Se quiser namorar-me, por Nara Rúbia Ribeiro

Se quiser namorar-me, por Nara Rúbia Ribeiro

CALMA

Se quiser namorar-me,
Tenha calma.
Traga na alma a lembrança de que sou sonho
E não posso ser tocada do nada
Ou beijada como se mortal eu fosse.

Faça de mim algo doce,contioutra.com - Se quiser namorar-me, por Nara Rúbia Ribeiro
Enfeitado de estrelas,
Enfeitiçado de ausências
E para sempre presente nos intervalos de sua respiração.

Ouça o coração
Mas o faça pulsar baixinho
Para não ofuscar o brilho do meu silêncio.
Saiba que o meu coração é cristal de crepúsculo
Poeira de astros longínquos e puros;
Não é barro que se possa moldar,
Por mais perfeito que seja o artífice.

Se quiser namorar-me,
Que seja sem pressa e sem dores,
Já verti sangue e suor
E vi desfalecerem mil flores.

Quero apenas o beijo insano,
A proposta instantânea e a mais errônea vontade
De ser sempre sua,
Mas não hoje,
De ser sempre sua mais tarde.

Nara Rúbia Ribeiro

Nara Rúbia Ribeiro: colunista CONTI outra

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Escritora, advogada e professora universitária.
Administradora da página oficial do escritor moçambicano Mia Couto.
No Facebook: Escritos de Nara Rúbia Ribeiro
Mia Couto oficial

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7 frases que destruirão seus filhos. Um alerta!

7 frases que destruirão seus filhos. Um alerta!

A raiva, o cansaço e a frustração que vêm com problemas cotidianos podem exasperar-nos e nos fazer dizer coisas que realmente não sentimos. Estas são algumas das piores combinações de palavras que podemos dizer aos nossos filhos, independentemente da idade deles, mas especialmente às crianças pequenas. Os efeitos dessas palavras podem ir além do que você acredita e do que você ou seus filhos podem controlar.

Leia com atenção e pense muitas vezes antes de dizer frases como essas…

7 frases que destruirão seus filhos. Um alerta!

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1. “Você nunca faz nada direito”

Ninguém gostaria de ouvir isso, menos ainda de um adulto. Imagina a sensação desagradável quando sua filha inocente ouve você dizer palavras como essas. Se sua filha cometeu um erro, quebrou algo, arruinou a mistura do bolo, respire fundo e pense no que é mais importante. A resposta sempre será a mesma: seus filhos são mais importantes do que qualquer outra coisa.

2. “Eu gostaria que você fosse mais parecido com seu irmão”

Nós não ganhamos nada comparando nossos filhos, mas podemos criar ressentimentos entre os membros da família. Certifique-se de que comparações não existam em sua casa. Somos todos diferentes e únicos, e somos todos especiais a nossa própria maneira.

3. “Você é gordo/feio/burro”

Nossos filhos acreditam em tudo o que falamos. Nós somos sua fonte mais confiável de informação e também a maior fonte de amor. Não prejudique a autoestima de seus filhos com adjetivos negativos. É melhor reconhecer seus pontos fortes ao invés de enfatizar o negativo.

4. “Eu tenho vergonha de você”

Se o seu filho tem a tendência de chamar atenção em público, como gritar, brincar, correr e cantar para todos ouvirem. Talvez só precise de mais atenção. Não diga coisas como essa na frente de seus amigos e nem em particular. Por que não planejar um espetáculo em casa onde ele seja a estrela principal? Talvez descubram seu lado artístico ao fazer isso e divirtam-se em família.

5. “Eu queria que você nunca tivesse nascido”

Eu não consigo pensar em algo pior que alguém poderia dizer a uma criança. Nunca, em nenhuma circunstância, diga isso a seus filhos, nem sequer de brincadeira. Todos precisamos saber que somos desejados e queridos, independentemente dos erros que cometemos.

6. “Eu cansei, não te amo mais”

Às vezes, sem perceber, caímos nos jogos de palavras de nossos filhos. Sua filha de três anos está frustrada porque não pode comer outro potinho de sorvete no jantar. Depois de explicar a ela várias vezes porque ela não deve fazer isso, ela fica brava, chora e diz que não te ama. A resposta mais fácil seria pagar na mesma moeda, mas isso só prejudica sua filha. A reação correta seria explicar novamente porque ela não pode comer mais sorvete e lembrá-la de que você sempre irá amá-la, mesmo que ela esteja muito brava com você. Ela aprenderá muito mais do que você imagina com esta lição.

7. “Não chore, não é nada sério”

“Quão grandes podem ser os problemas das crianças? Elas são apenas crianças, elas não têm preocupações, tristezas, decepções e medos.” Este é um erro que como adultos cometemos com muita frequência. As crianças têm tanta ou maior capacidade emocional quanto um adulto. A diferença é que elas não podem expressar-se e acalmar a si mesmas como nós. Então, de alguma forma, seus problemas não seriam ainda maiores? Nunca menospreze um medo, um arranhão, uma dúvida, um conflito pelo qual seu pequeno está passando. Ajude-o a superar o problema e a reagir de forma saudável.

Com pequenos ajustes e sempre considerando os sentimentos e bem-estar de nossos filhos, podemos evitar estas frases tão prejudiciais e ter uma relação de amor, proteção e bem-estar no lar.

Traduzido e adaptado por Sarah Pierina do original Frases que destruirán a tus hijos.

Publicado originalmente no Brasil em Família.com.br (Site altamente recomendável)

FACEBOOK fora do ar desde às 13 horas

FACEBOOK fora do ar desde às 13 horas

Facebook fora do ar!

A maior rede de social do mundo está fora do ar desde às 13 horas do dia 01-08-2014.

Será que o “Mês do cachorro louco” já está mostrando suas garras?

O Facebook ainda não esclareceu o ocorrido porém aparentemente é uma instabilidade, pois existem pontos onde o serviço está funcionando.

Você sabe o que aconteceu?

Comente abaixo e aproveite para passear pela página enquanto aguarda.

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Campanha prova que tecnologia nunca substitui amor dos pais

Campanha prova que tecnologia nunca substitui amor dos pais

A operadora telefônica tailandesa Dtac lançou um anúncio comovente intitulado “The power of love”.

Nele, é mostrada uma situação típica de jovens pais:  um bebê chorando e um pai sem saber o que fazer.

Desesperado, ele usa a tecnologia e faz uma videoconferência com a mãe na tentativa de solucionar o problema.

Vejam como essa história continua!


Fonte: Hypeness

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Cansaço- por Nara Rúbia Ribeiro

Cansaço- por Nara Rúbia Ribeiro

CANSAÇO

Deveria haver na vida
Um tempo
De férias do existir.

Assim,
Quando o caos das horas
Nos visitasse o relógio da alma
Uma calma inexistência
Nos levaria a paragens
Onde todo sonho é possível,

Pois tudo o que existe
Ainda está por nascer.

NARA RÚBIA RIBEIRO

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Gaza: fumaça da morte é transformada em esperança

Gaza: fumaça da morte é transformada em esperança

À medida que a crise em Gaza se agrava, Tawfik Gebreel , arquiteto palestino, está utilizando a arte para sensibilizar o mundo com relação a situação situação dolorosa de sua região. 

Para isso, ele tira fotos da fumaça provocada por ataques com foguetes, e as transforma em símbolos de esperança e de paz. 

Gebreel diz que ele começou a trabalhar neste conceito, a fim de conciliar os seus desenhos com a realidade ao seu redor, mostrando a esperança humana e mantendo a firmeza  frente aos  bombardeios diários.

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+ Tawfik Gebreel

Do original Distractify

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Restaurante onde o cliente não tem razão. Motivo Lamentável.

Restaurante onde o cliente não tem razão. Motivo Lamentável.

Uma das grandes máximas de qualquer comércio é a famosa frase “O cliente sempre tem razão”.

Exatamente por isso é que o tratamento é sempre uma das grandes chaves para que qualquer estabelecimento comercial ganhe a fidelidade de sua clientela.

O site Awebic fez uma tradução de um caso de um restaurante que contratou uma empresa de consultoria  para tentar entender o motivo pelo qual, apesar de todos seus esforços, em um período de 10 anos, sua clientela apresentou um descontentamento crescente com relação ao seu estabelecimento.

O caso merece todo o destaque pois reflete características marcantes da sociedade moderna.

Abaixo está uma transcrição divulgada pela empresa após a descoberta.

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Fonte em inglês

Sugestão da matéria

Adriana Vitória Cabral Kazaz

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Conheça pessoas que optaram por uma vida mais simples

Conheça pessoas que optaram por uma vida mais simples

Quem me conhece sabe que eu pedi demissão do serviço público onde estava há vários anos para trabalhar com criação de conteúdo na internet.

Sendo assim, nem preciso repetir que acredito muito na potencialidade que as pessoas têm de redirecionar suas vidas visando a realização pessoal.

Vocês já perceberam que, quanto mais a sociedade tende à superficialidade, maior também é o interesse das pessoas em buscar alternativas?

Matérias sobre viagens e  páginas sobre métodos alternativos de vida são cada vez mais procuradas.

Por quê?

Simplesmente porque as pessoas não estão felizes em passar a sua  vida correndo exaustivamente atrás de produção, para gerar dinheiro, para sustentar o consumo e a superficialidade.

Abaixo transcrevo a matéria da página Pragmatismo Político que fala exatamente das pessoas que, por não conseguirem mais se ajustar, optaram por um estilo de vida mais simples. A autora da matéria é a Luciane Evans.

Só para vocês terem uma ideia, essa matéria, em pouco mais de 1 ano,  teve mais de 100 mil compartilhamentos.

Espero que a leitura seja reflexiva!

Josie Conti

______

CONHEÇA HOMENS E MULHERES QUE OPTARAM POR UMA VIDA MAIS SIMPLES

Você pode ter passado a vida inteira, ou parte dela, ouvindo a expressão: tempo é dinheiro. Conhecido de perto um universo em que ter do “bom e do melhor” é sinônimo de uma vida sossegada. Também deve ter escutado, e acreditado, que comprar roupas, sapatos e supérfluos alivia o estresse, principalmente, das mulheres durante a tensão pré-menstrual (TPM). Que shopping é e será um dos melhores lazeres desta vida moderna. Agora, suponha que tudo isso virasse de cabeça para baixo. Em nome da simplicidade do ser, homens e mulheres, de idades diferentes, chacoalharam esses velhos conceitos cada vez mais impostos à sociedade e optaram, sem culpa e com leveza, por uma vida simples. Acreditam que precisam de pouco para se satisfazer e asseguram que o lucro com tudo isso não se vende nem se troca, e tem nome: felicidade.
Não se trata de um movimento, mas um fenômeno sem causa única e nenhuma regra. Essas pessoas estão, aos poucos, caminhando por conta própria em busca da simplicidade, sem fazer publicidade disso. E não estão sós. A tal simplicidade já chama a atenção do mundo, já que grandes homens, que poderiam esbanjar mordomias, disseram “não” a elas e a tudo que elas remetem. O ex-guerrilheiro José Mujica, atual presidente do Uruguai, por exemplo, mora em uma casa deteriorada na periferia de Montevidéu, sem empregado nenhum. Seu aparato de segurança: dois policiais à paisana estacionados em uma rua de terra.
Outro que recebeu os olhares do planeta é o papa argentino Francisco, que despertou a simpatia dos católicos e até mesmo de quem não segue a religião, por quebrar protocolos da Igreja. Sabe-se que antes de chegar ao cargo mais alto da instituição, no dia 13, quando foi escolhido como papa, ele andava de metrô e ônibus por Buenos Aires e cozinhava a própria comida. Já como líder do catolicismo, ele dispensou o carro oficial ao celebrar uma missa e caminhou pelas ruas, aproximando-se mais do povo.

contioutra.com - Conheça pessoas que optaram por uma vida mais simplesBONS EXEMPLOS

Certos de que há muito mais quando se tem menos, os entrevistados para esta reportagem servem como verdadeiras lições de vida. Maria Madalena Aguiar, de 66 anos, diz ser “feliz demais” em levar uma vida baseada na simplicidade e acredita, por exemplo, que está mais perto de Deus. Já Guilherme Moreira da Silva, de 56, mora em um sítio em Macacos, na Grande BH, e garante que “ser simples” traz a ele conforto, alegria, prazer e felicidade. A mesma sensação tem Priscila Maria Caliziorne Cruz, de 23, que ao optar por esse estilo de vida diz ter ampliado sua consciência, ficando mais inteira e presente na vida. “A simplicidade nos obriga a olhar para nós mesmos”, comenta o frei Jonas Nogueira da Costa, que desde menino se encantou pela vida de São Francisco de Assis e adotou a espiritualidade franciscana. Para a advogada Débora Paglioni, de 23 anos, ser simples vai muito além de ter dinheiro. “Tem a ver com bem-estar e consciência”, afirma.

SOMENTE O NECESSÁRIO

Carro, só ser for para locomoção. Telefone é para se comunicar, não precisa de touch screen nem aplicativos mirabolantes. Roupas ou sapatos novos somente quando forem de extrema necessidade, afinal, para quê mais? Comer bem não é ir a restaurante refinado, mas aquilo que é feito em casa. Ter uma vida simples passa por muitas dessas posturas, que não são regras.
Mas quem decide viver com o que é necessário nega o que hoje é tão valorizado, como a corrida disparada pelos melhores celulares, casa, carros e as mais belas joias. E acaba consciente de que o tempo e a energia investidos para a aquisição de coisas podem minguar as oportunidades de conviver com o outro, de buscar a espiritualidade, autoconhecimento e senso de comunidade. É como se essas pessoas se abrissem mais para o mundo ao seu redor e dissessem: “Desapeguei”. Talvez por isso, elas são serenas, sorridentes e leves, vivendo somente com o necessário, aquilo que para elas é essencial.

Esse desapego e vontade de viver somente com o que precisa não é algo que a humanidade conheceu hoje. O psicólogo, psicanalista e doutor em filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Carlos Roberto Drawin destaca que esse comportamento é antigo e vem desde antes do cristianismo. “Vem de uma sabedoria grega. Não é só no sentido de não ter bens materiais, mas não transformá-los em uma tirania.” Ele conta que existia uma corrente da filosofia grega, o chamado estoicismo, que mostrava que o homem só atinge a felicidade se ele for livre, ao se livrar das dependências dos bens materiais. “Isso foi seguido tanto por um escravo quanto pelo imperador.”
De tanto desapegar desses bens, Guilherme Moreira da Silva, de 56 anos, é chamado de Mazzaropi pelos amigos, em alusão ao cineasta, ator de rádio, TV, de circo, cantor e diretor Amácio Mazzaropi, que, mesmo rico, foi conhecido como o gênio da simplicidade. Ele marcou a história do cinema nacional ao mostrar personagens simples e uma linguagem bem próxima do povo. Guilherme não optou pela arte. Desde menino, sofria de bronquite e a medicina não lhe dava esperança de cura. Por meio de uma vida que ele mesmo chama de alternativa, conseguiu se livrar da doença, desafiando até o diagnóstico médico.
Formado em arquitetura e especializado em paisagismo, ele morou na Espanha por um ano. Mas foi em um sítio em meio à natureza, que se encontrou. Por 15 anos, morou ali sem energia elétrica. Ele diz até hoje não comprar roupas e só usar aquelas que seus irmãos lhe dão. “Não atribuo grandes valores ao materialismo. Tenho uma caminhonete porque preciso dela para trabalhar.”
Guilherme hoje mexe com produtos naturais, vende pães integrais e come tudo o que planta. Onde mora não há internet. “A minha bronquite que me incomodava muito. Queria uma vida saudável. Esse modelo que adotei tem raízes profundas em querer sobreviver e gostar da vida. Chegou o momento em que o mais importante era a qualidade do ar que respirava , o contato com a terra e a comida que comia.”
Em uma casa de alvenaria sem luxos nem precariedade, Guilherme tem uma televisão, que de vez em quando é ligada. “A vida pode ser muito mais simples. A busca por ter tudo, trocar o velho pelo novo, traz desconforto. A sociedade nunca está satisfeita.” Para ele, a vida no campo traz essa simplicidade, alegria, conforto e prazer.

contioutra.com - Conheça pessoas que optaram por uma vida mais simplesESFORÇO

Professor do curso de ciências sociais da PUC Minas, Ricardo Ferreira Ribeiro diz que hoje as pessoas fazem um esforço danado para ter renda e, por outro lado, geram um estresse, acúmulo de trabalho e problemas de saúde. “A opção pela vida simples tem sido mais singela, há menos requinte, mas exige menos esforços.” Ele lembra que os hippies chegaram a optar por esse modo de vida, como crítica ao consumismo. “Esse modo de viver aproxima mais as pessoas, cria-se uma empatia.”
Para o frei Jonas Nogueira da Costa, de 37, viver com pouco se aprende ao estar perto daqueles que têm poucas condições financeiras. De família simples e católica, ele sempre participou das atividades da igreja de Três Rios, sua cidade natal, no interior do Rio de Janeiro, o que despertou sua vontade de ser padre. Em 1995, entrou para a Ordem dos Frades Menores, motivado pelo exemplo de São Francisco de Assis, que dedicou a vida à simplicidade e aos pobres. “A proposta de simplicidade, de viver como irmão e ter uma vida de oração são pilares que me encantaram”, diz. A simplicidade para Jonas é entendida como partilha. “Você não pode chegar a Deus com títulos acadêmicos, roupas e outros. Deus é simples.”
O frei conta que a principal mudança que sentiu na sua opção devida foi no conceito de posse. “As coisas que eram da minha família pertenciam a eles e a mim. Hoje, tenho o conceito do nosso.” Suas posses, segundo ele, são os livros. Não se importa com roupas e compra só o necessário. “A simplicidade tem o campo prático e político. No primeiro, é o contato com as pessoas mais simples e afetos com as plantas e animais. No segundo, é a denúncia do consumismo que gera frustrações.”
Ele ensina que a vida simples permite o contato consigo mesmo. “Nos obriga a olhar para nós mesmos e ao nos depararmos com o ser humano que somos nos libertamos das grandes tentações do consumismo.” O grande ganho para o frei é a felicidade como comunhão, prazer nas pequenas coisas , estar bem consigo mesmo. “Temos que fazer o que gostamos. A minha opção me faz bem, humano e feliz.”
Para o frei, quem segue a vida baseada na simplicidade, independentemente da religião, tem que aprender a escutar os pobres materialmente e socialmente. “Eles são os nossos mestres. Há muita coisa que dissemos que são fundamentais para nós, e vemos que outras pessoas conseguem viver sem aquilo. Às vezes temos tudo e não abrimos mão de nada, e esse pobre consegue sorrir e falar de Deus. Por trás disso, há uma sabedoria. Não há uma receita pronta para essa vida simples. Cada um tem que fazer a própria síntese”, aconselha.

Compra consciente

Mudar os hábitos de consumo e só adquirir produtos de que realmente precisa é uma opção de vida de quem busca ser mais saudável
Não é preciso sair da capital ou se dedicar integralmente ao sacerdócio para ter uma vida simples. Essa opção de vida, apesar de a luta ser ainda maior, é bem possível na cidade grande, mesmo com as tentações do consumo e seus exageros bem próximos. A simplicidade, muitas vezes, está na essência da alma e em atitudes conscientes, e não é preciso radicalismo para chegar até ela. O professor do curso de ciências sociais da PUC Minas- Ricardo Ferreira Ribeiro diz que essa opção de vida pode ser uma certa crítica aos valores ligados à ostentação e ao padrão de vida de pessoas que não conseguem abrir mão dos bens materiais. “A gente acaba consumindo muitas coisas, para quê? Qual a finalidade desse bem que se adquire?”, provoca.
Foram essas as perguntas que motivaram a psicóloga Marina Paula Silva Viana, de 28 anos, a enfrentar um desafio: um ano sem compras. De junho de 2011 até junho de 2012, ela não comprou nada de supérfluo e criou um blog na internet relatando sua experiência durante esse período. A página levou o nome do desafio, Um Ano sem Compras. Mineira de Belo Horizonte, a jovem mora desde 2008 em Curitiba e achava que a proposta seria difícil. “O mais complicado é conter o primeiro impulso. Mas vi que isso é bem possível.” O dinheiro que usava para comprar roupas, bolsas, calçados e cosméticos foi gasto em lazer. “Sempre gostei dessa opção de vida, e queria fazer essa experiência. Você percebe que tem outras prioridades na vida. Passei a fazer mais programas ao ar livre, a aproveitar atividades intelectualizadas. Quando estamos imersos no consumo, deixamos o que nos dá prazer em segundo plano. Passada essa experiência, hoje compro bem menos e me foquei no que é essencial para mim.”contioutra.com - Conheça pessoas que optaram por uma vida mais simples
Como psicóloga, Marina conta que muitos pacientes trazem para o consultório frustrações vindas do consumo. “As pessoas estão consumindo mais. E isso acaba tendo uma função psicológica. Ela acabam acreditando que a personalidade está ligada ao que consomem.” Formada em teatro, produtora do curso de educação gaia em BH e estudante de letras na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Priscila Maria Caliziorne Cruz, de 23, diz que a vida simples vem dos pilares que recebeu em casa e das suas buscas e anseios. “São escolhas diárias. Encontrei em BH, no meio urbano, uma alternativa mais simples para viver.”
Ela conta que o segredo dessa opção está na consciência do que se busca. “Sabemos que ter um telefone é importante para atender a necessidade. Mas nem sempre essa necessidade por um produto acompanha moda e o que está no mercado.” Há 10 anos, a jovem não entra em shopping, pois, segundo ela, é um ambiente que a incomoda, principalmente pelo objetivo daqueles que estão ali e os tipos de relações estabelecidas. “Participo de um encontro anual de trocas de roupas. Para a minha alimentação, participo de redes de agricultura urbana, que são alimentos produzidos na cidade. Compramos diretamente dos produtores, sai mais barato e não acumula tanto valores.”
A maior preocupação de Priscila é com o meio ambiente. Ela procura ter atitudes sustentáveis, como reciclagem de lixo, usar carona ou transporte público. “Essa opção de vida me faz sentir em harmonia comigo mesma. Quando fiz essa escolha, é como se tivesse responsabilidade com as pessoas ao meu redor.” Ela diz que o encontro com esse modo de vida foi motivado por uma busca de vida saudável, da saúde do corpo e da mente . “Nunca fiz escolhas motivada pelo financeiro.”

BENS MATERIAIS

Por mais que as quatro filhas insistam, Maria Madalena Aguiar, de 66 anos, fica bons anos sem comprar roupas. Prefere consertar as que tem e não se importa com a idade delas. Um vestido e um tamanco já estão de bom tamanho. Mesmo morando na capital, a essência, adquirida na infância, na roça e durante os três anos que morou em um convento em São Paulo, ela mantém intacta e com orgulho. Diz já ter conhecido muitas pessoas que ostentam bens materiais. “É de dar dó”, comenta.
Certo dia, uma de suas filhas a chamou para sair. Ela logo pegou a bolsa de pano e disse estar pronta para acompanhá-la. A filha sugeriu que mudasse de roupa. “Você quer o que visto ou a minha companhia?”, respondeu Madalena. Apaixonada pelas poesias que cria, ela conta que prefere andar de ônibus ou a pé a ir de carro. “Temos pernas é para andar.” Compras com ela, só o essencial. O seu lazer é mexer na terra, com as plantas e aprender com elas. “A vida simples é uma sabedoria”, avisa. Para ela, ajudar o outro a ter um coração bom são as grandes riquezas do ser humano.
Madalena conta a lenda que lhe serve de inspiração. “Uma vez, um turista viajou para conhecer um grande sábio. Quando chegou, disse a ele que queria conhecer seus móveis. O sábio, muito tranquilo, mostrou que só tinha uma cama e uma cadeira e o convidou a entrar. O homem não aceitou, disse estar só de passagem. O sábio respondeu: ‘Eu também’.” Para essa senhora, a história aponta o que devemos pensar antes dos bens materiais serem nossos donos. “Caixão não tem gaveta. Estamos aqui só de passagem.” (LE)
Viver com o essencial

O New York Times já publicou um artigo sobre a vida de Graham Hill, que vive em um estúdio de 420 pés. Ele tem seis camisas, 10 tigelas rasas que usa para saladas e pratos principais. Não tem um único CD ou DVD. Era rico, tinha uma casa gigantesca e cheia de coisas – eletrônicos , carros e eletrodomésticos. “De uma certa forma, essas coisas acabaram me consumindo”, disse na entrevista. Em 1998, em Seattle, vendeu sua empresa de consultoria de internet, Sitewerks, por muito dinheiro e passou a comprar muito. Entre as compras, um Volvo preto turbinado. Mas tudo isso passou a incomodá-lo e a ficar sem graça. E ele decidiu viver somente com o essencial.

Selfie: a ilusão do ser

Selfie: a ilusão do ser

“Selfie”- a definição

 

Selfie – junção do substantivo self (em inglês “eu”, “a própria pessoa”) e o sufixo ie – ou selfy é um tipo de fotografia de autorretrato, normalmente tomada com uma câmera digital de mão ou celular com câmera. Foi considerada a palavra internacional do ano de 2013 pelo Oxford English Dictionary. (Wikipédia)

contioutra.com - Selfie: a ilusão do ser
Recorte da obra “Echo and Narcissus'”, de John William Waterhouse

“Selfie”- a ilusão do ser

O ritmo é frenético.

Nessa rapidez,

valoriza-se o externo.

o descartável.

o superficial.

Na imagem: ser feliz a todo custo.

“Selfies”, repetições de si.

Autorreferência.

Espelhos.

Ilusões.

Solidão.

Josie Conti

30 de julho de 2014.

Veja também: “Selfies” e a era de Narciso

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Como você percebe o mundo? Teste de percepção

Como você percebe o mundo? Teste de percepção

Teste baseado nos conceitos da Programação Neurolinguística.

Temos uma tendência para perceber os acontecimentos em nossa volta. Adaptamos tudo o que acontece por meio de imagens, sons e sensações.

INSTRUÇÕES

Em cada uma das questões seguintes, numere as frases de acordo com sua preferência, utilizando o seguinte sistema:

4 = a frase que melhor descreve você
3 = a próxima melhor descrição
2 = a próxima melhor
1 = a frase que menos descreve você

1 – Eu tomo decisões importantes baseado:

____ em meus sentimentos mais internos
____ naquilo que soa melhor
____ no que se mostra melhor para mim
____ em considerações e estudos precisos das questões

2 – Durante uma discussão, sou mais influenciado:

____ pelo tom da voz da pessoa
____ se consigo enxergar a motivação do outro
____ pela lógica de argumentação da outra pessoa
____ se me sinto em contato com os verdadeiros sentimentos da outra pessoa

3 – Eu comunico mais facilmente o que está acontecendo comigo:

____ pela maneira com que me visto e me mostro
____ pelos sentimentos que compartilho
____ pelas palavras que escolho
____ pelo tom da minha voz

4 – É mais fácil para mim:

____ encontrar o volume e o som ideal em um aparelho eletrônico
____ selecionar o ponto intelectualmente mais relevante num assunto interessante
____ escolher os móveis mais confortáveis
____ selecionar combinações de cores ricas e atraentes

5 – Posso afirmar que:
____ sou muito atento aos sons do ambiente
____ me importa muito se os acontecimentos que vivencio fazem sentidos
____ sou muito sensível à maneira como sinto as peças de roupa em meu corpo
____ tenho uma grande reação às cores e à maneira como elas estão distribuídas em um ambiente.

COPIE AS RESPOSTAS DE CADA UMA DAS QUESTÕES

(1)    (2)    (3)    (4)    (5)

___C ___A ___V ___A ___A
___A ___V ___C ___D ___D
___V ___D ___D ___C ___C
___D ___C ___A ___V ___V

TRANSPONHA ESSAS RESPOSTAS PARA A GRADE ABAIXO E SOME OS NÚMEROS ASSOCIADOS COM CADA LETRA

(ou seja, vamos descobrir, pela soma, quantos pontos você fez para cada área)

VISUAL (V) CINESTÉSICO (C)
1 – _________ 1 – __________
2 – _________ 2 – __________
3 – _________ 3 – __________
4 – _________ 4 – __________
5 – _________ 5 – __________
TOTAL______ TOTAL ______

AUDITIVO (A) DIGITAL (D)
1 – _________ 1 – __________
2 – _________ 2 – __________
3 – _________ 3 – __________
4 – _________ 4 – __________
5 – _________ 5 – __________
TOTAL______ TOTAL ______

Resultados:

O seu perfil predominante corresponde a área em que você somou mais pontos.

VISUAL

As pessoas visuais memorizam através das imagens que vêem. Tem mais dificuldades para relembrar instruções recebidas verbalmente e acham longos discursos bastante enfadonhos. Tendem a sonhar acordados e visualizar projetos futuros. Falam rapidamente, gostam de espaço e costumam fazer longos gestos para cima, com a cabeça, braços e mãos. O olhar é sempre voltado para cima quando lhe perguntamos algo. Suas expressões preferidas: ver, olhar, aparência, desenhar, iluminar, claro, foco, imagem, movimento, deslumbrante, prever, nebuloso, encher os olhos, etc.

CINESTÉSICO

As pessoas cinestésicas (sinestésicas) costumam falar devagar e respirar pausadamente. Respondem ao contato físico, são sensíveis às mudanças climáticas e gostam de tudo aquilo que podem tocar e sentir. Seu processo de memorização se dá através da execução, por isso depende totalmente de seu envolvimento com o conteúdo que quer aprender. Suas expressões prediletas: sensações, toque, em suas mãos, aconchegante, bloquear, doce, duro, insensível, dê-me uma mão, macio, quente, frio, calmo, perfumar, suave, vibrante, gosto, manter a calma, aperto, etc.

AUDITIVO

Se você é do tipo auditivo, consegue se concentrar no que está ouvindo, gosta muito de música e adora falar ao telefone. As pessoas auditivas geralmente se lembram das palavras exatas que alguém disse numa reunião, mas podem não se lembrar da cor da sala, por exemplo. Para elas, o tom da voz e as palavras são os elementos mais importantes de uma conversa. Sua principais expressões: ouvir, escutar, sou todo ouvidos, silêncio, diga, declarar, dobre a língua, ecoar, perguntar, questionar, porta-voz, ritmado, surdo, tagarelar, no mesmo tom, etc.

DIGITAL

As pessoas do tipo digital passam um bom tempo conversando consigo mesmas, a fim de entender as situações à sua volta. Tudo tem de fazer sentido, possuir lógica (daí ser chamada de digital, que é sinônimo de lógico). Tem facilidade de memorizar através de passos, procedimentos e seqüências. Usam frases bem elaboradas, são investigadoras e especulativas. Suas expressões prediletas: experiência, compreensão, pensamento, aprendizado, processo, decisão, motivação, mudança, percepção, estar consciente, mentalizar, pensar, sistematizado, ter em mente, etc.

Fonte

Nota: Essa página compartilha materiais como esse com o objetivo de entretenimento.

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O amor entre moradores de rua e seus animais de estimação. Confiram!

O amor entre moradores de rua e seus animais de estimação. Confiram!

Companhia, proteção ou bem-estar emocional e psicológico? O que une homens e animais e os faz com que compartilhem suas vida?

Mais do que alimento…companhia!

Mais do que calor…afeto!

Mais do que caridade…aceitação incondicional.

A fotógrafa Norah Levine  foi a responsável pelas imagens do projeto Lifelines que fotografou e gravou depoimentos sobre a relação de moradores de rua e seus animais de estimação.

No vídeo que está no final da matéria, por exemplo, uma das moças diz que as pessoas vem e vão, mas o seu cão está sempre com ela.

Creio que as imagens abaixo dispensam mais palavras…

 contioutra.com - O amor entre moradores de rua e seus animais de estimação. Confiram!

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Veja o vídeo:

Saiba mais sobre o projeto Lifelines

Conheça a árvore REAL que dá 40 frutos!

Conheça a árvore REAL que dá 40 frutos!

Em 2008, Van Aken descobriu que um pomar na Estação Experimental Agrícola do Estado de Nova York, estava prestes a ser encerrado devido à falta de financiamento.

Lá existiam frutas de caroço que já datavam de mais de 150 -200 anos de idade. Ele sabia que perder este pomar poderia extinguir  muitas dessas variedades raras e antigas de frutas.

Para preservá-las, Van Aken comprou o pomar, e passou os anos seguintes tentando descobrir como enxertar partes das árvores numa única árvore frutífera.

Trabalhando com um grupo de mais de 250 variedades de frutas de caroço, Van Aken desenvolveu um cronograma de quando cada uma florescia em relação à outra e começou a enxertar algumas na estrutura da raiz de uma árvore.

Uma vez que a árvore tinha cerca de dois anos de idade, Van Aken usou uma técnica chamada chip de enxertia para adicionar mais variedades em ramos distintos. Esta técnica envolve a retirada de um pedaço de uma árvore de fruta que inclui o botão, e inserir numa incisão na árvore de trabalho.

Após cerca de cinco anos e vários ramos enxertados, a primeira árvore de 40 frutos de Van Aken estava completa. A árvore parece uma árvore normal na maior parte do ano, mas na Primavera revela um mosaico impressionante de flores rosas, brancas, vermelhas e roxas.

Essas flores transformam-se numa matriz de ameixas, pêssegos, damascos, nectarinas, cerejas e amêndoas, durante os meses de verão. Não só é um belo exemplar, mas também ajudam a preservar a diversidade de frutas de caroço do mundo.

As frutas de caroço são selecionadas para cultivo comercial tendo por base em primeiro lugar o tempo que se mantêm e, em seguida, o seu tamanho, depois é considerado o seu visual e só no final o seu sabor é levado em conta.

Isto significa que existem milhares de variedades de frutas de caroço no mundo, mas apenas algumas são consideradas comercialmente viáveis, mesmo que não tenham o melhor sabor, ou sejam mais nutritivas.

Van Aken produziu 16 árvores de 40 frutos até ao momento, tendo já plantado em museus, centros comunitários, e coleções de arte privadas em todo os EUA. Ele agora planeia produzir um pequeno pomar dessas árvores num cenário da cidade.

Claro, a pergunta óbvia que permanece é o que acontece com todos os frutos que são colhidos destas plantas? Van Aken afirma que a árvore não produz apenas um fruto em excesso mas sim boas quantidades de cada uma das variedades presentes.

Veja abaixo o vídeo com a apresentação da árvore.

Veja as imagens do processo:

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Mudas que serão enxertadas em um único tronco
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Técnica chip de enxertia para adicionar mais variedades em ramos distintos. Esta técnica envolve a retirada de um pedaço de uma árvore de fruta que inclui o botão, e inserir numa incisão na árvore de trabalho.
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Mapa do enxerto em uma árvore real.
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A árvore parece uma árvore normal na maior parte do ano, mas na Primavera revela um mosaico impressionante de flores rosas, brancas, vermelhas e roxas.
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Nessa imagem é possível ver a diversidade de frutos.
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Frutos colhidos de uma mesma árvore.

Fonte em espanhol

Ciência online

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Ouro Preto, histórias e curiosidades

Por María Beatriz Valdívia

Ouro Preto, cidade anacrônica e fascinante, nasceu no final do século XVII sob o nome de Vila Rica, como resultado da aventura colonizadora do interior brasileiro. Vila Rica cresceu e exauriu-se o ouro, mas o surgimento e apogeu da arte colonial em Minas Gerais- fenômeno ligado à exploração do ouro, acontecido no século XVIII – veio criar uma cultura dotada de características peculiares e uma singular visão do mundo. A Inconfidência Mineira por sua vez marcou o auge do pensamento político e fez mártires entre padres, militares, poetas e servidores públicos, liderados por Tiradentes.

Com a Independência, a cidade recebe o nome de Ouro Preto e torna-se a capital de Minas até 1897. É instituída Patrimônio da Memória Nacional a partir de 1933 e tombada pelo IPHAN em 1938. Em 1980 é declarada Patrimônio Cultural da Humanidade, pela UNESCO.

A história da cidade é cheia de fatos e versões que acabaram se tornando verídicos com o tempo.

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Ouro Preto- Minas Gerais- Brasil

A descoberta: a data oficial da chegada do bandeirante Antônio Dias à região que seria chamada de Vila Rica é de 24 de junho de 1698, mas há evidências que diversas bandeiras já haviam passado anos antes. O frade e cronista italiano Antonil no livro Riqueza e Opulência no Brasil, publicado em 1711, narra que o descobridor de ouro nas Minas Gerais foi um mulato que andava buscando índios.

Tiradentes pobre e iletrado: o pai de Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, era responsável pela fiscalização de pesos e medidas, cargo de grande importância no Brasil colônia e a família era dona de uma enorme propriedade. Joaquim não era formado, mas exercia a medicina informal. A função de dentista era vista em igualdade com a de médico, já que naquela época eram raros os médicos formados em universidades da Europa. Tiradentes possuía boa caligrafia, gostava da leitura, em especial das proibidas, que ele lia em inglês e francês e contava com conhecimentos de mineração, engenharia, botânica e técnicas militares, além de ser influente nos meios comerciais da época.

Há quem ainda acredite que a Inconfidência Mineira foi apenas um movimento de portas fechadas sem apoio popular. Mas um dos motivos pelo qual o movimento foi desbaratado foi justamente pela participação cada vez maior de pessoas além do grupo original, formado inicialmente por intelectuais. O papel de divulgador do movimento cabia a Tiradentes, que se encarregava de atrair novos participantes pelas cidades por onde passava enquanto trabalhava.

Chico Rei: uma das figuras mais lendárias da história de Ouro Preto pode nunca ter existido. Chico teria chegado ao Brasil por volta de 1740 e as únicas fontes de referencia sobre sua vida se resumem a uma nota de rodapé no livro A Historia Antiga das Minas Gerais de 1904 escrito por Diogo de Vasconcelos. Segundo a tradição, teria sido rei de uma tribo africana e dono de um enorme séquito. Sua mulher e filhos morreram no mar a caminho do Brasil, restando apenas um filho e alguns compatriotas. Vendido para o trabalho nas minas, passou a liderar um movimento de resistência pacífica que residia na compra da liberdade de seus companheiros. A igreja de Santa Efigênia, cuja iniciativa de construção é atribuída a ele, não inclui seu nome em nenhum dos registros da ordem. Acredita-se que Chico Rei fez fortuna após comprar a famosa Mina da Encardideira, hoje Mina do Chico Rei, mas não existem documentos que comprovem que a mina, redescoberta na década de 50, tenha sido realmente administrada por um escravo, coisa bastante rara de se ver na época em que os direitos de mineração eram concedidos apenas para brancos.

Aleijadinho: a primeira biografia de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, data de 1858 e foi publicada num jornal da época por Rodrigo José Ferreira Bretas e ainda hoje gera controvérsias por não ser fundamentada em documentos ou qualquer outra fonte histórica oficial. Ela se baseia nos relatos da nora do artista, que contava com 89 anos na época. Aleijadinho trabalhou, em tese, de 1755 a 1812. Por volta dos 40 anos foi acometido por uma doença, ainda hoje desconhecida, que lhe causou paralisia nas mãos e pés e depois necrose, perda dos dedos e deformação da face. Cerca de 30 doenças já foram atribuídas a ele por uma legião de médicos, pesquisadores, historiadores e fanáticos. Hoje a hipótese mais aceita é o reumatismo deformante. O fato é que Antônio Francisco Lisboa nunca foi chamado em vida pela alcunha de Aleijadinho, o nome teria sido uma criação moderna. Outro fato controverso é a ideia de que Aleijadinho fosse mesmo filho de um dos maiores arquitetos do período colonial, Manoel Francisco Lisboa, responsável pelas obras da Matriz de Antônio Dias, pelo palácio do Governo e pela igreja de Nossa Senhora do Carmo, entre outras. A polêmica nasce do fato de que na certidão de batismo de Antônio F. Lisboa de 1730, consta o nome do pai como Antônio Francisco da Costa, e não Lisboa. A diferença de datas atribuídas ao nascimento do artista também gera esta desconfiança. Segundo Bretas, Aleijadinho teria nascido em 1730, mas em sua certidão de óbito consta que teria morrido em 1814, aos 76 anos, portanto nascido em 1738. Outro fato interessante é que Manuel Francisco Lisboa era casado e pai de quatro filhos quando Aleijadinho nasceu. Era estranho que naquela época um português, de origem nobre assumisse oficialmente um filho bastardo com uma escrava. Para alguns historiadores a filiação de Aleijadinho ao arquiteto é apenas uma solução para a questão: onde Antônio Francisco aprendeu suas técnicas?

Outra questão polêmica: Aleijadinho teria morrido pobre, o que não condiz com a condição de destaque de seu suposto pai, um dos homens mais bem sucedidos da região.

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Ouro Preto- Fotomontagem

Saiba mais:

http://www.ouropreto.org.br

http://www.bomsera.com.br/2014/01/5-fatos-controversos-sobre-historia-de.html

http://www.cidadeouropreto.com.br/index.html

Valter Nascimento Coelho

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María Beatriz Valdívia

Professora de francês e português, trabalha com grupos de estudantes a partir dos 16 anos em cursos abertos à comunidade. Acredita que a atividade docente, a interação com os alunos e as amizades conquistadas ampliam horizontes e alimentam sonhos. Escreve sobre sua terra natal, a Argentina, assim como sobre tudo o que tenha a ver com desenho, pintura, viagens e literatura, temas que permitem conhecer e compreender outros jeitos de ser e viver, outros olhares.

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MIUDÁDIVAS, PENSATEMPOS, por Mia Couto

MIUDÁDIVAS, PENSATEMPOS,  por Mia Couto

MIUDÁDIVAS, PENSATEMPOS

(A Manoel de Barros, ensinador de ignorâncias)

Estou sem texto, enriquecido de nada. Aqui, na margem da floresta, me desbicho sem vontades para humanidades. Entendo só de raízes, vésperas de flôr. Me comungo de térmites, socorrido pela construção do chão. No último suspiro do poente é que podem existir todos sóis. Essa é minha hora: me ilimito a morcego. Já não me pesam cidades, o telhado deixa de estar suspenso ao inverso em minhas asas. Me lanço nessa enseada de luz, vermelhos desocupados pelo dia. Nesse entardecer de tudo vou empobrecendo de palavras. Não tenho afilhamento com o papel, estou pronto para ascender a humidade, simples desenho de ausência. Na tenda onde me resguardo me chegam, soltas e díspares, desvisões, pensatempos, proesias. Assim, em miudádivas a Manoel de Barros, meu ensinador de ignorâncias:

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Fotomontagem usando como base o pássaro de Stefan Caltia

A primavera cabe dentro do grilo.
Cigarras se alfabetizam de silêncios.
No liso da parede,
a osga se prepara para transparências,
ganhando a forma do nada.
Enquanto o ramo
vai transitando para camaleão
a aranha confunde madrugada com sotão.
Na mafurreira,
sobem ninhos de arribação, ovos do arco-íris.
Minha tenda se engrandece em teia.
Uma mosca se inadverte na armadilha.
Igual o amor
que me rouba artes de viver.

Formigas transportam
infinitamente a terra.
Estarão mudando
eternamente de planeta?
Estarão engolindo o mundo?

Insectos sonham ser olhados pelo sol.
Mas só a chama da vela os vê.
Já o ovo é iluminado por dentro,
tocado pela luz do infinito.
O ovo repete o estreante início,
a redundante gravidez do mundo.

Por isso, este surpreendido ovo
não tem competência para meu jantar.
Pena o estomago não entender poesias.

Nada se parece tanto: poente e amanhecer.
Defeitos na tela do firmamento ?
Instantâneas aves,
andorinheiras, pedras que se despoentam.
A noite acende o escuro.
Tudo semelha tudo.
Só a coruja atrapalha a eternidade.

Está chovendo horas,
a água está a ganhar-me semelhanças.
Escuto ventos, derrames de céu.
Parecem-me luas e são lábios.
A tua boca me ilude, sou culpado de teu corpo.
Saudade: sou mais tu que tu.

Escuto, depois, a enchente.
Longe, a água desobedece a paisagens.
O rio toma banho de troncos,
raízes da água se soltam.
Sigo de catarata, luz encharcada.
E peço desculpa à margem:
desconhecia as unhas de minha transbordância.

Meu sonho está cego para razões.
Sei só escrever palavras que não há.
O sono me encaracola:
estou a ser pensado por pedras,
me habilito a chão, o desfuturo.

Mia Couto

Texto escrito em fevereiro de 1997.

Nara Rúbia Ribeiro: colunista CONTI outra

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Escritora, advogada e professora universitária.
Administradora da página oficial do escritor moçambicano Mia Couto.
No Facebook: Escritos de Nara Rúbia Ribeiro
Mia Couto oficial

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