A cidade mais habitável da América Latina não fica no Brasil, mas é baratinha para viajar e conhecer

A cidade mais habitável da América Latina não fica no Brasil, mas é baratinha para viajar e conhecer

Se a sua lista de viagens inclui um lugar com cara de “cidade que funciona”, dá pra olhar com carinho para Buenos Aires.

A capital da Argentina apareceu como a cidade mais habitável da América Latina em 2024 no ranking anual da Economist Intelligence Unit (EIU), que compara 173 cidades e dá nota para cinco áreas: estabilidade, saúde, cultura e ambiente, educação e infraestrutura. Buenos Aires fechou a avaliação com 82,8 pontos.

O destaque vem de uma combinação que nem sempre anda junta na região: serviços urbanos que entregam o básico com constância e uma vida cultural que não depende de “evento especial” pra acontecer.

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Na prática, isso significa uma cidade com estrutura moderna, organização no dia a dia e uma identidade cultural muito presente — o tipo de mistura que agrada tanto quem mora quanto quem chega de fora.

No levantamento, pesou o fato de Buenos Aires conseguir sustentar bons indicadores de qualidade de vida mesmo com períodos de turbulência econômica.

A cidade aparece bem quando o assunto é mobilidade e acesso a serviços: a rede de transporte público costuma ser apontada como eficiente, e a disponibilidade de escolas e hospitais bem avaliados ajuda a puxar a nota para cima, junto com um desenho urbano que facilita a rotina em muitos bairros.

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Outro ponto que ajuda é que a cultura está “espalhada” pela cidade. Teatros, museus, cafés tradicionais e programação artística aparecem como parte do cotidiano, não como luxo distante — e isso dá uma sensação de cidade viva, com opções para diferentes bolsos e estilos.

O próprio relatório menciona a combinação entre custo de vida competitivo e padrão de serviços públicos como um diferencial importante.

A segurança também entra na conta, especialmente quando Buenos Aires é comparada a outras capitais grandes da América Latina.

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Ela não é um paraíso (nenhuma metrópole é), mas aparece com índices mais estáveis do que parte dos concorrentes diretos, o que melhora a percepção de bem-estar e de previsibilidade para quem circula pela cidade.

No recorte latino-americano, quem vem logo atrás é Montevidéu, no Uruguai, e Santiago, no Chile — ambas com pontuação acima de 80, com desempenho forte sobretudo em infraestrutura e segurança.

O Brasil também marca presença no top 10 regional, com Rio de Janeiro e São Paulo mantendo destaque por força cultural e econômica, ainda que enfrentem obstáculos conhecidos em mobilidade e segurança pública.

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E por que isso tudo importa para quem só quer viajar? Porque um ranking desse tipo dá pistas bem práticas: se a cidade é bem avaliada em transporte, infraestrutura e serviços, a experiência do visitante costuma ser mais simples — do deslocamento ao acesso a atrações.

No caso de Buenos Aires, ainda entra o apelo de ser um destino geralmente amigável para o bolso do brasileiro, com muita opção de passeio “pé no chão” (bairros caminháveis, cafés, parques, museus) e sem depender de roteiro caro para render uma viagem completa.

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Medo do abandono: por que a possibilidade de ser deixado dói tanto — e como a terapia EMDR pode ajudar

Medo do abandono: por que a possibilidade de ser deixado dói tanto — e como a terapia EMDR pode ajudar

O medo do abandono é uma das dores emocionais mais profundas e silenciosas que uma pessoa pode carregar. Ele nem sempre se manifesta de forma explícita, mas costuma aparecer nos relacionamentos amorosos, nas amizades e até no ambiente de trabalho, sob a forma de ansiedade intensa, necessidade constante de aprovação, hipervigilância emocional e sofrimento diante de qualquer sinal de afastamento.

Embora muitas pessoas tentem racionalizar esse medo, dizendo a si mesmas que estão exagerando, a experiência clínica mostra que o medo do abandono raramente nasce no presente. Ele costuma estar ligado a experiências emocionais precoces que deixaram marcas profundas na forma como o indivíduo se percebe e se relaciona.

O que é o medo do abandono do ponto de vista psicológico

Do ponto de vista psicológico, o medo do abandono não se resume ao receio de ficar sozinho. Ele está associado à vivência de que ser deixado equivale a perder valor, identidade ou segurança emocional. Pesquisas em teoria do apego indicam que experiências precoces de instabilidade, rejeição emocional ou indisponibilidade afetiva podem gerar padrões de apego ansioso, nos quais o vínculo é vivido como frágil e sempre ameaçado (Bowlby).

Na vida adulta, isso pode se traduzir em pensamentos recorrentes como: “se eu for quem realmente sou, serei deixado”, “se o outro me conhecer melhor, vai embora” ou “preciso me esforçar muito para não ser abandonado”. Mesmo quando não há sinais reais de rejeição, o corpo reage como se o abandono fosse iminente.

Essas reações intensas não são falta de maturidade emocional, mas respostas condicionadas a experiências traumáticas que não foram plenamente elaboradas.

Medo do abandono como trauma emocional

A psicologia do trauma compreende que uma experiência se torna traumática não apenas pela sua gravidade objetiva, mas pela incapacidade psíquica de processá-la no momento em que ocorreu. Segundo van der Kolk , memórias traumáticas tendem a permanecer ativas no sistema nervoso, sendo reativadas sempre que a pessoa vivencia algo que, mesmo simbolicamente, remeta à experiência original.

No caso do medo do abandono, situações como silêncio do outro, demora em respostas, conflitos ou mudanças no comportamento podem acionar respostas emocionais desproporcionais, como angústia intensa, desespero, pensamentos catastróficos e medo de perder o vínculo. A pessoa sabe que está sofrendo “demais”, mas não consegue evitar.

Isso acontece porque o medo não está apenas no pensamento consciente, mas registrado em redes emocionais profundas do cérebro.

EMDR: uma abordagem eficaz para o medo do abandono

A Terapia EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) é uma abordagem psicoterapêutica baseada em evidências científicas, amplamente utilizada no tratamento de traumas emocionais. Desenvolvida por Francine Shapiro, o EMDR é recomendado por instituições como a Organização Mundial da Saúde para o tratamento de experiências traumáticas.

O EMDR atua a partir do Modelo de Processamento Adaptativo da Informação, que entende que o cérebro possui um sistema natural de cura psicológica. Quando uma experiência de abandono, rejeição ou perda não é adequadamente processada, ela fica armazenada de forma disfuncional, mantendo emoções intensas, crenças negativas sobre si mesmo e reações automáticas (Shapiro, 2018).

Estudos científicos demonstram que o EMDR é eficaz na redução de sintomas de ansiedade, sofrimento relacional e crenças negativas associadas ao medo de abandono, promovendo maior estabilidade emocional e sensação de segurança interna (Chen et al., 2014; Lewis et al., 2020).

A atuação clínica da psicóloga Josie Conti no tratamento do medo do abandono

A psicóloga Josie Conti atua clinicamente no tratamento de traumas emocionais, com especial atenção às manifestações do medo do abandono na vida adulta. Utilizando o EMDR como uma das suas principais abordagens terapêutica, seu trabalho é voltado para ajudar o paciente a compreender como experiências passadas moldaram sua forma de amar, se vincular e se perceber.

No processo terapêutico, Josie Conti auxilia seus pacientes a identificar memórias emocionais ligadas a experiências de abandono real ou emocional — muitas vezes sutis — e a ressignificá-las de maneira segura, respeitando o ritmo de cada pessoa. O objetivo não é eliminar o medo à força, mas permitir que ele perca sua intensidade e deixe de comandar escolhas e relacionamentos.

A prática clínica mostra que, à medida que essas memórias são processadas, o paciente passa a vivenciar relações com mais autonomia emocional, menos ansiedade e maior confiança em si e no outro.

Atendimento online e presencial em Socorro-SP

A psicóloga Josie Conti realiza atendimentos presenciais em Socorro-SP e também oferece psicoterapia online, possibilitando acesso ao tratamento especializado em trauma e EMDR para pessoas de diferentes regiões.

A terapia online segue critérios éticos e técnicos rigorosos e tem se mostrado eficaz no tratamento do medo do abandono, especialmente para pacientes que buscam flexibilidade, continuidade e um espaço seguro para elaborar suas experiências emocionais.

Quando buscar ajuda psicológica para o medo do abandono

Se você percebe que vive relacionamentos com medo constante de ser deixado, sente ansiedade intensa diante de afastamentos reais ou imaginados, ou identifica padrões repetitivos de sofrimento emocional, isso pode indicar que o medo do abandono está enraizado em experiências traumáticas não elaboradas.

A psicoterapia, especialmente quando baseada em abordagens como o EMDR, oferece caminhos eficazes para transformar essas vivências, promovendo maior segurança emocional e relações mais saudáveis.

Atendimento psicológico com a psicóloga Josie Conti

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As frutas que você jamais pode guardar juntas para evitar mofo e bichos

As frutas que você jamais pode guardar juntas para evitar mofo e bichos

Sabe quando uma fruta “vira” do nada e, em dois dias, a fruteira inteira parece ter entrado em colapso? Na maioria das vezes, não é azar: é mistura errada, calor demais ou fruta madura encostando em fruta sensível.

E tem um detalhe-chave por trás disso: algumas frutas soltam mais etileno, um gás natural que acelera o amadurecimento das vizinhas — e isso encurta (muito) o tempo até aparecerem mofo e aquelas mosquinhas chatas.

O grupo que costuma causar esse efeito dominó é o das frutas climatéricas (amadurecem mesmo depois de colhidas).

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Quando você junta várias delas — principalmente em fases diferentes de maturação — elas “se empurram” para amadurecer mais rápido. Resultado: polpa amolece, casca abre microfissuras, e aí fungos e insetos encontram o caminho livre.

Entre as climatéricas mais comuns estão: banana, mamão, maçã, pera, abacate, manga, pêssego, figo e kiwi. Se a sua meta é conservar, o ideal é não deixar banana e mamão grudados, nem fazer “montinho” com maçã, pera e manga, por exemplo.

Agora, se a ideia for acelerar (tipo abacate verde ou manga dura), aí sim dá para usar esse truque de propósito: deixe perto de uma banana madura por um tempo e acompanhe dia a dia.

Já as não climatéricas praticamente não “evoluem” depois que são colhidas. Elas até podem estragar, claro, mas não costumam amadurecer de verdade fora do pé. Nesse grupo entram morango, uva, cereja, amora-preta e cítricas como laranja, limão e tangerina.

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E aqui mora uma armadilha comum: colocar morango do lado de banana e mamão costuma reduzir bastante a vida útil do morango, porque ele é delicado e sente rápido o ambiente “acelerado”.

Na geladeira, a regra de ouro é simples: fruta madura vai para o frio; fruta ainda “de vez” fica fora até chegar no ponto.

E, dentro da geladeira, o que ajuda de verdade é separar e proteger: use potes com tampa (ou recipientes bem fechados) e deixe as frutas distantes entre si, porque isso diminui a troca de etileno e evita ressecamento.

Fruta largada direto na gaveta tende a perder textura e frescor mais rápido. Um bom lugar costuma ser a parte do meio da geladeira, que geralmente mantém temperatura mais estável. E atenção: abacaxi só costuma valer a pena refrigerar quando já estiver descascado ou cortado.

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“Mas banana e mamão podem ir para a geladeira?” Podem, sim — e costuma ser uma boa quando já estão no ponto. No mamão, funciona melhor cortar e guardar em pedaços em pote fechado.

Na banana, a casca pode escurecer com o frio e enganar: se a parte de dentro estiver firme, sem cheiro estranho e sem sinais de deterioração, está ok para consumo.

Se você prefere fruteira, dá para usar a seu favor sem virar “berçário” de mosquitinhos. O principal é ventilação: lugar abafado segura o etileno no ar e acelera tudo.

Também ajuda não pegar sol direto (calor aumenta a pressa do amadurecimento) e não amontoar: fruta pressionada machuca fácil, e machucado é porta de entrada para contaminação.

Um hábito que salva: inspecionar todo dia e tirar imediatamente qualquer fruta com ponto mole, vazando ou com mofo — porque o problema se espalha rápido.

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Na compra e no transporte, o cuidado começa antes de chegar em casa. Prefira comprar 1 ou 2 vezes por semana, pensando no que realmente vai consumir, e escolha frutas sem cortes e sem áreas muito amassadas.

Em casa, evite manter em saco plástico fechado: isso prende umidade e acelera mofo. Morango e outras frutas em embalagem merecem uma “triagem” na hora: achou uma contaminada, descarte, para não comprometer o resto.

Por fim, higiene: para desinfetar, dá para deixar as frutas 10 minutos em uma solução com 1 colher de sopa de hipoclorito de sódio (ou água sanitária sem alvejante) para 1 litro de água; também existem sanitizantes próprios vendidos em mercado.

Depois, enxágue bem em água corrente e seque de verdade (papel-toalha ajuda), porque umidade guardada junto com fruta é convite para fungos.

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Uma placa com o número 5 está surgindo nas estradas — e quase todo motorista está entendendo errado

Uma placa com o número 5 está surgindo nas estradas — e quase todo motorista está entendendo errado

Quem dirige pela Argentina pode topar com uma placa que parece “óbvia” — e é justamente aí que muita gente se confunde.

Ela é branca, simples, com um número grande bem no meio (tipo um “5”) e, de longe, dá aquela impressão de que está mandando você fazer alguma coisa. Só que não.

Esse número não tem relação com velocidade, proibição, alerta ou qualquer regra de condução.

Na real, é um marcador de quilometragem: ele aponta em que quilômetro da via você está naquele ponto exato. Passou por uma placa com “5”? Então você está no km 5 daquele trecho da estrada/rodovia.

A diferença visual ajuda a separar as coisas: limite de velocidade costuma vir dentro de um círculo com borda vermelha e segue um padrão mais “imperativo”.

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Já esse marco é direto ao ponto: fundo branco, número preto, função informativa. Ele existe para orientar, como se fosse um “endereço” ao longo do asfalto.

E isso tem utilidade prática no dia a dia — especialmente quando algo dá errado. Em caso de acidente, pane mecânica ou necessidade de socorro, dizer “estou no km 5” é muito mais eficiente do que tentar explicar “perto de um posto, depois de uma curva, antes de uma ponte”.

Esse tipo de referência também facilita trabalho de equipes de resgate, ambulâncias, guincho, manutenção da estrada e organização de obras no trajeto.

Essas placas podem aparecer em vários tipos de vias do país — de rodovias principais a estradas regionais e rurais — normalmente posicionadas na lateral da pista, próximas ao acostamento.

Ao ver uma delas, não tem “procedimento”: não precisa frear, mudar de faixa ou ajustar a velocidade. É só um ponto de localização para você (e para quem precisar te encontrar).

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Previsão preocupa: ciclone pode trazer granizo e chuvas intensas para 2 estados a partir de sexta (30)

Previsão preocupa: ciclone pode trazer granizo e chuvas intensas para 2 estados a partir de sexta (30)

A quinta-feira (29) deve ser de atenção redobrada no Sul: um novo ciclone se organiza perto da costa e aumenta a chance de temporais fortes em Santa Catarina e Paraná, com potencial para granizo, muita chuva em pouco tempo e rajadas de vento.

Projeções do modelo europeu ECMWF (referência usada pelo Meteored) indicam que os maiores volumes ficam concentrados nesses dois estados.

Em alguns pontos, a chuva pode ser bem agressiva, com acumulados que chegam a 90 mm em 24 horas, principalmente no Nordeste do Paraná.

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O começo da instabilidade acontece cedo: as primeiras áreas de tempestade devem aparecer ainda na madrugada, começando pelo Sul do Rio Grande do Sul e avançando ao longo das horas em direção a Santa Catarina. Ou seja: o tempo vira “chave” antes mesmo do horário comercial em várias cidades.

Da tarde em diante, a tendência é de piora, com a chuva ficando mais intensa e se espalhando por áreas catarinenses e paranaenses.

Segundo o Climatempo, o cenário fica favorável para temporais porque há uma baixa pressão atuando junto com um cavado em médios níveis da atmosfera, e isso se soma ao calor e à umidade que já vêm marcando a região.

Mesmo com a instabilidade, as temperaturas continuam altas em grande parte do Sul, com sensação mais amena em faixas de serra, litoral e em áreas do Sul do Paraná e de Santa Catarina — justamente onde a mudança de tempo pode chegar acompanhada de vento mais incômodo.

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Falando em vento: são esperadas rajadas entre 40 e 50 km/h, e as áreas com aviso mais severo incluem Oeste e Leste de Santa Catarina e também do Paraná.

Onde houver tempestade mais “encorpada”, o Meteored aponta possibilidade de granizo junto de muitos raios, vento forte e chuva intensa ao longo do dia.

Nos mapas de precipitação, há indicativo de que os acumulados podem encostar ou passar de 50 mm no Leste de Santa Catarina e nas regiões Leste, Centro-Sul e Centro-Norte do Paraná.

Em dia assim, vale o básico que evita dor de cabeça: fuja de áreas abertas durante trovoadas, não se abrigue sob árvores ou perto de estruturas que possam ceder com vento, e não atravesse pontos alagados (mesmo que pareçam rasos).

Fonte: Meteored

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Entenda por que você nunca pode desligar uma ligação de spam

Entenda por que você nunca pode desligar uma ligação de spam

Sabe aquela ligação “da central do banco” que começa educada, te dá um sustinho (“movimentação suspeita”) e termina com uma ordem bem específica? “Desliga agora e liga neste número pra confirmar.” É aí que mora o risco — e ele é bem menos óbvio do que parece.

Em golpes de “falsa central”, a ideia do criminoso é fazer você acreditar que está no controle: você desliga, procura o número oficial, faz tudo “certinho”… e mesmo assim cai.

Por quê? Porque há relatos e alertas de instituições dizendo que golpistas conseguem manter a ligação “presa” por alguns minutos depois que a vítima desliga — ou seja, você acha que está fazendo uma nova chamada, mas ainda está conectado ao mesmo golpista.

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Esse truque costuma aparecer justamente quando você desconfia. A pessoa do outro lado “autoriza” você a desligar e ligar de volta para a central (às vezes até dita o número).

Só que o golpe também se apoia em outra peça: o spoofing, que é o mascaramento do número para parecer que a ligação veio da central verdadeira. Então, olhar o visor ou até pesquisar o número no Google nem sempre resolve.

Agora entra a parte que explica por que tanta gente recebe chamadas que caem rápido, ficam mudas ou parecem “robô”.

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A própria Anatel descreve que há chamadas em massa feitas por centrais automatizadas que disparam milhares de ligações ao mesmo tempo e derrubam as que “sobram” quando alguém atende; e também ligações usadas como “provas de vida”, para mapear se o número está ativo, se a pessoa costuma atender e em quais horários.

Ou seja: só atender (e desligar) pode alimentar a lista deles com informação útil.

E tem um parente desse incômodo que vira armadilha: o golpe do “toque e cai”. Você vê uma chamada perdida de um número estranho, devolve a ligação por impulso e pode acabar caindo em cobrança/premium rate (o famoso wangiri). Não é o mesmo roteiro da falsa central, mas nasce do mesmo reflexo automático de “desliguei, vou retornar”.

Então, o “nunca pode desligar” aqui tem tradução prática: nunca desligue seguindo o script do outro lado (principalmente quando a pessoa manda você desligar e ligar “agora”). Se a ligação parece suspeita, encerre e retome o contato do seu jeito — com tempo, e por canais que você controla.

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O que fazer, na prática, sem complicar:

  1. Desconfie de urgência + pedido de dados/ações (senha, código, confirmação, instalação de app, “transferência teste”). Bancos reforçam que não pedem esse tipo de coisa por telefone.
  2. Se você realmente precisar falar com a instituição, não ligue imediatamente do mesmo aparelho/linha: espere alguns minutos ou use outro telefone/canal oficial (app, chat do aplicativo, site).
  3. Para reduzir a enxurrada, use bloqueio do próprio celular e serviços oficiais: a Anatel recomenda bloquear números e também cita o Não Me Perturbe como opção para barrar telemarketing de setores participantes.
  4. Recebeu chamada perdida de número esquisito (principalmente internacional) e “caiu” em 1 toque? Não retorne.

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Confissão, ponto cego de elevador e corpo ocultado: quem é o síndico preso por tirar vida de corretora

Confissão, ponto cego de elevador e corpo ocultado: quem é o síndico preso por tirar vida de corretora

A Polícia Civil prendeu em Caldas Novas (GO), na quarta-feira (28/01/2026), o síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, após ele admitir envolvimento na morte da corretora Daiane Alves Souza, de 43.

Segundo a corporação, ele indicou onde o corpo havia sido deixado, em uma área de mata a cerca de 15 km da cidade, depois de uma força-tarefa que já durava semanas.

Cléber era o síndico do Ametista (Amethist) Tower, prédio onde Daiane morava e onde ela foi vista pela última vez. Para a polícia, o cargo deu a ele facilidade de acesso às áreas técnicas do condomínio e, principalmente, ao subsolo — ponto central do que foi apurado no inquérito.

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Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025. Imagens e relatos reunidos pela investigação indicam que ela desceu ao subsolo para checar uma queda de energia no próprio apartamento e seguia registrando o problema no celular, já que, conforme relatou, os cortes vinham acontecendo com frequência.

A Polícia Civil também trabalha com a suspeita de que a interrupção tenha sido provocada para atraí-la até o local.

A reconstrução feita pelos investigadores aponta que o encontro entre os dois aconteceu em uma área sem cobertura de câmeras, descrita como “ponto cego” do sistema de monitoramento.

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Ainda segundo a apuração, não havia câmeras nas escadas — trajeto por onde o síndico teria circulado — e ele teria conseguido agir sem aparecer nas imagens.

Na versão apresentada oficialmente, após o crime, Cléber teria retirado o corpo do condomínio usando a própria picape.

A confirmação do local onde o corpo foi localizado veio depois, quando ele levou os policiais até a região indicada durante a madrugada do dia 28.

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Além do síndico, também foi preso o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, sob suspeita de atrapalhar as investigações.

Entre os pontos analisados está a hipótese de que ele tenha ajudado o pai a dificultar a coleta de provas, enquanto um porteiro do prédio foi levado para prestar esclarecimentos.

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O histórico entre síndico e corretora é tratado como peça-chave. A polícia e reportagens sobre o caso apontam uma sequência de desentendimentos comerciais: Daiane cuidava da administração de imóveis ligados à família e, com o tempo, a relação virou disputa no condomínio e na Justiça — ela mantinha ao menos 12 ações contra Cléber.

Antes do desfecho desta semana, o nome do síndico já aparecia em denúncia do Ministério Público de Goiás por perseguição (stalking), com relatos de intimidação e interferência em serviços essenciais (como água e energia) nos apartamentos ligados à corretora.

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A defesa, na ocasião, negou as acusações e alegou atuação dentro das funções do cargo.

Com a confissão e as prisões, a Polícia Civil informou que Cléber deve responder por homicídio e ocultação de cadáver, enquanto a apuração continua para fechar laudos e checar se há outras responsabilidades no caso.

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Quanto Suzane von Richthofen vai ganhar de herança após morte do tio (e por que isso parece ser inevitável)

Quanto Suzane von Richthofen vai ganhar de herança após morte do tio (e por que isso parece ser inevitável)

Quando uma pessoa morre sem deixar testamento, não é a “vontade da família” que decide nada: entra em cena a ordem de sucessão prevista no Código Civil.

E é exatamente essa falta de documento que pode colocar Suzane von Richthofen no radar de uma herança estimada em R$ 5 milhões, atribuída ao médico Miguel Abdalla, seu tio materno, morto aos 76 anos.

De acordo com informações divulgadas pelo R7, até agora não apareceu registro de testamento em cartórios. Sem esse papel, a partilha tende a seguir o caminho padrão: primeiro se procura cônjuge e descendentes; não existindo, a busca vai para outros parentes.

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Como não teriam sido localizados filhos nem esposa do médico, os bens podem ser direcionados aos chamados parentes colaterais — categoria que inclui irmãos, sobrinhos e outros familiares, dependendo de quem estiver vivo e for reconhecido no inventário.

Nessa linha, a CNN apontou que Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, também pode ter direito na divisão.

Um ponto que costuma confundir: condenação criminal, por si só, não cancela automaticamente o direito à herança, segundo especialistas ouvidos por veículos de imprensa.

Para haver impedimento, a lei prevê hipóteses específicas (como atos graves diretamente ligados ao falecido), o que costuma gerar debate jurídico — e, na prática, pode empurrar o caso para uma disputa mais longa na Justiça.

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Miguel Abdalla foi encontrado morto em casa, na zona sul de São Paulo, em 9 de janeiro. A polícia foi acionada depois que um vizinho estranhou a ausência do médico por cerca de dois dias, observou a residência e chamou as autoridades.

As primeiras informações indicaram morte natural, sem sinais aparentes de arrombamento ou violência. Mesmo assim, a ocorrência foi registrada como suspeita e o corpo seguiu para o IML (Instituto Médico Legal) para os procedimentos de praxe.

Suzane chegou a ir à 27ª Delegacia de Polícia para tratar da liberação do corpo do tio para o sepultamento, conforme foi noticiado.

Miguel Abdalla também aparece em outro capítulo antigo e sensível da história da família: após a morte de Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, ele atuou como tutor legal de Andreas.

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Mais tarde, em 2005, deixou a função de inventariante dos bens do casal, sendo substituído pelo próprio Andreas após um pedido feito por Suzane.

Em 2006, o tio ainda entrou com uma ação relatando que Suzane teria sido vista circulando perto da casa onde ele morava com a família.

O caso chegou ao Judiciário e, naquela época, houve tentativa do Ministério Público de São Paulo de pedir prisão preventiva dela.

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Psicóloga Josie Conti explica o que é EMDR: a terapia baseada em evidências que transforma o tratamento de traumas

Psicóloga Josie Conti explica o que é EMDR: a terapia baseada em evidências que transforma o tratamento de traumas

Durante muito tempo, o sofrimento psicológico foi tratado apenas a partir dos sintomas visíveis: ansiedade, medo, tristeza persistente, crises emocionais ou dificuldades nos relacionamentos. No entanto, os avanços da neurociência mostraram que, em muitos casos, a raiz desses sintomas está na forma como experiências traumáticas foram registradas pelo cérebro. É nesse contexto que o EMDR se consolida como uma das abordagens terapêuticas mais eficazes da atualidade.

A psicóloga Josie Conti, especialista em EMDR, explica que essa abordagem não atua apenas no alívio momentâneo do sofrimento, mas no reprocessamento profundo das memórias que mantêm o transtorno ativo no sistema nervoso.

O que é EMDR e como essa terapia funciona

EMDR é a sigla para Eye Movement Desensitization and Reprocessing (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares). Trata-se de uma psicoterapia estruturada e baseada em evidências científicas, desenvolvida para ajudar o cérebro a processar experiências traumáticas ou altamente estressantes que ficaram “presas” de forma disfuncional.

Segundo Josie Conti, quando uma pessoa vivencia um evento traumático, o cérebro pode não conseguir integrar adequadamente aquela experiência. A memória fica armazenada de forma fragmentada, acompanhada das emoções, sensações físicas e crenças negativas originais, como medo intenso, culpa, vergonha ou sensação de ameaça constante.

O EMDR estimula o sistema natural de processamento do cérebro por meio da estimulação bilateral, que pode ocorrer por movimentos oculares, estímulos táteis alternados ou sons. Esse processo facilita a reorganização da memória, permitindo que ela seja integrada de forma mais adaptativa.

O que acontece no cérebro durante o EMDR

Pesquisas em neuroimagem demonstram que, após o reprocessamento com EMDR, há uma redução significativa da hiperativação da amígdala — região associada às respostas de medo — e uma maior integração com o córtex pré-frontal, responsável pela regulação emocional e pela avaliação racional das experiências.

Um estudo publicado no Frontiers in Psychology mostra alterações neurológicas consistentes após sessões de EMDR, indicando melhora no processamento emocional e na resposta ao estresse
👉 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5997931/

Josie Conti destaca que esse processo explica por que muitas pessoas relatam não apenas melhora emocional, mas também redução de sintomas físicos associados ao trauma, como dores crônicas, tensão muscular e alterações do sono.

EMDR não apaga o passado — ele transforma a relação com ele

Um dos equívocos mais comuns sobre o EMDR é a ideia de que a terapia “apaga” memórias. Na prática, o que ocorre é uma mudança profunda na forma como essas experiências são armazenadas e acessadas.

A memória continua existindo, mas deixa de ser vivida como se estivesse acontecendo no presente. O corpo compreende que o perigo passou. A lembrança perde sua carga emocional desorganizada e passa a ser acompanhada de maior senso de controle, segurança e compreensão.

Esse efeito é o que diferencia o EMDR de abordagens focadas apenas na racionalização do sofrimento.

EMDR é reconhecido internacionalmente como tratamento eficaz

O EMDR é amplamente reconhecido por instituições de saúde ao redor do mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o EMDR como tratamento de primeira linha para o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
👉 https://www.who.int/publications/i/item/WHO-MSD-MER-17.5

Além disso, a American Psychological Association (APA) e o National Institute for Health and Care Excellence (NICE) também incluem o EMDR entre as abordagens recomendadas para o tratamento de traumas
👉 https://www.apa.org/ptsd-guideline/treatments
👉 https://www.nice.org.uk/guidance/ng116

Essas recomendações se baseiam em dezenas de ensaios clínicos randomizados e meta-análises que demonstram a eficácia do EMDR em comparação a outras intervenções psicoterapêuticas.

Para quais casos o EMDR é indicado

Embora seja amplamente conhecido pelo tratamento de traumas, o EMDR pode ser utilizado em diversos contextos clínicos. De acordo com Josie Conti, a abordagem é indicada para:

  • Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

  • Traumas únicos ou repetitivos

  • Ansiedade generalizada e crises de pânico

  • Depressão associada a experiências traumáticas

  • Fobias

  • Luto complicado

  • Baixa autoestima ligada a vivências precoces

  • Crenças negativas persistentes sobre si mesmo

Uma meta-análise publicada no European Journal of Psychotraumatology aponta que o EMDR apresenta resultados equivalentes ou superiores à Terapia Cognitivo-Comportamental em diversos quadros, muitas vezes em menos sessões
👉 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32043428/

O papel da avaliação clínica e do vínculo terapêutico

Apesar de sua estrutura técnica, o EMDR não é um procedimento automático. Josie Conti ressalta que a avaliação clínica cuidadosa e o vínculo terapêutico são fundamentais para o sucesso do tratamento.

Antes do reprocessamento das memórias traumáticas, o paciente passa por uma fase de preparação, na qual são desenvolvidos recursos de estabilização emocional, segurança interna e autorregulação. Esse cuidado garante que o processo ocorra de forma ética, segura e respeitosa.

EMDR é sobre recuperação, não sobre reviver a dor

Diferentemente do que muitos imaginam, o EMDR não exige que o paciente reviva o trauma repetidamente ou em detalhes exaustivos. O foco está na capacidade natural do cérebro de se reorganizar quando recebe as condições adequadas.

Como explica Josie Conti, “quando a memória é reprocessada, o corpo entende que o perigo passou — e quando o corpo entende isso, a vida começa a se reorganizar também”.

Atendimento psicológico com a psicóloga Josie Conti

👩‍⚕️ Psicóloga Josie Conti
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📞 WhatsApp: (19) 999506332
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📸 Instagram: https://www.instagram.com/contioutra
🌐 Site: https://www.josieconti.com.br

Essa série te conduz com cuidado — e usa isso pra esconder o que realmente está acontecendo

Essa série te conduz com cuidado — e usa isso pra esconder o que realmente está acontecendo

Tem série que grita “mistério” desde a primeira cena. The Undoing faz o contrário: ela te embala. É tudo polido, bonito, civilizado — e é justamente essa educação narrativa que vira arma.

Quando você percebe que estava sendo guiado para olhar sempre pro lugar “mais óbvio”, já tem informação faltando, pista passando batida e gente dizendo meia-verdade com a tranquilidade de quem sabe que você vai comprar.

A história começa com Grace Fraser (Nicole Kidman), terapeuta bem estabelecida em Nova York, vivendo aquela rotina de quem parece ter controle de tudo: carreira sólida, filho em escola disputada, marido carismático.

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Só que uma morte brutal — e a forma como a cidade reage a ela — vira o primeiro puxão no tapete. A série não tem pressa de te jogar num “quem foi?” acelerado; ela prefere te colocar dentro de conversas, olhares e pequenas incoerências que vão se acumulando como poeira no canto da sala.

E aí entra o grande truque: o roteiro do David E. Kelley (o mesmo nome por trás de dramas que adoram tensão social bem vestida) trabalha com a expectativa do público de que pessoas ricas sempre têm uma explicação pronta — e quase sempre convincente.

Em seis episódios, a minissérie vai apertando a sensação de que o “normal” ali é só fachada, enquanto Grace tenta entender quem é o homem com quem ela casou e por que tantas peças começam a não encaixar.

A direção da Susanne Bier é essencial pra esse efeito. Ela filma a riqueza sem glamour gratuito: o que fica é um conforto meio claustrofóbico, como se a casa, a escola e as festas fossem espaços onde todo mundo observa demais e fala de menos.

É um suspense que funciona menos por perseguição e mais por controle de atmosfera — e isso combina com o tipo de dúvida que a série quer plantar: não é só “quem mentiu?”, é “por que a mentira colou tão fácil?”.

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Nicole Kidman segura bem esse papel de alguém que, por profissão, lê pessoas — mas, quando o assunto é a própria vida, entra num modo de negação que parece humano (e irritante) na medida certa.

Já Hugh Grant usa uma charmosa calma quase como máscara: ele não precisa levantar a voz pra dominar a cena, e isso deixa tudo mais desconfortável porque o perigo não vem com cara de perigo.

Quando o detetive Joe Mendoza (Édgar Ramírez) entra com mais peso, a série melhora: é ali que o jogo entre classe, versão oficial e “história bem contada” fica mais explícito.

Um detalhe esperto — e que ajuda a explicar por que tanta gente ficou presa no primeiro episódio — é a abertura com “Dream a Little Dream of Me” cantada pela própria Kidman.

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A música tem um tom doce demais pro que a trama vira depois, então ela funciona quase como aviso irônico: a série vai cantar baixinho enquanto prepara o choque.

Agora, nem tudo é precisão cirúrgica. The Undoing gosta de segurar certas cartas por tempo demais e, em alguns momentos, parece mais interessada em manter o assunto “quente” do que em oferecer pistas do jeito mais limpo.

Ainda assim, como minissérie de domingo à noite, ela acerta no que promete: um suspense elegante, cheio de conversa afiada, com tensão que cresce na base do desconforto — e uma condução tão cuidadosa que, quando você nota onde estava a distração, já foi.

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Sem bariátrica e sem remédios: Péricles revela o que realmente fez para perder 50 kg

Sem bariátrica e sem remédios: Péricles revela o que realmente fez para perder 50 kg

Quando o assunto é emagrecimento, Péricles virou pauta nos últimos meses por um motivo bem direto: ele contou que eliminou mais de 50 kg e que fez isso sem cirurgia bariátrica e sem medicação. A explicação, segundo o cantor, passa por ajustes na alimentação e uma rotina consistente de exercícios.

Aos 56 anos, o artista — que ficou nacionalmente conhecido como vocalista do Exaltasamba e segue em carreira solo desde 2012 — disse que decidiu mexer no dia a dia para priorizar hábitos mais saudáveis.

Em entrevista à Trip TV, resumiu a escolha com uma frase simples: se o ganho de peso veio pela rotina, a perda também teria que vir por ela.

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Na prática, chegar a uma perda desse tamanho sem procedimentos é possível, mas costuma ser um caminho longo.

Em quadros avançados de obesidade, a bariátrica aparece com frequência como estratégia indicada justamente por acelerar o processo e reduzir o quanto antes os riscos associados ao excesso de peso.

Quando a mudança fica restrita a alimentação e atividade física, a lógica é outra: o corpo precisa gastar mais energia do que recebe — o chamado déficit calórico.

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Dá para criar isso comendo menos calorias, aumentando o gasto com exercícios, ou combinando os dois. Ainda assim, é um plano que pede regularidade e paciência, porque o resultado costuma vir aos poucos.

Outro ponto importante é o acompanhamento profissional. Ficar preso só à calculadora de calorias pode empurrar muita gente para cardápios restritivos, com falta de nutrientes e efeitos ruins no médio e longo prazo — e a própria matéria cita que Péricles teve suporte nesse processo.

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Para quem precisa de outras alternativas no controle da obesidade, além da bariátrica existem medicamentos que atuam na regulação do apetite, como os análogos de GLP-1 (ex.: liraglutida e semaglutida) e a tirzepatida, que também envolve ação no GIP — todos citados no texto. Mesmo com boa evidência de segurança e eficácia, eles entram em cena com avaliação e liberação médica.

Independentemente do método escolhido, a manutenção do peso depois do emagrecimento costuma depender do mesmo básico bem feito: padrão alimentar ajustado e exercício regular como parte da rotina.

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Após exames preocupantes, Marcus Majella muda rotina e perde mais de 30 kg

Após exames preocupantes, Marcus Majella muda rotina e perde mais de 30 kg

Marcus Majella apareceu nas redes sociais com um visual bem diferente — mais enxuto e com definição visível — e isso virou assunto rapidinho entre fãs. Aos 46 anos, o ator e humorista contou que eliminou mais de 30 kg ao longo do processo.

O gatilho, porém, não veio de “projeto verão” nem de comparações: veio do consultório. Majella explicou que decidiu levar o tema a sério depois de ver exames fora do ideal, o que acendeu um alerta sobre como ele estava cuidando do próprio corpo.

Em conversa com a GQ Brasil, ele descreveu a mudança como algo construído no dia a dia, com ajustes possíveis de manter. Nada de virada radical em uma semana: foi um conjunto de hábitos que ele encaixou na rotina e foi sustentando com consistência.

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Exames alterados e o momento de virar a chave

Segundo Majella, a procura por ajuda médica aconteceu quando ele se reconheceu muito acima do peso. Ao receber os resultados, veio aquele choque que muita gente conhece: perceber no papel que o corpo estava pedindo atenção.

“Eu pensei que ainda tinha muito o que viver”, contou ele na entrevista. A partir daí, a meta ficou mais clara: colocar saúde na frente, acompanhar indicadores e melhorar disposição — e o emagrecimento entrou como consequência do pacote.

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Caminhada virou compromisso (e abriu espaço para outras atividades)

Se tem um hábito que ele destaca como peça central, é simples e direto: caminhar. Majella disse que faz caminhadas diárias por volta de uma hora e, em alguns dias, intercala trechos correndo.

Com o tempo, ele também incluiu aulas de boxe, somando variedade e intensidade sem precisar viver de treino pesado. A lógica foi aumentar o movimento semanal de forma realista, em vez de apostar em picos de empolgação.

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Rotina cheia atrapalhou por anos — e o retorno foi sem pressa

Majella também comentou que, entre os 30 e 40 anos, acabou deixando exercícios de lado por causa de trabalho e agenda corrida. O peso foi subindo aos poucos, do tipo que você percebe quando já virou padrão.

Quando decidiu retomar, ele não tentou compensar “tudo de uma vez”. A volta foi gradual, com metas possíveis, evitando aquela cobrança que costuma fazer muita gente desistir na segunda semana.

Cortar açúcar por mais de dois anos: ajuste que muda o paladar

Outro ponto que ele cita como decisivo foi reduzir ao máximo o consumo de açúcar. Majella afirmou que está há mais de dois anos sem açúcar no cotidiano, o que ajudou a reorganizar escolhas e controlar vontades ao longo do dia.

O detalhe importante é que o paladar muda com o tempo: depois de um período, frutas, iogurtes naturais e alimentos menos processados costumam “aparecer” mais no gosto — e isso facilita manter a mudança sem sensação de punição.

Nutricionista entrou como apoio prático, não como polícia da comida

Nos primeiros anos, Majella contou com acompanhamento nutricional para ajustar rotina e porções. Ele chegou a enviar fotos das refeições, um jeito de criar consciência do que estava colocando no prato e receber orientação objetiva.

Esse tipo de suporte costuma reduzir erros comuns: pular refeições, exagerar em compensações e cair no “8 ou 80”. Também ajuda a organizar proteínas, fibras e vegetais de um jeito que sustenta energia ao longo do dia.

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Alimentação com flexibilidade: regra firme, vida real também

Hoje, ele diz que baseia a alimentação em frutas, verduras e boas fontes de proteína, mas sem seguir um cardápio engessado. Em viagens e férias, ele se permite comer o que tem vontade, experimentar coisas locais e depois retomar o ritmo.

A estratégia aqui é bem clara: manter um padrão na maior parte do tempo e não transformar exceções em desistência.

Manutenção virou o foco — e comentários externos ficaram no caminho

Majella afirma que, agora, a prioridade é manter o peso e seguir acompanhando exames, já que a obesidade é tratada como doença e pede atenção contínua. Em vez de buscar novas metas na balança, ele fala em estabilidade e saúde em dia.

E teve a parte chata: os comentários. Algumas pessoas chegaram a dizer que ele “era mais engraçado antes”. Majella rebateu sem entrar em provocação, reforçando que a mudança trouxe mais bem-estar e autoestima — sem mexer no que ele é.

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Antes do sucesso e do dinheiro: 10 famosos que se casaram com namorados da escola

Antes do sucesso e do dinheiro: 10 famosos que se casaram com namorados da escola

Tem um detalhe que quase sempre passa batido quando a gente fala desses casais “de antes da fama”: a relação nasce num lugar onde ninguém está performando nada.

Sem assessoria, sem tapete vermelho, sem manchete.

É a fase em que todo mundo ainda está descobrindo quem é — e, quando isso dá certo a dois, vira uma parceria que atravessa mudanças enormes (carreira, cidade, dinheiro, exposição). Abaixo, 10 exemplos de celebridades que levaram o romance dos tempos de escola (ou da vida bem jovem, ali no mesmo ambiente) até o altar.

Jon Bon Jovi e Dorothea Hurley (Bongiovi)

Eles se conheceram no colégio (Sayreville War Memorial High School) e, anos depois, oficializaram em Las Vegas, em 1989. Até hoje, o casal é citado como um dos raros casos de relacionamento que sobreviveu ao “modo turnê” por décadas.

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Bono e Ali Hewson

O vocalista do U2 conheceu Ali ainda bem jovem na escola Mount Temple Comprehensive, na Irlanda. Namoraram na adolescência e se casaram em agosto de 1982 — quando a banda estava começando a virar assunto fora do bairro.

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Snoop Dogg e Shante Broadus

Os dois começaram a história como estudantes na Long Beach Polytechnic High School. Casaram em 1997 e, mesmo com idas e vindas ao longo do tempo, seguem juntos — ela, inclusive, se tornou peça importante também no lado profissional dele.

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LeBron James e Savannah James

LeBron e Savannah se conheceram no ensino médio e continuaram lado a lado enquanto a vida dele virava uma vitrine mundial. O casamento aconteceu em 2013, depois de anos de relacionamento e família já crescendo.

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Patrick Mahomes e Brittany Mahomes

Antes do status de “casal queridinho da NFL”, eles eram dois adolescentes na mesma escola no Texas. A relação começou ali, seguiu firme, e o casamento veio em 2022.

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Stephen Curry e Ayesha Curry

Eles se conheceram ainda adolescentes em um grupo de jovens (daquelas conexões típicas da fase de escola: mesma turma, mesmos eventos, mesma bolha social). O namoro amadureceu e virou casamento — e, hoje, os dois mantêm a vida familiar bem presente na imagem pública do casal.

Ja Rule e Aisha Atkins

Os dois se conheceram no ensino médio e levaram o relacionamento adiante até o casamento, num padrão bem raro em um meio em que a exposição costuma interferir em tudo.

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LL Cool J e Simone Smith

Simone entrou cedo na história do rapper (ainda na fase de juventude), e o casal acabou se casando em 1995. É o tipo de relação em que o “antes” vale muito: ela conheceu o cara que existia antes da marca LL Cool J.

Samuel L. Jackson e LaTanya Richardson

Aqui a “escola” é a faculdade: eles se conheceram quando eram estudantes (Morehouse e Spelman, em Atlanta) e construíram uma relação que virou casamento e atravessou décadas, com ambos seguindo carreiras intensas.

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Thomas Rhett e Lauren Akins

A história deles começa ainda na infância (se conheceram na escola, lá na primeira série), passa por uma fase de romance na adolescência e desemboca no casamento em 2012. É literalmente um relacionamento que cresceu junto com eles.

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Esses nomes neutros estão conquistando pais que querem fugir do óbvio na hora de registrar o bebê

Esses nomes neutros estão conquistando pais que querem fugir do óbvio na hora de registrar o bebê

Escolher nome de bebê já dá aquele “friozinho bom” — e fica ainda mais interessante quando você procura algo que funcione para qualquer gênero, sem soar marcado demais.

A vantagem é clara: você ganha um nome versátil, fácil de usar em diferentes fases da vida e, muitas vezes, com pronúncia simples em mais de um idioma. Abaixo, selecionei opções neutras com origens e sentidos bem definidos.

Ariel

Nome de raiz hebraica ligado à ideia de força e proteção. Em registros antigos, também aparece associado a Jerusalém em contextos religiosos, o que fez o nome circular por séculos em diferentes culturas.

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Sol

Curto, sonoro e direto. Além de remeter ao astro, é um nome usado em países de língua portuguesa e espanhola, e costuma ser escolhido por quem gosta de significados ligados a luz, energia e presença.

Noah

Forma muito popular em vários países e com origem bíblica. Carrega a noção de descanso/acolhimento e ficou conhecido pela figura de Noé nas narrativas do Antigo Testamento.

Manu

Neutro e prático, funciona tanto como nome quanto como apelido. Em algumas tradições, aparece com sentidos ligados a sabedoria e pensamento; no uso cotidiano, também surge como diminutivo de nomes como Manoel e Emanuela.

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Tiê

Nome inspirado em línguas indígenas brasileiras, com referência à beleza e a uma ideia de liberdade. Também lembra o pássaro tiê, conhecido pela cor marcante — um detalhe que muita gente acha simpático.

Sam

Curto e popular, costuma aparecer como diminutivo de Samuel ou Samantha. A raiz hebraica do nome se conecta a uma leitura religiosa ligada a Deus, por isso é bem presente em famílias que gostam de nomes tradicionais, mas discretos.

Gal

Tem caminhos diferentes dependendo da cultura. Em leituras de origem hebraica, pode se relacionar a “onda” ou “ondulação”, trazendo uma imagem de movimento e destaque.

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Kim

Bem internacional e fácil de pronunciar. Em algumas referências, aparece ligado a sentidos como “nobre”/“real”, e virou um clássico neutro em inglês por soar simples e moderno ao mesmo tempo.

Nick

Vem do grego e costuma ser associado à ideia de vitória (a mesma raiz que aparece em nomes como Nicolau). Apesar de muito usado como apelido, também funciona como nome curto e direto.

Eli

Nome hebraico com peso espiritual: passa a ideia de algo elevado/exaltado e aparece como forma abreviada em nomes maiores da mesma família linguística. É daqueles nomes pequenos, mas com significado forte.

Harper

De origem inglesa, nasceu como sobrenome ocupacional ligado a quem tocava harpa. Virou nome próprio e ganhou fama recente, inclusive por associação à escritora Harper Lee, autora de O Sol é para Todos.

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Cris

Costuma aparecer como forma curta de Cristina, Cristiano, Cristóvão e outros “Cris-”, mas há tempos vem sendo usado como nome independente. A base etimológica remete a “cristão/ungido” em tradições latinas, e a neutralidade vem justamente do uso amplo em diferentes contextos.

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