8 coisas surpreendentes que a sua aparência física diz sobre você

8 coisas surpreendentes que a sua aparência física diz sobre você

Todo mundo julga. Depois de ver alguém, seja num encontro ou aleatoriamente na rua, em poucos segundos construímos muitas opiniões sobre as pessoas. E sobre tudo. Desde quão espertas elas possam ser até pensar se ela cometeu um crime ou não.

Surpreendentemente, nossas primeiras impressões podem acertar em cheio, serem extremamente precisas. Outras vezes, erramos feio! Mas tudo tem motivos, e embasamento científico.

Aqui estão algumas das coisas que determinam o que pensamos sobre as pessoas, baseadas na aparência delas:

1 – Se alguém é bonito, achamos que tem mais qualidades boas
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Esse é um fenômeno que os psicólogos chamam de “Efeito Auréola”, no qual tendemos a assumir que uma pessoa muito bonita tem outras qualidades igualmente bonitas, proporcionais à sua beleza. Imaginamos automaticamente que alguém bonito é também inteligente e dedicado, por exemplo. E é exatamente por esse motivo que as pessoas bonitas tendem a receber salários maiores, de acordo com um estudo realizado na Universidade do Texas.

2 – Pessoas conseguem identificar sua personalidade pelas fotos

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Apenas vendo sua foto de perfil, independente da rede social, as pessoas geralmente conseguem fazer uma leitura precisa dos traços da sua personalidade. Um estudo feito pela Universidade do Texas, fizeram um teste com 123 pessoas, pedindo para que elas fizessem diversas poses, mas permanecessem com uma expressão neutra. Independente da pose, as pessoas conseguiam identificar se os modelos eram extrovertidos ou introvertidos, se tinham uma boa auto-estima ou se era baixa, quão religiosos eram, quão maduros, racionais, etc. E acertaram na grande maioria.

3 – Pessoas usam suas medidas para julgar suas capacidades de liderança

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Um grupo de Psicólogos, Neurocientistas e Analistas de Computação da Europa e dos Estados Unidos fizeram um estudo. Nele, eles exibiam fotos de 47 mulheres e 83 homens, e analisavam eles pela altura e pela habilidade de liderança. Eles descobriram que as pessoas se baseavam em altura, tamanho e formato do rosto e gênero para dizer se as outras tinham capacidade de liderar ou não. Rostos mais cumpridos dão a impressão de que você consegue ser um líder melhor.

4 – Seu rosto indica se você é agressivo

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Um estudo feito pelo Centro de Mudanças de Comportamento da Universidade de Londres descobriu que homens com níveis mais elevados de testosterona tinham rostos mais largos, com queixos e bochechas mais definidos e maiores. Esses homens também tendiam a ser mais agressivos ou com personalidades fortes.

5 – Seu rosto diz se você é forte

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Um estudo foi realizado, no qual os cientistas mostravam imagens de rostos de diferentes pessoas, com 5 expressões faciais diferentes. Depois, pediam para as outras pessoas os classificarem em amigáveis, confiáveis e fortes. Pessoas com expressões felizes eram consideradas mais amigáveis e confiáveis do que as pessoas com expressões de raiva. E as pessoas com expressões sérias eram consideradas mais fortes.

6 – Se você não é considerado confiável, as pessoas te veem como criminoso

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Não se sabe ao certo por que algumas pessoas parecem menos confiáveis do que as outras, mas esse traço da sua aparência tem consequências que podem mudar sua vida. Pesquisadores de Israel e do Reino Unido pediram para um grupo de pessoas observarem as fotos de alguns modelos e classificarem eles em estado emocional, personalidade e aparência criminosa. Haviam fotos de criminosos de verdade, e de alguns modelos copiando essas poses. Independente disso, todas os rostos sérios foram considerados de criminosos.

7 – Seu rosto fala muito sobre sua saúde

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Um rosto enrugado, desgastado, vem com a idade, mas pode também sugerir algo mais sério. Um estudo realizado em 2012 constatou que pessoas com mais rugas nos rostos tem chances maiores de desenvolver problemas de coração. Mas o motivo é o oposto do que se pode achar. É que os problemas no coração causam as rugas excessivas. E isso vai muito além…

8 – Olhos e Saúde

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Os médicos podem diagnosticar muitas doenças simplesmente olhando nos seus olhos. Manchas vermelhas na retina, por exemplo, podem ser um sinal de diabetes.

E então, leitor(a), o que achou desses itens? Quais você já percebia nas pessoas? Vai mudar alguma coisa em você depois disso? Deixa pra gente nos comments (:

Do original:   Business Insider  Imagens Business Insider
Imagem de capa: Vulp/shutterstock

O conto budista que nos ensina a ignorar quem nos machuca

O conto budista que nos ensina a ignorar quem nos machuca

Estamos tão acostumados a reagir por impulso quando alguém nos machuca, que acabamos envenenando o nosso dia ou, às vezes, a nossa vida. Este conto budista nos mostra que muitas vezes nossa felicidade pode depender da nossa capacidade de ignorar aqueles que nos prejudicam.

Quantas vezes nos sentimos ofendidos, tristes, irritados com o comportamento dos outros? Estas reações são comuns e fazem parte do comportamento normal do ser humano. O problema surge quando os sentimentos negativos começam a aflorar e acabam nos desgastando.

Aprender a ignorar uma pessoa tóxica não é simples, mas envolve uma profunda mudança de atitude. Devemos aprender a abrir a mente e a ver as coisas sob um outro ponto de vista. Nesse sentido, falaremos da “aceitação radical”, uma técnica desenvolvida pela psicóloga Marsha M. Linehan da Universidade de Washington.

Do que se trata a aceitação radical?

Trata-se de aceitar algo sem julgamentos. Vamos dar um exemplo: quando alguém nos irrita com suas palavras ou com seus gestos, é porque nós mesmos esperamos determinados comportamentos daquele alguém, e rejeitamos um comportamento diverso daquele que tínhamos imaginado.

Segundo Linehan, essa rejeição alimenta a frustração, o ressentimento, o ódio ou a tristeza e, ao contrário, quando se pratica a aceitação radical, se aceita simplesmente o que quer que tenha acontecido, sem entrar no julgamento do mérito. A distância psicológica cria uma espécie de escudo e garante que, em uma ou em outra situação, não sejamos emocionalmente prejudicados.

O CONTO BUDISTA: Para ser feliz, é preciso ignorar

Dizem que uma vez, um homem se aproximou de Buda e, sem dizer uma palavra, cuspiu-lhe em seu rosto. Seus discípulos ficaram super bravos.

Ananda, o discípulo mais próximo, perguntou a Buda:

– Dê-me permissão para dar a este homem o que ele merece!

Buda se enxugou calmamente e respondeu a Ananda:

– Não. Vou falar eu com ele.

E juntando as palmas das mãos em sinal de reverência, Buda disse ao homem:

– Obrigado. Com seu gesto, você permitiu que eu visse que a raiva me abandonou. Estou extremamente agradecido. Seu gesto também mostrou que Ananda e os outros discípulos ainda são assaltados pela raiva. Obrigado! Somos muito gratos!

Obviamente, o homem não acreditou no que ouviu, ele se sentiu comovido e angustiado. Ele não conseguia explicar o que tinha acontecido. Ele foi acometido por um tremor por todo o corpo e seu suor molhou os lençóis onde dormiu. Em sua vida, nunca havia conhecido um homem com um carisma tão forte. O Buda modificou todos os seus pensamentos e todo o seu modo de viver e de agir.

Na manhã seguinte, o homem voltou ao mestre e jogou-se aos seus pés. Então o Buda se voltou para Ananda:

– Você viu? Esse homem voltou para me dizer algo. Esse gesto de tocar meus pés é a maneira dele de me dizer algo que não poderia ser explicado em palavras.

O homem olhou para o Buda e disse:

– Perdoe-me pelo que fiz com você ontem.

O mestre respondeu que não havia nada para perdoá-lo e explicou-lhe:

– Como o fluxo do Ganges faz com que suas águas nunca sejam as mesmas, então nenhum homem é o mesmo de antes. Eu não sou a mesma pessoa com a qual você esteve ontem. E nem mesmo aquele que me cuspiu, está agora aqui. Não vejo ninguém tão bravo quanto a ele. Agora você não é mais o mesmo homem de ontem, você não está fazendo nada comigo, então não há nada de que eu possa te perdoar. As duas pessoas, o homem que cuspiu e o homem que recebeu o cuspe, já não estão mais aqui. Então, agora vamos falar de outra coisa.

***

O que Buda nos ensina com essa história?

A pessoa sincera e justa não tem motivos para reagir às ofensas porque estas provêm da imagem que uma mente distorcida pode ter, e não da realidade dos fatos. Então, se alguém se comportar mal com você, não deixe sua atitude alterar seu equilíbrio psicológico. Isso só prejudica você e à quem você dá muita importância.

Buda então nos ensina que as coisas podem mudar rapidamente, e também que devemos ter inteligência para compreender isso. Às vezes, passam-se meses antes das desculpas chegarem (se é que chegam), mas o mestre nos diz que não há motivo para levar a mal algo que, tendo passado, no presente já não existe mais.

Fonte indicada: Green Me

Imagem de capa: SantiPhotoSS/shutterstock

3 técnicas psicológicas para acalmar crianças nervosas

3 técnicas psicológicas para acalmar crianças nervosas

O que podemos fazer para acalmar crianças nervosas? Lidar com os nossos filhos nem sempre é fácil, especialmente nos momentos em que as suas emoções estão “à flor da pele” e eles não conseguem controlá-las.

Quando nossos filhos estão nervosos, nós os vemos sofrer e desejamos fazer todo o possível para que seus sentimentos negativos se acalmem o quanto antes.

No entanto, às vezes precisamos de alguma ajuda externa para conseguir tranquilizá-los. Neste artigo você encontrará 3 técnicas psicológicas eficazes para acalmar crianças nervosas.

As melhores técnicas psicológicas para acalmar crianças nervosas: considerações prévias

Vamos listar algumas considerações prévias para que você possa escolher a técnica que pode ajudá-lo em cada momento:

  • Dependendo da sua própria personalidade, do relacionamento que você tem com os seus filhos e do seu modo de ser, algumas técnicas serão mais úteis do que outras. Portanto, é importante que você experimente várias delas até encontrar a que funciona melhor na sua situação específica.
  • É essencial que você permaneça calmo durante todo o processo. Quando o seu filho está nervoso ou ansioso, ele precisa que você, que é a sua figura de referência, lhe assegure de que tudo ficará bem. Por isso, utilizar técnicas como a respiração profunda ou a meditação pode ser útil antes de tentar acalmar as suas emoções descontroladas.
  • Lembre-se de que por melhor que seja a técnica, você precisará de um pouco de paciência para que ela funcione adequadamente. As técnicas para reduzir a ansiedade ou o nervosismo dos seus filhos não funcionarão como mágica. Em algumas ocasiões as suas emoções estarão muito alteradas. Neste momento, o seu trabalho será aguardar a passagem da tempestade e acompanhá-los durante o processo.

Técnica 1: dê um nome para as suas emoções

Um dos problemas mais comuns sofridos pelas crianças nervosas com as suas emoções descontroladas é que elas veem tudo isso como algo muito poderoso e aterrorizante.Portanto, a primeira das nossas técnicas psicológicas para acalmar crianças nervosas é ajudá-las a dramatizar a sua ansiedade.

O funcionamento da técnica é muito simples: basta pedir ao seu filho para imaginar um nome engraçado para as emoções desagradáveis que está sentindo. É importante que o nome seja o menos ameaçador possível.

Depois de encontrar um nome que pareça adequado, tudo o que seu filho precisa fazer é mandar essas emoções embora. Por exemplo, se ele decidiu que as suas emoções serão chamadas de “Pepe”, seu filho poderia lhe dizer algo assim:

“Deixe-me em paz, Pepe!

“Pepe, pare de me fazer sentir assim!”

Quando colocar um nome engraçado nos seus sentimentos e conversar com eles em voz alta, o seu filho conseguirá minimizar o que está sentindo e será capaz de se acalmar rapidamente.

Técnica 2: escute o seu filho

Quando alguém fala sobre seus problemas, geralmente um dos nossos primeiros impulsos é ajudá-lo. Mas no caso dos nossos filhos, como ainda são menos racionais do que os adultos, aplicar a lógica para explicar que tudo vai dar certo nem sempre funciona tão bem quanto deveria.

É por isso que, com os nossos filhos, tentar mostrar que nada de ruim vai acontecer pode aumentar a sua ansiedade. Em vez disso, tente ouvi-los atentamente e demonstrar-lhes todo o seu amor. Por exemplo, através do contato físico, com beijos e abraços. Em geral, se o seu filho se sentir compreendido e protegido, o seu nervosismo diminuirá quase imediatamente.

Técnica 3: dê ao seu filho um objeto que o acalme

Vários estudos mostram que é possível associar um objeto a uma determinada emoção.Por exemplo, se o seu filho tiver um bicho de pelúcia especial, ou algum acessório que lhe dê segurança (como um lenço ou uma pulseira), aproveite-o!

As pesquisas mais recentes indicam que dormir com um bicho de pelúcia ajuda as crianças a superarem os medos noturnos. Esse mesmo princípio pode ser aplicado em muitas outras situações: se seu filho tem medo do primeiro dia de aula, por que não fazê-lo carregar algo que o deixa tranquilo? Se for algo pequeno o suficiente, as outras crianças nem perceberão.

Essa técnica será ainda mais eficaz se você disser ao seu filho qual é a sua intenção e pedir que ele escolha um objeto para acompanhá-lo em seus maus momentos. Dessa forma, a criança se envolverá mais no processo e os sentimentos positivos serão mais intensos.

Fonte indicada: A Mente é Maravilhosa

Imagem de capa: Ramona Heim/shutterstock

Já sentiu raiva de si mesmo por ter um coração tão bom com quem não merece?

Já sentiu raiva de si mesmo por ter um coração tão bom com quem não merece?
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Acredito que a vida seja uma jornada de aprendizados. As experiências felizes se intercalam com aquelas não tão boas, mas são os infortúnios que nos lapidam e nos impulsionam a encontrar formas de estarmos em paz com o mundo e com nós mesmos. Aquele momento em que você percebe que cometeu “uma grande e inesquecível burrada” pode ser um divisor de águas em sua vida.

Um dos meus maiores anseios é encontrar equilíbrio e paz. Depois da fase de buscas, inseguranças, pressa e alguma impaciência, hoje quero mesmo é a tranquilidade do meu coração. Por isso reduzi a intensidade de minhas expectativas e tenho me esforçado para não me magoar por aquilo que não posso controlar. Reciprocidade, amor, atenção, amizade e consideração são coisas que não se cobram, e por isso não se controlam. O máximo que podemos fazer é nos resguardar. Não correr o risco de nos machucar. Aprender a proteger a nossa vulnerabilidade. Aprender a nos amar em primeiro lugar.

Quantas vezes não sentimos raiva de nós mesmos por termos um coração tão bom com quem não merece, e nos arrependemos de nossa bondade, docilidade e generosidade para com aqueles que simplesmente não estão nem aí? Quantas vezes não sentimos que perdemos nosso tempo alimentando relações unilaterais, tentando ser gentis, atenciosos e amorosos com quem jamais se importou? Não se trata de endurecermos nosso coração, de deixarmos de lado a doçura e a delicadeza, mas sim de aprendermos a separar o joio do trigo. De começarmos a ser mais afetuosos com nós mesmos, e com isso aprendermos a distinguir o que deve ser valorizado do que tem a obrigação de ser ignorado.

Muitas vezes a gente se engana. Erra feio. Investe tempo e atenção em alguém “especial” na certeza de que em algum momento será retribuído. Fantasiamos desfechos dignos de contos de fadas e projetamos nossas ilusões em cima de pessoas tão diferentes de nós, romantizando atitudes e acreditando em inúmeras possibilidades irreais. Quando tudo corre conforme o planejado, ótimo. Porém, com alguma vivência e algumas “quedas do cavalo”, percebemos que a expectativa é prima-irmã da decepção. Mas ninguém está imune à desilusão; simplesmente porque amar, ainda que seja um risco, continua sendo o maior combustível da vida.

Não espere retribuição. Não espere reciprocidade. Não espere “pagamento” ou premiação por aquilo que você se dedicou de graça, porque quis. Faça o que quer fazer porque isso te faz bem, isso te torna uma pessoa melhor, isso acalma o seu coração ou te livra de remorsos. Porém, não crie expectativas nem espere ser reconhecido por sua bondade e generosidade. Tenha um coração bom porque isso será bom para você também, mas não porque deseja aplausos ou reconhecimento. Seja atencioso, cuidadoso e afetuoso, mas antes tome conta de você. O maior responsável por você é você mesmo, e por isso não se descuide de suas necessidades e vontades.

Tenha sempre em mente que você não precisa ser útil pra ser amado; que quem te ama de verdade não está nem aí para sua utilidade, para sua serventia, para o seu aproveitamento. E isso tem que ser o suficiente para você relaxar, deixar de ser tão exigente consigo mesmo ou almejar a perfeição. Isso tem que ser suficiente para você respeitar seus limites e finalmente deixar para trás quem maltrata o seu coração.

A geração “floco de neve”: pessoas sensíveis que se ofendem por tudo

A geração “floco de neve”: pessoas sensíveis que se ofendem por tudo

Quando imaginamos um floco de neve, nós o associamos à beleza e singularidade, mas também à sua enorme vulnerabilidade e fragilidade. Estas são precisamente duas das características que definem as pessoas que atingiram a idade adulta na década de 2010. Afirma-se que a geração “floco de neve” seja formada por pessoas extremamente sensíveis aos pontos de vista que desafiam sua visão do mundo e que respondem com uma susceptibilidade excessiva às menores queixas, com pouca resiliência.

A voz de alarme, por assim dizer, foi dada por alguns professores de universidades como Yale, Oxford e Cambridge, que notaram que a nova geração de alunos que frequentavam suas aulas era particularmente suscetível, não tolerante à frustração e eram inclinados a fazerem uma tempestade em um copo de água.

Cada geração reflete a sociedade em que vive

Dizem que as crianças saem mais ao padrão da sua geração que aos pais. Não há dúvida de que, para entender a personalidade e o comportamento de alguém, é impossível abstrair do relacionamento que estabeleceu com seus pais durante a infância e a adolescência, mas também é verdade que os padrões e expectativas sociais também desempenham um papel importante no estilo educacional e moldam algumas características de personalidade. Em resumo, podemos dizer que a sociedade é a terra onde a semente é plantada e crescida e os pais são os jardineiros que são responsáveis por fazê-la  crescer.

Isso não significa que todas as pessoas de uma geração respondam ao mesmo padrão, felizmente há sempre diferenças individuais. No entanto, não se pode negar que as diferentes gerações têm metas, sonhos e formas de comportamento característico que são o resultado das circunstâncias que tiveram que viver e, em alguns casos, tornam-se inimagináveis em outras gerações.

Claro que não devemos colocar rótulos, mas analisemos para entender o que está na base desse fenômeno, para não repetirmos os erros e para que possamos dar a devida importância a habilidades de vida tão importantes quanto a Inteligência Emocional e a Resiliência.

3 erros educacionais colossais que criaram a geração “floco de neve”

1. Superproteção. A extrema vulnerabilidade e escassa resiliência desta geração têm suas origens na educação. Estes são, geralmente, crianças que foram criadas por pais superprotetores, dispostos a trilhar antecipadamente todos os caminhos e resolver o menor problema que surgisse para criança. Como resultado, essas crianças não tiveram a oportunidade de enfrentar as dificuldades e conflitos do mundo real. Ou seja não desenvolveram a tolerância à frustração, ou resiliência.

Não devemos esquecer que uma dose de proteção é necessária para que as crianças cresçam em um ambiente seguro, mas quando ela impede que explorem o mundo e isso limite seu potencial, essa proteção se torna prejudicial.

2. Egocentrismo. Outra característica que define a educação recebida pelas pessoas da geração “floco de neve” é que seus pais os fizeram sentir muito especiais e únicos. Claro, somos todos únicos, e não é ruim estar ciente disso, mas também devemos lembrar que essa singularidade não nos dá direitos especiais sobre os outros, já que somos todos tão únicos quanto os outros. A ideia exagerada de “eu” pode dar origem ao egocentrismo e à crença de que não é necessário tentar muito, uma vez que, afinal, somos especiais e temos o sucesso garantido. Quando esses jovem percebem que este não é o caso e que temos que trabalhar muito para conseguir o que queremos, perdemos os pontos de referência que nos guiaram até esse momento. Então começamos a ver o mundo hostil e ameaçador, assumindo uma atitude de vitimização.

3. Insegurança e catástrofe. Uma das características mais distintivas da geração do floco de neve é que eles exigem a criação de “espaços seguros”. No entanto, é curioso que essas pessoas tenham crescido em um ambiente social particularmente estável e seguro, em comparação com seus pais e avós, mas em vez de se sentirem confiantes, eles temem. Esse medo é causado pela falta de habilidades para enfrentar o mundo, pela educação excessivamente superprotetora que receberam e que os ensinou a ver possíveis abusos em qualquer ação assim como a superestimar eventos negativos transformando-os em catástrofes. Isso os leva a se fecharem em seus próprios casulos, para criar uma zona de conforto limitado onde eles se sintam seguros.

Para entender melhor como a educação recebida afeta uma criança, é importante ter em mente que as crianças procuram pontos de referência em adultos para processar muitas das experiências que experimentam. Isso significa que uma cultura paranóica, que vê abusos e traumas por trás de qualquer ato e responde com sobreproteção, gerará efetivamente crianças traumatizadas. A forma como os adultos enfrentam uma situação particularmente delicada para a criança, como um caso de abuso escolar, pode fazer a diferença, levando a uma criança que consegue superar e se torna resiliente ou uma criança que fica com medo e torna-se uma criança vítima

Qual é o resultado?

O resultado de um estilo de parentesco superprotetor, que vê o perigo em todos os lugares e promove uma ideia exagerada de “eu”, são pessoas que não possuem as habilidades necessárias para enfrentar o mundo real.

Essas pessoas não desenvolveram tolerância suficiente à frustração, então o menor obstáculo os desencoraja. Também não desenvolveram uma Inteligência Emocional adequada, então. eles não sabem como lidar com as emoções negativas que certas situações suscitam.

Como resultado, eles se tornam mais rígidos, se sentem ofendidos por diferentes opiniões e preferem criar “espaços seguros”, onde tudo coincide com suas expectativas. Essas pessoas são hipersensíveis à crítica e, em geral, a todas as coisas que não se encaixam na visão do mundo.

Também são mais propensos a adotar o papel das vítimas, considerando que estão todos contra ou equivocados. Desta forma, eles desenvolvem um local de controle externo, colocando a responsabilidade sobre os outros, em vez de se encarregar de suas vidas e mudar o que podem mudar.

O resultado também é que essas pessoas são muito mais vulneráveis ao desenvolvimento de transtornos psicológicos, do estresse pós-traumático à ansiedade e à depressão. Na verdade, não é estranho que o número de transtornos de humor aumente ano após ano.

***

Fonte:
Mistler, BJ et. Al. (2012) The Association for University and College Counseling Center Directors Annual Survey Reporting. Pesquisa do AUCCCD ; 1-188

Este artigo foi publicado originariamente no site Rincón Psicología e fora livremente adaptado pela equipe da Revista Pazes.

Imagem de capa: Victoria Chudinova/shutterstock

Os dois menores e MELHORES contos de fadas do mundo, por Luis Fernando Verissimo

Os dois menores e MELHORES contos de fadas do mundo, por Luis Fernando Verissimo
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1. Conto de fadas para mulheres do séc. 21

Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
– Você quer casar comigo?
Ele respondeu:
– NÃO!

E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos
outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro
carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe
faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e
ninguém mandava nela.

O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou
sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.

2. Conto de fadas para mulheres do séc. 21

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e
cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como
o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades
ecológicas, se deparou com uma rã.

Então, a rã pulou para o seu colo e disse: -Linda princesa, eu já fui um
príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu
transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me
transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar
feliz no teu lindo castelo.

A minha mãe poderia vir morar conosco e tu
poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os
nossos filhos e viveríamos felizes para sempre…
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée,
acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a
princesa sorria e pensava:
-Nem mortaaaa!

Luis Fernando Verissimo

Fonte indicada: A grande arte de ser feliz

Imagem de capa: iordani/shutterstock

4 séries perfeitas para notívagos inteligentes, curiosos e destemidos

4 séries perfeitas para notívagos inteligentes, curiosos e destemidos

Na lista abaixo encontramos suspense psicológico (com um pouco de drama), trama polícial, mistério e até terror. Mas o que elas têm em comum? A capacidade de te deixar amarrado do começo ao fim tentando descobrir como tudo vai acabar.

1- Manhunt: anabomber

Um retrato sobre o dia a dia de agentes do FBI em suas missões para desvendar célebres casos criminais. A primeira investigação é sobre uma caçada de aproximadamente 20 anos para capturar Ted Kaczynski, mais conhecido como o terrorista “Unabomber”, que foi condenado à prisão perpétura por ter participado de uma série de atentados nos Estados Unidos.

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2- Requiem

Em 1994, uma criança desparece em uma pequena cidade galesa. Depois de 23 anos, uma tragédia inesperada em Londres faz com que uma jovem violoncelista (Lydia Wilson) relacione sua mãe a este misterioso caso.

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3-Tábula Rasa

Annemie D’Haeze (Veerle Baetens) é a única pessoa capaz de solucionar o mistério acerca do desaparecimento de diversas pessoas. Apesar de ser uma chave fundamental para tais casos, ela sofre de amnésia e ainda experimenta eventos sobrenaturais dentro de sua própria casa.

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4- Alias Grace

Grace Marks (Sarah Gadon) é uma jovem irlandesa de classe média baixa, que decide tentar a vida no Canadá. Contratada para trabalhar como empregada doméstica na casa de Thomas Kinnear (Paul Gross), ela é condenada à prisão perpétua pelo assasinato brutal do seu patrão e da governanta da casa, Nancy Montgomery (Anna Paquin). Passados 16 anos desde o encarceramento da imigrante, o Dr. Simon Jordan (Edward Holcroft) se apaixona por Grace e fará de tudo para descobrir a verdade sobre o caso.

Não recomendado para menores de 14 anos.

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Com sinopses de Adoro Cinema.

Quais as outras séries incríveis para ver na noite? Contem-nos nos comentários!

O lado oculto de cada um dos signos revela como ele pode ser conquistado.

O lado oculto de cada um dos signos revela como ele pode ser conquistado.

“No texto, eu aponto o lado negativo que cada signo pode vir a ter e como “conquistar ” seu par de determinado signo, levando em conta esse lado, que podemos desenvolver ou não….

Não são características que sempre aparecem nos signos, mas podem existir….nem que seja uma pontinha.

Conhecer nosso lado bom e as potencialidades de nosso lado ruim nos torna mais atentos ao bem e a nossa jornada de autoconhecimento….

Me diga, depois da leitura,  o que você acha e se é capaz de chegar aos extremos aí apontados.” Marlyse Niero

Quase todos nós somos curiosos o bastante e conhecemos nosso signo solar, que na cultura ocidental se expressa em doze arquétipos e nos representa de acordo com a data de nosso nascimento. Obviamente, se fizermos e considerarmos nosso mapa astral, que descreve como estava o céu na data e hora exata de nosso despertar para vida no planeta Terra, saberemos que cada planeta traça suas trajetórias sobre signos diferentes e tais evoluções também fazem parte de nossas características pessoais, nos tornando únicos.

Nosso signo solar sempre esteve mais próximo de nós e acessível através da literatura e dos horóscopos que encontramos na mídia em geral. Ele determina características bem marcantes de nossa personalidade e nossa maneira de agir, inclusive diante do inusitado.

Procuramos o autoconhecimento e também conhecer o outro, de nosso interesse, através desta consulta “astral” que fazemos, quando nos deparamos com novos personagens em nossas vidas: De que signo você é?

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Por n_defender/shutterstock

Nosso rosto captura e transcende nosso sentimento ao sabermos: Sou leão! E nos arrepiamos em lembrarmo-nos do ex-namorado orgulhoso e vaidoso. Sou peixes! E nos sentimos aliviados em lembrar da amiga alegre e sonhadora. Sou áries! E recordamos aquele primo charmoso, mas que brigava conosco!

Obviamente, o estudo do nosso signo solar não representa uma análise pessoal tão pouco profunda e, neste contexto, vamos alertá-lo a fim de evitar certas armadilhas que as características estereotipadas de cada signo podem trazer, na busca de seus relacionamentos, desvendando o lado oculto de cada signo.

Comecemos, pois,  com o signo de Áries, que inaugura o zodíaco astral, sob a influência do planeta vermelho, Marte.

Áries: O Frágil Guerreiro.

Embora Marte, o Deus das Batalhas, esteja influenciando sua aura, o lado sombrio do ariano revela uma fragilidade quase que incompreensível em alguém tão seguro. O Ariano é emocionalmente infantil e muito sensível, e esta sensibilidade sempre fica disfarçada numa esfera de força e poder, que ele sustenta a duras penas. Ele sabe enfrentar pessoas fortes e relacionamentos conturbados, mas o prejuízo emocional que isto causa é tão grande, que faz com que, muitas vezes, use isso como um escudo e se torne uma pessoa insensível à dor do outro, por estar muito constrito à sua própria dor. O Ariano nunca desiste e, mesmo tendo oportunidade de sair de perto, ele fica ao lado de quem o magoa, num eterno abrir e fechar das próprias feridas. Se quiser conquistar um Ariano, saiba ajudá-lo a cicatrizar seus ferimentos, olhá-lo e tratá-lo como uma criança, embora ele pareça uma fonte de maturidade e certezas. O Ariano precisa mais da paz do que das batalhas, pois, como todo soldado, sonha em voltar a um lar, onde tenha conforto e compreensão.

Touro: O Solitário Insaciável.

Os Taurinos, que nasceram sob a influência de Vênus, tem a fama de serem serenos, tranquilos e até glutões. E é nessa última característica que reside seu lado oculto. O Taurino não come em demasia. Ele é insaciável. Sua natureza, embora pareça expansiva, pois sempre tem muitos amigos e é simpático, é solitária. Mesmo sendo uma pessoa sociável, você pode notar que sempre está só. Vai a lugares sozinho e lá encontra amigos, gosta de esportes individuais, procura trabalhos autônomos, ou trabalhar em empresas onde possa ter cargos que não necessitem muita interação. Ou seja, são avessos a equipes, embora administrem situações assim, mas sem estarem satisfeitos. Também parecem pessoas que são excelentes para constituir uma vida a dois. E até desejam isso. Mas seu lado insaciável sempre se revela e o Taurino não consegue levar um relacionamento a sério, sem ter válvulas de escape. O Taurino é aquele que convida três pessoas para sair no mesmo dia, consegue administrar a situação e, de repente, vai embora sozinho. Mas no outro dia estará mandando bom dia para as três pessoas novamente e mais outras duas que conheceu. Lembre-se que, para relacionar-se com um taurino, você deve abrir mão da exclusividade e respeitar distâncias. Taurinos nunca amam quem os ama. Amam sempre a quantidade e o inacessível.

Gêmeos: A Energia Mal Direcionada.

Os nativos desse signo, sob a influência do Planeta Mercúrio, são considerados seres de dupla personalidade e inconstantes. Embora, seu lado oculto se revele nas suas próprias más escolhas. São mestres em colocar sua energia no que traz satisfação limitada. Tem muita vitalidade e vontade, mas canalizada para algo que não lhes traz alegria, reconhecimento ou compensação. E aí sentem-se injustiçados e acham que todos só aproveitam deles. Também não conseguem manter relacionamentos duradouros, e sempre estão em conflito com pais, mães, irmãos e filhos. Tratam muito bem e fazem tudo pelos amigos e recém conhecidos, mas não tem a mesmo comportamento com seu próprio núcleo familiar, mais uma vez resultado de colocar sua energia naquilo que não tem raiz. São ótimos trabalhadores, porém, custam a ser reconhecidos, pois esse conduta dificulta a criação de uma rede de admiração e respeito. E eles tem tanta necessidade de serem admirados que amam o trabalho e seus frutos acima de tudo. São pessoas que necessitam ter muitos bens materiais, pois acreditam que serão mais aceitos e valorizados por tê-los, outra vez canalizando sua energia no transitório.

Para relacionar-se com alguém deste signo é necessário paciência e tolerância e personalidade forte o bastante para direcionar a energia intensa que possuem de forma correta. E muito amor incondicional.

 

contioutra.com - O lado oculto de cada um dos signos revela como ele pode ser conquistado.
Por Aris Suwanmalee/shutterstock

Câncer: O Torturador Emocional.

O Canceriano, está para seu planeta regente, a Lua, como ela está para seu lado oculto! Ele nunca revela-se todo ao mesmo tempo, como o satélite em questão.

Tido como um ser emocional, amoroso e doméstico, a realidade atroz se revela quando o Canceriano é contrariado. Torna-se um frio e bem qualificado torturador emocional. Ele não se conforma de ser tão bom e não ser reconhecido e sabe transformar a vida de familiares e amigos em um inferno. Primeiro reveste-se de uma mágoa intensa, que incomoda o outro, transparece. Faz com que todos se sintam culpados por muitas coisas que nem existem na realidade, pois como são persecutórios, entendem que coisas corriqueiras que acontecem, como opiniões, situações estranhas ou mal entendidos, tem a ele como alvo exclusivo. Então se fecham e atingem seu pretenso algoz com olhos líquidos, raiva contida e um mutismo inquisidor. E sabem, como ninguém, fazer o outro se sentir mal com isso e correr a sua volta, tentando reconquistá-lo e agradá-lo. E como é difícil essa tarefa. Ele vai torturá-lo com esse comportamento ofendido até que não lhe reste mais forças. Então ele lhe dará um perdão limitado e sempre lhe lembrará, com um olhar ressentido, o mal que você lhe fez.

Relacionar-se com um Canceriano requer um certo masoquismo e uma tolerância infindável com a ingratidão. Mime-o e elogie-o constantemente e mesmo assim se blinde contra aqueles olhos eternamente acusadores!

Leão: O Protagonista Insatisfeito.

Quem se aproxima de um Leonino, que nasceu sob a luminosidade solar, muitas vezes pode entender que tanto orgulho e exuberância o levem a todas as conquistas possíveis e a amealhar tudo o que deseja. Ledo engano! A despeito de se sentir protagonista de sua própria vida e também o ente principal do mundo que o cerca, o Leonino é um eterno insatisfeito. Precisa estar sempre reafirmando seu poder e preponderância e o  faz de forma bizarra e que desagrada aos outros. Sua insatisfação lhe traz inimizades e provoca brigas e revoltas, preferencialmente no meio familiar ou com seus parceiros e relacionamentos amorosos. Conquanto sejam admirados, as pessoas muitas vezes desistem dos Leoninos por não conseguirem suprir suas vontades e desejos. Sempre querem algo mais do outro que não conseguem expressar. Afastam-se, muitas vezes, por entenderem que as pessoas não lhes dão o que merecem, embora não possam determinar o que seja. Vivem, literalmente, na caça por aquilo que nunca sentiram e sequer sentirão por não saberem definir o que querem.

Para quem gosta de emoções fortes e revezes inesperadas, o relacionamento com um Leonino pode ser impactante. Mas a possibilidade de sair machucado é grande. Portanto, há que se ter habilidade e muita criatividade para domar tal fera!

Virgem: O Inseguro Contido.

Os equilibrados virginianos também vem ao mundo sob a égide do planeta Mercúrio. Perfeccionistas e assertivos, poucos podem supor que a insegurança esteja em seu lado oculto. Pois, como toda característica de um Virginiano, essa insegurança é contida, é interna, não extrapola nem atinge ninguém mais que ele mesmo. O Virginiano é dotado de talentos práticos e surpreendentes, sabendo muito bem como e onde aplicá-los, desde que seja no mundo material, físico. Nas relações interpessoais e sentimentais, o Virginiano sempre deixa lacunas por sua insegurança. Deixa de dizer o que devia e perde oportunidades de aprofundar relacionamentos. Deixa passar pessoas que estão sinalizando que realmente gostam dele, por não acreditar-se capazes de serem amados. Perde grandes oportunidades de extravasar seu lado sentimental e sexual, por medo de não agradar, de falhar, de não ser o que se esperava. E com isso passam uma imagem de pessoa fria, de poucos sentimentos. Ao contrário, são excelentes amantes, dedicados esposos e esposas, pais e filhos amorosos, quando tem ao seu lado pessoas que compreendem toda essa insegurança e oferecem respaldo para que seus sentimentos possam fluir com confiança.

Para conquistar o tímido Virginiano, seja também assertivo, mostre a que veio e ofereça um porto seguro e uma mar calmo, sem tempestades emocionais ou espetáculos sentimentais.

 

Libra: o Mentiroso Contumaz.

Qual o mistério do agradável Libriano, que sob a influência de Vênus, ama as artes e a beleza acima de tudo? A capacidade de mentir. Na verdade o Libriano é um artista que faz da vida um palco e que deseja proporcionar sempre um belo espetáculo aos que com ele convivem, com final feliz. E não mede esforços para realizar tal intento, nem que para isso tenha que mentir, ludibriar, disfarçar a realidade. Seu lado oculto faz com que ele minta e omita coisas ruins, para deixar seu mundo equilibrado. Por vezes, devido a isso, ele sacrifica seu lado emocional, o que lhe faz muito mal, para que tudo pareça bem. O Libriano é capaz de jurar amor a quem não ama, e manter uma amizade eterna e aparentemente feliz com que verdadeiramente ama, sem nunca revelar isso, somente para que tudo esteja perfeito e seja belo. Com o sacrifício de seus próprios sentimentos, vive de aparências, porque entende que assim é que deve ser. É um dos poucos signos propensos mais ao amor incondicional do que ao amor pessoal. Ele ama a humanidade tão intensamente, que a odeia por não conseguir chegar à perfeição. Algumas pessoas, que já se relacionaram com Librianos, devem achá-los muito frios por terminarem relacionamentos sem que os mesmos pareçam estar ruins e não demonstrarem qualquer sentimento após isso. É que para o Libriano, o sentimento havia terminado há muito tempo, mas ele mantinha o relacionamento, da mesma maneira, com a mesma paixão, por que é mais bonito assim. Mas, um dia, disto se aborrece e, por não ter medo da solidão, sai simplesmente caminhando em sentido oposto, porque este também é um bom fim.

O relacionamento com um libriano pode ser muito enriquecedor, pois são divertidos, abertos a qualquer tipo de aventura e ainda pessoas elegantes no trato. Mas não seja ciumento, ou exija que ele não olhe para mais ninguém. Librianos podem ser fiéis, mas amam o belo e sentem necessidade de olhar para todos que lhe chamam a atenção e imaginar, simplesmente imaginar…

Escorpião: A Criança Triste.

Quem vê o escorpiano, com toda sedução e segurança que lhe emana seu planeta regente, Plutão, não imagine que a tristeza esteja em seu lado oculto. O escorpiano, embora pareça alegre, tem uma tendência atroz a sentimentos negativos e reage, muitas vezes, como uma criança contrariada. Ele é um dos signos que mais chora e sente-se castigado por coisas pequenas, que para outros signos passariam desapercebidas. O Escorpiano sofre intensamente com qualquer forma de bulliyng, com críticas, mesmo que suaves, com desapontamentos cotidianos. E muitas vezes reagem violenta e desproporcionalmente a essas revezes. Não admitem que seus projetos não sejam coroados de êxito e ficam muito magoados se entram em competições de qualquer tipo e não vencem. Tendem então a se isolar e sofre de forma desmesurada. São pessoas apreciadas por serem gentis quando estão de bem consigo mesmas, mas caso se desentendam com alguém falam coisas absurdas à pessoa e ofendem gravemente. Depois, ficam muito mal com tal comportamento e se fecham, sendo incapazes de pedir perdão. Como acima assinalado, trata-se de um comportamento infantil, que rendem inimizades.

Para conquistar um Escorpiano é preciso saber lidar com comportamentos imaturos e perdoar, mesmo que ele não peça perdão. Também entender os períodos de grande tristeza e ajudar quando eles deixarem você chegar perto. É estar pronto para um desafio cotidiano de compreensão e indulgência.

Sagitário: O Problemático Generoso.

Júpiter influencia positivamente os Sagitarianos, que são considerados aventureiros, generosos e otimistas. Entretanto seu lado oculto demonstra toda uma gama de problemas que ele não consegue resolver. Como o Escorpiano, muitas vezes reage desproporcionalmente a pequenas adversidades, pois as supervaloriza a ponto de transformá-los em traumas e sofrem por invenções de sua própria cabeça. O Sagitariano pode ser muito mal humorado e, como enxerga situações de conflitos onde não existem, acabam afastando as pessoas de si. Quando se arrependem por terem assim agido, tentam disfarçar e se reaproximam como se nada tivesse ocorrido. Mas, com o estrago feito, nem sempre conseguem refazer seus relacionamentos.

Como tem consciência desses seus defeitos, quando se envolvem emocionalmente, buscam agradar o parceiro presenteando-os, pagando contas em restaurantes, bares, motéis, literalmente pagando pelo amor do outro, a fim de serem compreendidos quando, enfim, criarem situações absurdas saídas de sua própria mente. Nem sempre dá certo e por isso também podem ser vítimas de pessoas mal intencionadas, que busquem aproveitar-se dessa sua generosidade.

Relacionar-se com sagitarianos requer paciência para entender seus problemas e uma mente que cria situações fictícias e nelas acredita. Também devem ser pessoas que se mostrem gratas e suportem ciúmes e um humor instável.

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Por Viacheslav Lopatin/shutterstock

Capricórnio: O Manipulador Limitador.

Capricornianos são interessantes e persuasivos. Regidos por Saturno, são pessoas que usam sua persuasão tanto para o bem, quanto para o mal.

Gostam de manipular todos à sua volta, pois não abrem mão de sua opinião e querem que ela seja seguida incondicionalmente. Seus relacionamentos são tempestuosos, tanto na família, quanto com amigos ou parceiros. Seu lado oculto se traduz numa férrea determinação em moldar as pessoas a seu bel prazer. Muitas vezes agem como se o outro não tivesse sentimentos e seu dever fosse guiá-lo para o caminho que entende ser correto. Por isso, não respeitam sentimentos alheios e acham que estão fazendo um grande bem, pois consideram o outro ingênuo e incapaz.

Para que um relacionamento com um Capricorniano seja possível, é necessário ter uma personalidade forte e não ter medo de embates. Mesmo sendo manipulador, o nativo em Capricórnio é muito suscetível ao amor e ao carinho. Uma relação forte e muito afetuosa pode trazer equilíbrio a este ser dominador, que então aprenderá o respeito pelo outro.

Aquário: O Obsessivo Incansável.

Irreverência e liberdade são as premissas do Aquariano, regido por Urano e sempre disposto a experimentar novidades, sejam elas lícitas ou não. No entanto, este amante da natureza, tem como seu lado oculto tendências obsessivas. Em todos os segmentos de sua vida! Quando se apaixona por uma pessoa, trabalho ou causa, o Aquariano é insistente e desbravador. Mas, em demasia. O objeto do desejo do Aquariano é perseguido sem dó nem piedade, até a conquista final. Se for uma pessoa, esta não terá paz, até ceder. O Aquariano nunca aceita um não como resposta e vai atrás do que almeja, sejam quais forem as dificuldades. E essa obsessão, na maioria das vezes, causa traumas e grandes rejeições. Se você for escolhido por um Aquariano e não o escolher, vai ter um trabalho enorme para se livrar dele. Ele perseguirá, insistirá, aparecerá de surpresa, até cansar, o que será difícil, ou encontrar outro objeto de desejo. E, mesmo assim, nunca lhe esquecerá e se, depois de anos, reencontrarem-se, ele atacará novamente, mesmo estando com alguém a seu lado.

Se você se apaixonar por alguém de Aquário e  ele se apaixonar por você, maravilha! Viverão um amor intenso e até duradouro. Mas se você somente provocar um Aquariano e não o quiser mais, desapareça ou se prepare para um eterno retorno!

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Imagem: Photosani/shutterstock

Peixes: O Mau Apostador.

Quem conhece o sonhador Pisciano, regido pelo planeta Netuno, sequer imagina que o seu lado oculto transite pelo enigma de enganar a si mesmo. Sim, o Pisciano é o campeão das apostas erradas que faz para a própria vida. Longe de enganar ao outro, o nativo de Peixes faz mal e engana a si mesmo. Por isso acaba prejudicando ao outro, pois suas más escolhas influenciam sua vida e fazem com que tenha o parceiro que na verdade não quis, filhos que cria de modo equivocado, familiares que agride ao invés de dar amor. E tudo isso lhe custa muito emocionalmente. Como o Libriano, o Pisciano tenta atuar na sua própria vida, parecendo feliz e satisfeito. Mas vive a perseguir os sonhos que não conquistou, entretanto sem coragem de desligar-se da vida que mal escolheu. O resultado é que, muitas vezes, ele parece feliz e satisfeito e outras revoltado e taciturno. Vive entre a euforia e a melancolia. Não consegue ser entendido por não se entender.

Aqueles que se envolvem com um pisciano devem tomar cuidado com esse aspecto e verificarem se realmente são a escolha certa. Caso contrário sofrerão com ele as consequências de um relacionamento infeliz, mas que se arrastará por muito tempo.

Imagem de capa: Por Dzhulbee/shutterstock

No fundo, fundo, somos um bando de crianças assustadas… e perigosas!

No fundo, fundo, somos um bando de crianças assustadas… e perigosas!

Temos intelecto, temos sentimentos e temos desejos. Somos seres complexos e ricos em recursos. Então, por que as coisas dão tão errado para nós? Por que permanecemos embirrados, sentados sobre nossos calcanhares orgulhosos e teimamos em esperar que alguém venha nos valorizar, que alguém venha nos render graças por nosso tão singular valor?

A resposta é uma mistura antagônica de autocomiseração e arrogância. Ora, nos sentimos incapazes de remover de sobre nossas cabeças, montanhas ilusórias de fardos insuportáveis. Ora, acreditamos ser superiores a todo o resto da humanidade, melhores, mais corretos, mais valorosos; e, por isso, escolhemos esperar. Esperar que uma estrela caia do firmamento, que um anjo venha nos salvar, que o céu se renda à nossa vontade.

Todos nós temos capacidade para reverter nossos comportamentos errantes, por meio de nossas aprendizagens pessoais, por meio das experiências de regozijo ou sofrimento. Todos nós temos as ferramentas adequadas para estabelecer uma relação mais assertiva e harmoniosa, apaziguando dentro de nós, nossas luzes e nossas sombras.

Quando não reconhecemos nossas próprias feridas, quando não cuidamos delas, quando não assumimos que a nossa cura é de nossa própria responsabilidade… entramos num jogo viciado e perigoso, por meio do qual nos perturbamos mutuamente, numa dinâmica de transferência de dor, que nunca terá fim.

O fato é que da forma como nos isolamos uns dos outros, acabaremos congelados em ilhas de individualismo. Ficaremos fadados a uma solidão que outrora desejamos sob a justificativa de merecermos a paz, a paz da ausência de perturbação do outro que não nos entendem, a paz do silêncio abençoado, livres do ruído daqueles que não merecem a nossa voz.

Quanta ilusão! Ainda que chegássemos à sofisticação de termos um planeta para cada um. Ainda que nos convertêssemos todos em pequenos príncipes, apaixonados por nossas rosas perfeitas… Ainda assim, acabaríamos um dia por sucumbir à nossa essência original, segundo a qual, somos seres gregários, necessitamos uns dos outros, por mais que acreditemos que esses outros são tão difíceis de conviver.

O caos em que vivemos, assim como tudo nessa vida, é temporário. O caos significa que as estruturas do mundo estão se adaptando, as engrenagens da Terra estão em movimento constante, numa trajetória de evolução. E cada um de nós é feito das fibras do bem e do mal; faz parte da nossa natureza oscilar entre sucumbir à satisfação de nossos caprichos e assumir a nossa missão maior neste mundo.

Cuidemos apenas de sermos uma presença útil nesse planeta. Não nos acomodemos. Não ofereçamos ao outro as rédeas da nossa vida, sob o pretexto de sermos frágeis demais, ou desapegados demais. Não rejeitemos a nossa capacidade intelectual de transmutar as relações de poder em laços poderosos de transformação.

O nosso destino é incerto; é verdade! A nenhum de nós é dado o poder de prever se nossos esforços resultarão em sucesso ou em fracassos; isto também é verdade!

No entanto, o passo que escolhermos dar, a partir do momento em que finalmente assumirmos a responsabilidade pelo nosso futuro, não haverá destino que se revele imutável, não haverá sucesso que sirva de alimento, sem ter em si o propósito da evolução de todos. E o fracasso?! O fracasso só nos alcançará se, mesmo tendo tido a oportunidade de ainda estarmos vivos depois de anos habitando esse mundo, permanecermos nesta postura birrenta, segundo a qual nos negamos a evoluir. O fracasso será o prêmio merecido àqueles que teimarem em acreditar que para se conseguir aquilo que se deseja, vale tudo. Inclusive subjugar o outro.

***

E vocês, leitores, o que pensam disso? Comentem conosco para crescermos juntos!

Quem pode tocar seu corpo, pode olhar seu celular

Quem pode tocar seu corpo, pode olhar seu celular

Se existe intimidade para uma pessoa tocar seu corpo, compartilhar a sua casa e comer na sua mesa, por que não existiria essa mesma cumplicidade para que essa mesma pessoa atenda ou use o seu telefone?

Acho bastante peculiar o comentário de pessoas e textos em que as pessoas dizem que umas não podem nem ao menos “tocar” o celular das outras. Entretanto, existe uma diferença muito grande entre ter confiança e tentar controlar o outro.

Vou deixar para vocês um ponto de vista e, desde já, deixo claro que ninguém precisa concordar comigo, mas eu acredito que, se existe intimidade para uma pessoa tocar seu corpo, compartilhar a sua casa e comer na sua mesa, por que não existiria essa mesma cumplicidade para que essa mesma pessoa atenda ou use o seu telefone?

O problema começa quando existe a confusão e os limites são ultrapassados e, LEIAM COM ATENÇÃO, esses limites se aplicam para qualquer esfera da vida e não só para o uso do celular. 

Você pode conversar com uma pessoa e usar as mesmas palavras em tom de gentileza, mas também pode conversar com ela e dizer o mesmo com brutalidade. Você pode sentir ciúmes do seu parceiro e conversar com jeito, assim como também pode tentar evitar que ele vá a lugares específicos ou faça coisas que te desagradam. Você, ainda, da mesma maneira, pode usar o celular do seu parceiro de forma respeitosa e sem invadir coisas que sabe que são pessoais ou tentar controlar tudo o que ele faz e caçar deslizes. Os exemplos são similares, o que muda é a forma de controle e eu reforço que para mim o problema não é o celular e sim a falta de confiança e a tentativa de controlar o outro.

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Por Antonio Guillem/shutterstock

Se existe um comportamento de controle das partes: do que quer mexer ou do que tem muito medo que o outro mexa, isso não confirma que existe traição- isso nem dá para saber- mas mostra que não há confiança e respeito entre as partes, pois de um lado um não confia e do outro existe alguém que tenta esconder, mesmo que para se sentir com o direito de poder limitar o que o outro pode ver, independente de fazer algo errado.

O que quero dizer é que, se um tenta invadir e o outro tenta esconder, esse é um sinal de que não existe confiança e isso é algo mais alarmante do que o risco de traição. Todos sabemos que todos têm direitos a seu espaço pessoal, mas quando um objeto é usado para controle, acende-se a luz do desvio de uma das partes em uma queda de braços por poder. Afinal, essa é a minha provocação, quem é digno de confiança para tocar o seu corpo não pode olhar o seu celular?

***

PERGUNTA PARA OS LEITORES:

E vocês, o que acham disso?

1- Concordam com a minha defesa de que não existe problema em mexer no celular desde que haja respeito e limites?

2- Acham que o parceiro NUNCA deve tocar em seu celular.

Respondam nos comentários!!!

Imagem de capa: Herrndorff/shutterstock

10 frases que tocam a alma de pessoas com depressão

10 frases que tocam a alma de pessoas com depressão

Incompreensão e desamparo são sentimentos frequentes em quem sofre com a depressão. E, justamente por isso, quando uma palavra certa chega e releva algo que acolhe e que entende, o momento é tão especial.

Escolhemos 10 frases que traduzem esse encontro possível entre a dor e a palavra que conforta. Seus significados confortam a alma de quem, nesse momento, sente-se perdido ou luta para, mais uma vez, levantar a cabeça, e dar mais um passo adiante.

Recebem nossas palavras e sintam-se abraçados.

1- “E no meio de um inverno eu finalmente
aprendi que havia dentro de mim
um verão invencível.” Albert Camus

2- “Como faço uma escultura? Simplesmente retiro do bloco de mármore tudo que não é necessário.” Michelangelo

3- “Caia sete vezes, levante-se oito.” – Provérbio japonês.

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Por Yuganov Konstantin/shutterstock

4- “Ando devagar, mas nunca ando para trás.” Abraham Lincoln

5- “Ando de um lado para outro, dentro de mim. Estou bastante acostumada a estar só, mesmo junto dos outros.” Clarice Lispector

6- “Fechei os olhos e pedi um favor ao vento: Leve tudo que for desnecessário. Ando cansada de bagagens pesadas… Daqui para frente levo apenas o que couber no bolso e no coração.” Cora Coralina

7-  “Viajo sozinha com o meu coração. 
Não ando perdida, mas desencontrada. 
Levo o meu rumo na minha mão.” Cecília Meireles

8- “Ando tentando não conversar, não amar, nem sequer gostar, não me apegar, não voltar atrás, não repensar, ignorar, me manter distante. Ando tentando superar.” Tati Bernardi

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Por Yuganov Konstantin/shutterstock

9- Eu ando tomando o rumo certo agora, me deseje sorte! Caio Fernando Abreu

10- “Mas é fato, ando com preguiça de interpretar o mundo, de entender as pessoas, de procurar os sete erros. Gostaria de ter todas as respostas na última pagina, de ter um manual de atitudes sensatas, de ter o pensamento voltado pra Meca. Queria que houvesse um serviço de telessoluções entregues a domicílio em menos de meia hora. Cansei de filme de guerra, holocausto, tortura, exorcismo, crise existencial, seqüestros, erro médico, suicídio, trapaça. Ando abençoando a alienação, eu que tinha uma dificuldade crônica em concordar com os outros, me quero de volta, eu pago resgate.” Martha Medeiros

Editorial CONTI outra. Imagem de capa: Por Yuganov Konstantin/shutterstock

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Saiba o que acontece em seu cérebro quando você lê poesia

Saiba o que acontece em seu cérebro quando você lê poesia

Por Jennifer Delgado Suárez, psicóloga

Poesia são dardos em forma de palavras que vão direto para a parte mais emocional do nosso cérebro. Há poemas que despertam um tsunami emotivo real e nos arrepiam, como “A Primeira Elegia”, de Rainer Maria Rilke, cujos versos dizem:

“A beleza é nada mais que o princípio do terrível,
Aquilo que somos apenas capazes de suportar,
Aquilo que admiramos porque serenamente deseja nos destruir,
Todo anjo é terrível. ”

Rilke descreveu o terror que sentimos quando adquirimos um conhecimento mais amplo, o momento em que ficamos mais conscientes de nossas limitações e da complexidade do mundo, e percebemos tudo o que não entendemos, conscientes daquilo que nunca iremos compreender. É uma possibilidade bela e sedutora, mas também muito assustadora.

A poesia tem a capacidade de enviar poderosas mensagens emocionais e ativar a reflexão, ainda que seja certo dizer que o maior prazer que sentimos ao ler um poema, como quando desfrutamos de uma obra de arte, não provém de uma reflexão profunda, mas de sensações que nós experimentamos. Na verdade, Vladimir Nabokov disse que não se deve ler com o coração ou com o cérebro, mas com o corpo.

Pesquisadores do Instituto Max Planck de Estética Empírica se propuseram a explorar mais a fundo as influências da poesia em nosso cérebro, e os resultados de seu estudo são fascinantes.

A poesia gera mais prazer, a nível cerebral, que a música.

Pesquisadores pediram a um grupo de pessoas, alguns liam poesia com frequência, para ouvir poemas lidos em voz alta. Alguns dos poemas pertenciam a conhecidos poetas alemães como Friedrich Schiller, Theodor Fontane e Otto Ernst, apesar de que foi dada a opção para os participantes escolherem algumas obras, incluindo autores como William Shakespeare, Johann Wolfgang von Goethe, Friedrich Nietzsche, Edgar Allan Poe, Paul Celan e Rilke.

Enquanto os voluntários escutavam os poemas, os pesquisadores registravam o ritmo cardíaco, expressões faciais e até mesmo os movimentos dos pelos sobre a pele. Além disso, quando as pessoas sentiam um arrepio, elas eram instruídas a avisar, pressionando um botão.

Curiosamente, todas as pessoas, mesmo aquelas que não tinham costume de ler poesia, relatavam calafrios em algum momento durante e leitura, 40% sentiram arrepios várias vezes. Estas são respostas similares àquelas que experimentamos quando escutamos música ou assistimos a uma cena de um filme que gera grande ressonância emocional.

Mesmo aquelas que não tinham costume de ler poesia, relatavam calafrios em algum momento durante e leitura, 40% sentiram arrepios várias vezes.

No entanto, as respostas neurológicas estimuladas pela poesia eram únicas. Os dados mostraram que ao tomar contato com os poemas, partes do cérebro usualmente desativadas quando expostas ao estímulo de filmes e música foram despertadas.

Os neurocientistas descobriram que a poesia cria um estado que chamaram de “pré-relaxamento”; ou seja, que provoca uma reação de prazer gradativo a cada estrofe escutada. Na prática, ao invés da emoção nos invadir repentinamente, como quando escutamos uma canção, a poesia gera um crescendo emocional que começa até 4,5 segundos antes de sentirmos o arrepio.

Curiosamente, esses picos emocionais ocorriam especificamente em trechos dos versos, como no final das estrofes e, acima de tudo, no final da poesia. É uma descoberta muito interessante, especialmente considerando-se que 77% dos participantes que nunca tinha escutado um poema também mostraram as mesmas reações e sinais neurológicos que antecipavam os focos emocionais da leitura.

A poesia estimula a memória, facilita a introspecção e nos relaxa.

Neurocientistas da Universidade de Exeter escanearam os cérebros de um grupo de participantes enquanto liam conteúdos diferentes, desde um manual de instalação de ar-condicionado, passando por diálogos de novela, até sonetos e poemas.

Estes pesquisadores descobriram que o nosso cérebro processa a poesia de forma diferente que a prosa. É ativada uma “rede de leitura” peculiar que abraça diferentes áreas, entre elas, aquelas responsáveis pelo processamento emocional, ativadas fundamentalmente pela música.

Eles também perceberam que a poesia estimula áreas do cérebro associadas com a memória, como o córtex cingulado posterior e o lobo temporal médio, áreas que são despertadas quando estamos relaxados, ou introspectivos.

Isto demonstra que existe algo muito especial na estrutura do texto poético que gera prazer. Na verdade, a poesia é uma expressão literária muito especial que transmite sentimentos, pensamentos e ideias, praticando síntese métrica, trabalhando rimas e aliteração.

Portanto, não faz mal inserir um poema por dia em nossa rotina.

***

Texto originalmente publicado no site Rincón de la Psicología, traduzido e livremente adaptado pela equipe da Revista Pensar Contemporâneo.

Imagem de capa: Maksim Shmeljov/shutterstock

Um mundo de informações velozes e pessoas tristes

Um mundo de informações velozes e pessoas tristes

Vivemos em um mundo assustadoramente veloz. As informações nos chegam cada vez mais rapidamente e em uma quantidade avassaladora. Estima-se que uma pessoa “conectada” receba atualmente mais informações em um dia do que seus antepassados recebiam durante toda uma vida. Mas não é só o acesso a informação que foi democratizado, a produção dela também foi.

Com um smartphone à mão e uma ideia na cabeça, o mundo passou a ter um contingente de bilhões de repórteres e jornalistas, a maioria deles sem qualquer compromisso com a verdade ou com as consequências daquilo que publica. E é esse mundo, em que as informações e notícias são consumidas com cada vez menos profundidade de análise, que está deixando as pessoas cada vez mais ansiosas e frustradas.

Há algumas décadas as pessoas eram capazes de manter sua atenção focada por quase uma hora, em média, num mesmo assunto antes de perder-se em outros pensamentos. É por isso que as aulas dos colégios, das faculdades, as palestras e as sessões de terapia têm essa duração. Com a avalanche de informações e o aumento do custo de oportunidade de fixar a atenção em uma só coisa – e perder uma infinidade de outras coisas que acontecem enquanto isso – esse tempo foi diminuindo. Hoje, estima-se que seja de cerca de 8 segundos apenas. Não é coincidência que as propagandas do Youtube demorem 7 segundos (em um de seus modelos mais populares à venda para anunciantes).

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YOUTUBE: As coisas continuam demorando para dar certo, muito mais do que 7 segundos / (Dado Ruvic/Reuters)

Nesse mundo, chocar ou prometer milagres já nas primeiras linhas de um anúncio ou nos primeiros segundos de um vídeo parece ter se tornado a estratégia mais utilizada para fisgar as pessoas. E é por isso que as “fórmulas de lançamento” que prometem deixar as pessoas ricas em uma semana, os produtos de beleza que acabam com celulites ou rugas em poucos dias, e os cursos de idiomas que te fazem fluente em poucas semanas são o hit do momento. Ótimos somente para quem os vende.

Do outro lado do balcão estamos nós, os consumidores. Que fazem à risca o que mandam as fórmulas anunciadas e, contrariando nossas esperanças e expectativas, seguimos colecionando fracassos atrás de fracassos em nossos negócios, rugas e mais rugas em nossos rostos, e mal conseguimos pedir um Big Mac sem picles em inglês após dois meses de curso.

Pior ainda, somos bombardeados com os raros casos de pessoas que deram certo usando estes métodos ditos “milagrosos”, veiculados a torto e a direito pelos charlatões de plantão, e passamos a achar que o problema somos nós (e não essas levianas promessas). Nos deprimimos, humilhamos e escondemos do mundo, convictos que somos um erro e nossas vidas um desastre sem solução.

Mal sabemos que o fracasso continua sendo a regra e o sucesso, a exceção. Mesmo para os que seguem à risca as fórmulas milagrosas. A verdade é que estas pessoas não têm nada de errado além do fato de acreditar que os resultados passaram a acontecer na mesma velocidade das informações que os prometem. As coisas continuam demorando para dar certo, muito mais do que 7 segundos.

Na verdade, com uma competição muito maior e barreiras de entrada quase inexistentes, a maior parte dos negócios passou a ser mais difícil e não mais fácil de dar certo. Dar certo será sempre o resultado de errar, errar, errar, até se exaurir todas as possibilidades que não dão certo e só sobrar a que funciona. Para isso é preciso resiliência e paciência, características cada vez mais raras nesse nosso mundo frenético e imediatista.

As flores seguem nascendo na primavera, o sol ainda se põe uma vez por dia e os bebês continuam passando nove meses dentro das barrigas de suas mães antes de nascer. Para dar certo no mundo de hoje, você ainda vai ter que fazer muito e esperar mais ainda. A não ser que queira enganar os outros vendendo as suas fórmulas milagrosas (que não funcionaram para você).

Artigo de Eduardo Moreira publicado em Exame

Imagem de capa: anucha maneechote/shutterstock

Número de professores com transtornos mentais dobra no Brasil, diz pesquisa

Número de professores com transtornos mentais dobra no Brasil, diz pesquisa

Uma recente pesquisa divulgada pela Globonews afirmou que o número de professores de escolas estaduais afastados por transtornos mentais ou comportamentais quase dobrou entre 2015 e 2016. De acordo com a apuração no ano de 2015, cerca de 25.849 professores apresentaram algum tipo de problema. Em 2016 esse números chegou a 50.046. No ano de 2017, até setembro, houve 27.082 afastamentos de docentes.

Outra pesquisa realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com mais de 100 mil professores e diretores de escolas do segundo ciclo de ensino fundamental revela que o Brasil é o país que tem o maior índice de violência contra professores. A enquete foi feita com 34 países e constatou que 12,5% dos professores brasileiros já foram vítimas de agressões verbais ou intimidação de alunos pelo menos uma vez na semana.

Outro pesquisa denominada Trabalho Docente na Educação Básica do Brasil revela que depressão, ansiedade, nervosismo e estresse são algumas das principais causas que levam ao afastamentos de professores. Em declaração a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) afirma que a categoria sofre muito estresse devido à quantidade de alunos em sala de aula, baixa remuneração e pelas más condições de trabalho.

TEXTO ORIGINAL DE MINHA VIDA

Imagem de capa: Shutterstock/wavebreakmedia

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