O que voce não resolve na mente, o corpo transforma em doença!

O que  voce não resolve na mente, o corpo transforma em doença!

Somatizar: transformar conflitos psíquicos em afecções de órgãos ou problemas psicossomáticos.

Estudos mostram que acumular sentimentos ou pensamentos negativos, situações mal resolvidas ou palavras não ditas geram problemas ainda maiores do que somente o famigerado stress.

Pesquisadores têm conseguido demonstrar que o estado mental e emocional de alguém exerce forte influência sob o seu estado de saúde física. Obviamente não se trata somente de influências. Como o próprio título do artigo diz, “o que você não resolve na mente, o corpo transforma em doença”.

Mas, como isso funciona?

Muito simples: você começa a acumular dentro de si tudo aquilo que deveria se livrar. Stress, preocupações, pendências, sentimentos negativos (como a culpa, raiva ou a angústia, por exemplo)… enfim, é importante que você saiba que tudo isso não deveria lhe pertencer.

O resultado desse processo geralmente vem na forma da tão falada “somatização dos sintomas”, que nada mais é do que transferir para o físico aquilo que acontece na mente.

Vamos pensar juntos:

Se o seu corpo está com algum problema, ele precisa lhe “avisar” para que você possa saber que algo de errado está acontecendo com ele, não é mesmo?

Pois é.

E para te avisar, o seu corpo fará uso do seu sistema muscular, do respiratório, do cardiovascular e por aí vai.

Por isso, para evitar problemas futuros, faça uma limpeza interior livrando-se do que pode lhe trazer danos maiores.

Ame-se em primeiro lugar para que seu corpo não somatize as coisas. Caso contrário, você poderá desenvolver novas doenças.

Se você gostou do que leu, deixe um comentário abaixo. Ele é muito importante pra mim! ?

Fonte: NOWA

Leia também: A dor emocional é a que mais demora a sarar

José Pacheco:”aulas no século XXI são um escândalo. Com aulas ninguém aprende”.

José Pacheco:”aulas no século XXI são um escândalo. Com aulas ninguém aprende”.

Por Marlene Carriço

Uma escola sem divisão por ciclos de ensino, sem turmas, sem aulas, nem testes. Uma escola onde os alunos aprendem e onde são felizes. É esta a escola que o professor José Pacheco defende.

José Pacheco tem 64 anos e é mestre em Educação da Criança, pela Universidade do Porto. Chegou a fazer parte do Conselho Nacional de Educação e ganhou prêmios pelo projeto que coordenou na Escola da Ponte. Há 10 anos decidiu mudar-se e rumou ao Brasil, onde é responsável por mais de 100 projetos para um novo modelo de ensino. No ano em que a Escola da Ponte faz 40 anos, o Observador pôs-se à conversa com o seu principal fundador.

Crítico do modelo tradicional de ensino, que afirma ser do século XIX, o professor defende a aprendizagem numa escola sem aulas, nem turmas, nem ciclos. Uma mudança radical na forma como vemos a escola pública? Sim. Mas possível de implementar, e com sucesso, garante.

Porque é que há 40 anos sentiu necessidade de mudar a forma como dava aulas? O que o levou a iniciar o projeto “Fazer a Ponte”?

“Porque me vi incompetente e antiético. Incompetente porque não conseguia ensinar todas as crianças e muitas reprovavam, e antiético porque reconhecia que não ensinava todos e continuava a trabalhar do mesmo modo. E quando encontrei duas professoras que faziam a mesma pergunta que eu — “Porque é que damos a aula tão bem dada e há alunos que não aprendem?” — descobrimos a resposta: se nós dávamos as aulas e eles não aprendiam, eles não aprendiam porque nós dávamos a aula. É isso mesmo. Para nós foi perder o chão. Nós só sabíamos dar aula. Por isso não fui eu que fiz a Ponte, foi muita gente. Talvez eu fosse um despoletador do projeto. E o que fizemos foi algo intuitivo e amoroso: continuamos a dar aulas, porque criança não é cobaia, mas simultaneamente introduzimos nas nossas práticas, em equipa, algumas metodologias, técnicas, espaços de convivência, que foram dando forma a um novo projeto”.

Um projeto mais baseado na autonomia?

“Na autonomia, na responsabilidade e na solidariedade, que foram os três valores matriciais do projeto. As escolas são as pessoas e as pessoas são os seus valores. A escola não são edifícios, são projetos que partem de valores e de princípios e nós fomos indo ao encontro de uma concretização desses valores”.

E as mudanças começaram logo a apresentar resultados?

“Houve uma melhoria cognitiva, mas nós fomos além. Nós fizemos pela primeira vez aquilo que hoje se chama de educação integral. Compreendemos que teríamos de mexer não só no nível cognitivo, mas também no domínio atitudinal, sócio moral, ético, estético, emocional, espiritual”.

Mas a forma de ensinar mudou repentinamente?

“Não. De início dávamos aula durante a maior parte do tempo, porque era aquilo que nos tinham ensinado a fazer, mas fomos introduzindo alterações. Passamos de uma cultura de solidão para uma cultura de equipa, de corresponsabilização. Essa reelaboração da nossa cultura pessoal e profissional custou tempo e sofrimento. Decidimos habitar um mesmo espaço, derrubar paredes, juntar alunos. Compreendemos que sozinhos não poderíamos ensinar tudo a todos. Mas se estivéssemos em equipa, com um projeto, e autonomizássemos o ato de aprender, poderíamos responder efetivamente às necessidades de cada jovem. Ao fim de oito anos estava já a escola toda com um modelo diferente. E nós descobrimos uma coisa fundamental, que é que um professor não ensina aquilo que diz, ele transmite aquilo que é. Um professor tem que ser um tutor e um mediador de aprendizagens. E a aprendizagem acontece quando há um vínculo afetivo entre quem supostamente ensina e quem supostamente aprende.

“Não faz sentido alunos do século XXI terem professores do século XX, com propostas teóricas do século XIX, da Revolução Industrial.”

Na Escola da Ponte não há turmas, nem testes

A Escola Básica da Ponte, no concelho de Santo Tirso, marca a diferença no ensino público português há 40 anos. Nesta escola não há ciclos, nem turmas, nem testes. A escola organiza-se em núcleos de projeto e são os alunos, em conjunto com os “tutores”, que definem, quinzenalmente, os objetivos de aprendizagem e vão sendo avaliados à medida que vão dizendo que “já sabem” aquilo a que se propuseram. Na última avaliação externa, levada a cabo pela Inspeção-Geral da Educação, a escola foi avaliada com Muito Bom em todos os parâmetros.

40 anos depois, como está a Ponte? E como está o ensino em Portugal?

Tenho estado ausente e sinceramente posso estar muito desfasado da realidade portuguesa, mas tenho os meus netos e o meu filho que é professor e vou tendo retorno. Tenho tido algumas informações que me levam a crer que todas as engenharias curriculares feitas até hoje, pouco ou nada fizeram mudar a escola. Todos já perceberam que o modo como trabalham não ensina todos e que isso contraria aquilo que é o direito à educação e que é um dever do Estado. As escolas têm excelentes professores, mas a trabalhar do modo errado. Não faz sentido alunos do século XXI terem professores do século XX, com propostas teóricas do século XIX, da Revolução Industrial. A grande questão é que as escolas têm sido geridas por burocratas e não por pedagogos e as políticas públicas têm sido desastrosas: mais exames, mais alunos por turma.

Quer dizer que não concorda com os exames.

Mais exames não vão melhorar o sistema porque não é a preocupação com o termómetro que faz baixar a temperatura. Mais exames para quê? Os exames não avaliam nada. O teste é o instrumento de avaliação mais falível que existe. Conceber itens de teste, garantir fidelidade e tudo mais é um exercício extremamente rigoroso, assim como assegurar que as condições são as mesmas para todos quando se aplica o teste. E corrigir o teste também introduz uma subjetividade enorme. Além disso, esses instrumentos de avaliação apenas “provam” a capacidade de acumulação cognitiva, de armazenamento de informação em memória de curto prazo, para debitar no exame e esquecer.

Então como se deve avaliar as aprendizagens dos alunos?

Através de uma avaliação formativa contínua e sistemática, que é o que não se faz nas escolas. Nas escolas aplica-se teste e dá-se uma nota sem saber o que se faz. Há quem confunda avaliação com classificação e dê a nota a partir dos resultados dos testes. Eu sei que se alega considerar uma percentagem da nota dada a partir da avaliação de atitudes. Porém, não se apresenta os instrumentos de avaliação, que permitam medir atitudes como a autonomia, a criatividade. Diria que essa avaliação é feita a ‘olhómetro’.

E era de esperar que o ensino público português, passados estes 40 anos, mantivesse um modelo tradicional de aulas?

Eu acredito nos professores, na escola, mas não com as medidas político-educativas que são tomadas. Injeta-se na escola cada vez mais objetivos por pressão corporativa. Injeta-se nas escolas áreas que não faz sentido algum. Por exemplo, criar uma aula de área de projeto? Projeto é o projeto da escola, é o projeto educativo. Educação para a cidadania? Nós não ensinamos para a cidadania, nós educamos na cidadania. Cidadania não é uma hora por semana, é todo o tempo de escola. Andamos a brincar com coisas sérias. Está tudo errado.

E porque ninguém muda? A mudança não passa também pelos professores?

Os professores têm uma cultura em tudo contrária à mudança. Eles são ótimas pessoas, maravilhosas. Repare, professor é a única profissão em que o estágio é feito antes de tirar o curso. Fazem 12 anos a ouvir aulas, entram na faculdade e ouvem aulas, e vão dar aulas. Podem até ouvir falar dos Piagets da vida, mas os estágios são feitos em escolas tradicionais, onde estão excelentes professores tradicionais que trabalham no paradigma do século XIX ou XVIII. Este modelo de escola, desde o século XIX, que subdivide a escola em ciclos, em anos, em turmas, em horário padrão, isso é cartesianismo. Aulas? Aulas no século XXI são um escândalo! Em aulas ninguém aprende! Eu aceito quem conteste o que eu digo, mas ninguém contesta porque é uma verdade.

“A aprendizagem acontece quando há um vínculo afetivo entre quem supostamente ensina e quem supostamente aprende.”

Mas é possível alunos de idades diferentes, todos juntos, aprenderem, na mesma sala, o que é suposto para a sua idade?

Porque não? Ninguém aprende com quem sabe a mesma coisa, ninguém aprende com quem tem a mesma idade. Eu falo daquilo que eu faço [no Brasil] e que tem excelentes resultados. Estou a falar de projetos que produzem excelência académica e inclusão social e onde não há organização por idades. Onde as escolas não têm casa de banho do aluno separada de casa de banho do professor, onde os auxiliares de ação educativa ensinam a limpar aqueles que sujam, onde a educação acontece. Onde não há aulas, nem turmas, nem anos, que são dispositivos sem sentido nenhum, sem fundamentação científica. Concebeu-se uma nova construção social de aprendizagem onde todos aprendem e são felizes. Isso é possível. Eu provo isso em mais de 100 projetos no Brasil e mais meia dúzia em Portugal.

E como vê a figura do chumbo?

A reprovação é a prova de que realmente a escola não funciona como deveria. Muitas vezes se diz que os professores são exigentes quando reprovam. A pergunta que eu faço é: se a escola melhor é a que mais alunos reprova, o melhor hospital é o que mais doentes mata? Quando as pessoas nem sequer refletem sobre isso… Quanto às classes de apoio, planos de recuperação, isso é tudo um enfeite que não resulta, porque aquilo que não se ensina em oito meses, não é em um mês de plano com mais do mesmo que se vai ensinar. Não é com mais horas de aula que se vai ensinar mais, é com outro tipo de aprendizagem.

Mas se o aluno não conseguir atingir as metas de aprendizagem… como se faz?

Compreendo a insistência. Nas escolas que, infelizmente, ainda vamos tendo, há alunos que não conseguem atingir metas. E é preciso acrescentar aulas de recuperação, “explicações”, “planos educativos individuais” e outros paliativos. Mas, nos projetos que acompanho, todos os alunos alcançam as metas. Porque trabalhamos a montante, para não ter de remediar a jusante; investimos na prevenção, para não tentar remediar depois. Nesses projetos, não há “alunos que não conseguem atingir metas”. Portanto, nada é preciso fazer, a não ser desenvolver um trabalho escolar coerente com a Lei de Bases. Em cada escola a seu modo, não há receitas.

“Mais exames não vão melhorar o sistema, porque não é a preocupação com o termómetro que faz baixar a temperatura.”

Mas concorda que é difícil mudar este paradigma.

Se fosse fácil já tinha mudado. É difícil, é difícil…

Então como se pode fazer esta mudança?

Eu defendo sempre múltiplos caminhos. Um deles é que nós deveremos, nas escolas que despertam para a necessidade de mudar, trabalhar com aqueles professores que tomaram consciência e com coragem, lentamente, respeitando a criança, começar a desenvolver o projeto educativo da escola. Porque os projetos educativos das escolas não são cumpridos. E então esse núcleo de projeto, respeitando quem não queira, tem de avançar com autonomia pedagógica.

Aqui e ali têm sido anunciados alguns projetos inovadores, como as salas de aula do futuro. Isto pode ser o início da mudança?

Não, de modo algum. A aula híbrida, como vejo por aí, é aula. Não tem de haver aula. E as novas tecnologias podem ser importantes, se não forem mitigar o modelo de escola, enfeitar as aulas com quadros interativos ou um portátil por aluno. Quando um aluno está com acesso à informação na Internet ele não aprende, ele precisa da intervenção do adulto, do mediador da aprendizagem, que o ajude a passar da informação caótica para o conhecimento e do conhecimento para uma ação e isso chama-se projeto. E ao passar do conhecimento para a ação desenvolve competências. Isso não acontece numa aula.

Mas nessas salas o professor está lá apenas a guiar o grupo de alunos que tem de buscar as respostas.

Perante o quê? Um projeto? E lança perguntas significativas para os alunos? A aprendizagem tem de partir de necessidades, desejos, sonhos, algo concreto, que eu sinto que a comunidade precisa. É a partir dessa necessidade, com a introdução de projetos de pesquisa e roteiros de estudo, que as coisas acontecem.

“A pergunta que eu faço é: se a escola melhor é a que mais alunos reprova, o melhor hospital é o que mais doentes mata?”

Pode-me dar um exemplo prático de como isto pode funcionar?

Há um jovem que se queixa que lhe põem o lixo à porta na sua rua e ele percebe que tem de acabar com essa situação. Ele junta-se com outros jovens e vai fazer um projeto para acabar com a lixeira. Ele vai ter de fazer roteiros de pesquisa para perceber porque é que há lixo, o que é o lixo, o que é isso de recolha seletiva de lixo. Ele vai ter de reunir muitos objetivos do currículo nacional, de ciências, matemática, estudo do meio, português, para resolver. Mas não ensinamos tudo assim. Há objetivos que é impossível incluir nesses projetos que partem das necessidades, então aí nós fazemos os projetos paralelos, alternativos, porque não podemos permitir que a criança não aprenda todos os objetivos do programa.

Esses projetos funcionam de acordo com o modelo tradicional de aulas?

Não! Vou perguntar-lhe e assim pergunto a muita gente: sabe fazer a raiz quadrada? Já não se lembra! Sabe qual a fórmula para calcular o volume da esfera? Não, pois não? Eu posso continuar a perguntar-lhe coisas do ensino básico e você não sabe. E agora pergunto: não teve aulas sobre isso? Aprendeu? Não. Numa aula não se aprende nada. Aprende-se no contexto de projetos, com roteiros de pesquisa, com mediação pedagógica devidamente feita e com avaliação formativa contínua e sistemática, preferencialmente com portefólios digitais de avaliação. É isto.

E é possível fazer diferente e cumprir com os programas, currículos e alcançar metas de aprendizagem?

Só é possível cumprir com tudo isso fazendo diferente, porque do modo que a escola funciona o currículo não é cumprido. Os projetos não são cumpridos.

Que conselho deixa ao ministro da Educação?

Não sei. Mas posso propor que ele reúna com gente que já faz diferente para melhor cá ou se quiser ir lá fora vai ver que lá fora acontecem coisas muito boas em centenas de lugares, em muitos países. Esqueçam a Finlândia e o Norte da Europa.

Dê-me as coisas que o dinheiro não pode comprar

Dê-me as coisas que o dinheiro não pode comprar

Dê-me sua atenção.

O modo de ouvir as minhas palavras, as perguntas que você faz sobre minhas histórias, os pequenos detalhes sobre a primeira vez que nos encontramos e as pequenas coisas que você observa e que eu não poderia notar sobre mim mesmo. Dê-me sua atenção, porque isso significa que você se importa, isso significa que você está curioso para saber mais e isso significa que nada pode distraí-lo de olhar para mim.

Dê-me seu tempo.

Separar um tempo para mim em seus dias mais movimentados, encontrar momentos para me enviar um texto ou me ligar para dizer que você não quer me perder. Gaste o seu tempo precioso comigo porque você quer, porque não há nenhum outro lugar que você gostaria de estar, porque, se você não estivesse trabalhando, você estaria um pouco comigo. Dá-me o seu tempo porque é a única coisa que você não pode pegar de volta e, quando você dá a alguém o seu tempo, mostra o quanto você valoriza quem e onde está. Dê-me seu tempo, porque às vezes isso é tudo que eu preciso.

Dê-me sua lealdade.

Tranquilize-me de que eu sou o único. Deixe-me acreditar que eu posso confiar em você, deixe-me acreditar que eu não tenho de ouvir coisas sobre você que você não me disse ou saber que você está em cada app de namoro lá fora. De-me a garantia de que você está inteiro e que você não está confuso, que você sabe o que quer . Seja fiel ao meu coração, o proteja, e não tente me ganhar se depois planeja me perder.

Dê-me seu coração.

Todo ele – e não apenas um pouco, e não apenas os pedaços quebrados, não apenas as peças guardadas, dá-me tudo. Não seja mesquinho com seu coração, não seja mesquinho com seus sentimentos e não seja mesquinho com suas emoções. Seja vulnerável comigo, seja honesto, seja sensível, seja romântico, carinhoso. Não me compare com o seu ex ou com alguém que perdeu. Vamos iniciar uma nova página com apenas meu nome nela, limpe o seu coração de qualquer outra pessoa e permita que eu seja o único nele. Dá-me o teu coração, porque é a única coisa que importa. Dá-me as coisas que vão durar.

Dá-me as coisas que importam, não importa onde estaejamos.

Dá-me conversas inesquecíveis em vez de jantares, enriqueça-me com os seus segredos em vez de presentes, me valorize quando eu estiver para baixo.  Seja minha estrela em vez de me comprar diamantes e me dê algo que o mundo não pode ter de volta: Dê-me o que o mundo não pode quebrar e que nunca vai perder o seu valor.

Fonte: Crush sincero

Felicidade. É preciso lutar contra o despreparo.

Felicidade. É preciso lutar contra o despreparo.

É preciso fibra, coragem para romper antigos padrões, valentia para recusar as reações viciadas, agressividade para fazer recuar a covardia.

O que a gente mais quer é ser feliz. E aí pinta uma ocasião, uma promessa, uma conjunção de boas novas e esperanças daquela nova fase sonhada, aguardada, projetada. O que a gente faz? Vacila.

E bate aquela insegurança, aquela olhada para trás do tipo: – É comigo?

E, num piscar de olhos chegam as dúvidas, a impressão de haver algo errado, a lógica totalmente desencaixada angustiando e mostrando o padrão não é esse.

Afinal, nos planos é o que se quer, mas, e no real? Quando a coisa chega, a gente foge, declina. Alguém sabe o por quê?

Não é fácil ser feliz, isso é fato. Requer uma enorme responsabilidade; É preciso assumir uma condição de privilégio; Deixar de lado a culpa, o remorso, o medo, a coisa toda que tenta engasgar esse caminho.

Não era para ser assim, mas não é raro acontecer. Aproveitando o momento olímpico, a gente chega na cara do gol, o goleiro totalmente abatido, e o chute sai para fora, ou, pior, a gente sai fora, numa demonstração clara de despreparo para encarar a felicidade, a alegria que se estende um pouco mais, o momento glorioso, a perfeição do sonho materializado.

E encarar essa incapacidade é de cortar o coração. Porque a gente quer. Mas a gente não sabe como. A gente não consegue se conceder essa felicidade. E se contenta em ser feliz fazendo os outros felizes, o que também é importante, mas a conta não fecha.

É preciso lutar todos os dias, entender e absorver o significado da palavra merecimento, sem exageros obviamente, mas manter o foco com toda a seriedade possível. Ser feliz é um direito. Não somente dos filhos, dos amores, dos amigos, dos heróis desconhecidos.

Ser feliz é para a gente também e precisamos nos preparar para receber os momentos felizes com vontade.

Aprender a ser feliz é conquistar o direito de se lambuzar com esse chocolate que algum dia nos disseram que não era para nós. Mas é, e sem culpa!

Os primos, uma amizade especial dentro da nossa família

Os primos, uma amizade especial dentro da nossa família

Costumamos falar dos irmãos como os primeiros amigos de nossa infância, e desse modo por vezes acabamos esquecendo, injustamente, o valor que nossos primos têm nas primeiras brincadeiras, nas primeiras trocas e nos primeiro afetos.

Digamos que a amizade entre primos é uma amizade especial dentro da nossa família. Isso faz com que, ainda que não sejam parte de nossa vida diária, consigam mesmo assim ter um lugar privilegiado em nossos pensamentos, assim como ficar para sempre gravados profundamente em nossas memórias.

Eles são vínculos imprescindíveis em nossa vida e, se a relação é boa, podem chegar a se tornar pilares maravilhosos que refletem muitos sorrisos carinhosos em nosso rosto.

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Os primeiros amigos, nossa família

Quem teve o gosto e o prazer de crescer com primos ao seu lado sabe como são desejados os encontros que tanto demoram pra chegar, as tardes de brincadeiras, as histórias para contar, as noites conversando durante horas, as brigas e as pazes que são feitas sob o olhar dos adultos.

Peçam desculpas e apertem as mãos! – diziam nossos pais e tios. Como era difícil finalmente apertar as mãos, mas depois disso como era também rápido que esquecíamos as brigas! Por quê?! Porque quando somos crianças sabemos que cada segundo de brincadeira é um tesouro precioso que não podíamos perder, e ficar de birra significava justamente isso.

O tempo valia ouro e os desentendimentos não valiam a pena, pois se perdiam momentos de prazer ao lado de nossos primos, pois a qualquer momento vinha o chamado para o jantar ou para ir embora.
Com nossos primos aprendemos a nos relacionar mais além das fronteiras do nosso seguro lar, mais além das normas diárias e dos apuros cotidianos, nos afastando inclusive da realidade para entrarmos em um mundo de sonhos que nos fazia voar a lugares cheios de fantasia e diversão.

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Os primos, uma amizade que fica para sempre

As tardes de brincadeiras e os segredos compartilhados fizeram desses momentos de nossa infância algo memorável. Aprendemos a compartilhar, a resolver conflitos, a enxugar lágrimas, a escutar, a curar feridas, a fazer perfumes com flores, a buscar tesouros, a achar a natureza valiosa e a obter uma sabedoria emocional que nos transmite a existência de uma conexão tão especial como a que se estabelece entre os filhos de irmãos.
A relação que os pais e os tios mantêm se reflete muitas vezes no clima que acaba se estabelecendo nas brincadeiras e nas relações entre os próprios primos. Assim, se os irmãos costumam passar tempo juntos, acabam ajudando a criar entre seus filhos uma relação duradoura, bem estabelecida e livre de conflitos cotidianos que, às vezes, podem chegar a obscurecer a beleza dessa etapa e desse momento.
Assim como acontece na relação entre pessoas especiais que se gostam, dizem que um primo vê a primeira lágrima, seca a segunda e impede a terceira.
À medida que vamos completando anos, surge entre os primos uma cumplicidade especial que se transforma em uma permanência emocional única. Sabemos que estão lá mesmo que não estivermos vendo, somos conscientes de que a distância física não pode afetar este sentimento, e podemos nos apoiar e acudir uns aos outros sem qualquer dúvida ou hesitação.

Se essa relação está muito bem enraizada, pode chegar a durar toda a vida, se transformando em uma amizade maravilhosa dentro da árvore genealógica, uma amizade que nos ajuda a desenhar uma cumplicidade extrema, como uma sobremesa que é tão saborosa que faz até sorrir, algumas vezes de nostalgia, sim, mas sobretudo de felicidade. Felicidade que marca uma vida e muitas etapas, felicidade que não pode ser apagada e que nos fará levar sempre dentro de nosso coração a beleza de ter nossos primos conosco.

Fonte: A mente é Maravilhosa

Se você não faz falta, você está sobrando.

Se você não faz falta, você está sobrando.

Acorda. Levanta. É tempo de ir adiante. O que tinha de ser, já foi. Reconhece. É hora de fazer em outro canto o que não se pode mais fazer aqui. Olha em volta. De um lado, gente demais se esbarrando, se batendo, se trombando. De outro, caras fechadas em grupos impermeáveis, inacessíveis, fazendo questão de mostrar em gestos e olhares que você não é pessoa bem-vinda. Deixa pra lá, esquece, segue seu rumo.

Seu lugar não é mais este. Já foi. Como todas as coisas que passam, seu tempo de estar aqui passou. Reconhece. Respira, abre os olhos e sai. Vai ver a vida que anda lá fora, a lua, a rua, o sol quente, a gente. Vai que aqui não há mais o que fazer, mais o que amar. Seguir seu rumo é dessas coisas que ninguém há de fazer em seu lugar. Só você pode ir embora. E é hora.

Vai ser quem você é. Não o que lhe inventaram de ser. Respira longe da multidão violenta. Tenta. Aproveita seus dias como quer. Vai olhar o mar, pisar na grama, fazer silêncio enquanto mira curioso um hospital desativado. Fica ali, espiando de fora. Imagina a correria de outros tempos, o entra e sai de antes, pacientes, gestantes, o som das ambulâncias, o choro dos bebês chegando, o pranto de quem vê os seus partindo. Imagina tudo isso e lembra, lembra aí dentro que tudo passa, a toda gente tudo passa, e que viver é tão urgente.

Demora não. Passar do prazo onde já não há vida é aceitar a morte mais cedo. Morrer sem ter vivido, ser fruto que apodrece antes de ser comido. Recusa, reage. Faz as malas e vai. Vai que é tempo.

É tempo de virar o disco, passar a página, soltar o freio, seguir adiante. Ficar aqui, à espera do que não virá, é abrir mão de viver o que lhe resta em outro lugar. É deixar à espera alguém que, em algum canto, aguarda por você. Alguém que sonha com a sua alegria, sorri das suas histórias, que lhe guarda uma cadeira no cinema e um carinho de boa noite antes do sono. Mesmo sem saber se você é verdade, alguém espera sua chegada com saudade. Tem alguém melhor esperando você ninguém sabe onde, só Deus sabe o quanto. Por favor, não o faça esperar tanto.

Vai, se arruma, segue. Vai com a força da boa vontade que faz falta em tanta parte. Mas que aqui já não faz diferença. Vai, parte.

De tanta coisa boa que se há de fazer na vida, aceitar nosso tempo de ir embora mora decerto entre as mais difíceis, mais bonitas e mais generosas. É preciso ser bom nisso. Aceita. Aceita e vai.

A comparação é prejudicial para a sua criatividade

A comparação é prejudicial para a sua criatividade

Theodore Roosevelt disse certa vez que “a comparação é a ladra da alegria“. Vista superficialmente, trata-se apenas de mais uma citação dessas que rolam pelo Facebook. Porém, ao refletirmos sobre seu significado, vemos que é uma ilustração poderosa e precisa de como a comparação pode ser tóxica para a criatividade.

A comparação está longe de ser uma mentalidade inofensiva. Ela é uma armadilha fácil de cair e pode destruir carreiras e relacionamentos. Sabe aquele papo de “a grama do vizinho é sempre mais verde“? Se atualizarmos essa citação popular, podemos trocar a grama pelo Instagram ou SnapChat e o verde por algum adjetivo da moda.

O fato é que muita gente está querendo ter a vida mostrada por blogueiras de moda ou por empreendedores do Vale do Silício. E a verdade? A verdade é cruel. Poucos a terão. Mas isso não quer dizer, necessariamente, que o que você vive ou viverá é ou será ruim. O problema está na comparação. Comparar seu sucesso com o de terceiros pode ter um efeito devastador sobre o seu potencial criativo. Essa obsessão em perseguir padrões pré-estabelecidos de pessoas bem sucedidas pode ter um efeito oposto e lhe impedir de alçar voos mais longos.

Se você está na faixa dos 20, assim como eu, aposto que já se pegou pensando sobre como aquele(a) fulano(a) teve aquela ideia matadora aos 22 e ficou milionário(a). Ou então sobre aquela blogueira da sua idade que é paga para viajar o mundo. A melhor maneira de lutar contra isso é entender exatamente como a comparação funciona e como ela pode abalar o seu estado emocional. Aqui vão algumas dicas para você lidar com isso.

A comparação é dramática

Quando você compara sua situação à de outras pessoas, normalmente tem duas conclusões:

1) Você é o cara.

2) Você está longe de ser o cara e sua vida é, com o perdão da palavra, uma bosta.

Geralmente, a conclusão está no item 2. Afinal, você quer estar no topo e, acredite, sempre terá alguém melhor ou que pensamos ser melhor que a gente.

O grande problema da comparação é que ela não permite uma interpretação diferenciada de como sua vida está indo. Quando nos comparamos com alguém, deixamos o meio termo de lado. Agora, se você remove esse tipo de pensamento e foca no que está na frente de você, em suas ações do dia a dia e em como pode melhorá-las, fica mais fácil sair da bosta.

Se seu objetivo é ser uma blogueira de moda, você deve ler tudo a respeito do assunto, pesquisar quem são e o que fazem as maiores referências do mercado e, o mais importante, começar seu blog. Se sua vontade é ser um(a) empreendedor(a), o conselho é o mesmo. Leia, pesquise, estude e comece. E o começo é duro, então, não se martirize comparando seu trabalho com o de quem já alcançou o sucesso. Isso irá minar sua criatividade.

A comparação é a pior métrica

Peguemos o exemplo do Instagram. Os filtros utilizados nas fotos são uma analogia perfeita ao que acontece. A vida mostrada por lá é filtrada. Viagens, cafés, restaurantes caros, férias na praia, home office impecável. Quem vê, imagina uma vida perfeita e a comparação se torna inevitável. Você sente inveja e fica na bosta.

Mas, pense comigo: quem publicaria seus fracassos nas redes sociais? Quem faria um vídeo contando suas inseguranças? Ok, há uma meia dúzia que fazem isso, mas o ponto não é esse. A vida apresentada no Instagram ou no SnapChat é uma falsa realidade. É uma versão filtrada do cotidiano. Portanto, medir seu dia ruim baseado em publicações filtradas de outras pessoas não é a melhor métrica para definir seus sucessos.

A comparação é a ladra da alegria

Roosevelt disse isso num tempo em que não existiam as redes sociais. Como indivíduos vivendo na era da informação instantânea e perseguindo o trabalho dos sonhos, devemos sim nos inspirar no sucesso alheio e procurar aprender com quem chegou lá, porém, com uma ressalva: nossos prazos não têm que ser exatamente os mesmos.

Tenho 27 anos e muita gente com menos idade já teve muito mais sucesso que eu no que me proponho a fazer. A questão é que as pessoas chegam ao auge da carreira em idades diferentes. Uns aos 20, outros aos 30 e alguns até aos 60, como foi o caso de Roberto Marinho, que fundou a TV Globo quando tinha 62 anos de idade. E, até lá, você terá uma série de pequenos sucessos pelo caminho, então desfrute-os e tenha criatividade para aproveitar as oportunidades que surgem das nossas pequenas vitórias.

A idade não pode ser um limitador. Ela é só um número. Tudo tem seu tempo, vai por mim.

Como envelhecer sem ficar velho

Como envelhecer sem ficar velho

“O mundo não é maravilhoso, mas é repleto de pequenas maravilhas” – assim falou Guimarães Rosa.

Tenho para mim que a reinvenção de si mesmo certamente é uma dessas maravilhas.

Somos deveras apegados ao que pensamos que somos. Construímos uma ideia sobre nós e fazemos a manutenção dessa ideia a partir da repetição de nossas predileções. Tendemos a acreditar que nossas preferências nos definem e encerram.

Todavia, quanto mais certezas sobre nós possuímos, menos nos abrimos para aprender coisas novas. Resultado? Atrofiamos. Envelhecemos.

Envelhecer nada mais é do que fincar pé. Fincar pé ou bandeira num jeito de ser somente por não saber (ou temer) como existir de outro modo.

Neste sentido um adolescente pode ser infinitamente mais velho do que uma pessoa de setenta anos que se permite vivenciar novas experiências e mudar de opinião.

De acordo com o psicanalista J. D. Nasio, autor do livro “Por que repetimos os mesmos erros”, nosso inconsciente trabalha dia e noite para nos manter presos à repetição de velhos padrões por uma questão de autopreservação.

Ou seja? É preciso bastante empenho para quebrar certos ciclos de repetição e um bocado de emancipação emocional para “manter-se jovem”.

Especialistas apontam que para manter-se jovem o cérebro precisa ser estimulado e sugerem exercícios como palavras-cruzadas e jogo de xadrez; atividade física e estudo de uma nova língua também são indicados.

Mas o que adianta fazer palavras-cruzadas e continuar ouvindo somente as músicas de sempre?

O que adianta jogar xadrez e não experimentar uma nova culinária somente por que prefere massas?

Fazer atividade física e não tentar mudar um comportamento (ou vício emocional) destrutivo?

Aprender um novo idioma, mas não se abrir para um novo gênero literário?

Sim, nossas preferências oferecem preciosas pistas sobre a nossa personalidade – o psicólogo e pesquisador Marvin Zuckerman, da Universidade de Delaware, Estados Unidos, descobriu, por exemplo, que pessoas ávidas por sensações preferem, em geral, ouvir rock e composições clássicas ( confira aqui a lista completa de personalidade X estilo musical) – mas devemos tomar cuidado para não nos tornamos reféns das nossas predileções.

Fazemos terapia, numerologia, mapa astral, testes de personalidade no Facebook. Lemos horóscopo, autoajuda, artigos de psicologia. Queremos saber quem somos e para onde devemos (conseguimos) ir, mas ao que tudo indica, tanto aventureiros quanto conservadores, tanto sagitarianos quanto virginianos padecem do mesmo mal: o receio de desintegração na experimentação de um novo modo de vida ou ponto de vista.

“Se eu não for o que sei que sou o que serei”? A indagação soa como ameaça ou sentença.

No entanto nunca deixaremos para trás o que conquistamos, apenas acrescentaremos novos dados ao nosso “HD existencial” a cada nova experiência.

Romper padrões (de comportamento ou pensamento) é tarefa árdua. Gera uma ansiedade tremenda. Distanciar-se de si, tornar-se estrangeiro de si mesmo, pode ser desolador, mas há uma grande recompensa: a liberdade.

A liberdade de saber que às vezes é preciso se perder para se achar. A liberdade de não ter medo de errar, de poder mudar de ideia e de poder viver mil vidas numa só sem deixar que o vestido da alma amarele, desbote ou ganhe rugas.

Evitar pessoas e dar espaço para si não é covardia, é um ato de sabedoria

Evitar pessoas e dar espaço para si não é covardia, é um ato de sabedoria

A sábia ação de dar espaço é um dos atos mais acertados que todos deveríamos pôr em prática. O que as vezes e confundido com covardia. Respeitar o outro, é oferecer refúgios nos quais favorecer o crescimento pessoal de todos que nos rodeiam.

Quando isso não se cumpre, quando são os demais que não respeitam nossos espaços, nossos direitos e necessidades, nós é que teremos que dar distância e nos afastarmos.

Fazer isso não será reflexo de covardia, mas de sabedoria, porque quando proíbem nossos recantos privados, esses lugares de nossa mente onde abrigamos sonhos, necessidades e valores, estão atacando nossa identidade e autoestima.

É importante levar isso em conta. Por isso, convidamos você a refletir sobre os seguintes aspectos:

A necessidade de dar espaço para favorecer a liberdade pessoal não é covardia
Começaremos destacando algo importante. Com “dar espaço”, não nos referimos apenas a permitir uma distância física interpessoal. É um conceito que vai mais além e que fica definido da seguinte forma:

  • Dar espaço é permitir que uma pessoa tenha voz própria, opinião, que defenda seus próprios valores e que eles sejam respeitados.
  • Respeitar espaços é também favorecer o crescimento pessoal do outro. É dar-lhe asas para que alcance seus sonhos, sendo o mesmo em todo momento, sem que queiramos impor nossas crenças e escolhas.
  • Recomendamos ler também: “A depressão e a ansiedade são sinais de luta, não de fraqueza”

É comum que tanto nas relações entre pais e filhos como nas afetivas tenhamos a tendência, às vezes, de infringir muitos desses espaços privados dos quais toda pessoa deve dispor. Vejamos isso em detalhes.

A necessidade de dar espaço para favorecer a liberdade pessoal não é covardia
O espaço familiar e o espaço privado
Educar não é controlar nem monitorar cada passo ou escolha de nossos filhos. Cada criança dispõe de uma personalidade, de seus sonhos e aspirações, que devemos respeitar.

  • Se nos empenharmos em que sejam “como desejamos”, estaremos violando por completo seus espaços privados, seu crescimento pessoal e emocional. Isso não é adequado.
  • Uma família deve desfrutar desses espaços comuns nos quais falar, orientar, aconselhar, mas, mais tarde, cada membro tem pleno direito de ter seus valores e alcançar seus sonhos.

O espaço do casal e o espaço individual
Ser um casal é criar um espaço em comum onde não deixemos nunca de sermos nós mesmos. Apesar de toda relação dever aprender a conciliar essa complicada conjunção, apenas aqueles que o conseguem mantêm uma convivência satisfatória e duradoura.

  • O espaço do casal é aquele que compartilhamos, construindo projetos de futuro para fortalecer o compromisso, exaltando esses valores que nos unem e chegando a acordos.
  • Por sua vez, cada membro do casal deve ter seu próprio espaço privado onde continuam a se formar como pessoas, com seus projetos profissionais, com suas amizades, seus ideais, esses que o companheiro não pode atacar ou destruir.

Quando atacam meu espaço pessoal

Imagine que, ao seu redor, existam alguns muros invisíveis cuja função é a de proteção. Em seu interior está você, com tudo o que o define e faz feliz.

  • Seus valores.
  • Sua experiência adquirida e o aprendizado que você obteve a partir dela.
  • Seus sonhos.
  • Suas vitórias, das quais você se sente orgulhoso.
  • Sua autoestima.
  • A imagem que você tem de si mesmo e com a qual você se sente satisfeito.
  • Seus relacionamentos com as pessoas de quem você gosta e que são importantes para você.

Imagine agora que seu companheiro, um colega de trabalho ou irmão começa a atravessar esses muros e ataca um a um cada tesouro que você esconde em seu interior e que o define: critica seus valores, seu corpo e ridiculariza o tipo de amizades que você tem.

O que está acontecendo? Estão invadindo e violando seu espaço pessoal e, portanto, você precisa se defender. Explicaremos como.

Formas de defender seu espaço pessoal

  • Deixe claro que ninguém tem o direito de ultrapassar esses limites. Isso é algo que precisam saber desde o começo. Se nos calarmos hoje, amanhã e depois, no final, terão atravessado demais esses limites e a sua autoestima estará prejudicada.
  • Se invadirem seu espaço pessoal, busque um “espaço de segurança”, ou seja, imponha uma distância e afaste-se de tudo que lhe faz mal. Caso contrário, deixaremos de sermos nós mesmos e ficaremos tão vazios que nos tornaremos uma sombra do que somos. Não vale a pena.
  • Dar espaço e se afastar jamais será um ato de covardia, muito pelo contrário. Quem é capaz de deixar para trás o que faz mal age com a sabedoria e a valentia típicas das pessoas que são capazes de defender a si mesmas, cuidando de sua autoestima.

Recomendamos colocar isso em prática hoje mesmo, defender seus espaços pessoais, assim como respeitar os dos demais.

TEXTO ORIGINAL DE MELHOR COM SAÚDE

“Sereno é quem tem a paz de estar em par com Deus”.

“Sereno é quem tem a paz de estar em par com Deus”.

“Sereno é quem tem a paz de estar em par com Deus”. Morena\Los Hermanos

Há pessoas que são tão confortáveis, verdadeiros abrigos que acolchoam nossas dores em dias invernosos. Possuem a destreza de nos apontar caminhos que nos permitem transitar em nossos cacos sem graves ferimentos. Outro dia, conversava com um amigo sobre as vezes que me senti “em par com Deus”, com aquela certeza de haver algo maior sobre a minha cabeça, que não somente as preocupações rotineiras. Conversávamos sobre a serenidade, aliás, a ausência dela no cotidiano, e a dificuldade de nos mantermos tranquilos sem o incômodo das tecnologias, sem algo que quebre a paz dos instantes.

Enquanto tirava uma canção no violão, ele disse: “Se pegarmos a contramão da realidade, a gente destoa do resto do mundo e acaba se isolando. Mas não dá pra embarcar nessa loucura de “ter de” seguir o que colocam como “modelo” de vida. Não dá pra esquecer que nossa alma é feita dessa pluma inesgotável, onde o tecido é o sonho. Essa coisa que dá comichão, sabe? A arte, isso que vejo agora aí bem no meio do seu olhar, brilhando, brilhando”. Dei um sorriso, enquanto ele puxava minha mão para a saída. Íamos ver a cidade de perto, com as suas luzes e pessoas em busca do sentido da vida. Sentamos no parapeito da janela de um prédio comercial e ficamos olhando a vida acontecer lá embaixo; o trânsito carregado, os pontinhos das luzes faiscando, a pressa guiando as pessoas, aquele frenesi depois do expediente. Não importa em qual divindade essas pessoas acreditam, sim, elas acreditam em algo sublime. Deixam as suas casas todos os dias para buscar alguma coisa que não seja somente o básico. Além dessa normalidade, todas têm um sonho, aquele desejo de fazer algo diferenciado, seja na arte ou alguma peripécia da infância, alguma coisa que ficou guardada para o futuro. Quando alguém nos conhece bem, vai exatamente no ponto onde precisamos de um choque ou de uma carícia. “Sereno é quem tem a paz de estar em par com Deus”. “Serenidade é isso, minha amiga. A coroação invisível de um instante que só acontece pra você. O momento que você se ilumina e decide fazer por você exatamente o que deixa seu olho assim, brilhando”.

Serenidade… sempre gostei da sonoridade dessa palavra porque dentro dela não existe lugar para espíritos agitados. Para encontrar a parceria com o divino, o coração deve estar leve, bailando em maré mansa. “Estar em par com Deus”, revela uma comunhão absurda com as coisas mais simples. A forma como nos colocamos no mundo e recebemos o impacto do que não podemos controlar, é justamente o que define a durabilidade dessa parceria.

17 imagens que valem mais que mil palavras

17 imagens que valem mais que mil palavras

Muitos dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. Pode parecer clichê, mas quem duvida disso provavelmente não conhece o trabalho do fotógrafo ucraniano Oleg Oprisco. Seu estilo envolvente e cheio de significado é capaz de criar imagens que poderiam muito bem vir de um mundo de sonhos. Confira, reflita e se inspire!

1. Mais um degrau

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2. Uma vida repleta de melodia
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3. Contrastes
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4. Camuflagem
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5. Pintar a esperança
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6. Vontade de voar
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7. O tempo não é suficiente
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8. Outra forma de ver a vida
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9. Deixar-se levar
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10. Tão perto e tão longe
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11. Conectando-nos
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12. Contra o mau tempo, cor!
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13. Tecendo ilusões
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14. A longa viagem a lugar nenhum
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15. Tardes cheias de fantasia
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16. Paixão em todas as suas formas
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17. Abrir o caminho passo a passo
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Matéria original: Incrível.club

Ela dizia “ADEUS”, ele entendia “ATÉ LOGO”

Ela dizia “ADEUS”, ele entendia “ATÉ LOGO”

É de se duvidar que alguém acorde, numa manhã ensolarada, olhe para o lado e, repentinamente, resolva sair daquela vida, perceba que não ama mais quem dorme ao seu lado e levante-se para fazer as malas e partir. Geralmente, lutamos e persistimos em nossas escolhas, por muito tempo, pois queremos ter acertado, sempre. Assim é com tudo na vida, assim também é com os relacionamentos.

Até chegarmos ao ponto da exaustão emocional, ao vazio das forças para nos manter ao lado do parceiro, ao não ter mais como respirar, fomos dando vários indícios de que as coisas não estavam caminhando com serenidade. Palavras são ditas, questionamentos são postos, muitas lágrimas são vertidas, ou seja, muito se cobra e se acusa antes da dolorida constatação de que o amor acabou e é hora de partir. Com exceção da morte, tentamos reverter aquilo que nos desagrada, o que não está bom nem bem, o que incomoda. Por essa razão, as insatisfações para com o outro ao longo do relacionamento, se não são explicitadas, ao menos estão lá, presentes em pistas diárias, impressas nas atitudes, nas palavras, nos olhares, na frieza e, principalmente, no silêncio nosso ou de nosso parceiro – o silêncio diz mesmo muito.

Infelizmente, parece que dificultamos ainda mais o entendimento, quando mais precisamos, como que fugindo ao enfrentamento de fantasmas que muitas vezes nós próprios criamos e dimensionamos numa extensão muito maior do que a realidade dos fatos. Vários problemas seriam facilmente resolvidos apenas com a disposição de ouvir o outro, prestando atenção ao que o aflige e desagrada. Muito poderia ser evitado com atitudes simples de nossa parte, com pequenas mudanças, um pouco mais de entrega de si e com renúncias indolores. Falta-nos, da mesma forma, enxergarmos a nós mesmos com os olhos do outro, para que possamos entender o que ele vem ouvindo, vendo e recebendo de nós, para que compreendamos o raio de nossas ações às pessoas que nos rodeiam – ninguém é uma ilha.

A intolerância às frustrações costuma ser um dos mais fortes entraves à superação dos conflitos e problemas que assolam os relacionamentos. Costumamos idealizar o parceiro, supervalorizando suas qualidades e ignorando tudo dele que nos desagrada, pois nosso objetivo é ficar junto, é amar e ser amado, é construir uma vida ao lado de alguém. Tentamos não prestar atenção ao que nos incomoda nas atitudes de quem amamos, não queremos nos indispor e estragar os nossos dias, não queremos falhar em nossas escolhas, e muitas vezes nos agarramos à vã esperança de que o outro vá mudar. Mas ele raramente muda.

Ninguém muda, a não ser que esteja incomodado e o queira realmente. Mudamos muito mais por nós mesmos do que pelo outro – daí a necessidade de fazermos com que o parceiro saiba o que nele não nos agrada. Dependendo da importância que tivermos na vida de quem amamos e somente se ele entender que vale a pena, então tentará mudar. No mais, ninguém muda de uma hora para outra, seja porque casou, porque teve filho, porque perdeu o emprego. Quanto mais expectativas criarmos em relação ao outro, mais nos frustraremos e menos fortalecidos estaremos para buscarmos a felicidade junto de quem amamos.

Os relacionamentos terminam menos pelo fim do amor do que pela incomunicabilidade que a força esmagadora do cotidiano acirra dia após dia. Existem pessoas que se amam, sim, mas não estão mais juntas, pois perderam-se entre si a uma distância que neutraliza qualquer tipo de contato e interação, silenciando em seus corações a necessidade do outro. Não é somente a falta de amor que mina as relações, mas também não saber como lidar com as dores e desilusões que ele traz na retaguarda. Lançar-se ao encontro com o outro é sobretudo perigoso, pois teremos que estar dispostos a confrontar nossas verdades e mentiras com as de outra pessoa, de modo a ponderá-las e equilibrá-las por meio de aceitação e tolerância.

Infelizmente, muitos não estão dispostos a essa entrega, porque poucos estão prontos para encarar a si próprios bem de pertinho. No entanto, se – e somente se – ainda houver amor, dignidade e respeito, investir na manutenção de um relacionamento com quem se ama pode valer muito a pena, pois aninhar-se num colo aconchegante, ao final do dia, faz toda a diferença, renova nossas energias, tanto para desfrutarmos com mais serenidade os dias de sol, como para enfrentarmos com mais tenacidade as noites traiçoeiras que virão.

Os cachorros sentem emoções comparadas às de uma criança

Os cachorros sentem emoções comparadas às de uma criança

Nos últimos anos, vários estudos científicos têm demonstrado que os cachorros podem chegar a sentir emoções de forma similar aos seres humanos. 

Um estudo da Universidade de Emory, em Atlanta, nos Estados Unidos, mostrou que os cães podem ter sentimentos iguais aos de uma criança. O nível de sensibilidade entre as duas espécies é muito semelhante.

Os cães têm a mesma sensibilidade de uma criança

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Assim, foi demonstrado no estudo realizado pelo neurologista Gregory Bens que, depois de um teste realizado com vários cães, incluindo seu próprio cachorroos cães possuem a mesma sensibilidade que uma criança.

O experimento consistiu em usar vários cães e colocá-los sob um scaner de ressonância magnética. Ao londo do exame, os cães recebiam diferentes tipos de estímulos que geravam alguma atividade cerebral.

Segundo a pesquisa, a atividade cerebral dos cães aumentava à medida em que recebia sinais que estavam relacionados com a alimentação ou com os odores de pessoas conhecidas.

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Os cachorros podem ser otimistas ou pessimistas?

Por outro lado, um estudo também relacionado com as emoções nos cachorros,demonstrou que os cães, assim como os seres humanos, podem apresentar sentimentos de otimismo ou pessimismo.

Isto é, quando um cão é deixado sozinho em casa, ele se angustia e demonstra claramente com seus latidos, destruindo coisas ou fazendo suas necessidades fisiológicas no interior da casa.

Neste sentido, o estudo revelou que os cães estavam ansiosos quando foramdeixados sozinhos e que apresentaram comportamentos pessimistas.

O professor Mike Mendl é o responsável pelo grupo de pesquisa da Universidade de Bristol, no Reino Unido, onde foi conduzido o estudo.

Em diversos meios de comunicação, ele declarou que a sua equipe foi capaz de desenvolver um novo método para estudar as decisões pessimistas ou otimistas em cães.

Os pesquisadores realizaram o estudo com 24 cães que haviam entrado recentemente em um refúgio de reassentamento no Reino Unido.

Um pesquisador interagia com cada cão em uma sala isolada por aproximadamente 20 minutos.

No dia seguinte, o cão era levado de volta para a sala e, em seguida, era deixadosozinho por um período de cinco minutos, tempo  em que o comportamento do animal  estava sendo capturado em vídeo.

Durante esses cinco minutos sozinho na sala, os pesquisadores observaram que o cachorro começou a latir, a pular sobre os móveis e arranhou a porta. Estes comportamentos foram repetidos por animais diferentes. 

Com o objetivo de estudar a tomada de decisão nos mesmos cães, os pesquisadores colocaram, em um lugar da sala, um prato de comida e um outro que estava vazio. Ambos os recipientes foram colocados em locais diferentes.

Os cães que corriam rapidamente para esses dois locais diferentes, como se esperassem a recompensa de comida, foram classificados como relativamente otimistas, enquanto que os que não se aproximavam da tigela, foram considerados pessimistas.

Mendl disse: “Sabemos que os estados emocionais das pessoas afetam seus julgamentos e que pessoas felizes são mais propensas a julgar uma situação ambígua de forma positiva. Através do nosso estudo, foi demonstrado que isso também se aplica aos cães “.

Os resultados sugerem que o comportamento considerado como problemático para os donos também tem um significado emocional para os animais, mesmo que o comportamento em si mesmo não esteja sendo demonstrado.

Além disso, surge a possibilidade de que alguns cães possam ser mais propensos a responder com ansiedade quando são deixados sozinhos.

Isso é importante porque o comportamento relacionado com a separação é comum em cães, por conseguinte, prever esse comportamento pode servir para tratá-los de forma correta, de modo que eles possam alcançar um estado de bem-estar.

Que outras coisas os cachorros podem sentir?

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Outros estudos têm sugerido que os cachorros podem experimentar emoções negativas como acontece com os seres humanos, incluindo o equivalente a certas condições psicológicas crônicas e agudas, como a depressão.

Da mesma forma, há alguns anos, os sintomas parecidos com depressão clínica, asneuroses e outras condições psicológicas foram, em geral, aceitas dentro do que se tornou conhecida como emoção canina.

Por outro lado, outros estudos revelaram que os cães também podem ficar com ciúmes. Este tipo de comportamento, em que um animal sente-se frustrado com o que acontece com os outros, também tem sido observada nos macacos.

Nos cães, segundo os pesquisadores, este tipo de comportamento provavelmente deve-se à estreita relação que os cachorros têm com os seres humanos.

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Ter sobrinhos é um super luxo

Ter sobrinhos é um super luxo

Dizem que quando tudo passa, fica o que é realmente importante: a família. Maior ou menor, com problemas ou sem eles, todas as pessoas recorrem a alguém da sua família quando realmente precisam de intimidade, cura e um pouco de refúgio. Neste artigo vamos falar sobre o luxo de ter sobrinhos.

Esta é uma sorte que nem todas as pessoas podem aproveitar por diversas razões, mas é preciso apontar que nem todas as famílias são de sangue e muita gente faz de pessoas chegadas e amigos a sua própria família, porque encontraram neles o respeito e a compreensão que a sua família biológica lhes negou.

Tenha você a família que tiver, vê-la crescer é uma das coisas mais fascinantes que você pode experimentar nesta vida. Ver como uma nova geração vai colocando tudo de pernas para o ar com a sua alegria e inocência é algo contagiante para pais, tios e avós.

Muitas vezes o papel dos tios não é bem apontado e reconhecido, mas o fato é que entre sobrinhos e tios estabelece-se uma relação especial, com características que merecem ser explicadas. Porque ter sobrinhos é um super luxo que poucas vezes a vida lhe dará com tanta generosidade.

Você aprende o que significa cuidar de uma criança

As primeiras fraldas, os primeiros choros incontroláveis e os primeiros sintomas de pânico ao achar que fez algo errado. A tensão de pegar nos seus braços o que para o seu irmão ou irmã é o maior tesouro do mundo. Para você, tudo isso é um grande aprendizado.

A primeira vez que você pega o seu sobrinho nos braços sente como toda a força e o carinho que provêm da sua família se materializaram nesse pequeno ser que não poderia ser mais perfeito

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Sempre com responsabilidade, cada vez você assume mais tempo de cuidado do seu sobrinho e percebe que o pânico e o medo não são bons conselheiros. Você vai pegando prática na arte de proteger, de dar carinho, e de sentir amor sem esperar nada em troca, porque só a sua presença já supre tudo: sono, exigências e a sua roupa manchada de diversas substâncias multicoloridas.

Proporciona um alívio aos seus irmãos

Quando você se dá conta da responsabilidade tão grande que é passar uma horas com seu sobrinho, automaticamente você começa a sentir empatia por tudo o que seu irmão ou irmã deve estar passando .

No caso de ser a sua irmã a que tenha passado por uma gravidez e parto com tudo o que isso implica, você verá como a prudência e a compreensão são as melhores formas de estabelecer uma boa relação entre todos.

 

Com a sua presença você presenteia horas de sono, banhos tranquilos e momentos de casal, em troca de passar mais tempo com esse pequeno ser que está revolucionando a vida de todo mundo.No fim das contas, levá-lo para passear no seu carrinho, mostrar-lhe as suas compras sempre com uma aprovação no seu rosto e ver como brinca e se surpreende com os pombos, não parece um favor tão pesado.

Eles crescem em estatura e você em grandiosidade

A posição de toda “titia ou titio” é bastante confortável. Você desfruta de todas as vantagens do seu sobrinho sem ser você o responsável principal da sua criação. Mas isso nunca é censurável, todos sabem disso e você também, de modo que normalmente desfrutar dessa situação de vantagem é o melhor que você pode fazer.

Só uma tia pode abraçar como uma mãe, aconselhar como uma amiga, mimar como uma avó e guardar segredos como uma irmã.

É aí que você aprecia quão importantes vocês podem ser um para o outro, quando se estabelece uma relação de cuidado que segue as normas dos pais, mas criando um novo vínculo entre vocês.

Você volta à sua infância

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Os pais se preocupam em inculcar certos valores e disciplina a seus filhos que toda a família deve respeitar, para assim reforçar a sua autoridade e por sua vez reforçar o sistema de regras da própria criança.

Quando você se ocupa do seu sobrinho, é consciente de que tem que seguir essas indicações educativas, mas estando já estabelecidas, você tem muito mais tempo para brincar e “explorar novos mundos”.

Estar em dia com as novidades de desenhos animados e os raciocínios curiosos que seus sobrinhos tiram deles, inventar novas coreografias de dança e brincadeiras nas quais você pode acabar sendo o gato, o cachorro ou o vampiro, é um treinamento rápido e eficaz para perder todo senso do ridículo frente aos seus pares.

Você é o seu apoio para suas primeiras lágrimas e angústias

Embora o seu peculiar método de dedução para entender o mundo seja “fofo” e seus dilemas vitais “nos pareçam coisas de criança”, eles vivem as suas angústias com muita contradição e intensidade.

Para o bem ou para o mal, o filtro do conhecimento e do entendimento de certas coisas ainda não está totalmente moldado neles, o que faz com que qualquer chamada de atenção dos adultos ou o desprezo dos seus amigos seja vivido como um autêntico drama. E aí está você, para sustentá-lo, apoiá-lo e secar as suas primeiras lágrimas.

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O seu mundo está cheio de simbologia, de amigos invisíveis, de sonhos relacionados com trabalhar como magos do mundo e salvadores de todo pequeno animal. A natureza é para eles uma forma de brincadeira e expressão, os seus sentidos estão vinculados à realidade em que vivem.

Sentem a chuva, as árvores e a terra molhada como uma extensão da sua imaginação. É por isso que a sua sensibilidade é especial, e você precisa lhes explicar as coisas com carinho e certa magia, para que entendam coisas que são realmente sérias sem trair o seu poço de ternura e inocência. Esta etapa é o melhor momento para ser humano… portanto devemos contribuir para não quebrar o encanto.

Guardar o seu encanto mais puro e mostrá-lo novamente

Guarde todas as lembranças que você puder dos seus sobrinhos. Às vezes pais e avós estão tão sobrecarregados com a sua criação que não têm tempo para guardar tantos detalhes deles.

Peça que desenhem, que escrevam, faça um vídeo onde contem o que sonham ser quando crescerem,o que é o mais importante para eles e porque gostam de viver. Tire muitas fotos e anote em um caderno coisas que tenham feito juntos. Diga que juntos estão “fabricando um tesouro do tempo” que só será revelado quando chegar o momento.

Faça com que o seu sobrinho participe da magia que você sente por ele. Cada um de nós sonhou alguma vez em ter algo assim na nossa infância. Agora você pode criá-lo para você e para ele. É por isso que ter sobrinhos é um super luxo.

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