Amigas para sempre: estar com a sua melhor amiga faz bem a saúde, comprova ciência

Amigas para sempre: estar com a sua melhor amiga faz bem a saúde, comprova ciência

Ninguém está dizendo que vocês precisam ficar grudadas o tempo inteiro mas, segundo a ciência, uma coisa é certa: passar um tempo com a sua melhor amiga pode melhorar muito a saúde. Ou seja, quer melhorar o seu emocional? Esteja ao lado daquela amiga que você pode contar em todos os momentos.

Um recente estudo realizado pela Universidade Northwestern, nos EUA, descobriu que ter um melhor amigo (a) ajuda no equilíbrio e bem estar emocional.

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A pesquisa foi realizada com cerca de 50 pessoas idosas e o resultado é bem simples: a maioria dos candidatos atribuiu a própria felicidade ao fato de terem tido uma vida social plena e com amizades sinceras. Dentre os entrevistados, 31 deles tinham mais 80 anos e apresentavam memórias episódicas impressionantes para essa faixa etária.

Os resultados só comprovam o que grande parte dos profissionais da saúde, sejam psicólogos e terapeutas dizem: amizades verdadeiras são pilares essenciais da vida.

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Fonte indicada: A Soma de Todos Afetos

Cooperar é melhor do que competir

Cooperar é melhor do que competir

Não existe quem, em algum momento do dia, não se questione acerca da humanidade e de sua suposta evolução. Os noticiários trazem muitos fatos que comprovam o quanto algumas pessoas parecem desprovidas de senso, de discernimento, de amor no coração. Quanto mais avança a tecnologia, mais o homem retrocede por dentro, é o que concluímos em muitos momentos.

Talvez pelo alcance sem fronteiras que as notícias possuem através da rede virtual, talvez pela cultura da ostentação consumista, talvez por ausência de religião, pela impunidade, entre outros, fato é que somos cada vez mais surpreendidos pela desumanidade, pela falta de empatia, pela violência que permeia a sociedade. Violência explícita, violência velada, violência.

Soma-se a isso a competitividade exacerbada que baliza todos os setores da vida. Competimos no mercado de trabalho, na escola, na família, nas redes sociais, na vida em si. Nesse contexto, o outro dificilmente é visto como um amigo, porque pode vir a ser um oponente a qualquer instante. Fragilizam-se, assim, as interações sociais no que têm de mais humano, em tudo o que envolve lealdade, amizade, afeto e amor.

É preciso conscientizar-se de que cada um de nós terá a parte que lhe cabe sob o sol, pois todos possuímos algo de bom a oferecer ao mundo. É preciso olhar para fora de si, ajudando o outro, pois somos todos passageiros da mesma embarcação. Quando cooperamos, quando ajudamos, estamos ajudando a nós mesmos também, tornando-nos melhores e mais felizes. Ninguém consegue estar totalmente realizado enquanto pisa as pessoas para subir os degraus de sua jornada.

Você não precisa roubar o brilho de ninguém para emitir luz. Você não precisa diminuir ninguém para se tornar maior. Você não precisa destruir ninguém para construir o seu caminho. A gente vence no coletivo, enquanto dividimos o nosso melhor, compartilhamos conhecimento, ajudamos o próximo. Vencer de forma solitária e mesquinha dificilmente trará o contentamento que a vitória conjunta carrega. Competir saudavelmente, quando a situação o exigir, tudo bem. Deixar de cooperar, para brilhar sozinho, nada bem. O caminho é a convivência harmoniosa, porque quando várias pessoas sorriem, a sensação é maravilhosa. E os resultados práticos também.

Cooperar, mais do que competir. É isso.

Conheça o texto que o escritor Valter Hugo Mãe escreveu inspirado nos cuidados que dedica a sua mãe

Conheça o texto que o escritor Valter Hugo Mãe escreveu inspirado nos cuidados que dedica a sua mãe

Cuidar dos pais

A minha mãe é a minha filha. Preciso dizer-lhe que chega de bolo de chocolate, chega de café ou de andar às pressas. Vai engordar, vai ficar eléctrica, vai começar a doer-lhe a perna esquerda.

Cuido dos seus mimos. Gosto de lhe oferecer uma carteira nova e presto muita atenção aos lenços bonitos que ela deita ao pescoço e lhe dão um ar floral, vivo, uma espécie de elemento líquido que lhe refresca a idade. Escolho apenas cores claras, vivas. Zango-me com as moças das lojas que discursam acerca do adequado para a idade. Recuso essas convenções que enlutam os mais velhos.

A minha mãe, que é a minha filha, fica bem de branco, vermelho, gosto de vê-la de amarelo-torrado, um azul de céu ou verde. Algumas lojas conhecem-me. Mostram-me as novidades. Encontro pessoas que sentem uma alegria bonita em me ajudar. Aniversários ou Natal, a Primavera ou só um fim de semana fora, servem para que me lembre de trazer-lhe um presente. Pais e filhos são perfeitos para presentes. Eu daria todos os melhores presentes à minha mãe.

Rabujo igual aos que amam. Quando amamos, temos urgência em proteger, por isso somos mais do que sinaleiros, apontando, assobiando, mais do que árbitros, fiscalizando para que tudo seja certo, seguro. E rabujamos porque as pessoas amadas erram, têm caprichos, gostam de si com desconfiança, como creio que é normal gostarmos todos de nós mesmos.

Aos pais e aos filhos tendemos a amar incondicionalmente, mas com medo. Um amigo dizia que entendeu o pânico depois de nascer o seu primeiro filho. Temia pelo azedo do leite, pelas correntes de ar, pelo carreiro das formigas, temia muito que houvesse um órgão interno, discreto, que desfuncionasse e fizesse o seu filho apagar.

Quem ama pensa em todos os perigos e desconta o tempo com martelo pesado. Os que amam sem esta fatura não amam ainda. Passeiam nos afetos. É outra coisa.
Ficar para tio parece obrigar-nos a uma inversão destes papéis a dada altura. Quase ouço as minhas irmãs dizerem: “Não casaste, agora tomas conta da mãe e mais destas coisas.”

Se a luz está paga, a água, refilar porque está tudo caro, há uma porta que fecha mal, estiveram uns homens esquisitos à porta, a senhora da mercearia não deu o troco certo, o cão ladra mais do que devia, era preciso irmos à aldeia ver assuntos e as pessoas. Quem não casa deixa de ter irmãos. Só tem patrões. Viramos uma central de atendimento ao público. Porque nos ligam para saber se está tudo bem, que é o mesmo que perguntar acerca da nossa competência e responsabilizar-nos mais ainda. Como se o amor tivesse agentes. Cupidos que, ao invés de flechas, usam telefones. E, depois, espantam-se: ah, eu pensei que isso já tinha passado, pensei que estava arranjado, naquele dia achei que a doutora já anunciara a cura, eu até fiz uma sopa, no mês passado, até fomos de carro ao Porto, jantamos em modo fino e tudo.

Quando passamos a ser pais das nossas mães, tornamo-nos exigentes e cansamo-nos por tudo. Ao contrário de quem é pai de filhas, nós corremos absolutamente contra o tempo, o corpo, os preconceitos, as cores adequadas para a idade. Somos centrais telefônicas aflitas.

Queremos sempre que chegue a Primavera, o Verão, que haja sol e aquecem os dias, para descermos à marginal a ver as pessoas que também se arrastam por cães pequenos. Só gostamos de quem tem cães pequenos. Odiamos bicharocos grotescos tratados como seres delicados. O nosso Crisóstomo, que é lingrinhas, corre sempre perigo com cães musculados que as pessoas insistem em garantir que não fazem mal a uma mosca. Deitam-nos as patas ao peito e atiram-nos ao chão, as filhas que são mães podem cair e partir os ossos da bacia. Porque temos bacias dentro do corpo. Somos todos estranhos. Passeamos estranhos com os cães na marginal e o que nos aproveita mesmo é o sol.

A minha mãe adora sol. Melhora de tudo. Com os seus lenços como coisas líquidas e cristalinas ao pescoço, ela fica lindíssima! E isso compensa. Recompensa. Comemos ao sol. Somos, sem grande segredo, seres que comem ao sol. Por isso, entre as angústias, sorrimos.

Por que resolvemos fazer faxina e arrumação quando estamos estressados?

Por que resolvemos fazer faxina e arrumação quando estamos estressados?

Marie Kondo adora bagunça, mas só na casa dos outros. A youtuber estreou um reality próprio na Netflix, Ordem na Casa, em que visita oito casas do sul da Califórnia com uma única missão: trazer felicidade às pessoas através da limpeza e da ordem. A moral do programa é algo assim como “ordena a tua casa, e ordenarás a tua vida”. Mas é efetivo o método dessa Mary Poppins japonesa?

Como explica ao EL PAÍS Tasio Rivallo, psicólogo e pedagogo especializado em terapia cognitivo-comportamental, a limpeza e a ordem influem muito na nossa saúde mental. “O ser humano tende a procurar sempre um equilíbrio, tanto interno, que se denomina homeostase, como externo, que tem a ver com o entorno. Se formos reparar, tudo obedece a uma ordem, inclusive a natureza, e como animais estamos programados para essa ordem”, comenta.

O método KonMarie – assim se chama – baseia-se em uma tradição nipônica, o Oosouji (“a grande limpeza”), que consiste em fazer a cada 28 de dezembro uma faxina exaustiva no lar e se desfazer do que já não serve mais, para assim receber o ano novo sem cargas, livres e limpos, física e espiritualmente. “Limpar e ordenar nos faz liberar endorfinas, uma substância que o cérebro segrega e que produz sensação de bem-estar. E jogar fora aquilo de que já não precisamos funciona como uma catarse”, observa Rivallo. “Desta forma, também evitamos as consequências da desordem”, acrescenta.

Os participantes de Ordem na Casa se queixam dos problemas que o caos doméstico causa nas suas vidas. “A desordem pode nos provocar ansiedade, transtornos de sono ou redução da concentração”, explica o psicólogo. “É muito típico que na época de provas você resolver ordenar seu quarto ou seu escritório. Você precisa de um espaço limpo e ordenado para se sentir à vontade. Talvez não tenha essa reação num momento mais ocioso da sua vida.”

Rivallo acha que “uma casa desordenada toma muito tempo, gera frustração e cansaço por você não conseguir encontrar as coisas”, como acontece com a família Mersier num dos episódios da série. “Se você arrumar sua casa, ficará menos estressado, poderá ficar mais à vontade nela e terá mais tempo para usar em outras coisas”, acrescenta o psicólogo.

Em busca do equilíbrio

Às vezes sofremos ataques repentinos de limpeza que podem ter a ver com nosso estado de ânimo. “Talvez, inconscientemente, estejamos tentando nos reequilibrar mentalmente e começamos com algo mais fácil de controlar, que é o entorno”, diz Rivallo. E acrescenta: “Acontece o mesmo quando resolvemos mudar os móveis de lugar. Estamos procurando uma mudança metafórica em nossas vidas, soluções que nos façam sentir mais cômodos ou nos vermos melhor”.

Mas a ordem e a limpeza não determinam sempre como nos sentimos. “Pode ser que nos encontremos bem, que estejamos tranquilos conosco mesmos e, entretanto, tenhamos a casa nojenta. Talvez estejamos apostando mais em outras coisas, relações sociais, por exemplo, e não estejamos dando prioridade a esse entorno mais privado”, explica Rivallo.

Mas o psicólogo acrescenta que “embora limpar e ordenar seja uma boa ferramenta para reduzir o estresse e resolver certos problemas”, não pode servir sempre como terapia. “Tem pessoas para quem arrumar funciona muito bem, e outras que não, porque nunca acabam de arrumar e não passam à ação. A ordem pode ser uma válvula de escape quando você precisa começar a trabalhar certas coisas da sua vida. Ordenamos primeiro objetos materiais e pensamentos, e depois nos pomos a trabalhar para nós mesmos.”

Ao final de cada capítulo, os protagonistas agradecem a Marie Kondo por sua ajuda e confessam se sentir muito melhores com “seu novo lar”. A japonesa se despede satisfeita por ter conseguido seu propósito. Agora são mais felizes graças à ordem e a limpeza. Serão capazes de manter a casa assim?

Fonte: ElPaís

Ela quase foi expulsa do ônibus por não acreditarem que seu companheiro era um cão-guia.

Ela quase foi expulsa do ônibus por não acreditarem que seu companheiro era um cão-guia.

“Os cães-guia são labradores amarelos e seu cachorro é preto“, disseram-lhe.

Cães de assistência são treinados para melhorar a qualidade de vida de pessoas que sofrem de uma deficiência ou dificuldade.  Alguns são guias para pessoas cegas, outros ajudam a controlar ataques de epilepsia e outros ajudam pessoas com mobilidade reduzida. Em geral, temos a imagem de que esses cães são o típico labrador de pele clara, mas na realidade podem ser de qualquer raça e cor.

Megan Taylor, uma cega de 22 anos e seu cão-guia Rowley tiveram um momento desagradável dentro de um ônibus quando uma pessoa os repreendeu e pediu para saírem do veículo.

Ambos estavam no transporte público quando uma mulher se aproximou e disse: “Por que há um cachorro no ônibus? Tirem isso!” Megan tentou educadamente explicar que Rowley era um cão-guia, mas a mulher a chamava de mentirosa porque “os cães-guia são labradores amarelos” e o dela era preto.

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“Eu não acreditava no que estava ouvindo, tentei explicar que os cães guia e de assistência podem ser de qualquer cor e não precisam ser labradores, embora Rowley seja dessa raça”, disse Megan em uma conversa com a 9GAG. “Ela me disse que eu estava errada. Decidi que neste momento não havia nada que eu pudesse dizer para educar essa mulher e que não valia a pena. Em vez disso, optei por ignorá-la enquanto ainda falava bobagens”, disse ela.

Megan sofre de cegueira episódica desde que sofreu um ferimento na cabeça aos 15 anos, acidente que também causou uma série de outros problemas médicos, tais como perda auditiva, diminuição do equilíbrio, crises frequentes de desmaios e tonturas. Rowley ajuda Megan diariamente, o que inclui recuperar itens que caíram, e pode até pedir ajuda se Megan perder a consciência.

Infelizmente a menina revelou que esta não é a primeira vez que ela foi discriminada no transporte público, assegurando que chegou a ser expulsa uma vez.

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Tradução feita pela CONTI outra, do original de UPSOCL.

Não conte às pessoas mais do que elas precisam saber

Não conte às pessoas mais do que elas precisam saber

Existem pessoas que são extrovertidas e bastante transparentes, pois não conseguem esconder o que sentem, de maneira nenhuma. A gente percebe pela expressão do rosto delas quando estão bem, quando estão felizes, ou quando estão tristes e chateadas. Algumas delas, inclusive, abrem-se e contam como se sentem a quem estiver por perto, pois sentem necessidade de compartilhar o que possuem dentro de si. Isso, porém, nem sempre é bom.

Colocar para fora o que engasga pode ser muito benéfico, uma vez que, à medida que expomos o que incomoda, é como se dividíssemos o peso, que sai um pouco de nossas costas. Além disso, o ouvinte enxerga aquilo tudo de fora, sendo capaz de analisar racionalmente, acalmando-nos. Muitas vezes, ao verbalizar nossos sentimentos, eles podem se tornar menos pesados, menos densos, à medida que vão saindo um pouco de dentro de nós.

Por outro lado, pode haver quem nunca fará bom uso do que souber a respeito de alguém. Algumas pessoas são incapazes de guardar segredo e, pior ainda, deturpam o que sabem e transmitem aquilo de uma forma negativa e descontextualizada, para simplesmente sujar a imagem do outro. Jamais teremos certeza absoluta sobre todo mundo, sobre as reais intenções de quem se aproxima de nós, pois é preciso muito tempo para conhecer minimamente alguém.

Alguns indivíduos perguntam sobre nossa com o mero intuito de obter munição a ser usada de forma distorcida e cruel. Da mesma forma, há quem não queira nem pensar em ajudar, apenas tem curiosidade, apenas é enxerido e vive se metendo onde não é chamado. O mundo anda por demais superficial e materialista, portanto, nossos sentimentos devem ser preservados e não expostos a qualquer um.

Temos, portanto, que tomar muito cuidado com nossos sentimentos, pois eles são preciosos, são tesouros, que não merecem ser violados pela maldade e pela falsidade de quem não sabe fazer nada mais do que destruir tudo o que toca. E tem muita gente torcendo contra nossas conquistas. Não conte às pessoas mais do que elas precisam saber. Na verdade, a maioria delas não tem que saber nada sobre nós.

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Imagem de capa meramente ilustrativa: cena do filme “Dormindo com o Inimigo”

Texto publicado originalmente em Prof Marcel Camargo

O melhor presente para as crianças é o tempo.

O melhor presente para as crianças é o tempo.

Tempo, esse é o nome do melhor presente para as crianças. Não é vendido em lojas de brinquedos ou online. Somente nós podemos dar-lhes esse presente, como em nossa disposição de estar ciente de que uma história não pode ser lida em 2 minutos.

Dedicar tempo às crianças não significa deixar o celular, dar-lhes o tablet ou conectar a televisão ao seu canal favorito. Isso não é educação.

A infância é uma das etapas mais importantes da vida, na qual o tecido da nossa evolução está entrelaçado. Assim, as crianças estão imersas em milhares de mudanças que às vezes os adultos nem percebem e que, portanto, perdemos se não estamos atentos.

“A pressa é negativa, não explicar as coisas com calma pode levar a mal-entendidos. Você tem que criar o clima para as crianças fazerem perguntas e dar tempo para que tudo seja arredondado e não haja falhas. Qualquer sujeito que conte com calma e entusiasmo capta o interesse das crianças. Mas para isso você tem que viver, acredite. Tudo fica dentro se você não tem tempo para tirá-lo ” -Ana Etchenique-

Parentalidade lenta, amadurecimento lento

Educar e compartilhar momentos “lentamente” significa respeitar seus ritmos, dando-lhes espaço para se desenvolverem, sem pular etapas, crescendo e evoluindo sem o estresse e a exigência que geramos em torno deles.

Essa perspectiva educacional é baseada na filosofia lenta, que manifesta a necessidade de privilegiar um ritmo de vida mais calmo, promovendo assim a maturidade, a evolução e a criação de vínculos a partir da progressão natural da criança, sem pressa.

Isto é obtido apoiando a criança em cada passo, não forçando seus estágios evolutivos e oferecendo oxigênio psicológico à sua educação, marcando cada pequeno aprendizado e demonstrando afeto.

Que a pressa não roube a magia da infância

A pressa é a inimiga da perfeição. Ela é responsável ​​por roubar os momentos mais preciosos e os mais maravilhosos detalhes da magia da infância. Agora, se pararmos para pensar, talvez possamos remediar isso.

Deveres… arrumar o quarto, tomar banho, futebol aos seis anos, aniversários para ir, jantar às dez … O dia todo é corrido… O que queremos alcançar com isso? Nossos filhos estão gostando? Estamos conscientes do que estamos perdendo e do que estamos fazendo com que eles percam?

Provavelmente não. Devemos fazer o exercício de refletir se oferecemos tempo aos nossos filhos, se brincarmos com eles o suficiente e se organizarmos o seu dia a dia reservando momentos em que nos dedicamos exclusivamente a eles e a nós em conjunto.

Assim, é importante que:

  • Deixe de lado a correria da primeira hora do dia, acorde as crianças com carinho e ofereça um café da manhã de amor com tranquilidade.
  • Prove cada refeição com eles sem distrações como televisão ou revistas. Podemos brincar de ver, podemos falar sobre coisas cotidianas e aprofundar a expressão de sentimentos e emoções.
  • É bom preservar “momentos de sigilo” nos quais falaremos apenas sobre nossas coisas com total sinceridade.
  • Podemos fazer excursões para lugares tranquilos, paisagens naturais e ambientes que nos convidam a explorar e experimentar juntos.
  • É bom tomar um banho calmo de vez em quando em vez de tomar banho com pressa.
  • É essencial deixá-los escolher, porque às vezes marcamos o seu dia a dia e boicotamos seus desejos, expectativas e decisões.
  • Desligue os celulares e todos os dispositivos eletrônicos que, como sabemos, absorvem nossa atenção.
  • Ocasionalmente podemos ficar em qualquer lugar da casa e não fazer absolutamente nada.
  • Encontre jogos que melhorem sua criatividade, sua inteligência e sua capacidade de sentir.

Não deixemos que a criação de nossos filhos seja marcada pela pressa ou maus hábitos que existem hoje. O melhor presente não é o centro de comando dos desenhos de moda ou os mais recentes bonecos da Disney. O melhor presente é compartilhar com eles o bem mais precioso que existe na vida e que nunca retorna: o tempo.

Tradução feita pela CONTI outra, do original de Rincon del Tíbet

Mulheres que ficam solteiras ou se divorciam são as mais saudáveis

Mulheres que ficam solteiras ou se divorciam são as mais saudáveis

Por Bella DePaulo

Um recente estudo mostrou evidências de que pessoas que ficam solteiras ao invés de se casar, ou que se divorciam ao invés de ficarem casadas têm mais chances de serem saudáveis.

Pesquisadores sobre casamento têm insistido por décadas de que pessoas casadas são mais saudáveis, e são mais saudáveis porque são casadas.

Se isso fosse verdade, então as pessoas que se casaram deveriam se tornar mais saudáveis do que quando eram solteiras, e pessoas que se divorciam deveriam ser menos saudáveis do que quando eram casadas. A crença de que o casamento protege a saúde tem sido questionável.

Em um novo estudo, mais de 79 mil mulheres foram analisadas por um período de mais de três anos enquanto não-casadas, casadas ou em um relacionamento que parecia casamento, permaneceram casadas ou se divorciaram/separaram. Essas mulheres tinham idades entre 50 e 79 anos, e foram recrutadas de 40 lugares diferentes dos EUA. Todas já tinham passado da menopausa. Viúvas não foram incluídas.

A maioria dos estudos sobre saúde se baseiam nos relatos dos próprios participantes, mas não foi o caso desse estudo em particular. Foram analisados pressão sanguínea, circunferência da cintura, índice de massa corporal entre outros dados. As participantes ainda relataram seus hábitos com bebida alcóolica, cigarro, exercícios e alimentares.

O que aconteceu com as solteiras que se casaram:

– O IMC aumentou;
– Elas começaram a beber mais;
– A pressão sanguínea sistólica aumentou.

O que aconteceu com as mulheres casadas que se divorciaram ou separaram, em comparação com as que permaneceram casadas:

– O IMC diminuiu;
– A circunferência da cintura diminuiu;
– Melhoria na alimentação saudável;
– Maior atividade física;
– Entre as que não fumavam antes do estudo, as que se divorciaram tinham mais chances de começar a fumar.

Em resumo: com apenas uma exceção, todas as diferenças na saúde física favoreciam as mulheres que ficaram solteiras (e não se casaram) e as que se divorciaram (ao invés de permanecerem casadas).

Os pesquisadores se perguntaram se a perda de peso nas mulheres que se divorciaram poderia ser resultado de stress e fadiga emocional, ao invés de ser resultado da tentativa de ser mais saudável.

Eles mediram o bem-estar emocional das mulheres, a funcionalidade social e os níveis de depressão e viram que nada mudou nas análises. As melhorias na saúde aconteceram porque elas quiseram ser mais saudáveis.

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Texto originalmente publicado no Psychology Today , livremente traduzido e adaptado pela equipe Revista Bem Mais Mulher

Filhos que são amados tornam-se adultos que sabem amar

Filhos que são amados tornam-se adultos que sabem amar

Nossas primeiras experiências com o mundo marcam nosso desenvolvimento emocional. Na infância, uma rede que conecta nossa mente e nosso corpo está entrelaçada, o que determinará em grande parte o desenvolvimento da capacidade de sentir e amar.

Nesse sentido, nosso crescimento emocional dependerá de nossas primeiras trocas emocionais, que não ensinarão o que ver e o que não ver no mundo emocional e social em que nos encontramos.

Assim, o campo da nossa infância nos permite semear as sementes do amor de forma natural, o que determinará que a capacidade de amar e ser amado cresce de forma saudável e nos ajuda a desenvolver.

Se alimentamos as crianças com amor, os medos vão morrer de fome

Os sinais de afeto e carinho elevam a autoestima das crianças e as ajudam a construir uma personalidade emocionalmente adaptada e inteligente. Ou seja, nosso amor os ajuda a administrar os medos naturais que surgem em diferentes idades, promovendo um grau de sensibilidade saudável.

As crianças têm uma confiança natural em si mesmas. De fato, nos surpreende que, diante de desvantagens intransponíveis e fracassos repetidos, não desista. Ou seja, persistência, otimismo, auto-motivação e entusiasmo amigável são qualidades inatas.

Perceber isso nos ajuda a estar conscientes do importante papel de amar nossos filhos e educá-los a partir do respeito, da empatia, da expressão e da compreensão dos sentimentos, do controle da raiva, da adaptabilidade, da bondade e da independência.

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O que podemos fazer para criar crianças felizes e saudáveis?

O temperamento de uma criança reflete um sistema de circuitos emocionais inatos específicos no cérebro, um esquema de sua expressão emocional presente e futura e seu comportamento. Estes podem ou não ser apropriados, pelo que a educação deve tornar-se apoio e orientação para eles.

Para alcançar a saúde emocional ideal, precisamos mudar a maneira como o cérebro se desenvolve. A ideia é que, através do amor e da educação emocional, encorajamos certas conexões neuronais saudáveis.

Por exemplo, o fato de uma criança ser tímida por natureza faz com que os adultos ao nosso redor a superprotegem, deixando-o ansioso e perturbado com o tempo.

Nesse sentido, com o que conhecemos hoje, a educação emocional requer algum desaprendizado adulto. Uma criança tímida deve aprender a nomear suas emoções e encarar o que o perturba, ele não deve sentir que nós cortamos suas asas porque ele é vulnerável.

Um adulto tem que demonstrar empatia sem reforçar seus gritos e preocupações, propondo, por sua vez, novos desafios socioemocionais que lhes permitam evoluir. Ou seja, você tem que proteger sua saúde emocional através do desenvolvimento de suas características naturais.

As chaves básicas de uma educação emocional saudável

1. Especialistas geralmente recomendam que as crianças falem sobre suas emoções como forma de entender a si mesmas e aos outros. No entanto, as palavras representam apenas uma pequena parte (10%) do verdadeiro significado que obtemos através da comunicação emocional.

Por essa razão, não podemos permanecer sozinhos na verbalização, mas temos que ensiná-los a entender o significado da postura, expressões faciais, tom de voz e qualquer tipo de linguagem corporal. Isto será muito mais eficaz e completo para o seu desenvolvimento.

2. Durante anos, o desenvolvimento da auto-estima de uma criança foi promovido através de constantes elogios e reforços. No entanto, isso pode fazer muito mais mal do que bem. Os prêmios só ajudarão nossos filhos a sentirem-se bem consigo mesmos se estiverem relacionados a conquistas específicas e domínio de novas habilidades.

3. O estresse é um dos grandes inimigos da infância. No entanto, é um inconveniente que eles têm que conviver, então protegê-los em excesso é uma das piores coisas que podemos fazer. Eles têm que aprender a enfrentar essas dificuldades naturais de tal forma que desenvolvam novos caminhos neurais que lhes permitam adaptar-se ao ambiente em que vivem.

Tradução A Soma de Todos os Afetos, via Rincón del Tibet

A sabedoria dos patos

A sabedoria dos patos

Estava ouvindo na Radio Mundial de São Paulo o programa Entrevidas com o professor e terapeuta Marcello Cotrim e achei muito interessante a abordagem motivacional e metafísica que ele levantou para explicar que os patos têm uma sabedoria maravilhosa a nos transmitir. Com a leitura desse texto você nunca mais vai olhar para os patos da mesma forma.

Ele explicou fazendo um comparativo entre os arquétipos da águia e do pato, só lembrando que arquétipos são espécies de modelos mentais ou representativos e que são universais, ou seja, tanto no Brasil como em qualquer lugar do mundo, a concepção é a mesma.

A águia é um animal lindíssimo, tem força, tem resistência, tem longevidade, tem uma visão de longo alcance, voa acima das nuvens. Além disso, existe uma famosíssima lenda da renovação da águia e conta que quando chega à metade do seu tempo de vida, passa por um processo doloroso de renovação das penas, das unhas e do bico. Ela vai para as mais altas montanhas e fica lá, solitária, batendo o bico nas pedras até ele cair, depois espera pacientemente que nasça um novo. Em seguida ela arranca as penas e unhas e se prepara para um novo ciclo de vida.

Essa lenda da renovação da águia é vista por nós como o processo de sofrer para crescer, sofrer para se renovar, viver a solidão para conseguir se superar etc. etc. Se observarmos bem, o arquétipo da águia é como o de um MÁRTIR, alguém que sofre, mas que se torna maior do que as outras pessoas, se torna inesquecível. E no mundo em que vivemos, quase todos querem se tornar inesquecíveis, porque isso soa bonito, dá uma sensação imensa de ser importante, de ser insubstituível.

Porém, o risco está em querer ser águia o tempo inteiro. Isso é muito desgastante, é você se esforçar para ser sempre o melhor em tudo e alcançar patamares incomparáveis. A grande verdade é que ninguém consegue ser o melhor em tudo, e o barato da vida é exatamente esse, porque dessa forma podemos nos unir com outras pessoas, podemos pedir ajuda e fazer parcerias interessantes entende?

Essa ideia coletiva que se tem das águias reforça um perfil mais egoísta e autossuficiente, como se não precisássemos uns dos outros. É nessa hora que entra a figura do pato.

Ele é meio desengonçado na forma de andar, sabe nadar mas não é um exímio nadador, também consegue voar, mas não alcança grandes alturas, não sabe fazer voos rasantes etc. Perceba! Ele consegue transitar pela terra, pela água e pelo ar. Que animal além dele consegue fazer isso? Em outras palavras, o pato é MULTI-TAREFAS. Tem talentos diversos, mas está longe de ser um especialista em suas capacidades.

Olhar para esse animal e pegar esse modelo para a nossa vida é incrível, porque a vida não nos exige que sejamos os melhores em tudo e o tempo todo, não! Somos nós que nos auto-impomos esse padrão que por vezes chega até a nos adoecer.

No mundo hiper moderno que vivemos hoje, o ideal é que desenvolvamos nossos potenciais diversos, sem querermos ser os melhores em tudo. Isso por si só já nos deixa mais serenos, menos exigentes consigo mesmo e com uma possibilidade de ajudar muito mais pessoas.

Vale ressaltar que existem águias em todas as áreas da vida e em todas as profissões, mas não adianta ficar se comparando, porque na comparação nos menosprezamos e deixamos de fazer algo bom, que poderia ajudar a si mesmo e aos outros.

Por exemplo, eu escrevo bem, mas sei que não sou o melhor na arte da escrita. Não sou um Machado de Assis, porém, se eu não escrevesse, seria menos feliz e realizado do que sou e deixaria de levar conhecimentos e consciência para centenas de pessoas.

Gosto de jogar basquete, mas estou longe, absolutamente longe de ser um Michael Jordan ou Lebron James. Se me comparasse com esses gladiadores do basquete nem pisaria numa quadra, deixaria de me exercitar e de me divertir com esse lindo esporte.

Também gosto de cantar e tenho uma voz afinada, mas não sou um Freddie Mercury. Se só cantasse se tivesse uma voz potente como a dele não só eu, mas milhares de pessoas no mundo todo jamais se atreveriam a cantar.

Poderia citar mais exemplos, mas com esses acho que já deu pra você entender! O resumo de tudo é isso. Faça! Não queira se comparar com as águias. Sempre existirão águias em todas as áreas, mas entre ser uma águia, perita em apenas uma coisa, e ser um pato, que se esforça para desenvolver diversos talentos, sem auto-exigência, é preferível ser como um pato!

Sem contar que os patos vivem em bandos, eles muito facilmente se organizam em equipe e não tem o pato-alfa, que lidera a todos, não! Imitando o arquétipo do pato podemos até ser amigos melhores, sem querermos ser o chefe, o comandante. Isso também é desgastante e nos coloca num lugar solitário.

Enfim! São diversos ensinamentos incríveis que aprendi ao ouvir esse programa. Espero que tenha gostado tanto quanto eu gostei. Concluo deixando o link do programa para que você ouça e tenha a possibilidade de aprender um pouco mais…

“Paninho de estimação” tem a sua importância, se você soubesse…deixaria seu filho ter um

“Paninho de estimação” tem a sua importância, se você soubesse…deixaria seu filho ter um

Um paninho, só um paninho. Ou pode ser um brinquedo, ou uma simples coberta. Praticamente qualquer outro objeto pode ser uma importante fonte de valor sentimental para crianças pequenas. Eles são conhecidos como de “objetos de transição”, e estas pequenas coisas ajudam o bebê a encarar as mudanças na infância.

O que são objetos de transição?

Este termo foi criado na década de 50, pelo pediatra e psicanalista Donald Winnicott. Segundo ele, o bebê no início da vida imagina que ele e sua mãe são a mesma pessoa. Logo, ter um objeto de transição significa segurança e conforto ao bebê.

Com o passar dos meses, ele vai percebendo que a mãe nem sempre pode estar presente em todos os momentos e que ele precisa exercer a sua individualidade. É por isso que os pequenos procuram apoio nesses objetos – seja um ursinho, paninho ou fralda. O pediatra Dr. Moises Chencinski também reforça que a naninha proporciona tranquilidade às crianças, já que podem vir a substituir o colo materno no imaginário infantil.

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Além de acalmar, a escolha de um item pela criança ajuda a ganhar confiança para enfrentar outros obstáculos da vida, incluindo a hora de dormir sozinho, o primeiro dia na creche e escola e etc.

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Publicado originalmente em A Soma de Todos os Afetos

Clínica veterinária abriu vaga de emprego para “abraçador de gatos”

Clínica veterinária abriu vaga de emprego para “abraçador de gatos”

Se você ama gatos e ainda não está completamente satisfeito com seu emprego, então esta é a sua oportunidade!

A clinica veterinária da Irlanda, Just Cats, está a oferecer emprego para um “abraçador de gatos”.
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E a vaga consiste em basicamente você passar o dia inteiro a acariciar gatinhos internados naquele espaço.

Segundo a clinica, a pessoa escolhida deverá ter mãos suaves capazes de acariciar gatos por longos períodos de tempo, falar suavemente e ser capaz de sussurrar para os gatos de forma a acalmar o stress de alguns dos pacientes hospitalizados.

Porém, a capacidade de compreender diferentes tipos de ronronar é uma vantagem adicional distinta, que poderá ajudar a garantir a posição.

De que é que está a espera?? Deixe já sua candidatura aqui e se prepare para passar o resto da sua vida a ser pago para dar abraços a gatinhos fofinhos!

Fonte: Portal do Animal

Série de ilustrações mostra o verdadeiro significado de amar

Série de ilustrações mostra o verdadeiro significado de amar

Amar alguém não é apenas estar junto da pessoa em momentos felizes e românticos, uma parceria é necessária quando o amor acontece. Ser companheiro em situações difíceis é uma bela demonstração de carinho e afeto.

É o que nos mostra essa série de ilustrações, com elas você pode ver o verdadeiro significado de amar.

Afinal….AMAR É….

 

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Ah…se se vocês não perceberam…a série acima foi inspirada nas ilustrações ‘Amar é…”

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Imagens: ‘De Tudo Um Pouco’

Com informações de Universo Curioso

Depois dos 50, é preciso tomar a vacina contra o herpes-zóster

Depois dos 50, é preciso tomar a vacina contra o herpes-zóster

Este artigo, escrito por Juliana Conte para o site do Dr. Dráuzio Varella, fala da importância de pessoas com mais de 50 anos serem vacinadas contra o herpes-zóster, uma doença que provoca dor intensa e, se não tratada a tempo, pode levar à morte. É preciso ficar atento: ao primeiro sinal, vá ao médico. A única maneira de se proteger contra a doença é tomar a vacina, que não está disponível nos postos de saúde do SUS, apenas em clínicas e laboratórios particulares. O preço, em São Paulo, está em torno dos 450 reais.

Leia o artigo:

Poucos sabem, mas existe uma vacina disponível no mercado que previne o herpes-zóster (cobreiro), uma doença que vai acometer uma a cada três pessoas ao longo da vida. Na prática, qualquer indivíduo que teve catapora ou contato com o seu causador, o vírus varicela zóster, pode em algum momento ter herpes zóster. Mas como o tempo de incubação é longo, mais de 60% dos casos ocorrem após os 50 anos, por isso a indicação da vacina é para pessoas a partir desta faixa etária.

O grande problema do herpes é que ele pode causar aos portadores dor intensa, que muitas vezes impossibilita movimentos simples, como vestir uma peça de roupa, deitar na cama ou até mesmo se mexer. Denominada nevralgia, essa dor pode durar de três semanas a seis meses dependendo do paciente, e exige prescrição de remédios potentes para ser atenuada. A enfermidade provoca lesões avermelhadas num único lado do corpo e pode atingir diferentes locais, como perna, coxa ou cabeça.

Aprovada pela Anvisa no ano passado, a vacina pode ser administrada mesmo que o paciente já tenha tido um episódio de herpes na vida. Segundo Eliane Tiemi Iokote, infectologista do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, é importante o paciente considerar ser vacinado, principalmente se ele possui mais de 50 anos, quando o risco de infecção é elevado. “Mesmo que a doença já tenha aparecido, vale a pena tomar a vacina, pois ajuda a reduzir a dor aguda ou crônica que costuma vir associada ao herpes.” Apesar dos benefícios, o grande entrave da vacina é o preço (ela não faz parte do calendário do SUS). Nas clínicas de São Paulo, o custo está em aproximadamente R$450.

Como toda vacina, as contraindicações são específicas. Nesse caso, os pacientes que fazem uso frequente de corticoides devem perguntar ao médico antes se podem ser imunizados ou não. Além disso, aqueles com imunidade baixa e gestantes não devem tomá-la.

Importante lembrar que existem oito vírus diferentes da família Herpes que podem causar doença em humanos. Os Herpes tipo 1 (herpes oral), 2 (herpes genital) e 3 (herpes-zóster) provocam quadros semelhantes de lesões de pele que podem reaparecer após um período variável de ausência de sintomas. A vacina é somente para o tipo 3.

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Fonte: 50emais

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