Não há como negar que o relacionamento humano é uma das mais belas, complexas, mas também difíceis realidades que nos cercam.
Conviver é uma sequência infinita de aprendizagens e adaptações.
Abaixo, transcrevo a lista de posturas dos homens que, segundo a autora Suely Buriasco, mais irritam as mulheres.
Leiam e vejam se concordam!
1- Ciumento e possessivo
A ideia machista que muitos homens ainda parecem ter ao ver a mulher como objeto de posse incomoda muito. São homens que querem ter controle sobre todos os passos da mulher, que vigiam palavras e atitudes e sempre encontram o que reclamar. O artigo “Como controlar a possessividade no casamento” traz algumas importantes reflexões sobre o tema.
2- Desleixado
Isso é realmente perturbador e, pelas reclamações, infelizmente parece ser bem comum. São homens que não cuidam bem da higiene, que não se arrumam e não tem organização no lar.
3- Insensível
Mulheres, de forma geral, são mais sentimentais do que os homens ou, pelo menos, manifestam mais seus sentimentos. Essa diferença pode causar a sensação de insensibilidade nas mulheres, e nos homens a ideia de que as companheiras são dramáticas. A lamentação das mulheres diz respeito à forma como muitos homens parecem ignorar acontecimentos e sentimentos femininos. Isso faz com que elas se sintam rejeitadas e desconsideradas.
4- Mal-humorado
Homens que reclamam de tudo nunca estão satisfeitos, não se divertem, são mal-educados e preferem isolar-se. Parecem sempre de mal com a vida, nada os satisfaz e todos os esforços em tirá-los dessa situação parecem vãos. Só sabem criticar tudo e todos; nada os deixa felizes. Pior é quando o mau humor recai apenas contra a mulher, parecendo estar muito bem com outras pessoas.
5- Descomprometido
Aqueles que não cumprem o que prometem; não assumem suas responsabilidades e não se comprometem com a relação; colocam seus interesses pessoais acima dos interesses da relação ou da família. Conforme escrevi no artigo “Casamento: Fortalecendo o compromisso”: “No entanto, o comprometimento matrimonial é muito mais do que isso; representa a conquista da alegria de viverem juntos. Esse descomprometimento é motivo de muitos aborrecimentos nas mulheres.”
6- Procrastinador
São os que deixam tudo para depois, adiam os afazeres domésticos como consertar ou repor alguma coisa; não se colocam disponíveis para efetuar atividades relacionadas à família.
7- Presunçoso
Homens exageradamente vaidosos que acham que o mundo gira a seu redor. Gostam de ser o centro das atenções e consideram que a mulher e toda a família devem servi-lo. Também não aceitam críticas, pois consideram que estão sempre certos. Essa característica de alguns homens faz com que suas mulheres se sintam humilhadas, rebaixadas e infelizes.
8- Sedutor
Esse parece ser o recorde das reclamações femininas. É o caso dos homens que vivem jogando charme para outras mulheres, pois gostam de se mostrar atraentes. Mesmo não chegando à traição, esse comportamento é altamente irritante e causa grande desconforto nas relações. Mas se além de sedutor, ele se mostra “mulherengo”, então alcança o ápice das lamentações femininas.
O objetivo do texto é provocar reflexões. Afinal, a felicidade na relação é uma conquista mútua.
Vocês sabiam que serviços psicológicos podem ser realizados através da internet desde que atendam ao Código de Ética Profissional do psicólogo e à Resolução do CFP n.º 11/2012?
Abaixo compartilho um site confiável sobre o assunto para quem quiser conhecer e obter mais informações sobre os serviços. Compartilhem também, pois vocês podem ajudar alguém que não tem condições de se locomover com facilidade, esteja em locais distantes ou mesmo queira otimizar seu tempo através do uso da internet.
Inicialmente associada ao parto e à amamentação, a oxitocina é um dos hormônios mais estudados dos últimos anos.
Não é a toa que ela é conhecida como o hormônio do amor – ela tem esse apelido porque, além de ser liberada durante um beijo ou o ato sexual, ela faz com que nós nos preocupemos uns com os outros. Mais do que isso, ela motiva, por exemplo, que pais criem laços com seus filhos, ou que pessoas venham a se apaixonar umas pelas outras, sendo um importante regulador das nossas relações sociais.
Segundo o neuroeconomista Paul Zak, o primeiro cientista a identificar o papel da oxitocina nos comportamentos de confiança dos seres humanos, o hormônio é liberado no cérebro quando nós tomamos atitudes como tocar em outra pessoa, ou quanto mantemos contato visual em um primeiro encontro.
“Este tipo de comportamento, quando damos total atenção à pessoa com quem estamos conversando e nos interessamos pela vida dela, por exemplo, mostra ao cérebro do interlocutor que nós nos importamos com ele”, explica.
Ao mesmo tempo, a reciprocidade que a outra pessoa demonstra quando percebe estas “atitudes de conexão” libera oxitocina no nosso cérebro também – é um jogo no qual todo mundo ganha.
A oxitocina literalmente permite que seres humanos se conectem uns com os outros. Depois disso, bem, você só precisa ser alguém interessante, divertido e atraente, mas o primeiro passo foi dado.
Cachorros são bons parceiros de treino
Se você ainda não se sente preparado para ter esse tipo de contato com outro ser humano, dá para ir treinando com criaturas muito mais receptivas: cachorros. De acordo com Zak, criar cães aumenta os níveis de oxitocina no cérebro. “Eles de certa forma treinam o nosso cérebro para que sejamos melhores ‘conectores'”, esclarece.
Gatos, entretanto, tendem a diminuir nossos níveis de oxitocina – provavelmente por serem animais muito mais independentes e não se importarem muito se você está precisando fazer carinho em alguma coisa viva. [CNN]
Existe muitas coisas em nossas vidas que acabamos por tolerar.
Algumas delas toleramos porque realmente não tem jeito (impostos, pessoas negativas, o trânsito).
Mas existe também muita coisa que toleramos mesmo quando não devíamos.
Talvez seja porque estamos tão acostumados que não nos damos conta do impacto negativo que isso gera em nossas vidas.
1. Infelicidade no trabalho
Você gasta quase metade da sua vida no trabalho, uma vez que você está infeliz no trabalho, realmente vale a pena dar de presente grande parte da sua vida? Pense no impacto que isso gera perante seu bem-estar emocional, sua saúde e seus relacionamentos. Pense nas oportunidades que você pode estar perdendo em deixar de fazer as coisas de que gosta. Não se contente em viver assim para sempre, procure encontrar algo que realmente te traga felicidade, no mínimo você deve tentar fazer intervenções no seu trabalho com o objetivo de diminuir sua infelicidade
2. Perder horas no trânsito
Passar horas dentro de um ônibus ou em um carro indo para o trabalho é no mínimo estressante e vazio. Essas horas, ao serem somadas se tornam dias, messes e anos desperdiçados enquanto você poderia estar de fato vivendo. Seja qual for seu motivo para fazer esse trajeto, realmente vale o tempo perdido?
3. Um estilo de vida doente
Você está acima do peso? Você fuma? Você é sedentário? Você abusa do álcool e outras substâncias? Levar um estilo de vida doente te leva a infelicidade, uma vez que você se sente mal e aparenta estar mal não consegue desfrutar da vida. Nos só temos uma vida e nosso corpo é nosso templo sagrado. Cuide dele agora mesmo.
4. Relacionamentos que drenam sua energia
Você deve saber de qual tipo de pessoa estou falando. São aquelas pessoas em sua vida que têm como assunto preferido problemas, são extremamente irritantes e não te oferecem apoio moral. Está na hora de se livrar desse tipo de relacionamento. Obviamente você deve ter suas razões para conviver com esse tipo, mas realmente vale o impacto negativo que gera em sua vida? Caso não consiga cortar o relacionamento, tente pelo menos alguma maneira de reduzir o contato.
5. Viver em um ambiente bagunçado
O ambiente no qual você vive é um reflexo de quem você é. Seu espaço deve refletir a mesma alegria, ordem e paz que você deseja em sua vida. Ele deve ser limpo e organizado, oferecendo sensação de acolhimento para você e seus convidados.
6. Negatividade
Imagine uma energia que está a todo momento invadindo nossas mentes como cupins. Experimente ligar a televisão e assistir o noticiário da tarde por 30 minutos, é praticamente uma overdose de energia negativa. Procure desligar-se dos canais de mídia negativa e em vez disso se alimente com informações positivas e edificantes.
7. Acumulo de entulho
Durante nossas vidas, acabamos por acumular três tipos de entulho: o entulho emocional, físico e mental. O entulho emocional são ressentimentos reprimidos, o entulho físico são coisas que guardamos que são desnecessárias e o entulho mental são tarefas que deixamos inacabadas e sempre lembramos que temos que faze-la, mas não fazemos. Livrar-se desse entulho significa manter sua mente limpa.
8. Problemas financeiros
O estresse causado por problemas financeiros sem dúvida tira sua alegria e paz na vida. Sim, algumas dificuldades financeiras são inevitáveis, mas faça o que for preciso para diminuir o estresse, mesmo que isso signifique entregar pizzas por um tempo. Se você tem feito muitos gastos, pare. Livre-se das pequenas indulgências, pois vale muito mais você ficar tranquilo quanto a dívidas.
9. Viver fora da sua integridade
Você está vivendo em concordância com seus valores? Você está sendo fiel a si mesmo? Você precisa se desculpar por algo ou pedir perdão? Viver ou agir fora de sua integridade lhe provoca uma perturbação em sua alma e sua mente. Isso drena sua energia e promove a culpa, além de sugar sua autoestima. Fique de bem consigo mesmo e com os outros.
10. Viver sem diversão
Se você vive a vida somente de deveres e trabalho (mesmo que isso seja agradável), você está vivendo em desequilíbrio. Diversão e relaxamento são ingredientes necessários para uma vida plena e feliz. Ao remover um ou outro estresse em sua vida, você pode abrir espaço para atividades prazerosas.
11. Aceitar a falta de conhecimento e inércia.
Nós usamos essas duas desculpas como pretexto para não fazer algo. Usamos nossa própria incapacidade de realizar ou mudar porque temos medo. Tememos que seja muito difícil, tememos falhar, tememos em não funcionar. Você mais no que ninguém sabe que essas são apenas desculpas para evitar a ação. Nunca mais aceite essas desculpas.
12. Falta de comunicação
Em cada relação individual que você tem, especialmente seu relacionamento amoroso, uma comunicação saudável é essencial para a sua felicidade. Um dos sinais que mostram que não estamos nos comunicando adequadamente com alguém é quando você se sente ansioso, irritado, frustrado e impotente. Abrir uma comunicação, honesta é o ingrediente número um para relacionamentos bem-sucedidos. Se você não sabe como se comunicar de uma forma saudável, então aprenda como começar a implementar estas habilidades.Reserve os próximos minutos para pensar sobre uma área em sua vida em que você não devia estar tolerando. Como essa tolerância afeta sua sensação de bem-estar e alegria? Qual atitude você pode tomar hoje para começar a eliminar essa tolerância?Uma pequena mudança que você faz hoje pode fazer uma grande mudança para melhor em sua vida.
Você é aquele tipo de pessoa que não vive seu uma xícara de café?
É só alguém tocar no assunto e você já está disposto a fazer companhia?
Não consegue nem imaginar começar o dia sem uma dose desse néctar dos deuses?
Gosta da ideia de acordar com o cheirinho de café em seu quarto?
Então conheça esse despertador criado por Josh Renouf, um especialista em design industrial.
A máquina, além de lhe acordar, lhe serve uma xícara de café.
O mais interessante é que a máquina faz o café sozinha. Tudo que você precisa fazer é carregá-la com os ingredientes necessários e programar o horário que você quer acordar…
O resto?
O resto você deixa com esse “perfeito” despertador!
O fato de alguém querer muito a nossa atenção não nos obriga a aceitar sua aproximação. Ao insistir em seu objetivo, mesmo que nos ame, ela estará sendo prepotente e egoísta.
Um senhor me acusou de desrespeitoso e mal-educado. Motivo? Não quis falar com ele ao telefone. Não o conheço, sabia que ele queria fazer críticas — “construtivas” — ao meu trabalho. Não me interessei em saber quais eram.
Uma colega me conta que sua mãe lhe diz: “Sua amiga de infância esteve aqui e está louca para revê-la. Quando posso marcar o encontro?” Minha colega não tem interesse em saber como está essa pessoa, nem deseja reencontrá-la.
Uma filha atende o telefone e diz ao pai: “Fulano quer falar com você”. O pai responde: “Diga que não estou”. “Mas ele diz que quer muito falar com você.” O pai: “Sim, mas eu não quero falar com ele!”
Afinal de contas, quem está com a razão? Aquele que se sente ofendido por não ser ouvido ou recebido? Ou quem se acha com o direito de só receber as pessoas que lhe interessam?
Quem faz questão de colocar sua opinião tem direito a isso ou é prepotente por achar que o outro tem que ouvi-lo, apenas porque ele está com vontade de falar? Ou é egoísta e desrespeitoso aquele que só fala e recebe as pessoas que lhe interessam ou quando está com vontade?
Acho fundamental tentarmos entender essas questões aparentemente banais, uma vez que elas são parte das complicadas relações no cotidiano de todos nós. Elas envolvem questões morais e dos direitos de cada um. Tratam do que é justo e do que é injusto.
Acredito que é direito legítimo de cada um falar ou não com qualquer outra pessoa. O fato de ela querer muito nossa atenção não nos obriga a aceitar sua aproximação. E isso independe das intenções de quem deseja o convívio.
Posso, se quiser, recusar a aproximação de uma pessoa, mesmo que ela venha me oferecer o melhor negócio do mundo. E o fato de uma pessoa me amar também não a autoriza a nada! Não pode, apenas por me amar, desejar que eu a queira por perto.
Ao forçar a aproximação com alguém que não esteja interessado nisso, a pessoa estará agindo de modo agressivo, autoritário e prepotente.
As belas intenções não alteram o caráter prepotente da ação. Na verdade, egoísta é quem quer ver sua vontade satisfeita, mesmo se isto for unilateral. Ele não está ligando a mínima para o outro.
O mesmo raciocínio vale para as pessoas amigas. Não tem o menor sentido eu ir à casa de um amigo para dizer-lhe o que penso de uma determinada atitude sua que não me diz respeito, mesmo que eu não tenha gostado ou aprovado.
Ele não me perguntou nada! Ainda que goste muito de mim, talvez não queira saber minha opinião. Talvez não deseje saber a opinião de ninguém! É direito dele.
Pode também acontecer o contrário: a pessoa desejar a minha opinião e eu me recusar a dar. Aí é o outro quem tem de respeitar o meu direito de omissão. Não cabe a frase do tipo: “Mas nós somos tão amigos e temos que dizer tudo um ao outro”.
É assim que, com frequência, se perdem bons amigos. É preciso ter cautela com o outro, com o direito do outro. Não basta ter vontade de falar. É preciso que o outro esteja com vontade de ouvir.
Nós nos tornamos inconvenientes e agressivos quando falamos coisas que os outros não estão a fim de ouvir.
Raciocínio idêntico vale também para as relações íntimas — entre parentes, em geral, e marido e mulher, em particular.
Nesses casos, o desrespeito costuma ser ainda maior. As pessoas dizem e fazem tudo o que lhes passa pela cabeça. É um perigo. Elas não param de se ofender e de se magoar. Acreditam que, só porque são parentes, têm o direito de falar tudo o que pensam, sem se preocupar como o outro irá receber aquelas palavras.
Toda relação humana de respeito implica a necessidade de se imaginar o que pode magoar gratuitamente o outro.
É necessário prestar atenção no outro, para evitar agressões, mesmo involuntárias.
Quando as pessoas falam e fazem o que querem, sem se preocupar com a repercussão sobre o outro, é porque nelas predomina o egoísmo ou o desejo de magoar.
Uma associação que cuida e presta informações a pacientes com Alzheimer na Holanda, a “Alzheimer Nederland” produziu uma campanha publicitária de 1 minuto em que mostra a rotina de uma senhora que apresenta, gradativamente, sintomas demenciais.
O objetivo da campanha é a prevenção e a identificação dos sintomas em fases iniciais da doença.
Uma das páginas onde tenho visto as melhores indicações de vídeos nos últimos tempos, é na Revista Semema. Dentre as matérias, já encontrei verdadeiras pérolas que faço questão de compartilhar e indicar.
Um exemplo é a animação, “Black day to freedom”, “Um dia negro para liberdade” (tradução livre) do diretor londrino Rob Chiu.
“Diferente de animações com desenhos, mesmo em Stop Motion, cuja sobreposição de fotos produzem a animação, Rob Chian intercala animação com composições de cenário e personagens expressivos, mas estáticos, uma edição de som impecável, alguns efeitos de computação gráfica, remetendo à um curto, uma falha de transmissão e o complemento do espectador, o que torna a obra mais rica.
A narrativa não se refere a nenhum conflito armado em específico, embora a ambientação remeta ao Oriente Médio, talvez Faixa de Gaza, pois o diretor dá pistas que o filme retrata o problema global de deslocamento de pessoas (tiradas de sua região de origem por conta de guerras locais ou internacionais).”
Fonte mais do que indicada:Semema
(conheça mais vídeos e animações desse site. A revista Semema é uma parceira CONTi outra)
Durante uma conferência de ciência, uma pergunta é feita por Lawrence Summers, um dos convidados e ex-presidente da Universidade de Harvard, sugere que diferenças genéticas explicariam o fato de haver bem menos mulheres no campo da ciência do que homens.
A resposta dada por Neil deGrasse Tyson é uma analogia entre ser negro e ser mulher. A argumentação é sensacional!
Eu conheci Maria Augusta Ribeiro por acaso enquanto comentava um poema de um amigo em comum que temos no Facebook. Logo no início fiquei impressionada com a perspicácia e inteligência de suas falas. Sabe aquelas pessoas que dizem duas frases e você já sabe que são especiais?
Porém, nem imaginava eu que estava a admirar informalmente uma grande poetisa portuguesa de quem os poemas, só comecei a ler depois desses primeiros contato.
Abaixo, transcrevo um poema selecionado.
Creio que, ao lê-lo, quem ainda não a conhece entenderá o motivo de minha admiração.
Essa imagem foi utilizada como capa do livro “O Cidadão de Papel” de Gilberto Dimenstein, publicado no Brasil em 1994 pela editora Ática e vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura daquele ano, na categoria não ficção
Ficou ali Debaixo de uma escada Tirou dos sacos uma manta usada Que estendeu no chão Fez um ninho de cão Com palha e farrapada Cobriu-se com jornais (Que até falavam dele E outros tais Pois cada vez há mais!) Fez um docel Com uma velha pele Rafada Encomendou-se ao Nada E dormiu
A cidade, passando açodada Não via nada E a familia Fingia que não o conhecia…
Ali ficou até anoitecer Viriam as senhoras a oferecer Sopinha quente e uma maçã Só para confortar
E ele irá guardar Em cada mão Um pão Para comer de manhã Se acordar…
Deitada em um frio pátio de cimento, a menina que teria perdido a mãe na guerra e hoje moraria em um orfanato, teria desenhado a mãe com um pedaço de giz.
Em sinal de respeito, teria tirado os sapatinhos e deitado sobre seu ventre, em uma clara alusão ao retorno à mãe e a sua proteção.
Revejam a famosa imagem com o texto falso atribuída ao lado:
Essa é a imagem que viralizou na internet levando a história falsa.
A verdade trás boas notícias:
A série de fotografias que inclui essa imagem foi realizada pela fotógrafa Bahareh Bisheh que, com a ajuda da prima mais nova, criou o cenário que gerou a onda de solidariedade por todo mundo.
Uma imagem poderosa: talvez nunca uma mensagem falsa tenha dito tanta verdade
O episódio captado é tão simples, poderoso e expressivo que o público aderiu em massa à sua divulgação.
No entanto, e felizmente para a criança, ela não é orfã, é apenas um elemento de uma imagem que significa muito. Bahareh Bisheh diz, ‘Esta menina é minha prima e adormeceu no chão em frente de minha casa. Deve ter estado a brincar durante algum tempo, deitou-se no chão e adormeceu. Não há nenhum orfanato envolvido, nem nenhuma história trágica. Aproveitei esta oportunidade para ser criativa.’ Entretanto, não deixa de ser uma fotografia representativa da dor de muitas crianças.
O resto da história
A série de Bahareh Bisheh inclui mais imagens da prima em situações semelhantes: o asfalto, o giz e os desenhos.
“Algum tempo atrás, talvez uns dias, eu era uma moça caminhando por um mundo de cores, com formas claras e tangíveis. Tudo era misterioso e havia algo oculto; adivinhar-lhe a natureza era um jogo para mim. Se você soubesse como é terrível obter o conhecimento de repente – como um relâmpago iluminado a Terra! Agora, vivo num planeta dolorido, transparente como gelo. É como se houvesse aprendido tudo de uma vez, numa questão de segundos. Minhas amigas e colegas tornaram-se mulheres lentamente. Eu envelheci em instantes e agora tudo está embotado e plano. Sei que não há nada escondido; se houvesse, eu veria.” Frida Kahlo
Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon foi uma das personagens mais marcantes da história do México. Patriota declarada, comunista e revolucionária Frida Kahlo, como ficou conhecida, teve uma vida de superações e sofrimentos que refletidos em sua obra a tornaram uma das maiores pintoras do século.
Nascida em 6 de julho de 1907 em Coyoacan, México, filha do famoso fotógrafo judeu-alemão Guillermo Kahlo e de Matilde Calderon y Gonzales, mestiça, Frida sempre foi apaixonada pela cultura de seu país e adorava tudo que remetesse às tradições mexicanas. Fato que ela sempre fazia questão de demonstrar em sua maneira de se vestir e em seu trabalho ao incluir elementos da cultura popular.
Frida Kahlo, photo by Nickolas Muray, New York, 1939.
Em seu diário, publicado em 1995 e traduzido para diversas línguas, e em sua autobiografia publicada em 1953, Frida deixou registradas suas dores e sobretudo suas frustrações pela infidelidade do marido, por quem era extremamente apaixonada, e pela impossibilidade de ter filhos. Toda sua obra, constituída majoritariamente por auto-retratos reflete essa condição.
Sua primeira tragédia acontece quando ela tinha seis anos e uma poliomelite a deixou de cama por vários dias. Como seqüela, Frida fica com um dos pés atrofiado e uma perna mais fina que a outra. Mas o fato trágico que mudaria sua vida para sempre aconteceu quando ela tinha dezoito anos.
Frida na época estudava medicina na primeira turma feminina da escola Preparatória Nacional. Então, no dia 17 de setembro de 1925, na volta para casa, ela e seu noivo Alejandro Goméz Arias, sofreram um grave acidente de ônibus que a deixou a beira da morte. Transpassada por uma barra de ferro pelo abdômen e sofrendo múltiplas fraturas, inclusive na coluna vertebral Frida levou vários meses para se recuperar. Ao todo foram necessárias 35 cirurgias e mesmo depois da recuperação ela teria complicações por causa do acidente pelo resto de sua vida chegando a relatar : “E a sensação nunca mais me deixou, de que meu corpo carrega em si todas as chagas do mundo.”
Foi durante o período em que esteve se recuperando que surgiu a pintora. Sua mãe colocou um espelho sobre sua cama e um cavalete adaptado para que ela pudesse pintar deitada e Frida fez seu primeiro auto-retrato dedicado a Alejandro que a havia abandonado: “Auto-retrato com vestido de Terciopelo”. Sobre sua obstinação em pintar auto-retratos, 55 ao todo, que representam um terço de toda sua obra ela justificava dizendo: “Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”.
AUTORRETRATO CON VESTIDO DE TERCIOPELO
Dois anos depois do acidente Frida leva três de seus quadros a Diego Rivera, um famoso pintor da época que ela conhecera quando freqüentava a Escola Preparatória Nacional em 1922, para que os analisasse. Esse encontro resultou no amor de ambos e na revelação de uma grande artista.
Em 21 de agosto de 1929 eles se casam, Frida então com 22 anos e Rivera com 43, dando início a um relacionamento dos mais extravagantes da história da arte. Em 1930 Frida engravida e sofre seu primeiro aborto ficando muito abalada pela impossibilidade de levar adiante uma gravidez devido a seu estado de saúde delicado. Sobre essa dor ela confessou: “Pintar completou minha vida. Perdi três filhos e uma série de outras coisas que teriam preenchido minha vida pavorosa”.
No mesmo ano, já tendo recuperado sua mobilidade, porém com limitações e tendo que usar freqüentemente um colete de gesso, Frida acompanha Diego em suas viagens aos EUA revelando seu talento para o resto do mundo e encantando a todos com seu jeito irreverente e único.
Self Portrait with Monkey, Necklace of Thorns and Hummingbird, 1940.
Em 1932 ela sofre seu segundo aborto sendo hospitalizada em Detroit (EUA), e sua mãe morre de câncer no dia 15 de setembro do mesmo ano. Em 1934 o casal está de volta ao México, mas Frida sofre novo aborto e tem os dedos do pé direito amputados. O relacionamento com Rivera piora e ele começa a traí-la com sua irmã mais nova Cristina. No ano seguinte Frida e Rivera se separam e Frida conhece o escultor Isamu Noguchi com tem um caso, mas logo ela e Rivera se reconciliam e voltam a morar juntos no México.
Em 1938, Fria Kahlo conhece André Breton, escritor, poeta e famoso teórico do surrealismo, que se encanta por sua obra e lhe apresenta Julian Levy, colecionador e dono de uma galeria em Nova York, responsável por organizar a primeira exposição individual de Frida, realizada em 1939.
A exposição foi sucesso absoluto e ela logo estava realizando exposições em Paris onde conheceu grandes artistas como Pablo Picasso, Kandinsky, Marcel Duchamp, Paul Eluard e Max Ernst. Frida foi a primeira pintora mexicana a ter um de seus quadros expostos no Museu do Louvre, mas foi apenas em 1953, um ano antes de sua morte, que ela consegue realizar uma exposição de suas obras na Cidade do México.
Ainda em 1939 Frida e Diego se separam novamente, desta vez oficialmente, mas voltam a se casar em 8 de dezembro do ano seguinte.
Frida and Diego
Em 1941 morre Guillermo Kahlo e ela e Diego mudam-se para a “Casa Azul”, hoje um museu em sua homenagem. Em 1942 ela começa a escrever seu famoso diário onde escreve sobre todas as suas dores e pensamentos em um emaranhado de textos propositadamente sobrepostos, cheio de ilustrações e cores.
De 1942 a 1950 Frida é eleita membro do Seminário de Cultura do México, passa a dar aulas na escola de arte “La Esmeralda”, mas sua saúde cada vez pior a obriga a lecionar em casa. Com o quadro “Moisés”, Frida ganha o Prêmio Nacional de Pintura concedido pelo Ministério da Cultura do México. Nesse período ela também é obrigada a fazer mais de seis cirurgias e usar um colete de ferro que quase a impede de respirar permanecendo longos períodos no hospital e tendo de usar uma cadeira de rodas.
Em agosto de 1953 ela tem sua perna amputada na altura do joelho devido a uma gangrena. Sobre mais esse duro golpe Frida escreve em seu diário:
”Amputaram-me a perna há 6 meses, deram-me séculos de tortura e há momentos em que quase perco a razão. Continuo a querer me matar. O Diego é que me impede de o fazer, pois a minha vaidade faz-me pensar que sentiria a minha falta. Ele disse-me isso e eu acreditei. Mas nunca sofri tanto em toda a minha vida. Vou esperar mais um pouco…”.
No mesmo diário ela também desenhara uma coluna cercada por espinhos com a legenda: “Pés, para que os quero se tenho asas para voar.” Revelando a ambiguidade de seus sentimentos com relação a todo seu sofrimento.
A ideia da morte parecia algo tranqüilizador para Frida que tivera uma vida tão conturbada e freqüentemente ela se refere a isso em seu diário e em sua autobiografia, porém mais do que nunca ela tenta se agarrar a vida, pois como ela dizia: “…a tragédia é o mais ridículo que há…” e “…nada vale mais do que a risada…” .
Mas sua condição delicada não a impediu de participar, mesmo em uma cadeira de rodas de uma manifestação contra a intervenção norte-americana na Guatemala em 1954.
Na noite de 13 de julho daquele mesmo ano Frida Kahlo é encontrada morte em seu leito. A versão oficial divulgou que ela teve morte por embolia pulmonar, mas suas últimas palavras em seu diário foram: “Espero a partida com alegria…e espero nunca mais voltar…Frida.”.
Frida Kahlo: by Nickolas Muray
“Pintar completou minha vida. Perdi três filhos e uma série de outras coisas, que teriam preenchido minha vida pavorosa.
Minha pintura tomou o lugar de tudo isso. Creio que trabalhar é o melhor.”
On the patio of the Blue House-1950s by: Florence Arquin
”Diego está na minha urina, na minha boca, no meu coração, na minha loucura, no meu sono, nas paisagens, na comida, no metal, na doença, na imaginação.”
Frida and Diego
“Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade.”
Frida at work
“Eu sou a desintegração.”
Frida Khalo
”Pinto a mim mesmo porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.”
Frida Kahlo in a hospital bed, drawing on her cast with the help of a mirror, 1951.
“Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar.”
Frida Kahlo
Em 2003 foi lançado o filme “Frida” com a atriz Salma Hayeck no papel da personagem principal e Alfred Molina no papel de Diego Rivera. A direção é de Julie Taymor e o filme recebeu dois Oscar por melhor maquiagem e trilha sonora.