Todo mundo tem sua definição do que é viver bem, e Cora Coralina tinha a sua. Famosa por ser poetisa e contista, a goiana (nascida na Cidade de Goiás, antiga Vila Boa de Goiás), Cora Coralina (1889-1985), ou Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, autora de “Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais” e “Meu Livro de Cordel”, também foi doceira, vendedora de livros, produtora e vendedora linguiça caseira e banha de porco, e chegou a gravar um disco. Na sua receita particular de viver bem está a leitura, a autenticidade, o sorriso e não dizer que está velha, nem que está doente, e tampouco que não ouve bem. Espirituosa, ela também viveu suas buscas e, aos 50 anos, experimentou uma profunda mudança interior que classificou como “a perda do medo” (Wikipedia). Foi a partir dessa ocasião que ela deixou o nome Ana Lins de lado e adotou Cora Coralina.
Cora Coralina não é goianiense. Ela é goiana (pois nasceu no estado de Goiás) e é vilaboense (pois nasceu na Cidade de Goiás, antiga Vila Boa de Goiás).
Abaixo, viver bem, por Cora Coralina.
“O QUE É VIVER BEM”
Por Cora Coralina
Um repórter perguntou à Cora Coralina o que é viver bem?
Ela disse-lhe: “Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo prá você, não pense.
Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê.
O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.
Eu não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!
Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não. Você acha que eu sou?
Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser. Filha dessa abençoada terra de Goiás.
Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos. Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes. O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.”
“Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.”
Compartilhado por Carla Purcino.
Fonte indicada Dharmalog





Com a capacidade de nos fazer pensar que só mesmo o Facebook tem, este post me levou a duas linhas de raciocínio: Na primeira, uma pequena meditação sobre essa imprensa, que não está perdoando a intimidade de ninguém, expondo até os insetos nas manchetes ao lado dos escândalos do futebol e da política. Já a segunda linha de raciocínio, confesso que me levou a sentir um prazer bem egoísta. É que nunca gostei dessa história da Cigarra e a Formiga e não tinha como não ver uma pequena vingança no fato da Ciência desautorizar a fábula.


Regiane Reis










