Quando tudo for escuridão, acenda-se!

Quando tudo for escuridão, acenda-se!

O que não falta nesse mundo é gente louca para roubar a nossa luz, a nossa vontade e até mesmo a nossa ousadia. Parece absurdo, mas pode acreditar, tem gente que sente inveja até das dificuldades que enfrentamos! A explicação para esse fenômeno é simples: a dita cuja pessoa inveja nossa coragem de enfrentamento, mas não tem a menor ideia do quanto aquela coragem nos custou, em persistência, determinação, renúncias e resiliência!

O invejoso olha para a nossa vida a partir de uma lente reducionista, por meio da qual só vê a parte que lhe interessa. O invejoso olha para as nossas lutas e as avalia como infinitamente mais fáceis do que as que ele precisa enfrentar. O invejoso olha para nossas conquistas e tem absoluta certeza de que não as merecemos e de que elas ficariam perfeitas em suas vidas. O invejoso agride porque não tem competência para admirar nossa serenidade. O invejoso inventa histórias com o objetivo de nos diminuir perante o outro, simplesmente porque se sente tão pequeno e pouco, que precisa inverter a lógica do merecimento.

Lidar com gente é uma tarefa árdua, complexa e desafiadora. Exige de nós doses consideráveis de flexibilidade, tolerância e paciência. Mas, também, exige de nós firmeza e capacidade de estabelecer limites. Excesso de tolerância pode passar ao outro a falsa impressão de que somos pouco importantes, de que precisamos estar sempre disponíveis ou de que não há necessidade de reciprocidade no relacionamento.

Não raras vezes abrimos nossas vidas à visitação sem ter o cuidado de pedir ao outro que tenha a gentileza de limpar os pés antes de entrar. Não poucas vezes, fazemos das tripas coração, só para não deixar de atender a um pedido, uma súplica ou uma solicitação, sem nos importarmos com o fato de que estaremos tirando de nós mesmos tempo, presença e atenção.

E é claro que esse mundo anda muito esquisito porque parece estar na moda ser egoísta, individualista e seletivo quanto a quem merece ou não merece a nossa compaixão. E, não, não há aqui uma contradição em relação a toda a linha de raciocínio desenvolvida até aqui nesse texto. Aqui, faço um convite à reflexão. Aqui, proponho um exercício de equilíbrio nas relações. Aqui, pergunto a você, porque estou longe de ter todas as respostas…

O que devemos fazer quando percebemos que estamos há tempos permitindo que o outro roube a nossa luz? O que devemos dizer ao outro para que ele perceba que estamos esgotados e que, de vez em quando, é preciso trocar de lugar? Quais são as palavras certas a dizer para que o outro entenda que não gostar do que ele fez, deixou de fazer, falou ou deixou de falar não quer dizer que nós deixamos de querê-lo bem?

Ahhhh… como é difícil conviver, não é? No entanto, não há nada mais bonito do que o aprendizado da convivência. Não há nada mais importante do que a nossa disponibilidade para aprender a dar e receber ajuda, colo, amizade e amor. E se estivermos apagados e frios, não seremos capazes de enxergar as possibilidades, porque os olhos congelados de afeto não são capazes de contemplar o outro, com suas luzes e sombras. Sendo assim, quando tudo for escuridão… acenda-se! Revelar-se forte na compreensão da fragilidade da vida é um argumento contra o qual não é possível discordar!

14 filmes biográficos de pessoas que inspiram e podem influenciar a sua vida

14 filmes biográficos de pessoas que inspiram e podem influenciar a sua vida

Saber que um filme é baseado em histórias reais é capaz de tornar a nossa experiência ainda mais envolvente e marcante.

Não é incomum que as pessoas fiquem deslumbradas com o sucesso ou influência de alguém sem antes considerar o percurso que ela percorreu para chegar onde chegou. Livros e filmes biográficos são capazes de oferecer nuances de uma trajetória de maneira mais realista.

Ao ver pessoas notáveis através de uma outra perspectiva percebemos que elas são gente como a gente e isso aumenta a beleza ao constatarmos que todo e qualquer ser humano, dependendo de sua história de vida e escolhas, pode se tornar referência para todo o mundo.

Abaixo, sem ordem de maior ou menor referência, seguem alguns exemplos com sinopses do site Adoro Cinema.

1- Intocáveis, 2011

Philippe (François Cluzet) é um aristocrata rico que, após sofrer um grave acidente, fica tetraplégico. Precisando de um assistente, ele decide contratar Driss (Omar Sy), um jovem problemático que não tem a menor experiência em cuidar de pessoas no seu estado. Aos poucos ele aprende a função, apesar das diversas gafes que comete. Philippe, por sua vez, se afeiçoa cada vez mais a Driss por ele não tratá-lo como um pobre coitado. Aos poucos a amizade entre eles se estabele, com cada um conhecendo melhor o mundo do outro.

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2- Coco antes de Chanel, 2009

Quando criança Gabrielle (Audrey Tautou) é deixada, junto com a irmã Adrienne (Marie Gillain), em um orfanato. Ao crescer ela divide seu tempo como cantora de cabaré e costureira, fazendo bainha nos fundos da alfaiataria de uma pequena cidade. Até que ela recebe o apoio de Étienne Balsan (Benoît Poelvoorde), que passa a ser seu protetor. Recusando-se a ser a esposa de alguém, até mesmo de seu amado Arthur Capel (Alessandro Nivola), ela revoluciona a moda ao passar a se vestir costumeiramente com as roupas de homem, abolindo os espartilhos e adereços exagerados típicos da época.

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3- Uma mente brilhante, 2001

John Nash (Russell Crowe) é um gênio da matemática que, aos 21 anos, formulou um teorema que provou sua genialidade e o tornou aclamado no meio onde atuava. Mas aos poucos o belo e arrogante Nash se transforma em um sofrido e atormentado homem, que chega até mesmo a ser diagnosticado como esquizofrênico pelos médicos que o tratam. Porém, após anos de luta para se recuperar, ele consegue retornar à sociedade e acaba sendo premiado com o Nobel.

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4- Um Sonho Possível, 2010

Michael Oher (Quinton Aaron) era um jovem negro, filho de uma mãe viciada e não tinha onde morar. Com boa vocação para os esportes, um dia ele foi avistado pela família de Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock), andando em direção ao estádio da escola para poder dormir longe da chuva. Ao ser convidado para passar uma noite na casa dos milionários, Michael não tinha ideia que aquele dia iria mudar para sempre a sua vida, tornando-se mais tarde um astro do futebol americano.

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5- Na natureza selvagem, 2008

Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após dois anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.

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6- À procura da felicidade, 2007

Chris Gardner (Will Smith) é um pai de família que enfrenta sérios problemas financeiros. Apesar de todas as tentativas em manter a família unida, Linda (Thandie Newton), sua esposa, decide partir. Chris agora é pai solteiro e precisa cuidar de Christopher (Jaden Smith), seu filho de apenas 5 anos. Ele tenta usar sua habilidade como vendedor para conseguir um emprego melhor, que lhe dê um salário mais digno. Chris consegue uma vaga de estagiário numa importante corretora de ações, mas não recebe salário pelos serviços prestados. Sua esperança é que, ao fim do programa de estágio, ele seja contratado e assim tenha um futuro promissor na empresa. Porém seus problemas financeiros não podem esperar que isto aconteça, o que faz com que sejam despejados. Chris e Christopher passam a dormir em abrigos, estações de trem, banheiros e onde quer que consigam um refúgio à noite, mantendo a esperança de que dias melhores virão.

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7-Grandes Olhos, 2009

O drama apresenta a história real da pintora Margaret Keane (Amy Adams), uma das artistas mais comercialmente rentáveis dos anos 1950 graças aos seus retratos de crianças com olhos grandes e assustadores. Defensora das causas feministas, ela teve que lutar contra o próprio marido no tribunal, já que o também pintor Walter Keane (Christoph Waltz) afirmava ser o verdadeiro autor de suas obras.

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8- O pianista, 2002

O pianista polonês Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody) interpretava peças clássicas em uma rádio de Varsóvia quando as primeiras bombas caíram sobre a cidade, em 1939. Com a invasão alemã e o início da 2ª Guerra Mundial, começaram também restrições aos judeus poloneses pelos nazistas. Inspirado nas memórias do pianista, o filme mostra o surgimento do Gueto de Varsóvia, quando os alemães construíram muros para encerrar os judeus em algumas áreas, e acompanha a perseguição que levou à captura e envio da família de Szpilman para os campos de concentração. Wladyslaw é o único que consegue fugir e é obrigado a se refugiar em prédios abandonados espalhados pela cidade, até que o pesadelo da guerra acabe.

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9- Tempo de Despertar

Bronx, 1969. Malcolm Sayer (Robin Williams) é um neurologista que conseguiu emprego em um hospital psiquiátrico. Lá ele encontra vários pacientes que aparentemente estão catatônicos, mas Sayer sente que eles estão só “adormecidos” e que se forem medicados da maneira certa poderão ser despertados. Assim pesquisa bem o assunto e chega à conclusão de que a L-DOPA, uma nova droga que já estava sendo usada para pacientes com o Mal de Parkinson, deve ser o medicamento ideal para este casos. No entanto, ao levar o assunto para o diretor, ele autoriza que apenas um paciente seja submetido ao tratamento. Imediatamente Sayer escolhe Leonard Lowe (Robert De Niro), que há décadas estava “adormecido”. Gradualmente Lowe se recupera e isto encoraja Sayer em administrar L-DOPA nos outros pacientes, sob sua supervisão. Logo os pacientes mostram sinais de melhora e também mostram-se ansiosos em recuperar o tempo perdido. Mas, infelizmente, Lowe começa a apresentar estranhos e perigosos efeitos colaterais.

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10-A lista de Schindler, 1993

A inusitada história de Oskar Schindler (Liam Neeson), um sujeito oportunista, sedutor, “armador”, simpático, comerciante no mercado negro, mas, acima de tudo, um homem que se relacionava muito bem com o regime nazista, tanto que era membro do próprio Partido Nazista (o que não o impediu de ser preso algumas vezes, mas sempre o libertavam rapidamente, em razão dos seus contatos). No entanto, apesar dos seus defeitos, ele amava o ser humano e assim fez o impossível, a ponto de perder a sua fortuna mas conseguir salvar mais de mil judeus dos campos de concentração.

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11- Piaf – Um Hino ao Amor, 2007

A vida de Edith Piaf (Marion Cottilard) foi sempre uma batalha. Abandonada pela mãe, foi criada pela avó, dona de um bordel na Normandia. Dos 3 aos 7 anos de idade fica cega, recuperando-se milagrosamente. Mais tarde vive com o pai alcoólatra, a quem abandona aos 15 anos para cantar nas ruas de Paris. Em 1935 é descoberta por um dono de boate e neste mesmo ano grava seu primeiro disco. A vida sofrida é coroada com o sucesso internacional. Fama, dinheiro, amizades, mas também a constante vigilância da opinião pública.

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12-O Mordomo da Casa Branca, 2013

1926, Macon, Estados Unidos. O jovem Eugene Allen vê seu pai ser morto sem piedade por Thomas Westfall (Alex Pettyfer), após estuprar a mãe do garoto. Percebendo o desespero do jovem e a gravidade do ato do filho, Annabeth Westfall (Vanessa Redgrave) decide transformá-lo em um criado de casa, ensinando-lhe boas maneiras e como servir os convidados.  Eugene (Forest Whitaker) cresce e passa a trabalhar em um hotel ao deixar a fazenda onde cresceu. Sua vida dá uma grande guinada quando tem a oportunidade de trabalhar na Casa Branca, servindo o presidente do país, políticos e convidados que vão ao local. Entretanto, as exigências do trabalho causam problemas com Gloria (Oprah Winfrey), a esposa de Eugene, e também com seu filho Louis (David Oyelowo), que não aceita a passividade do pai diante dos maus tratos recebidos pelos negros nos Estados Unidos.

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13-O discurso do rei, 2010

Desde os 4 anos, George (Colin Firth) é gago. Este é um sério problema para um integrante da realeza britânica, que frequentemente precisa fazer discursos. George procurou diversos médicos, mas nenhum deles trouxe resultados eficazes. Quando sua esposa, Elizabeth (Helena Bonham Carter), o leva até Lionel Logue (Geoffrey Rush), um terapeuta de fala de método pouco convencional, George está desesperançoso. Lionel se coloca de igual para igual com George e atua também como seu psicólogo, de forma a tornar-se seu amigo. Seus exercícios e métodos fazem com que George adquira autoconfiança para cumprir o maior de seus desafios: assumir a coroa, após a abdicação de seu irmão David (Guy Pearce).

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14- Hotel Ruanda, 2004

Em 1994 um conflito político em Ruanda levou à morte de quase um milhão de pessoas em apenas cem dias. Sem apoio dos demais países, os ruandenses tiveram que buscar saídas em seu próprio cotidiano para sobreviver. Uma delas foi oferecida por Paul Rusesabagina (Don Cheadle), que era gerente do hotel Milles Collines, localizado na capital do país. Contando apenas com sua coragem, Paul abrigou no hotel mais de 1200 pessoas durante o conflito.

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Pare de chamar quem não te ama de idiota!

Pare de chamar quem não te ama de idiota!

O amor, entre outras coisas, é um efeito colateral da distração. Acontece quando menos esperamos. Quando não estamos vestidas de encontro, quando esquecemos o guarda-chuva em casa, a TV ligada, a alma vazando e um poema com o pé quebrado esperando conserto.

Dizer que o cara que não te ama é “idiota” não ajuda a aflição passar, mon chérie.

Diminuir uma pessoa não necessariamente faz com que você se sinta superior: trata-se de um paliativo, um simples bombom num momento de TPM.

“Não nos querer é um direito do outro! A gente precisa parar com essa mania de achar que só podemos amar quem nos ama. O amor não tem nada a ver com nossas carências e vaidades. O amor não espera reconhecimento ou retribuição para acontecer, ele acontece sem quê nem para quê; acontece quando não estamos procurando por nada e só é pleno em si quando não espera nada além de amplidão”. (trecho do livro Sexo, champanhe e tchau)

E não é porque nos esforçamos para sermos a Mulher-Maravilha, ou seja, porque fazemos dieta, pagamos fortunas em tratamentos estéticos, estudamos fora do país e aprendemos várias línguas, chefiamos empresas, assistimos a bons filmes, lemos bons livros, aprendemos culinária marroquina, usamos roupas descoladas, decoramos ambientes com bom gosto e criatividade, aprendemos técnicas de pompoarismo, etc e tal, que temos que receber um prêmio por isso: o amor da pessoa que desejamos.

A perfeição não existe e o resultado da busca incessante por ela é quase sempre a frustração, porque “perfeição” não é sinônimo de “garantia” –  garantia de amor, de sucesso, de nada.

Quando uma “senhora-perfeitinha” não consegue o que quer o resultado é um só: uma baita cara de ué e muitas, muitas lágrimas.

“Ué, mas eu fiz tudo certo, por que não recebi o prêmio no final: o amor dele”?

O incomodo que essa pergunta gera não é proveniente apenas do sentimento de rejeição, mas da sensação de ter sido traída, enganada pela vida, como se a busca pela perfeição estivesse diretamente associada a alguma recompensa.

Non, non, não está. E dizer que o cara que não te ama é idiota é uma idiotice tremenda. Ele não te ama porque não te ama, ora bolas. Pode ter amado um dia, mas deixou de amar. Dói? Dói, porém aceitar que não podemos controlar nada nessa vida –  inclusive e principalmente o afeto alheio – é um exercício diário. Além disso, o fato de uma pessoa não nos amar (ou ter deixado de nos amar) não quer dizer que não somos (ou fomos) suficientemente boas, quer dizer, apenas, que a febre não aconteceu para ela ou, como acontece em geral com as febres, passou.

Não existe explicação. O amor só acontece à primeira vista ou mais tardar ao primeiro toque e se não aconteceu para o outro… Paciência.

Tentar medir nosso valor pelo afeto que nos ofertam é uma tremenda roubada.

Antes de se perguntar “por que ele não me ama?”, pergunte-se por que você quer tanto ser amada por ele, ou, por que você espera que seu esforço de perfeição seja recompensado pela vida e pelos outros?

Esse questionamento certamente vai trazer ganhos muito mais efetivos do que chamar o outro de idiota.

Conheça os 100 maiores filmes do século XXI

Conheça os 100 maiores filmes do século XXI

A seleção, publicada pela BBC americana, foi baseada na avaliação de 177 críticos ao redor do mundo.

O primeiro lugar foi para “Cidade dos Sonhos”, de David Lynch.

Já o filme brasileiro “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles, ficou em 38º lugar.

Que tal conferir a lista e nos dizer quantos deles você já viu?

Abaixo, veja a LISTA COMPLETA:

100. Toni Erdmann (Maren Ade, 2016)

100. Réquiem Para um Sonho (Darren Aronofsky, 2000)

100. Carlos (Olivier Assayas, 2010)

99. Os Catadores e Eu (Agnès Varda, 2000)

98. Dez (Abbas Kiarostami, 2002)

97. Minha Terra África (Claire Denis, 2009)

96. Procurando Nemo (Andrew Stanton, 2003)

95. Moonrise Kingdom (Wes Anderson, 2012)

94. Deixa Ela Entrar (Tomas Alfredson, 2008)

93. Ratatouille (Brad Bird, 2007)

92. O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford (Andrew Dominik, 2007)

91. O Segredo Dos Seus Olhos (Juan José Campanella, 2009)

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90. O Pianista (Roman Polanski, 2002)

89. A Mulher Sem Cabeça (Lucrecia Martel, 2008)

88. Spotlight: Segredos Revelados (Tom McCarthy, 2015)

87. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Jean-Pierre Jeunet, 2001)

86. Longe do Paraíso (Todd Haynes, 2002)

85. O Profeta (Jacques Audiard, 2009)

84. Ela (Spike Jonze, 2013)

83. A.I. Inteligência Artificial (Steven Spielberg, 2001)

82. Um Homem Sério (Joel and Ethan Coen, 2009)

81. Shame (Steve McQueen, 2011)

80. O Retorno (Andrey Zvyagintsev, 2003)

79. Quase Famosos (Cameron Crowe, 2000)

78. O Lobo de Wall Street (Martin Scorsese, 2013)

77. O Escafandro e a Borboleta (Julian Schnabel, 2007)

76. Dogville (Lars von Trier, 2003)

75. Vício Inerente (Paul Thomas Anderson, 2014)

74. Spring Breakers: Garotas Perigosas (Harmony Korine, 2012)

73. Antes do Pôr-do-Sol (Richard Linklater, 2004)

72. Amantes Eternos (Jim Jarmusch, 2013)

71. Tabu (Miguel Gomes, 2012)

70. Histórias Que Contamos (Sarah Polley, 2012)

69. Carol (Todd Haynes, 2015)

68. Os Excêntricos Tenenbaums (Wes Anderson, 2001)

67. Guerra Ao Terror (Kathryn Bigelow, 2008)

66. Primavera, Verão, Outono, Inverno… E Primavera (Kim Ki-duk, 2003)

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65. Aquário (Andrea Arnold, 2009)

64. A Grande Beleza (Paolo Sorrentino, 2013)

63. O Cavalo de Turin (Béla Tarr and Ágnes Hranitzky, 2011)

62. Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino, 2009)

61. Sob a Pele (Jonathan Glazer, 2013)

60. Síndromes e Um Século (Apichatpong Weerasethakul, 2006)

59. Marcas da Violência (David Cronenberg, 2005)

58. Moolaadé (Ousmane Sembène, 2004)

57. A Hora Mais Escura (Kathryn Bigelow, 2012)

56. A Harmonia Werckmeister (Béla Tarr, director; Ágnes Hranitzky, co-director, 2000)

55. Ida (Paweł Pawlikowski, 2013)

54. Era Uma Vez na Anatolia (Nuri Bilge Ceylan, 2011)

53. Moulin Rouge! (Baz Luhrmann, 2001)

52. Mal dos Trópicos (Apichatpong Weerasethakul, 2004)

51. A Origem (Christopher Nolan, 2010)

50. A Assassina (Hou Hsiao-hsien, 2015)

49. Adeus à Linguagem (Jean-Luc Godard, 2014)

48. Brooklin (John Crowley, 2015)

47. Leviatã (Andrey Zvyagintsev, 2014)

46. Cópia Fiel (Abbas Kiarostami, 2010)

45. Azul é a Cor Mais Quente (Abdellatif Kechiche, 2013)

44. 12 Anos de Escravidão (Steve McQueen, 2013)

43. Melancolia (Lars von Trier, 2011)

42. Amor (Michael Haneke, 2012)

41. Divertida Mente (Pete Docter, 2015)

40. O Segredo de Brokeback Mountain (Ang Lee, 2005)

39. O Novo Mundo (Terrence Malick, 2005)

38. Cidade de Deus (Fernando Meirelles e Kátia Lund, 2002)

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37. Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas (Apichatpong Weerasethakul, 2010)

36. Timbuktu (Abderrahmane Sissako, 2014)

35. O Tigre e O Dragão (Ang Lee, 2000)

34. Filho de Saul (László Nemes, 2015)

33. Batman: O Cavaleiro das Trevas (Christopher Nolan, 2008)

32. A Vida dos Outros (Florian Henckel von Donnersmarck, 2006)

31. Margaret (Kenneth Lonergan, 2011)

30. Oldboy (Park Chan-wook, 2003)

29. WALL-E (Andrew Stanton, 2008)

28. Fale Com Ela (Pedro Almodóvar, 2002)

27. A Rede Social (David Fincher, 2010)

26. A Última Noite (Spike Lee, 2002)

25. Amnésia (Christopher Nolan, 2000)

24. O Mestre (Paul Thomas Anderson, 2012)

23. Caché (Michael Haneke, 2005)

22. Encontros e Desencontros (Sofia Coppola, 2003)

21. O Grande Hotel Budapeste (Wes Anderson, 2014)

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20. Sinédoque, New York (Charlie Kaufman, 2008)

19. Mad Max: Estrada da Fúria (George Miller, 2015)

18. A Fita Branca (Michael Haneke, 2009)

17. O Labirinto do Fauno (Guillermo Del Toro, 2006)

16. Holy Motors (Leos Carax, 2012)

15. 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (Cristian Mungiu, 2007)

14. O Ato de Matar (Joshua Oppenheimer, 2012)

13. Filhos da Esperança (Alfonso Cuarón, 2006)

12. Zodíaco (David Fincher, 2007)

11. Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum (Joel and Ethan Coen, 2013)

10. Onde os Fracos Não Têm Vez (Joel and Ethan Coen, 2007)

9. A Separação (Asghar Farhadi, 2011)

8. As Coisas Simples da Vida (Edward Yang, 2000)

7. A Árvore da Vida (Terrence Malick, 2011)

6. Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (Michel Gondry, 2004)

5. Boyhood: Da Infância à Juventude (Richard Linklater, 2014)

4. A Viagem de Chihiro (Hayao Miyazaki, 2001)

3. Sangue Negro (Paul Thomas Anderson, 2007)

2. Amor à Flor da Pele (Wong Kar-wai, 2000)

1. Cidade dos Sonhos (David Lynch, 2001)

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Vamos lá…quantos você já viu? Anote nos comentários!!!

Eu quero me casar com você

Eu quero me casar com você

Eu quero me casar com você, não como quem quer ser feliz, porque eu já sou. Não como quem quer ser inteira, porque não sou metade. Eu quero me casar com você, não como quem acha ser isso um conto de fadas, mas como quem quer construir uma vida ao lado da sua. Como quem está disposto a enfrentar as tempestades que possam vir, como quem não tem medo dos ventos fortes, porque sabe que esse amor está alicerçado em Deus.

Eu quero me casar com você, porque amo o seu sorriso disfarçado de amor, eu amo o seu abraço acolhedor e o seu cheiro que fica na minha roupa quando você me abraça.

Eu quero me casar com você porque amo fazer planos ao seu lado, amo fazer massagem nos seus pés, ao mesmo tempo em que você faz nos meus e, enquanto isso, falamos sobre como foi a nossa semana e rimos das coisas bobas dessa vida. Amo me encostar no seu peito, enquanto você mexe nos meus cabelos Amo quando me dá um beijo na testa e sussurra aos pés do ouvido o quanto estou linda.

Eu quero me casar com você, porque amo quando você me abraça e diz que vai ficar tudo bem; amo quando você se importa com os meus problemas e como se importa com o que sinto. É que eu amo quando você está por perto, é que a sua companhia me deixa sempre com um sorriso enorme no rosto. É que o seu jeito de me olhar reflete amor e isso invade a minha alma de um jeito tão bonito, que eu só tenho vontade de amá-lo.

Eu quero me casar com você, porque quero trocar as despedidas de domingo pelas despedidas diárias logo de manhã, levando comigo o seu beijo saudoso de quem voltará mais à tarde.

Eu quero me casar com você, porque minha vida corrida caminha junto com a sua e a saudade sempre caminha a uma velocidade assustadora, deixando-nos com os corações apertados. Eu quero me casar com você, porque quero acordar ao seu lado todos os dias, quero começar e terminar o dia na sua companhia.

Eu quero poder deitar na cama depois de um dia cansativo e, em vez de mandar uma mensagem de boa noite, poder olhar nos seus olhos e sentir seu corpo junto ao meu – eu quero sentir o entrelaço de duas almas que se amam. Porque nosso amor é laço e não nó. Nosso amor é liberdade e não nos aprisiona. E eu acho bonito essa coisa de ser livre para escolher e, mesmo assim, escolher amar a mesma pessoa todos os dias.

Eu quero me casar com você, porque, mesmo conhecendo bem os seus defeitos e você conhecendo os meus, essa coisa de amar continua a evoluir e eu adoro essa coisa de não querer encaixar o outro nos nossos anseios, desejando que ele seja uma cópia exata daquilo que idealizamos. É que, mesmo com todas as imperfeições, o nosso amor é perfeito e eu acho lindo o modo como lidamos com as nossas diferenças.

Eu quero me casar com você, porque Deus preparou o meu coração para a sua chegada e você, ao invés de espinhos, trouxe-me flores. Coloriu meu mundo de amor e me ensinou tantas coisas, que “obrigada” é uma palavra muito singela demais perto da gratidão que tenho a você por tudo que fez e ainda faz por mim.

Obrigada por ser meu abrigo, por me ouvir, por me aconselhar; obrigada por acreditar que sou uma fortaleza quando eu achava ser tão frágil; obrigada pelas tardes de domingo e por ter ficado ao meu lado, quando as coisas não iam bem.

Eu quero me casar com você, porque um amor não é feito apenas de momentos bonitos e você soube estar ao meu lado quando tudo ia mal; porque você foi e continua sendo meu companheiro. E eu sempre quis alguém para me amar do jeito que você me ama, eu sempre quis alguém pra me fazer companhia.

Eu quero me casar com você, porque com você sou soma e não divisão, com você meu mundo toma forma de amor. Eu quero me casar com você, porque sei que um amor construído com oração está bem firmado e então eu não tenho medo das tempestades, pois nosso castelo não é de areia. Nosso castelo é feito de amor e respeito. E é exatamente aí que eu escolhi morar.

Cães e gatos fazem parte da família, sim!

Cães e gatos fazem parte da família, sim!

Gosto de gente que ama, que se entrega, que é verdadeira e transparente, sem meias verdades. Gosto de gente que se importa, que se dedica, que se entrega. Gente que faz valer a pena cada minuto ao seu lado, que fica ali junto, haja o que houver, faça sol ou pairem nuvens sobre nossas cabeças. É por isso que prezo tanto a companhia de cães e gatos.

Somente quem possui animais de estimação é capaz de compreender o que significa receber um amor tão puro, incondicional e verdadeiro, sem cobranças, sem impor condições, a qualquer hora, em qualquer lugar. Trata-se de uma ligação inexplicável, de um entendimento sem precedentes, porque somos amados por eles sem precisarmos fazer nada além de existir.

Não importa a maneira como chegamos a nossas casas, se sorrindo ou não, nossos queridos estarão nos esperando, sempre, sem dúvida alguma, esfuziantes e felizes, como se não nos vissem há anos. Somos a pessoa mais importante na vida deles, fazemos uma falta tremenda e não nos sentiremos invisíveis ao seu lado, jamais. Na solidão e nos momentos de dor, poderemos ao menos contar com seus olhares, seu silêncio, sua compreensão muda.

Muitas pessoas criticam esse amor aos animais, como se ele nos tornasse cegos às carências dos seres humanos. Bobagem. O amor é infinito, nele cabe todo mundo, ou seja, amar os animais não significa que se ignoram as mazelas dos seres humanos, muito pelo contrário. Os animais nos ensinam, com o seu exemplo, a amar e a olhar além de si mesmo, a quem quer que seja, sem distinção. É perfeitamente possível conciliar gente e bichos em nossas vidas.

A vida já é dura demais, para procurarmos problemas em tudo, para questionarmos até o tipo de amor que os outros sentem e por quem. Deixem-nos amá-los, mimá-los, permitir que subam nos sofás, na cama, ocupando todos os espaços em nossas casas e em nossos corações. Cães e gatos nos salvam da solidão, da angústia, da tristeza, tornando-nos melhores, mais felizes, aumentando nossa fé.

Porque quem convive com esse amor tem a certeza de que nossos bichinhos estarão nos esperando na eternidade. Porque não há morte que seja mais forte do que esse sentimento que nos une aos nossos familiares peludos.

O declínio do afeto começa no desprezo pelas coisas pequenas.

O declínio do afeto começa no desprezo pelas coisas pequenas.

Depois de passarmos muito tempo ao lado de outra pessoa, começamos a achar que os pequenos detalhes são dispensáveis. Não são.

Quantos relacionamentos poderiam ter sido salvos se as bocas continuassem a dizer frases simples como: “ei, você está bonita”, ou “você é importante pra mim”. Todo relacionamento, assim como uma casa, precisa de manutenções regulares. E manter, nesse caso, nada mais é do que ser capaz de dizer e também ouvir coisas aparentemente desgastadas.

Não é à toa que dizem por aí que a prática leva à perfeição. Ninguém pode ser bom de fato em algo sem se dedicar àquilo de corpo e alma.

O casal que não prima pela repetição, erra. Erra feio, erra rude. A busca incessante pelo novo, o anseio incontrolável por novidade muitas vezes nos leva ao total esquecimento daquilo que é essencial.

A saudação de bom dia, o agradecimento, o elogio, as demonstrações de apoio e de afeto fazem parte de um ritual complexo. Renegar a urgência disso é antecipar a cerimônia de adeus. Reforças os laços é mais do que ir ao cinema ou ao restaurante juntos. É também restabelecer o diálogo, o prazer da companhia através da palavra, da conversa mesmo que banal.

A intimidade se quebra quando não há conversa. Mesmo a intimidade dos corpos é afetada com a distância verbal. Não há tesão que resista à degeneração do diálogo. Ainda é e sempre será importante não reprimir o impulso de falar com o outro sobre o brilho no olhar, sobre o sabor do beijo, sobre a sensação confortável de uma mão aquecendo a outra numa noite fria na volta pra casa ou sobre o prazer de dividir o cobertor no sofá em tarde de chuva.

O declínio do afeto começa no desprezo pelas coisas pequenas. O silêncio só vira ouro quando a palavra que escolhemos não dizer for de chumbo. Caso contrário, cada sílaba importa.

Obras de Gabriel García Márquez são disponibilizadas de graça na internet

Obras de Gabriel García Márquez são disponibilizadas de graça na internet

As obras de Gabriel García Márquez estão disponíveis no portal digital La Gaboteca, em referência ao apelido do escritor, conhecido como Gabo. O catálogo virtual foi apresentado em Bogotá, na ocasião do segundo aniversário de morte do autor de Cem anos de solidão, falecido em abril de 2014.

La Gaboteca foi dividida em quatro categorias: as obras de Gabo, as traduções, os livros publicados sobre ele e uma seção sobre a vida e as viagens do Nobel de Literatura colombiano. O portal é subdividido nas categorias romance, conto, jornalismo, cinema, memórias, poesia, teatro, prólogos, discursos, ensaios, entrevistas e diálogos.

A plataforma está disponível no site da Biblioteca Nacional (BN) e apresenta o vasto material bibliográfico de García Márquez, composta por mais de 1,5 mil materiais e 600 livros traduzidos em 36 idiomas.

“A obra do nosso querido Gabo é patrimônio de todos os colombianos. A melhor maneira de honrar sua memória é conhecendo seus livros, que sempre estarão à disposição de todos os que queiram se aproximar deles”, diz mensagem de apresentação da página. A plataforma ainda pretende coletar tudo o que for produzido sobre o autor ao longo dos anos.

O que aprendemos com a decepção?

O que aprendemos com a decepção?

Por Lingia Menezes de Araújo

Compreendemos mal o mundo e depois dizemos que ele nos decepciona.
~ Rabindranath Tagore

Viver por si só, já é uma imensa descoberta, pois a cada conquista nos descobrimos, a cada empenho, conversa, encontro e porque não dizer que podemos nos conhecer um pouco mais na decepção?

A vida é permeada de diversos sentimentos, sejam eles bons, ruins, construtivos ou ameaçadores. A todo o tempo, estamos pensando, sentindo e desejando mais. Na lista de predileções humanas, a decepção sentimento rejeitado, é colocado entre aqueles cujo sentido sempre amarga a experiência do vivenciar.

Assim, a decepção se faz presente por si mesma, pois ela faz parte da vida. Então, sem pedir licença, ou marcar horário, ela simplesmente se apresenta e muitas vezes, vem acompanhada por alguns sentimentos também resignados, como a tristeza, melancolia, mau humor, e alguns outros que aproveitam a viagem. Portanto, a decepção mal administrada prejudica a qualidade de vida, podendo gerar quadros de ansiedade e depressão.

Mas como vivenciá-la de forma diferente e desviar-se de uma posição enfraquecida diante à vida?

A decepção pode ser encarada como um impulso para ação, um despertar de uma motivação, um olhar diferente para o desejo e o desafio, ela pode vir a ser uma força construtiva. Ela, no final da historia , faz com que o homem entre em sua própria “caverna”, ou seja, reconheça a si mesmo e assim enxergue suas inseguranças, precariedades e incertezas.

O desapontamento pode ser encarado como oportunidade e porque não como crescimento? Pois, se vivêssemos em um estado constante de plenitude pouco saberíamos de nós mesmos, pouco melhoraríamos e teríamos a motivação para conquistar algo. É exatamente essa discrepância que nos permite alcançar algo novo.

Sem frustação não existe necessidade, não existe razão para mobilizar os próprios recursos, para descobrir a própria capacidade para se fazer alguma coisa que se tenha vontade.

Para lidarmos com nossas emoções de uma forma funcional e positiva precisamos aprender a lidar com nossas frustações, pois quando mais tivermos um conhecimento sobre nós mesmos, mais vamos conhecer sobre aquilo que nos provoca dor.

A mudança de postura diante de uma frustação acontece quando percebemos que precisamos mudar nossa forma de lidar com ela. Como dizia Jean-Jacques Rousseau, (1712-1778) filósofo, teórico político e escritor suíço… “Pelos mesmos caminhos não se chega sempre aos mesmos fins.”

Referências:
DANTAS, J.B. Angústia e Existência na Contemporaneidade. Rio de Janeiro. Editora Rubio, 2011.

Lingia Menezes de Araújo- Psicóloga Clínica
Tel.: (31) 3150 -9950 / 9576-9032 / 8671-1127
Rua Miguel de Souza Arruda-233-Alvorada
CEP 32041-470 -Contagem/MG

Último encontro

Último encontro

Sabe aquela fração de segundos que se leva para tomar uma decisão? Ir ou ficar? Dormir mais um pouco ou levantar? Passear ou descansar? Seja qual for a escolha, em algum momento da vida, você vai desejar voltar no tempo e fazer diferente. E o sabor amargo do arrependimento vem e se instala sem ser convidado.

Para mim, esse momento aconteceu. Estou pagando com uma dor imensa por todas as vezes que decidi não visitar meus avós. Passo, diariamente, na frente da casa deles. É meu caminho. Várias vezes tive vontade de parar o carro e entrar, mas havia sempre algo a fazer. Acabei não descendo do carro com a frequência que gostaria. Acabei deixando minha visita para outro dia…

Felizmente, no dia em que meus avós embarcaram para sua última excursão, decidi fazer uma forcinha e ir me despedir. Foi por pouco! Meu filho estava reclamando de sono e eu cansada, só pensando em chegar em casa. Pedi a meus pais (que também viajariam) para mandar um abraço ao vô e à vó e explicar a situação.

Na volta da viagem, certamente, eu conversaria melhor com eles. Mas, na hora de ir embora, algo estranho aconteceu. Aquela fração de segundos me fez desviar o caminho. Resolvi dar tchau. Mal sabia eu que aquela seria a última vez que meu avô e eu nos veríamos. Nos abraçamos pela última vez. Desejei que fizessem boa viagem pela última vez. Ele me deu umas frutas pela última vez. Meu filho beijou os lábios do bisavô pela última vez.

E foi assim, em uma visita rápida, que o homem que me ajudou a crescer olhou para mim pela última vez. Eu ainda olharia para ele, mas a imagem não me agradaria. Meu avô foi de ônibus com minha avó e o grupo, mas voltou sozinho no carro da funerária. Foi alegre e voltou morto. Não era para ter sido assim. Se eu soubesse, teria feito tudo diferente na nossa última vez…

Como eu queria voltar aos momentos de dúvida e poder decidir entrar na casa deles e jogar conversa fora ao invés de ir embora. Queria tanto gastar meu tempo ouvindo os causos de mil novecentos e antigamente que o vô Darci tinha para contar ao invés de me deixar levar para casa, guiada pela rotina. Adoraria jogar carta com eles, sem pressa, mesmo que o vô desistisse de chegar ao fim se estivesse perdendo. Queria tanto ter dedicado mais tempo a ele. Meu consolo é saber que fui uma boa neta.

Nossa relação era baseada em amor, respeito e admiração mútuos. Não estávamos juntos sempre, mas, quando estávamos, era sempre muito bom. Mesmo assim, confesso, se eu soubesse a data da nossa última vez, faria tudo de um jeito ainda melhor…

A última vez não se anuncia. É silenciosa e traiçoeira como uma serpente prestes a dar o bote. A última vez é misteriosa, é mascarada. Ela se disfarça de dia comum. O último adeus se disfarça de até logo. E a gente não percebe… Não há como prever a última conversa, o último toque, a última despedida.

Nada está explícito, nem subentendido (nem entendido). O último encontro com alguém deixa gosto de quero mais, embora seja pra nunca mais. A solução é tratar todos os encontros como se fossem o último, pois um deles realmente será.

Na dúvida, visite. Na dúvida, fique um pouco mais. Na dúvida, faça! Na dúvida, esteja presente. A morte ensina que a ausência dói. Não seja ausente em vida. Não escolha deixar para outro dia. Talvez não amanheça da mesma forma para uma das partes. Talvez o dia seguinte não aconteça para todos.

Apaixone-se por alguém que saiba reconhecer o amor

Apaixone-se por alguém que saiba reconhecer o amor

Não dá mais para amar alguém que não saiba como é o amor. Cansa perceber que, diante tantos carinhos, o sentimento é medido numa espécie de termômetro quando, na verdade, ele deveria ser recebido de braços abertos e corações corajosos. Porque o amor não foi feito para os calculistas. Isso de ficar em cima do muro se vale a pena mergulhar ou não no amor, é coisa de gente que já não sabe a diferença entre querer e fazer. E o amor nascido da indecisão, não presta.

Apaixone-se por alguém que não dispute o amor. Que entenda não se tratar de um jogo com respostas certas e erradas, mas de um caminhar para personagens igualmente protagonistas de afeto.

Apaixone-se por alguém que não demore. Porque o amor não pode ser marcado no relógio, com minutos e segundos certos para acontecer. A sua imprecisão e espontaneidade é que fazem dele honesto.

Apaixone-se por alguém que não desista de mudar. Nenhum amor sobrevive à passividade. Ficar estacionado e com os pés fincados sobre si é a prepotência da qual nenhum relacionamento precisa.

Apaixone-se por alguém que não te ofereça mentiras. Ainda há quem defenda que o amor honesto é roteiro de filme da Disney. Que não é possível estar ao lado de alguém sem desviar o coração um pouco mais pro lado na hora do dar de mãos.

Apaixone-se por alguém que…

Apaixone-se por alguém que você enxerga soma. Que quer estar junto para construir algo mais além de saídas aos domingos e fotos editadas.

Apaixone-se por alguém que você possa ouvir. Mas ouvir com um sorriso no rosto, admirando e respeitando vivências diferentes das suas. O amor não é para inimigos do conhecimento.

Apaixone-se por alguém que você acredite. Alguém distante das obviedades e cartas marcadas dos amores comuns. O amor é ímpar mesmo a dois.

Apaixone-se por alguém que você tenha certeza. Você escolhe como o amor será distribuído. Então se for para andar com o coração pra frente e depois dar trocentos passos para trás, procure-se.

Apaixone-se por alguém que saiba reconhecer o amor. O amor que começa de dentro pra fora, mas que não é questão de múltipla escolha. O amor com espaço e sentimentos disponíveis para acolhimento. O amor combinado no coração e não no papel. O amor de quem sabe que, antes de ser amor para o outro, deve ser amor consigo.

Apaixone-se por alguém que…

Esqueça. Não se apaixone. Ame. Desde o início. Porque a paixão é essa sucessão de conselhos e direções, enquanto o amor não precisa ao menos ser dito. É tiro certo de vontade, cumplicidade e carinho. E o corpo pede por viveres assim, onde arrepios possam acontecer sem premeditações.

Não deixe que os outros o arrastem para suas próprias tempestades

Não deixe que os outros o arrastem para suas próprias tempestades

Antes de qualquer coisa, devemos distinguir entre problemas próprios e alheios. Além disso, devemos aprender a identificar os pensamentos negativos e buscar soluções que nos satisfaçam e proporcionem um sentimento de tranquilidade.

Há quem seja capaz de criar suas próprias tempestades e chorar quando chove.

Estamos certos de que você conhece alguém com este tipo de personalidade, que cria seus próprios problemas e mais tarde se lamenta dos labirintos onde colocou a si mesmo.

O mais perigoso nestes casos é que, na maioria das vezes, estas pessoas conseguem arrastar os outros para as suas próprias obsessões e dilemas morais e pessoais. Eles chegam a nos responsabilizar, e por isso acabamos somando à nossa mente problemas que não são nossos.

É algo muito comum, em especial em pessoas um pouco imaturas e dependentes. No entanto, este fato de criar tempestades onde só existe calma é algo que todos nós já fizemos em algum momento especifico da vida, devido também a um instante de insegurança.

Vale a pena refletir a respeito disso.

Quando criamos tempestades em dias de calmaria

Há dias em que ficamos obcecados pelas coisas sem saber muito bem a razão. “E se isso der errado? O que eu vou fazer? Eu não terei outra saída!” “Estou condenado a ser infeliz, nada dá certo para mim”.

Estes pequenos exemplos são situações, pensamentos e ideias nas quais podemos cair em algum momento de nossas vidas. Não devemos vê-los como algo traumático ou perigoso.

As crises existenciais são instantes vitais que nos obrigam a tomar decisões igualmente importantes.

Todos nós podemos criar nossas próprias tempestades em algum momento, mas devem ser breves instantes de fraqueza, nos quais a nossa autoestima deve nos ajudar a nos reerguermos, a estabelecermos novos projetos.

Não se arrependa ou veja com maus olhos ter tido estes pensamentos. A autêntica valentia está em saber assumir que “não estamos bem” e que após a tempestade precisamos de calma e de luz. Precisamos reorganizar nossos pensamentos.

É necessário deixar de lado o que sentimos para nos lembrarmos do que realmente merecemos. Ninguém merece caminhar pela vida pensando que o mundo está contra si, e que o destino lhe fechou as portas para sempre.

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Reestruturação cognitiva

A reestruturação cognitiva é uma estratégia psicológica muito útil para acabar com estas tempestades mentais que todos sofremos ou podemos sofrer em algum momento.

Em algumas ocasiões, o mal-estar e estes pensamentos automáticos dos quais não somos conscientes se combinam em nossa mente e tendem a piorar o nosso estado. Assim, vale a pena ter em mente as seguintes estratégias:

  • Toda emoção, todo pensamento automático, tem uma forma em nosso cérebro. Assim, quando você notar que não está bem, pegue um caderno e descreva o que passa pela sua cabeça.
  • Utilize palavras ou frases curtas. Descreva o que você sente, o que vê, o que nota.
  • Depois disso, chega o momento de debater e confrontar estas ideias. Pergunte-se: “O que posso fazer para me sentir melhor?”
  • Uma vez que você tenha identificado a emoção e o pensamento negativo, é preciso priorizar a solução e, sobretudo, integrar na sua mente um estado positivo de liberação, de que você vai conseguir superar o problema.

Proteja-se de tempestades que não são suas

Acabamos de assumir que nós também somos capazes de criar nossas próprias tempestades. Assim, sabemos que este é um processo interno e pessoal, e que nós somos os únicos responsáveis por enfrentar o problema.

No entanto, uma realidade muito comum em nosso dia a dia é a de que existem pessoas capazes de nos arrastar para os seus próprios problemas, suas próprias tempestades.

Embora seja verdade que todos nós podemos ter estes momentos de crise, há quem pareça viver em um estado de crise crônica.

São personalidades muito inseguras que precisam ser reconhecidas, confirmadas e atendidas, porque se veem como incapazes de enfrentar problemas que, muitas vezes, eles mesmos criam.

Podemos ter amigos, familiares e até parceiros com este tipo de personalidade.

Nestas situações, ficamos envoltos em uma atmosfera de emoções negativas onde, além de tudo, soma-se uma “obrigação” de ter que atender e resolver problemas que não são nossos.

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A maneira mais adequada de agir nestes casos é mantendo o equilíbrio e estabelecendo limites. Iremos ajudá-los em tudo o que for possível, mas sempre deixando claro que as tempestades que cada um cria devem ser resolvidas na mente de quem as originou.

Apoie, anime, mas tente fazer com que sejam eles mesmos os que encontrem a solução de que realmente precisam. Se nós a facilitarmos, é muito possível que eles não fiquem completamente satisfeitos.

Mantenha uma distância emocional adequada. Você já tem os seus próprios problemas e responsabilidades para resolver. Não carregue pesos alheios nas suas costas, ou você limitará muito o seu crescimento pessoal.

Devemos tratar este assunto com muito cuidado.

Fonte: Melhor com Saude

Saudade do que não foi

Saudade do que não foi

Eram duas senhoras internadas em um hospital. Colegas de quarto. Ficaram amigas. Cantavam juntas para afugentar a dor. Uma sofria de infecção; a outra, câncer no cérebro. O filho de uma, conheceu a filha da outra e o amor teve início ali mesmo, num quarto hospitalar, no horário de visitas.

Está certo que o filho de uma pareceu um doutor aos olhos da filha da outra, mas, mesmo depois que a verdade apareceu, o amor continuou e cresceu. A doença de uma foi curada e ela voltou sã para casa; o câncer da outra, a devorou por completo depois de uns meses. A neta de uma é a neta de outra. Sou o primeiro fruto daquele amor nascido em meio à dor.

Para uma, sorte; para a outra, morte. Uma viu seus filhos crescerem; a outra deixou um pequeno e seis grandinhos. Uma foi à festa de casamento do filho; a outra, não teve tempo de ver a emoção da filha. Uma, conheço como a palma da minha mão; a outra habita meus pensamentos e me faz sentir saudades do que poderia ter sido, mas não foi.

Uma avó me viu nascer; a outra nem soube de mim. Ainda bem que eu sei dela. Não muito, mas o suficiente para carregá-la comigo. Uma foi avó em dobro porque a outra não teve a chance de ser. Uma avó ajudou a me criar; a outra foi criada por mim. Uma foi minha segunda mãe; a outra não pode ser. Uma, ofereceu-me colo, balas, sorrisos; a outra me ofereceu saudade e sua essência em minha mãe. Uma, amo porque conheço; a outra, amo porque deixei de conhecer.

Eram duas senhoras internadas em um hospital. Hoje são duas avós minhas. Minhas e de mais gente. Uma conhece todos os netos e bisnetos. A outra, não sei dizer…Talvez os conheça de onde está. Uma, posso tocar, abraçar, beijar; a outra, posso só imaginar e querer bem. Uma me conta histórias de sua juventude em meio a gargalhadas; a outra morreu jovem e precisa que me contem sobre ela. Uma está ao meu lado; a outra, dentro de mim. Uma eu vejo quando quiser; a outra verei quando chegar a hora. Uma me fez companhia a vida inteira; espero que a outra me acompanhe na eternidade, porque uma é minha… E a outra também!

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