6 livros essenciais para quem gosta de Jazz

6 livros essenciais para quem gosta de Jazz

Hoje é possível dizer, sem sombra de dúvidas, que o jazz é bem mais que apenas mais um fenômeno musical. Ele é um acontecimento de proporções muito maiores. Nenhum outro estilo musical teve tantas revoluções internas em períodos tão curtos. O jazz surge como traço marcante da condição humana, refletindo nossa capacidade de constante transformação através do tempo. Não é à toa que Julio Cortázar (1914-1984) a considerava a única música universal do século XX. Isso sem falar no verdadeiro frisson que o bebop causou em Jack Kerouac (1922-1969) e nos Beatniks de modo geral.

Apresento aqui uma lista com alguns títulos disponíveis em português que considero essenciais para quem quer se aprofundar no assunto ou entender um pouco melhor a importância do mesmo.

Todo Aquele Jazz (Companhia das Letras, 2013):

contioutra.com - 6 livros essenciais para quem gosta de JazzO livro de Geoff Dyer é, para muitos, aquele que mais se aproxima da linguagem do próprio jazz. É um trabalho minucioso não só sobre a vida , ficcionalizada ou não, de grandes nomes do gênero, mas também sobre o ethos de toda uma época. Narrativa e objeto se confundem e o leitor é levado a momentos trágicos gloriosos com a mesma intensidade, enquanto é exposto aos vícios e trejeitos mais particulares de eternos ídolos.

Em outras palavras: ler essa obra é como presenciar o espírito do tempo desfilar na frente de olhos desacreditados, através da loucura e criatividade de homens e mulheres incontroláveis por natureza.

 

História Social do Jazz (Paz e Terra, 2011):

contioutra.com - 6 livros essenciais para quem gosta de JazzEric Hobsbawm (1917-2012) foi um dos mais respeitados historiadores de que se tem notícia. Também foi um grande jazz aficionado. Durante muito tempo, escreveu como crítico de jazz para a revista New Statesman, sob o pseudônimo de Francis Newton. O livro foi lançado no fim dos anos 50 e, mesmo sem abordar o free jazz e o fusion (estilos posteriores), figura hoje como importante documento sobre a música popular americana.

Hobsbawm analisa o jazz como grande personagem histórico, responsável pela ascenção cultural, intelectual e financeira de indivíduos marginalizados (negros e pobres). Como repórter, nos delicia com curiosidades sobre figurões como Count Basie (retratado como pianista mediano e bêbado), e Duke Ellington (preguiçoso e ladrão de melodias e mulheres de seus companheiros de grupo).

O Jazz Como

Espetáculo (Perspectiva, 2007):

contioutra.com - 6 livros essenciais para quem gosta de JazzJá pela escolha incomum do tema é possível intuir que estamos diante de um grande livro. O jornalista e crítico Carlos Calado explora o jazz em seus aspectos mais teatrais.

A postura dos músicos enquanto tocam seus instrumentos, a importância da relação entre platéia e aquele que está em cima do palco e o desenvolvimento e manutenção dessa relação com o passar dos anos. Um tratado musical, cênico e, por que não dizer, psicológico.

 

O Jazz – do Rag ao Rock (Perspectiva, 2007):

contioutra.com - 6 livros essenciais para quem gosta de JazzQuando o assunto é jazz, Joachim E. Berendt 1922-2000) é referência mundial.

Em “ O Jazz – do Rag ao Rock”,o crítico alemão se dedica de modo incansável a analisar, passo a passo, nome a nome, os principais elementos e características de cada subgênero e seus desdobramentos. Imprescindível para quem se interessa por nomes e datas ou para quem quer se iniciar no assunto (acompanha ainda uma rica sugestão de discografia em ordem cronológica).

 

Coltrane (Veneta, 2016):


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John Coltrane (1926-1967), saxofonista, revolucionário e… santo. Não, não é uma metáfora. Ele foi canonizado pela Igreja Africana Ortodoxa, onde é padroeiro dos artistas e dos que buscam superar vícios. Sua história é contada de forma ousada e quase estranha na HQ do italiano Paolo Parisi. Está tudo lá. A infância pobre, o vício, os amigos, as mulheres, os insights geniais, os músicos com quem tocou e, claro, a criação do inigualável e arrebatador “A Love Supreme”.

 

 

Love Supreme, A Criação do Álbum Clássico (Barracuda, 2007):

contioutra.com - 6 livros essenciais para quem gosta de JazzE por falar nele… Originalmente lançado em 1965, “A Love Supreme” foi o disco que colocou John Coltrane entre os maiores jazzmen de todos os tempos. O livro de Ashley Kahn revela todo o processo de criação do disco. Desde a escolha dos músicos até o lugar onde foi gravado. Contem também saborosas entrevistas com membros da família Coltrane, curiosidades como os detalhes do surgimento da gravadora Impulse Records e uma galeria com fotos e imagens emblemáticas.

A tempo: Ashley Kahn também lançou um livro no mesmo formato falando sobre as gravações de “Kind of Blue”, de Miles Davis, igualmente lançado no brasil pela Barracuda.

Deseje algo impossível, todos os dias! Porque os desejos às vezes acontecem!

Deseje algo impossível, todos os dias! Porque os desejos às vezes acontecem!

Eu já ouvi uma vez – não me lembro onde, nem quando – que a gente deveria tomar cuidado com aquilo que deseja, porque às vezes os desejos se tornam realidade. Confesso que, naquela hora, aquilo fez o maior sentido para mim. E isso talvez tenha acontecido em função das incontáveis vezes em que desejei coisas absolutamente ridículas e sem propósito, ou pior ainda, coisas das quais viria a me arrepender terrivelmente assim que as conquistasse.

Mas, de verdade, ainda bem que acreditei naquilo só assim “meio que na hora que ouvi”. Porque afinal de contas, desejo é desejo, ora essa! E tudo bem se o desejo que brotou na gente for um daqueles sem pé nem cabeça, não fizer nenhum sentido ou resultar num fracasso épico.

Fracassos são apenas acidentes de percurso nessa aventura sem precedentes chamada vida. E se a gente ficar com muito medo deles, aí sim, corremos o pior dos riscos que é o de deixar de nos surpreender com as alegrias inesperadas, e os sucessos improváveis e mais ainda, com uma nova perspectiva de existência que nos tire o fôlego e arranque a gente daquela vidinha mais ou menos.

E não tem quase nada pior do que viver mais ou menos, ter um trabalho mais ou menos, um relacionamento mais ou menos, um sonho mais ou menos. Essas coisas que não são nem boas, nem ruins, são parte de um plano da nossa própria cabeça dura que teima em acreditar que o fato de estarmos em cima do muro, nos protegerá dos perigos e turbulências.

Turbulências são uma excelente estratégia para fazer a gente desenvolver aquela malícia necessária para balançar junto com o barco, enquanto ele vence ondas gigantescas ou prosaicas marolas. E não adianta ficarmos sonhando com uma vida sem turbulências. Primeiro, porque isso não existe. E, segundo porque, se existisse, seria uma coisa tão chata, tão insossa, tão “mais ou menos” que em poucos dias (ou mesmo horas), estaríamos tentando arranjar algum jeito de nos metermos numa boa encrenca num outro planeta, numa outra galáxia, num outro universo.

E exatamente por isso, porque viver “mais ou menos” é quase o mesmo que não viver, que a gente precisa largar mão de economizar desejos; a gente precisa encharcar a alma de ousadia e gosto pelas coisas lindas. Viver encantado é muito melhor do que viver anestesiado!

Deseje! Deseje com todas as suas forças! E enquanto deseja, vá desenterrando ideias adormecidas, vá exercitando os músculos do coração, vá semeando jeitos de fazer a viagem valer a passagem. Deseje! Deseje como se cada desejo fosse o último! Deseje algo impossível, todos os dias! Porque os desejos, às vezes acontecem!

Perigo: A nossa taxa de humanidade está baixa!

Perigo: A nossa taxa de humanidade está baixa!

Certa tarde estava eu caminhando por uma rua próxima a minha residência, quando “sem querer querendo” ouvi o pedaço de uma conversa de duas senhoras. Uma senhora de meia idade dizia para a outra:

– O meu marido está internado, por que a taxa de “HUMANIDADE” dele está baixa. Os médicos disseram que ele não pode receber alta, por causa disso… Entendeu? É por causa da taxa de“HUMANIDADE”.

Imediatamente eu comecei a rir. Todavia, eu não estava tirando sarro daquela senhora. Não estava desdenhando de sua situação e muito menos achando graça na sua condição, pois muito provavelmente, ela não teve acesso à educação formal de qualidade, o que deve ter contribuído para que ela fale assim. Saliento que muito compadeci do seu sofrimento. Só quem já teve um ente querido internado sabe como é difícil.

Deixando de lado os detalhes, permita-me explicar o motivo do meu riso. Ri porque tive um insight. Pensei no seguinte: Assim como a taxa de imunidade é importante para a nossa saúde física, a taxa de humanidade é importante para a nossa condição existencial de seres humanos, de pessoas (indivíduo e sociedade).

Em linhas gerais, a taxa de imunidade diz respeito à capacidade de defesa do sistema imunológico. Esse sistema age em defesa do corpo, combatendo ataques de bactérias, vírus e infecções contra o organismo.

Quando a taxa de imunidade está baixa, o organismo fica mais suscetível a doenças. Nesse sentido, dependendo da doença e do tratamento dado ao enfermo, a pessoa pode vir a recuperar a sua saúde, como pode também, em casos mais graves, vir a óbito.

Do mesmo modo acontece com a questão da humanidade. A taxa de humanidade mede o quão humanos somos. Quanto menor a taxa de humanidade maior o grau da barbárie. Infelizmente corremos o risco de zerar a taxa de humanidade, e assim, perdermos de vez a nossa capacidade de sermos humanos.

Notícias como a do ataque a uma boate gay em Orlando, que deixou 50 mortos tempos atrás, indicam que no geral, a nossa taxa humanidade está baixíssima.

Considerando o nosso contexto atual, alguns pontos me chamam muita atenção. Não é de hoje que podemos constatar que as coisas estão valendo mais do que as pessoas, e, que para muitos, os fins justificam os meios. Logo, chego à conclusão, que tudo isso aponta para a nossa doença ética. De fato corremos o sério risco de perder a nossa humanidade.

Parece-me que estamos vivendo uma baita crise de humanidade, uma espécie de epidemia que atinge todas as classes e todos os credos, uma doença contagiosa que nos faz agir como animais irracionais ou como robôs programados para destilar ódio e intolerância.

Os sintomas dessa peste que assola o nosso tempo são o discurso de ódio, a intolerância religiosa, o racismo, a homofobia, o preconceito contra a mulher, a indiferença e a falta de empatia e de solidariedade.

Não há como ficar indiferente ao tomarmos ciência de um atentado como o mencionado acima. Como é triste ver que algumas pessoas (seres humanos como aqueles que perderam suas vidas naquele ataque bárbaro) estão fazendo piada com o ocorrido. Algumas ousam justificar a morte dos 50 pelo fato de serem homossexuais.

Onde vamos parar?

Fica o alerta.

Tenha cuidado! A nossa (gênero humano em larga escala) taxa de humanidade está em baixa.

Precisamos nos tratar.

A despeito de tudo, eu quero manter viva e acesa em meu coração a chama da esperança. Esperança que me faz anelar (não só para mim, mas para todos) por um futuro melhor, um mundo mais justo e um ethos (espaço de convivência) que comporte a todos, sem distinção.

Faço minhas as palavras de Lulu Santos:

“Eu vejo a vida melhor no futuro…
Eu vejo a vida mais clara e farta.
Repleta de toda satisfação…
Eu quero crer no amor numa boa, que isso valha pra qualquer pessoa…
Eu vejo um novo começo de era.
De gente fina, elegante e sincera
com habilidade pra dizer mais sim do que não…”
(retalhos da canção Tempos Modernos)

Deixo aqui um apelo:

Humanidade, humanize-se já!

Eu fico por aqui.

Fonte : LAR – Livre á Reflexão

Basta de gente besta!

Basta de gente besta!

Chega, minha gente. Passou da hora de encerrar esse trololó. A todo palerma destilando veneno por aí, destinemos a partir de já o soro implacável do nosso desprezo. Não nos enganemos: o sonho de todo pateta é a plateia.

Quanto mais contestarmos asneiras, preconceitos, grosserias e abobrinhas, mais bestialidade virá. Denunciemos como pudermos suas maldades, avisemos a polícia, acionemos as autoridades! Mas depois façamos silêncio. Afastemo-nos de todo babaca na mais absoluta mudez. Sem audiência, sem atenção, é certo que morrerão à míngua, famintos do ódio que não mais conseguirem multiplicar.

Tal como os vermes e as moscas varejeiras, todo imbecil se alimenta do que não presta. Rancores, antipatias e outros sentimentos comezinhos. É tão óbvio. A delícia de um cretino é assistir ao outro perder as estribeiras. O tesão de uma besta quadrada é insuflar quem está quieto até fazê-lo explodir de raiva.

Como crianças de outro tempo, chuchando casas de abelhas para vê-las se transformar em pequenos monstros zangados ziziando fúria, desespero e medo, os panacas cutucam seus alvos com violência à espera de sua reação inflamada. Querem nada senão perpetuar a truculência que desejam para o mundo, como quem engendra um incêndio criminoso para assistir ao circo pegar fogo. Chega desse bando. Basta de gente besta!

Está na cara. Todo agressor precisa estender seu perímetro de destruição para dentro da vida de suas vítimas. Todo canalha deseja atrair para dentro de seu buraco funesto de ódio e desespero aquele a quem ele ataca. É assim e sempre foi. Mas já deu. Não caiamos mais nessa armadilha suja. Caminhemos juntos para longe de toda perversidade e selvageria.

Sejamos leves! Leves para assumir todo o peso da vida. Leves para o trabalho pesado que vale a pena. Recitemos juntos: basta de gente besta!

É possível, sim. Evitemos a leitura de comentários mentecaptos nas redes sociais, lixos que para nada serve além de fazer mal. Tal e qual comida estragada, causam avarias horríveis na gente. Ignoremos cada insulto, desviemos de cada pedrada. Saiamos da frente do touro, passemos longe.

Chega de partilhar preconceito. Chega de rir das piadas de péssimo gosto. Basta de audiência para mulas maldosas. Não mais batamos palma para maluco (no mau sentido) dançar. Não mais.

E se as almas penadas nos fizerem acusações falsas, elas que provem. O ônus da prova cabe a quem acusa. Não nos defendamos do que não fizemos. Não nos culpemos. Não entremos nessa dança descompassada e cruel. Basta!

De manhã, de tarde e à noite, entoemos entre nós, baixinho como um mantra: BASTA! Pode não fazer efeito assim, de cara. Mas aos poucos, um por um, todo patife há de mudar ou desaparecer faminto, miserável e vazio. Derretendo como as lesmas sob o sal da nossa indiferença. Chega de ódio. Chega de horror. Basta de gente besta!

Ordem absurda não se cumpre!

Ordem absurda não se cumpre!

Aprendi essa frase há muitos anos e me disseram que era uma frase de quartel. Se é verdade não sei, mas gostei do conceito e trago até hoje como preceito básico.

Uma ordem absurda é geralmente o cumprimento de uma ação precisa ser feita, mas o mandante não o que fazer com as próprias mãos. Pode ser um delito, uma humilhação, armadilha, uma fofoca, uma traição,o que for…

Uma ordem nem sempre vem em forma de ordem; Muitas vezes um pedido manhoso, aquele apelo que sutilmente lembra favores em débito, uma velha e eficiente chantagem emocional.

Aí a gente percebe que tem absurdo, mas pondera no rabo preso, na autoridade de quem pediu, nas consequências da negativa. E sente medo. E acaba cumprindo, ainda que sofrendo. Nessa hora a gente se desintegra, literalmente. Perde a integridade para não perder a relação. Perde a piada para não perder o amigo. A campainha soa forte dentro da consciência: Escolha errada, obrigada, coagida.

E a gente passa do estado de devedor submisso, a rancoroso injustiçado, mas a culpa é nossa, exclusivamente nossa. O esperto pediu, mandou, ordenou. O medroso cumpriu por vontade. Vontade de agradar. Não tem o que cobrar depois. E não virá reconhecimento nem agradecimento, nem muito menos arrependimento. No máximo, mais uma dúzia de absurdos até que a fonte seque, até que se acorde.

A gente tem um medo mortal de decepcionar. A gente fantasia que negar é proibido, principalmente nas relações de afeto. Medo do amor acabar. Mas, e encarar isso é uma dor, amor que não tem maturidade para conviver com contrariedade, é egoísmo disfarçado, é individualismo tentando escravizar o par.

Dito isto, e voltando às ordens absurdas, a melhor a mais segura forma de saber se é bom cumprir, é rapidinho pensar – e sem fantasiar – se quem pediu o faria em reciprocidade, sem vacilar.

Nessa hora despencam as ilusões, e, antes mesmo de catá-las no chão, a resposta já está pronta: – Não, sinto muito. Ou nada.
E reafirmando o velho dito, ordem absurda não se cumpre, nem se vier camuflada de um pedido manhoso.

Minha ferida não cicatriza porque não houve um ponto final

Minha ferida não cicatriza porque não houve um ponto final

Uma vez, quando pequena, fiz um machucado no meu braço. O médico que me curou me contou qual é o processo que faz com que as feridas cicatrizem. Algumas feridas precisam ser costuradas, precisam de pontos, outras não, mas todas precisam de cuidado e um tempo para que se curem completamente. Às vezes a ferida desaparece sem deixar marcas, mas algumas vezes deixa pequenas ou grandes cicatrizes.

Uma ferida na alma é parecida com uma ferida física no corpo. Não é visível, mas dói do modo mais profundo em nosso ser, nos faz sofrer, e só o passar do tempo e nossa vontade de superação fazem com que se cure. Mas, assim como com uma ferida física, ela também pode deixar cicatrizes que nos lembrarão para sempre do que sentimos.

“Lembro-me até mesmo do que não quero. Não posso me esquecer do que quero.”

Como aprender a esquecer coisas negativas

Cada um de nós vivemos em nossa vida situações que são muito difíceis de esquecer, que nos machucam. Pode ser que tenhamos passado por uma infância complicada, por um término de relacionamento traumático, pela morte de um ente querido, por uma situação no ambiente de trabalho que nos fez sentir mal. Situações que abrem feridas na alma.

As situações vividas que nos causaram algum dano ou que nos afetaram de forma negativa podem ser muito diversas, mas só nós podemos refletir e controlar o modo como as experiências que vivemos nos afetam.

O primeiro passo para esquecer é aceitar.

Não é necessário enterrar completamente a lembrança, porque recordar é algo muito humano, que não se pode evitar. Mas devemos sim realizar um esforço para aceitar a memória, a recordação, deixar o fato em nossa história e conviver com ele de forma pacífica.
Não se trata de esquecer por completo, mas sim de que o sofrimento não nos invada a cada vez que nossa mente é invadida por uma recordação dolorosa.

“Ainda que nos esqueçamos de esquecer, é verdade que a memória nos esquece”
-Mario Benedetti-

Uma vez que tenhamos aceitado, poderemos perdoar.

Não se trata de perdoar os outros, mas sim de perdoar a nós mesmos, sem nos culpar. De saber que o passado está feito e não se pode mudar, mas que o futuro, esse sim está em nossas mãos para ser vivido de uma forma nova, sem que sejamos influenciados por lembranças negativas que nos condicionam.

Se aprendermos a ver tudo que nos machucou como acontecimentos passados, também poderemos entender que há casos em que é necessário assumir nossa responsabilidade. Não é a mesma coisa que se sentir culpado, mas trata-se de ver os acontecimentos de forma objetiva e aprender com eles.

Tome o controle de sua vida

As feridas da alma às vezes são mais dolorosas que as feridas do corpo, e duram muito mais tempo até se fecharem, mas chega um momento em que devemos nos atrever e decidir tomar o controle de nossa vida e sermos nós mesmos, controlando e expressando nossas emoções.

Tomar o controle da sua vida é um ato que requer valentia e honestidade. Significa ser realista e ver que se algo em nossa vida não vai bem ou não é o que desejamos, a única pessoa que pode fazer algo somos nós mesmos, não dependemos de qualquer outra pessoa nem de situações alheias a nós.

O que acontece cada dia na sua vida depende unicamente da sua atitude, do que faz ou deixa de fazer, do seu sorriso, da sua alegria, da sua vontade de superação.

“Lembrar um bom momento é se sentir feliz de novo.”
-Gabriela Mistral-

Deixe o tempo passar

É certo que o tempo cura tudo ou, ao menos, nos permite ter uma perspectiva diferente. Ainda que nem todos nós precisemos do mesmo tempo para limpar nossa mente e eliminar lembranças dolorosas, o tempo ajuda a todos.

Cada pessoa é muito diferente da outra, e nossa luta com as memórias dolorosas ou perante situações que nos machucaram na vida precisam de tempo, que pode ser mais longo ou mais curto.

Um rompimento amoroso com alguém que amávamos muito é algo muito difícil de esquecer e aceitar, mas com o passar do tempo, pouco a pouco, nos damos conta de que talvez era algo que tinha que acontecer desse modo para que outras pessoas entrassem em nossa vida ou para que aprendêssemos a ficar sozinhos.

Essa situação é só um exemplo, mas nos permite ver como o tempo, passando devagar, vai sarando pouco a pouco nossas feridas até que um dia nos damos conta de que estamos completamente curados.

Fonte que sempre indicamos:  A mente é Maravilhosa

Mais elegância e menos rancor, por favor

Mais elegância e menos rancor, por favor

Elegância. No dicionário sf. 1. Distinção de porte, de maneiras. 2. Graça, encanto. 3. Bom gosto. 4. Gentileza. 5. Cortesia.

Uma pessoa pode dizer um baita palavrão sem perder a elegância. Tudo depende de como, onde e com quem. Mas uma pessoa pode dizer palavras bem tingidas, bem cortadas e bordadas com fios de ouro e ser completamente deselegante.

Ser completamente deselegante por não acrescentar nada com suas palavras e exalar maldade gratuita no que diz.

Em ambos os casos não importa muito o quê se diz, mas a maneira como se fala; o momento em que se fala.

Uma pessoa pode estar usando trapinhos mal lavados numa festa e mesmo assim estar elegante. Ela pode não estar bem vestida, todavia, se ajudar ao anfitrião a recolher copos e taças ao final da festa, levar um presentinho para a dona da casa, não beber em demasia a ponto de dar vexame e não se atracar em assuntos irrelevantes que inflamam os nervos de qualquer cristão, acaba sendo muito mais elegante, graciosa, encantadora e gentil que uma perua vestida de Prada que só reclama do buffet, do calor e da música. Porque a elegância não está nas roupas que usamos, mas na maneira como nos colocamos frente às situações.

Elegância independe de raça, status, dinheiro, sexo e credo. Existem pessoas paupérrimas que são infinitamente mais elegantes que alguns ricaços que maltratam garçons, empregados, vendedores e afins.

Uma pessoa elegante respeita o ponto de vista do outro, mesmo que não concorde com ele. Não maltrata o outro só porque pensa diferente dele e sabe que o silêncio às vezes vale ouro.

Uma pessoa elegante é, sobretudo, uma pessoa educada. Não mete o bedelho aonde não foi chamada e se vez ou outra o faz, age com delicadeza, por amor: para ajudar, e não agredir.

Elegantes são aqueles que conhecem o próprio valor, porém não se julgam melhores que os outros. Que não se ressentem pelo fato do outro possuir algo que não possuem. Que torcem, vibram, se alegram quando uma pessoa próxima conquista algo.

São, também, pessoas que doam. Doam seus assentos no metrô, doam tempo à velhinha no elevador, doam roupas que não usam mais para quem precisa, doam palavras de afeto –  e nunca rancor -, enfim,  doam amor.

Respeito, mas não admiro pessoas deselegantes.

Comer de boca aberta, enfiar o dedo no nariz em pleno trânsito, arrotar em público, falar alto demais, gritar, colocar os cotovelos sobre a mesa, usar os talheres errados num jantar de gala ou shortinho de periguete em lugares inapropriados; chegar atrasado aos compromissos, não necessariamente são sinais de deselegância. Talvez seja apenas falta de boas maneiras – e de boas maneiras o inferno está cheio – ou fanfarrice.

Magoar as pessoas por pura incapacidade de lidar com as próprias faltas e carências; enxergar sempre o lado ruim das pessoas e nunca o bom; não aceitar as diferenças, não bancar as consequências das próprias escolhas, culpar os outros por nossos fracassos, falar mal dos outros, não respeitar o espaço alheio, errar e não pedir desculpas, invadir a privacidade alheia; ostentar, desmerecer, praticar racismo e homofobia, espalhar ódio nas redes sociais, ser ingrato, não estender a mão a quem precisa; reclamar o tempo inteiro, acreditar que o outro está no mundo apenas para nos satisfazer ou nos salvar, essas, sim, são atitudes deselegantes.

Gentileza não gera apenas gentileza, gera, também, elegância. Portanto, sejamos todos mais elegantes, por favor.

Lembrando, que: é quando a elegância entra no baile da vida que a festa realmente começa e fica bonita.

Licença, mas eu só quero saber de ser feliz onde for

Licença, mas eu só quero saber de ser feliz onde for

Não tenho mais tempo para mesmices. Não quero e não vou passar a vida catando metades pelo caminho até formar o meu inteiro. O dia está correndo lá fora e estou transbordando aqui dentro. É poesia escancarada no sorriso e mais do viver por trás dos olhos. Se não for dar passagem, sinto muito, vou precisar invadir a sua zona de conforto e sacudir esse coração.

Nada se compara com o êxtase de sentir-se vivo. Sou um animal sentimental, sim. Tenho desejos e sonhos que não estão formatados e organizados por ordem alfabética. Busco dar voz para a minha alma e deixo-a extravasar onde for e como for. Porque é sincero dar essa oportunidade para quem muito já chorou, caiu de joelhos e encontrou desespero imerso no travesseiro velho.

Quero dividir a liberdade das coisas mundanas. Caminhar sem hora marcada para o destino. Ir naquele show que arrepia a nuca. Comer e beber daquelas futilidades que o corpo sente vontade. Namorar na chuva. Correr igual criança atrás de doce. A ordem dos fatores não altera a minha felicidade.

A vida anda muito exaltada e os ombros não foram feitos para carregar esse peso todo. Tudo bem que, nem tudo, é como nos filmes e nas histórias fantásticas. Mas quer saber? Perder a simplicidade dos momentos e a loucura das palavras não é lá mau negócio também.

Sigo crendo no adiante, mas deixando os abraços abertos no agora. Vou dançar com o fone de ouvido. Vou cantar sem saber a letra. Vou usar as belezas diárias como cenário do meu próprio filme. Vou ser feliz, bem assim, onde for.

Mas se você vier comigo, segure firme a minha mão. Aqui, intensidade não se esconde.

Projeto fotográfico mostra o efeito transformador de um sorriso

Projeto fotográfico mostra o efeito transformador de um sorriso

Em dezembro de 2013, o fotógrafo inglês Jay Weinstein viajava a trabalho por Bikaner, nos desertos de Rajastão, na Índia. Perto de uma estação de trem abandonada, onde havia apenas ferramentas desgastadas pela falta de uso, não se notava movimento algum, a não ser o do vento, que era forte.

No meio de duas pilastras, Weinstein pôde observar, enfim, um homem parado, à espreita. Ele teve o impulso de fotografá-lo, mas hesitou em um primeiro momento. O semblante do homem era severo, intimidador. Instantes depois, percebendo que Weinstein não faria nada, o homem pediu, com voz jovial: “Tire uma foto minha!”.

Com a lente da câmera focada e o dedo pronto para disparar, Weinstein pediu para o homem sorrir. E então houve uma transformação. Seu rosto irradiou calor, e seus olhos, brilhantes, acusaram um humor sensacional. A postura do homem suavizou; ele estava à vontade diante do fotógrafo. A partir desta ocasião, Weinstein soube qual seria seu próximo projeto fotográfico: I Asked Them To Smile.

Weinstein decidiu que documentaria os efeitos do sorriso humano em estranhos. Nos dias, meses e anos que se seguiram, ele pediu a pessoas aleatórias (principalmente indianos) para posar primeiro com um olhar sério e, em seguida, sorrindo.

O fotógrafo diz: “Essas imagens são o coração do meu projeto. O objetivo é recriar a mentalidade de como vemos um estranho, e depois testemunhar como nossas suposições transformam seu sorriso. Portanto, não há nomes, ocupações, religiões ou etnias confirmadas. Há lições de vida intrigantes ou corações dedilhando anedotas. E faces humanas, com e sem sorrisos”.

Esse projeto prova que o impacto de um sorriso pode alterar completamente a percepção que se tem de uma pessoa, ainda mais se, inicialmente, ela for estranha.

Enquanto viaja, Weinstein está à procura de pessoas que possam fazer parte de seu projeto. Mas nem sempre é fácil. Ele relata: “Alguns dias, não consigo abordar ninguém, e esse é um dos obstáculos de ser introvertido. É um desafio interminável aproximar-me de estranhos, onde quer que estejam no mundo”.

Cada imagem é o resultado de vários episódios: um rosto que o inspira, a força para superar seus próprios medos e a bondade das pessoas dispostas a ser fotografadas.

Ao proferir a palavra “sorria”, Weinstein cruza uma linha de separação entre a vergonha de contatar estranhos e a familiaridade de enxergar sorrisos radiantes em seus rostos.

Essas fotos de Weinstein revelam a exaltação de espírito, o bom humor e os traços de uma felicidade antes ocultada pela sisudez.

Com esse projeto fotográfico, Weinstein trouxe à tona o aspecto puramente humano das pessoas. Confira o resultado transformador nas fotos a seguir:

contioutra.com - Projeto fotográfico mostra o efeito transformador de um sorriso

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Não sufoque o seu coração

Não sufoque o seu coração

Nem todos os amores são feitos para durar. Eu diria que existem tipos diferentes de amores. Existem amores que são intensos, como um flash de luz e outros mais serenos como uma tarde de sol cálida e serena. Todos são amores, nem melhores, nem piores.

Acontece que inventaram que amor bom é amor que fica. E os amores que passaram como uma breve estação de outono não são bem compreendidos pela nossa razão.

Então a gente fala pro nosso coração engolir o choro e esquecer do amor que não ficou. Tratamos duramente nossas emoções e fingimos esquecer. Fingimos que a saudade do amor desfeito não está ali. Fingimos que não lembramos das coisas boas que o amor nos ensinou. Fingimos que não nos importamos mais com aquele ao qual deitamos um dia palavras e gestos carinhosos. Passamos por cima do nosso coração e forçadamente estampamos um sorriso no rosto, como se tudo estivesse maravilhosamente bem depois do fim de uma relação.

Um amor não substitui o outro. Cada pessoa tem uma forma única de amar e preencher nossa vida. Todo amor merece ser lembrado com carinho, todo amor merece ser respeitado. Que a gente se permita chorar a distância de alguém que amamos, que a gente se permita sentir saudades e pensar nessa pessoa com carinho. Que a gente se permita entender que o amor que se finda no tempo da vida não precisa morrer em nós.

Permita-se sentir a tristeza do fim de uma relação. Permita-se guardar aquele que um dia fez parte da sua vida com carinho em sua memória. Permita-se o silêncio para ouvir o seu coração soluçar. Permita-se um momento de solidão para entender como seu coração ficou depois desse amor. Permita-se a gratidão por ter vivido esse amor e deixe-o guardado no teu sentimento. Sem se odiar por isso, sem buscar razões que justifiquem o amor. O amor não tem justificativas.

Não se recrimine por qualquer amor. Ame aquele que partiu à sua maneira, em seus pensamentos e deixe o coração leve para seguir em frente. O coração é bonito em sua capacidade de amar e deixar-se amar. Ele é teimoso e sensível e sabe que a vida não nos reserva apenas um único amor, que a vida nos reserva um jardim de amores.

Permita-se amar aqueles que encantaram sua alma através do sentimento. Não deixe a razão petrificar o seu coração. Amor bom não é amor que dura pro mundo. Amor bom é amor que dura na gente.

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Vida, dai-me tempo…

Vida, dai-me tempo…

Vida, dai-me tempo. Tempo para crescer, para aprender, para fazer, desfazer e refazer.

Vida, dai-me tempo, para amar, para com o fim novamente recomeçar. Dai-me tempo para me firmar, para colocar na vida todos os meus sonhos. Para desistir e novamente acreditar.

Vida, dai-me tempo para esbarrar com o grande amor. Para abrir os olhos e finalmente enxergar. Dai-me tempo para eu tentar, me arrepender, me recriminar, mas finalmente me perdoar.

Dai-me tempo para viajar, por novos caminhos, por novas peles, por outros olhos. Dai-me tempo para amar até doer, para deixar-me amar também. Dai-me tempo para aprender o valor do meu amor e saber quando e como o devo expressar.

Vida, dai-me tempo para ver crescer as mudas e vidas que plantei. Dai-me tempo para ver o sol secar a chuva e a chuva lavar a alma. Dai-me tempo para me aprimorar, para seguir rumo ao que é bom sem culpa, sem medos e receios.

Dai-me tempo para entender o que ainda não entendo, para que eu possa respeitar as épocas de plantio, colheita e podas. Para que eu possa respeitar essa sincronia bonita da natureza, dentro da qual tudo se fortalece, tudo se faz e refaz na hora certa.

Vida, dai-me tempo para reatar laços perdidos, para bem querer os que um dia não me quiseram. Dai-me tempo para me curar das pedradas. Para me recompor dos tombos alçados por pés hostis.

Dai-me tempo, vida, para que eu possa refazer meu sorriso. Para que eu possa me reinventar. Para que eu possa esquecer o que me disseram aqueles que não acreditaram em mim.

Dai-me tempo para transformar o mundo com a minha presença. Dai-me tempo para fazer outros filhos e encontrar os amigos que ainda não conheço. Para amar infindáveis vezes e encontrar no amor o bálsamo para minhas dores. Vida, dai-me tempo para ver os que amo vencer.

Vida, dai-me tempo para eu ser tudo que posso ser, para eu viver tudo que posso viver, para eu realizar tudo que minha capacidade alcançar e ser minha melhor versão, a mais bonita, a mais feliz, a mais amistosa.

Vida, dai-me tempo para que eu, nesse tempo, tudo possa.

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As 10 melhores pequenas cidades do Brasil para se viver.

As 10 melhores pequenas cidades do Brasil para se viver.

Com base em dados do IBGE e do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), listamos os melhores municípios do país com menos de 100 mil habitantes

O IDH é medido em todo o mundo pela ONU com base em indicadores de educação, renda e expectativa de vida. No Brasil, o levantamento ocorre a cada dez anos e é feito em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os dados mais recentes, empregados para a elaboração deste ranking, são de 2010. Já a taxa populacional é fruto de estimativas atualizadas do IBGE com base no censo de 2010.

Águas de São Pedro (SP)

Esse é o lugar para quem procura uma vida muito sossegada. Com 2.700 habitantes, o munícipio é o menos populoso dentre as 50 cidades brasileiras que estão no topo do ranking do IDH. Nessa lista de desenvolvimento humano que compara as mais de 5 mil cidades brasileiras, Águas de São Pedro está em segundo lugar, com 0,854 de IDH. Como uma das estâncias hidrominerais do estado de São Paulo, a cidade que fica a 187 quilômetros da capital, apoia sua economia no turismo.
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Joaçaba (SC)

É considerada a capital do Vale do Rio do Peixe, no oeste catarinense. A maior parte da população de 28 mil habitantes tem origem nos migrantes gaúchos, principalmente da região de Caxias do Sul, de origem italiana e alemã, que, de posse de pequenas glebas de terra, deram os primeiros passos na produção agrícola. A economia da cidade baseia-se também em indústrias do setor metal-mecânico. Joaçaba está entre as dez primeiras cidades do ranking nacional com IDH de 0,827.

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Vinhedo (SP)

Educação é a política pública de destaque em Vinhedo, cidade da região de Campinas que fica a 75 quilômetros da capital paulista, tem 71 mil habitantes e IDH de 0,817. Ano passado, Vinhedo recebeu o selo de cidade livre do analfabetismo e ganhou reconhecimento da mídia por seu método de ensino municipal. A cidade viveu o ciclo de café, mas hoje é conhecida pela produção de uva. Os condomínios de alto padrão fortaleceram o comércio e os serviços, como o parque de diversões Hopi Hari.
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Nova Lima (MG)

Localizada na região metropolitana de Belo Horizonte, a cidade tem IDH de 0,813 e 88 mil habitantes. Nos últimos anos, se consolidou como uma cidade de condomínios de alto padrão procurados por quem trabalha em BH e quer um lugar mais tranquilo para viver. Embora o grande símbolo do esporte seja o futebol do Villa Nova Atlético Clube, a cidade se rendeu ao rugby, talvez por inspiração dos antigos imigrantes ingleses, com o Nova Lima Rugby Club, o time dos “leões da montanha”.
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Ilha Solteira (SP)

Localizada no noroeste paulista, a quase 700 quilômetros da capital paulista, Ilha Solteira é uma estância turística nascida de forma planejada no fim dos anos 60 para abrigar os trabalhadores da Hidrelétrica de Ilha Solteira, instalada pela CESP no Rio Paraná. Por isso, seu padrão de urbanização é bastante elevado, com atendimento universal de energia elétrica, água e saneamento básico para seus 26 mil habitantes. O IDH de Ilha Solteira é de 0,812. Os destaques de sua economia são a indústria e a pecuária.
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Rio Fortuna (SC)

Com IDH de 0,806 e apenas 4.400 habitantes, Rio Fortuna é pacata, mas está próxima do movimento dos balneários catarinenses de Laguna, Imbituba e Garopaba, além de estar a apenas 125 quilômetros da capital, Florianópolis. A cidade, que integra a região metropolitana de Tubarão, tem sua formação ligada à agropecuária familiar adotada pelos colonizadores alemães. Mais recentemente, a cidade tem se apoiado economicamente também na piscicultura.
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Rio do Sul (SC)

A cidade de 66 mil habitantes, localizada no vale do Itajaí, está a meio caminho entre Joinville e Florianópolis, ambas a cerca de 180 quilômetros. Como muitas vizinhas, Rio do Sul guarda a herança germânica da colonização na cultura e na culinária. As escolas modelo municipais, de ensino integral, contribuem para o IDH de 0,802. Na economia destacam-se os setores têxtil, metal-mecânico, eletrônico e agropecuário. Há, contudo, um problema cíclico que tira o sono dos riosulenses: as cheias do Rio Itajaí-Açu.
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São Miguel do Oeste (SC)

Mais de 650 quilômetros separam a cidade do extremo oeste da capital catarinense, Florianópolis. São Miguel, com IDH de 0,801, foi fundada em 1954, mas tem raízes nas migrações de gaúchos atraídos pela extração de madeira nos anos 20. Embora tenha 39 mil habitantes, a cidade integra uma região com 200 municípios, entre eles Chapecó, que juntos somam 2 milhões de habitantes. Seu parque industrial é formado por empresas dos ramos metal-mecânico, de transportes, móveis e softwares.
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Pirassununga (SP)

O fenômeno da piracema no Rio Mojiguaçu, que os tupis descreviam como “peixes barulhentos”, deu nome à cidade. Hoje, no entanto, é a forte presença de estudantes entre os 74 mil habitantes que movimenta Pirassununga. Além de um câmpus da USP, fica lá a Academia da Força Aérea Brasileira. A cidade, localizada a 206 quilômetros de São Paulo, na próspera região de Campinas, conta também com mais de 100 indústrias, entre elas a que produz a famosa cachaça 51. Seu IDH é de 0,801.
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Concórdia (SC)

Com IDH de 0,800 e 72 mil habitantes, Concórdia, a 450 quilômetros de Florianópolis, é terceira maior cidade do oeste catarinense e lidera a produção nacional de suínos e aves. Não por acaso, ali nasceu a Sadia. A maior bacia leiteira de Santa Catarina e o Centro Nacional de Pesquisa de Suínos e Aves também estão em Concórdia. Em 2014, o município obteve o primeiro lugar estadual no índice Firjan de qualidade de vida, que leva em conta indicadores de educação, saúde, emprego e renda.
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Matéria original: Sempre Família

Em vez de armar a população, a gente precisa é amar as pessoas

Em vez de armar a população, a gente precisa é amar as pessoas

Fosse eu o presidente do mundo, baixava logo uma lei irrevogável: “a partir de agora, ficam banidas todas as armas de fogo da face da Terra e revoguem-se as disposições em contrário”. Assim, simples e fácil de traduzir em todas as línguas. Incontestável e definitivo.

A cada recanto do planeta, toda pessoa que possuísse uma arma letal seria convidada a entregá-la voluntariamente, em pontos de coleta espalhados por dezenas de milhares de cidades em todos os continentes, num prazo mínimo de meia dúzia de dias. Concluído esse tempo, grandes veículos equipados com poderosos eletroímãs circulariam pela terra, pelo ar e pelo mar arrastando de cantos insuspeitados os revólveres escondidos, as espingardas sonegadas, pistolas esquecidas, metralhadoras camufladas, fuzis disfarçados e toda sorte de armamentos não declarados.

Das toneladas de materiais apreendidos, os metais seriam derretidos e transformados em balanços, gangorras e escorregas para as crianças nos parques. Aos jovens e adultos e velhinhos, as armas destruídas renderiam confortáveis bancos de praça de onde se possa apreciar o movimento. Já a madeira perdida nos cabos das armas viraria cadernos e livros para escolas públicas em todo o mundo.

Nas esferas governamentais, mísseis, bombas atômicas e outros artifícios de destruição seriam destroçados sem pena. A indústria de armamentos fecharia as portas, dispensando seus funcionários para o trabalho em fábricas de fogos de artifício, única utilização possível para a pólvora a partir de então.

Afastada toda gente das armas, eu daria início ao desarmamento das almas. E ninguém mais perderia seu tempo tão curto na vida atacando ou se defendendo. Porque atacar seria patético e defender não seria preciso. Nas escolas, as crianças aprenderiam a ajudar e não a competir. Nas empresas, as metas seriam tirar pessoas das ruas em vez de enfiar dinheiro nos cofres. Nos cargos públicos, os políticos abririam mão de seus salários para o bem da comunidade. E em cada canto viveríamos assim: como unidade.

Desse dia em diante, matar e ferir o outro seriam aberrações bissextas e não ocorrências banais. Pessoa nenhuma levantaria a voz ou a mão a quem quer que fosse. E se ainda assim alguém, num repente de burrice extrema, quisesse fazer a guerra, teria de recorrer a paus e pedras, fundas, estilingues e tapas, até sentir vergonha de estragar a vida em pendengas ridículas como todo embate violento.

Aos poucos, pela força do hábito e a boa vontade de cada um, compreenderíamos que se as pessoas se amassem mais, se um amor incontrolável e total nos tomasse de assalto, não haveria mais “mocinhos” nem “bandidos”. E ninguém mais precisaria se armar porque todos estariam ocupados em amar uns aos outros. Todos estaríamos entregues ao ofício de dar e receber amor por aí.

Eu faria assim.

Mas como eu não sou o presidente do mundo, e tudo indica que esse cargo não vá existir jamais, vou torcendo daqui pra que a gente se arme menos e se ame mais. Eu torço, sim. É o que eu posso fazer por enquanto.

Nos combates desta vida

Nos combates desta vida

Ninguém é obrigado a ser feliz o tempo inteiro. Há dias em que a vontade é de mandar tudo pelos ares mesmo. Contas, compromissos, pessoas e etiquetas culturais estabelecidas para um convívio harmonioso entre todos. Acontece que, nem sempre, o dia acorda disposto. E num pequeno detalhe, pronto, o gatilho é acionado e se quer ver apenas o circo pegar fogo. Quem nunca? Mas esses impulsos podem ser tanto breves quanto duradouros. Depende de como os enxergamos. Somos movidos por sentimentos densos e neles podemos encontrar a nossa prisão, como também o nosso caminho para a liberdade. Autoconhecimento não é auto-ajuda, longe disso. Reconhecer o amor primeiro é o princípio de qualquer mudança de comportamento.

Quando encontramos essa plenitude de querer, acreditar e almejar, realizamos uma escolha. Uma escolha que implica sensibilidade e independência. É somar consigo, excluindo a constante lacuna que incomoda e dá um nó na garganta; a falta de si. Seria como estar diante do espelho e não identificar o reflexo exposto. E logo pensamos ser azar, destino ou qualquer outra teoria pré-estabelecida que mine a nossa vontade de seguir com os olhos abertos. Não dá para vivermos assim. Não é permissível continuarmos assim. Ao menos não se for para ignorarmos todas as belezas das quais somos constituídos.

Deixemos de lado os infortúnios diários. Reservemos momentos necessários para uma amplitude das nossas ideias e sentires. Percamo-nos nas afinidades, interesses e paixões motivadas por sorrisos. Podemos e devemos abraçar segundos de fragilidades e tristezas, mas, sob nenhuma hipótese, aceitemos desistir de sorrir. Porque se o dia acorda indisposto, tudo bem. A gente procura um afeto na gaveta, recosta no calor de um abraço ou, quem sabe, esbarra com a sinceridade de um amor tranquilo bem ali, dobrando uma esquina.

“Olha a luz que brilha de manhã
Saiba quanto tempo estive aqui
Esperando pra te ver sorrir
Pra poder seguir…”

INDICADOS