Acreditar em Deus reduz ansiedade e estresse, diz estudo

Acreditar em Deus reduz ansiedade e estresse, diz estudo

A pesquisa, publicada na revista Pyschological Science, envolveu a comparação das reações cerebrais em pessoas de diferentes religiões e em ateus, quando submetidos a uma série de testes. Segundo os cientistas, quanto mais fé os voluntários tinham, mais tranquilos eles se mostravam diante das tarefas, mesmo quando cometiam erros.

Os pesquisadores afirmam que os participantes que obtiveram melhor resultado nos testes não eram fundamentalistas, mas acreditavam que “Deus deu sentido a suas vidas”.

Atividade cerebral

Comparados com os ateus, eles mostraram menos atividade no chamado córtex cingulado anterior, a área do cérebro que ajuda a modificar o comportamento ao sinalizar quando são necessários mais atenção e controle, geralmente como resultado de algum acontecimento que produz ansiedade, como cometer um erro.

“Esta parte do cérebro é como um alarme que toca quando uma pessoa comete um erro ou se sente insegura”, disse Michael Inzlicht, professor de psicologia e coordenador da pesquisa. “Os voluntários religiosos ou que simplesmente acreditavam em Deus mostraram muito menos atividade nesta região. Eles são muito menos ansiosos e se sentem menos estressados quando cometem um erro.”

O cientista, no entanto, lembra que a ansiedade é “uma faca de dois gumes”, necessária e útil em algumas situações.

“Claro que a ansiedade pode ser negativa, porque se você sofre repetidamente com o problema, pode ficar paralisado pelo medo”, explicou. “Mas ela tem uma função muito útil, que é nos avisar quando estamos fazendo algo errado. Se você não se sentir ansioso com um erro, que ímpeto vai ter para mudar ou melhorar para não voltar a repetir o mesmo erro?”.

Os voluntários religiosos eram cristãos, muçulmanos, hinduístas ou budistas. Grupos ateus argumentaram que o estudo não prova que Deus existe, apenas mostra que ter uma crença é benéfico.

Imagem de capa: Shutterstock/ Anna Nahabed

Texto original de BBC

É preciso blindar nossos corações da maldade alheia!

É preciso blindar nossos corações da maldade alheia!

Pessoas que se destacam por seja lá qual for o motivo, incomodam pessoas que não conseguem oferecer o melhor de si ao mundo.

Sempre me senti diferente dos outros jovens. Não que eu seja melhor que os outros, contudo, sempre fui tranquila demais. Na roda do “Vamos fazer tal coisa?” quando sentia que era coisa errada, logo dizia “Não acho que isso seja uma boa ideia.”

Minha mãe tem uma confiança mútua em mim. Me conhece, e sabe que nunca fui de dar trabalho a ela.

Na escola, sempre tirei notas boas. Era da rodinha dos que conversavam, mas faziam.

Conforme fui crescendo, fui fazendo novas amizades, mas sempre mantendo minha essência. Quem convive comigo, sabe que procuro manter meus pés no chão. Algumas pessoas dizem que sou madura para minha idade.

Por um lado, minha mãe admira meu comportamento, e fica feliz quando as pessoas me elogiam para ela. Por outro lado, já ouvi diversas críticas sobre minha personalidade. Sinceramente, entra por um lado, e sai pelo outro lado. Nunca fui de dar bola para opinião alheia.

Certos comentários me fizeram refletir que quando as pessoas têm luz própria, e sentem-se felizes, incomodam algumas pessoas. Fato que compartilhei com minha melhor amiga. Além de concordar comigo, dividiu uma de suas vivências.

Karina trabalha em um berçário. É inteligente, comunicativa e consegue quebrar o gelo onde quer que vá. Quando a conheci, me cativou à primeira vista.

Pedagoga, acabou de conquistar esse trabalho. Ela disse que está incomodando outras pessoas pelo seu jeito de ser. É tão prática quando o assunto é comunicar-se, que ouviu alguns boatos que teria grandes chances de assumir a coordenação. E é claro que isso não vem agradando algumas de suas colegas.

Da mesma forma que ela compartilhou comigo uma de suas vivências, compartilhei com ela uma de minhas vivências.

Fiz curso de inglês durante dois anos e meio, e tinha facilidade em absorver os conteúdos. A professora gostava de mim, pois, notava meu esforço. Às vezes, ela me colocava para ajudar meus colegas que tinham mais dificuldade. Sempre tive consciência que eles não queriam minha amizade. Eles queriam tirar notas boas. Mesmo assim, os ajudava com maior prazer. Mas sabia que alguns deles sentiam-se incomodados comigo.

Após trocarmos nossas vivências, conclui que pessoas que se destacam por seja lá qual for o motivo, incomodam pessoas que não conseguem oferecer o melhor de si ao mundo.

Cada pessoa é especial da sua forma, entretanto, a palavra “inveja” ainda tenta apagar o brilho que só pessoas de bem conseguem ter.

Temos que blindar nossos corações da maldade alheia, sem apagar o brilho de nossa existência. Por mais que nossas características incomodem algumas pessoas, temos que manter viva nossa essência.

Imagem de capa: Anna Om/shutterstock

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Meu marido ou esposa não aceita a separação. E agora?

Meu marido ou esposa não aceita a separação. E agora?

Sou advogada e atuo na área de família há 25 anos. Hoje, posso dizer com segurança que a separação de um casal é um dos momentos mais dolorosos da vida e, baseada nisso, deixo informações gerais que podem ajudar a iluminar os caminhos de pessoas que estão passando por isso.

Em pleno século XXI, não somos preparados para uma separação. A nossa cultura, predominantemente judaico-cristã, privilegia o casamento como algo perfeito, imutável e perene. E, mesmo nas novas formas de relacionamento, como as uniões estáveis, que muitas vezes não são legalmente constituídas, a ideia de separação é atrelada a algo que acontece com o outro e não consigo mesmo.

Mas, chega o momento em que um casal já não se entende.

A despeito das condições da família, se há ou não filhos, vamos tratar aqui de cada um dos parceiros e de suas vontades. No meu cotidiano no escritório, percebi que 90% dos divórcios ou dissoluções de união estável, são de iniciativa das mulheres. As estatísticas mundiais são um pouco menores, mas ainda indicam a figura feminina como protagonista na maioria das decisões. E por que isso ocorre?

No meu cotidiano no escritório, percebi que 90% dos divórcios ou dissoluções de união estável, são de iniciativa das mulheres. E por que isso ocorre?

Naturalmente, a MULHER, mesmo na sua atual perspectiva de vida, atuando em vários papéis sociais e sendo muitas vezes o ser economicamente mais ativo no lar, tem uma natureza mais sensível e emocional. E o fator amor é muito importante em sua vida. Quando uma mulher descobre que não ama mais seu marido ou companheiro, a base em que construiu seu relacionamento se desestabiliza, pois ela percebe que, nos últimos meses e anos, de forma gradativa, não recebeu os cuidados ou mesmo foi alvo da admiração de seu parceiro. Elas tomam consciência da escassez de carinho e do diálogo. Para se sentirem amadas as mulheres precisam de “feedback”, precisam discutir a relação, necessitam de interação. Quando tudo isso acaba e ela se vê autossuficiente em seus sentimentos, não há como segurar uma situação que se deteriorou com o tempo e a negligência do parceiro.

Quando uma mulher descobre que não ama mais seu marido ou companheiro, a base em que construiu seu relacionamento se desestabiliza, pois ela percebe que, nos últimos meses e anos, de forma gradativa, não recebeu os cuidados ou mesmo foi alvo da admiração de seu parceiro.

Por outro lado, o HOMEM vive bem em um lar onde tais coisas já não se encontram satisfatórias. Por mais incrível que pareça, ele vê na sua esposa ou companheira, algo de sagrado. Ela é a mãe de seus filhos e até o reflexo da imagem que faz de sua própria mãe. Mesmo que briguem ou se desentendam, de certa forma o marido vê a esposa como uma escolha para toda vida. Um homem é capaz de organizar sua vida e levá-la naturalmente num lar onde não mais existe o amor conjugal. Não raras vezes, ele busca a satisfação amorosa fora de casa e entende ser este ato, uma conveniência. O homem que tem a iniciativa de se separar de sua mulher é, primordialmente, aquele que realmente se apaixonou por outra. Nesse caso, não há uma separação para ele e sim uma troca. Obviamente, isto não é uma regra imutável, mas pode ser vista como uma constante em nossa rotina como advogados da área familiar.

Um homem é capaz de organizar sua vida e levá-la naturalmente num lar onde não mais existe o amor conjugal.

Nesta perspectiva é muito comum que, quando um dos parceiros fale em separação, haja uma imediata negação pelo outro.

Atitudes como deixar a pessoa falando sozinha, sair do local, demorar para voltar ao lar para não tocar no assunto, ou mesmo desviar-se dele, dizendo a famosa fase: você está louca (o)! – são mais usuais que imaginamos.

Atitudes como deixar a pessoa falando sozinha, sair do local, demorar para voltar ao lar para não tocar no assunto, ou mesmo desviar-se dele, dizendo a famosa fase: você está louca (o)! – são mais usuais que imaginamos.

O que fazer neste momento?

Pela nossa legislação, ninguém é obrigado a continuar casado ou coabitando se não quiser. Existem meios legais de cessar o casamento, através de formas não consensuais. É o popular: “se você não quer a separação, o juiz dá.” E dá mesmo, principalmente se a parte que não quer se separar não se habilitar no processo litigioso ou mesmo quando contesta a ação, sob qualquer argumento.

Como dizemos para nossos clientes: demora mais, mas o divórcio ou dissolução do relacionamento é certa.

Entretanto, não é o modo mais desejável para que a separação ocorra. Um profissional realmente experiente e humano, deseja que toda e qualquer separação seja pensada, refletida, consentida por ambos e que as partes possam continuar seu relacionamento no nível da boa convivência, pois isto é o melhor para ambos e para eventuais filhos do casal.

Qual seria a conduta adequada do advogado

Quando um cliente nos procura, dizendo que a outra parte se nega à separação, primeiramente inquirimos com muito cuidado aquele a quem atendemos. Perguntamos se não existe apenas um desentendimento sanável com conversas conosco ou mesmo com terapeutas especializados. Se a situação não se resume apenas a vontade de dar um “susto” no outro: sim, muitas vezes fui procurada por clientes que não queriam se separar de verdade, só “assustar” o outro com o teatro da separação, para ver se o casamento melhorava…claro que um profissional sério nunca concorda com isso e orienta o cliente a conversar com o parceiro a fim de se entenderem, pois muitas vezes o “susto” da possibilidade da separação se resolve com um diálogo franco entre o casal, que orientamos como deva ser feito e até mediamos, se for o caso.

Está tudo conversado. O cliente tem certeza que quer se separar. E agora?

Quando a resposta do cliente é firme e resoluta pela separação, nosso dever é intimar a parte contrária para que compareça a nosso escritório para conversamos sobre o assunto.

Primeiramente, uma conversa informal, onde ouviremos mais que falaremos. Devemos receber bem o parceiro que se nega à separação, ouvir-lhe os motivos com benevolência, ajudá-lo a entender que existem situações sem volta e que de uma maneira ou de outra, a separação irá ocorrer e o trauma será maior pelo caminho do litígio.

Por outro lado, o parceiro que quer se separar também deve mudar sua conduta com o que não quer, dentro do lar. Deixar de fazer acusações e perseguições, tentando impor a qualquer custo a sua vontade. Deixamos bem claro, àqueles que querem se separar, que isto ocorrerá independente da vontade do outro. É questão somente de propor uma ação litigiosa. Por isso uma atitude sensata, pacienciosa e de não violência verbal, neste momento, é mais indicada.

Deixamos bem claro, àqueles que querem se separar, que isto ocorrerá independente da vontade do outro.

Sem, obviamente, omitir que as consequências emocionais das ações litigiosas são mais sentidas que as das ações consensuais. Inclusive em casos em que é necessário requerer liminarmente ao Judiciário um afastamento daquele que não quer se separar, do lar. O que pode ocorrer sim, em casos extremos.

Por isso é necessária a intervenção do profissional e que tudo seja feito sem atropelo.

Muita conversa, muito entendimento de ambos os lados e das opiniões dos envolvidos, muita humanidade e amor ao ser humano, são necessários para resolver esta situação.

Sim, o profissional do direito não deve amar apenas sua profissão. Deve amar as pessoas, pois são elas o motivo de nosso trabalho. Sem esse amor, as ações não fluem, os acordos não se fazem.

E deve também lembrar ao casal que deseja a separação, o amor que tiveram ao se casar e que eles devem transformar isso em respeito e cordialidade, no momento da separação.

Caso não haja consenso e uma das partes insista na atitude de negação do fim do relacionamento, é proposta uma ação litigiosa, mas que ainda dá chances ao casal de se conciliar no trâmite do processo, através de um dispositivo previsto em nosso Código de Processo Civil, que se denomina audiência de conciliação. Atualmente, a legislação e os juízes insistem, com total acerto, para que tais audiências sejam realizadas, sempre na presença de conciliadores treinados, das partes e de seus advogados. E na maioria dos casos, há êxito e as partes estabelecem um acordo, transformando a ação litigiosa em consensual.Assim, a visão atual do direito de família e de todos os profissionais envolvidos realmente beneficia a conciliação, nos níveis pré e pós processuais.

A visão atual do direito de família e de todos os profissionais envolvidos realmente beneficia a conciliação, nos níveis pré e pós processuais.

Portanto é ético, é do bem, é correto que todo advogado, que ama sua profissão, mas que acima de tudo ama as pessoas e quer ajudá-las, possa fazer o melhor para orientar um casal a resolver suas questões de forma humanizada, ouvindo as partes e seus questionamentos, falando a verdade e evitando conflitos desnecessários.

Porque suavidade e afeto podem ser parte de nosso cotidiano em qualquer esfera ou mister e devem ser distribuídos gentilmente entre aqueles que nos procuram, não apenas com um problema burocrático a ser resolvido, mas com questões que abalam profundamente sua vida emocional e causam sofrimentos, principalmente se relegados a uma visão restrita por parte do profissional do direito.

Imagem de capa: Photographee.eu/shutterstock

“Um pouco mais de paciência”

“Um pouco mais de paciência”

Existe uma linda palavra da língua portuguesa que poucas pessoas procuram conhecer em profundidade, estou falando da palavra PACIÊNCIA.

Mais do que nunca, essa é uma palavra que precisa ser resgatada, pois o mundo inteiro está passando por uma crise e, como diria o Lenine, é preciso “um pouco mais de paciência”.

Em sua raiz, podemos fazer a seguinte separação:

PACIÊNCIA = PAZ + CIÊNCIA = paz que vem da ciência, do conhecimento

Não é incrível? A paciência tem a mesma raiz da palavra PAZ, só tem a verdadeira paciência que atingiu um estado de paz.

É simples chegar a essa conclusão. Você já conheceu uma pessoa paciente que é super irritada, que sai por aí gritando com todo mundo? Pois é! Você não conhece porque isso é incoerente.

A etimologia desta palavra sugere que a paz provém do conhecimento, porém não se trata de um conhecimento qualquer, mas do AUTOCONHECIMENTO. Quando você se conhece, naturalmente passa a surgir de dentro do seu coração a verdadeira paz, popularmente chamada de PAZ DE ESPÍRITO.

O que é a paz de espírito? É a paz que surge de um coração sereno, tranquilo e amoroso.

Infelizmente, estamos vivendo um período de turbulências em todo o planeta, mas toda essa confusão serve como um alerta para que tenhamos mais paciência, mais consciência.

É até interessante fazer esse paralelo.

PAZ + CIÊNCIA => PAZ + CONSCIÊNCIA

A paz que provém do autoconhecimento, certamente eleva a nossa consciência, e nada é mais bonito e tocante do que a paz de um ser humano que tem conhecimento e que transforma todo esse conhecimento em consciência, em amor, em sabedoria, em serviço!

Eu estou procurando ser mais uma dessas pessoas, que por onde vai leva amor, leva carinho, leva uma presença pacificada.

O mundo precisa de mais e mais pessoas assim, para atingir um nível maior de equilíbrio e harmonia.

A origem de tanta desarmonia e desequilíbrio está no afastamento da nossa essência divina. Um número cada vez maior de pessoas vem se tornando MATERIALISTA, em vez de ESPIRITUALISTA.

Ser materialista é viver de forma imediatista, pensando apenas na sobrevivência, apenas em ganhar dinheiro, em acumular, em criar um patrimônio.

Não estou querendo dizer que isso não seja importante, é sim! Porém, é secundário. O mais importante é o nosso espírito, nosso interior.

Lembra as palavras de Jesus? Uma vez ele disse isso aqui: “Vocês estão nesse mundo, mas não são desse mundo”.

Em outra passagem ele diz a Pôncio Pilatos: “O meu reino não é desse mundo…”.

E noutra passagem ainda mais impactante ele disse essa maravilha aqui que me deixa de queixo caído de tão profunda que é: “Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e tudo mais vos será acrescentado…”.

Você sabe e todos nós sabemos inconscientemente que estamos nesse planeta de passagem, e nosso tempo aqui é extremamente limitado. Passa muito rápido! Sabemos disso, mas mesmo assim ainda tem um montão de pessoas que quer viver na “correria”, e pagam um preço muito alto por essa escolha!

A vida é tão rara, já dizia nosso amigo Lenine, que me ajudou muito na inspiração desse texto!

Quero lhe lançar esse desafio de procurar ser uma pessoa verdadeiramente paciente! Acredite! Tudo que nos acontece, sempre tem um propósito maior voltado para a elevação da consciência.

Inclusive ouvi uma vez uma frase de uma parábola que se tornou quase um mantra pra mim, vou compartilhá-la com você para que busque gravá-la na memória:

TUDO QUE ACONTECE, ACONTECE PARA MELHOR.

Sempre e sempre! Por mais que às vezes achemos que não, que esperneemos, que fiquemos chateados, com raiva, mas sempre é para melhor, sempre é para a nossa elevação, para o nosso crescimento.

Esse crescimento passa pela paciência. Se você está lendo esse texto é porque certamente almeja isso, pois como já falei outras vezes, esse é um blog de autoconhecimento e se você caiu aqui, não foi por acaso, existe um propósito por trás, e esse propósito é acender uma luzinha no interior do seu coração para você ser mais paciente.

Para continuar essa reflexão, compartilho a belíssima música do Lenine que tem tudo a ver com o que falei aqui.

Paciência – Lenine

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara (a vida não para não… a vida não para)

***

Imagem de capa: créditos Flora Pimentel

Ansiedade: a questão não é curar-se. O passo é viver de novo.

Ansiedade: a questão não é curar-se. O passo é viver de novo.

A ansiedade é uma daquelas coisas que você sempre teve, mas que não sabia que existia. Porque o seu corpo ainda tinha o controle ou porque você pensava que era simples administrar qualquer tipo de causa e reação do coração. Mas não é bem assim. Nunca foi.

Só sabe da ansiedade, da rotina de uma pessoa ansiosa, quem já teve de fazer uma escolha difícil. Mas difícil do tipo que tira o seu chão e ar. Por que é uma escolha difícil? Porque ela significa, na maioria das vezes, abrir mão de algo ou alguém para melhorar, para evoluir e ser uma pessoa mais leve. O problema dessa escolha é que pouca gente tem disposição para imaginar, quanto mais para compreender.

E dói. Dói com palavras que, às vezes, você nem faz ideia em como dizê-las. Parece que tudo que você já viveu não te preparou para esse momento. E nem tinha como. Quando esse sentimento de prisão em movimento bate, poucas são as alternativas.

Você pode ter a sorte de contar com alguém. Alguém que não reclame e que ofereça presença e cumplicidade. Tomara. Todos merecemos não nos sentirmos sozinhos nessas horas. Mas vai que não tem jeito. Que é só você e você. Quer dizer, você e essa dorzinha chata, certeira e não convidada. O que fazer? Alguma solução instantânea ou duradoura pra isso? Não, não tem.

O jeito é, deixe-se acreditar. Agarre-se bem forte em todos os bons e confortáveis pensamentos que você puder juntar na hora, e respire fundo. Vai passar. Tenha no coração que a decisão tomada não foi para causar um sofrimento, nada disso.

É o seu sorriso que importa. E ele precisa, além de ficar muito mais bonito, quando você se permite seguir em frente sem que o peso da ansiedade ultrapasse o seu próprio amor. A questão não é curar-se. O passo é viver de novo.

Imagem de capa: InesBazdar, Shutterstock

5 motivos para mandar abaixo a ditadura do positivismo e ser uma pessoa negativa feliz.

5 motivos para mandar abaixo a ditadura do positivismo e ser uma pessoa negativa feliz.

Já te disseram essa semana que você precisa ser uma pessoa mais positiva? Já te disseram, em tom de censura, que as suas palavras tem poder, e por isso seria conveniente que você só abrisse a boca para dizer coisas boas? Tenho uma leve tendência a acreditar que sim, afinal, caro leitor, a sociedade atual vive refém de algo que eu chamo de “Ditadura do positivismo”.

Pode ficar à vontade com o seu otimismo. Só não me impeça de ser pessimista.

Não interessa a este texto estudar os princípios ou eventuais resultados impressionantes de uma postura positiva diante da vida. Aos interessados no assunto, basta se debruçar sobre centenas de livros de auto-ajuda que figuram entre os mais vendidos no mundo. A intenção deste texto é fazer algo muito menos nobre, legitimar o negativismo. Sim, é isso mesmo. Tudo bem ser uma pessoa negativa de vez em quando. Se você ainda não descobriu a importância de se reservar o direito de não ser sempre a pessoa mais otimista do seu grupo, se atente à lista que preparei para você, “os 5 motivos que justificam uma postura negativa.”

1- Reclamar é libertador!

Você já acordou se sentindo insatisfeito com a sua vida, mesmo sabendo que está tudo bem? Não se envergonhe, acontece com todas as pessoas, inclusive com aquela celebridade de corpo escultural e dentes perfeitamente brancos que posta fotos deslumbrantes das suas férias no Caribe ao lado da sua família igualmente perfeita. Às vezes, por motivos diversos, você, eu e a celebridade do instagram, acordamos insatisfeitos com os nossos empregos, com os nossos relacionamentos, com as nossas rotinas. Já cheguei a me irritar até com o som da minha própria voz. Essas insatisfações generalizadas e não fundamentadas, quando não são um problema mais grave, como uma depressão ou uma insatisfação crônica, costumam durar apenas um dia ou dois e são resultado de uma semana atribulada, de uma noite mal dormida, ou qualquer outro fator externo. E, nesses dias, tudo o que mais temos vontade de fazer é reclamar. Sim, reclamar desavergonhadamente, de boca cheia. Mas, geralmente, quando abrimos a boca para falar mal de alguma coisa, alguém rebate imediatamente, usando frases do tipo: “Você fala mal do seu emprego, mas pense pelo lado positivo, pelo menos você tem um emprego”, ou “Olha que dia bonito está fazendo lá fora! Vamos enxergar o que é belo na vida!”. Essas frases costumam, além de me entediar pela obviedade, me revoltar profundamente, afinal eu já estou terrivelmente insatisfeito e irritado, mesmo que por motivos fúteis, e ainda sou privado de fazer a única coisa que me faz bem naquele momento. Se você também se revolta com essa situação, caro leitor, me permita te dar um conselho, sem a menor pretensão de parecer sábio ou um Ser evoluído: quando alguém tentar te privar de reclamar, apenas diga: “Tire o seu positivismo do caminho que hoje eu acordei negativo!”.

“Tire o seu positivismo do caminho que hoje eu acordei negativo!”.

2- Pode ser que a sua vida esteja realmente ruim

Acredite, pode ser que o seu emprego, o seu relacionamento e o seu novo corte de cabelo estejam realmente ruins. Você não está ficando louco ou reclamando simplesmente por reclamar. Saber identificar quando algo não está funcionando como deveria é fundamental para que você dê um primeiro passo no sentido de fazer as coisas diferentes a partir dali. Você pode se movimentar e distribuir currículos, dispensar sua companheira ou companheiro e procurar alguém que te faça realmente feliz, ou simplesmente ser feliz sozinho; e pode voltar ao salão de cabeleireiro para fazer um corte de cabelo novo, ou até mesmo comprar um boné ou um chapéu. Mas se você ficar preso nessa premissa de que temos que sempre olhar o lado positivo das coisas, é bem possível que você fique estagnado nesse lugar de insatisfações.

Saber identificar quando algo não está funcionando como deveria é fundamental para que você dê um primeiro passo no sentido de fazer as coisas diferentes a partir dali.

3- É melhor ter razão ou ser feliz? Ter razão, claro!

Me perdoe a franqueza, mas sou do tipo de pessoa que não deixa passar as oportunidades. Se estou em casa discutindo com alguém e, em determinado momento, encerro a discussão e saio de casa, mas, no caminho para o trabalho, penso em todo um repertório de coisas que poderia ter dito, eu simplesmente volto para casa com a desculpa de que esqueci alguma coisa e retomo a discussão. Porque nada me corrói mais do que encerrar uma discussão sem ter dito tudo o que eu queria dizer. Se eu fosse uma pessoa positiva, esperaria os ânimos se acalmarem e tentaria uma conversa civilizada, expondo argumentos e ouvindo o outro como se deve. Mas que graça teria?!

4- Pessoas excessivamente otimistas podem ser irritantes e estão mais sujeitas a tomarem uma rasteira da vida.

Se você também carrega um guarda-chuva na mochila ou na bolsa, mesmo que a previsão do tempo indique um dia de sol sem possibilidades de chuva, sinta-se incluído. Eu, por hábito ou necessidade, penso em todos os cenários possíveis para uma mesma situação, inclusive, e às vezes principalmente, os piores. Porque já dizia minha avó, é melhor prevenir do que remediar. Se acaso tudo der certo, ótimo! Se tudo der errado, já tenho meu plano de ação. Mas pode ficar à vontade com o seu otimismo. Só não me impeça de ser pessimista.

Se tudo der errado, já tenho meu plano de ação.

5- Desejar o mal de alguém que te fez mal não faz mal. (Perdoe a retórica!)

Se todas as vezes que alguém desejasse o mal de outro alguém, esse mal se concretizasse, mais da metade das pessoas já teria sido banida da face da Terra. Desejar secretamente que o seu colega de trabalho maledicente morda a língua e morra engasgado no próprio veneno, ou que o seu chefe torça o pé e passe uns dias em casa não te faz uma pessoa horrível. Apenas te faz uma pessoa. Vale uma ressalva, fique apenas no campo das ideias, não caia na besteira de realizar seus desejos mais vis, caso contrário, não terei como te defender.

Esta foi uma defesa bem-humorada de comportamentos moralmente não aceitos em nossa sociedade, mas que são comuns a todos nós. Se não te servir como reflexão, que pelo menos te renda um sorriso. Porque rir de si mesmo pode ser uma terapia das mais positivas (rs).

Imagem de capa: Cara-Foto/shutterstock

Conto budista nos mostra como a estupidez não nos leva a nada

Conto budista nos mostra como a estupidez não nos leva a nada

A insensatez e a estupidez dos tolos
Sutra Samyuktaratnapitaka

Havia, certa vez, um homem que se irritava com facilidade.

Um dia, dois outros homens estavam conversando a respeito do homem irritadiço, em frente à casa onde ele vivia. Um dizia ao outro : “Ele é um belo homem, mas é impaciente demais; tem um temperamento explosivo e se zanga rapidamente.”

O homem irritadiço, ouvindo a observação, irrompeu da casa e atacou os dois amigos, batendo, chutando e magoando-os.

Este fato nos ensina que quando um sábio é advertido sobre seus erros, refletirá sobre isso e melhorará sua conduta. Quando, entretanto, um insensato tem sua má conduta apontada, não somente desprezará o aviso, como também continuará a repetir o mesmo erro.

Era uma vez um homem rico, porém tolo.

Ao ver uma bela mansão de três pavimentos, invejou-a e decidiu construir uma igual a ela, julgando-se suficientemente rico para tal empreendimento.

Contratou um carpinteiro e lhe ordenou que construísse a sua mansão.

O carpinteiro começou imediatamente a construir o alicerce para depois fazer, sucessivamente, o primeiro, o segundo e o terceiro andares. O homem rico, vendo isso com irritação, disse : “Não quero um alicerce, nem o primeiro, nem o segundo andares; apenas quero o lindo terceiro pavimento. Construa-o rapidamente.”

Um tolo, portanto, pensa apenas nos resultados, impacientando-se com o esforço necessário para se conseguir bons resultados. Nada de bom pode ser conseguido sem esforço, assim como não se pode construir um terceiro pavimento sem que se façam primeiramente o alicerce, o primeiro e o segundo andares.

Um outro tolo estava, certa vez, fervendo mel.

Recebendo a inesperada visita de um amigo, ele lhe ofereceu algum mel, mas como estivesse muito quente, tentou esfriá-lo com um abanador, sem retirar o mel do fogo.

Da mesma maneira, é impossível obter-se o mel da fresca sabedoria, sem que primeiro se remova o fogo das paixões e desejos mundanos.

Imagem de capa: szefei/shutterstock

“Almas perfumadas”, por Ana Jácomo

“Almas perfumadas”, por Ana Jácomo

Para minha avó Edith Esteves Jácomo

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem para escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende a ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga para isso. Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente de Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Costumo dizer que algumas almas são perfumadas, porque acredito que os sentimentos também têm cheiro e tocam todas as coisas com os seus dedos de energia. Minha avó era alguém assim. Ela perfumou muitas vidas com sua luz e suas cores. A minha, foi uma delas. E o perfume era tão gostoso, tão branco, tão delicado, que ela mudou de frasco, mas ele continua vivo no coração de tudo o que ela amou. E tudo o que eu amar vai encontrar, de alguma forma, os vestígios desse perfume de Deus que, numa temporada, se vestiu de Edith, para me falar de amor.

Ana Jácomo

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Abaixo, a publicação original na página da autora.

Imagem de capa: Alena Ozerova/shutterstock

“Não me pergunte as razões, mas preciso chorar”, por Ita Portugal

“Não me pergunte as razões, mas preciso chorar”, por Ita Portugal

Não me pergunte as razões, mas preciso chorar. Isso não é coisa de um coração magoado ou dor de algum amor inacabado. Não, não é!

É explosão dos guardados. Excesso de opção. É pó acumulado onde não deveria mais estar. Preciso chorar, isso é fato! Desenterrar algumas verdades. Semear alguma metáfora sobre ser gente sensível e repetir com as infalíveis lágrimas a limpeza da alma.

Preciso chorar com a mesma força com que os colibris sugam as flores. Desmanchar todos os precipícios e aumentar a possibilidade de envelhecer por entre os olhos. Preciso chorar nem que seja um choro de paz, dando dicas de que ou virá primavera por aí, ou o outono aumentará sua força derrubando as folhas que ainda sobraram de minha sombra.

Preciso chorar sem fazer nenhum barulho. Sem discurso explicativo e improvisado. Preciso desse mau costume.

Milhares de vezes, preciso chorar. Ser silêncio engasgado. Palavra não dita. Seria até muito árduo explicar e eu não convenceria a humanidade, mas se consola saber, preciso chorar para aliviar, corrigir, respirar.

Sem nenhum pesadelo que me inocente do ato, sem arrumar desculpas e sem sofrer de dúvidas; preciso chorar. Recolher as histórias indecentes, os pensamentos impróprios, a preguiça social e continuar com o incerto com a coragem apenas para chorar.

Chorar uma inundação e sequer ficar marcas do vendaval. Nos próximos dias, sem muitas reações, sem abandono da vida, preciso chorar. Mastigar as lágrimas e soprar para o vento os últimos respingos. Esperar o choro tal como se espera uma ressaca de um porre e sobreviver sem nenhum efeito colateral.

Feito terra fértil, preciso verter o choro e deixa-lo se desfazer devagar. Sem essa de pressa, preciso chorar lentamente. Devastar as flores mortas.

Preciso chorar e ficar cinza. Me apossar dessa perturbável vontade que hoje é um luxo até que a missão do choro esteja cumprida e definitivamente traga uma satisfação intima.

Desde já, eu me autorizo a chorar.

***

Abaixo, a página e publicação original da autora.

Imagem de capa: Akulinina/shutterstock

O poder do “eu te amo”, por Marcos Piangers

O poder do “eu te amo”, por Marcos Piangers

“Tuas filhas te acham bonita?”, a Anita perguntou pra uma amiga nossa. A Anita tem esse dom de fazer perguntas constrangedoras e aguarda a resposta sem esboçar nenhuma vergonha, enquanto eu enrubesço. “Não, eu acho que elas não me acham muito bonita, não”. Nossa amiga estava em um dia de autoestima lá embaixo. A Anita, sem notar nenhum problema no diálogo, emendou: “Mas tu fazia carinho nelas? Tu fala que ama elas? Porque isso faz toda a diferença pra te acharem bonita”. Não sei onde ela aprendeu isso, mas faz todo sentido. O “eu te amo” tem poder.

O “eu te amo” muda vidas. O “eu te amo” causa explosões e pernas bambas. Um “eu te amo” não dito pode ser a vida que podia ter sido e não foi. O “eu te amo” muda histórias, deixa pessoas mais confiantes, massageia o espírito. Casais ficarão juntos, filhos se sentirão confortáveis. Pais ouvirão “eu também te amo”. Às vezes, digo “eu te amo” só pra receber um de volta. O “eu te amo” melhorou minha relação com a minha mãe. Às vezes, insisto em dizer, mesmo que esteja meio cansado das ligações dela no meu telefone fixo. Telefone fixo só serve pra ligação de mãe e telemarketing.

Há quem se assuste e saia correndo. Há quem tenha medo do “eu te amo”. Não sei o que pensam estes, se não acham que merecem, se não querem se envolver com essas profundidades emocionais. Mas eu sou fã do “eu te amo”. Digo o tempo todo, pra minha mulher, mãe, filhas. Digo mesmo quando não estou lá, explodindo de amor. Digo pra reforçar pra mim mesmo. Digo pra quem não tem muito acesso a “eu te amo”. Uma espécie de distribuição de renda, uma bolsa eu te amo. Certa vez, disse até pra um garçom que era realmente muito competente na arte de tirar e servir chopes gelados. “Eu te amo, bicho”. Ele achou estranho, mas agradeceu.

Lembro quando falei “eu te amo” pela primeira vez pra minha madrinha. Ela ficou muito emocionada. Agora, fala “eu te amo” sempre que conversamos. Lembro quando minha filha disse “eu te amo” pela primeira vez pro meu sogro. Avesso a sentimentalismos, o velho começou a chorar. Disse que deveria ter dito mais isso aos filhos. Mas achou que já era muito tarde pra começar e ele não quis passar a distribuir “eu te amo”, assim, sem mais nem menos. Acho que ele tentava, mas ficava constrangido.

O “eu te amo” constrange. O “eu te amo” liberta.

Nunca é tarde pra começar a praticar.

Imagem de capa: Giselle Sauer, divulgação

3 medos que você precisa superar

3 medos que você precisa superar

Existem medos que nos salvam e existem medos que nos afundam. A sabedoria consiste em ter maturidade, paz e discernimento para separar os medos que nos preservam daqueles que nos limitam;

Leia mais sobre esses 3 medos:

1. Medo do Desconhecido

De acordo com os estudos científicos, nossa mente humana é projetada para permanecer na sua zona de conforto. Nós tememos o desconhecido que oferece riscos. Entretanto, quem não se arrisca nunca muda ou empreende coisas novas.

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Por frankie’s/shutterstock

2. Medo de Falhar

Você conhece alguém que aprende sem errar? Toda evolução consiste no erro, correção e aprimoramento. Só não erra quem não tenta. Só não fracassa quem não ousa. Calcular riscos é bom e necessário, mas não ousar por medo deles escraviza e apavora.

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Por Marcos Mesa Sam Wordley/shutterstock

3. Medo do Sucesso

Como lidar com o desconhecido? Muita gente permanece apenas fazendo as coisas que já conhece e, dentre elas, pode permanecer em um papel de fracasso pessoal. Algumas pessoas, sempre que começam a ter progressos, se autoboicotam por medo do sucesso. Você é uma delas?

Uma vez que você identifique quais são os seus medos, poderá pensar neles com racionalidade e tomar atitudes práticas para superá-los.

Perceba como tem sido a sua vida desde a infância, como se comportam seus familiares e observe se os seus medos realmente são seus ou se são apenas uma reprodução do que conhece ou teme mudar.

Fica a dica.

Editorial CONTI outra. Imagem de capa: shutterstock/HomeArt

12 frases descoladas para você declarar o seu amor de forma original e não passar vergonha

12 frases descoladas para você declarar o seu amor de forma original e não passar vergonha

O maior dom dos artistas é a sua capacidade de traduzir os nossos sentimentos, através das palavras, e descrever o que nós gostaríamos de falas, mas não fomos capazes sozinhos.

Os amantes, quando arrebatados pelo sentimento que os consome, nem sempre sabem como demonstra-lo.

E é nesse momento que artistas e amantes se unem enquanto as palavras de um empresta voz para o sentimento do outro.

Abaixo, selecionei 12 frases descoladas da cultura pop e da literatura para que você possa declarar seu amor de maneira carinhosa, descontraída e leve, sem deixar de ser profunda. Ah, e mais um detalhe, como elas são agradáveis, têm personalidade e são diferenciadas, se o “amor” ainda for só alguém que você paquera, a sua chance de sucesso aumenta porque todo mundo gosta de uma “cantada” ou “paquera” criativa.

Espero sinceramente que alguma delas seja fonte de inspiração e que ela ajude esse mundão a suspirar mais amor. No final, se você quiser acrescentar mais sugestões para ajudar aos corações apaixonados, é só escrever nos comentários.

1- “Ainda bem que a gente tem a gente.”
Fernanda Mello

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2- “Amava seus erros assim como amava os acertos, porque o que eu amava, enfim, era você.”
Tati Bernardi

3- “Para você guardei o amor que aprendi vendo meus pais, o amor que tive e recebi e hoje posso dar livre e feliz.”
Nando Reis

4- “Às vezes te odeio por quase um segundo, depois te amo mais…”
Cazuza

5- “Digo que não ligo, mas não vivo sem você. Eu falo, não me calo. Só pra ver se eu consigo despertar o seu amor, Deixa estar…”
Los Hermanos

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6- “Beije-me, e você verá o quão importante eu sou.”
Sylvia Plath

7- “Quando o medo não evita, o amor acontece.”
Gabito Nunes

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8- “Respirei fundo e escutei o velho e orgulhoso som do meu coração. Eu sou, eu sou, eu sou.”
Sylvia Plath

9-  “Aí chega a hora em que distribuo um segredo: o tudo que faltava, talvez seja você.”
Caio Fernando Abreu

10- “Eu amo você, menina…
Amo você…”
Tim Maia

11- “— E se não der certo?
— A gente vai tentando até acertar.”
PS. Eu Te Amo- frase do filme

contioutra.com - 12 frases descoladas para você declarar o seu amor de forma original e não passar vergonha

12- “Complicada e perfeitinha
Você me apareceu
Era tudo que eu queria
Estrela da sorte”
Rodolfo Abrantes / Rodolfo Leite Goncalves De Abrantes / Rodrigo Campos / Rodrigo Aguiar Madeira Campos

Todas as imagens meramente ilustrativas: cenas do filmes PS EU TE AMO

Pergunta para os leitores

1- Você gostou de alguma delas? Comente com a gente qual usará!

2- Você conhece outras frases incríveis e descoladas, escreva nos comentários.

Boa sorte e muito amor para todos!

Repara bem no que não digo

Repara bem no que não digo

“Repara bem no que não digo.”

Paulo Leminski

Há alguns meses uma amiga de longa data ficou chateada com algo que postei e me enviou vários áudios falando tudo que ela achava sobre mim e que não soavam nem um pouco como elogios, ela terminou com a famosa frase que a turma-dos-extremamente-sinceros usa para tentar amenizar o peso de suas palavras: “estou falando isso porque gosto de você, porque sou sua amiga”. Após o ocorrido não nos falamos mais, eu até pensei em procurá-la para conversarmos pessoalmente, mas achei melhor me calar.

Calei-me porque o que eu queria dizer para ela também não vinha do melhor de mim: que ela estava infeliz com suas escolhas e incomodada com as minhas, que ela não estava falando nada daquilo porque gosta de mim ou porque é minha amiga, mas para esgotar sua raiva e frustração, para se sentir melhor. Ela estava dizendo aquilo por qualquer outro motivo, menos porque se importava comigo. E isso me fez entender que naquele momento da nossa amizade não existia mais espaço para diálogos construtivos, então era melhor calar.

É certo que nos tempos atuais, com tanta facilidade de comunicação o que não sobra são opiniões rápidas e sinceras, que em sua maioria, são desprovidas de afeto ou cuidado. Mas, o pior tipo de informação é aquela que não foi pedida, que vem de graça e sem avisar. Não tem cuidado, não tem carinho. E palavras sinceras sem afeto, sem contexto, sem um convite para serem faladas, não são sinceridades, são retaliações. Quem fala o que pensa, sem se preocupar com a maneira, com o meio ou em como isso pode ser recebido pelo outro, não é sincero, é insensível.

Em situações assim calar não é uma escolha arrogante, mas sim respeitosa. É importante preservar o que foi bom na relação e o outro. Diálogos construtivos somente são feitos quando existe disponibilidade emocional de ambas as partes, e é difícil criar essa disponibilidade em momentos de raiva, tristeza ou tensão.

O escritor japonês Haruki Murakami escreve em seu romance 1Q84: “Se você não consegue entender uma coisa sem receber explicações, você continuará não entendendo, apesar das explicações”. Pois é, existem muitas pessoas que não entenderão nossas explicações e situações que não precisam ser conversadas. Levei tempo para entender isso e para aprender que em alguns momentos na vida é preciso falar, mais existem tantos outros que o mais importante é aprender a calar, saber distingui-los é essencial.

Muitas vezes fazemos o contrário: calamos quando deveríamos falar e falamos quando deveríamos calar. Nós temos coragem para discutir sobre política, religião ou outros assuntos diversos e polêmicos. Somos bravos quando falamos dos outros, mas nos falta coragem para falar de nós, sobre nossas dores, frustrações e medos.

O mundo não precisa do barulho da nossa ira e indignação, o mundo não precisa saber tudo o que pensamos, que nos empenhemos em desprender tanta energia em explicar o óbvio. O mundo não precisa de nossos textões e lições de moral. O que o mundo precisa é de falas mais presentes e assertivas, é de verdades construtivas. O que o mundo precisa é de mais gente que sabe quando é hora de calar, o que o mundo precisa é de silêncio.

Imagem de capa: Reprodução

5 perguntas que você deve se fazer antes de terminar um relacionamento

5 perguntas que você deve se fazer antes de terminar um relacionamento

Antes de tomar a decisão de terminar um relacionamento, é fundamental avaliar se é algo que realmente sai de nós ou se estamos sendo influenciados por opiniões externas.

Terminar um relacionamento é uma decisão muito difícil de se tomar, mas ao mesmo tempo, muito importante.

Por isso, seria imprescindível encarar essa situação como uma oportunidade para nos fazermos certas perguntas altamente relevantes.

Perguntas que nos farão abrir os olhos e refletir sobre se estamos escolhendo bem esta opção de ruptura ou se, pelo contrário, estamos tomando um caminho errado.

Também, todas estas questões nos ajudarão a aprender dessa relação para que, se terminarmos, possamos estabelecer vínculos mais saudáveis no futuro.

1. Você buscava o modelo de parceiro ideal na outra pessoa?

Isto é muito importante, pois todos temos expectativas e às vezes isso nos prejudica.

Em ocasiões, não consideramos a outra pessoa como um ser humano, mas sim como um protótipo, algo que, sem dúvidas, não é bom e não tem como terminar bem.

As expectativas são só isso e, com o tempo, podemos vê-las frustradas, o que nos causará decepções e fará com que recriminemos o outro por determinadas coisas.

É essencial que tenhamos isso em conta para sabermos se é esse o problema que nos leva a desejar o fim do relacionamento.

Caso seja, precisaremos aprender a eliminar essa venda dos olhos, que nos faz apaixonarmos por um ideal, mas não por um ser humano real.

2. Meu relacionamento é tóxico?

Se terminar um relacionamento é uma decisão tomada devido a um mal-estar que surgiu e aumentou, é preciso refletir sobre o quão tóxica essa relação pode ser.

Para isso é importante tomar certo distanciamento e, principalmente, tempo.

Os sentimentos, as emoções e a dor, podem fazer com que não enxerguemos com clareza e que não captemos os sinais de abuso, manipulação, mentiras e maus-tratos que nos machucaram.

Se estamos em um relacionamento tóxico, é imprescindível terminá-lo o quanto antes. É que, como o próprio termo assinala, envenena, machuca e faz com que duas pessoas que não estão aproveitando seu relacionamento ou seu amor sofram.

3. A situação na qual me encontro é tranquila ou é o estresse quem predomina?

Ainda que possa parecer algo inútil, os períodos de muito trabalho e estresse importantes podem fazer com que sejamos menos flexíveis, menos tolerantes e com que tomemos decisões precipitadas e incorretas.

Quando nos encontramos em uma fase de muito estresse e inclusive ansiedade, podemos levar qualquer coisa ao limite e inclusive perder a perspectiva de tudo o que acontece ao nosso redor.

Por isso, é necessário considerar se estamos em um período de nossa vida tranquilo ou não, porque pode ser que seja por isso que estejamos decidindo terminar o relacionamento.

4. Terceiras pessoas estão afetando o meu relacionamento?

A importância que outras pessoas têm em nosso relacionamento é mais alta do que acreditamos. Por isso, nos perguntarmos se isso tem uma grande relevância.

Às vezes, o discurso negativo de um pai que não admite o relacionamento do filho, por exemplo, pode causar conflitos e discórdias entre o casal que não vive seu relacionamento de uma maneira saudável.

Quando um progenitor rejeita nosso parceiro podemos nos sentir agredidos, doídos.

O pior é que tudo isso, de forma inconsciente, será projetado por nós em nosso parceiro, sobre quem deixaremos cair todas e cada uma de nossas frustrações.

5. Confio em minha decisão ou tenho dúvidas?

Nos educaram para prestar muita atenção nas opiniões que os outros têm sobre aspectos de nossa vida sobre os quais deveríamos ter um critério sólido.

Se algum amigo diz que nosso relacionamento não é bom, ou que ele não gosta do seu parceiro ou se, pelo contrário, diz que você está perdendo algo muito bom, que vai deixar escapar um bom partido…

Tudo isso pode nos afetar na hora de tomar ou não uma decisão em função do que os outros dizem.

Por isso, é muito importante que tenhamos claro o que queremos, que nos afastemos de toda opinião e busquemos dentro de nós a resposta que só nós podemos saber.

Antes de terminar um relacionamento faça-se estas cinco perguntas. Você vai descobrir coisas sobre si mesmo que não sabia, aprenderá desta experiência e, principalmente, confiará que a decisão que está tomando é a correta.

Fonte indicada: Melhor com Saúde

Imagem de capa: View Apart/shutterstock

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