8 maneiras de aprender psicologia na internet

8 maneiras de aprender psicologia na internet

Todo mundo gosta de saber como o cérebro funciona e entender o comportamento de outras pessoas. Quer se tornar um craque no assunto? Você pode ter contato com os fundamentos da psicologia, ensinados por professores de instituições como Yale e MIT, sem ter de encarar horas de voo. Tudo a partir do computador da sua casa. Selecionamos oito cursos gratuitos para se aventurar:

Psicologia Geral, Universidade da Califórnia em Berkeley
Disponível no Veduca, o curso tem 24 alunas ministradas pelo professor John F. Kihlstrom. Elas abordam os conceitos básicos da área. O conteúdo é legendado em português.

Introdução à Psicologia, Yale
Comandadas por Paul Bloom, as aulas exploram os fundamentos da psicologia, o desenvolvimento do pensamento, a comunicação, a consciência e a vida em sociedade. Todo o material é legendado em português.

A Psicologia da Felicidade, TED
Uma seleção de sete palestras sobre a ciência por trás da felicidade. Entre elas, “Psicologia Positiva”, de Martin Seligman, “Porque amamos e traímos”, de Helen Fisher, e “As Origens do Prazer”, de Paul Bloom. Legendado em português.

Introduction to Psychology (Introdução à Psicologia), MIT
Perfeito quem vai os primeiros passos na área e domina bem o inglês — já que não há legendas. Ministrada por John Gabrieli, a disciplina tem em 24 aulas e inclui fala sobre as bases mentais e neurais da percepção, emoção, aprendizagem, memória, cognição, o desenvolvimento da criança, personalidade, psicopatologia e interação social.

Instituto de Psicologia da USP
A playlist no YouTube inclui diversos vídeos gravados na universidade, que podem ajudar a aprofundar os conhecimentos. Há discussões sobre a ética na pesquisa, neurologia na alfabetização, sexualidade, entre outras. Em português.

Families and Couples (Famílias e casais), Universidade da Califórnia em Los Angeles
Você acha que o amor é algo impossível de entender? Essas 18 aulas do professor Benjamin Karney estão prestes a te provar o contrário. “Sim, você pode estudar o amor. Tenho estudado por mais de 20 anos”, afirma Karney. Em inglês.

How to Think Like a Psychologist (Como pensar igual a um psicólogo), Stanford
Neurocientistas e pesquisadores explicam sua atuação — desde política e educação até como criar os filhos. Em todas as aulas, os palestrantes falam durante 45 minutos, seguidos por aproximadamente 30 minutos de perguntas. Em inglês.

Brain and Behavior (Cérebro e comportamento), Universidade de Nova York
Com 24 vídeos, a disciplina é ministrada por Wendy Suzuki. “A aula está focada em neurociência, tentar entender como o cérebro nos permite ver, sentir, compreender, lembrar e fazer tudo que nos faz sermos quem somos”, diz a professora. O conteúdo é em inglês.

Fonte indicada: Galileu

Depressão na infância e na adolescência

Depressão na infância e na adolescência

Recebo muitos pedidos para escrever sobre comportamento infantil e adolescente. Mantenho sempre meu foco distante dos transtornos, tentando levá-los à reflexão sobre a vida humana dentro da sua naturalidade. Temos visto mudanças importantes em nossas crianças e adolescentes e eu costumo escrever sempre alertando e responsabilizando os pais pelo importante papel que exercem. Hoje, sendo um pouco diferente do meu estilo, quero trazer a vocês algumas informações sobre uma doença para que ela não seja confundida com os pedidos habituais de socorro visto em crianças e adolescentes, decorrentes da negligência e indiferença dos pais.

O Transtorno Depressivo Infantil é um quadro sério e capaz de comprometer o desempenho, o desenvolvimento e a maturidade psicossocial da criança e do adolescente. A maior dificuldade no diagnóstico e tratamento são os familiares que não acreditam que ela exista ou tentam minimizar o problema, influenciados  por teorias que afirmam que a depressão de origem exclusivamente ambiental, negando as origens biológicas da doença.

Outro fator que compromete o entendimento da depressão na infância e na adolescência é a grande diferença entre seus sintomas e os sintomas da depressão do adulto. Enquanto o adulto deprimido consegue falar sobre seus sentimentos, deixando clara a sua dor e, consequentemente, falar de seus sintomas; a criança e o adolescente não conseguem ter total consciência do que sentem. Dessa forma a doença só pode ser notada através de alguma atitude ou  comportamento característico.

Estão entre os sintomas da depressão na infância e na adolescência a autodepreciação, a instabilidade de humor, os distúrbios do sono, a perda de apetite e/ou de peso, a falta de vontade, a perda da socialização e queda no desempenho escolar e a modificação do comportamento na escola. A presença de alguns desses sintomas já pode caracterizar a doença. A depressão na criança ou no adolescente pode ser inicialmente percebida como perda de interesse pelas atividades habituais, tal como uma espécie de aborrecimento constante diante de coisas que antes ele fazia frequentemente como jogos, brincadeiras, esportes, sair com os amigos, escola, etc. Além dessa apatia, há a preguiça e a redução significativa da atividade. Em alguns casos notamos também a tristeza.

Estão enganadas as pessoas que dizem que as crianças não ficam deprimidas porque não têm problemas e que depressão em adolescentes é normal. Quem disse que precisa ter problemas para ter depressão? Quem disse que depressão é normal? Problemas podem proporcionar tristeza, ansiedade, angústia, mas depressão é outra coisa. É claro que as vivências podem agravar ou desencadear estados de humor problemáticos, entretanto a depressão não é uma resposta imediata e automática para as vivências. Depressão é uma doença, um transtorno afetivo, uma disfunção cerebral com sólida base bioquímica.

Em caso de suspeitar que a criança e/ou o adolescente estão deprimidos observe as mudanças de comportamento. Essas mudanças no comportamento podem ser decorrentes do desenvolvimento da depressão. Quanto mais súbitas, mais importantes elas são. Assim, diante da depressão, crianças antes bem adaptadas socialmente passam a apresentar condutas destrutivas, agressivas, com a violação de regras sociais anteriormente aceitas, oposição à autoridade, preocupações e questionamentos de adultos.

Tendo em vista a importância das mudanças de comportamento infantil, pais e professores devem ficar atentos para acontecimentos que chamam atenção, que sejam incomuns se comparadas estatisticamente à maioria das crianças na mesma faixa etária e situação sociocultural.

Ao se pensar no tratamento o passo mais importante é ter certeza do diagnóstico. É necessário avaliar o grau da doença e sua origem. Nas crianças menores a probabilidade de existir forte componente orgânico é maior, principalmente se houver antecedentes familiares de transtorno afetivo. Nas crianças em idade escolar a depressão pode ser também reativa, ou seja, desencadeada ou determinada por questões vivenciais (bullying, violência física, sexual, maus tratos, falhas educacionais, prejuízos acadêmicos, etc.) As eventuais complicações do quadro depressivo, geradas por eventos ambientais – sejam causas ou consequências -devem ser avaliadas para acompanhamento psicoterapêutico paralelo ao tratamento médico-psiquiátrico.

Donos da verdade são tão distraídos! Mal percebem não passar de uma mentira.

Donos da verdade são tão distraídos! Mal percebem não passar de uma mentira.

Gente que comprou a verdade das coisas é muito, muito chata. Exibe premissas onipotentes, postulados irrevogáveis, certezas inquebrantáveis e outros dogmas como melancias penduradas no pescoço. Despreza qualquer dúvida, desdenha de impressões diferentes das suas e segue a vida agarrada a uma razão falsa e ilusória. Tomada de soberba e afetação, celebra seu poder imbatível mirando os outros em plano superior. Quanto engano! Sua única habilidade é matar seus interlocutores de tédio.

Rasteiros, vingativos e rancorosos, os proprietários da verdade absoluta são criadores de caso, pecuaristas de picuinhas, fazendeiros de asneiras. Desconhecem argumentos e dominam nenhum outro ofício tão bem quanto manejam a arte do grito. Tapam os ouvidos para raciocínios contrários, repetem as mesmas coisas que seus interlocutores já tinham dito, no entanto com outras palavras ou entonações. Só para estarem “certos”. Jamais se dão ao trabalho de ouvir. Não escutam nada além do som da própria voz.

Quando ficam em silêncio enquanto o outro fala, é só para tomar fôlego e devolver frases feitas, velhas máximas que confirmem sua vitória esquizofrênica sobre o resto do mundo. Refletir, ponderar para quê? As certezas e as verdades já estão ali, prontas, à mão, decoradas, na ponta da língua.

Faça um teste. Cogite a possibilidade de contar por aí que uma história amorosa importante na sua vida acabou. Simplesmente chegou ao fim. Porque acontece, não? De vez em quando, amor verdadeiro também acaba. Isso já se deu comigo e com a quase totalidade das pessoas que eu conheço.

Aí vem um portador da sabedoria divina e decreta peremptório, o dedo em riste, a jugular saltada:

– Amor de verdade não acaba.

– Ah, não? E se acabar?

– Se acabar é porque não era amor.

– Ah, tá. Então… se o meu casamento chegou ao fim, não importa o motivo, quer dizer que eu não tinha amor por minha ex-esposa?

– Exato. Se acabou é porque nunca houve amor.

– Sei. É sempre assim?

– Sempre.

– E como é que você pode saber?

– Amor de verdade não acaba.

– Mas você nem me conhece para saber se o meu amor, aquele que acabou, não era verdadeiro!

– Não interessa. Se acabou é porque não era amor.

Uma, duas, três horas depois, se você permitir, a conversa entra em estado de looping. Vai se estender até só Deus sabe quando. Se você der trela, o proprietário da verdade por usucapião será capaz de virar dias e noites repetindo análises prontas e certezas acabadas, montado em sua pose de vencedor da peleja. Donos da verdade são muito, mas muito chatos.

E assim o são com todos os temas. Política, economia, violência urbana, novela das nove, a alta do dólar, a safra do caqui, o rabo da lagartixa. Tudo. O dono da verdade sabe de tudo, tem sempre uma opinião pronta e calcificada. Ele manda em qualquer conversa. Aproxime-se e ele range os dentes. Rosna. Não adianta discutir. Para não se aborrecer, melhor evitar questões polêmicas. Ser de esquerda ou ser de direita? É prudente mudar de assunto. Defender a diversidade sexual? Ihh… vai cutucar um vespeiro. Concorda com a diminuição da maioridade penal ou “vai proteger bandido”? Pense bem se quer mesmo dizer o que pensa a um senhor da razão.

É triste. Mas se você não deseja se chatear, afaste-se de certas teclas. E nunca, jamais, em hipótese nenhuma, ouse tocar em assuntos inflamados como “o feminismo”. Vai abrir uma caixa de pandora e libertar um milhão de demônios raivosos, voando na sua garganta enquanto berram conclusões-padrão e certezas irredutíveis. Mesmo que você defenda radical e fanaticamente a igualdade entre homens e mulheres.

Um bate-boca estéril vai alçar um voo rasteiro por dias e noites, meses e anos, séculos e milênios sem fim, esvoaçando em terreno baixo, arando terra improdutiva.

Ahh… verdade absoluta. Seu nome é Mentira da Silva!

Perdoem-me os arrendatários do supremo juízo, mas expressar posições, posicionar-se assim ou assado perante a vida é uma coisa. Outra é brandir certezas sob a forma de espadas de plástico, os olhos fechados, os ouvidos tapados, e atacar, partir para cima, ganhar a peleja a qualquer custo. Pergunto: será que dá para resolver essa história com mais leveza e aceitar que todos temos o direito de pensar diferente?

Cá pra nós, eu tenho a impressão de que essa gritaria toda, essas bandeiras de pano espesso cobrindo nossos olhos talvez estejam a nos impedir de ver o óbvio: donos da verdade são nada além de escravos de uma boa, grande e velha mentira.

A maquiagem na rede social esconde a chatice da vida real?

A maquiagem na rede social esconde a chatice da vida real?

Uma coisa corriqueira nos dias de hoje é olhar as redes sociais – mentira, a gente não olha, a gente vive nelas – e se deparar com as vidas impecavelmente perfeitas. Gente linda, elegante e sincera para todos os lados. E a felicidade que salta das fotos e vem direto na testa de gente, como um dardo. Não que isso seja ruim, nem que sejamos todos invejosos e não consigamos tolerar a felicidade alheia. Aliás, eu particularmente aprendi numas das redes em que vivo, que “é sempre melhor ter gente feliz por perto, porque gente feliz não enche a paciência de ninguém”. Verdade? Sim. Às vezes…

Gente premeditada, deslumbrada, que não á a mínima para a sua cota de paciência e aluga um dia ou uma noite contando seus planos infalíveis para a sua vida perfeita… essa gente é chata.

Gente que não se importa em ter uma conversa com você, só quer falar e falar e falar, e dizer o quanto é elogiada, o quanto seus filhos são especiais, o tanto que consegue lucrar… essa gente é chata.

Gente que não faz questão de te conhecer bem, que corta seu coração, tratando de assuntos delicados para você como se estivesse displicentemente cortando uma fatia de bolo… essa gente é chata.

Gente que se melindra e cobra atenção, gente que quer ser sempre o centro da festa, gente que quer tirar fotos a todo instante, que marca o território o tempo todo, que pensa nas respostas antes das perguntas, que precisa todos os dias mostrar para o mundo o quanto é feliz e bem amada… essa gente é muito chata.

Mas, ser chato não é motivo suficiente nem para esse texto, nem para excluir qualquer pessoa de nada. Afinal, todos temos uma certa medida de chatice.

Um antídoto bacana para a maioria dos sintomas de uma vida premeditada, é justamente o seu oposto, a surpresa, o inesperado, a espontaneidade.

Tem coisa mais legal do que uma lufada de vento no momento de uma foto? Os cabelos ficam ridículos, mas os sorrisos… pode reparar! Nem dá tempo de fazer aquele bico…

Ninguém deve apontar para o outro e enumerar suas chatices. Além de descortesia, é uma imperdoável falta de educação.

Ficam então, as sutilezas como aliadas para uma boa convivência, e, conforme a ocasião, a coisa fica até engraçada. Se tiver amizade envolvida, tudo se resolve com uns toques e provocações.

Só não vale ser rude! Se não sabe brincar, deixa o que está se divertindo ser feliz!

Dica de livro: ‘O Livro da Psicologia’

Dica de livro: ‘O Livro da Psicologia’

A Psicologia abordada a partir de suas raízes filosóficas.

O que nos faz lembrar e por que nos esquecemos? Como podemos realmente medir a inteligência?
Conheça centenas de teorias de cientistas conceituados como Carl Jung, Freud, Erikson e Piaget.

“A inteligência de um indivíduo não é uma quantidade fixa” [Alfred Binet], “Uma boa vida é um processo, não um estado” [Carl Rogers], “Tudo o que cresce segue um plano preestabelecido” [Erik Erikson] e “Transformamo-nos em nós mesmos através dos outros” [Lev Vygotsky] são apenas quatro das pouco mais de 100 teorias que são apresentadas em ‘The Psychology Book’, obra publicada em 2012 pela conceituada Dorling Kindersley (DK), editora inglesa especializada em livros de referência ricamente ilustrados, para adultos e crianças. Os seis autores, C. Collin, N. Benson, J. Ginsburg, V. Grand, M. Lazyan e M. Weeks — na sua maioria psicólogos de renome — resumem, utilizando uma linguagem simples e objectiva, tendo por auxílio ilustrações e gráficos de cores garridas, as ideias de algumas personalidades de relevo do ramo da Psicologia, Psicanálise, Psiquiatria, Sociologia e Filosofia. Estes investigadores tiveram um papel crucial na génese de algumas escolas de pensamento da Psicologia, mesmo antes de 1879, quando surgiu o primeiro laboratório reconhecido para o estudo do comportamento humano, na Alemanha. Assim se estabelece esta disciplina científica como independente tendo como impulsionador Wilhelm Wundt (1832-1920).

contioutra.com - Dica de livro: ‘O Livro da Psicologia’Ao longo das páginas de ‘O Livro da Psicologia’, de forma cronológica, o leitor vai conhecendo e relembrando teorias que revolucionaram uma certa geração e que inspirou psicólogos e médicos, algumas das quais continuam, nos dias de hoje, a serem tidas como credíveis e a sustentar o ‘modus operandi’ de algumas terapias tradicionais e alternativas. Grandes ideias de figuras de relevo da Psicologia como Freud, Carl Jung, William James, Pavlov e Maslow são postas em síntese nesta obra. São questões de outrora que são tão actuais hoje. Sem maçar o interesse do leitor leigo, mas que interessa-se por Psicologia e por compreender a sua relevância na sua vida, esta é uma obra que desperta e impulsiona reflexões, e instigará o leitor a buscar o autoconhecimento.

Neste livro, um verdadeiro compêndio, muitos são os aspectos positivos a nível da edição a salientar: o tipo de papel utilizado na sua concepção é de grande qualidade; os seus acabamentos são em capa dura; as cores fortes estampadas na totalidade de algumas páginas têm um papel fundamental e são tidas como separadores das dezenas de teorias tratadas; os desenhos e diagramas são simples de compreender e humorísticos; é feita uma breve biografia com fotografia de todos os autores analisados; o glossário apenso no final do livro é de grande ajuda para os menos entendidos em alguns dos termos descritos; a tradução (de Sara Travassos, Carmo de Abreu e Alexandra Cardoso) é exemplar, sem falhas nenhumas, o que denota um grande trabalho de equipa; enfim, por estes prós todos ‘O Livro da Psicologia’ vale todo o investimento que possamos fazer ao adquiri-lo.

‘O Livro da Psicologia’ é um dos volumes da série ‘Big Ideas Simply Explained’, da qual faz parte ‘O Livro da Filosofia’, que segue os mesmos padrões editoriais de grande qualidade.

Excerto
“Na sua breve história, a psicologia ofereceu-nos muitas ideias que transformaram a nossa forma de pensar e que nos ajudaram a compreendermo-nos melhor a nós mesmos e aos outros e também ao mundo em que vivemos.”

A indicação de leitura é do nosso blog parceiro Silêncios Que Falam.

Encontre o livro nos links abaixo:

Edição em Português do Brasil- Livraria Cultura, Livraria Saraiva.

Edição em Português de Portugal

Dos livros que somos

Dos livros que somos

Somos como livros em nossa diversidade, beleza e profundidade. Carregamos um mundo dentro da gente e a cada passo escrevemos uma nova linha da nossa história.

Alguns de nós não se deixam vencer pelas tragédias da vida. Geralmente são pessoas inspiradoras que nos ensinam, com o modo de viver, como podemos nos refazer e reinventar um novo amanhã. São pessoas que nos auxiliam a entender melhor a nossa própria vida.

Outras são como livros de crônicas, recheados de muitas vivências e experiências, e cada vez que nos encontramos com essas pessoas, entendemos que elas estão em um novo momento, vivendo outras coisas, experimentando o diferente, rodeadas por outros personagens.

Há aqueles que se entregam de corpo e alma ao ser amado e por ele largam tudo. Se atiram de cabeça nas relações e assumem para si todos os riscos de amar de coração aberto, sem destino certo. São puro romance!

Há livros e pessoas mergulhadas em assuntos dos mais diversos tipos e ao olhar para a imensa prateleira da vida, na qual também estamos, e ao ver os exemplares serem puxados e reagrupados por afinidades, não é difícil entender que a vida é infinita em suas possibilidades.

Todos temos um propósito, contudo será que inevitavelmente existirá para cada livro um leitor? Para cada panela uma tampa? Para cada cadeira um corpo? Para cada vaso uma planta? Para cada coração um amor?

Podemos ser um livro que por alguma razão ainda não foi dedilhado. Podemos ter postergado nossa vida, deixando o tempo passar desenfreado.

Mas, independente da posição a qual ocupamos na imensa prateleira da vida, podemos escrever e reescrever nossa história incontáveis vezes, mudando hábitos, sacudindo a poeira e nos tornando aptos a assumir o controle de nossas vidas.

Somos capazes de transformar histórias tristes em bonitos ensinamentos e se atentos ao nosso enredo, trilhando-o como protagonistas, independente do gênero que escolhemos para nós, deixamos para trás qualquer visão piedosa e lastimosa da vida.

Quando firmes em nossas aspirações, somos capazes de rasgar em pedaços impressões limitadas dos que fazem resenhas de nós sem nunca terem nos lido.

Quando decididos podemos, dentro do tempo que nos cabe, fazer nossa história digna de ser vivida, contada e recontada inúmeras vezes.

Acompanhe a autora no Facebook pela sua comunidade Vanelli Doratioto – Alcova Moderna.

Lady Gaga faz discurso emocionante sobre depressão

Lady Gaga faz discurso emocionante sobre depressão

No último sábado (24), Lady Gaga fez uma visita ao Centro Para Inteligência Emocional de Yale para falar um pouco sobre os problemas que podem ser agravados quando a saúde emocional não é devidamente tratada.

Durante o evento, a cantora fez um discurso muito inspirador e lançou uma nova campanha pelas redes sociais. “Eu inventei a Lady Gaga. Eu fiz da minha vida uma expressão da minha dor. Foi assim que eu superei a minha depressão, criando alguém que eu sentisse que fosse mais forte do que eu”, afirmou ela.

“Mas, nada é capaz de curar algo feito geneticamente. Eu nasci desse jeito”, continuou. “Não importa o quanto sucesso você faça, não importa quantas oportunidades, fama, fortuna – Não importa o quanto as pessoas te aceitem, para você, a pessoa que realmente precisa te aceitar é você mesmo”.

Prosseguindo, Lady Gaga disse “é por isso que estamos aqui hoje! Nós vamos conversar sobre o quão importante é se aceitar, o porquê é tão importante se emponderar e o porquê é tão importante que a inteligência emocional seja levada a sério.”

Fonte indicada: Mixme

Confiram sua fala:

12 fatos psicológicos que todo mundo deveria saber

12 fatos psicológicos que todo mundo deveria saber

Só nas fontes que deram origem a lista daria para passarmos umas boas horas.

1. A sua música favorita é provavelmente associada a um evento emocional

A sua e a de todo mundo. (Fonte)

contioutra.com - 12 fatos psicológicos que todo mundo deveria saber

2. Quanto mais você gasta com outras pessoas, mais feliz você é

O fato é de acordo com vários estudos. A ideia não é dar presentes caros, mas sim presentear mais vezes com sentido. (Fonte)

3. Gastar seu dinheiro com experiências invés de coisas deixa você mais feliz

Guarde memórias e não coisas, ok? (Fonte)

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4. As crianças de hoje são mais tensas do que pacientes com problemas psiquiátricos em 1950

Um fato assustador, mas nada surpreendente, não acha? Hoje em dia cerca de metade da população mundial sofre de ansiedade, depressão ou abuso de substâncias. (Fonte)

5. Certas práticas religiosas diminuem o estresse

Estudos americanos mostram que pessoas que meditam ou rezam diariamente são menos estressadas. (Fonte)

contioutra.com - 12 fatos psicológicos que todo mundo deveria saber

6. Estar com pessoas felizes faz você feliz

Não há nada surpreendente nisso, né? 😉 (Fonte)

7. Pessoas com idade entre 18 e 33 são as mais estressadas do planeta

Faculdade e começo de carreira podem ser bem estressantes. (Fonte)

8. Convencer-se de que você dormiu bem é um truque para que seu cérebro acredite que isso realmente aconteceu

Isso te dá mais energia e é chamado de “sono placebo”. (Fonte)

contioutra.com - 12 fatos psicológicos que todo mundo deveria saber

9. Pessoas inteligentes se subestimam e pessoas ignorantes se acham brilhantes

Isso é chamado de Efeito Dunning-Kruger. Basta que você passe algumas horas no Facebook e terá certeza que isso é real. (Fonte)

10. Quando você lembra um evento passado, na verdade você está se lembrando da última vez que você lembrou disso

É por isso que as memórias se apagam e distorcem ao longo do tempo. (Fonte)

11. Se você contar seus objetivos para outras pessoas, as suas chances de atingi-los serão menores

Pesquisas desde a década de 1930 tem provado que isso é verdade. (Fonte)

12. As suas decisões são mais racionais quando você pensa em outro língua

Um estudo da Universidade de Chicago mostrou que coreanos que pensavam em outras línguas estrangeiras tinham reações menos emocionais. (Fonte)

Via: higherperspectives.com

Fonte indicada: Awebic

Para ser feminista não é preciso ser mulher. É preciso ser gente.

Para ser feminista não é preciso ser mulher. É preciso ser gente.

Sim, eu sou um homem feminista. Fui criado por cinco mulheres: minha mãe, minha avó, minha bisavó e duas tias. Quando eu era criança, morávamos todos na mesma casa. Vivíamos a mesma vida. Sonhávamos os mesmos sonhos. Foi de perto delas que eu saí para andar neste mundo. É nelas que eu penso nas horas de tomar decisão. De saudade delas eu choro vez em quando. É para o lado delas que eu retorno sempre.

Elas me ensinaram a comer de garfo, enxugar atrás da orelha, rezar baixinho o Pai Nosso e a Ave Maria, amarrar o cadarço dos tênis sem ajuda, não mexer no que é dos outros, cuidar de cachorro, pedir “por favor”, ver as horas em relógio de ponteiro, tomar ônibus sozinho, ir embora na hora certa, dar a mão quando puder e bater o pé quando precisar. Foram elas. Cinco mulheres que me educaram de seu jeito. Logo, eu sou um homem feminista.

Juntas, elas me superprotegeram e superamaram. Eu fui um menino bem acostumado por cinco mulheres. E veja você que coisa: nem por isso me tornei um adulto mimado, inseguro, despreparado, imaturo, dependente, perdido na vida. Não na minha opinião.

Estou longe de ser alguém satisfeito, tenho todos os defeitos do mundo. Mas pago sozinho as minhas contas e aprendi com elas que isso não é mais que a minha obrigação. Honro o aluguel em dia, não atraso a mensalidade da escola do meu filho e suas outras despesas, trabalho duro em dois empregos, tenho amigos que têm o meu respeito, não me faltam macarrão instantâneo e vergonha na cara. Graças a Deus e graças a elas.

Por tudo isso, acredito radical e fanaticamente na igualdade entre homens e mulheres. Eu sou um homem feminista. E acho que todo mundo devia ser. Porque gente de bom coração não pode ser contra um mundo de absoluta igualdade entre homens e mulheres. Não pode fazer vista grossa em relação à violência contra a mulher, à discriminação em casa, nas empresas, nas ruas. É preciso tomar partido. E o meu já está tomado faz tempo. Desde a infância. Estou com elas e não abro. Eu sou um homem feminista.

Enquanto não nos tornarmos capazes de viver em franco estado de humanismo, sem mulheres ou homens agredidos, discriminados e massacrados em seus direitos essenciais, é o feminismo que há de nos representar. Esse jeito de estar na vida que nada tem a ver com radicalismos estéticos, greve de sexo, sutiãs abolidos e outros exageros. Tem a ver com humanidade, decência, liberdade, justiça, inteligência e igualdade.

Para ser feminista não é preciso ser fêmea. Não é preciso ser mulher. É preciso ser gente. Eu, que sou homem, pai de outro homem, não tenho a menor dúvida de quem foram e são as pessoas mais importantes da minha vida. Quase todas são mulheres. E o que for problema delas é o MEU problema. O que as faz sorrir me faz feliz também. O que as movimenta me põe para frente. Se elas se aborrecem, eu também fico triste. Porque elas vivem, eu aprendi a me agarrar na vida. Sim, eu sou um homem feminista. E acho que todo mundo deve ser.

Gratidão – um dos maiores segredos das pessoas felizes

Gratidão – um dos maiores segredos das pessoas felizes

A gratidão pode te fazer feliz. Ser grato é uma capacidade que, uma vez adquirida, transforma seu olhar sobre o mundo, sobre a vida, sobre as pessoas e sobre cada acontecimento.

Há quem diga que o brasileiro é um povo feliz, otimista, que tende sempre a enxergar o lado cheio do copo, porém, o que a observação tem me mostrado é que os otimistas são, na verdade, indivíduos que conseguem sentir gratidão – sejam brasileiros ou não sejam.

Aprendi uma vez assistindo a uma entrevista que: mais importante do que dizer obrigada é dizer um “muito obrigada” com entusiasmo a tudo de bom que nos acontece. A motivação é imprescindível para quem quer iniciar o treino de agradecer ao invés de reclamar. Isso tem sido proposto por muitos profissionais que já perceberam que o comportamento de ser grato pode mesmo fazer milagres.

A capacidade de manter o pensamento positivo, de ter sempre o olhar voltado para o lado bom das coisas (e acreditem: tudo, tudo mesmo tem um lado bom) e o hábito de agradecer todos os dias vai nos levando lentamente a uma mudança de paradigmas, de valores – e essa mudança pode ser uma das responsáveis pela nossa felicidade.

Indivíduos que reclamam muito são aqueles que desenvolveram padrões de pensamentos e comportamentos pessimistas. Se fizermos um treino, poderemos perceber que, para cada evento, para cada acontecimento em nossa vida, existe o nosso olhar, o nosso sentir, o nosso pensar, o nosso interpretar. São eles que podem transformar aquela experiência em algo positivo ou negativo. A grande força está nas “lentes” com as quais os nossos olhos enxergam a vida. Podemos olhar para o trânsito congestionado, para o apagão da energia elétrica, para a implicância da colega de trabalho e para o peso que aumentou na balança no último fim de semana como grandes catástrofes. Podemos reclamar da bagunça que as crianças fazem em casa, podemos detestar a chatice daquela pessoa que insiste em saber como estamos, podemos reclamar por ter que ir ao supermercado lotado e desejar a morte ao cachorro do vizinho que late a noite inteira.

O que faria uma pessoa grata em cada uma dessas situações?

Sim, porque a vida delas não é perfeita. Elas são felizes, apesar de.

Felizes por irem de carro ao trabalho e por não precisarem enfrentar a humilhação que é andar de transporte público no nosso país. Gratas pela luz elétrica existir ao perceberem que só damos valor a ela quando não a temos, e também por terem se lembrado de comprar velas para quando vierem os apagões. Elas também agradecem por terem um trabalho, afinal de contas, talvez existam colegas chatas em todos eles e talvez também sejamos chatos aos olhos dos outros, todavia, trabalhar é preciso e ter um emprego é motivo de gratidão sempre. Uma pessoa grata e feliz curte o final de semana e jamais se escraviza por algo que valha mais do que sair da dieta para comer e beber com os amigos ou com a família.

Gente grata adora a bagunça das crianças porque isso é sinal de que estão bem e estão saudáveis. Elas valorizam os amigos, principalmente, os que se preocupam com elas enviando mensagens e querendo saber como elas estão. Eu particularmente aprendi que pouquíssima gente se importa de verdade comigo e como consequência disso, priorizo os poucos que me dedicam alguma atenção em tempos tão solitários. Sobre o supermercado, todos nós devemos ser gratos por poder estar na fila imensa – há muitos que gostariam de estar lá, comprando pelo menos o necessário. E quanto ao cachorro da vizinha: ah… pessoas gratas e felizes costumam ter cachorros e amam incondicionalmente todos eles, sejam do vizinho, sejam das ruas – além do mais, elas dormem bem. Dizem que insônia é coisa de gente infeliz e de consciência pesada.

A gratidão pode ser uma das portas para a felicidade, exatamente por que as pessoas gratas são sempre felizes. Agradeça, agradeça muito e sempre. Caso esteja lendo essas palavras em um dia ruim, agradeça por poder ler, pela cama para dormir, por poder se alimentar. Pare de olhar para o que não existe, para o que não pode, para o que não está, para o que não é. Enquanto você lamenta, reclama, agride e recita aqueles famosos versos da hiena Hardy “ó dia, ó céus, ó azar”; alguém ao seu lado solta uma gargalhada, afinal, já que é para imitar as hienas, que seja pelo que elas fazem de melhor: rir!

Dentro de cada um de nós há uma guerra constante entre duas energias, que eu prefiro deixar aqui ilustradas apenas como o lado cheio e o lado vazio do copo. Quem sofre pela água que não tem, deixa de beber a que está ali disponível debaixo do nariz de cada um de nós. E em cada amanhecer é dada a todos a oportunidade de viver um lindo dia, uma nova vida, uma diferente forma de experienciar o que virá. Dê-se uma nova oportunidade. Comece exercitando a gratidão.

A mais emocionante campanha sobre prevenção do câncer de mama que circulou no mês de outubro

A mais emocionante campanha sobre prevenção do câncer de mama que circulou no mês de outubro

A campanha “O Câncer de Mama no Alvo da Moda” ficou conhecida em muitos países e, particularmente no Brasil, onde o mundo fashion e as celebridades abraçaram a causa, emprestando a imagem e ajudando o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) a arrecadar fundos para a ampliação de sua estrutura física e capacidade de atendimento.

O dia escolhido para o encontro com famosos como Sheron Menezes, Rafael Cardoso, Tande e Miá Melo, era para ser mais um ensaio envolvendo um projeto social. Ainda na pós-produção do ensaio fotográfico, eles foram chamados para um bate-papo com a diretora de cena Meran Vargens. O que eles não sabiam é que ela era justamente a protagonista da campanha.

O resultado você vê abaixo…

Foto feita depois de Sheron Menezzes ouvir a história de alguém que venceu o câncer de mama.

contioutra.com - A mais emocionante campanha sobre prevenção do câncer de mama que circulou no mês de outubro

Matéria sugerida pela nossa página parceira Psique em Equilíbrio

Fonte indicada: Adnews

Lembranças devastadas pela cruel varredura do Alzheimer

Lembranças devastadas pela cruel varredura do Alzheimer

Onde fica o banheiro? A pergunta é comum. Todos nós já a fizemos incontáveis vezes por estarmos num ambiente desconhecido. Diante da necessidade fisiológica iminente, é possível que fiquemos aflitos diante da possibilidade de não haver um banheiro disponível, de não dar tempo. Onde fica o banheiro? O questionamento inocentemente comum pode ser corriqueiro. A menos que esteja sendo repetido pela sexta vez em dez minutos. A menos que esteja sendo repetido apenas dentro da cabeça, acreditando-se que foi pronunciado. Onde fica o banheiro? Sem obter a resposta para a pergunta que se esqueceu de proferir, ocorre o inevitável. Há uma poça de urina sob os pés, a roupa está molhada, o coração disparado, a cabeça confusa. Vergonha, medo, desalento. Onde fica o banheiro? Além da incontinência urinária, o portador da Doença de Alzheimer sofre da enorme dor de não controlar suas lembranças. As memórias são mantidas ou descartadas num caos aleatório que dança sobre um terreno pantanoso e escuro. As lembranças são tragadas pela areia movediça do esquecimento.

No dia 25 de novembro de 1901, August D., uma mulher de 51 anos, deu entrada no Hospital Municipal de Lunáticos e Epiléticos de Frankfurt. Seu marido a descreveu como uma mulher tranquila, educada e até um pouco tímida. No entanto, estava muito assustado com seu comportamento subitamente alterado. Seis meses antes dessa data, August D. teve uma crise de ciúmes, agrediu fisicamente seu marido e quebrou muitos objetos dentro de casa. Depois disso, caiu num sono agitado e profundo. Acordou bastante confusa sobre onde estava, queria saber por que estava tudo bagunçado e trocou várias vezes de roupa, até colocar um vestido de festa para ir à casa de seus pais. O marido de August D. teve muito trabalho para convencê-la de que seus pais já haviam falecido há mais de dez anos. A partir desse incidente, August D. foi apresentando lapsos de memória cada vez mais frequentes e intensos. Dada a gravidade do estado da paciente, o diretor do hospital, Dr. Alois Alzheimer, foi chamado para atender pessoalmente o casal.

Extremamente estudioso; criterioso e detalhista, o Dr. Alzheimer tinha a habilidade de descrever com riqueza de detalhes suas descobertas microscópicas. Durante as manhãs, ele atendia seus pacientes, dedicando-se com esmerada atenção a colher o maior número possível de informações acerca de suas rotinas e queixas. As tardes eram ocupadas por exaustivos estudos no laboratório, onde Alzheimer analisava lâminas de tecido cerebral obtido em necropsias. Os estudos eram feitos em parceria com o Dr. Nissl, mais criativo e inquieto, que completava a atitude disciplinada e o alto poder dedutivo de Alzheimer. Juntos, eles protagonizaram um importante projeto de mapeamento das doenças do sistema nervoso conhecidas na época.

O caso de August D. foi acompanhado com admirável interesse por Alzheimer até 1903, quando se mudou para Heidelberg para trabalhar com o Dr. Emil Kraepelin (fundador da psiquiatria moderna), na Clínica Psiquiátrica Real, em Munique, hoje Instituto Max-Planck de Psiquiatria.

Em 1906, a paciente faleceu, vítima de complicações advindas da doença. Um colaborador de pesquisa, Dr. Sioli, enviou o cérebro e o prontuário de August D. para que Alzheimer pudesse estudá-lo. O caso foi apresentado no 37º Encontro de Psiquiatras do Sudoeste da Alemanha em novembro do mesmo ano, em Tübingen. A plateia recebeu os achados com frieza e cautela.

Em 1912, Alzheimer aceitou o convite do rei da Prússia Guilherme II para dirigir a Clínica de Psiquiatria e Neurologia da Universidade Silesiana Friedrich-Wilhelm, em Wroclaw (hoje Breslau, Polônia). Na viagem de trem contraiu uma grave amidalite, que evoluiu para artrite reumatóide e problemas cardíacos e renais. Nunca mais recuperou a saúde e passou os anos seguintes na cama, até morrer em 1915, aos 51 anos.

As duas guerras mundiais, das quais a Alemanha saiu derrotada, contribuíram para que a descoberta de Alzheimer passasse despercebida até a década de 60, quando a maior expectativa de vida da população fez aumentar o número de casos da doença. Houve controvérsia entre médicos e pesquisadores. Para muitos deles, Alzheimer cometera equívocos, e as lesões descritas no início do século XX correspondiam a outras doenças já conhecidas, como a demência vascular.

A polêmica foi realmente resolvida só na década de 90, graças ao notável trabalho investigativo do Neuropatologista Manuel Graeber, do Instituto Max-Planck de Neurobiologia. Entre 1992 e 1997 ele encontrou as preparações histológicas do cérebro de August D. até então esquecidas nos porões da Universidade de Munique. Ao todo são mais de 400 lâminas em ótimo estado de conservação, além de outros documentos que descrevem a história clínica desses pacientes. O material é base de pesquisa para muitas publicações médicas e artigos discutidos em Congressos de Psiquiatria por todo o mundo. A Doença de Alzheimer é hoje a forma mais comum de demência e um dos distúrbios mentais que mais concentram esforços de pesquisa, além da preocupação de profissionais da saúde, das famílias e da mídia. Há, atualmente, no mercado editorial, inúmeras obras científicas ou de ficção que trazem o Alzheimer como tema central.

Por meio da leitura do romance “Quem sou eu, afinal?“, do escritor Ricardo Valverde, somos convidados a viajar numa narrativa fluida, dramática e envolvente, cujo cerne é o drama enfrentado por Daniel Lebzinsky e os demais personagens da trama, que aos poucos vai sendo tecida e entrelaçada com maestria e delicado respeito pelo autor. Daniel Lebzinski é um senhor envolto em tristeza e amargura que, após doar seu sêmen pela última vez, tenta retornar a sua casa, mas é surpreendido pelo esquecimento. O que parecia ser apenas um fato isolado transforma-se em uma série de eventos repetitivos. Com o auxílio de Judith Stelar, enfermeira e amiga de longa data, o doador de sêmen é diagnosticado com o Mal de Alzheimer e passa a lutar contra essa terrível doença. Benjamim, um jovem doce e sonhador, está prestes a descobrir o amor pela primeira vez com Laila, sua namorada, quando se depara com um antigo exame, que irá mudar a trajetória de toda a sua vida. Ao descobrir que seu pai é estéril, o jovem parte em busca de sua verdadeira origem. Elad Raviv, um marido distante e ausente, se vê frente a frente com os mais profundos abismos de seu coração e parte em uma árdua jornada à procura de uma razão para viver. O que essas três histórias podem ter em comum? Quem são eles, afinal? Por qual razão a vida os colocou no mesmo caminho? A leitura deste romance, editado e distribuído pela Editora Novo Século é uma maneira educativa de entrar em contato com a realidade tão sombria dos cuidadores, familiares e portadores de Alzheimer.

Os pacientes, após terem os primeiros sinais da doença, que em geral são “brancos” de memória envolvendo atribuições prosaicas cotidianas, percebem-se privados do direito de manter uma rotina de vida laboral, social e afetiva. Tornam-se fragilizados do ponto de vista orgânico e emocional. E, com os desdobramentos da doença, passam a depender dos cuidados de familiares ou profissionais de saúde, até para cuidados pessoais, de higiene e alimentação.

Aqueles que se dispõem a cuidar dos portadores de Alzheimer também têm suas rotinas completamente alteradas, dadas as necessidades de cuidados cada vez maiores e da forte carga emocional. Toda a família é afetada pelas consequências da progressão da demência. A doença é caracterizada por um crescente e irreversível declínio em certas funções intelectuais: memória, orientação no tempo e no espaço, pensamento abstrato, aprendizado, incapacidade de realizar cálculos simples, distúrbios da linguagem, da comunicação e da capacidade de realizar as tarefas cotidianas. Outros sintomas incluem mudança da personalidade e da capacidade de julgamento.

O diagnóstico de Alzheimer continua sendo clínico, mas a diferença verificada desde o início da atual década (Dr. Alzheimer verificou o acúmulo da proteína beta-amiloide ao estudar o cérebro de August D.), foi a constatação de que marcadores biológicos podem auxiliar a tornar o diagnóstico mais preciso. Os marcadores biológicos que passam a fazer parte da investigação clínica são o beta-amiloide e a proteína fosfo-tau. A proteína beta-amiloide é acumulada nas placas senis, um dos marcos patológicos da doença. Essa proteína é produzida normalmente no cérebro e há evidências de que quantidades muito pequenas dela são necessárias para manter os neurônios viáveis. O problema na Doença de Alzheimer é que sua produção aumenta muito, levando à alteração nas sinapses, o primeiro passo para a série de eventos que leva à perda de neurônios e aos sintomas da doença.

Os avanços da medicina conferem aos seres humanos uma expectativa de vida cada vez maior. Todos querem viver mais, viver bem, viver com integridade. Todos querem chegar a idades avançadas com suas capacidades de pensar, sentir e agir preservadas e íntegras. Não há ninguém de nós que esteja preparado para apagar suas memórias, suas conquistas afetivas e cognitivas como se fossem um texto provisório traçado a lápis. Queremos nossa história alicerçada e protegida em solo firme e seguro. Queremos nosso passado bem guardado, a salvo de ser tragado pela areia movediça do esquecimento.

Documentário “Levantado do Chão” – José Saramago

Documentário “Levantado do Chão” – José Saramago

Documentário inédito sobre a vida e obra do Prémio Nobel da Literatura, José Saramago. No dia em que se assinalam os dez anos da atribuição do primeiro Prêmio Nobel da Literatura da Língua Portuguesa, a RTP exibe um documentário que retrata o percurso singular do escritor José Saramago, que se afirma “pessimista pela razão, otimista pela vontade”. Durante quase um ano, uma equipe da RTP reconstitui os pontos cardeais em que a vida e obra de Saramago se fundem, num trabalho que aborda a história do escritor português mais lido e conhecido do mundo. Mais do que uma biografia, este documentário pretende dar a conhecer ao grande público os momentos decisivos da vida de um homem que aos cinquenta e três anos não era ainda escritor. Filho e neto de camponeses sem terra, José Saramago imigrou para Lisboa com dois anos.

Grande parte da sua vida decorreu na capital, que serve de cenário a alguns dos seus romances. Mas durante a adolescência, foram muitas e prolongadas as suas estadias na aldeia natal, Azinhaga, Golegã, que o marcou para toda a vida. Ficou célebre, o discurso que Saramago proferiu há dez anos na entrega do prémio Nobel, evocando com emoção os avós Jerómino e Josefa, que dormiam com porcos na cama, única forma de sobreviverem todos. José Saramago frequentou o liceu e a escola industrial mas, por dificuldades econômicas, não pôde prosseguir os estudos. É um homem “Levantado do Chão”, título de uma das suas obras, e título escolhido também, para este documentário. O seu primeiro emprego foi de serralheiro mecânico e neste trabalho reeencontramos a oficina dessa época assim como ex-colegas de ofício.

Fonte Youtube

Cinco maneiras de detectar uma mentira

Cinco maneiras de detectar uma mentira

Detectar quando alguém não está sendo sincero não é uma habilidade que os detetives da série que você assiste adquirem com a experiência – é saber observar dezenas, centenas de pequenos sinais que o corpo dá durante uma mentira. E isso pode sim vir da experiência, mas também pode ser aprendido. É que o rosto e as expressões faciais, os movimentos da perna, dos braços, a voz e até o cérebro dão uma porção de dicar sobre a honestidade ou a desonestidade de um relato. E se você souber que dicas são essas, pode ser capaz de identificar quando alguém estiver mentindo.

Antes de saber quais são os 10 sinais que podem indicar que alguém está mentindo, saiba muitos deles são sinais associados ao estresse que a pessoa sofre quando precisa mentir. Logo, tome cuidado para não confundir uma pessoa sincera e nervosa por outros motivos com um mentiroso. Além disso, seja sempre cauteloso. Não vale terminar o namoro ou brigar com o melhor amigo por que ele coçou o nariz no meio de uma história.

Uma maneira segura de investigar uma mentira através de sinais subjetivos é estabelecendo um parâmetro para a pessoa que você acha que pode estar mentindo. É simples: faça uma afirmação que você saiba ser verdade sobre ela (“Ah, semana passada você foi viajar para a praia, né?”) e observe como a linguagem corporal dela reage ao concordar. Anote mentalmente. Em seguida, faça outra afirmação sobre ela que você sabe ser mentira (“E lá você terminou com seu namorado, não foi?”) e também observe a maneira como ela reage. Registre tudo: pra onde ela olha, como move a cabeça ao negar, as micro-expressões, onde coloca as mãos.

A partir daí, deve ficar mais fácil de identificar as atitudes específicas daquela pessoa em relação a relatos sinceros e mentirosos. Mas existem sinais universais.

Conheça-os:

1. Contato visual excessivo

Contato visual excessivo. Você já deve ter lido por aí que quem desvia o olhar pode estar mentindo. Só que um estudo sugeriu que, na verdade, mentirosos podem inclusive fazer contato visual exagerado, justamente numa tentativa inconsciente de camuflar isso. E quem não está mentindo, geralmente, tende a não se preocupar com isso e acaba quebrando contato visual casualmente para olhar para objetos estáticos, o que ajuda a focar e reavivar a memória. Portanto, vale mais a pena ficar atento se o sujeito está olhando demais no seu olho.

2. Mãos escondidas

Fique atento para toques no nariz, cobrir a mão com a boca e palmas da mão escondidas – seja no bolso, nas costas ou cruzando os braços. Quando estamos sendo sinceros, tendemos a expôr as palmas das mãos para o outro. Quando mentimos, somos inclinados a nos fechar e esconder as mãos.

3. O movimento dos olhos

Se você é destro e precisa se lembrar de algo, você olha para cima à esquerda. Se você é canhoto e está inventando algo, seus olhos se movem para cima à direita. Inverta a lógica para canhotos e você tem um mecanismo interessante para saber se alguém está inventando uma história ou contando a partir da memória.

4. Reação demorada

Se a pessoa demora pra concordar ou negar o que você acabou de afirmar e há um atraso no movimento da cabeça, por exemplo, pode ser um sinal de que ela está mentindo. Claro que esse intervalo extra dura décimos de segundos, então precisa ser bem observador pra notar.

5. A maneira como a pessoa fala

Nessa parte, há uma série de sinais que pode indicar uma mentira. Nós listamos algumas reações que são apontadas por psicólogos como sinais de insinceridade:

– Repetir exatamente a mesma frase quando nega ou afirma alguma coisa

-Não responde diretamente à pergunta: contesta usando uma outra pergunta ou muda de assunto (meio óbvio, ok, mas sempre importante lembrar)

– Usar muitas expressões do tipo “pra ser honesto”, “honestamente”, “francamente”, “sinceramente”

– Falar difícil demais, usando palavras rebuscadas que normalmente não aparecem no discurso daquela pessoa no cotidiano

– Usar pronomes vagos ou evitar o uso deles. Se o sujeito evitar o pronome “eu” e começar falar usando voz passiva (“isso nunca aconteceu”, “não foi feito por mim”) ou outros sujeitos gramaticais (“as pessoas geralmente não fazem essas coisas”), ele pode estar tentando se distanciar do que está dizendo

– Usar detalhes demais

– Se a voz ficar repentinamente aguda demais ou a pessoa estiver falando mais rápido que o normal, isso pode indicar nervosismo. Gaguejar e parar no meio das frases, também

– Fazer menos afirmações diretas

– Repetir exatamente suas palavras (“Você comeu o pudim que estava na geladeira embrulhado em um plástico?” “Não, eu não comi o pudim que estava na geladeira embrulhado em um plástico”, por exemplo).

(via WikiHow, Blifaloo, LifeHack)

Fonte indicada Galileu

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