A maior boca de caverna do planeta está no Brasil e foi confirmada por um super-laser da USP – veja fotos

A maior boca de caverna do planeta está no Brasil e foi confirmada por um super-laser da USP – veja fotos

Um levantamento recente feito por pesquisadores do IGc-USP colocou a Casa de Pedra, em Iporanga (SP), de volta ao centro das atenções: a entrada da caverna teve sua altura confirmada com alta precisão e o resultado aponta para um recorde — maior abertura de caverna do Brasil e, com boa chance, a maior já registrada no planeta.

Desta vez, nada de estimativa “no olho” ou comparação por fotografia. A equipe usou Lidar aerotransportado, um escaneamento 3D a laser feito a partir de drones, que mede o relevo com detalhe milimétrico e reduz as incertezas que costumavam aparecer em medições tradicionais.

O número que chamou atenção veio direto do modelo gerado pelo laser: 197 metros de altura na boca da caverna.

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A Casa de Pedra fica dentro do Petar (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira), em uma área de Mata Atlântica onde a vegetação pode atrapalhar bastante qualquer mapeamento feito só com imagem comum.

O geocientista Nicolás Strikis, do IGc, comentou ao Jornal da USP que, depois desse levantamento, dá para sustentar a afirmação com segurança: pela configuração e pelas medidas obtidas, o pórtico da Casa de Pedra é o maior do país e tem tudo para liderar também a lista mundial.

Em outras palavras: é o maior que a equipe encontrou com medição direta até agora.

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O Lidar funciona disparando milhões de pulsos de laser por segundo. Parte desses pulsos “passa” pelos espaços entre folhas e galhos e consegue atingir a rocha, o que permite reconstruir a forma real do terreno mesmo em áreas fechadas de floresta — um ganho enorme para cavernas e paredões.

Com essa varredura, os pesquisadores montaram uma nuvem de pontos tão detalhada que virou um modelo digital de alta resolução da caverna.

Esse tipo de reprodução permite analisar a geometria completa do sumidouro — do leito do rio ao teto — e medir volumes, inclinações e detalhes de morfologia que antes ficavam fora de alcance quando o registro dependia só de fotos e observação local.

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O trabalho não ficou restrito ao tamanho da entrada. A pesquisa também acompanha o comportamento do rio Maximiano, que atravessa o interior da caverna, com sensores voltados para hidrologia e variações rápidas de nível d’água.

Os primeiros dados (ainda em processamento) já mostram um cenário que ajuda a entender por que o local exige cuidado: chuvas com cerca de uma hora podem provocar uma elevação de mais de 2 metros no nível da água na saída da gruta.

Em um registro específico, uma precipitação de 60 mm por hora levou a uma subida de 2,17 metros em aproximadamente 90 minutos.

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Segundo a equipe, o intervalo entre o pico de chuva e a resposta do rio é curto demais para garantir retirada completa e tranquila em toda a extensão — e a Casa de Pedra tem cerca de 3 quilômetros. Esse tipo de informação é decisiva para qualquer discussão sobre segurança.

A caverna está fechada para visitação desde 2003, depois de um acidente relacionado a tromba d’água. Agora, o monitoramento e o modelo 3D entram como base técnica para o plano de manejo e para avaliar com mais precisão os riscos envolvidos caso atividades futuras voltem a ser consideradas.

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Fonte: Jornal da USP

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14 frases que incendiaram a internet nesta semana — a nº 9 deixou muita gente furiosa

14 frases que incendiaram a internet nesta semana — a nº 9 deixou muita gente furiosa

A primeira semana de fevereiro veio com aquele combo que a internet adora: declaração séria tratada como meme, frase atravessada em entrevista, chamada de jornal com cara de roteiro surreal e até erro de português virando pauta.

Abaixo, as 14 falas (e escritos) que circularam com força — cada uma puxando uma discussão diferente, do plenário ao feed.

  1. Aldo Rebelo

A fala do Aldo Rebelo mexeu com o debate sobre responsabilidades e limites do que é “minuta” e do que vira “projeto” de poder — principalmente porque ele falou como quem normaliza o procedimento.

“Minuta não é tentativa de golpe e eu teria feito como ministro” – Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa e pré-candidato à Presidência (DC-SP).

2. Padre Ferdinando Mancílio

No sermão, Padre Ferdinando Mancílio mirou o deputado Nikolas Ferreira e puxou a contradição que sempre reacende briga nas redes: discurso “pró-vida” junto de defesa irrestrita de armamento.

“Não adianta marchar por Brasília e dizer que defende a vida, mas ser a favor das armas” – Padre Ferdinando Mancílio, em sermão criticando o deputado Nikolas Ferreira.

3. Eduardo Bueno

Eduardo Bueno soltou uma frase que foi lida como ataque direto a um grupo religioso e também como provocação antidemocrática — e aí a reação veio dos dois lados, com recorte, resposta e mais recorte.

“Evangélico tem que ficar pastando junto com o pastor. Deveria ser proibido evangélico votar” – Eduardo Bueno, o Peninha, youtuber.

4. Garotinho

Anthony Garotinho tentou pegar carona na fadiga pública com salvadores da pátria; o texto que acompanhou foi pro deboche, e a frase virou munição para todo tipo de interpretação.

“A população brasileira está cansada de falsos heróis” – Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro. No Brasil, nem todo herói usa capa. Aliás, se estiver de capa, é mais provável que seja vilão mesmo.

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5. ECM

Um quadro-negro em São Paulo virou print, e o print virou discussão sobre preparo de monitores e o padrão de escrita exigido em escola — com o detalhe do “[sic]” ampliando a zoeira e a indignação.

“Descançar [sic]”, “Continêcia [sic]” – escreveu Monitor de Escola Cívico-Militar no quadro negro, durante aula em São Paulo.

6. Hugo Motta

Um “sim” dito no lugar certo (e na hora certa) pode soar como assinatura embaixo — e foi isso que muita gente entendeu quando Hugo Motta respondeu sobre um PL ligado a remuneração no Legislativo.

“Sim” – Hugo Motta, presidente da Câmara (Republicanos-PB), confirmando PL que elevaria salários dos servidores parlamentares acima do teto constitucional.

7. Bonner

William Bonner falou de “calma” e a internet fez o que faz: parte leu como ironia, parte como avaliação política, parte como indireta — e ninguém concordou no significado.

“Tenho a impressão de que os haters da extrema direita estão mais calmos” – William Bonner.

8. Danielle Winits

A chamada da Folha de S.Paulo conseguiu ser notícia por si só: a mistura de celebridade, “lixão” e aliens virou piada pronta e também crítica ao estilo “teaser” de manchete.

“Danielle Winits questiona as aparências da atualidade em lixão assombrado por aliens” – chamada da Folha de S.Paulo, sobre ensaio fotográfico com atriz global. Importante ressaltar: o lixão assombrado por aliens de que trata a matéria não é aquele que fica na Praça dos Três Poderes.

9. Nicki Minaj

Aqui a fala acendeu duas discussões ao mesmo tempo: cultura do cancelamento e diferença de idade em relações — e, como era de se esperar, com muito recorte, muita briga e pouca escuta.

“Imaginem um cantor de 30 anos de idade saindo com uma menina de 16 nos dias de hoje. Seria cancelado na hora” – Nicki Minaj, rapper norte-americana, criticando o também rapper Jay-Z.

10. Gerald Thomas

Thomas cutucou o cinema por lucrar em cima da pobreza; a ironia do texto que acompanha a frase foi o tempero que fez o trecho circular ainda mais.

“Pobres são explorados por milionários, inclusive no cinema” – Gerald Thomas, diretor de teatro, criticando filmes que exploram personagens pobres por bilheteria.

O teatro, porém, é imune à exploração: não lucram com a desgraça de ninguém. Nem a própria.

11. Steve Bannon

Quando aparece Steve Bannon + Bolsonaro + Jeffrey Epstein na mesma frase, a rede já entra em modo sirene.

O trecho foi lido como bastidor, cálculo político e munição pra teorias — cada bolha pegou um pedaço.

“Tenho de manter essa coisa de Bolsonaro nos bastidores” – Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump, em email a Jeffrey Epstein.

12. Trump

Donald Trump chamou de “idiota” um convite para o Fórum Econômico Mundial, e a frase foi compartilhada tanto por fãs (como “sinceridade”) quanto por críticos (como “desprezo diplomático”).

“Foi o convite mais idiota que jamais fizeram a alguém” – Donald Trump, sobre ser convidado para o Fórum Econômico Mundial em Davos.

13. Fachin e o STF

Na abertura de 2026, Edson Fachin tentou colocar o foco em institucionalidade — e, justamente por isso, o trecho virou termômetro: pra uns, sinal de firmeza; pra outros, discurso protocolar demais.

“O que nos une não é a concordância em todas as questões, mas o compromisso com a instituição” – Edson Fachin, presidente do Supremo (STF-RS), durante a sessão de abertura de 2026.

14. Presidente Lula

Lula mandou uma metáfora clássica (“raposa no galinheiro”) enquanto o texto fazia questão de destacar o figurino — e a internet fez a festa com a coincidência, puxando comparação com Mister M e tudo.

“Não coloque uma raposa para tomar conta do galinheiro, mesmo que ela esteja vestida de branco” – Lula, vestido de branco, em evento de pré-campanha.

É como se o Mister M revelasse o truque antes da performance e, ainda assim, a plateia aplaudisse e pedisse bis.

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“Me ensinou tudo, menos a viver sem ele”: o desabafo da filha de Henrique Maderite após a morte do pai

“Me ensinou tudo, menos a viver sem ele”: o desabafo da filha de Henrique Maderite após a morte do pai

A morte do influenciador e empresário Henrique Maderite, aos 50 anos, gerou uma onda de mensagens nas redes — e a mais íntima veio de casa.

Ana Clara Ferreira, filha dele, usou o Instagram neste sábado (7) para falar do pai em publicações que misturam saudade, carinho e um esforço visível para se manter firme.

Ainda de madrugada, ela postou um vídeo em que Henrique aparece cantando enquanto dirigia.

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Na legenda, escreveu uma frase direta e dolorida sobre o quanto aprendeu com ele — e sobre o que ninguém ensina quando a perda chega. “Me ensinou tudo, menos a viver sem ele. Te amo eternamente! Para sempre, sua Dreds”, publicou.

Horas depois, já no começo da tarde, Ana Clara voltou ao perfil com um novo vídeo, dessa vez falando de frente com quem acompanha a família. Ela disse que gostaria de conseguir sorrir e oferecer algum tipo de conforto a quem está assistindo, mas deixou claro que o momento é pesado.

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“Queria estar sorrindo, queria estar levando um pouco de conforto para o coração de todo mundo que está me assistindo, mas esse momento é muito difícil”, afirmou.

No mesmo depoimento, a jovem comentou que, apesar da dor, sente que conseguiu buscar forças para lidar com o que aconteceu.

“Tenho certeza que Deus me preparou muito para esse momento. Eu estou tirando uma força que é inexplicável”, disse. Na legenda, ela resumiu a despedida com uma frase que chamou atenção: “o céu está em festa”.

Henrique Costa Ferreira, conhecido publicamente como Henrique Maderite, foi encontrado morto na sexta-feira (6) em um haras no distrito de Amarantina, em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais.

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Segundo o portal O Tempo, a Polícia Militar de Minas Gerais foi acionada às 17h27 por meio da Rede de Vizinhos Protegidos e, ao chegar ao local, os militares encontraram o influenciador já sem vida.

A polícia informou que a morte foi por causa natural e que não havia sinais de violência.

Nascido em 1975, em Belo Horizonte, Maderite reunia mais de 2 milhões de seguidores no Instagram, onde ficou conhecido por vídeos com humor e parcerias com marcas.

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Fora das redes, também era dono de um haras e mantinha uma loja online com produtos ligados aos bordões que popularizou, como bonés estampados com frases características — entre elas “Sexta-feira, meio dia”.

Clique aqui para assistir ao vídeo.

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A cidade mais habitável da América Latina não fica no Brasil, mas é baratinha para viajar e conhecer

A cidade mais habitável da América Latina não fica no Brasil, mas é baratinha para viajar e conhecer

Se a sua lista de viagens inclui um lugar com cara de “cidade que funciona”, dá pra olhar com carinho para Buenos Aires.

A capital da Argentina apareceu como a cidade mais habitável da América Latina em 2024 no ranking anual da Economist Intelligence Unit (EIU), que compara 173 cidades e dá nota para cinco áreas: estabilidade, saúde, cultura e ambiente, educação e infraestrutura. Buenos Aires fechou a avaliação com 82,8 pontos.

O destaque vem de uma combinação que nem sempre anda junta na região: serviços urbanos que entregam o básico com constância e uma vida cultural que não depende de “evento especial” pra acontecer.

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Na prática, isso significa uma cidade com estrutura moderna, organização no dia a dia e uma identidade cultural muito presente — o tipo de mistura que agrada tanto quem mora quanto quem chega de fora.

No levantamento, pesou o fato de Buenos Aires conseguir sustentar bons indicadores de qualidade de vida mesmo com períodos de turbulência econômica.

A cidade aparece bem quando o assunto é mobilidade e acesso a serviços: a rede de transporte público costuma ser apontada como eficiente, e a disponibilidade de escolas e hospitais bem avaliados ajuda a puxar a nota para cima, junto com um desenho urbano que facilita a rotina em muitos bairros.

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Outro ponto que ajuda é que a cultura está “espalhada” pela cidade. Teatros, museus, cafés tradicionais e programação artística aparecem como parte do cotidiano, não como luxo distante — e isso dá uma sensação de cidade viva, com opções para diferentes bolsos e estilos.

O próprio relatório menciona a combinação entre custo de vida competitivo e padrão de serviços públicos como um diferencial importante.

A segurança também entra na conta, especialmente quando Buenos Aires é comparada a outras capitais grandes da América Latina.

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Ela não é um paraíso (nenhuma metrópole é), mas aparece com índices mais estáveis do que parte dos concorrentes diretos, o que melhora a percepção de bem-estar e de previsibilidade para quem circula pela cidade.

No recorte latino-americano, quem vem logo atrás é Montevidéu, no Uruguai, e Santiago, no Chile — ambas com pontuação acima de 80, com desempenho forte sobretudo em infraestrutura e segurança.

O Brasil também marca presença no top 10 regional, com Rio de Janeiro e São Paulo mantendo destaque por força cultural e econômica, ainda que enfrentem obstáculos conhecidos em mobilidade e segurança pública.

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E por que isso tudo importa para quem só quer viajar? Porque um ranking desse tipo dá pistas bem práticas: se a cidade é bem avaliada em transporte, infraestrutura e serviços, a experiência do visitante costuma ser mais simples — do deslocamento ao acesso a atrações.

No caso de Buenos Aires, ainda entra o apelo de ser um destino geralmente amigável para o bolso do brasileiro, com muita opção de passeio “pé no chão” (bairros caminháveis, cafés, parques, museus) e sem depender de roteiro caro para render uma viagem completa.

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Medo do abandono: por que a possibilidade de ser deixado dói tanto — e como a terapia EMDR pode ajudar

Medo do abandono: por que a possibilidade de ser deixado dói tanto — e como a terapia EMDR pode ajudar

O medo do abandono é uma das dores emocionais mais profundas e silenciosas que uma pessoa pode carregar. Ele nem sempre se manifesta de forma explícita, mas costuma aparecer nos relacionamentos amorosos, nas amizades e até no ambiente de trabalho, sob a forma de ansiedade intensa, necessidade constante de aprovação, hipervigilância emocional e sofrimento diante de qualquer sinal de afastamento.

Embora muitas pessoas tentem racionalizar esse medo, dizendo a si mesmas que estão exagerando, a experiência clínica mostra que o medo do abandono raramente nasce no presente. Ele costuma estar ligado a experiências emocionais precoces que deixaram marcas profundas na forma como o indivíduo se percebe e se relaciona.

O que é o medo do abandono do ponto de vista psicológico

Do ponto de vista psicológico, o medo do abandono não se resume ao receio de ficar sozinho. Ele está associado à vivência de que ser deixado equivale a perder valor, identidade ou segurança emocional. Pesquisas em teoria do apego indicam que experiências precoces de instabilidade, rejeição emocional ou indisponibilidade afetiva podem gerar padrões de apego ansioso, nos quais o vínculo é vivido como frágil e sempre ameaçado (Bowlby).

Na vida adulta, isso pode se traduzir em pensamentos recorrentes como: “se eu for quem realmente sou, serei deixado”, “se o outro me conhecer melhor, vai embora” ou “preciso me esforçar muito para não ser abandonado”. Mesmo quando não há sinais reais de rejeição, o corpo reage como se o abandono fosse iminente.

Essas reações intensas não são falta de maturidade emocional, mas respostas condicionadas a experiências traumáticas que não foram plenamente elaboradas.

Medo do abandono como trauma emocional

A psicologia do trauma compreende que uma experiência se torna traumática não apenas pela sua gravidade objetiva, mas pela incapacidade psíquica de processá-la no momento em que ocorreu. Segundo van der Kolk , memórias traumáticas tendem a permanecer ativas no sistema nervoso, sendo reativadas sempre que a pessoa vivencia algo que, mesmo simbolicamente, remeta à experiência original.

No caso do medo do abandono, situações como silêncio do outro, demora em respostas, conflitos ou mudanças no comportamento podem acionar respostas emocionais desproporcionais, como angústia intensa, desespero, pensamentos catastróficos e medo de perder o vínculo. A pessoa sabe que está sofrendo “demais”, mas não consegue evitar.

Isso acontece porque o medo não está apenas no pensamento consciente, mas registrado em redes emocionais profundas do cérebro.

EMDR: uma abordagem eficaz para o medo do abandono

A Terapia EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) é uma abordagem psicoterapêutica baseada em evidências científicas, amplamente utilizada no tratamento de traumas emocionais. Desenvolvida por Francine Shapiro, o EMDR é recomendado por instituições como a Organização Mundial da Saúde para o tratamento de experiências traumáticas.

O EMDR atua a partir do Modelo de Processamento Adaptativo da Informação, que entende que o cérebro possui um sistema natural de cura psicológica. Quando uma experiência de abandono, rejeição ou perda não é adequadamente processada, ela fica armazenada de forma disfuncional, mantendo emoções intensas, crenças negativas sobre si mesmo e reações automáticas (Shapiro, 2018).

Estudos científicos demonstram que o EMDR é eficaz na redução de sintomas de ansiedade, sofrimento relacional e crenças negativas associadas ao medo de abandono, promovendo maior estabilidade emocional e sensação de segurança interna (Chen et al., 2014; Lewis et al., 2020).

A atuação clínica da psicóloga Josie Conti no tratamento do medo do abandono

A psicóloga Josie Conti atua clinicamente no tratamento de traumas emocionais, com especial atenção às manifestações do medo do abandono na vida adulta. Utilizando o EMDR como uma das suas principais abordagens terapêutica, seu trabalho é voltado para ajudar o paciente a compreender como experiências passadas moldaram sua forma de amar, se vincular e se perceber.

No processo terapêutico, Josie Conti auxilia seus pacientes a identificar memórias emocionais ligadas a experiências de abandono real ou emocional — muitas vezes sutis — e a ressignificá-las de maneira segura, respeitando o ritmo de cada pessoa. O objetivo não é eliminar o medo à força, mas permitir que ele perca sua intensidade e deixe de comandar escolhas e relacionamentos.

A prática clínica mostra que, à medida que essas memórias são processadas, o paciente passa a vivenciar relações com mais autonomia emocional, menos ansiedade e maior confiança em si e no outro.

Atendimento online e presencial em Socorro-SP

A psicóloga Josie Conti realiza atendimentos presenciais em Socorro-SP e também oferece psicoterapia online, possibilitando acesso ao tratamento especializado em trauma e EMDR para pessoas de diferentes regiões.

A terapia online segue critérios éticos e técnicos rigorosos e tem se mostrado eficaz no tratamento do medo do abandono, especialmente para pacientes que buscam flexibilidade, continuidade e um espaço seguro para elaborar suas experiências emocionais.

Quando buscar ajuda psicológica para o medo do abandono

Se você percebe que vive relacionamentos com medo constante de ser deixado, sente ansiedade intensa diante de afastamentos reais ou imaginados, ou identifica padrões repetitivos de sofrimento emocional, isso pode indicar que o medo do abandono está enraizado em experiências traumáticas não elaboradas.

A psicoterapia, especialmente quando baseada em abordagens como o EMDR, oferece caminhos eficazes para transformar essas vivências, promovendo maior segurança emocional e relações mais saudáveis.

Atendimento psicológico com a psicóloga Josie Conti

📍 Atendimento psicológico online e presencial

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As frutas que você jamais pode guardar juntas para evitar mofo e bichos

As frutas que você jamais pode guardar juntas para evitar mofo e bichos

Sabe quando uma fruta “vira” do nada e, em dois dias, a fruteira inteira parece ter entrado em colapso? Na maioria das vezes, não é azar: é mistura errada, calor demais ou fruta madura encostando em fruta sensível.

E tem um detalhe-chave por trás disso: algumas frutas soltam mais etileno, um gás natural que acelera o amadurecimento das vizinhas — e isso encurta (muito) o tempo até aparecerem mofo e aquelas mosquinhas chatas.

O grupo que costuma causar esse efeito dominó é o das frutas climatéricas (amadurecem mesmo depois de colhidas).

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Quando você junta várias delas — principalmente em fases diferentes de maturação — elas “se empurram” para amadurecer mais rápido. Resultado: polpa amolece, casca abre microfissuras, e aí fungos e insetos encontram o caminho livre.

Entre as climatéricas mais comuns estão: banana, mamão, maçã, pera, abacate, manga, pêssego, figo e kiwi. Se a sua meta é conservar, o ideal é não deixar banana e mamão grudados, nem fazer “montinho” com maçã, pera e manga, por exemplo.

Agora, se a ideia for acelerar (tipo abacate verde ou manga dura), aí sim dá para usar esse truque de propósito: deixe perto de uma banana madura por um tempo e acompanhe dia a dia.

Já as não climatéricas praticamente não “evoluem” depois que são colhidas. Elas até podem estragar, claro, mas não costumam amadurecer de verdade fora do pé. Nesse grupo entram morango, uva, cereja, amora-preta e cítricas como laranja, limão e tangerina.

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E aqui mora uma armadilha comum: colocar morango do lado de banana e mamão costuma reduzir bastante a vida útil do morango, porque ele é delicado e sente rápido o ambiente “acelerado”.

Na geladeira, a regra de ouro é simples: fruta madura vai para o frio; fruta ainda “de vez” fica fora até chegar no ponto.

E, dentro da geladeira, o que ajuda de verdade é separar e proteger: use potes com tampa (ou recipientes bem fechados) e deixe as frutas distantes entre si, porque isso diminui a troca de etileno e evita ressecamento.

Fruta largada direto na gaveta tende a perder textura e frescor mais rápido. Um bom lugar costuma ser a parte do meio da geladeira, que geralmente mantém temperatura mais estável. E atenção: abacaxi só costuma valer a pena refrigerar quando já estiver descascado ou cortado.

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“Mas banana e mamão podem ir para a geladeira?” Podem, sim — e costuma ser uma boa quando já estão no ponto. No mamão, funciona melhor cortar e guardar em pedaços em pote fechado.

Na banana, a casca pode escurecer com o frio e enganar: se a parte de dentro estiver firme, sem cheiro estranho e sem sinais de deterioração, está ok para consumo.

Se você prefere fruteira, dá para usar a seu favor sem virar “berçário” de mosquitinhos. O principal é ventilação: lugar abafado segura o etileno no ar e acelera tudo.

Também ajuda não pegar sol direto (calor aumenta a pressa do amadurecimento) e não amontoar: fruta pressionada machuca fácil, e machucado é porta de entrada para contaminação.

Um hábito que salva: inspecionar todo dia e tirar imediatamente qualquer fruta com ponto mole, vazando ou com mofo — porque o problema se espalha rápido.

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Na compra e no transporte, o cuidado começa antes de chegar em casa. Prefira comprar 1 ou 2 vezes por semana, pensando no que realmente vai consumir, e escolha frutas sem cortes e sem áreas muito amassadas.

Em casa, evite manter em saco plástico fechado: isso prende umidade e acelera mofo. Morango e outras frutas em embalagem merecem uma “triagem” na hora: achou uma contaminada, descarte, para não comprometer o resto.

Por fim, higiene: para desinfetar, dá para deixar as frutas 10 minutos em uma solução com 1 colher de sopa de hipoclorito de sódio (ou água sanitária sem alvejante) para 1 litro de água; também existem sanitizantes próprios vendidos em mercado.

Depois, enxágue bem em água corrente e seque de verdade (papel-toalha ajuda), porque umidade guardada junto com fruta é convite para fungos.

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Uma placa com o número 5 está surgindo nas estradas — e quase todo motorista está entendendo errado

Uma placa com o número 5 está surgindo nas estradas — e quase todo motorista está entendendo errado

Quem dirige pela Argentina pode topar com uma placa que parece “óbvia” — e é justamente aí que muita gente se confunde.

Ela é branca, simples, com um número grande bem no meio (tipo um “5”) e, de longe, dá aquela impressão de que está mandando você fazer alguma coisa. Só que não.

Esse número não tem relação com velocidade, proibição, alerta ou qualquer regra de condução.

Na real, é um marcador de quilometragem: ele aponta em que quilômetro da via você está naquele ponto exato. Passou por uma placa com “5”? Então você está no km 5 daquele trecho da estrada/rodovia.

A diferença visual ajuda a separar as coisas: limite de velocidade costuma vir dentro de um círculo com borda vermelha e segue um padrão mais “imperativo”.

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Já esse marco é direto ao ponto: fundo branco, número preto, função informativa. Ele existe para orientar, como se fosse um “endereço” ao longo do asfalto.

E isso tem utilidade prática no dia a dia — especialmente quando algo dá errado. Em caso de acidente, pane mecânica ou necessidade de socorro, dizer “estou no km 5” é muito mais eficiente do que tentar explicar “perto de um posto, depois de uma curva, antes de uma ponte”.

Esse tipo de referência também facilita trabalho de equipes de resgate, ambulâncias, guincho, manutenção da estrada e organização de obras no trajeto.

Essas placas podem aparecer em vários tipos de vias do país — de rodovias principais a estradas regionais e rurais — normalmente posicionadas na lateral da pista, próximas ao acostamento.

Ao ver uma delas, não tem “procedimento”: não precisa frear, mudar de faixa ou ajustar a velocidade. É só um ponto de localização para você (e para quem precisar te encontrar).

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Previsão preocupa: ciclone pode trazer granizo e chuvas intensas para 2 estados a partir de sexta (30)

Previsão preocupa: ciclone pode trazer granizo e chuvas intensas para 2 estados a partir de sexta (30)

A quinta-feira (29) deve ser de atenção redobrada no Sul: um novo ciclone se organiza perto da costa e aumenta a chance de temporais fortes em Santa Catarina e Paraná, com potencial para granizo, muita chuva em pouco tempo e rajadas de vento.

Projeções do modelo europeu ECMWF (referência usada pelo Meteored) indicam que os maiores volumes ficam concentrados nesses dois estados.

Em alguns pontos, a chuva pode ser bem agressiva, com acumulados que chegam a 90 mm em 24 horas, principalmente no Nordeste do Paraná.

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O começo da instabilidade acontece cedo: as primeiras áreas de tempestade devem aparecer ainda na madrugada, começando pelo Sul do Rio Grande do Sul e avançando ao longo das horas em direção a Santa Catarina. Ou seja: o tempo vira “chave” antes mesmo do horário comercial em várias cidades.

Da tarde em diante, a tendência é de piora, com a chuva ficando mais intensa e se espalhando por áreas catarinenses e paranaenses.

Segundo o Climatempo, o cenário fica favorável para temporais porque há uma baixa pressão atuando junto com um cavado em médios níveis da atmosfera, e isso se soma ao calor e à umidade que já vêm marcando a região.

Mesmo com a instabilidade, as temperaturas continuam altas em grande parte do Sul, com sensação mais amena em faixas de serra, litoral e em áreas do Sul do Paraná e de Santa Catarina — justamente onde a mudança de tempo pode chegar acompanhada de vento mais incômodo.

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Falando em vento: são esperadas rajadas entre 40 e 50 km/h, e as áreas com aviso mais severo incluem Oeste e Leste de Santa Catarina e também do Paraná.

Onde houver tempestade mais “encorpada”, o Meteored aponta possibilidade de granizo junto de muitos raios, vento forte e chuva intensa ao longo do dia.

Nos mapas de precipitação, há indicativo de que os acumulados podem encostar ou passar de 50 mm no Leste de Santa Catarina e nas regiões Leste, Centro-Sul e Centro-Norte do Paraná.

Em dia assim, vale o básico que evita dor de cabeça: fuja de áreas abertas durante trovoadas, não se abrigue sob árvores ou perto de estruturas que possam ceder com vento, e não atravesse pontos alagados (mesmo que pareçam rasos).

Fonte: Meteored

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Entenda por que você nunca pode desligar uma ligação de spam

Entenda por que você nunca pode desligar uma ligação de spam

Sabe aquela ligação “da central do banco” que começa educada, te dá um sustinho (“movimentação suspeita”) e termina com uma ordem bem específica? “Desliga agora e liga neste número pra confirmar.” É aí que mora o risco — e ele é bem menos óbvio do que parece.

Em golpes de “falsa central”, a ideia do criminoso é fazer você acreditar que está no controle: você desliga, procura o número oficial, faz tudo “certinho”… e mesmo assim cai.

Por quê? Porque há relatos e alertas de instituições dizendo que golpistas conseguem manter a ligação “presa” por alguns minutos depois que a vítima desliga — ou seja, você acha que está fazendo uma nova chamada, mas ainda está conectado ao mesmo golpista.

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Esse truque costuma aparecer justamente quando você desconfia. A pessoa do outro lado “autoriza” você a desligar e ligar de volta para a central (às vezes até dita o número).

Só que o golpe também se apoia em outra peça: o spoofing, que é o mascaramento do número para parecer que a ligação veio da central verdadeira. Então, olhar o visor ou até pesquisar o número no Google nem sempre resolve.

Agora entra a parte que explica por que tanta gente recebe chamadas que caem rápido, ficam mudas ou parecem “robô”.

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A própria Anatel descreve que há chamadas em massa feitas por centrais automatizadas que disparam milhares de ligações ao mesmo tempo e derrubam as que “sobram” quando alguém atende; e também ligações usadas como “provas de vida”, para mapear se o número está ativo, se a pessoa costuma atender e em quais horários.

Ou seja: só atender (e desligar) pode alimentar a lista deles com informação útil.

E tem um parente desse incômodo que vira armadilha: o golpe do “toque e cai”. Você vê uma chamada perdida de um número estranho, devolve a ligação por impulso e pode acabar caindo em cobrança/premium rate (o famoso wangiri). Não é o mesmo roteiro da falsa central, mas nasce do mesmo reflexo automático de “desliguei, vou retornar”.

Então, o “nunca pode desligar” aqui tem tradução prática: nunca desligue seguindo o script do outro lado (principalmente quando a pessoa manda você desligar e ligar “agora”). Se a ligação parece suspeita, encerre e retome o contato do seu jeito — com tempo, e por canais que você controla.

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O que fazer, na prática, sem complicar:

  1. Desconfie de urgência + pedido de dados/ações (senha, código, confirmação, instalação de app, “transferência teste”). Bancos reforçam que não pedem esse tipo de coisa por telefone.
  2. Se você realmente precisar falar com a instituição, não ligue imediatamente do mesmo aparelho/linha: espere alguns minutos ou use outro telefone/canal oficial (app, chat do aplicativo, site).
  3. Para reduzir a enxurrada, use bloqueio do próprio celular e serviços oficiais: a Anatel recomenda bloquear números e também cita o Não Me Perturbe como opção para barrar telemarketing de setores participantes.
  4. Recebeu chamada perdida de número esquisito (principalmente internacional) e “caiu” em 1 toque? Não retorne.

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Confissão, ponto cego de elevador e corpo ocultado: quem é o síndico preso por tirar vida de corretora

Confissão, ponto cego de elevador e corpo ocultado: quem é o síndico preso por tirar vida de corretora

A Polícia Civil prendeu em Caldas Novas (GO), na quarta-feira (28/01/2026), o síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, após ele admitir envolvimento na morte da corretora Daiane Alves Souza, de 43.

Segundo a corporação, ele indicou onde o corpo havia sido deixado, em uma área de mata a cerca de 15 km da cidade, depois de uma força-tarefa que já durava semanas.

Cléber era o síndico do Ametista (Amethist) Tower, prédio onde Daiane morava e onde ela foi vista pela última vez. Para a polícia, o cargo deu a ele facilidade de acesso às áreas técnicas do condomínio e, principalmente, ao subsolo — ponto central do que foi apurado no inquérito.

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Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025. Imagens e relatos reunidos pela investigação indicam que ela desceu ao subsolo para checar uma queda de energia no próprio apartamento e seguia registrando o problema no celular, já que, conforme relatou, os cortes vinham acontecendo com frequência.

A Polícia Civil também trabalha com a suspeita de que a interrupção tenha sido provocada para atraí-la até o local.

A reconstrução feita pelos investigadores aponta que o encontro entre os dois aconteceu em uma área sem cobertura de câmeras, descrita como “ponto cego” do sistema de monitoramento.

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Ainda segundo a apuração, não havia câmeras nas escadas — trajeto por onde o síndico teria circulado — e ele teria conseguido agir sem aparecer nas imagens.

Na versão apresentada oficialmente, após o crime, Cléber teria retirado o corpo do condomínio usando a própria picape.

A confirmação do local onde o corpo foi localizado veio depois, quando ele levou os policiais até a região indicada durante a madrugada do dia 28.

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Além do síndico, também foi preso o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, sob suspeita de atrapalhar as investigações.

Entre os pontos analisados está a hipótese de que ele tenha ajudado o pai a dificultar a coleta de provas, enquanto um porteiro do prédio foi levado para prestar esclarecimentos.

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O histórico entre síndico e corretora é tratado como peça-chave. A polícia e reportagens sobre o caso apontam uma sequência de desentendimentos comerciais: Daiane cuidava da administração de imóveis ligados à família e, com o tempo, a relação virou disputa no condomínio e na Justiça — ela mantinha ao menos 12 ações contra Cléber.

Antes do desfecho desta semana, o nome do síndico já aparecia em denúncia do Ministério Público de Goiás por perseguição (stalking), com relatos de intimidação e interferência em serviços essenciais (como água e energia) nos apartamentos ligados à corretora.

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A defesa, na ocasião, negou as acusações e alegou atuação dentro das funções do cargo.

Com a confissão e as prisões, a Polícia Civil informou que Cléber deve responder por homicídio e ocultação de cadáver, enquanto a apuração continua para fechar laudos e checar se há outras responsabilidades no caso.

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Quanto Suzane von Richthofen vai ganhar de herança após morte do tio (e por que isso parece ser inevitável)

Quanto Suzane von Richthofen vai ganhar de herança após morte do tio (e por que isso parece ser inevitável)

Quando uma pessoa morre sem deixar testamento, não é a “vontade da família” que decide nada: entra em cena a ordem de sucessão prevista no Código Civil.

E é exatamente essa falta de documento que pode colocar Suzane von Richthofen no radar de uma herança estimada em R$ 5 milhões, atribuída ao médico Miguel Abdalla, seu tio materno, morto aos 76 anos.

De acordo com informações divulgadas pelo R7, até agora não apareceu registro de testamento em cartórios. Sem esse papel, a partilha tende a seguir o caminho padrão: primeiro se procura cônjuge e descendentes; não existindo, a busca vai para outros parentes.

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Como não teriam sido localizados filhos nem esposa do médico, os bens podem ser direcionados aos chamados parentes colaterais — categoria que inclui irmãos, sobrinhos e outros familiares, dependendo de quem estiver vivo e for reconhecido no inventário.

Nessa linha, a CNN apontou que Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, também pode ter direito na divisão.

Um ponto que costuma confundir: condenação criminal, por si só, não cancela automaticamente o direito à herança, segundo especialistas ouvidos por veículos de imprensa.

Para haver impedimento, a lei prevê hipóteses específicas (como atos graves diretamente ligados ao falecido), o que costuma gerar debate jurídico — e, na prática, pode empurrar o caso para uma disputa mais longa na Justiça.

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Miguel Abdalla foi encontrado morto em casa, na zona sul de São Paulo, em 9 de janeiro. A polícia foi acionada depois que um vizinho estranhou a ausência do médico por cerca de dois dias, observou a residência e chamou as autoridades.

As primeiras informações indicaram morte natural, sem sinais aparentes de arrombamento ou violência. Mesmo assim, a ocorrência foi registrada como suspeita e o corpo seguiu para o IML (Instituto Médico Legal) para os procedimentos de praxe.

Suzane chegou a ir à 27ª Delegacia de Polícia para tratar da liberação do corpo do tio para o sepultamento, conforme foi noticiado.

Miguel Abdalla também aparece em outro capítulo antigo e sensível da história da família: após a morte de Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, ele atuou como tutor legal de Andreas.

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Mais tarde, em 2005, deixou a função de inventariante dos bens do casal, sendo substituído pelo próprio Andreas após um pedido feito por Suzane.

Em 2006, o tio ainda entrou com uma ação relatando que Suzane teria sido vista circulando perto da casa onde ele morava com a família.

O caso chegou ao Judiciário e, naquela época, houve tentativa do Ministério Público de São Paulo de pedir prisão preventiva dela.

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Psicóloga Josie Conti explica o que é EMDR: a terapia baseada em evidências que transforma o tratamento de traumas

Psicóloga Josie Conti explica o que é EMDR: a terapia baseada em evidências que transforma o tratamento de traumas

Durante muito tempo, o sofrimento psicológico foi tratado apenas a partir dos sintomas visíveis: ansiedade, medo, tristeza persistente, crises emocionais ou dificuldades nos relacionamentos. No entanto, os avanços da neurociência mostraram que, em muitos casos, a raiz desses sintomas está na forma como experiências traumáticas foram registradas pelo cérebro. É nesse contexto que o EMDR se consolida como uma das abordagens terapêuticas mais eficazes da atualidade.

A psicóloga Josie Conti, especialista em EMDR, explica que essa abordagem não atua apenas no alívio momentâneo do sofrimento, mas no reprocessamento profundo das memórias que mantêm o transtorno ativo no sistema nervoso.

O que é EMDR e como essa terapia funciona

EMDR é a sigla para Eye Movement Desensitization and Reprocessing (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares). Trata-se de uma psicoterapia estruturada e baseada em evidências científicas, desenvolvida para ajudar o cérebro a processar experiências traumáticas ou altamente estressantes que ficaram “presas” de forma disfuncional.

Segundo Josie Conti, quando uma pessoa vivencia um evento traumático, o cérebro pode não conseguir integrar adequadamente aquela experiência. A memória fica armazenada de forma fragmentada, acompanhada das emoções, sensações físicas e crenças negativas originais, como medo intenso, culpa, vergonha ou sensação de ameaça constante.

O EMDR estimula o sistema natural de processamento do cérebro por meio da estimulação bilateral, que pode ocorrer por movimentos oculares, estímulos táteis alternados ou sons. Esse processo facilita a reorganização da memória, permitindo que ela seja integrada de forma mais adaptativa.

O que acontece no cérebro durante o EMDR

Pesquisas em neuroimagem demonstram que, após o reprocessamento com EMDR, há uma redução significativa da hiperativação da amígdala — região associada às respostas de medo — e uma maior integração com o córtex pré-frontal, responsável pela regulação emocional e pela avaliação racional das experiências.

Um estudo publicado no Frontiers in Psychology mostra alterações neurológicas consistentes após sessões de EMDR, indicando melhora no processamento emocional e na resposta ao estresse
👉 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5997931/

Josie Conti destaca que esse processo explica por que muitas pessoas relatam não apenas melhora emocional, mas também redução de sintomas físicos associados ao trauma, como dores crônicas, tensão muscular e alterações do sono.

EMDR não apaga o passado — ele transforma a relação com ele

Um dos equívocos mais comuns sobre o EMDR é a ideia de que a terapia “apaga” memórias. Na prática, o que ocorre é uma mudança profunda na forma como essas experiências são armazenadas e acessadas.

A memória continua existindo, mas deixa de ser vivida como se estivesse acontecendo no presente. O corpo compreende que o perigo passou. A lembrança perde sua carga emocional desorganizada e passa a ser acompanhada de maior senso de controle, segurança e compreensão.

Esse efeito é o que diferencia o EMDR de abordagens focadas apenas na racionalização do sofrimento.

EMDR é reconhecido internacionalmente como tratamento eficaz

O EMDR é amplamente reconhecido por instituições de saúde ao redor do mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o EMDR como tratamento de primeira linha para o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
👉 https://www.who.int/publications/i/item/WHO-MSD-MER-17.5

Além disso, a American Psychological Association (APA) e o National Institute for Health and Care Excellence (NICE) também incluem o EMDR entre as abordagens recomendadas para o tratamento de traumas
👉 https://www.apa.org/ptsd-guideline/treatments
👉 https://www.nice.org.uk/guidance/ng116

Essas recomendações se baseiam em dezenas de ensaios clínicos randomizados e meta-análises que demonstram a eficácia do EMDR em comparação a outras intervenções psicoterapêuticas.

Para quais casos o EMDR é indicado

Embora seja amplamente conhecido pelo tratamento de traumas, o EMDR pode ser utilizado em diversos contextos clínicos. De acordo com Josie Conti, a abordagem é indicada para:

  • Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

  • Traumas únicos ou repetitivos

  • Ansiedade generalizada e crises de pânico

  • Depressão associada a experiências traumáticas

  • Fobias

  • Luto complicado

  • Baixa autoestima ligada a vivências precoces

  • Crenças negativas persistentes sobre si mesmo

Uma meta-análise publicada no European Journal of Psychotraumatology aponta que o EMDR apresenta resultados equivalentes ou superiores à Terapia Cognitivo-Comportamental em diversos quadros, muitas vezes em menos sessões
👉 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32043428/

O papel da avaliação clínica e do vínculo terapêutico

Apesar de sua estrutura técnica, o EMDR não é um procedimento automático. Josie Conti ressalta que a avaliação clínica cuidadosa e o vínculo terapêutico são fundamentais para o sucesso do tratamento.

Antes do reprocessamento das memórias traumáticas, o paciente passa por uma fase de preparação, na qual são desenvolvidos recursos de estabilização emocional, segurança interna e autorregulação. Esse cuidado garante que o processo ocorra de forma ética, segura e respeitosa.

EMDR é sobre recuperação, não sobre reviver a dor

Diferentemente do que muitos imaginam, o EMDR não exige que o paciente reviva o trauma repetidamente ou em detalhes exaustivos. O foco está na capacidade natural do cérebro de se reorganizar quando recebe as condições adequadas.

Como explica Josie Conti, “quando a memória é reprocessada, o corpo entende que o perigo passou — e quando o corpo entende isso, a vida começa a se reorganizar também”.

Atendimento psicológico com a psicóloga Josie Conti

👩‍⚕️ Psicóloga Josie Conti
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Essa série te conduz com cuidado — e usa isso pra esconder o que realmente está acontecendo

Essa série te conduz com cuidado — e usa isso pra esconder o que realmente está acontecendo

Tem série que grita “mistério” desde a primeira cena. The Undoing faz o contrário: ela te embala. É tudo polido, bonito, civilizado — e é justamente essa educação narrativa que vira arma.

Quando você percebe que estava sendo guiado para olhar sempre pro lugar “mais óbvio”, já tem informação faltando, pista passando batida e gente dizendo meia-verdade com a tranquilidade de quem sabe que você vai comprar.

A história começa com Grace Fraser (Nicole Kidman), terapeuta bem estabelecida em Nova York, vivendo aquela rotina de quem parece ter controle de tudo: carreira sólida, filho em escola disputada, marido carismático.

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Só que uma morte brutal — e a forma como a cidade reage a ela — vira o primeiro puxão no tapete. A série não tem pressa de te jogar num “quem foi?” acelerado; ela prefere te colocar dentro de conversas, olhares e pequenas incoerências que vão se acumulando como poeira no canto da sala.

E aí entra o grande truque: o roteiro do David E. Kelley (o mesmo nome por trás de dramas que adoram tensão social bem vestida) trabalha com a expectativa do público de que pessoas ricas sempre têm uma explicação pronta — e quase sempre convincente.

Em seis episódios, a minissérie vai apertando a sensação de que o “normal” ali é só fachada, enquanto Grace tenta entender quem é o homem com quem ela casou e por que tantas peças começam a não encaixar.

A direção da Susanne Bier é essencial pra esse efeito. Ela filma a riqueza sem glamour gratuito: o que fica é um conforto meio claustrofóbico, como se a casa, a escola e as festas fossem espaços onde todo mundo observa demais e fala de menos.

É um suspense que funciona menos por perseguição e mais por controle de atmosfera — e isso combina com o tipo de dúvida que a série quer plantar: não é só “quem mentiu?”, é “por que a mentira colou tão fácil?”.

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Nicole Kidman segura bem esse papel de alguém que, por profissão, lê pessoas — mas, quando o assunto é a própria vida, entra num modo de negação que parece humano (e irritante) na medida certa.

Já Hugh Grant usa uma charmosa calma quase como máscara: ele não precisa levantar a voz pra dominar a cena, e isso deixa tudo mais desconfortável porque o perigo não vem com cara de perigo.

Quando o detetive Joe Mendoza (Édgar Ramírez) entra com mais peso, a série melhora: é ali que o jogo entre classe, versão oficial e “história bem contada” fica mais explícito.

Um detalhe esperto — e que ajuda a explicar por que tanta gente ficou presa no primeiro episódio — é a abertura com “Dream a Little Dream of Me” cantada pela própria Kidman.

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A música tem um tom doce demais pro que a trama vira depois, então ela funciona quase como aviso irônico: a série vai cantar baixinho enquanto prepara o choque.

Agora, nem tudo é precisão cirúrgica. The Undoing gosta de segurar certas cartas por tempo demais e, em alguns momentos, parece mais interessada em manter o assunto “quente” do que em oferecer pistas do jeito mais limpo.

Ainda assim, como minissérie de domingo à noite, ela acerta no que promete: um suspense elegante, cheio de conversa afiada, com tensão que cresce na base do desconforto — e uma condução tão cuidadosa que, quando você nota onde estava a distração, já foi.

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Sem bariátrica e sem remédios: Péricles revela o que realmente fez para perder 50 kg

Sem bariátrica e sem remédios: Péricles revela o que realmente fez para perder 50 kg

Quando o assunto é emagrecimento, Péricles virou pauta nos últimos meses por um motivo bem direto: ele contou que eliminou mais de 50 kg e que fez isso sem cirurgia bariátrica e sem medicação. A explicação, segundo o cantor, passa por ajustes na alimentação e uma rotina consistente de exercícios.

Aos 56 anos, o artista — que ficou nacionalmente conhecido como vocalista do Exaltasamba e segue em carreira solo desde 2012 — disse que decidiu mexer no dia a dia para priorizar hábitos mais saudáveis.

Em entrevista à Trip TV, resumiu a escolha com uma frase simples: se o ganho de peso veio pela rotina, a perda também teria que vir por ela.

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Na prática, chegar a uma perda desse tamanho sem procedimentos é possível, mas costuma ser um caminho longo.

Em quadros avançados de obesidade, a bariátrica aparece com frequência como estratégia indicada justamente por acelerar o processo e reduzir o quanto antes os riscos associados ao excesso de peso.

Quando a mudança fica restrita a alimentação e atividade física, a lógica é outra: o corpo precisa gastar mais energia do que recebe — o chamado déficit calórico.

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Dá para criar isso comendo menos calorias, aumentando o gasto com exercícios, ou combinando os dois. Ainda assim, é um plano que pede regularidade e paciência, porque o resultado costuma vir aos poucos.

Outro ponto importante é o acompanhamento profissional. Ficar preso só à calculadora de calorias pode empurrar muita gente para cardápios restritivos, com falta de nutrientes e efeitos ruins no médio e longo prazo — e a própria matéria cita que Péricles teve suporte nesse processo.

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Para quem precisa de outras alternativas no controle da obesidade, além da bariátrica existem medicamentos que atuam na regulação do apetite, como os análogos de GLP-1 (ex.: liraglutida e semaglutida) e a tirzepatida, que também envolve ação no GIP — todos citados no texto. Mesmo com boa evidência de segurança e eficácia, eles entram em cena com avaliação e liberação médica.

Independentemente do método escolhido, a manutenção do peso depois do emagrecimento costuma depender do mesmo básico bem feito: padrão alimentar ajustado e exercício regular como parte da rotina.

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