poderia estar mais equivocada! Não precisamos ser perfeitos ou estar prontos para estender a mão para alguém que precisa de nós. Precisamos querer e fazer. Fazer o amor circular em forma de gesto. Quem acha que nunca experimentou isso talvez siga enganado. Não só através de instituições podemos atuar, mas informalmente, para pessoas mais próximas, seja repartindo algo que possuímos com o outro – uma refeição que seja, um conselho cheio de afeto, uma aulinha providencial ou ao menos aquela conversa que alente algum coração.

Não precisamos de santidade ou perfeição para abraçar uma causa, fazer algo pelo outro.

Ronda na internet um texto da psicóloga Márcia Quintella que aborda esse sentimento que pode ser o de muitos. Ela é enfática: “Trabalho voluntário não é coisa de gente santa”. De fato não é. No início decepcionava-me facilmente nos ambientes de voluntariado, cobrava muito do outro e de mim. Fui chata, melindrosa, desgastei-me em vão, uma vez que não compreendia que os que ali estavam agiram por escolha e autodeterminação, não por perfeição.

É surpreendente a rapidez com que muitos imputam hiprocrisia e falsidade nas pessoas que buscam uma forma de viver menos egoica, mais altruísta. Quando pressupomos essa pureza, exercer um mínimo bem e o voluntariado ficam restritos, quase impossíveis. Criamos uma aura enigmática, quase mística, um muro imaginário, dificultamos o acesso. Se queremos mudar o mundo isso é ótimo, mas doar-se ao próximo não é restrito a quem quer essa mudança, entretanto para quem quer ajudar ou mudar a si mesmo e o outro, no aprendizado mútuo que temos através do contato. Não é algo simples e fácil, é complexo e desafiador, as demandas muitas vezes exigem muitas competências, mas conseguir atuar com eficiência e humildade vale a pena. Ajudar fortalece a empatia, ensina sobre a vida, cria laços, supera dores, diminui frivolidades, gera gratidão, dilata o ser humano, enfim.

Há os que fazem para alcançar ampla aprovação social. É que a gente gosta de se aparecer, ficar bem na fita, aparentar mais que ser, ser humano enfim. Embora muitos iniciem para ter um bom Instagram Stories, acabam sendo tomados pelo oceânico sentimento de ser útil a alguém. Sim, a solidariedade não é puro altruísmo, também confere conforto subjetivo. Não precisamos de uma nova existência para abraçar uma causa humana, largar a gula, deixar o álcool e o cigarro, entrar no monastério ou assumir uma vida enclausurada. Não, não é preciso de nada mais superior. Ainda que mundanos e erráticos, tentemos!

Onde houver voluntário há elevada energia humana circulando

As verdadeiras ligações são estabelecidas com mutualidade, respeito e amor. No voluntariado aprendemos que somos iguais em condições de humanidade, nossas cores mesclam, nossas situações econômicas são silenciadas, nossas crenças são fortalecidas e comungadas. Uma apoteose de sentimentos reais e benignos atravessa tudo. Voluntariar é fazer nascer o ser que queremos ser, é quando amor é ação, a dor é aliviada, as almas se comunicam. A vida de repente completa seu maior sentido.

Alteridade é imaginar-se no lugar do outro. Parece simples e soa romântico demais querer mudar o lugar em que vivemos, mas se não podemos mudar o mundo mudamos as pessoas, e pessoas mudam o mundo. A mínima simpatia por quem está ao lado é essencial. Apesar de palavra gasta ultimamente, é a empatia que leva-nos em direção ao outro, assim como o estio da chuva leva-nos ao colorido arco-íris.

Palavrinhas muito simpáticas em meios de empreendedorismo e de administração, metas e objetivos não são os maiores impulsionadores ou diferenciais para quem pretende fazer a diferença no mundo. Há uma diferença entre ter um objetivo e ter uma causa. Quando resistimos ao universo tão atraente do individualismo, entendemos nossa realidade para além de nós (sim, ela é vasta e consideravelmente maior!) e compreendemos que quando encontramos e abraçamos uma causa para além de nós, desconstruímos e reconstruímos todo o pensamento. Sucesso, realização e felicidade passam a ter significados diametralmente diferentes. Nesse ínterim, também desconstruímos o mundo enquanto lugar da inospitalidade, do cada um por si, do dinheiro regendo.

Dizem que nossa geração é perdida de causas, e que é por estarmos assim que muitos jovens escolhem alistar-se nas fileiras de organizações criminosas ou terroristas pelo mundo afora, na busca dessa causa por que dar a vida. Acredito que as causas existem e estão aí disponíveis para serem abraçadas. Precisamos dar importância e significado a elas, para que sejam materializadas.

Apesar de saber que fazer o bem faz bem, é necessário desfazer algumas ideias erradas, como crer que o trabalho voluntário é mais suave e menos sério que o remunerado. Talvez esse seja o erro mais crasso que existi. Segundo o economista português João Rafael Brites, em palestra do TED / Aveiro, esse tipo de trabalho não é divertimento. Não é uma espécie de atividade para todos e nem todo tipo de trabalho voluntário é bom, portanto nem todos podem fazê-lo indistintamente. Não basta ter amor no coração, é necessário ter formação e qualificação, dar o melhor de si, saber quais os objetivos da instituição e buscar atendê-los com excelência.

Pensar que o trabalho voluntário não tem valor é outro erro.

Não é porque um trabalho não é remunerado que ele não gera valor. Há sim um custo pecuniário, basta calcular o custo que tal atividade teria no mercado e sabemos seu impacto financeiro. Dizer que são raras as pessoas dispostas a isso é outro equívoco. As Nações Unidas disseram no seu relatório mundial sobre voluntariado 2011 que há 140 milhões de voluntários no mundo. Se fosse um país, seria o nono em número de pessoas.

Há, ainda, uma preocupação legítima, a de que talvez o voluntariado gere desemprego, porque leva as pessoas a trabalharem de graça. Os dados mostram que isso é mito. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística de Portugal, em 2012 a média de trabalho voluntário chegou a 24% nos países da União Europeia. Nos 27 países que compunham até então a União Europeia, aqueles que tinham as menores taxas de desemprego eram os que apresentavam as maiores taxas de voluntariado. Essas duas atividades não são excludentes, contudo complementam-se. Da mesma forma agregadora o voluntariado apresenta-se para contribuir com o bem estar da sociedade, somando com e não substituindo o Estado.

Atualmente, conceitos como solidariedade e voluntariado perderam significados pelo seu uso banalizado e descontextualizado, que às vezes soam com conotação negativa. Situações globais como a do Haiti em 2010 levam a uma mancha na idoneidade do trabalho solidário. Após o grande terremoto ocorrido naquele ano, o país angariou onze bilhões de dólares de ajuda internacional, entretanto tais recursos não foram devidamente destinados à reconstrução do país. Apesar dessas nefastas experiências, é preciso seguir e temos que devolver a força a esses conceitos, e se não for pelo pragmatismo dos números revelados pela ONU acima, que seja pelo que o economista João Rafael Brites falou na mesma palestra já mencionada, pelo voluntariado ser essa “ (…) Declaração suprema da dignidade humana, da dignidade enquanto escolha de onde queremos gastar o nosso tempo. Se tornarmos cada ação nossa refém de uma transação, então nós perdemos a capacidade de sermos livres, seres autodeterminados”.

Acaso o pensamento de que esse é um assunto para sonhadores, pois as ações são ingênuas (embora bem intencionadas) e ineficazes no longo prazo, faz-se prudente investigar o correr dos fatos. Pessoas pensando primordialmente em si não parece ter sido o grande motor de evolução da humanidade até aqui. Em meados do século XX, por exemplo, houve a imunização contra a poliomielite. Todos os anos a doença paralisava centenas de milhares de pessoas. Hoje em dia, a taxa de incidência do vírus desceu mais de 99%. Isso não apenas porque na década de cinquenta surgiu uma vacina, mas porque mais de dez milhões de pessoas no mundo voluntariaram-se para vacinar. Isso é um legado sólido, de larga escala, que não será esquecido.

Outro esforço nunca vão é o de trazer mais auxílio material à vida das populações mais carentes.

A falta de moradia, por si só, aumenta consideravelmente o risco de morte de uma família desabrigada. Os acelerados processos de urbanização e de desenvolvimento dos países não podem desconsiderar a realidade de que muitos não possuem condições habitacionais adequadas, sob o risco de naturalizarmos a mortalidade das pessoas a depender de suas condições socioeconômicas. Ter um teto, ao contrário, traz benefícios físicos e morais. Com casa, as pessoas passam a fazer planos para o futuro e abandonam o passado de desesperança.

O que você acha de prover dignidade à vida das pessoas? Essencial ou desnecessário? É por demais poético? É utópico ou plenamente possível? Aí digo que é fácil responder: depende do âmago das pessoas. Tudo começa e termina no ser humano, no que ele acredita, se é indulgente, o que realiza de fato. Pessoas fazem governos, instituições, corporações. Governos em geral têm governado para grandes corporações, para acúmulo infinito de capital. Isso é triste e potencialmente reducionista, pois é possível tornar a vida das pessoas menos indigna, independentemente de ideologias e crenças. Quando o aporte financeiro sobrepõe-se ao humano, a riqueza gerada beneficiará pouquíssimos. É por compreender que uma sociedade equilibrada não é apenas rica e desenvolvida, mas indulgente e promotora de direitos sociais inalienáveis, que entendo humanas e necessárias as políticas públicas que provêm reparos sociais mínimos e assistência pecuniária para a população mais excluída e pobre, por exemplo. Não é esmola, é direito humano universal. Políticas sociais não se resumem à casa, à comida na mesa e dinheiro na conta. Se enxergássemos com olhos mais amorosos, veríamos para além o sorriso no rosto, o quentinho no peito e os sonhos renovados! Como ser contra isso?

Para transcender a si é preciso crer, acreditar no ser e no melhor que dele pode derivar.

Ao ouvir quem quer que seja generalizando ONGs e grupos de voluntários como desocupados ou mal intencionados, entender que é falta de compreensão. Bravatas sempre abrigam arrogância e mentira no substrato. Talvez sejam pessoas habituadas a generalizar, mergulhadas no individualismo, na perda de crença ou mesmo em escusas intenções. É bom saber que trabalho voluntário é imprescindível em múltiplas realidades, que pode gerar impacto social, que pode mudar a realidade coletiva. Por fim, que o que fazemos para nós morre conosco mas o que fazemos pelo outro e pelo mundo permanece, é imortal, sementes plantadas que hão de gerar árvores frondosas e bons frutos.

‘Estresse térmico’ deixa pessoas mais nervosas nos dias quentes

‘Estresse térmico’ deixa pessoas mais nervosas nos dias quentes

Sabemos que o calor pode ser uma delícia, principalmente se você trabalha com ar condicionado ou mora perto de locais com muita água.

Entretando, janeiro chegou para os brasileiros com calor intenso e , ao que parece, tem muita gente desconfortável por aí…basta ouvir as reclamações.

Pois saiba que, segundo matéria publicada pelo G1, o calor realmente causa um desconforto que afeta o humor. Existe também outra reação possível que é o estresse térmico.  Ou seja, quando está muito quente, o nosso corpo sente que está sendo agredido e começa a fazer mudanças para se defender. 

“Isso acontece porque os mecanismos que regulam a temperatura têm que agir rápido. Os vasos se dilatam para perder líquido e empurrar o calor para fora. Mas tem que manter a pressão sanguínea, então, o coração bate mais rápido. Com os vasos sanguíneos mais dilatados, a pele começa a eliminar água, numa tentativa de equilibrar a temperatura.”, descreve a matéria

Partindo da informação de que a desidratação afeta coração, rins, cérebro – principalmente nos organismos mais sensíveis, é importante que, principalmente, idosos e crianças, mantenham-se hidratados. Grávidas também merecem atenção especial, explica o médico da Sociedade Brasileira de Medicina de Família, Ademir Lopes Junior.

Algumas outras dicas do Ademir Lopes Junior são:

– Tentar manter a temperatura do ambiente.

– Evitar exposição direta ao sol, procurar ficar na sombra, em ambientes que podem ser refrigerados de alguma forma, seja com ventilador ou com ar condicionado.

– Tomar bastante líquido.

Cuide-se e tenha um verão sem problemas!

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Com informações de G1

Para recebermos luz, às vezes, seremos rachados

Para recebermos luz, às vezes, seremos rachados

A vida vai nos quebrar, quantas vezes forem necessárias, até que aprendamos o que for essencial para o nosso crescimento. Quando tomamos posse dessa consciência, passamos a lidar com mais serenidade com os desertos que surgem em nossa caminhada.

Acontece de estarmos tão petrificados acerca de determinadas crenças, que não conseguimos enxergar o óbvio, a nossa percepção ignora aquela verdade desenhada ali a nossa frente. Então, Deus ou o Universo, que têm um genuíno interesse em nos alinhar com o nosso propósito de vida, não terão outra alternativa, Eles permitirão que algumas circunstâncias nos quebrem, nos triturem, assim como a ação de uma britadeira numa rocha. Dessa forma, a luz do discernimento penetrará os escombros da nossa alma, dissipando as sombras que nos impediam de perceber o nosso potencial para sermos felizes, dignos, prósperos, gratos…plenos.

Seremos quebrados, especialmente, nas áreas em que recusamos a nos perceber como merecedores da abundância. Isso ocorrerá, também, para que aprendamos a nos colocar no lugar do outro, quando somos mestres em julgar, com total ausência de empatia e compaixão. Quanto mais ‘petrificados’ e resistentes à mudança, maior será o efeito da britadeira do destino em nossas vidas. Há uma voz de comando, do alto, ordenando aos ‘operários’, representados pelas circunstâncias: “é preciso que a luz entre nessa pessoa, façam o que for necessário”.

Você quer exemplos porque está muito subjetivo, não é? Pois bem. Na sua área sentimental, uma britadeira pode ser simbolizada por aquele relacionamento que em nada te acrescentou e, que, para piorar, destruiu todas as suas reservas de sentimentos bons e construtivos sobre si mesmo(a). Relacionamento que você atraiu ou permitiu por não se perceber digna(a) de um parceiro de verdade. As dores e os ferimentos que aquele vínculo causou ou está te causando simbolizam a ação da britadeira do destino, e, somente assim, você repensou a sua história e suas escolhas e decidiu traçar outro caminho, abandonando aquela escolha. Então, essa vontade de se dar outra chance simboliza a luz do discernimento penetrando a sua alma, ela vai clarear tudo o que estiver ofuscado para que você se perceba com outros olhos. Você ressurgiu ou vai ressurgir em uma nova versão.

Outro exemplo: uma pessoa que não poupou críticas e julgamentos à família de uma adolescente que acabou se envolvendo com as drogas. Essa pessoa, ao invés de contribuir, ao menos com o silêncio e respeito, preferiu espalhar maldades, dizendo que os pais não souberam criá-la, etc. tal. Daí o tempo passa, e esse mesmo “juiz” se percebe no mesmo lugar daquela família que ele tanto criticou. Então, chegou a vez dele de passar pelo martírio de ter um filho usuário de drogas. Depois disso, provavelmente, essa pessoa jamais vai emitir algum “parecer” sobre um contexto que ela não sabe. Então, a luz do discernimento e da empatia terão alcançado a sua consciência por meio das frestas do sofrimento que um dia ela escarneceu em outro.

É isso, quando não nos colocamos no lugar do outro, ás vezes, Deus permite que experimentemos aquele lugar na prática para sabermos o quanto é doloroso e complexo. Há pessoas que aprendem logo, na primeira experiência dolorosa. Outras, preferem ignorar o puxão de orelha de Deus/Universo e seguem vivendo do mesmo jeito, até que a britadeira entre em ação novamente, quantas vezes forem suficientes para que ela assimile o aprendizado. Os sábios optam por abreviar o processo.

Você só precisa do caule de uma rosa para obter mais centenas de rosas

Você só precisa do caule de uma rosa para obter mais centenas de rosas

Se você quiser obter centenas de rosas apenas tendo algumas em casa, com este truque você vai conseguir. As rosas são uma das flores que todos nós consideramos as mais belas e podem adornar qualquer ambiente doméstico, independentemente da cor da rosa que escolhermos.

Considera-se que a rosa é uma flor muito difícil de plantar, mas, ao contrário, apenas com o uso da haste de uma rosa, você pode adquirir muito mais rosas, fazendo sua reprodução interminável. Este é um trabalho muito fácil de fazer e qualquer pessoa com ou sem experiência em jardinagem pode aprender, basta seguir alguns passos que vamos mencionar abaixo e você pode espalhar rosas em seu jardim sem dificuldades.

Aprenda a plantar rosas com rapidez e facilidade

Então vamos mostrar-lhe como ter uma linda roseira no seu jardim… e você só precisa ter alguns caules e seguir os passos listados abaixo.

Primeiro passo

Primeiro, precisaremos encontrar o lugar ideal onde teremos a nossa roseira, e mais tarde teremos que cavar uma vala de cerca de 15 centímetros de profundidade, que vamos encher de areia. Para escolher o lugar certo, vamos dar-lhe estas dicas:

  • Não coloque rosas muito perto
  • Nem coloque perto da parede nem debaixo de uma árvore
  • As rosas precisam de espaço, sol e ar, e, de preferência, o sol da manhã é o que mais as beneficia, de modo que elas possam crescer frondosas.

Segundo passo

No caso de não ter rosas, a ideia é arranjar alguém para nos dar alguns caules ou mudas de rosas, que usaremos para propagá-las de uma forma infinita e tornar o nosso jardim exuberante. O importante é que essas hastes tenham aproximadamente 20 a 25 centímetros de comprimento.

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Terceiro passo

Este é um passo muito simples, é sobre a limpeza das hastes, removendo as folhas e as impurezas que podem ter que tê-los prontos para a regeneração.

Assim você pode obter muito mais rosas.

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Quarto passo

O próximo passo é pregar nossas estacas ou hastes de rosas na areia deixando uma distância entre elas, devemos pressionar bem a areia para que possam ser fixadas firmemente ao solo.

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Quinto passo

Quando os caules já estiverem fixos, teremos que cobri-los com solo fertilizado e pressioná-los bem com os pés para que fiquem bem compactados.

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Outra alternativa é que as hastes são primeiro presas em uma batata, depois plantadas sendo cobertas com terra, alguns jardineiros recomendam para conseguir um melhor crescimento.

Bom trabalho!

Tradução feita pela CONTI outra, do original de La Vida Lucida

A grandeza de Fábio Assunção ao transformar música que o ridiculariza em modo de auxiliar dependentes químicos

A grandeza de Fábio Assunção ao transformar música que o ridiculariza em modo de auxiliar dependentes químicos
Ricardo ( Fabio Assunção )

Recentemente o grupo musical La Fúria lançou uma música que leva o nome do ator Fábio Assunção. A música, que se transformou rapidamente em hit, faz referência à fama que o ator ganhou nas redes sociais nos últimos anos em razão das polêmicas em que se envolveu e do fato, já exaustivamente explorado e debatido por revistas e programas de fofoca, de que Fábio Assunção luta há algum tempo contra a dependência química.

Muitos outros artistas certamente teriam, no lugar de Fábio Assunção, procurado resolver o problema judicialmente, processado os compositores da música em questão, mas Fábio enxergou nessa situação uma oportunidade de colocar em pauta a importante discussão sobre o enfrentamento à dependência química e sobre a necessidade de amparo aos que passam pelo sofrimento causado pela dependência. O ator e os músicos entraram em um acordo e “100% dos valores arrecadados com a música serão doados para as instituições A e B que vamos informar posteriormente como um ato irmanado entre quem sente essa dor e quem tem voz para ampliar a conscientização das pessoas.”

Segue abaixo o texto que o ator publicou no Facebook:

“Oi Gente… eu não pretendia tornar esse assunto público por vários motivos, mas a imprensa resolveu comentar e os meninos foram bem generosos fazendo o video deles explicando nosso acordo sobre a música Fabio Assunção.

Antes de qualquer coisa eu preciso falar com as pessoas que passam pelo mesmo problema que eu. Eu não endosso, de maneira nenhuma, essa glamourização ou zueira com a nossa dor. Minha preocupação é com quem sente na pele a dor de ser quem é. Com as suas famílias.

Para além disso, eu quero dizer que jamais me passou pela cabeça censurar a criatividade das pessoas, quando vi a tal zueira tomar proporções gigantescas como a música. Mas entre não censurar e deixar de conscientizar, existe um abismo que não me conforta.

15% das pessoas do mundo tem problemas de adicção. É muita gente sofrendo por não conseguir controlar suas compulsões e eu acho importante lembrar a todos que isso não tá escrito na certidão de nascimento. Todo mundo começa do mesmo jeito. Achando que tudo bem. E pode não terminar tudo bem.

Foi pensando nisso que eu, minha equipe de comunicação e o corpo jurídico que me atende, decidimos entrar em contato com os meninos e tornar essa história um ato propositivo de ajuda a quem precisa e de conscientização de quem pode ainda acreditar ser um super herói. 100% dos valores arrecadados com a música serão doados para as instituições A e B que vamos informar posteriormente como um ato irmanado entre quem sente essa dor e quem tem voz para ampliar a conscientização das pessoas.

Nós não somos super heróis. Cuide de vc, cuide de quem você ama, cuide dos seus amigos nas festas. Seja responsável. Olhe pro outro e pra você, e se estiverem passando dos limites, ativem o modo! Lembrem que o Fabão aqui respeita a zueira, ama a brincadeira, mas quer vocês bem e vivos! Fortes, felizes e conscientes de seus atos e de suas vidas.”

Fonte: Revista Pazes

Cerque-se de quem desperta o que existe de melhor em você

Cerque-se de quem desperta o que existe de melhor em você

Se a atitude é a coisa mais importante que tomamos, então seja cuidadoso para que ninguém o deixe desfazer de seus desejos, fazendo você acreditar que não vale a pena ou que você é incapaz. Nossa atitude representa uma porcentagem muito importante da influência que temos sobre o que acontece conosco.

Algo que chama a atenção atualmente é que muitos livros de auto-ajuda estão tentando nos orientar em direção ao sucesso, para o triunfo, onde, mais cedo ou mais tarde, somos reconhecidos por outras pessoas pelas nossas competências e habilidades. Mas, mais do que “sucesso externo”, o que queremos alcançar é a calma interior.

Sem dúvida, provar que podemos fazer bem uma determinada tarefa é muito gratificante, é verdade. No entanto, o que “se multiplica” são as atitudes, porque elas são as únicas que fazem a diferença entre um bom dia e um dia ruim, elas são as únicas que nos dão otimismo quando tudo está contra nós, as únicas que nos permitem acreditar em nós mesmos quando os outros se atrevem a nos menosprezar.

Há momentos em que a mentalidade negativa, derrotista ou mesmo tóxica de algumas pessoas ao nosso redor pode, sem dúvida, enfraquecer esse foco de ouro até que se torne tempestuoso …

Sua atitude: uma decisão pessoal

A oferta editorial de livros de felicidade e de crescimento pessoal dobra a cada ano. No entanto, a OMS já nos alerta que, em pouco tempo, a depressão será o primeiro problema de saúde do mundo. Além disso, educamos nossos filhos para serem competentes em ciências, em matemática, no uso de tecnologia e até mesmo na linguagem de programação, mas nos esquecemos de ensiná-los a tolerar a frustração, a administrar seus universos emocionais, suas fúrias, sua tristeza…

No entanto, mais cedo ou mais tarde, descobrimos que nossas boas intenções não são suficientes para que o sucesso chegue. Percebemos que, se alguém não acredita em nós, apagamo-nos como uma vela dominada por um vento frio.

Percebemos também que a sociedade nos oferece uma boa educação, mas adia nossas oportunidades, mergulhando-nos em uma sala de espera onde nada acontece. E lá nos reunimos com outros que também estão esperando, outros que nos contaminam com suas esperanças subnutridas, seu derrotismo e sua auto-estima vazia.

Mais cedo ou mais tarde, percebemos que estamos “doentes”, infectados pelo desânimo e pela passividade, obscurecidos por uma mente que foi levada pelo piloto automático da negatividade dos outros.

Os três componentes da atitude forte e corajosa

Muitas vezes é dito que uma atitude positiva não resolverá todos os nossos problemas, mas o que vai fazer é incomodar mais de uma pessoa, aqueles que com sua mentalidade quadrada e suas abordagens cheias de limites, não fazem nada além de colocar fio nos nossos sonhos e tempestades para nossos dias ensolarados.

De qualquer forma, o que devemos ter claro é que essa atitude é um valor pessoal para se trabalhar diariamente. Porque quando menos esperamos, pode enfraquecer ou pior, pode ser enfraquecido pela influência prejudicial desses terceiros.

Assim, nunca é demais lembrar quais três componentes sustentam, moldam e alimentam atitudes fortes:

  • Compromisso: uma boa atitude exige um compromisso firme em nós mesmos e em nossos propósitos, naqueles objetivos e valores que são valiosos para nós.
  • Autocontrole: para alcançar um sonho, para alcançar esse propósito precioso , devemos assumir o controle sobre nossa própria realidade, sobre tudo o que acontece. Se cometermos um erro, a obrigação de corrigir é nossa. Não atribuiremos qualquer responsabilidade a outras pessoas, assumiremos sempre uma atitude ativa, positiva e corajosa.
  • O último elo que molda nossas atitudes é o desafio. É um aspecto não podemos esquecer, porque a vida sempre colocar diante de nós dez, uma centena, duzentos desafios diários… Devemos ver esses  desafios como uma forma de aprender a investir em nosso crescimento pessoal e em nossa bagagem de vida, sendo protagonistas autênticos do próprio bem-estar alcançado.

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Tradução feita pela CONTI outra, do original de La Mente es Maravillosa

Despedidas também são presentes

Despedidas também são presentes

Despedidas são de lascar. Arrebentam com o nosso emocional e nos levam a nocaute rapidamente. A vantagem é que quando a dor passa nos levantamos mais fortes e começamos a entender que muitas despedidas são, na verdade, presentes.

Nenhuma despedida é fácil. Mesmo quando somos nós que decidimos partir, sempre fica aquele sentimento de “poderia ter tentado mais” ou “e se dessa vez fosse diferente?”. Ouso comparar as despedidas como um corte de cordão umbilical. Parece que a vida nos tira a força de um lugar seguro e confortável para nos apresentar algo diferente e novo e isso é assustador.

Há vários motivos de despedidas, mas nenhum deles é fácil. Despedir-se de uma relação abusiva é tão difícil quanto despedir-se de um ente querido e o motivo é simples: em ambas as situações o que dói não é ausência física, é a ausência emocional.

Dói saber que a relação não deu certo e que os projetos feitos a dois ficaram apenas no papel. Dói lembrar as ofensas, as agressões e as humilhações ditas por quem você julgava amar. Dói a mudança na rotina, nos hábitos, nos planos. Mas, é importante lembrar que, na mesma proporção que a dor vem, o amadurecimento emocional acompanha.

Contrariando Shakespeare que definia a despedida como “uma dor suave”, acredito que ninguém se despede feliz de um ciclo. Despedidas são situações constrangedoras e dolorosas que envolvem muito autocontrole e inteligência emocional.

Porém, como tudo na vida tem dois lados, é preciso entender que muitas histórias começam nas despedidas. Às vezes, é preciso dar aquele “adeus” dolorido, fechar a porta e caminhar sem olhar para trás para que o novo chegue e nos surpreenda.

Pode ser que a despedida de um antigo amor abra às portas para um novo. Ou que a amizade desfeita na falsidade encontre uma nova sincera ou, até, que um novo emprego apareça quando você tiver coragem de abandonar o antigo. O fato é que muitas possibilidades se escondem atrás de uma despedida.

Tenha coragem de viver uma nova história. Permita-se experimentar novas emoções. Acredite que despedidas são também presentes. Como dizia Millôr Fernandes: “do mundo nada se leva. Mas é formidável ter uma porção de coisas a que dizer adeus”.

Se você observa mais de 6 animais nessa foto, seu QI é incrível!

Se você observa mais de 6 animais nessa foto, seu QI é incrível!

Atualmente, as ilusões de ótica inundam a Internet, são ótimas para desenvolver nossas habilidades e pôr em jogo nossa habilidade, também exercitar a visão e o cérebro.

Esta imagem se tornou polêmica, afinal poucas pessoas conseguem enxergar mais de quatro animais. Alguns dizem que há apenas um elefante, que é o que pode ser observado com uma simples vista, outros dizem que “há mais de quatro animais”. No entanto, se formos mais observadores, encontraremos 13 animais! E você, quantos animais consegue identificar?

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Aqui está o diagrama que confere a existência de 13 animais nessa imagem de ilusão de ótica. 

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Fonte: Portal Raízes

Eu aprendi algo lindo com um cachorro de rua

Eu aprendi algo lindo com um cachorro de rua

Quero compartilhar com vocês uma experiência linda, que mexeu muito comigo. Eu sou apaixonada por cachorros, quem me conhece pode confirmar isso. Sempre que possível, eu tento me aproximar e fazer carinho nesses anjos de quatro patas.

Nessas férias (janeiro/2019), estive numa praia linda em Tamandaré – PE com o meu namorado. Numa tarde, apreciando o pôr-do-sol, passaram por nós, dois cachorros vira-lata, de rua. Ambos pareciam bem arredios, mas, mesmo assim, tentei uma aproximação e comecei a estalar os dedos e falar com dengo na direção deles.

Para a nossa surpresa, um deles me ignorou completamente e seguiu o destino dele. O outro, que batizei por Damião, titubeou um pouco, mas, acabou cedendo a minha investida, por fim, foi permitindo ser tocado e acariciado por mim. Passados alguns minutos, ele já estava deitado ao meu lado, completamente entregue aos meus carinhos, inclusive, virou a barriga para cima, completamente à vontade.

Depois de mais ou menos 30 minutos, o cachorro que seguiu sozinho voltou ao encontro do Damião, que ficou comigo. Ele parecia ressentido, como se quisesse dizer: “poxa, cara, qual é a sua? Deixou de seguir comigo para se render aos carinhos dessa mulher que você nem conhece? Deixa de ser bobo, ela não vai tirar você da rua, ela não vai te adotar, ela é uma turista, pare de se iludir”.

Após o longo olhar de reprovação ao Damião, o ressentido deitou-se a uma certa distância de nós e ficou lá, apenas observando o Damião receber os meus carinhos. Diante daquela cena, eu e o meu namorado tentamos fazer uma análise, fazendo uma analogia do comportamento dos dois cachorros ao comportamento humano.

Então, a nossa análise ficou assim: O cachorro que recusou o meu afeto simboliza as pessoas que, embora carentes, recusam qualquer vínculo afetivo com o outro, porque sentem medo da rejeição ou porque preferem acreditar que nasceram para sofrer mesmo, não se sentindo dignas de receber o amor de ninguém, então, elas se blindam.

O outro cachorro, o Damião, representa as pessoas que não perdem a oportunidade de recebe amor e afeto, pouco importa se vai durar alguns minutos ou a vida toda. Simbolizam as pessoas que se permitem, mesmo machucadas, receber o que o outro tem a oferecer de bom. Elas não se blindam, por mais feridas e abandonadas que tenham sido, elas ainda acreditam no amor do outro.

Os dois cachorros são abandonados, feridos, carentes e sofridos. Contudo, cada um lida com a própria condição de uma forma. Um se protege demais, talvez por medo de criar vínculo e ser abandonado novamente. O outro, não pensa duas vezes para receber um chamego, para ele vale a pena receber qualquer dose de afeto, ainda que de uma desconhecida, num fim de tarde, à beira mar, com o céu em arrebol, com cores vibrantes e ar soberano, como canta o Zé Ramalho.

Era meu aniversário, aquilo foi um grande presente, me senti profundamente honrada por receber a confiança daquele cachorro. O Damião será eterno em minha lembrança, ele deixou as digitais dele aqui comigo. Aprendi muito com ele.

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Imagem de capa: Ivonete Rosa

10 maravilhas do bem-estar que viajar promove em sua vida

10 maravilhas do bem-estar que viajar promove em sua vida

Viajar promove benefícios que vão muito além do entretenimento, pois entrar em contato com o novo promove mudanças físicas e mentais.

Abaixo, conheça 10 benefícios de uma viagem para a saúde e não entenda porque não deve economizar nesse autoinvestimento.

1- Mudança de rotina

Nós vivemos baseados em um mundo de rotinas para que as coisas aconteçam e tenham ordem. Nós temos horários que devemos cumprir, entretanto, com o tempo, essa repetição pode se tornar estressante e nos impedir de enxergar novas possibilidade. Viajar é quebrar esse ciclo de repetição e para que percebamos que podemos fazer coisas de maneira diferente.

2- Você fica menos preconceituoso (a).

Viajar permite conhecer coisas novas e ter contato com mundos e pessoas diferentes. Ao conhecê-los, em vez de temê-los e evitá-los, você perceberá que eles só têm a somar. Preconceito é fruto de ignorância e medo.

3- Maior criatividade

Novas experiências aumentam o nosso leque de referências mentais. É tudo sobre se meter em situações novas e transformá-las em experiências surpreendentes. Isso definitivamente te deixa mais criativo. Quando você estiver em lugar diferente, posturas diferentes serão tomas por você – mesmo que não queira.

4- Você pode redefinir a relação que você tem consigo mesmo e até com os outros.

Todo mundo precisa de um tempo sozinho, e viagens podem promover isso. A distância e algum tempo sem as companhias habituais permitem que valorizemos mais quem gostamos e tenhamos momentos mais construtivos com elas, quando as oportunidades permitem.

5- Maior confiança e autoestima

Viajar e aprender são verbos que andam juntos. Nós temos que experenciar coisas novas, perguntar, resolver, escolher…

Se a “ocasião faz o monge”,  mesmo os mais tímidos precisam aprender a se virar em locais diferentes.

Esse jogo de cintura exigido pela viajam deixa a pessoa mais confiante para enfrentar outras situações no futuro.

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6- Aumento da habilidade social

Não há nada como se mudar ou viajar para fazer você perceber que, onde quer que você esteja, você desenvolverá laços afetivos e passará a se preocupar com pessoas diferentes, e, a parte boa: elas também se preocuparão com você. Em um lugar estranho tudo o que você fizer envolverá o contato com uma pessoa estranha. 😉

7- Maior adaptação a mudanças

Mergulhar fora de sua zona de conforto também faz você perceber que, independente da idade, é um novato na vida. Essa falta de controle nos torna mais maleáveis e adaptados.

8- Aumento da capacidade cognitiva

Vocês sabiam que motoristas da taxi possuem a região do cérebro relacionada a localização espacial mais desenvolvida? Pois é, isso acontece porque eles são obrigados a aprender e memorizar caminhos o tempo todo. O mesmo pode acontecer com todas as funções que você estimular. Os exercícios de neuróbica, por exemplo, consistem basicamente em fazer as mesmas coisas de maneira diferente. Fazer isso viajando pode ser uma opção melhor ainda.

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9- Colocar o corpo em movimento

Corpo saudável é compor que se movimenta. Pessoas que viajam costumam ser menos propensas ao sedentarismo e as sequelas disso.

10-  Novas histórias

O ser humano é feito de histórias. São as histórias de nossas vidas que dizem quem somos. Logo, criar histórias é dar mais vida a nossa vida, mais sonho aos nossos sonhos, mais esperanças aos nossos dias.

Depois desses 10 itens a pergunta que fica é, quando será sua próxima viagem?

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Imagem de capa meramente ilustrativa: cena do filme “Comer, Rezar e Amar”

Alan Rickman escreveu uma linda carta de despedida quando saiu de Harry Potter. Impossível ler sem chorar.

Alan Rickman escreveu uma linda carta de despedida quando saiu de Harry Potter. Impossível ler sem chorar.

Três anos após a morte do amado ator que interpretou Severus Snape, um belo texto é divulgado e nos faz sentir ainda mais a sua falta.

Na sua vida, Alan Rickman, imortalizou alguns personagens com o seu incrível desempenho, interpretando por exemplo Hans Gruber em Duro de Matar e também o Xerife de Nottingham em Robin Hood: Príncipes dos Ladrões, mas certamente não há dúvida que o personagem que não vamos esquecer é o Professor Severus Snape.

O ator participou de vida nos oito filmes de Harry Potter, apesar de sua atitude antipática no filme ele sempre acaba chegando ao coração dos trouxa mais relutantes.

Depois de terminar em 2011 o último Harry Potter (Relíquias da Morte: Parte II) o astro escreveu uma carta bastante emocional para dizer adeus e contando o quanto aquilo tinha sido importante em sua carreira.

Rickman escreveu o seguinte:

“Acabei de voltar do estúdio de dublagem onde falei em um microfone como Severus Snape pela última vez. Na tela havia algumas imagens de flashback de Daniel, Emma e Rupert de dez anos atrás. Eles tinham 12 anos na época. Também voltei recentemente de Nova York, e enquanto estava lá, vi Daniel cantando e dançando (brilhantemente) na Broadway. Parece que toda a vida passou em minutos. Três crianças tornaram-se adultos. Tudo começou com um telefonema com Jo Rowling, no qual ela me convenceu de que Snape era mais do que um traje imutável, e, embora apenas três dos livros estavam disponíveis naquela época, ela segurava toda a enorme mas delicada narrativa nas mãos. Afinal, existe uma velha necessidade das histórias serem contadas. Mas toda história precisa de um ótimo contador.”
Alan Rickman

O ator, que morreu perdendo sua batalha contra o câncer há três anos, ainda é lembrado com muito carinho por um público fiel que jamais o esquecerá:

“Hoje são 3 anos desde que perdemos Alan Rickman, nosso perfeito Severus Snape. Ele saiu, mas nunca o esqueceremos. Levantem suas varinhas.”

“14 de janeiro de 2016: Alan Rickman, que interpretou Severus Snape nos filmes de Harry Potter, faleceu aos 69 anos. Você sempre será nosso professor Snape.”

Voe alto professor, nunca nos esqueceremos de você.

Tradução feita pela CONTI outra, do original de UPSOCL

Chamaram-na de gorda mas o namorado respondeu à altura

Chamaram-na de gorda mas o namorado respondeu à altura

Um dos melhores momentos da vida de um adolescente é o baile de formandos. Com o vestido – no caso das meninas – ou o terno– no caso dos rapazes – perfeito, este é o momento em que um ciclo da vida termina para dar lugar a outro cheio de novas oportunidades.

Por isso, como qualquer outro casal adolescente, Tre Booker e Madison prepararam-se a rigor e foram festejar junto com os seus colegas, mas não sem antes tirarem umas fotos e publicarem no Twitter.

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No entanto, o resultado não foi bem o esperado, tendo Madison recebido diversos comentários desagradáveis relativamente ao seu peso.

Triste com a situação, Madison respondeu: “Não sei como as pessoas podem ser rudes com pessoas que nem conhecem.”

Ao ver os comentários, o seu namorado, Tre, decidiu intervir e escreveu o seguinte: “Você não é gorda, querida! Deus te fez perfeita só para mim. É perfeita!” e, em seguida, publicou esta fotografia:

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O seu comentário tornou-se viral, tendo ganho diversos elogios pela sua atitude.

Sem dúvida uma grande prova de amor!

Fonte: Inspiring Life

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