Não iluda ninguém enquanto não estiver pronto para amar

Não iluda ninguém enquanto não estiver pronto para amar

Existem várias situações que nos levam a desacreditar do amor, a nos desiludirmos a ponto de tomarmos a iniciativa de nunca mais nos entregarmos a alguém, porque então parecerá que sempre iremos nos decepcionar. Num primeiro momento, acabamos nos dispondo a tornar nosso coração fechado, um lugar onde não caberá mais ninguém além de nós mesmos.

Guardar um lugar especial dentro de nossos corações para nós mesmos sempre será bom, pois a autoestima deve permanecer saudável, para que não nos julguemos nem mais, nem menos do que realmente somos. É assim que nos preparamos para dividir e compartilhar sentimentos sem que nos esqueçamos de nós mesmos e sem que nos esqueçamos do outro nesse percurso.

Entretanto, não podemos deixar de nos permitir a entrega completa e transparente ao quem vem ao nosso encontro com o coração pulsando e a mente aberta. Não conseguiremos sorver todos os prazeres que uma relação promove, caso estejamos por demais machucados, desiludidos e, portanto, decididos a compartilhar pela metade, aos poucos. A entrega amorosa necessita de reciprocidade, de imensidão, de lotação, ou não floresce.

Iniciar um relacionamento amoroso quando não se está completamente pronto a se despir dos receios e das desconfianças que não se dissiparam, enquanto o coração ainda se encontra pesado e ressabiado, será inútil e muito provavelmente trará dissabores para ambas as partes. Não podemos nos permitir iludir alguém com aquilo que não estivermos dispostos a assumir, pois isso equivale a levar dor para a vida de quem não merece sofrer.

O coração necessita de espaço livre e de leveza para que possa novamente se preencher com tudo aquilo que o amor tem a trazer. Logicamente, nesse pacote vem junto alguma dor, alguns conflitos, mas a verdade sempre será mais forte do que qualquer contrariedade. É covardia deixar alguém se aproximar com sentimentos sinceros, quando sabemos que ainda não nos entregaremos com volta transbordante.

No mais, as decepções amorosas não devem servir para nos tornarmos cada vez mais fechados aos encontros que a vida traz, mas sim para nos motivar a jamais desistirmos de amar, de novo e de novo, pois é assim que nos encontraremos e encontraremos quem será nosso repouso de alma, nosso recanto de calma, nossa cumplicidade de vida. E será então pleno, porque vivido, remoído, transpirado e impresso dentro de nós.

Aprenda a calar em público. Falar demais é o jeito mais fácil de não ser ouvido.

Aprenda a calar em público. Falar demais é o jeito mais fácil de não ser ouvido.

Coragem. Você consegue. Não responda, não conteste, não fale se não for urgente. Tem muita gente falando demais aqui, ali, em todo canto. Você sabe. Falar demais é um velho jeito de dizer nada. Além do mais, com toda essa multidão tagarelando, ninguém vai ouvir mesmo o que você diz. Espere a noite cair, o silêncio chegar, os ouvidos se abrirem com calma de flor. Aguarde alguém perguntar.

Acredite. Perder o medo de falar em público é mais fácil que ter coragem de calar a boca. Nestes tempos de balbúrdia e falatório, ficar quieto é duro, penoso, difícil. Mas é preciso. Vê quantos oradores se gabando de sua eloquência? Quanta gente cacarejando as mesmas coisas, ao mesmo tempo, para as mesmas pessoas que, com tanto grito, já não ouvem nada. Enquanto o mundo inteiro fala, a gente precisa aprender a calar.

Está sobrando discurso e faltando discrição, essa difícil arte de calar em público. Falar é coisa que reclama prudência, recato, critério. Quem fala carece de pensar primeiro. E olha que coisa: ensinamos uma multidão a falar sem medo, em público, e esquecemos de educá-la a pensar com ousadia, em casa, cada um na companhia de suas reflexões, suas dúvidas e angústias, seus sonhos e planos.

Fala sem pensamento é mera repetição, bobagem, barulho. Lixo. Quem não teme falar em público devia ter o arrojo de calar na intimidade. Calar e pensar. Sentir e fazer. Essas coisas que pedem quietude, paciência, concentração. Coisas que costumam acontecer em silêncio.

Afinal, calar-se não é coisa de quem não sabe falar. É hábito de quem deseja ouvir, refletir, aprender. Para concordar ou discordar é preciso emudecer, ouvir, pensar. E pensar é um exercício silencioso. Mesmo quem pensa alto carece de um pouquinho de mudez. Porque falação demais atrapalha e ninguém ouve.

Quem deseja ser ouvido pelo outro há de se ouvir primeiro. Há de falar consigo mesmo no remanso, escutar seu próprio apelo, reconhecer a voz distante de sua dor, vibrar com a alegria guardada de seus sonhos. Saber o que lhe fala e o que lhe cala mais fundo. Essas coisas que pedem silêncio. Silêncio. Silêncio.

A geração dos imaturos para sempre

A geração dos imaturos para sempre

Estamos vivendo um movimento que lembra a força de uma epidemia. Vivemos cercados de pessoas acometidas por uma espécie de mistura de “Síndrome de Peter Pan”, com “Complexo de Cinderela”, mais uma pitada de “Jeito Pateta de ser” e um tiquinho de “Meu sonho é morar na Disney”. Isso até seria engraçado, se não fosse assustador. E trágico.

Há pessoas que simplesmente não encontram o caminho da maturidade. E nem é que não queiram crescer ou estejam perpetuando a adolescência para além dos trinta, quarenta ou cinquenta anos porque decidiram que é assim que tem que ser. Não! Nada disso!

Simplesmente não sabem como fazê-lo. Existe uma legião de perdidos num limbo da infância emocional eterna, alimentados por um estilo de educação familiar que não percebe o quão danoso pode ser a qualquer um de nós, ser poupado a todo custo de sofrer frustrações, de lidar com as negações, de enfrentar a vida por si mesmo.

Há milhares de famílias, que vão desde os menos favorecidos até os mais abastados, que insistem em criar seus filhos como se eles – os pais – fossem durar para sempre. Alimentam suas crianças e jovens com infinitas mamadeiras de dependência emocional, sob o pretexto de garantir que seus rebentos sejam absolutamente felizes, sempre felizes, todos os dias, o tempo todo.

O resultado de tamanha alienação é a ocorrência de meninos e meninas, que serão meninos e meninas para toda a eternidade. Recém-nascidos para sempre, que esperneiam quando algo não sai do jeito que esperavam. Que amarram a cara, quando não são imediatamente atendidos. Que não fazem a menor ideia de como todas as coisas que os cercam vão parar em suas mãos.

Meninos e meninas com vida sexual ativa. Meninos e meninas que não sabem dar importância ou valorização para a formação acadêmica. Meninos e meninas que chegam à vida adulta, sem ter a menor ideia do quanto de dinheiro é necessário para mantê-los. Meninos e meninas que se consideram adultos o suficiente para beber, para fumar, para amanhecer na rua e voltar para suas casas a hora que bem entenderem. Alguns com carteira de motorista em mãos, mas sem juízo suficiente para sentar-se atrás de um volante ou no banco de uma moto. Muitos, sem nenhuma noção de compromisso e responsabilidade. Perdidos.

E, não, não estou falando que as pessoas precisam viver de forma rígida e azeda. Não estou falando que é proibido ser alegre. Não se trata de não ter o direito de ser criança, ou jovem e se divertir e aproveitar essas fases tão maravilhosas e absolutamente necessárias para que um dia, surja um adulto inteiro.
O grande nó para o qual eu convido a uma boa reflexão é o fato de que estamos assistindo passivamente a inúmeras crianças e incontáveis jovens, sendo privados da experiência fantástica que é passar por essas fases e estar disposto a entrar em outras. Outras fases, tão ricas e bonitas quanto são aquelas pelas quais passamos em nossos anos iniciais.

Crescer é um direito! Amadurecer é tomar posse da própria vida. É ter a chance de fazer escolhas. É experimentar o prazer de andar com as próprias pernas. E errar. E acertar. E tentar outra vez, outra coisa, de outro jeito. Tenhamos a amorosidade necessária para abrir mão de congelar nossos filhos num tempo em que, depois de um tempo, o que era encantador certamente será ridículo. Tenhamos a sabedoria para dar a mão às nossas crianças na travessia da vida, sabendo que vez ou outra é com as mãos livres que se deve andar.

É através do outro que poderemos nos aprimorar

É através do outro que poderemos nos aprimorar

Por Lidiane Franqui

Já dizia Jonh Donne que “ninguém é uma ilha“. De fato, precisamos do convívio com o outro para atingir os objetivos propostos pela própria vida. Inspirada também pelas palavras de Donne, resolvi trazer a temática para a área do burilamento interior, ou seja, da autotransformação; e tentar fazer um breve comentário sobre como esse convívio auxilia no nosso crescimento pessoal.

Muitas vezes nos questionamos o porquê de certos “relacionamentos”. Seja qual for o campo das relações, estamos sempre vivenciando situações de aprendizado com o próximo. Porque precisamos, então, conviver com certas pessoas? Porque, muitas das vezes, dentro do nosso próprio ciclo familiar as relações são tão conturbadas? Porque, como disse John Donne, não podemos viver isolados dos outros seres humanos?

A resposta é simples: porque é através do outro que poderemos nos aprimorar, nos conhecer e colocar em prática aquilo que aprendemos no dia-a-dia. Desde a infância estamos estabelecendo relações que passam pela adolescência e depois se firmam na vida adulta. É a dinâmica da vida!

Mas como e de que forma o convívio com o próximo faz com que nos conheçamos?

“Inúmeros aspectos desconhecidos da nossa personalidade abrem-se para a nossa consciência exatamente quando conseguimos identificar, nos entrechoques sociais, aquilo que nos atinge emocionalmente.” (Ney Prieto Peres).

O que isso quer dizer?

O próprio Ney Prieto responde que as reações observadas nos outros que mais nos incomodam são as que estão mais profundamente marcadas dentro de nós. Mas isso, meus amigos, é muito difícil de admitir. E é sempre mais fácil julgar e condenar as deficiências dos outros do que a nossa. Mas reflita…

O conhecer-se através do convívio com o próximo acontece porque é através dele que exteriorizamos o que realmente somos. E quando aprendemos algo é com ele, o outro, que compartilhamos. Isolar-se numa ilha pode até ser valioso por um tempo, mas chegará o momento de por à prova o aprendizado e o conhecimento adquirido.

Portanto, valorize o mundo ao seu redor e, principalmente, comece a observar o quanto você deixa de si nos outros através dos relacionamentos de toda ordem. Veja com mais atenção como você se comporta nas suas relações e saiba (com toda certeza) que você é o resultado desse comportamento. Nós não somos o que falamos e sim o que fazemos e como nos comportamos.

Fonte indicada: Voce pode ser feliz

Bombeiro pega idosa nos braços durante resgate e a reação dela não podia ser mais hilária

Bombeiro pega idosa nos braços durante resgate e a reação dela não podia ser mais hilária

Um alagamento em Alberta, no Canadá, deixou as pessoas presas em suas casas, carros e a situação começava a piorar quando a água fria começava a subir.

Shawn Wiebe foi um dos bombeiros que participaram do resgate. Uma das pessoas resgatadas foi essa senhorinha. Com todo respeito e cuidado, ele a pegou nos braços para tirá-la do local.

A idosa estava receosa inicialmente, mas depois se acalmou e disse rindo ao bombeiro que não se sentia realizada daquela forma desde sua noite de núpcias.

Wiebe não segurou o sorriso e o momento foi registrado pelo fotógrafo Lyle Aspinalli. Em pouco tempo a imagem se tornou viral, fazendo com que Wiebe ficasse famoso na internet.

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Com informações do Gadoo, via Razões para Acreditar

14 fotografias de crianças que tiveram um ótimo passeio

14 fotografias de crianças que tiveram um ótimo passeio

É quase impossível ter uma infância feliz sem fazer passeios ao ar livre, sem saltar poças, banhos de lama, brincadeiras com outras crianças, roupas sujas e rasgadas, alguns arranhões e contusões.

O melhor que os pais podem fazer para apoiar e desfrutar dessa época da vida de seus filhos é encarar tudo com bom humor e tranquilidade.

Confiram!

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Não importa o quanto a sua ideia é ruim, há sempre alguém que quer seguir você.

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Na infância o pai é o melhor parque de diversões

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Sem dúvida essas crianças vão estar preparadas para tudo na vida.

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Essa doeu. Mas quando casar sara…

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Mãe, estou quase pronto, só faltam os meus olhos para eu me tornar o mostro da lama.

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O momento em que você tem de aprender as coisas por si mesmo.

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O importante é chegar à piscina infantil antes dos adultos.

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A mamãe pediu para ajudá-la a limpar as janelas.

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Isso por si só é felicidade.

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Um gênio em seu elemento.

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Não é tão fácil separar dois bons amigos.

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Se você olhar de perto, se virar o triciclo um pouco, ele se torna um barco.

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Parque aquático? Para quê?

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Mamãe, você voltou? Descansou um pouco? Estamos de volta!

Fonte: Incrivel

Como a vida muda após a morte dos pais…

Como a vida muda após a morte dos pais…

Por Edith Casal

Depois da morte dos pais, a vida muda muito. Enfrentar a orfandade, inclusive para pessoas adultas, é uma experiência surpreendente. No fundo de todas as pessoas sempre continua vivendo aquela criança que pode correr para a mãe ou o pai para se sentir protegido. Mas quando eles vão embora, essa opção desaparece para sempre.

Você irá deixar de vê-los, não por uma semana, nem por um mês, e sim pelo resto da vida. Os pais foram as pessoas que nos trouxeram ao mundo e com quem você compartilhou o mais intimo e frágil. Já não estarão presentes aqueles seres pelos quais, em grande parte, chegamos a ser o que somos.

“Quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, este fica preso para sempre.”
-Gabriel García Márquez-

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A morte dos pais: entre falar dela e vivê-la, existe um grande abismo…

Nunca estamos plenamente preparados para enfrentar a morte, ainda mais quando se trata da morte dos pais. É uma grande adversidade que dificilmente pode ser superada totalmente. Normalmente, o máximo que se consegue é assumi-la e conviver com ela. Para superá-la, pelo menos em teoria, deveríamos entendê-la, mas a morte, no sentido estrito, é totalmente incompreensível. É um dos grandes mistérios da existência: talvez o maior.

Obviamente, a forma como assimilamos as perdas tem muito a ver com a forma como aconteceram. Uma morte das chamadas por “causas naturais” é dolorosa, mas um acidente ou um assassinato é muito mais. Se a morte tiver sido precedida por uma longa doença, a situação é muito diferente de quando acontece de forma súbita.

Também influencia o tempo entre a morte de um de outro: se houve pouco tempo, o luto será mais complexo. Se ao contrário, o lapso for mais extenso, certamente a pessoa estará um pouco melhor para aceitá-lo.

Não apenas é o corpo que se vai, e sim todo um universo. Um mundo feito de palavras, de carícias, de gestos. Inclusive, de repetidos conselhos que às vezes irritavam um pouco e de “manias” que nos faziam sorrir ou esfregar a cabeça porque os reconhecemos nelas. Agora começam a se fazer sentir ausentes de uma forma difícil de lidar.

A morte não avisa. Pode ser presumida, mas nunca anuncia exatamente quando irá chegar. Tudo se sintetiza em um instante e esse instante é categórico e determinante: irreversível. Tantas experiências vividas ao lado deles, boas e ruins, se estremecem de repente e ficam somente em lembranças. O ciclo se cumpriu e é hora de dizer adeus.

“O que está, sem estar”…

Em geral, pensamos que esse dia nunca chegará, até que chega e se faz real. Ficamos em estado de choque e vemos apenas uma caixão, com o corpo rígido e quieto, que não fala e não se move. Que está ali, sem estar ali…

Porque com a morte começam a ser compreendidos muitos aspectos da vida das pessoas falecidas. Aparece uma compreensão mais profunda. Talvez o fato de não ter as pessoas queridas presentes suscita em nós o entendimento sobre o porquê de muitas atitudes até então incompreensíveis, contraditórias ou mesmo repulsivas.

Por isso, a morte pode trazer consigo um sentimento de culpa frente a aquele que morreu. É preciso lutar contra esse sentimento, já que não acrescenta nada e afunda em mais tristeza, sem poder remediar nada. Para que se culpar se você não cometeu nenhum erro? Somos seres humanos e acompanhando essa despedida, precisa existir um perdão: do que se vai para com aquele que fica ou do que fica para com aquele que se vai.

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Aproveite-os enquanto puder: não estarão aí para sempre…

Quando os pais morrem, independentemente da idade, as pessoas costumam experimentar um sentimento de abandono. É uma morte diferente das outras. Por sua vez, algumas pessoas se negam a dar a importância que o fato merece, como mecanismo de defesa, em forma de uma negação encoberta. Mas esses lutos não resolvidos retornam em forma de doença, de fadiga, de irritabilidade ou sintomas de depressão.

Os pais são o primeiro amor. Não importa quantos conflitos ou diferenças tenham existido com eles: são seres únicos e insubstituíveis no mundo emocional. Mesmo sendo autônomos e independentes, mesmo que o nosso relacionamento com eles tenha sido tortuoso. Quando já não estão, passa a existir uma sensação de “nunca mais” para uma forma de proteção e de apoio que, de uma forma ou de outra, sempre esteve ali.

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De fato, aqueles que não conheceram seus pais, ou se afastaram deles muito cedo, costumam carregar essa ausência como um lastro a vida toda. Uma ausência que é presença: fica no coração um lugar que sempre lhes pertence.

De qualquer forma, uma das grandes perdas na vida é a dos pais. Pode ser difícil de superar se houve uma injustiça ou negligência no trato deles. Por isso, enquanto estiverem vivos, é importante ter consciência de que os pais não estarão ali para sempre. De que são, genética e psicologicamente, a realidade que nos deu origem. Que são únicos e que a vida mudará para sempre quando partirem.

Curso on-line e gratuito de francês da Universidade de Nantes

Curso on-line e gratuito de francês da Universidade de Nantes

A Université de Nantes está oferecendo, por meio da plataforma FUN, um curso de francês on-line e totalmente gratuito. O curso é destinado às pessoas que já tenham conhecimento do idioma (a partir do nível B1). Ficamos sabendo dessa novidade por meio do site Professor de Francês.

A duração do programa é de cinco semanas e tem como principal objetivo ajudar os alunos a aperfeiçoarem a compreensão da língua francesa através de documentos autênticos e didáticos seguidos de atividades pedagógicas.

Os alunos receberão um atestado de participação caso satisfaçam aos critérios de avaliação do curso. O início das aulas será em 17 de outubro, mas dá para se inscrever até 17 de dezembro. Clique aqui para fazer sua inscrição. Bons estudos!

Por todos os abraços que me curaram, por todas as pessoas que amei

Por todos os abraços que me curaram, por todas as pessoas que amei

Há abraços que curam, que reparam a alma ferida e unem seus fragmentos. Há pessoas que passam por nossa vida nos trazendo o melhor, um carinho sincero e nobre que se expressa através desta forma universal de afeto que todos entendemos: os abraços.

Dizem os especialistas em matéria emocional que todos precisamos ser envolvidos pelos abraços de três a quatro vezes por dia, pelo menos. Mas para que nos curem de verdade, é essencial que sejam dados por alguém a quem estejamos intimamente unidos.

Não pode ser qualquer um. Não valem desconhecidos, nem colegas de trabalho com quem não nos damos bem. Quando sofremos, quando nosso coração precisa de alívio e de apoio, os melhores abraços são os da família, do parceiro ou dos filhos.

As demonstrações de carinho contêm, em cada gesto, o melhor remédio. São capazes de aplacar medos e inseguranças, e até de prevenir depressões.

Porque, no final das contas, os abraços têm essa força capaz de nos “amarrar” ao que é importante de verdade: o amor.

Os abraços de todas as pessoas que você amou

Nosso coração amou muitas vezes. Na verdade, ainda que você pense que agora está cansado e que esconde mais de uma cicatriz que nunca se fechará, na verdade você ainda tem muita, muitíssima capacidade de amar.

Você nunca sabe o que o amanhã vai lhe trazer. Talvez, quando menos esperar, descubra uma relação tão corajosa, significativa e plena que todo o seu mundo se equilibrará de imediato, e sua realidade vai adquirir um novo e maravilhoso sentido.

Pode ser que, no dia de amanhã, sua família se amplie. Que cheguem mais filhos, mais sobrinhos ou até o primeiro neto.

Seu coração continuará a se expandir, continuará a amar e, a cada batimento, você se curará ainda mais. Porque não há nada como o afeto sincero para aplacar dores e angústias. Não há nada como os sorrisos para apagar dias cinzentos e tempestades.

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Se você ama, abraça

Há quem não saiba, há quem não se atreva, e há pessoas que passaram tanto tempo sem abraçar os seus que já não sabem muito bem como retomar esse hábito do qual acabaram se descuidando.

  • Se você ama, abraça. Porque os abraços são essa linguagem que não necessita de palavras, na qual o tempo se detém e a respiração se acalma.
  • O mundo deixa de nos incomodar com seu ruído e até o turbilhão de nossa mente, onde dançam as dúvidas, os temores e os vazios, se dissolvem imediatamente para se deixar levar única e exclusivamente por esse abraço.
  • Retome o bom hábito de abraçar os seus. Se seu parceiro não o faz, você o fará para acostumá-lo a esse exercício saudável. Se seus filhos já são crescidos, pegue-os de surpresa e ofereça-lhes os braços, porque ninguém é crescido o bastante para não receber uma boa dose de abraços diários.

Abraçar: uma demonstração universal de afeto

É interessante descobrir a maneira como os idiomas de nosso mundo traduziram o conceito do amor. Às vezes, são adicionadas nuances tão excepcionais e únicas que é quase impossível traduzi-las para nossa língua.

Por exemplo, em hindi, uma das línguas da Índia, quando um casal de namorados se separa, diz-se que em suas almas levam o “viraha”, que vem a ser algo como esse amor que a distância não rompe nem diminui, mas que permanece com paixão especial em nosso interior.

Como você vê, há uma ampla explicação contida em uma bela palavra, e há muitos outros exemplos em que os abraços e a arte de abraçar continuam presentes.

Porque em todas as culturas, em todos os países do mundo, este ato é considerado algo vital para manter o amor, para demonstrá-lo e, portanto, para curar.

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  • Cwth, em galês, simboliza um abraço intenso e apaixonado que apenas a pessoa que amamos pode nos oferecer.
  • Naz, na língua urdu, é um termo que significa o orgulho intenso e a satisfação que sentimos quando somos amados, quando nos abraçam e temos a plena segurança de que somos muito importantes para essa pessoa.

Palavras mágicas que nos demonstram, mais uma vez, o poder do afeto e a importância de nos dedicarmos aos gestos que o expressam e edificam: os abraços, os beijos, as carícias…

Conheça os 5 sinais que revelam se você é uma pessoa improdutiva

Conheça os 5 sinais que revelam se você é uma pessoa improdutiva

Por Rodrigo Telles

Você se considera uma pessoa produtiva? Se você torceu o nariz e se questionou em como seria possível medir isso de forma simples, continue comigo por mais 5 minutos que eu vou te mostrar 5 sinais simples que revelam se você é uma pessoa produtiva ou não.

Como eu sei disso? Experiência própria.
Eu já falei um pouco sobre este tema no artigo “Nós levamos mais uma surra dos americanos” e tenho estudado, praticado e mudado certos maus hábitos típicos das pessoas improdutivas e que transformaram a minha vida.

Antes de avançarmos, precisamos deixar claro o significado de produtividade.

Produtividade é a expressão da eficiência de qualquer processo.
Eficiência é fazer mais com menos, menos tempo, menos dinheiro, etc.
Eficácia é ser eficiente para atingir um objetivo específico.

Logo, não adianta ser eficiente em um processo cujo objetivo é fraco ou nulo. Eu passei a medir a produtividade baseado na eficácia, ou seja, ser eficiente para atingir ou chegar mais próximo de um objetivo específico e que este objetivo seja algo importante que faça parte de uma meta estabelecida.

Só assim é possível alcançar objetivos concretos.
Então quando eu falar de produtividade estarei falando de eficácia!

Agora que estamos alinhados, você quer saber quais são os 5 sinais?
Então acho bom que você esteja sentado e que não esteja mastigando nada para não engasgar, pois a reação de algumas pessoas quando toco nestes pontos variam de gargalhadas sarcásticas a incredulidade total.

VOCÊ NÃO GOSTA DA SEGUNDA-FEIRA?

Pessoas improdutivas não gostam da segunda-feira e veneram a sexta-feira.
Posts sobre este tema são bem comuns de se encontrar no Facebook e em grupos do Whatsapp né?

O que isso pode revelar sobre a produtividade de uma pessoa? Tudo!
Se uma pessoa não gosta da segunda-feira é porque não gosta de seu trabalho e aí não precisa ser um Sherlock Holmes para saber que ninguém é produtivo em uma atividade da qual não gosta em um emprego que não ama.

Vou destacar isso para reforçar:

NINGUÉM É PRODUTIVO EM UMA ATIVIDADE DA QUAL NÃO GOSTA EM UM EMPREGO QUE NÃO AMA.

Eu até posso ouvir o seu cérebro criando justificativas para desconstruir o que eu acabo de dizer mas acredite, raramente este ponto não está ligado a improdutividade.

VOCÊ POSSUI SONS DE NOTIFICAÇÃO EM TUDO?

Ops, sinal vermelho para você. Se você trabalha com um tablet próximo a você e ele fica ligado, esse item pode aumentar o seu score.

Eu também quase consigo escutar o seu cérebro tentando criar justificativas para tentar deixar esta realidade menos indigesta para você, mas não tem jeito, isso é verdade e lá no fundo você sabe disso.

Aqui também não tem segredo, sempre que ouvimos um som de notificação, isso dispara um gatilho em nosso cérebro informando que tem “novidade” na área e a ansiedade vai aumentando causando uma dissonância cognitiva muito grande o que tira o foco no que estamos fazendo, tornando praticamente obrigatório parar o que estamos fazendo para checar a “novidade”.

Whatsapp, Facebook, Instant Messenger, E-mail entre outros. Se você possui som de notificação para quando chega uma mensagem no smartphone, tablet ou computador, não tem como ser produtivo no trabalho com todas estas distrações.

A dica aqui é tirar o som de todas as notificações e verificar se tem “novidade” apenas a cada duas horas (ou mais). Eu geralmente olho neste período.

VOCÊ PASSA O DIA LENDO E RESPONDENDO E-MAILS?

Xiiii parece até que eu estou falando de você né? É duro quando um texto consegue te incomodar tanto sobre algo que parece tão normal para você, eu sei disso, isso já aconteceu comigo também.

Mas fica tranquilo, eu sai dessa e vou te passar uma dica daqui a pouco para você sair dessa também.

Você pode até tentar justificar que o seu trabalho depende de e-mail como eu já ouvi de algumas pessoas, mas você há de concordar comigo que você não precisa colocar um aviso sonoro e/ou visual para toda vez que chega um e-mail e nem precisa checar seus e-mails 50 vezes por dia certo?

Hoje eu verifico meus e-mails apenas duas vezes por dia, sim você não ouviu errado. Eu verifico meus e-mails as 11:00 hrs e as 16:00 hrs.

Esses horários funcionam muito bem para mim pois são as horas mais prováveis de eu já ter obtido respostas dos e-mails que enviei, ou seja, se enviei um questionamento as 11:00 hrs é bem provável que até as 16:00 hrs eu já tenha recebido a resposta.

E aí você deve estar se perguntando: mas e os e-mails urgentes?
Nenhum e-mail deveria ser urgente, o problema é que a maioria das pessoas se acostumou a tratar urgências por e-mail, mas o e-mail não foi criado para tratar urgências.
Se for urgente alguém sempre me liga!

Se você conseguir diminuir pela metade a quantidade de vezes que verifica seus e-mails, já verá como isso aumentará a sua produtividade.
Fique tranquilo se você inicialmente se sentir estranho do tipo “parece que estou perdendo alguma informação importante”, isso é normal neste processo de desintoxicação do e-mail, seja forte.

VOCÊ POSSUI PELO MENOS UMA LISTA DE TAREFAS?

Não fique triste se você respondeu não, a maioria das pessoas que eu conheço também não tem.

O problema de não ter uma lista de tarefas é que você acaba tentando armazenar as coisas que precisa fazer em sua cabeça e é aqui que acontece o problema: você sobrecarrega o seu cérebro com informações desnecessárias e acaba se esquecendo.

Isso acontece porque o nosso cérebro é uma máquina perfeita em eliminar informações desnecessárias.

Sem falar que você não conseguirá priorizar suas tarefas adequadamente.

Tenha pelo menos uma lista de tarefas diária e a preencha logo no começo do dia, isso já vai mudar a sua vida, vai por mim.

A falta de tempo está associada à falta de priorização de suas tarefas!

AUSÊNCIA DE METAS

Se eu te perguntar quais são as suas metas, pelo menos 3 para serem concluídas ainda este ano, está fácil de lembrar?

Bem, neste ponto eu já me tornaria redundante em falar que sem metas não é possível alcançar seus objetivos que estão diretamente ligados as suas tarefas certo?

Pois bem, se você não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve né? É assim que a maioria de nós “leva” a vida, sem saber para onde quer ir e aí, qualquer caminho serve.

Tenha pelo menos uma meta para este ano e defina tarefas que o levará a alcançá-la.
Coloque data de conclusão nas tarefas e seja eficaz.

Isso tudo é possível? Sim, é possível e eu sou a prova viva disso e se eu consigo você também consegue.

Gostou deste texto (ou não)? Eu gostaria muito de ouvir a sua opinião, por favor deixe seu comentário logo abaixo.

Fonte indicada pra mais materiais como esse: Rodrigo Telles

O que voce não resolve na mente, o corpo transforma em doença!

O que  voce não resolve na mente, o corpo transforma em doença!

Somatizar: transformar conflitos psíquicos em afecções de órgãos ou problemas psicossomáticos.

Estudos mostram que acumular sentimentos ou pensamentos negativos, situações mal resolvidas ou palavras não ditas geram problemas ainda maiores do que somente o famigerado stress.

Pesquisadores têm conseguido demonstrar que o estado mental e emocional de alguém exerce forte influência sob o seu estado de saúde física. Obviamente não se trata somente de influências. Como o próprio título do artigo diz, “o que você não resolve na mente, o corpo transforma em doença”.

Mas, como isso funciona?

Muito simples: você começa a acumular dentro de si tudo aquilo que deveria se livrar. Stress, preocupações, pendências, sentimentos negativos (como a culpa, raiva ou a angústia, por exemplo)… enfim, é importante que você saiba que tudo isso não deveria lhe pertencer.

O resultado desse processo geralmente vem na forma da tão falada “somatização dos sintomas”, que nada mais é do que transferir para o físico aquilo que acontece na mente.

Vamos pensar juntos:

Se o seu corpo está com algum problema, ele precisa lhe “avisar” para que você possa saber que algo de errado está acontecendo com ele, não é mesmo?

Pois é.

E para te avisar, o seu corpo fará uso do seu sistema muscular, do respiratório, do cardiovascular e por aí vai.

Por isso, para evitar problemas futuros, faça uma limpeza interior livrando-se do que pode lhe trazer danos maiores.

Ame-se em primeiro lugar para que seu corpo não somatize as coisas. Caso contrário, você poderá desenvolver novas doenças.

Se você gostou do que leu, deixe um comentário abaixo. Ele é muito importante pra mim! ?

Fonte: NOWA

Leia também: A dor emocional é a que mais demora a sarar

José Pacheco:”aulas no século XXI são um escândalo. Com aulas ninguém aprende”.

José Pacheco:”aulas no século XXI são um escândalo. Com aulas ninguém aprende”.

Por Marlene Carriço

Uma escola sem divisão por ciclos de ensino, sem turmas, sem aulas, nem testes. Uma escola onde os alunos aprendem e onde são felizes. É esta a escola que o professor José Pacheco defende.

José Pacheco tem 64 anos e é mestre em Educação da Criança, pela Universidade do Porto. Chegou a fazer parte do Conselho Nacional de Educação e ganhou prêmios pelo projeto que coordenou na Escola da Ponte. Há 10 anos decidiu mudar-se e rumou ao Brasil, onde é responsável por mais de 100 projetos para um novo modelo de ensino. No ano em que a Escola da Ponte faz 40 anos, o Observador pôs-se à conversa com o seu principal fundador.

Crítico do modelo tradicional de ensino, que afirma ser do século XIX, o professor defende a aprendizagem numa escola sem aulas, nem turmas, nem ciclos. Uma mudança radical na forma como vemos a escola pública? Sim. Mas possível de implementar, e com sucesso, garante.

Porque é que há 40 anos sentiu necessidade de mudar a forma como dava aulas? O que o levou a iniciar o projeto “Fazer a Ponte”?

“Porque me vi incompetente e antiético. Incompetente porque não conseguia ensinar todas as crianças e muitas reprovavam, e antiético porque reconhecia que não ensinava todos e continuava a trabalhar do mesmo modo. E quando encontrei duas professoras que faziam a mesma pergunta que eu — “Porque é que damos a aula tão bem dada e há alunos que não aprendem?” — descobrimos a resposta: se nós dávamos as aulas e eles não aprendiam, eles não aprendiam porque nós dávamos a aula. É isso mesmo. Para nós foi perder o chão. Nós só sabíamos dar aula. Por isso não fui eu que fiz a Ponte, foi muita gente. Talvez eu fosse um despoletador do projeto. E o que fizemos foi algo intuitivo e amoroso: continuamos a dar aulas, porque criança não é cobaia, mas simultaneamente introduzimos nas nossas práticas, em equipa, algumas metodologias, técnicas, espaços de convivência, que foram dando forma a um novo projeto”.

Um projeto mais baseado na autonomia?

“Na autonomia, na responsabilidade e na solidariedade, que foram os três valores matriciais do projeto. As escolas são as pessoas e as pessoas são os seus valores. A escola não são edifícios, são projetos que partem de valores e de princípios e nós fomos indo ao encontro de uma concretização desses valores”.

E as mudanças começaram logo a apresentar resultados?

“Houve uma melhoria cognitiva, mas nós fomos além. Nós fizemos pela primeira vez aquilo que hoje se chama de educação integral. Compreendemos que teríamos de mexer não só no nível cognitivo, mas também no domínio atitudinal, sócio moral, ético, estético, emocional, espiritual”.

Mas a forma de ensinar mudou repentinamente?

“Não. De início dávamos aula durante a maior parte do tempo, porque era aquilo que nos tinham ensinado a fazer, mas fomos introduzindo alterações. Passamos de uma cultura de solidão para uma cultura de equipa, de corresponsabilização. Essa reelaboração da nossa cultura pessoal e profissional custou tempo e sofrimento. Decidimos habitar um mesmo espaço, derrubar paredes, juntar alunos. Compreendemos que sozinhos não poderíamos ensinar tudo a todos. Mas se estivéssemos em equipa, com um projeto, e autonomizássemos o ato de aprender, poderíamos responder efetivamente às necessidades de cada jovem. Ao fim de oito anos estava já a escola toda com um modelo diferente. E nós descobrimos uma coisa fundamental, que é que um professor não ensina aquilo que diz, ele transmite aquilo que é. Um professor tem que ser um tutor e um mediador de aprendizagens. E a aprendizagem acontece quando há um vínculo afetivo entre quem supostamente ensina e quem supostamente aprende.

“Não faz sentido alunos do século XXI terem professores do século XX, com propostas teóricas do século XIX, da Revolução Industrial.”

Na Escola da Ponte não há turmas, nem testes

A Escola Básica da Ponte, no concelho de Santo Tirso, marca a diferença no ensino público português há 40 anos. Nesta escola não há ciclos, nem turmas, nem testes. A escola organiza-se em núcleos de projeto e são os alunos, em conjunto com os “tutores”, que definem, quinzenalmente, os objetivos de aprendizagem e vão sendo avaliados à medida que vão dizendo que “já sabem” aquilo a que se propuseram. Na última avaliação externa, levada a cabo pela Inspeção-Geral da Educação, a escola foi avaliada com Muito Bom em todos os parâmetros.

40 anos depois, como está a Ponte? E como está o ensino em Portugal?

Tenho estado ausente e sinceramente posso estar muito desfasado da realidade portuguesa, mas tenho os meus netos e o meu filho que é professor e vou tendo retorno. Tenho tido algumas informações que me levam a crer que todas as engenharias curriculares feitas até hoje, pouco ou nada fizeram mudar a escola. Todos já perceberam que o modo como trabalham não ensina todos e que isso contraria aquilo que é o direito à educação e que é um dever do Estado. As escolas têm excelentes professores, mas a trabalhar do modo errado. Não faz sentido alunos do século XXI terem professores do século XX, com propostas teóricas do século XIX, da Revolução Industrial. A grande questão é que as escolas têm sido geridas por burocratas e não por pedagogos e as políticas públicas têm sido desastrosas: mais exames, mais alunos por turma.

Quer dizer que não concorda com os exames.

Mais exames não vão melhorar o sistema porque não é a preocupação com o termómetro que faz baixar a temperatura. Mais exames para quê? Os exames não avaliam nada. O teste é o instrumento de avaliação mais falível que existe. Conceber itens de teste, garantir fidelidade e tudo mais é um exercício extremamente rigoroso, assim como assegurar que as condições são as mesmas para todos quando se aplica o teste. E corrigir o teste também introduz uma subjetividade enorme. Além disso, esses instrumentos de avaliação apenas “provam” a capacidade de acumulação cognitiva, de armazenamento de informação em memória de curto prazo, para debitar no exame e esquecer.

Então como se deve avaliar as aprendizagens dos alunos?

Através de uma avaliação formativa contínua e sistemática, que é o que não se faz nas escolas. Nas escolas aplica-se teste e dá-se uma nota sem saber o que se faz. Há quem confunda avaliação com classificação e dê a nota a partir dos resultados dos testes. Eu sei que se alega considerar uma percentagem da nota dada a partir da avaliação de atitudes. Porém, não se apresenta os instrumentos de avaliação, que permitam medir atitudes como a autonomia, a criatividade. Diria que essa avaliação é feita a ‘olhómetro’.

E era de esperar que o ensino público português, passados estes 40 anos, mantivesse um modelo tradicional de aulas?

Eu acredito nos professores, na escola, mas não com as medidas político-educativas que são tomadas. Injeta-se na escola cada vez mais objetivos por pressão corporativa. Injeta-se nas escolas áreas que não faz sentido algum. Por exemplo, criar uma aula de área de projeto? Projeto é o projeto da escola, é o projeto educativo. Educação para a cidadania? Nós não ensinamos para a cidadania, nós educamos na cidadania. Cidadania não é uma hora por semana, é todo o tempo de escola. Andamos a brincar com coisas sérias. Está tudo errado.

E porque ninguém muda? A mudança não passa também pelos professores?

Os professores têm uma cultura em tudo contrária à mudança. Eles são ótimas pessoas, maravilhosas. Repare, professor é a única profissão em que o estágio é feito antes de tirar o curso. Fazem 12 anos a ouvir aulas, entram na faculdade e ouvem aulas, e vão dar aulas. Podem até ouvir falar dos Piagets da vida, mas os estágios são feitos em escolas tradicionais, onde estão excelentes professores tradicionais que trabalham no paradigma do século XIX ou XVIII. Este modelo de escola, desde o século XIX, que subdivide a escola em ciclos, em anos, em turmas, em horário padrão, isso é cartesianismo. Aulas? Aulas no século XXI são um escândalo! Em aulas ninguém aprende! Eu aceito quem conteste o que eu digo, mas ninguém contesta porque é uma verdade.

“A aprendizagem acontece quando há um vínculo afetivo entre quem supostamente ensina e quem supostamente aprende.”

Mas é possível alunos de idades diferentes, todos juntos, aprenderem, na mesma sala, o que é suposto para a sua idade?

Porque não? Ninguém aprende com quem sabe a mesma coisa, ninguém aprende com quem tem a mesma idade. Eu falo daquilo que eu faço [no Brasil] e que tem excelentes resultados. Estou a falar de projetos que produzem excelência académica e inclusão social e onde não há organização por idades. Onde as escolas não têm casa de banho do aluno separada de casa de banho do professor, onde os auxiliares de ação educativa ensinam a limpar aqueles que sujam, onde a educação acontece. Onde não há aulas, nem turmas, nem anos, que são dispositivos sem sentido nenhum, sem fundamentação científica. Concebeu-se uma nova construção social de aprendizagem onde todos aprendem e são felizes. Isso é possível. Eu provo isso em mais de 100 projetos no Brasil e mais meia dúzia em Portugal.

E como vê a figura do chumbo?

A reprovação é a prova de que realmente a escola não funciona como deveria. Muitas vezes se diz que os professores são exigentes quando reprovam. A pergunta que eu faço é: se a escola melhor é a que mais alunos reprova, o melhor hospital é o que mais doentes mata? Quando as pessoas nem sequer refletem sobre isso… Quanto às classes de apoio, planos de recuperação, isso é tudo um enfeite que não resulta, porque aquilo que não se ensina em oito meses, não é em um mês de plano com mais do mesmo que se vai ensinar. Não é com mais horas de aula que se vai ensinar mais, é com outro tipo de aprendizagem.

Mas se o aluno não conseguir atingir as metas de aprendizagem… como se faz?

Compreendo a insistência. Nas escolas que, infelizmente, ainda vamos tendo, há alunos que não conseguem atingir metas. E é preciso acrescentar aulas de recuperação, “explicações”, “planos educativos individuais” e outros paliativos. Mas, nos projetos que acompanho, todos os alunos alcançam as metas. Porque trabalhamos a montante, para não ter de remediar a jusante; investimos na prevenção, para não tentar remediar depois. Nesses projetos, não há “alunos que não conseguem atingir metas”. Portanto, nada é preciso fazer, a não ser desenvolver um trabalho escolar coerente com a Lei de Bases. Em cada escola a seu modo, não há receitas.

“Mais exames não vão melhorar o sistema, porque não é a preocupação com o termómetro que faz baixar a temperatura.”

Mas concorda que é difícil mudar este paradigma.

Se fosse fácil já tinha mudado. É difícil, é difícil…

Então como se pode fazer esta mudança?

Eu defendo sempre múltiplos caminhos. Um deles é que nós deveremos, nas escolas que despertam para a necessidade de mudar, trabalhar com aqueles professores que tomaram consciência e com coragem, lentamente, respeitando a criança, começar a desenvolver o projeto educativo da escola. Porque os projetos educativos das escolas não são cumpridos. E então esse núcleo de projeto, respeitando quem não queira, tem de avançar com autonomia pedagógica.

Aqui e ali têm sido anunciados alguns projetos inovadores, como as salas de aula do futuro. Isto pode ser o início da mudança?

Não, de modo algum. A aula híbrida, como vejo por aí, é aula. Não tem de haver aula. E as novas tecnologias podem ser importantes, se não forem mitigar o modelo de escola, enfeitar as aulas com quadros interativos ou um portátil por aluno. Quando um aluno está com acesso à informação na Internet ele não aprende, ele precisa da intervenção do adulto, do mediador da aprendizagem, que o ajude a passar da informação caótica para o conhecimento e do conhecimento para uma ação e isso chama-se projeto. E ao passar do conhecimento para a ação desenvolve competências. Isso não acontece numa aula.

Mas nessas salas o professor está lá apenas a guiar o grupo de alunos que tem de buscar as respostas.

Perante o quê? Um projeto? E lança perguntas significativas para os alunos? A aprendizagem tem de partir de necessidades, desejos, sonhos, algo concreto, que eu sinto que a comunidade precisa. É a partir dessa necessidade, com a introdução de projetos de pesquisa e roteiros de estudo, que as coisas acontecem.

“A pergunta que eu faço é: se a escola melhor é a que mais alunos reprova, o melhor hospital é o que mais doentes mata?”

Pode-me dar um exemplo prático de como isto pode funcionar?

Há um jovem que se queixa que lhe põem o lixo à porta na sua rua e ele percebe que tem de acabar com essa situação. Ele junta-se com outros jovens e vai fazer um projeto para acabar com a lixeira. Ele vai ter de fazer roteiros de pesquisa para perceber porque é que há lixo, o que é o lixo, o que é isso de recolha seletiva de lixo. Ele vai ter de reunir muitos objetivos do currículo nacional, de ciências, matemática, estudo do meio, português, para resolver. Mas não ensinamos tudo assim. Há objetivos que é impossível incluir nesses projetos que partem das necessidades, então aí nós fazemos os projetos paralelos, alternativos, porque não podemos permitir que a criança não aprenda todos os objetivos do programa.

Esses projetos funcionam de acordo com o modelo tradicional de aulas?

Não! Vou perguntar-lhe e assim pergunto a muita gente: sabe fazer a raiz quadrada? Já não se lembra! Sabe qual a fórmula para calcular o volume da esfera? Não, pois não? Eu posso continuar a perguntar-lhe coisas do ensino básico e você não sabe. E agora pergunto: não teve aulas sobre isso? Aprendeu? Não. Numa aula não se aprende nada. Aprende-se no contexto de projetos, com roteiros de pesquisa, com mediação pedagógica devidamente feita e com avaliação formativa contínua e sistemática, preferencialmente com portefólios digitais de avaliação. É isto.

E é possível fazer diferente e cumprir com os programas, currículos e alcançar metas de aprendizagem?

Só é possível cumprir com tudo isso fazendo diferente, porque do modo que a escola funciona o currículo não é cumprido. Os projetos não são cumpridos.

Que conselho deixa ao ministro da Educação?

Não sei. Mas posso propor que ele reúna com gente que já faz diferente para melhor cá ou se quiser ir lá fora vai ver que lá fora acontecem coisas muito boas em centenas de lugares, em muitos países. Esqueçam a Finlândia e o Norte da Europa.

Dê-me as coisas que o dinheiro não pode comprar

Dê-me as coisas que o dinheiro não pode comprar

Dê-me sua atenção.

O modo de ouvir as minhas palavras, as perguntas que você faz sobre minhas histórias, os pequenos detalhes sobre a primeira vez que nos encontramos e as pequenas coisas que você observa e que eu não poderia notar sobre mim mesmo. Dê-me sua atenção, porque isso significa que você se importa, isso significa que você está curioso para saber mais e isso significa que nada pode distraí-lo de olhar para mim.

Dê-me seu tempo.

Separar um tempo para mim em seus dias mais movimentados, encontrar momentos para me enviar um texto ou me ligar para dizer que você não quer me perder. Gaste o seu tempo precioso comigo porque você quer, porque não há nenhum outro lugar que você gostaria de estar, porque, se você não estivesse trabalhando, você estaria um pouco comigo. Dá-me o seu tempo porque é a única coisa que você não pode pegar de volta e, quando você dá a alguém o seu tempo, mostra o quanto você valoriza quem e onde está. Dê-me seu tempo, porque às vezes isso é tudo que eu preciso.

Dê-me sua lealdade.

Tranquilize-me de que eu sou o único. Deixe-me acreditar que eu posso confiar em você, deixe-me acreditar que eu não tenho de ouvir coisas sobre você que você não me disse ou saber que você está em cada app de namoro lá fora. De-me a garantia de que você está inteiro e que você não está confuso, que você sabe o que quer . Seja fiel ao meu coração, o proteja, e não tente me ganhar se depois planeja me perder.

Dê-me seu coração.

Todo ele – e não apenas um pouco, e não apenas os pedaços quebrados, não apenas as peças guardadas, dá-me tudo. Não seja mesquinho com seu coração, não seja mesquinho com seus sentimentos e não seja mesquinho com suas emoções. Seja vulnerável comigo, seja honesto, seja sensível, seja romântico, carinhoso. Não me compare com o seu ex ou com alguém que perdeu. Vamos iniciar uma nova página com apenas meu nome nela, limpe o seu coração de qualquer outra pessoa e permita que eu seja o único nele. Dá-me o teu coração, porque é a única coisa que importa. Dá-me as coisas que vão durar.

Dá-me as coisas que importam, não importa onde estaejamos.

Dá-me conversas inesquecíveis em vez de jantares, enriqueça-me com os seus segredos em vez de presentes, me valorize quando eu estiver para baixo.  Seja minha estrela em vez de me comprar diamantes e me dê algo que o mundo não pode ter de volta: Dê-me o que o mundo não pode quebrar e que nunca vai perder o seu valor.

Fonte: Crush sincero

Felicidade. É preciso lutar contra o despreparo.

Felicidade. É preciso lutar contra o despreparo.

É preciso fibra, coragem para romper antigos padrões, valentia para recusar as reações viciadas, agressividade para fazer recuar a covardia.

O que a gente mais quer é ser feliz. E aí pinta uma ocasião, uma promessa, uma conjunção de boas novas e esperanças daquela nova fase sonhada, aguardada, projetada. O que a gente faz? Vacila.

E bate aquela insegurança, aquela olhada para trás do tipo: – É comigo?

E, num piscar de olhos chegam as dúvidas, a impressão de haver algo errado, a lógica totalmente desencaixada angustiando e mostrando o padrão não é esse.

Afinal, nos planos é o que se quer, mas, e no real? Quando a coisa chega, a gente foge, declina. Alguém sabe o por quê?

Não é fácil ser feliz, isso é fato. Requer uma enorme responsabilidade; É preciso assumir uma condição de privilégio; Deixar de lado a culpa, o remorso, o medo, a coisa toda que tenta engasgar esse caminho.

Não era para ser assim, mas não é raro acontecer. Aproveitando o momento olímpico, a gente chega na cara do gol, o goleiro totalmente abatido, e o chute sai para fora, ou, pior, a gente sai fora, numa demonstração clara de despreparo para encarar a felicidade, a alegria que se estende um pouco mais, o momento glorioso, a perfeição do sonho materializado.

E encarar essa incapacidade é de cortar o coração. Porque a gente quer. Mas a gente não sabe como. A gente não consegue se conceder essa felicidade. E se contenta em ser feliz fazendo os outros felizes, o que também é importante, mas a conta não fecha.

É preciso lutar todos os dias, entender e absorver o significado da palavra merecimento, sem exageros obviamente, mas manter o foco com toda a seriedade possível. Ser feliz é um direito. Não somente dos filhos, dos amores, dos amigos, dos heróis desconhecidos.

Ser feliz é para a gente também e precisamos nos preparar para receber os momentos felizes com vontade.

Aprender a ser feliz é conquistar o direito de se lambuzar com esse chocolate que algum dia nos disseram que não era para nós. Mas é, e sem culpa!

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