Globalitarismo: Milton Santos dialogando com Orwell, Huxley e Baudrillard

Globalitarismo: Milton Santos dialogando com Orwell, Huxley e Baudrillard

Milton Santos certa feita disse: “Vivemos num mundo confuso e confusamente percebido. Haveria nisto um paradoxo pedindo uma explicação?”. De fato, vivemos em um mundo confuso, uma vez que a realidade apresentada não corresponde à realidade, o que, por conseguinte, leva a formação de vários paradoxos inerentes aos nossos tempos, os quais ganham ainda mais campo na medida em que se observam pessoas confusas, ou como prefere Milton, “com os espíritos confusos”, tentando compreender tamanhas complexidades.

O mundo contemporâneo foi erigido, ou mais adequadamente ao real, anunciado sob o pilar da liberdade, em que esta possibilitaria a construção de um mundo mais heterogêneo, no qual o povo possuiria voz. O discurso da liberdade se consolida com a globalização e a dita aproximação dos mercados.

Entretanto, o que observamos é que o processo globalizante tem tentando atenuar as diferenças entre as regiões, a fim de criar uma homogeneização cultural capaz de estabelecer uma uniformidade a serviço dos atores hegemônicos. Ou seja, busca-se uma massificação por meio do consumo, para que a classe dominante, diga-se de passagem, uma parcela mínima do globo, seja beneficiada, enquanto as diferenças não são respeitadas e as desigualdades sociais aumentam.

Desse modo, a liberdade, a qual é tida como princípio maior da sociedade moderna, foi e é completamente tolhida para que haja uma padronização do comportamento que torne mais fácil o controle do povo por parte dos tiranos em seu modelo de globalitarismo. Milton considera dois elementos como imprescindíveis à formação do modelo ditatorial que se instalou, a saber, a tirania do dinheiro e a tirania da informação.

De um lado a tirania do dinheiro transformou o mundo em uma grande linha de produção, em que todos devem sempre produzir mais para que não sejam engolidos pela competitividade. O indivíduo convertido no apêndice dos meios de produção e regido pelo relógio moral da máquina, isto é, o “animal laborans” deve necessariamente estar condicionado à competitividade, não o permitindo, portanto, se desvirtuar das regras do jogo, já que isso significaria o consequente fracasso. Além disso, ao não estar adequado ao sistema, o indivíduo não terá os meios necessários para gozar das maravilhas oferecidas pelo capitalismo globalizado.

De outro lado, a subserviência à tirania do dinheiro só se tornou possível em função da tirania da informação, que possibilitou a difusão, para o mundo, de um sonho comum através de um modelo único que possui como meta absoluta o consumo. Cria-se, assim, uma fábula de inclusão e conexão, além, obviamente, de construir a fantasia de um modelo de mundo que permite a felicidade da ampla maioria das pessoas, como se todos estivessem com um tênis Nike, uma calça jeans e uma camiseta Lacoste circulando de mãos dadas em um Shopping Center à procura de um McDonald’s.

Esse mundo construído pela mídia é o que Milton chama de globalização como fábula e que, consequentemente, permitiu a tirania do dinheiro por meio da transformação da vida em uma grande linha de produção voltada para o consumo. Vale ressaltar que a criação dessa base ideológica depende da repetição das ideias, a fim de que estas sejam internalizadas como verdades, o que lembra Huxley no seu Admirável Mundo Novo, ao dizer que – “Sessenta e duas mil repetições criam uma verdade”. Em outras palavras:

“Este mundo globalizado, visto como fábula, erige como verdade um certo número de fantasias, cuja repetição, entretanto, acaba por se tornar uma base aparentemente sólida de sua interpretação.”

Sendo assim, há de se considerar, ainda nesse processo, que a manipulação das informações por parte da classe hegemônica constitui um fator perverso, dada a essencialidade das informações na vida social, sobretudo, pelo fato destas antecederem uma parte substancial das ações humanas, inclusive, o consumo. Posto isso:

“Não é de se estranhar, pois, que realidade e ideologia se confundam na apreciação do homem comum, sobretudo porque a ideologia se insere nos objetos e apresenta-se como coisa”.

Ou seja, o controle da informação por um grupo seleto de pessoas interessadas em manter o “establishment”, distorce a realidade, criando um mundo fantasioso, uma hiper-realidade criada a partir dos elementos sígnicos oferecidos pela mídia, para lembrar Baudrillard ou as verdades do “Partido”, que nesse caso não é só político, mas político-empresarial, para lembrar Orwell, já que quem controla a informação acaba por controlar a própria história.

Diante desse globalitarismo, de uma vida padronizada, controlada, voltada para o consumo e, consequentemente, do enriquecimento dos mais ricos e empobrecimento, cultural, inclusive, dos mais pobres, não existem possibilidades, pelo menos “explícitas”, de saída do indivíduo do modelo estabelecido, posto que a atual globalização:

“[…] aponta-nos para formas de relações econômicas implacáveis, que não aceitam discussão e exigem obediência imediata, sem a qual os atores são expulsos da cena ou permanecem escravos de uma lógica indispensável ao funcionamento do sistema com um todo”.

Assim, há uma supressão quase que completa do conhecimento real do que é o mundo para em lugar do conhecimento, haver a adequação em escala global ao sistema ideológico, a fim de que todos permaneçam na caverna contentando-se com meras sombras. O ser humano nesse modelo de globalização se transforma em um número que faz parte de estatísticas apresentadas no PowerPoint. Isto é, alguém a ser conquistado, padronizado, homogeneizado, massificado, robotizado, ou melhor, transformado em um zumbi consumista adequado a uma existência matematizada baseada em um sistema de vigilância e punição para os inadequados, atrasados e impuros necessitados da unção do mercado.

Embora existam instrumentos técnicos capazes de proporcionar uma “Outra Globalização”, aliás, como nunca houve na história, estes se transformaram em ferramentas políticas para a aplicação de uma globalização perversa que se utiliza de informações ideologizadas para criar um exército de pessoas iguais, preocupadas tão somente em produzir e consumir, estando, desse modo, totalmente alienadas ao mundo de fome, guerras e morte que as cerca.

Um exército preocupado apenas em gozar do “paraíso” anunciado na terra, ainda que, como no paraíso bíblico, não possam comer do fruto proibido, sendo que no caso terreno, este representa a liberdade prometida em um certo 14 de julho, a qual libertará os homens das vendas que os impedem de enxergar as grades de dor, morte e perversidade que cercam o seu paraíso global. Cabe aos homens lutarem por esse fruto.

Às vezes, a vida não pede escolhas e sim renúncias

Às vezes, a vida não pede escolhas e sim renúncias

Sempre teremos escolhas a serem feitas bem à nossa frente, diariamente, o tempo todo. São muitas as oportunidades e as opções que se descortinam ao longo da vida, sendo elas que determinarão a qualidade de nossa jornada, de nossas amizades, dos amores que nos acompanharão mundo afora. No entanto, muitas vezes, o que nos tornará mais felizes e aptos a manter nossos passos tranquilos e serenos serão as renúncias que faremos, exatamente o que deixaremos para trás.

Nem sempre poderemos levar conosco tudo o que pretendemos, todos de quem gostamos, tendo que, em vários momentos de nosso caminhar, optar por desistir do que parecia vital, mas, na verdade, não o era. Renunciar é deixar de escolher, é escolher pelo não, é tirar do leque de alternativas aquilo que não pode, não deve. Não é fácil, nunca será, mas desistir de algo que emperra e de alguém que inclusive já desistiu de nós e de si mesmo tornará nossa vida mais leve.

Teremos que renunciar a noites de diversão, a baladas com amigos, a tardes ociosas à beira da praia. Teremos que renunciar ao celular mais novo, ao carro do ano, às roupas da estação, à viagem de férias. Renunciaremos a ofertas de emprego, a oportunidades de estudo, a mudar de casa, de cidade, de país. Renunciaremos a antigas ideias, a planos, a sonhos, a amores, a amizades, a aventuras furtivas. Seja por amor ao parceiro, aos filhos, para salvar um relacionamento, um lar, seja para salvar a nós mesmos.

Tão penoso quanto renunciar é o que vem depois, aquele futuro em que nos encontraremos questionando a nós mesmos se fizemos o certo, se poderia ter sido melhor de outra forma, em outro lugar, com outras pessoas. Inevitavelmente carregaremos algumas dúvidas quanto ao que estamos fazendo de nossas vidas, porque somos humanos falíveis e estaremos sempre rodeados de outras formas de se viver que não a nossa.

No entanto, caso estejamos junto a quem amamos e nos ama de verdade, respirando a serenidade de vivermos aquilo que somos, de acordo com o que acreditamos, teremos a certeza de que trilhamos o melhor que a vida nos ofereceu. As dúvidas virão, bem como alguns arrependimentos, pois não acertaremos o tempo todo. Mas podermos conviver serenamente com o resultado de nossas escolhas e renúncias sempre será melhor do que viver uma vida sozinha porque só pensamos em nós mesmos e em mais ninguém. Vivamos, enfim.

A sorte de ter a mãe e a amiga na mesma mulher

A sorte de ter a mãe e a amiga na mesma mulher
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Se eu não tivesse você como mãe, certamente a teria escolhido como amiga.

Você esteve ao meu lado em todos os meus momento, ensinando-me as coisas bonitas dessa vida e me preparando para enfrentar os desafios que dela possam vir. Você me ofereceu o seu colo quando eu não tinha mais para onde ir, enxugou as minhas lágrimas e ficou ali em silêncio, como quem quer apenas estar presente. Como quem despende o seu tempo para ser apoio, para ser abrigo.

Na calada da noite, nas madrugadas frias, você esteve lá com o coração partido, ouvindo-me chorar. Então, você acordou e me fez companhia quando você, mãe, como alguém que dispensa o descanso e esquece o sono. Como quem quer oferecer um ombro amigo.

Você chorou junto comigo quando a dor era grande demais, quando o meu coração estava machucado e ferido e então você dobrou os seus joelhos e orou por mim, como quem pede por socorro. Você cuidou de mim quando eu estava doente e quantas vezes, mãe, eu vi os seus olhinhos cansados olhando para mim com tanto amor. Quantas vezes, mãe, eu vi você chorar em silêncio ao ver a minha tristeza. Quantas vezes você não deu tudo de si deixando até mesmo de pensar em você.

Mãe, sua força e coragem enchem o meu coração de orgulho e de alegria por ter você em minha vida. A sua força mãe foi o meu alicerce e me sustentou quando o meu mundo parecia desmoronar. O seu amor envolveu a minha história e me ensinou que o amor é mesmo bonito. Sua paciência moldou a velocidade das minhas palavras e diminuiu a intensidade das minhas ações, de tudo aquilo que não era bom. Eu aprendi com você, mãe, que amar é muito mais do que estar ao lado de alguém quando tudo vai bem, amar é muito mais do que gostar das qualidades e dos feitos que o outro faz para a gente. Eu aprendi com você, mãe, que amar é ser paciente quando o outro não está bem, é ser companhia quando as coisas vão mal, é suportar os desafios e tolerar os defeitos. Eu aprendi com você que o amor é nobre e bonito, porque você me amou tanto, que me tornei o reflexo de uma alma feliz, uma alma que quer e precisa irradiar aquilo que recebeu. E eu, mãe, só recebi o seu amor, um amor sincero e puro.

Você que me ensinou a falar, ficou contente quando a chamei de “mamãe” pela primeira vez, segurou as minhas mãos enquanto eu aprendia a andar, escolheu as roupas e pensou nos detalhes do meu sapato, do meu cabelo… Você me levou para a escola e sempre estava lá me esperando na saída. Você, que me deu a minha primeira bolsa de rodinhas e que me levava para tomar sorvete depois da aula.

O tempo passou em uma velocidade assustadora e hoje você continua a sorrir quando a chamo de mãe e continua segurando as minhas mãos. Você não escolhe mais as minhas roupas e nem os detalhes do meu sapato e do meu cabelo. Mas você continua a orar por mim, continua a sonhar os meus sonhos e a vibrar com as minhas vitórias. Você continua pensando em mim até nos detalhes mais simples dessa vida.

Você continua preparando o café, continua lembrando que eu adoro sorvete, continua me surpreendendo com um bolo de cenoura com AQUELA cobertura de chocolate em um final de tarde, quando chego em casa cansada.Você continua sendo mais do que mãe, você continua sendo amiga. Você continua me ensinando sobre o amor, sem precisar dizer nada. Você continua me mostrando o que é amar, continua me ensinando a respeitar e a ser paciente.

Eu quero cuidar de você, quero estar ao seu lado sempre, quero continuar fazendo você sorrir, quero deixar mais bilhetes pela casa enquanto você trabalha, quero continuar a levando ao trabalho e tendo a alegria de buscá-la. Trocar ideias pelo caminho de volta para casa, como quem quer colocar o papo em dia. Eu quero continuar vendo filmes de romance com você no Netflix, numa quarta-feira à noite, enquanto você faz o brigadeiro e estoura a pipoca. Eu quero continuar a me deitar em seu colo quando precisar de alguém para conversar. Eu quero continuar sendo sua amiga, sua companheira; eu quero continuar ouvindo o seu boa noite, quero continuar a receber o seu abraço e o seu amor. Ah, que sorte a minha ter a mãe e a amiga na mesma mulher!

Nota da página: A linda imagem de capa é do blog Drama Queen Zen, de Lu Mich

Apaixone-se por alguém que adore a sua companhia

Apaixone-se por alguém que adore a sua companhia
Close-up of a senior couple poolside smiling holding lifebuoy

Outro dia li uma frase que dizia mais ou menos assim: “Não trate como prioridade quem só te trata como opção”, e fiquei pensando nos amores rasos que de vez em quando vejo por aí.

Tenho visto muita relação desigual, e por mais que um dos lados viva de esperanças, na expectativa infantil de que tudo pode mudar num piscar de olhos, é preciso enxergar os fatos como eles são.

Já ouvi muito a história: “A gente não escolhe quem vai amar”, mas será que é isso mesmo? Será que não podemos escolher o que fazer de nós mesmos quando estamos amando?

Nem sempre o coração está certo, e podemos entrar numa “canoa furada” pela simples dificuldade de sermos amorosos com nós mesmos.

Amor nenhum deveria doer. Amor nenhum deveria impor angústia e sofrimento. Amor nenhum deveria fazer você duvidar se o outro sente amor e alegria na sua companhia.

Acredito sim que a gente escolhe quem amar. E muitas vezes repetimos erros porque não aprendemos a ser gentis e generosos com aqueles que deveríamos colocar em primeiro lugar: nós mesmos.

Apaixone-se por alguém que adore a sua companhia e escolha estar com você sob o sol forte ou embaixo de uma chuva fria. Alguém que sinta a sua falta e demonstre que precisa do seu abraço a qualquer hora do dia.

Apaixone-se por alguém que goste do seu cheiro, que aprecia suas ideias e admira suas atitudes. Alguém que não titubeie ao andar ao seu lado nem tenha a intenção de guarda-la só para si.

Apaixone-se por alguém que assuma que lhe ama, alguém que tenha orgulho de ter sido cativado por você.

Apaixone-se por alguém que valorize seus gestos e escute sua opinião. Alguém que lhe queira sempre por perto, e que sinta saudades se você demora.

Apaixone-se por alguém que lhe dê segurança, alguém cujas atitudes dizem mais que mil “eu te amo” recitados da boca pra fora; alguém que faça valer a pena, pois sabe que não é todo dia que é possível encontrar alguém como você.

Apaixone-se por alguém que ame a sua risada e queira ter consigo todas as suas manias; alguém que lhe enxergue como uma pessoa especial e não vacile na hora de ter você como companhia.

Apaixone-se por alguém que releve suas variações de humor e se divirta com sua euforia; alguém que segure forte a sua mão numa turbulência e comemore as vitórias com alegria.

Apaixone-se por alguém que não tenha medo de se comprometer e amar; alguém que não tenha dívidas nem dúvidas, e que esteja disposto a fazer do encontro de vocês uma história especial.

Apaixone-se por alguém que não desista de você quando faltar grana, quando a receita daquela torta der errado, quando você passar mal, quando uma briga boba afastar vocês dois.

Apaixone-se por alguém com quem você não precise insistir para ficar; alguém que deseje estar ao seu lado por vontade e prazer; alguém que tenha a definitiva certeza de que fez a escolha certa ao querer você…

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Quando tudo for escuridão, acenda-se!

Quando tudo for escuridão, acenda-se!

O que não falta nesse mundo é gente louca para roubar a nossa luz, a nossa vontade e até mesmo a nossa ousadia. Parece absurdo, mas pode acreditar, tem gente que sente inveja até das dificuldades que enfrentamos! A explicação para esse fenômeno é simples: a dita cuja pessoa inveja nossa coragem de enfrentamento, mas não tem a menor ideia do quanto aquela coragem nos custou, em persistência, determinação, renúncias e resiliência!

O invejoso olha para a nossa vida a partir de uma lente reducionista, por meio da qual só vê a parte que lhe interessa. O invejoso olha para as nossas lutas e as avalia como infinitamente mais fáceis do que as que ele precisa enfrentar. O invejoso olha para nossas conquistas e tem absoluta certeza de que não as merecemos e de que elas ficariam perfeitas em suas vidas. O invejoso agride porque não tem competência para admirar nossa serenidade. O invejoso inventa histórias com o objetivo de nos diminuir perante o outro, simplesmente porque se sente tão pequeno e pouco, que precisa inverter a lógica do merecimento.

Lidar com gente é uma tarefa árdua, complexa e desafiadora. Exige de nós doses consideráveis de flexibilidade, tolerância e paciência. Mas, também, exige de nós firmeza e capacidade de estabelecer limites. Excesso de tolerância pode passar ao outro a falsa impressão de que somos pouco importantes, de que precisamos estar sempre disponíveis ou de que não há necessidade de reciprocidade no relacionamento.

Não raras vezes abrimos nossas vidas à visitação sem ter o cuidado de pedir ao outro que tenha a gentileza de limpar os pés antes de entrar. Não poucas vezes, fazemos das tripas coração, só para não deixar de atender a um pedido, uma súplica ou uma solicitação, sem nos importarmos com o fato de que estaremos tirando de nós mesmos tempo, presença e atenção.

E é claro que esse mundo anda muito esquisito porque parece estar na moda ser egoísta, individualista e seletivo quanto a quem merece ou não merece a nossa compaixão. E, não, não há aqui uma contradição em relação a toda a linha de raciocínio desenvolvida até aqui nesse texto. Aqui, faço um convite à reflexão. Aqui, proponho um exercício de equilíbrio nas relações. Aqui, pergunto a você, porque estou longe de ter todas as respostas…

O que devemos fazer quando percebemos que estamos há tempos permitindo que o outro roube a nossa luz? O que devemos dizer ao outro para que ele perceba que estamos esgotados e que, de vez em quando, é preciso trocar de lugar? Quais são as palavras certas a dizer para que o outro entenda que não gostar do que ele fez, deixou de fazer, falou ou deixou de falar não quer dizer que nós deixamos de querê-lo bem?

Ahhhh… como é difícil conviver, não é? No entanto, não há nada mais bonito do que o aprendizado da convivência. Não há nada mais importante do que a nossa disponibilidade para aprender a dar e receber ajuda, colo, amizade e amor. E se estivermos apagados e frios, não seremos capazes de enxergar as possibilidades, porque os olhos congelados de afeto não são capazes de contemplar o outro, com suas luzes e sombras. Sendo assim, quando tudo for escuridão… acenda-se! Revelar-se forte na compreensão da fragilidade da vida é um argumento contra o qual não é possível discordar!

14 filmes biográficos de pessoas que inspiram e podem influenciar a sua vida

14 filmes biográficos de pessoas que inspiram e podem influenciar a sua vida

Saber que um filme é baseado em histórias reais é capaz de tornar a nossa experiência ainda mais envolvente e marcante.

Não é incomum que as pessoas fiquem deslumbradas com o sucesso ou influência de alguém sem antes considerar o percurso que ela percorreu para chegar onde chegou. Livros e filmes biográficos são capazes de oferecer nuances de uma trajetória de maneira mais realista.

Ao ver pessoas notáveis através de uma outra perspectiva percebemos que elas são gente como a gente e isso aumenta a beleza ao constatarmos que todo e qualquer ser humano, dependendo de sua história de vida e escolhas, pode se tornar referência para todo o mundo.

Abaixo, sem ordem de maior ou menor referência, seguem alguns exemplos com sinopses do site Adoro Cinema.

1- Intocáveis, 2011

Philippe (François Cluzet) é um aristocrata rico que, após sofrer um grave acidente, fica tetraplégico. Precisando de um assistente, ele decide contratar Driss (Omar Sy), um jovem problemático que não tem a menor experiência em cuidar de pessoas no seu estado. Aos poucos ele aprende a função, apesar das diversas gafes que comete. Philippe, por sua vez, se afeiçoa cada vez mais a Driss por ele não tratá-lo como um pobre coitado. Aos poucos a amizade entre eles se estabele, com cada um conhecendo melhor o mundo do outro.

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2- Coco antes de Chanel, 2009

Quando criança Gabrielle (Audrey Tautou) é deixada, junto com a irmã Adrienne (Marie Gillain), em um orfanato. Ao crescer ela divide seu tempo como cantora de cabaré e costureira, fazendo bainha nos fundos da alfaiataria de uma pequena cidade. Até que ela recebe o apoio de Étienne Balsan (Benoît Poelvoorde), que passa a ser seu protetor. Recusando-se a ser a esposa de alguém, até mesmo de seu amado Arthur Capel (Alessandro Nivola), ela revoluciona a moda ao passar a se vestir costumeiramente com as roupas de homem, abolindo os espartilhos e adereços exagerados típicos da época.

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3- Uma mente brilhante, 2001

John Nash (Russell Crowe) é um gênio da matemática que, aos 21 anos, formulou um teorema que provou sua genialidade e o tornou aclamado no meio onde atuava. Mas aos poucos o belo e arrogante Nash se transforma em um sofrido e atormentado homem, que chega até mesmo a ser diagnosticado como esquizofrênico pelos médicos que o tratam. Porém, após anos de luta para se recuperar, ele consegue retornar à sociedade e acaba sendo premiado com o Nobel.

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4- Um Sonho Possível, 2010

Michael Oher (Quinton Aaron) era um jovem negro, filho de uma mãe viciada e não tinha onde morar. Com boa vocação para os esportes, um dia ele foi avistado pela família de Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock), andando em direção ao estádio da escola para poder dormir longe da chuva. Ao ser convidado para passar uma noite na casa dos milionários, Michael não tinha ideia que aquele dia iria mudar para sempre a sua vida, tornando-se mais tarde um astro do futebol americano.

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5- Na natureza selvagem, 2008

Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após dois anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.

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6- À procura da felicidade, 2007

Chris Gardner (Will Smith) é um pai de família que enfrenta sérios problemas financeiros. Apesar de todas as tentativas em manter a família unida, Linda (Thandie Newton), sua esposa, decide partir. Chris agora é pai solteiro e precisa cuidar de Christopher (Jaden Smith), seu filho de apenas 5 anos. Ele tenta usar sua habilidade como vendedor para conseguir um emprego melhor, que lhe dê um salário mais digno. Chris consegue uma vaga de estagiário numa importante corretora de ações, mas não recebe salário pelos serviços prestados. Sua esperança é que, ao fim do programa de estágio, ele seja contratado e assim tenha um futuro promissor na empresa. Porém seus problemas financeiros não podem esperar que isto aconteça, o que faz com que sejam despejados. Chris e Christopher passam a dormir em abrigos, estações de trem, banheiros e onde quer que consigam um refúgio à noite, mantendo a esperança de que dias melhores virão.

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7-Grandes Olhos, 2009

O drama apresenta a história real da pintora Margaret Keane (Amy Adams), uma das artistas mais comercialmente rentáveis dos anos 1950 graças aos seus retratos de crianças com olhos grandes e assustadores. Defensora das causas feministas, ela teve que lutar contra o próprio marido no tribunal, já que o também pintor Walter Keane (Christoph Waltz) afirmava ser o verdadeiro autor de suas obras.

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8- O pianista, 2002

O pianista polonês Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody) interpretava peças clássicas em uma rádio de Varsóvia quando as primeiras bombas caíram sobre a cidade, em 1939. Com a invasão alemã e o início da 2ª Guerra Mundial, começaram também restrições aos judeus poloneses pelos nazistas. Inspirado nas memórias do pianista, o filme mostra o surgimento do Gueto de Varsóvia, quando os alemães construíram muros para encerrar os judeus em algumas áreas, e acompanha a perseguição que levou à captura e envio da família de Szpilman para os campos de concentração. Wladyslaw é o único que consegue fugir e é obrigado a se refugiar em prédios abandonados espalhados pela cidade, até que o pesadelo da guerra acabe.

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9- Tempo de Despertar

Bronx, 1969. Malcolm Sayer (Robin Williams) é um neurologista que conseguiu emprego em um hospital psiquiátrico. Lá ele encontra vários pacientes que aparentemente estão catatônicos, mas Sayer sente que eles estão só “adormecidos” e que se forem medicados da maneira certa poderão ser despertados. Assim pesquisa bem o assunto e chega à conclusão de que a L-DOPA, uma nova droga que já estava sendo usada para pacientes com o Mal de Parkinson, deve ser o medicamento ideal para este casos. No entanto, ao levar o assunto para o diretor, ele autoriza que apenas um paciente seja submetido ao tratamento. Imediatamente Sayer escolhe Leonard Lowe (Robert De Niro), que há décadas estava “adormecido”. Gradualmente Lowe se recupera e isto encoraja Sayer em administrar L-DOPA nos outros pacientes, sob sua supervisão. Logo os pacientes mostram sinais de melhora e também mostram-se ansiosos em recuperar o tempo perdido. Mas, infelizmente, Lowe começa a apresentar estranhos e perigosos efeitos colaterais.

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10-A lista de Schindler, 1993

A inusitada história de Oskar Schindler (Liam Neeson), um sujeito oportunista, sedutor, “armador”, simpático, comerciante no mercado negro, mas, acima de tudo, um homem que se relacionava muito bem com o regime nazista, tanto que era membro do próprio Partido Nazista (o que não o impediu de ser preso algumas vezes, mas sempre o libertavam rapidamente, em razão dos seus contatos). No entanto, apesar dos seus defeitos, ele amava o ser humano e assim fez o impossível, a ponto de perder a sua fortuna mas conseguir salvar mais de mil judeus dos campos de concentração.

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11- Piaf – Um Hino ao Amor, 2007

A vida de Edith Piaf (Marion Cottilard) foi sempre uma batalha. Abandonada pela mãe, foi criada pela avó, dona de um bordel na Normandia. Dos 3 aos 7 anos de idade fica cega, recuperando-se milagrosamente. Mais tarde vive com o pai alcoólatra, a quem abandona aos 15 anos para cantar nas ruas de Paris. Em 1935 é descoberta por um dono de boate e neste mesmo ano grava seu primeiro disco. A vida sofrida é coroada com o sucesso internacional. Fama, dinheiro, amizades, mas também a constante vigilância da opinião pública.

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12-O Mordomo da Casa Branca, 2013

1926, Macon, Estados Unidos. O jovem Eugene Allen vê seu pai ser morto sem piedade por Thomas Westfall (Alex Pettyfer), após estuprar a mãe do garoto. Percebendo o desespero do jovem e a gravidade do ato do filho, Annabeth Westfall (Vanessa Redgrave) decide transformá-lo em um criado de casa, ensinando-lhe boas maneiras e como servir os convidados.  Eugene (Forest Whitaker) cresce e passa a trabalhar em um hotel ao deixar a fazenda onde cresceu. Sua vida dá uma grande guinada quando tem a oportunidade de trabalhar na Casa Branca, servindo o presidente do país, políticos e convidados que vão ao local. Entretanto, as exigências do trabalho causam problemas com Gloria (Oprah Winfrey), a esposa de Eugene, e também com seu filho Louis (David Oyelowo), que não aceita a passividade do pai diante dos maus tratos recebidos pelos negros nos Estados Unidos.

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13-O discurso do rei, 2010

Desde os 4 anos, George (Colin Firth) é gago. Este é um sério problema para um integrante da realeza britânica, que frequentemente precisa fazer discursos. George procurou diversos médicos, mas nenhum deles trouxe resultados eficazes. Quando sua esposa, Elizabeth (Helena Bonham Carter), o leva até Lionel Logue (Geoffrey Rush), um terapeuta de fala de método pouco convencional, George está desesperançoso. Lionel se coloca de igual para igual com George e atua também como seu psicólogo, de forma a tornar-se seu amigo. Seus exercícios e métodos fazem com que George adquira autoconfiança para cumprir o maior de seus desafios: assumir a coroa, após a abdicação de seu irmão David (Guy Pearce).

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14- Hotel Ruanda, 2004

Em 1994 um conflito político em Ruanda levou à morte de quase um milhão de pessoas em apenas cem dias. Sem apoio dos demais países, os ruandenses tiveram que buscar saídas em seu próprio cotidiano para sobreviver. Uma delas foi oferecida por Paul Rusesabagina (Don Cheadle), que era gerente do hotel Milles Collines, localizado na capital do país. Contando apenas com sua coragem, Paul abrigou no hotel mais de 1200 pessoas durante o conflito.

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Pare de chamar quem não te ama de idiota!

Pare de chamar quem não te ama de idiota!

O amor, entre outras coisas, é um efeito colateral da distração. Acontece quando menos esperamos. Quando não estamos vestidas de encontro, quando esquecemos o guarda-chuva em casa, a TV ligada, a alma vazando e um poema com o pé quebrado esperando conserto.

Dizer que o cara que não te ama é “idiota” não ajuda a aflição passar, mon chérie.

Diminuir uma pessoa não necessariamente faz com que você se sinta superior: trata-se de um paliativo, um simples bombom num momento de TPM.

“Não nos querer é um direito do outro! A gente precisa parar com essa mania de achar que só podemos amar quem nos ama. O amor não tem nada a ver com nossas carências e vaidades. O amor não espera reconhecimento ou retribuição para acontecer, ele acontece sem quê nem para quê; acontece quando não estamos procurando por nada e só é pleno em si quando não espera nada além de amplidão”. (trecho do livro Sexo, champanhe e tchau)

E não é porque nos esforçamos para sermos a Mulher-Maravilha, ou seja, porque fazemos dieta, pagamos fortunas em tratamentos estéticos, estudamos fora do país e aprendemos várias línguas, chefiamos empresas, assistimos a bons filmes, lemos bons livros, aprendemos culinária marroquina, usamos roupas descoladas, decoramos ambientes com bom gosto e criatividade, aprendemos técnicas de pompoarismo, etc e tal, que temos que receber um prêmio por isso: o amor da pessoa que desejamos.

A perfeição não existe e o resultado da busca incessante por ela é quase sempre a frustração, porque “perfeição” não é sinônimo de “garantia” –  garantia de amor, de sucesso, de nada.

Quando uma “senhora-perfeitinha” não consegue o que quer o resultado é um só: uma baita cara de ué e muitas, muitas lágrimas.

“Ué, mas eu fiz tudo certo, por que não recebi o prêmio no final: o amor dele”?

O incomodo que essa pergunta gera não é proveniente apenas do sentimento de rejeição, mas da sensação de ter sido traída, enganada pela vida, como se a busca pela perfeição estivesse diretamente associada a alguma recompensa.

Non, non, não está. E dizer que o cara que não te ama é idiota é uma idiotice tremenda. Ele não te ama porque não te ama, ora bolas. Pode ter amado um dia, mas deixou de amar. Dói? Dói, porém aceitar que não podemos controlar nada nessa vida –  inclusive e principalmente o afeto alheio – é um exercício diário. Além disso, o fato de uma pessoa não nos amar (ou ter deixado de nos amar) não quer dizer que não somos (ou fomos) suficientemente boas, quer dizer, apenas, que a febre não aconteceu para ela ou, como acontece em geral com as febres, passou.

Não existe explicação. O amor só acontece à primeira vista ou mais tardar ao primeiro toque e se não aconteceu para o outro… Paciência.

Tentar medir nosso valor pelo afeto que nos ofertam é uma tremenda roubada.

Antes de se perguntar “por que ele não me ama?”, pergunte-se por que você quer tanto ser amada por ele, ou, por que você espera que seu esforço de perfeição seja recompensado pela vida e pelos outros?

Esse questionamento certamente vai trazer ganhos muito mais efetivos do que chamar o outro de idiota.

Conheça os 100 maiores filmes do século XXI

Conheça os 100 maiores filmes do século XXI

A seleção, publicada pela BBC americana, foi baseada na avaliação de 177 críticos ao redor do mundo.

O primeiro lugar foi para “Cidade dos Sonhos”, de David Lynch.

Já o filme brasileiro “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles, ficou em 38º lugar.

Que tal conferir a lista e nos dizer quantos deles você já viu?

Abaixo, veja a LISTA COMPLETA:

100. Toni Erdmann (Maren Ade, 2016)

100. Réquiem Para um Sonho (Darren Aronofsky, 2000)

100. Carlos (Olivier Assayas, 2010)

99. Os Catadores e Eu (Agnès Varda, 2000)

98. Dez (Abbas Kiarostami, 2002)

97. Minha Terra África (Claire Denis, 2009)

96. Procurando Nemo (Andrew Stanton, 2003)

95. Moonrise Kingdom (Wes Anderson, 2012)

94. Deixa Ela Entrar (Tomas Alfredson, 2008)

93. Ratatouille (Brad Bird, 2007)

92. O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford (Andrew Dominik, 2007)

91. O Segredo Dos Seus Olhos (Juan José Campanella, 2009)

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90. O Pianista (Roman Polanski, 2002)

89. A Mulher Sem Cabeça (Lucrecia Martel, 2008)

88. Spotlight: Segredos Revelados (Tom McCarthy, 2015)

87. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Jean-Pierre Jeunet, 2001)

86. Longe do Paraíso (Todd Haynes, 2002)

85. O Profeta (Jacques Audiard, 2009)

84. Ela (Spike Jonze, 2013)

83. A.I. Inteligência Artificial (Steven Spielberg, 2001)

82. Um Homem Sério (Joel and Ethan Coen, 2009)

81. Shame (Steve McQueen, 2011)

80. O Retorno (Andrey Zvyagintsev, 2003)

79. Quase Famosos (Cameron Crowe, 2000)

78. O Lobo de Wall Street (Martin Scorsese, 2013)

77. O Escafandro e a Borboleta (Julian Schnabel, 2007)

76. Dogville (Lars von Trier, 2003)

75. Vício Inerente (Paul Thomas Anderson, 2014)

74. Spring Breakers: Garotas Perigosas (Harmony Korine, 2012)

73. Antes do Pôr-do-Sol (Richard Linklater, 2004)

72. Amantes Eternos (Jim Jarmusch, 2013)

71. Tabu (Miguel Gomes, 2012)

70. Histórias Que Contamos (Sarah Polley, 2012)

69. Carol (Todd Haynes, 2015)

68. Os Excêntricos Tenenbaums (Wes Anderson, 2001)

67. Guerra Ao Terror (Kathryn Bigelow, 2008)

66. Primavera, Verão, Outono, Inverno… E Primavera (Kim Ki-duk, 2003)

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65. Aquário (Andrea Arnold, 2009)

64. A Grande Beleza (Paolo Sorrentino, 2013)

63. O Cavalo de Turin (Béla Tarr and Ágnes Hranitzky, 2011)

62. Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino, 2009)

61. Sob a Pele (Jonathan Glazer, 2013)

60. Síndromes e Um Século (Apichatpong Weerasethakul, 2006)

59. Marcas da Violência (David Cronenberg, 2005)

58. Moolaadé (Ousmane Sembène, 2004)

57. A Hora Mais Escura (Kathryn Bigelow, 2012)

56. A Harmonia Werckmeister (Béla Tarr, director; Ágnes Hranitzky, co-director, 2000)

55. Ida (Paweł Pawlikowski, 2013)

54. Era Uma Vez na Anatolia (Nuri Bilge Ceylan, 2011)

53. Moulin Rouge! (Baz Luhrmann, 2001)

52. Mal dos Trópicos (Apichatpong Weerasethakul, 2004)

51. A Origem (Christopher Nolan, 2010)

50. A Assassina (Hou Hsiao-hsien, 2015)

49. Adeus à Linguagem (Jean-Luc Godard, 2014)

48. Brooklin (John Crowley, 2015)

47. Leviatã (Andrey Zvyagintsev, 2014)

46. Cópia Fiel (Abbas Kiarostami, 2010)

45. Azul é a Cor Mais Quente (Abdellatif Kechiche, 2013)

44. 12 Anos de Escravidão (Steve McQueen, 2013)

43. Melancolia (Lars von Trier, 2011)

42. Amor (Michael Haneke, 2012)

41. Divertida Mente (Pete Docter, 2015)

40. O Segredo de Brokeback Mountain (Ang Lee, 2005)

39. O Novo Mundo (Terrence Malick, 2005)

38. Cidade de Deus (Fernando Meirelles e Kátia Lund, 2002)

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37. Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas (Apichatpong Weerasethakul, 2010)

36. Timbuktu (Abderrahmane Sissako, 2014)

35. O Tigre e O Dragão (Ang Lee, 2000)

34. Filho de Saul (László Nemes, 2015)

33. Batman: O Cavaleiro das Trevas (Christopher Nolan, 2008)

32. A Vida dos Outros (Florian Henckel von Donnersmarck, 2006)

31. Margaret (Kenneth Lonergan, 2011)

30. Oldboy (Park Chan-wook, 2003)

29. WALL-E (Andrew Stanton, 2008)

28. Fale Com Ela (Pedro Almodóvar, 2002)

27. A Rede Social (David Fincher, 2010)

26. A Última Noite (Spike Lee, 2002)

25. Amnésia (Christopher Nolan, 2000)

24. O Mestre (Paul Thomas Anderson, 2012)

23. Caché (Michael Haneke, 2005)

22. Encontros e Desencontros (Sofia Coppola, 2003)

21. O Grande Hotel Budapeste (Wes Anderson, 2014)

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20. Sinédoque, New York (Charlie Kaufman, 2008)

19. Mad Max: Estrada da Fúria (George Miller, 2015)

18. A Fita Branca (Michael Haneke, 2009)

17. O Labirinto do Fauno (Guillermo Del Toro, 2006)

16. Holy Motors (Leos Carax, 2012)

15. 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (Cristian Mungiu, 2007)

14. O Ato de Matar (Joshua Oppenheimer, 2012)

13. Filhos da Esperança (Alfonso Cuarón, 2006)

12. Zodíaco (David Fincher, 2007)

11. Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum (Joel and Ethan Coen, 2013)

10. Onde os Fracos Não Têm Vez (Joel and Ethan Coen, 2007)

9. A Separação (Asghar Farhadi, 2011)

8. As Coisas Simples da Vida (Edward Yang, 2000)

7. A Árvore da Vida (Terrence Malick, 2011)

6. Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (Michel Gondry, 2004)

5. Boyhood: Da Infância à Juventude (Richard Linklater, 2014)

4. A Viagem de Chihiro (Hayao Miyazaki, 2001)

3. Sangue Negro (Paul Thomas Anderson, 2007)

2. Amor à Flor da Pele (Wong Kar-wai, 2000)

1. Cidade dos Sonhos (David Lynch, 2001)

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Vamos lá…quantos você já viu? Anote nos comentários!!!

Eu quero me casar com você

Eu quero me casar com você

Eu quero me casar com você, não como quem quer ser feliz, porque eu já sou. Não como quem quer ser inteira, porque não sou metade. Eu quero me casar com você, não como quem acha ser isso um conto de fadas, mas como quem quer construir uma vida ao lado da sua. Como quem está disposto a enfrentar as tempestades que possam vir, como quem não tem medo dos ventos fortes, porque sabe que esse amor está alicerçado em Deus.

Eu quero me casar com você, porque amo o seu sorriso disfarçado de amor, eu amo o seu abraço acolhedor e o seu cheiro que fica na minha roupa quando você me abraça.

Eu quero me casar com você porque amo fazer planos ao seu lado, amo fazer massagem nos seus pés, ao mesmo tempo em que você faz nos meus e, enquanto isso, falamos sobre como foi a nossa semana e rimos das coisas bobas dessa vida. Amo me encostar no seu peito, enquanto você mexe nos meus cabelos Amo quando me dá um beijo na testa e sussurra aos pés do ouvido o quanto estou linda.

Eu quero me casar com você, porque amo quando você me abraça e diz que vai ficar tudo bem; amo quando você se importa com os meus problemas e como se importa com o que sinto. É que eu amo quando você está por perto, é que a sua companhia me deixa sempre com um sorriso enorme no rosto. É que o seu jeito de me olhar reflete amor e isso invade a minha alma de um jeito tão bonito, que eu só tenho vontade de amá-lo.

Eu quero me casar com você, porque quero trocar as despedidas de domingo pelas despedidas diárias logo de manhã, levando comigo o seu beijo saudoso de quem voltará mais à tarde.

Eu quero me casar com você, porque minha vida corrida caminha junto com a sua e a saudade sempre caminha a uma velocidade assustadora, deixando-nos com os corações apertados. Eu quero me casar com você, porque quero acordar ao seu lado todos os dias, quero começar e terminar o dia na sua companhia.

Eu quero poder deitar na cama depois de um dia cansativo e, em vez de mandar uma mensagem de boa noite, poder olhar nos seus olhos e sentir seu corpo junto ao meu – eu quero sentir o entrelaço de duas almas que se amam. Porque nosso amor é laço e não nó. Nosso amor é liberdade e não nos aprisiona. E eu acho bonito essa coisa de ser livre para escolher e, mesmo assim, escolher amar a mesma pessoa todos os dias.

Eu quero me casar com você, porque, mesmo conhecendo bem os seus defeitos e você conhecendo os meus, essa coisa de amar continua a evoluir e eu adoro essa coisa de não querer encaixar o outro nos nossos anseios, desejando que ele seja uma cópia exata daquilo que idealizamos. É que, mesmo com todas as imperfeições, o nosso amor é perfeito e eu acho lindo o modo como lidamos com as nossas diferenças.

Eu quero me casar com você, porque Deus preparou o meu coração para a sua chegada e você, ao invés de espinhos, trouxe-me flores. Coloriu meu mundo de amor e me ensinou tantas coisas, que “obrigada” é uma palavra muito singela demais perto da gratidão que tenho a você por tudo que fez e ainda faz por mim.

Obrigada por ser meu abrigo, por me ouvir, por me aconselhar; obrigada por acreditar que sou uma fortaleza quando eu achava ser tão frágil; obrigada pelas tardes de domingo e por ter ficado ao meu lado, quando as coisas não iam bem.

Eu quero me casar com você, porque um amor não é feito apenas de momentos bonitos e você soube estar ao meu lado quando tudo ia mal; porque você foi e continua sendo meu companheiro. E eu sempre quis alguém para me amar do jeito que você me ama, eu sempre quis alguém pra me fazer companhia.

Eu quero me casar com você, porque com você sou soma e não divisão, com você meu mundo toma forma de amor. Eu quero me casar com você, porque sei que um amor construído com oração está bem firmado e então eu não tenho medo das tempestades, pois nosso castelo não é de areia. Nosso castelo é feito de amor e respeito. E é exatamente aí que eu escolhi morar.

Cães e gatos fazem parte da família, sim!

Cães e gatos fazem parte da família, sim!

Gosto de gente que ama, que se entrega, que é verdadeira e transparente, sem meias verdades. Gosto de gente que se importa, que se dedica, que se entrega. Gente que faz valer a pena cada minuto ao seu lado, que fica ali junto, haja o que houver, faça sol ou pairem nuvens sobre nossas cabeças. É por isso que prezo tanto a companhia de cães e gatos.

Somente quem possui animais de estimação é capaz de compreender o que significa receber um amor tão puro, incondicional e verdadeiro, sem cobranças, sem impor condições, a qualquer hora, em qualquer lugar. Trata-se de uma ligação inexplicável, de um entendimento sem precedentes, porque somos amados por eles sem precisarmos fazer nada além de existir.

Não importa a maneira como chegamos a nossas casas, se sorrindo ou não, nossos queridos estarão nos esperando, sempre, sem dúvida alguma, esfuziantes e felizes, como se não nos vissem há anos. Somos a pessoa mais importante na vida deles, fazemos uma falta tremenda e não nos sentiremos invisíveis ao seu lado, jamais. Na solidão e nos momentos de dor, poderemos ao menos contar com seus olhares, seu silêncio, sua compreensão muda.

Muitas pessoas criticam esse amor aos animais, como se ele nos tornasse cegos às carências dos seres humanos. Bobagem. O amor é infinito, nele cabe todo mundo, ou seja, amar os animais não significa que se ignoram as mazelas dos seres humanos, muito pelo contrário. Os animais nos ensinam, com o seu exemplo, a amar e a olhar além de si mesmo, a quem quer que seja, sem distinção. É perfeitamente possível conciliar gente e bichos em nossas vidas.

A vida já é dura demais, para procurarmos problemas em tudo, para questionarmos até o tipo de amor que os outros sentem e por quem. Deixem-nos amá-los, mimá-los, permitir que subam nos sofás, na cama, ocupando todos os espaços em nossas casas e em nossos corações. Cães e gatos nos salvam da solidão, da angústia, da tristeza, tornando-nos melhores, mais felizes, aumentando nossa fé.

Porque quem convive com esse amor tem a certeza de que nossos bichinhos estarão nos esperando na eternidade. Porque não há morte que seja mais forte do que esse sentimento que nos une aos nossos familiares peludos.

O declínio do afeto começa no desprezo pelas coisas pequenas.

O declínio do afeto começa no desprezo pelas coisas pequenas.

Depois de passarmos muito tempo ao lado de outra pessoa, começamos a achar que os pequenos detalhes são dispensáveis. Não são.

Quantos relacionamentos poderiam ter sido salvos se as bocas continuassem a dizer frases simples como: “ei, você está bonita”, ou “você é importante pra mim”. Todo relacionamento, assim como uma casa, precisa de manutenções regulares. E manter, nesse caso, nada mais é do que ser capaz de dizer e também ouvir coisas aparentemente desgastadas.

Não é à toa que dizem por aí que a prática leva à perfeição. Ninguém pode ser bom de fato em algo sem se dedicar àquilo de corpo e alma.

O casal que não prima pela repetição, erra. Erra feio, erra rude. A busca incessante pelo novo, o anseio incontrolável por novidade muitas vezes nos leva ao total esquecimento daquilo que é essencial.

A saudação de bom dia, o agradecimento, o elogio, as demonstrações de apoio e de afeto fazem parte de um ritual complexo. Renegar a urgência disso é antecipar a cerimônia de adeus. Reforças os laços é mais do que ir ao cinema ou ao restaurante juntos. É também restabelecer o diálogo, o prazer da companhia através da palavra, da conversa mesmo que banal.

A intimidade se quebra quando não há conversa. Mesmo a intimidade dos corpos é afetada com a distância verbal. Não há tesão que resista à degeneração do diálogo. Ainda é e sempre será importante não reprimir o impulso de falar com o outro sobre o brilho no olhar, sobre o sabor do beijo, sobre a sensação confortável de uma mão aquecendo a outra numa noite fria na volta pra casa ou sobre o prazer de dividir o cobertor no sofá em tarde de chuva.

O declínio do afeto começa no desprezo pelas coisas pequenas. O silêncio só vira ouro quando a palavra que escolhemos não dizer for de chumbo. Caso contrário, cada sílaba importa.

Obras de Gabriel García Márquez são disponibilizadas de graça na internet

Obras de Gabriel García Márquez são disponibilizadas de graça na internet

As obras de Gabriel García Márquez estão disponíveis no portal digital La Gaboteca, em referência ao apelido do escritor, conhecido como Gabo. O catálogo virtual foi apresentado em Bogotá, na ocasião do segundo aniversário de morte do autor de Cem anos de solidão, falecido em abril de 2014.

La Gaboteca foi dividida em quatro categorias: as obras de Gabo, as traduções, os livros publicados sobre ele e uma seção sobre a vida e as viagens do Nobel de Literatura colombiano. O portal é subdividido nas categorias romance, conto, jornalismo, cinema, memórias, poesia, teatro, prólogos, discursos, ensaios, entrevistas e diálogos.

A plataforma está disponível no site da Biblioteca Nacional (BN) e apresenta o vasto material bibliográfico de García Márquez, composta por mais de 1,5 mil materiais e 600 livros traduzidos em 36 idiomas.

“A obra do nosso querido Gabo é patrimônio de todos os colombianos. A melhor maneira de honrar sua memória é conhecendo seus livros, que sempre estarão à disposição de todos os que queiram se aproximar deles”, diz mensagem de apresentação da página. A plataforma ainda pretende coletar tudo o que for produzido sobre o autor ao longo dos anos.

O que aprendemos com a decepção?

O que aprendemos com a decepção?

Por Lingia Menezes de Araújo

Compreendemos mal o mundo e depois dizemos que ele nos decepciona.
~ Rabindranath Tagore

Viver por si só, já é uma imensa descoberta, pois a cada conquista nos descobrimos, a cada empenho, conversa, encontro e porque não dizer que podemos nos conhecer um pouco mais na decepção?

A vida é permeada de diversos sentimentos, sejam eles bons, ruins, construtivos ou ameaçadores. A todo o tempo, estamos pensando, sentindo e desejando mais. Na lista de predileções humanas, a decepção sentimento rejeitado, é colocado entre aqueles cujo sentido sempre amarga a experiência do vivenciar.

Assim, a decepção se faz presente por si mesma, pois ela faz parte da vida. Então, sem pedir licença, ou marcar horário, ela simplesmente se apresenta e muitas vezes, vem acompanhada por alguns sentimentos também resignados, como a tristeza, melancolia, mau humor, e alguns outros que aproveitam a viagem. Portanto, a decepção mal administrada prejudica a qualidade de vida, podendo gerar quadros de ansiedade e depressão.

Mas como vivenciá-la de forma diferente e desviar-se de uma posição enfraquecida diante à vida?

A decepção pode ser encarada como um impulso para ação, um despertar de uma motivação, um olhar diferente para o desejo e o desafio, ela pode vir a ser uma força construtiva. Ela, no final da historia , faz com que o homem entre em sua própria “caverna”, ou seja, reconheça a si mesmo e assim enxergue suas inseguranças, precariedades e incertezas.

O desapontamento pode ser encarado como oportunidade e porque não como crescimento? Pois, se vivêssemos em um estado constante de plenitude pouco saberíamos de nós mesmos, pouco melhoraríamos e teríamos a motivação para conquistar algo. É exatamente essa discrepância que nos permite alcançar algo novo.

Sem frustação não existe necessidade, não existe razão para mobilizar os próprios recursos, para descobrir a própria capacidade para se fazer alguma coisa que se tenha vontade.

Para lidarmos com nossas emoções de uma forma funcional e positiva precisamos aprender a lidar com nossas frustações, pois quando mais tivermos um conhecimento sobre nós mesmos, mais vamos conhecer sobre aquilo que nos provoca dor.

A mudança de postura diante de uma frustação acontece quando percebemos que precisamos mudar nossa forma de lidar com ela. Como dizia Jean-Jacques Rousseau, (1712-1778) filósofo, teórico político e escritor suíço… “Pelos mesmos caminhos não se chega sempre aos mesmos fins.”

Referências:
DANTAS, J.B. Angústia e Existência na Contemporaneidade. Rio de Janeiro. Editora Rubio, 2011.

Lingia Menezes de Araújo- Psicóloga Clínica
Tel.: (31) 3150 -9950 / 9576-9032 / 8671-1127
Rua Miguel de Souza Arruda-233-Alvorada
CEP 32041-470 -Contagem/MG

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