25 coisas para se fazer antes de fazer 25 anos

25 coisas para se fazer antes de fazer 25 anos

Aos 25 anos, chegamos a praticamente um quarto da vida, levando-se em conta que hoje em dia, é possível viver bem até os 90 ou cem anos!

Por isso, é uma ótima chance para analisar o que já fizemos e deixamos de fazer. Bem como traçar metas e planos para o futuro.

Vão aqui 25 ideias de coisas que fazem a vida valer a pena! Se você tiver outras ideias, conte para a gente nos comentários… Vamos adorar saber!!!

1 – Doe sangue

2 – Adote um animalzinho e se responsabilize por ele com amor e cuidados

3 – Viaje sozinho, nem que seja um bate e volta logo ali, no fim de semana

4 – Aprenda a meditar

5 – Faça um trabalho voluntário

6 – Aprenda outro idioma

7 – Faça com suas próprias mãos os presentes que deseja dar

8 – Ajude um estranho

9 – Mergulhe

10 – Ande a pé pela sua cidade

11 – Escale uma montanha (nem precisa ser tão alta!)

12 – Organize uma festa surpresa

13 – Vá a uma manifestação que seja pelo bem comum

14 – Fique um ano se comprar nada

15 – Pare de usar canudinhos plásticos (eles matam muitos animais marinhos)

16 – Reduza sua produção de lixo

17 – Faça uma viagem para fora do seu país

18 – Aprenda alguma coisa realmente difícil para você

19 – Pare de usar sacolas plásticas

20 – Faça uma trilha em meio a natureza

21 – Ame alguém sem nenhum interesse

22 – Perdoe alguém de todo o coração

23 – Perdoe-se

24 – Plante algo que possa servir de alimento

25 – Leia um livro por mês

Hoje prefiro os carrosséis às montanhas russas

Hoje prefiro os carrosséis às montanhas russas

Eu sempre tive medo de altura, mas quando se tratava de envolvimentos amorosos, eu era sempre a que encarava excitadíssima todos os bungee jumps.

Eu era mestre em me enfiar nos voos mais altos e nas quedas mais violentas. Entrava com coragem e coração escancarado nas empreitadas mais repentinas e malucas. Quantas barracas furadas no meio do nada eu me meti. Quantos paraquedas mal resolvidos eu me envolvi. Quantos loopings e montanhas russas gigantes eu entrei…

Tudo pelo frio na barriga?

Tudo pelo excesso de vida?

Tudo pelo vício na adrenalina? Ou pelo vício na minha habilidade de amar e ver brilho nas pessoas e querer mergulhar nas doces marés dos encantamentos e experimentar na própria pele a celebração dos encontros?

E vale a pena, e valeu a pena. Mas mais ou menos na mesma proporção dos risos e gargalhadas que me acometiam, haviam os choros, as frustrações, as rejeições… E a vida é feita disso tudo, eu sei. De altos e baixos, quer coisa mais certa e clichê…

E sim, depois de um tempo e de tantas empreitadas, a gente aprende a lidar com mais familiaridade com as quedas. A gente levanta mais rápido, remenda o coração mais uma vez, não se demora numa paisagem que já passou… A gente coleciona cicatrizes e histórias malucas, conexões fenomenais e fossas profundas. A gente decora a ‘cartilha do como recomeçar’… e já pode até dar aula disso se quiser, a gente já sabe surfar nas ondas que nos descabelam.

Mas eu cansei… cansei de me descabelar. Eu cansei de cair fundo no brilho de um olhar, cansei de deixar as janelas abertas para convites mirabolantes. Cansei de dizer sim para aventuras sem pé nem cabeça, cansei de acreditar que grandes emoções sempre valem a pena.

Hoje eu vejo uma onda gigante me surgindo e eu já sei, eu a furo no ato, e saio do outro lado, ilesa. Eu comecei a preferir os brinquedos mais seguros do parque de diversões. Fico num carrossel sem sustos, fico na monotonia boa dos giros fáceis, fico nas marés mansas que me deixam fechar os olhos em paz.

Onde, também talvez, eu possa ser a versão mais sem graça de mim mesma, ou não tão cheia de vivacidade. Me gasto menos nos dias, e justo por isso, vivo-os melhores. Subo menos alto no amor, e justo por isso tenho fôlego para esparramá-lo ao longo e ao longe das horas.

Porque pra mim, a paz na alma se tornou a maior graça de todas as graças que poderiam existir nos jardins da vida.

“Casamento” poema declamado por Adélia Prado

“Casamento” poema declamado por Adélia Prado

Casamento

>>>>>>> Adélia Prado

Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como “este foi difícil”
“prateou no ar dando rabanadas”
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.

Texto extraído do livro “Adélia Prado – Poesia Reunida”,
Ed. Siciliano – São Paulo, 1991, pág. 252.

No vídeo abaixo, Adélia interpreta este belo poema.

Fonte indicada: Revista Pazes

Síndrome de Empatia: Quando a dor dos outros te supera

Síndrome de Empatia: Quando a dor dos outros te supera

“Eu não pergunto à pessoa lesada como ele se sente, eu mesmo me torno a pessoa lesada”, escreveu Walt Whitman.

Sem dúvida, a empatia é uma qualidade essencial para poder relacionar-se assertivamente com aqueles que nos rodeiam. Ser capaz de nos colocar no lugar do outro e experimentar seus sentimentos nos permite ajudá-los da melhor maneira possível. No entanto, empatia também é uma faca de dois gumes e podemos acabar pagando caro, sofrendo o que é conhecido como Síndrome da Empatia.

O que é desgaste por empatia?

Não é suficiente entender o que é empatia, é necessário dissecá-la. Existem diferentes tipos. Empatia cognitiva é aquela em que apenas adotamos a perspectiva do outro e entendemos seus pontos de vista de uma maneira puramente intelectual. Há também a preocupação empática, que implica a capacidade de compreender e experimentar os estados emocionais dos outros, mostrar uma preocupação autêntica e ser capaz de ajudá-los sem pôr em risco nosso equilíbrio psicológico.

Finalmente, há uma empatia que pode ser descrita como um contágio emocional e que gera uma grande dose de sofrimento pessoal. Nesse caso, nos infectamos com as emoções dos outros, mas não somos capazes de nos proteger, então acabamos sofrendo com eles, devastados por essas emoções.

Preocupar-se excessivamente com a dor emocional dos outros sem ter as ferramentas psicológicas para lidar acaba gerando desgaste através da empatia, também conhecida como fadiga da compaixão.

Esse termo foi proposto pelo psicólogo Charles Figley para se referir àqueles que experimentam fadiga profunda como resultado de terem ajudado pessoas que passaram por situações difíceis ou traumáticas. Na prática, é devido a um intenso desejo de acalmar a dor ou resolver o problema da pessoa que sofre, sem poder administrar a dor que a empatia causa.

A fadiga da empatia difere da conhecida síndrome de burnout, à medida que ela se desenvolve gradualmente, geralmente como resultado da exaustão emocional. Pelo contrário, o desgaste da empatia surge subitamente, pode aparecer após um único encontro com a pessoa que sofre. Além disso, a Síndrome de Burnout tende a quebrar as aspirações, sonhos e desejos do sofredor, gerando sentimentos de decepção e frustração, afetando o sentimento de realização pessoal.

Quem é mais propenso a sofrer da síndrome de empatia?

Como é lógico, a síndrome de desgaste de empatia é mais comum em profissionais que estão em contato direto com pessoas que precisam de ajuda, como psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais e pessoal médico ou de resgate. No entanto, qualquer um pode ser vítima de atrito por compaixão.

Um estudo realizado na Universidad Adventista del Plata revelou que o desgaste pela empatia está ligado à atenção emocional e ao reparo emocional. Atenção emocional refere-se à capacidade de prestar atenção às emoções e humores dos outros. Na prática, as pessoas que sofrem da Síndrome de Atrito para Empatia prestariam muita atenção às emoções, ficando presas nessas amarras.

De fato, o atrito pela empatia também tem sido associado à má reparação emocional; que se refere à capacidade de implementar planos de ação que nos permitem regular nossos humores, como o fato de tomar uma distância psicológica para proteger nosso equilíbrio emocional.

As pessoas com emoções generalizadas relatam níveis mais altos de ansiedade como uma resposta à maioria das situações da vida diária e freqüentemente usam estratégias de enfrentamento mal-adaptativas focadas na evitação, ruminação, supressão do pensamento e auto-culpabilização.

Portanto, se você é emocionalmente hipersensível, mas falha em implementar estratégias que lhe permitem reparar essas feridas, é mais provável que você acabe sofrendo da síndrome de empatia.

Sintomas de atrito por empatia

1. Re-experimentação A pessoa revive as experiências traumáticas que outros experimentaram, seja através de flashbacks, durante seus sonhos ou simplesmente ruminando durante o dia. O primeiro sinal de alarme é que você não pode tirar essa situação da cabeça e descobre que pensa nela mais do que o habitual, o que significa que ela permaneceu com um foco ativo em seu cérebro.

2. Embotamento afetivo e evitação. O sofrimento acumulado que não é gerenciado corretamente pode acabar fazendo você completamente desconectado da situação. Na prática, quando sua mente fica saturada e atinge o ponto em que você não pode continuar a absorver tanta dor e sofrimento, você se distancia emocionalmente da realidade. Como resultado, a irritabilidade, a frustração e o sentimento de desconexão emocional são experimentados, como se tudo fosse estranho, o que acaba afetando a capacidade de desfrutar e se relacionar com as pessoas.

3. Hiperactivação A longo prazo, a Síndrome de Atrito por Empatia não só gera fadiga, mas também ansiedade. Se isso acontecer com você, é provável que entre em um estado de hiperexcitação nervosa, que causa dificuldade para dormir, problemas de concentração e exaltação extrema antes de pequenos estímulos e até mesmo ataques de pânico.

Como evitar o desgaste devido à compaixão?

– Desconectar, dedicar tempo às atividades de lazer irá ajudá-lo a proteger seu equilíbrio emocional, pois dessa forma você não acumulará estresse, frustração e preocupações desnecessárias.

– Pratique meditação ou técnicas de relaxamento que permitam “recarregar” sua bateria emocional e estimular um estado de paz interior. Lembre-se de que, quando há calma no interior, as tempestades externas afetam menos.

– Aprenda a desenvolver uma distância psicológica dos problemas, tanto os seus como os dos outros, o que não significa ser frio e egoísta, mas assumir uma atitude que lhe permita lidar com as situações da melhor maneira possível.

– Desenvolva mais sua Inteligência Emocional, aprenda a detectar situações que geram estresse e desconforto e aplique estratégias de enfrentamento que ajudam a liberar as emoções que podem prejudicá-lo.

Este é um texto traduzido e adaptado de Rincon Psicologia

Há dias em que “tenho quase certeza que eu não sou daqui”!

Há dias em que “tenho quase certeza que eu não sou daqui”!

Me pego observando certos seres humanos, cujo comportamento me fazem, de fato, duvidar da humanidade que tanto propagamos por aí.

De certo que tenho milhares de melhoramentos a fazer nas minhas formas de agir e pensar. Falar então, ôxxxi! Pense numa pessoa que precisa aprender a ficar quieta… pois essa pessoa SOU EU!

No entanto, custa-me crer na falta de cuidado que anda reinando neste planeta. Somos uma raça de abandonados e de abandonantes.

Filhos abandonados, pais abandonados, crianças, idosos, bichinhos… todos abandonados.
Às vezes chego a pensar que há habitantes em outros mundos e que eles se escondem como podem, por medo de nós!

Sendo assim, deixo aqui uma declaração. Caso este singelo texto seja lido por um marciano, saturniano, venusiano ou outro morador de galáxias distantes, que sejam amáveis, queridos e iluminados e que estejam a fim de um relacionamento leve, verdadeiro e divertido, minhas malas estão prontinhas! Pode mandar me buscar!

Esse vendaval vai passar e vai deixar somente o que você precisa

Esse vendaval vai passar e vai deixar somente o que você precisa

Eu sei que os vendavais nos apavoram, eu já enfrentei vários deles. Eu sei que alguns dos desmoronamentos que encaramos ao longo da vida nos deixam, literalmente, sem chão, sem ar e sem rumo. Pode até não parecer, mas sobrevivi a vários terremotos existenciais e estou aqui, vivíssima e cheia de gratidão, escrevendo sobre eles.

Há dois anos, em pleno processo de divórcio, decidi reformar o meu apartamento que estava vazio e fechado. Eu fazia psicoterapia e, numa das sessões, num insight do meu terapeuta, decidi que queria tudo novinho para o meu recomeço de vida. Eu precisava de energia nova naquele espaço que receberia a nova mulher que eu me tornara, juntamente com o meu filho.

Eu fazia tudo ao mesmo tempo: lutava contra uma depressão que berrava em meus ouvidos que minha vida não fazia sentido, fazia psicoterapia, fazia acompanhamento com um psiquiatra, me dopava de medicamentos, fazia faculdade, tinha o peito abarrotado de angústias e olhos marejados o tempo inteiro. Contudo, tive a sorte de encontrar um excelente terapeuta que foi me conduzindo nesse atmosfera de sofrimento profundo.

Um dia, antes de ir à terapia, passei pelo meu apartamento, foi o dia que iniciou a reforma. Toquei a campainha e os pedreiros não ouviram. Girei a maçaneta e abri a porta. Em minha frente, estava um verdadeiro caos. Tudo quebrado, eles estavam arrancando o piso. Aquela pancadaria ensurdecedora, muita poeira e tudo revirado. Os rapazes pararam o serviço com a minha presença. Eu pedi que eles continuassem, sem cerimônia.

Naquele instante, meu ouvido espiritual ouviu a seguinte mensagem: “tá vendo esse apartamento, tá horrível, né? Mas, não se preocupe, daqui a três semanas, ele estará apaixonante e será o melhor lugar do mundo para você. Quero que você entenda que será assim também com as suas emoções, com a sua vida, com a sua casa interior. Tudo vai se ajeitar, Ivonete, essa quebradeira e essa desordem são necessárias, mas o resultado vai compensar, confie…acredite.”

Me emocionei, me arrepiei toda e segui para a terapia. Chegando lá, expus ao meu psicoterapeuta toda a minha percepção acerca do cenário do meu apartamento e de mim mesma. Para a minha surpresa, ele também se emocionou. Foi um momento muito lindo. Ele captou o que eu sentia e acreditou em mim. E, de fato, aconteceu tal qual eu pressentia. Algumas semanas depois, estávamos de mudança para o nosso espaço novinho, eu e o meu filho, era o espaço mais aconchegante do mundo.

Sobre minhas emoções, elas foram, a cada dia, se organizando. Uma coisa puxava a outra, o fato de eu me priorizar, de pensar em mim com amor e respeito foi o fio condutor para a minha cura. Nessa nova fase, comecei a me dedicar à escrita, acordava de madrugada e escrevia. Ali, éramos eu e minhas muitas mulheres em total harmonia e acolhimento, num bate papo delicioso que nunca ocorrera antes.

Eu passei a ter tempo para mim, eu passei a me perceber e a dar voz ao que sentia. Como o Universo sempre se encarrega de nos conduzir ao nosso eixo, poucos meses depois eu estava publicando textos em vários sites na internet. Tudo o que doía em mim, eu transformava em textos e poesias, e, para a minha surpresa, me dei conta de que eu falava por milhares de mulheres por esse mundo à fora. Elas, as mulheres que se identificavam com as minhas vivências, esboçavam gratidão comentando os meus textos publicados. E, muitas me agradeciam no reservado. Ah, que experiência gratificante essa de poder tocar outras vidas usando o que recebemos como dom ou habilidade. Eu via a minha vida fazendo sentido, ao contrário do que aquela maldita depressão berrava aos meus ouvidos na fase anterior.

Falando em depressão, ela foi, pouco a pouco me abandonando. Eu usava três medicamentos controlados, daí, a cada ida ao psiquiatra, ele ía me liberando deles. Um dia, na última consulta, eu disse: “Doutor, eu não preciso mais de medicamentos, eu já me encontrei, eu estou bem, quero voltar a trabalhar. Doutor, eu descobri que a minha missão é escrever, eu transformo tudo em poesias e textos, eu já encontrei o meu antidepressivo nessa vida.” O psiquiatra me olhava com uma expressão de encantamento, enquanto eu falava com muita euforia. Eu senti vontade de dar um abraço bem forte nele, mas me contive. Então, ele me disse: “de fato, você está ótima, você traz brilho nos olhos, nem de longe lembra aquela paciente do início do tratamento, vou te liberar.”

Hoje, eu agradeço por tudo o que não deu certo em minha vida. Pelas escolhas equivocadas que fiz, já me perdoei, elas foram úteis demais ao meu processo de libertação e auto conhecimento. É que eu tinha chegado num tal ponto da minha vida em que me dei conta de que nada que eu estava vivendo fazia sentido para mim.

Então, tive que me encher de coragem e ousadia para abrir mão de tudo aquilo e, dessa forma, abrir espaço para novas escolhas, as escolhas que condizem com a minha verdadeira essência. E os frutos chegaram e chegam a todo instante: estou concluindo minha faculdade de psicologia, tenho um livro publicado, tenho o meu site Portal Resiliência, tenho sonhos, projetos, tenho vida, tenho gratidão. A depressão foi o auge da insatisfação. Meu organismo e minha alma adoeceram, prostraram numa cama. Mas, estou aqui firme, forte, feliz e motivada. Não significa que não tenho dificuldades, nem problemas, mas agora é diferente: “tô tão tranquila e tão contente”. Obrigada, meu Deus, por, absolutamente, tudo.

Às vezes eu fico louca, porque a delicadeza nem sempre me define

Às vezes eu fico louca, porque a delicadeza nem sempre me define

Às vezes eu fico louca.
Ou é esse o nome que eu mesma e outras pessoas usamos para definir uma amplitude de características ou reações que me tiram do eixo, da linha reta, do equilíbrio, do pacifico, do racional…

Às vezes eu fico louca porque eu ainda não sei apenas observar os assuntos do mundo sem misturá-los com as minhas emoções. Porque eu não sei observar a vida fora de mim. Porque eu não tenho olhos de fazer vista grossa. Porque eu ainda não tenho maturidade espiritual para ver coisas que fazem o meu sangue ferver e controlar essa fervura no mesmo momento com uma boa dose de ‘sou superior a isso’, ou ‘isso não me pertence’, ou ‘nada importa, o meu dia não será perturbado’…

Às vezes fico louca, fico cheia… de revoltas, de dores, de amores, de sentimentos. Fico sem verbo para expressar a mistura dos oceanos íntimos. Mas fico cheia de rugidos, de gestos, de vontades, de energias… Fico mais pra bicho do que pra gente, sem entender as mensagens subliminares do meu subconsciente. Não saio por aí manifestando por todos os lados, mas eu também não tomo uma pílula para camuflar a minha maluquice.

Quantas vezes o meu grau de loucura, diga-se de passagem, ainda aceitável socialmente, foi definido como tpm, sensibilidade exacerbada, coisas de mulher num dia ruim…

Eu fico louca e não apenas porque sou cíclica. Eu fico louca e não apenas por causa da minha biologia.

Eu fico louca porque algumas vezes não há mais o que me defina, porque a delicadeza e a mansidão que me foram ensinadas a enfrentar os dias muitas vezes não revelam a minha inteireza e escondem as minhas dores, sonhos e gozos, ou seja, grande parte de quem sou.

Fico louca porque dentro de mim há sim algo que ainda não foi domesticado e não tem nome. Chamam isso de loucura. E incluem dentro desse verbete, tudo o que não é permitido. Pejorativamente lhe dão um nome, que diga-se de passagem, tem conotação negativa.

A loucura.

Eu fico louca e escrevo um poema, eu fico louca e mudo os rumos da minha vida. Eu fico louca e percebo coisas que antes não percebia. Eu abro os olhos e os instintos. A loucura é a minha porta para minha própria saída.

Deve ser por isso que a loucura é tão combatida. Deve ser por isso que tudo se justifica. Deve ser por isso que sempre acaba certo e protegido quem foi menos louco na vida. Há um perigo iminente em quem defende esse nosso magnífico estado de ser.

Provérbio Zen que fala de monges e bicicletas tem algo a te ensinar

Provérbio Zen que fala de monges e bicicletas tem algo a te ensinar

Um mestre Zen viu cinco dos seus discípulos voltando das compras, pedalando suas bicicletas. Quando eles chegaram ao monastério e largaram suas bicicletas, o mestre perguntou aos estudantes: “Por que vocês anda com suas bicicletas?”

O primeiro discípulo disse: “A bicicleta carrega, para mim, os sacos de batatas. Estou feliz por não ter de carregá-los em minhas costas!” O mestre elogiou o primeiro aluno: “Você é um rapaz muito inteligente! Quando você crescer você não andará curvo como eu ando.”

O segundo discípulo disse: “Eu adoro ver as árvores e os campos por onde passo!” O mestre elogiou o segundo discípulo: “Seus olhos estão abertos e você enxergará o mundo.”

O terceiro discípulo disse: “Quando eu pedalo minha bicicleta eu fico feliz em ber mio renge quio.” O mestre louvou o terceiro estudante: “Sua mente se expandirá com a suavidade de uma roda novamente centrada.”

O quarto discípulo falou: “Pedalando minha bicicleta eu vivo em harmonia com todas os seres sensíveis.” O mestre ficou feliz e disse ao quarto estudante: “Você pedala no caminho dourado do bondade.”

O quinto aluno disse: “Eu pedalo minha bicicleta por pedalar”. O mestre sentou-se aos pés do quinto estudante e disse: “Eu sou seu discípulo.”

Provérbio Zen

25 provérbios engraçados para descontrair o seu dia

25 provérbios engraçados para descontrair o seu dia

Há alguma coisa errada que não está certa.

Ele joga a pedra e depois diz: – É o destino.

O importante não é ganhar, mas fazer o outro perder.

Na vida tudo é relativo, um fio de cabelo na cabeça é pouco, já na sopa é muito.

Mentira pouca é bobagem. 

Príncipe Encantado BetWinner só há um e casou-se com a Cinderela

No fim do jogo, o rei e o peão voltam para a mesma caixa.

Ter a consciência limpa é ter a memória fraca

Existem dois tipos de esparadrapo: os que não grudam e os que não saem

Quem ri por último é de raciocínio lento.

Loteria: um imposto sobre as pessoas que são ruins em matemática

Se o trabalho dá saúde, que trabalhem os doentes.

Meu Deus protegei-me de meus amigos! Dos meus inimigos eu me encarregarei

Mal por mal, antes cadeia que hospital.

Se a montanha vem até ti, foge. Trata-se de um desmoronamento.

O suicídio é um pecado…. mortal

Duas palavras abrem qualquer porta: puxe e empurre

A fé remove montanhas, mas ainda prefiro a dinamite.

A esperança e a sogra são sempre as últimas a morrer.

Há males que vêm para pior.

O trabalho é sagrado, não o toque.

Escrever é transformar os seus piores momentos em dinheiro

Espelhos deveriam pensar duas vezes antes de refletir

No avião, o medo é passageiro

A vida é maravilhosa, sem ela estaríamos mortos

A prática leva à perfeição, exceto na roleta russa

7 provérbios japoneses cheios de sabedoria

7 provérbios japoneses cheios de sabedoria

A cultura japonesa se destaca pelo quão misteriosa e enigmática é para o povo do Ocidente. Embora seja uma das sociedades com maior desenvolvimento tecnológico, ainda tem um forte elo com suas raízes e tradições, e sua cultura é repleta de sabedoria ancestral.

Leia alguns de seus provérbios.

1. É melhor ser o inimigo de uma boa pessoa do que o amigo de uma pessoa má.

“Diga-me com quem você anda e eu lhe direi quem você é.” Afinal, a influência dos amigos é um fator determinante no comportamento do indivíduo.

2. O peixe que escapa sempre parece o maior.

Às vezes, investimos mais tempo em lamentar a oportunidade que deixamos escapar, ou em nos recriminar pelo que não conseguimos, do que em construir com o que temos e apreciá-lo.

3. Se você pensou sobre, decida-o. Se você decidiu, não pense mais sobre.

Não hesite! Depois de dar o passo, descubra o que está no fim da decisão, às vezes os piores fracassos são aqueles em que você não termina o que começou.

4. Não se esquenta uma casa com a promessa de lenha.

Há muita tranquilidade em uma vida livre de dívidas …

5. O tempo que você gasta rindo é o tempo gasto com os deuses.

O riso é saudável e traz felicidade, poucas coisas têm esse efeito.

6. Estudando o passado, você aprende o novo.

Aprendendo com os erros, é menos provável que os repitamos.

7. Não diga: é impossível. Diga: Eu não fiz isso ainda.

Ou porque você não encontrou o caminho, ou porque ainda não tem as ferramentas ou não tem tempo para fazê-lo. Mas há sempre a possibilidade de conseguir alguma coisa.

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Extraído de despiertacultura

Via Pensar Contemporâneo

Ministério da Saúde alerta para risco de volta da poliomielite.

Ministério da Saúde alerta para risco de volta da poliomielite.

O Ministério da Saúde alertou que todas as localidades com cobertura vacinal contra poliomielite abaixo de 95% estão sob ameaça de surto da doença, destacando 312 municípios brasileiros – especialmente na Bahia, onde a vacinação contra a doença não chegou a atingir 50% da população.

Apesar de o Brasil não registrar casos de poliomielite há 28 anos, a resistência dos pais e mães em imunizar os filhos contra a doença tem aumentado o risco de novos casos. De acordo com o Organização Mundial da Saúde (OMS)a poliomielite foi erradicada nas Américas em 1994, embora no mês passado a Venezuela tenha registrado o primeiro caso em anos.

Segundo informações da Agência Brasil, entre as cidades onde a situação é mais grave, 15% dos casos estão na Bahia e 14,29% no Maranhão, ambos na região Nordeste do país. No Sudeste, São Paulo tem 44 municípios sob alerta; no Espírito Santo não há cidades com risco elevado, assim como em Brasília (DF) e Rondônia.

“Uma cidade com esses indicadores tem todas as condições de voltar a transmitir a doença em nosso País. Será um desastre para a saúde como um todo”, comentou Carla Domingues, coordenadora do Programa de Imunização, durante reunião com secretários estaduais e municipais de saúde.

Campanha de Vacinação

Devido aos casos de poliomielite registrados recentemente na Venezuela, o Ministério da Saúde informou no mês passado que a campanha de vacinação contra doença no país deve recomeçar no mês que vem: do dia 6 a 31 de agosto. Nos dois últimos anos a campanha aconteceu em setembro.

O que é a Poliomielite?

Também conhecida como paralisia infantil, a poliomielite é causada por um vírus que vive no intestino (poliovírus), atingindo crianças com menos de 4 anos, mas pode contaminar adultos também. A doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra por meio de saliva e fezes, assim como água e alimentos contaminados.

A maioria das infecções apresenta poucos sintomas, geralmente semelhantes às infecções respiratórias (febre e dor de garganta) e gastrointestinais (náusea, vômito e prisão de ventre). A forma paralítica da poliomielite pode atingir cerca de 1% dos infectados pelo vírus, podendo causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

Apesar de não ter um tratamento específico, é possível prevenir a doença através da vacinação, que é oferecida pelos postos da rede pública de saúde. O esquema de vacinação contra a poliomielite oral trivalente deve ser administrada aos 2, 4 e 6 meses de vida. O primeiro reforço é feito aos 15 meses e o outro entre 4 e 6 anos de idade

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Com informações de MSNVeja.com

 

Sobre uma placa em seu jardim e o que você permite em sua vida

Sobre uma placa em seu jardim e o que você permite em sua vida

Responda rápido: Você permitiria que uma pessoa chegasse em sua vida e ditasse com quem você deve sair ou falar, onde pode trabalhar, que roupas você deve ou não usar? Logicamente você deve ter respondido que não. Afinal, que loucura é essa de dar de presente seu poder de decisão na mão de uma outra pessoa para que ela faça da sua vida o que quiser? Acontece que nós, seres humanos, seres dotados de sentimentos e infinitamente complexos, em determinado momento, podemos chegar ao ponto de permitir que tudo isso e muito mais aconteça.

Eu explico. Em 1960, dois psicólogos de Stanford, realizaram um experimento sobre persuasão. Eles perguntaram para várias pessoas se podiam colocar um cartaz enorme, com a mensagem “Dirija com atenção”, no jardim da frente da casa delas. Apesar do intuito ser bonito, ninguém aceitou.  Então os pesquisadores abordaram outras pessoas e pediram se podiam colocar um cartaz bem pequenininho no jardim delas com os mesmos dizeres. Logicamente, a grande maioria aceitou. Depois de um tempinho eles voltaram à casa dessas pessoas e pediram que o pequeno cartaz fosse substituído por um cartaz enorme. E, por mais incrível que pareça, praticamente todos aceitaram a troca, sem se opor.

Eu citei esse exemplo aqui porque, muitas vezes, aceitamos em nossas vidas pessoas que chegam nos pedindo pequenas concessões. Pessoas que vêm com um papinho manso querendo nos convencer de que o errado não é errado, de que o estranho não é estranho, de que o que estamos vendo não é o que estamos vendo. Pessoas que pedem com carinho que aceitemos o que nunca aceitaríamos, que vivamos como nunca viveríamos, que abramos mão do que nunca abriríamos. Daí em certo momento arregalamos os olhos e não entendemos como um maldito outdoor foi parar bem diante deles.

Acredite, a sua primeira impressão acerca de algo estranho, que foge da normalidade, que não é bom para você e para os outros, está sempre certa. O convencimento acerca da valia de um grande outdoor em nossos jardins vem depois e junto dele quase sempre um monte de justificativas que nos desviam da nossa verdade, do nosso caminho, da nossa real essência.

Não permita que um pequeno cartaz, por mais bonitinho que possa parecer, seja fincado em seu jardim por outros. Depois do primeiro cartaz novos virão. Um maior que o outro e você, com o passar do tempo, vai estar cego para o que é realmente importante para sua vida.

Esse outdoor, que se proclama justificável, vai te deixar cego e quando um dia, por um milagre, seus olhos se abrirem, você vai se assustar com o estado do seu jardim, que um dia fora  tão belo, que um dia recebera sol e chuva, que um dia foi tão bem cuidado e encantou borboletas vindas de todos os cantos do mundo.

Um dia quando seus olhos se abrirem, e você se deparar com a realidade, vai precisar cerrar com os próprios punhos esse enorme outdoor e vai se assustar ao perceber que no lugar de “Dirija com cuidado” vai estar escrito qualquer outra coisa com a qual seu coração nunca poderia compactuar.

Acompanhe a autora em sua página no Facebook: Vanelli Doratioto – Alcova Moderna.

Atribuição da imagem: pixabay.com – CC0 Public Domain

A carência pode fazer com que uma pessoa se sujeite a más companhias

A carência pode fazer com que uma pessoa se sujeite a más companhias

Em virtude da carência, muitas pessoas renunciam ao bom senso e mergulham de cabeça em relacionamentos tóxicos, pensando que não há problemas com esse tipo de envolvimento, enquanto o que as mantêm nesse caminho é o medo da solidão e a perspectiva de desamparo.

Os seres humanos são feitos para conviver em sociedade, e pouquíssimos conseguem suportar a ideia de viver sozinhos. Certamente, a vida desprovida de socialização é pobre, mas quem não suporta estar na presença de si mesmo também se sente empobrecido. O medo da solidão é o principal motivo que leva pessoas carentes a procurar por alguém. Mas, se essa é a única motivação, acaba por revelar um defeito de amor próprio e uma intolerância à própria subjetividade.

Em pessoas demasiado carentes, o senso de discriminação de pares afetivos é baixo. Elas são menos seletivas no processo de escolha, para obterem acesso a mais oportunidades de suprir as manifestações de abstinência de amor. Assim, seus critérios de avaliação são menos rigorosos, pois pensam que elevar demais esses critérios pode as afastar de candidatos potenciais ou mesmo privá-las de qualquer experiência romântica.

Com frequência, a carência pode fazer com que uma pessoa se sujeite a más companhias. Ela talvez pense que é melhor estar com alguém indecente do que com ninguém. A frase “melhor só do que mal acompanhada” é ignorada, enquanto a frase “ruim com ele, pior sem ele” se torna uma regra.

Pessoas carentes confundem sexo casual com amor, superficialidade com profundidade, promessas com garantias. A vontade urgente de se sentirem desejadas as submete a tratamentos que, normalmente, não aceitariam de forma alguma. Elas colocam seu valor pessoal em cheque, mas não se importam com isso, desde que sua carência seja suprida.

É bom lembrar que todos sofrem de carência, dos mais autoconfiantes aos mais inseguros, dos mais frívolos aos mais afetuosos. A existência humana requer carinho, atenção, cuidado. As formas de dar e receber afeto variam, mas, sem afetividade, não há humanidade. O problema – muitíssimo comum – está em pensar que a solução do vazio interior está no namorado, na esposa, no pai, na melhor amiga, ou seja, no outro, e não em si mesmo. A dificuldade de dar conta da própria carência é o que provoca, em parte, a insegurança em se sentir sozinho. A transferência da responsabilidade pela própria felicidade é causa de grande infelicidade quando não existe um amparo em outro alguém.

Não existe alguém que não sinta falta de alguma coisa, a não ser que nunca tenha tido nada na vida, e isso é, literalmente, impossível. O que mantém a pessoa em movimento é a busca por suprir as pequenas e grandes carências que surgem em sua realidade. Deve haver um certo nível de insatisfação que conduza o ser humano a continuar vivendo em busca de prosperidade.

Quando uma pessoa alimenta sua própria autonomia com real entusiasmo, ela não depende que outro alguém a complete, simplesmente por se sentir inteira – o que não significa que ela seja autossuficiente. Obviamente, ela precisa de ajuda externa para se desenvolver, mas não limita seu desenvolvimento à boa vontade alheia. Desse modo, todos que cruzam seu caminho são companheiros de vida, em vez de salvadores de sua autoestima.

É no momento que a pessoa consegue relacionar-se integralmente consigo mesma que se sente apta a construir relacionamentos mais saudáveis com outros. Saber estar sozinho é requisito de estar bem acompanhado.

Pessoas carentes toleram menos a rejeição e, por isso, se tornam mais suscetíveis a relações problemáticas. Ao sentirem-se muito sozinhas e desamparadas, acabam ficando vulneráveis a indivíduos oportunistas, que podem se aproveitar de sua fraqueza.

De tão imersa na carência, a pessoa pode se tornar indiferente a todos os defeitos de caráter que porventura existam naquele alguém com quem ela está se relacionando. Pode ser que esse relacionamento se converta em algo mais sério, mas não será algo benéfico a não ser que ela direcione seu olhar para a situação como um todo, meça seus prós e contras, e se certifique de que o parceiro não existe apenas para aliviar sua carência, mas que também sirva a um propósito de amor mais elevado.

Administrar um relacionamento sério é uma das coisas mais difíceis (e relevantes) que existem. Mas, quando há muita carência e a pessoa não imagina sua vida sem o outro, ela pode se tornar tão dependente dele que passa a aceitar tudo. No entanto, quem ama não deve aceitar tudo, pois o excesso de permissividade dificulta a capacidade de discernimento do que é certo e errado numa relação. Alguns acham que um relacionamento bom é aquele no qual não há regras, mas, sem regras, reina uma anarquia que torna impossível lidar com tanta liberdade.

Os carentes afetivos crônicos dependem de outras pessoas para serem felizes, têm mais dificuldade em criar e sustentar relacionamentos maduros, são mais propensos a sentir ciúme e adotar atitudes obsessivas e controladoras, e cobram de seus pares a atenção que eles mesmos não conseguem se dar.

No núcleo da carência afetiva estão o vazio interior e a falta de amor próprio que, combinados, fazem das pessoas inseguras e imaturas para amar verdadeiramente. Enquanto todos são carentes, alguns fazem da carência sua condição de existência.

Quando o medo da solidão é maior que o senso de autoestima, o resultado é carência, submissão, evitação da própria liberdade e dependência crônica do outro.

O vazio que acompanha a privação afetiva é um grande condutor de relações defeituosas. Embora esse vazio seja descrito e experimentado de formas diferentes, dependendo da vivência de cada um, decerto é uma característica universal que precisa ser administrada com muita cautela. Porque o esvaziamento de si marca seres carentes de amor, e a carência nada mais é que o vazio se manifestando, quem procura resolver essa carência externamente apenas expressa a inabilidade para coabitar em si mesmo e aceitar tudo que significa a sua individualidade. Se é fato que pessoas individualistas não vão muito longe, também é que pessoas intolerantes com sua singularidade são mais propensas a viver relacionamentos disfuncionais.

Um relacionamento movido somente por carência é infantil: crianças amam porque precisam de quem as cuide. Quando a carência, por si só, motiva a busca de relacionamentos, há grandes expectativas de que o vazio emocional interno encontrará consolo numa pessoa idealizada como protetora. Essa pessoa, porém, pode não sentir a obrigação de sustentar tal carência, e, talvez, uma responsabilidade dessas seja motivo não de aproximação, mas de distanciamento.

Mais precisamente, a carência significa a manifestação ativa do vazio interior que todos desejam resolver, mas se percebem incapazes de o fazer definitivamente.

A necessidade de receber afeto só pode ser satisfeita quando se dá afeto. É uma troca. Questão básica de reciprocidade. Se a doação de afeto é prejudicada pela carência, isso explica por que pessoas carentes sentem-se mais defasadas emocionalmente.

Carência envolve o medo de que as necessidades de conexão emocional não sejam satisfeitas. Na atual época de individualismo e distanciamento, em que mais pessoas encontram dificuldades de envolvimento afetivo profundo, o sentimento de carência é agigantado, dando espaço para a superficialidade, e promovendo um senso de fuga por trás do qual se escondem a indecisão e a desconfiança.

O indivíduo carente é como um náufrago que, desesperado, precisa se agarrar a algum ponto de apoio para não sucumbir às profundezas de sua instabilidade e solidão. Ele deseja encontrar uma ilha, um porto seguro onde permanecer para evitar sua miséria internalizada.

A carência está por trás dos relacionamentos de conveniência, nos quais duas pessoas estão juntas não porque necessariamente se amam, mas porque julgam que sua separação causaria mais prejuízos do que manter o vínculo. Nesses relacionamentos, as pessoas estão tão acostumadas uma com a outra, possuem tantas coisas e histórias em comum, que passam a tolerar certas infelicidades e imoralidades em sua realidade. O medo de desistir de um relacionamento desses está associado à carência, e ao julgamento de que, se houvesse separação, outros problemas (até piores) ocupariam o lugar dos atuais. Se a relação se tornou abusiva e insatisfatória em algum ponto no meio do caminho, as pessoas devem estar dispostas a restabelecer a saúde da parceria, mas, muitas vezes, elas decidem não fazer nada, cedendo ao comodismo e simpatizando com quem as está fazendo mal. Essas pessoas escolhem não sair da zona de conforto por causa do medo da mudança. Relacionar-se com alguém apenas por conveniência pode ser a opção mais prática, mas nem sempre isso leva à felicidade. A carência pode fazer com que a segurança de uma relação seja banalizada em troca de experiências emocionais arriscadas demais.

É melhor estar em um relacionamento infeliz do que estar solteiro? Muitos acreditam que sim, partindo da crença de que estar solteiro é algo que naturalmente produz infelicidade. A sociedade condena pessoas que escolhem ficar sozinhas, por causa dessa crença que, na verdade, é um preconceito profundamente enraizado. Apesar de existir uma solidão patológica, a vida de solteiro não é obrigatoriamente ruim, mas será se a pessoa for inábil para lidar com seu vazio.

O encontro sentimental consigo mesmo vem antes de um envolvimento social pleno. Mas a solidão é tão evitada, tão repudiada, que esse encontro pode não ocorrer e, não ocorrendo, há um movimento em direção a outro alguém com quem se possa viver experiências emocionais que ajudem no esquecimento daquela solidão.

Embora muitos psicólogos aconselhem às pessoas a lidar com sua solidão antes de investir em relações afetivas, não se deve subestimar a terrível angústia que muitos sentem ante a possibilidade de ficar solteiros, principalmente quando já viveram ou estão vivendo relacionamentos emocionalmente significativos.

Algumas pessoas têm tanto pavor de sua carência que desprezam a necessidade de se conectar com outros intimamente, embora essa necessidade seja inevitável. Existe uma visão egocêntrica que valoriza a busca da independência em detrimento de qualquer ajuda externa, mas isso não passa de um ideal utópico.

Indivíduos carentes muitas vezes são considerados fracos, como se fossem culpados por sua necessidade de conexão social. Essa é uma perspectiva errônea. Ninguém depende apenas de si mesmo para sobreviver, por mais autônomo que seja. Trabalhar a carência em benefício próprio é diferente de se deixar limitar pela carência.

A desconfortável sensação de desamparo faz parte da vida desde o nascimento. Quando o bebê sai do ventre de sua mãe, busca consolo e, à primeira vista, estranha o mundo; somente depois de um tempo ele se acostuma com o fato de que sua mãe nem sempre estará ali para protegê-lo. Muitos adultos sentem essa mesma sensação de desamparo, e precisam tomar providências para lidar com um mundo muitas vezes indiferente à sua carência.

Se o fato de estar carente remete a uma vulnerabilidade, e se a vulnerabilidade faz parte de se entregar ao amor, a carência faz parte de qualquer vivência amorosa. O amor tanto cura a carência quanto a carência leva ao amor.

Não há problema em ter fome emocional, exceto quando se a usa sempre para justificar a carência. Essa fome nunca pode ser plenamente satisfeita. Se o ser humano fosse o tempo todo gratificado, não saberia o que é felicidade.

Só após compreender que a necessidade de “curar” o vazio existencial em outro alguém é um sinal de carência de amor próprio, a pessoa consegue agir com o objetivo de resgatar a si mesma das faltas emocionais que a estão privando de relacionar-se saudavelmente.

10 ideias bacanas para economizar um dinheirinho

10 ideias bacanas para economizar um dinheirinho

Que não está fácil para ninguém, todo mundo sabe, né? No entanto, sejamos sinceros, se a gente tivesse um pouquinho mais de atenção e foco, de repente daria para não gastar dinheiro à toa e – quem sabe -, guardar uma graninha para as próximas férias. Vamos tentar?

Você sabia que o dinheiro que vai pelo ralo é aquele que a gente gasta sem sentir? Comprinhas pequenas, uma coisinha aqui, outra ali… que se você puser na ponta do lápis vai ver que não é tão pouquinho assim.

1 – Compre uma cadernetinha e anote TODOS os seus gastos! Isso vai ajudar você a detectar quais são os ralos que estão levando seu rico dinheirinho embora.

2 – Organize seus gastos, desde as despesas fixas como aluguel, luz, água, gás… até possíveis gastos com lazer e cuidados com sua imagem. Veja o que não pode mesmo ser deixado de lado e o que, de repente, vale a pena deixar de fazer por um propósito maior, como uma viagem de fim de semana, ou fazer aquele curso bacana que você sempre adia.

3 – Use um talento seu para ganhar um dinheiro extra e “engordar o porquinho”! Seu brigadeiro é espetacular? Leve alguns para vender na faculdade. Você adora animais? Ofereça-se como passeador de cães! Você mesma faz as suas unhas, e faz bem direitinho? Ofereça-se para fazer as unhas das amigas!

4 – Pague todas as contas no mesmo dia. Recebeu o salário? Pegue todas as contas e resolva logo isso! Assim você terá uma ideia clara de quanto sobra depois de pagar as contas essenciais.

5 – Converse sobre dinheiro com a família. Todo mundo que mora numa casa tem o direito e o dever de estar a par da realidade econômica, até as crianças! Transparência e sinceridade são ingredientes indispensáveis para a saúde das finanças.

6 – Cuidado com o cartão de crédito! O grande problema do cartão de crédito é nos dar a falsa impressão de que temos uma renda maior do que temos na realidade. Dessa forma, uma boa estratégia para quem está aprendendo como economizar dinheiro é tirar o cartão de crédito da carteira por alguns meses e pagar tudo à visa.

7 – Saque um dinheirinho no começo da semana e se programe para pagar os pequenos gastos com esse dinheiro, como o pãozinho da padaria, um esmalte novo, uma revista… Garanto que você vai pensar duas vezes antes de esbanjar dinheiro.

8 – Antes de comprar “aquela blusinha linda” pergunte-se “Eu preciso MESMO disso?”. Se ficar em dúvida, simplesmente não compre!

9 – Em vez de comer fora todo santo dia, leve uma marmitinha de casa; além de ser mais saudável, essa economia pode render um bom dinheiro!

10 – Faça um cofrinho e firme o propósito de guardar ao menos um real por dia; se der para aumentar o depósito em alguns dias, muito melhor!

Outras Ideias Interessantes: Uma maneira inovadora de aumentar seus investimentos é considerar a venda de cripto ativos. Vender cripto pode proporcionar retornos significativos, se feito com uma estratégia bem informada. Ao explorar essa opção, é importante estar atento às flutuações do mercado e manter uma abordagem bem planejada para maximizar seus resultados.

Aprenda uma coisa: DINHEIRO NÃO ACEITA DESAFORO! SE VOCÊ NÃO TIVER DISCIPLINA, VAI SER SEMPRE POUCO O QUE VOCÊ GANHA, POR MAIS QUE VOCÊ GANHE!

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