Amar por dois é uma forma de desamor próprio

Amar por dois é uma forma de desamor próprio

Confesso: pessoas que têm medo da solidão me assustam. Tenho medo de quem nunca se encontrou na própria companhia e é capaz de negligenciar sua própria vida afim do relacionamento. Imagino que se essas pessoas são capazes de arriscar a própria felicidade, o que não farão com as dos outros.

Não entendo como há pessoas que atribuem ao outro a responsabilidade de serem felizes. Isso é tão perigoso quanto entregar, ao bandido, a munição para atirar. Depender da aceitação de alguém sobre suas atitudes é não respeitar a própria história e não acreditar ser merecedor de um sentimento tão nobre.

Ninguém ama o próximo se não amar a si primeiro. Albert Camus afirmava que “o homem tem duas faces: não pode amar ninguém, se não se amar a si próprio.” Então, qual o problema em ir ao cinema e jantar sozinho? Qual o problema em ter apenas uma taça de vinho na mesa? De onde surgiu essa necessidade absurda em ter alguém?

O amor acontece em via de mão dupla, com limites de bom senso e respeito. Se não for assim, não é amor. Simples, não? Entenda que ninguém vale a nossa paz. Ninguém vale as horas perdidas com lágrimas, nem as duas toneladas de chocolate que você comeu vendo seriados românticos. Por mais que você goste de se enganar, acredite, ninguém vale a sua felicidade.

Diferente da maquiagem, vergonha não sai com água e sabão. Portanto, tenha vergonha de se humilhar. Tenha vergonha de oferecer mais do que procuram. Tenha vergonha de esquecer quem você é para ser uma personagem que agrada a todos.

Ame a si, respeite seus sonhos e recomece. E, se ver que não consegue, pegue uma dose de amor próprio e duas pedras de gelo e engula. É por dentro que os efeitos começam mesmo.

Sempre surgem coisas boas quando as ruins vão embora

Sempre surgem coisas boas quando as ruins vão embora

Uma de nossas maiores lutas diárias vem a ser mantermos o discernimento diante daquilo que perdemos, seja aos poucos, seja de repente. Inevitavelmente, embora também agreguemos muito, quanto mais o tempo passa, mais nos vemos tendo que nos despedir de coisas e de pessoas, de instantes e de lugares, de toques e de olhares.

O que nos mantém firmes, nessa viagem sem volta do despedir-se contínuo, são as lembranças que guardamos de tudo o que foi bom e especial. Revivermos aquilo que nos tocou fundo nos ajuda a não sucumbir diante das despedidas, muitas vezes súbitas, sem aviso prévio, que a vida nos obriga a enfrentar. Guardar o amor em um lugar especial nos salva todos os dias.

Muitas vezes, porém, não nos conformamos com o que se vai, não aceitando a inevitabilidade dos términos que pontuarão os diversos caminhos que trilharmos. Ficaremos arrasados, como que se não pudéssemos mais sobreviver sem aquilo que, na verdade, nem mais tinha razão de ser. Em que se pesem algumas exceções, isso costuma ocorrer quando nos apegamos ao que nos diminui e causa dor, quando damos mais valor a qualquer coisa que não a nós mesmos.

A não ser em casos de perdas por demais avassaladoras, como em relação a um ente querido, por exemplo, quase nada do que possuímos é insubstituível, pois até mesmo muitas pessoas que pensamos ser imprescindíveis em nossa vida não o são. Isso porque, não raro, depositamos todas as nossas forças no que está lá fora, deixando a nossa essência frágil e vazia.

Não podemos nunca nos esquecer de nós mesmos enquanto caminhamos, enquanto construímos nossas vidas, com ou sem alguém do nosso lado, ou nos tornamos cada vez mais ocos e carentes, pois nada conseguiremos enxergar de bom aqui dentro e então teremos que procurar no outro o que às vezes já temos em abundância. E assim não perceberemos o quanto já somos e temos, sem precisar de ninguém mais.

Estarmos seguros quanto ao que somos e temos a oferecer nos tornará mais fortes, para que não procuremos pelo que não precisamos em quem não nos merece, para que não soframos quando algo sair de nossa vida, algo ruim, algo que nem deveria ter entrado.

E esse discernimento se consegue através do fortalecimento do amor-próprio, pois, quando gostamos de nós mesmos, quando nos amamos, não deixamos que nada e nem ninguém machuque o nosso maior tesouro, qual seja, esse nosso eu, lapidado a duras penas, através de nossas lágrimas e de nossos sorrisos, e que tanto e sobretudo devemos preservar.

A partir de hoje sou minha prioridade e deixo de ser sua opção

A partir de hoje sou minha prioridade e deixo de ser sua opção

Por Anne Teixeira

Já senti muitas vezes que eu não era prioridade para os demais. Inclusive, decidi não ver isso e me convenci do contrário. Às vezes é mais fácil ignorar do que aceitar que a outra pessoa não nos dá importância suficiente.

Justifiquei situações na qual fui substituído por outra pessoa. Também justifiquei comportamentos negativos como críticas, pensando que eram resultado de estresse ou preocupações. No fim das contas, me dei conta de que não podia continuar assim e decidi que, a partir de hoje, meu lema será “sou minha prioridade e deixo de ser sua opção”.

Transformar-me em minha prioridade não me faz egoísta

A grande quantidade de vezes que escutei que a minha nova atitude é negativa me convenceu de que estou fazendo certo. Casualmente, as únicas pessoas que se queixam são aquelas que vinham atrás de mim para logo depois desaparecerem de novo.

No início, eu duvidada e acreditava que elas podiam ter razão. Logo me dei conta de que não há nada mais gratificante do que amar a mim mesmo, cuidar de mim, dar prazer a mim mesmo e fazer o que desejo. Algumas vezes isso implica estar só, mas não é algo negativo.

De fato, quando me transformei em minha prioridade novas pessoas apareceram na minha vida. Você descobrirá que atrai pessoas que realmente se interessam por você. Eles não estarão o dia inteiro com você porque eles têm vidas e sonhos para cumprir, mas estarão quando devem estar. É tão gratificante começar a viver por conta própria e deixar de ser apenas um segundo lugar em sua vida!

Aceitei que havia pessoas que só me usavam

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A parte mais dura de ser minha prioridade é reconhecer que algumas pessoas só te usam. Quando precisam de algo, recorrem a você. Você sente que é importante, mas só quando estão interessados no que eles podem obter.

Algumas vezes isso inclui membros da família e pessoas que você pensava serem amigas. Dói muito porque eles têm um lugar importante em seu coração. No momento em que comecei a pensar em mim como minha prioridade, recebi muitas queixas e críticas da parte dessas pessoas.

Queriam que eu continuasse sendo o mesmo. Quando comecei a usar a palavra “não” como resposta aos seus pedidos, mais de uma pessoa se irritou. Não pareciam entender meu comportamento e, assim, percebi que eram um peso em minha vida.

Ao final, coloquei uma barreira entre mim e essas pessoas. O difícil é quando se trata de algum familiar, porque ele sempre fará parte da sua vida. A diferença é que agora digo “não” quando tenho vontade e não ligo para as reclamações.

A importância de reconhecer que tenho valor

O principal motivo pelo qual antes meu valor era apenas uma opção a mais era a minha insegurança . Eu achava que não tinha tantas qualidades ou motivos que me tornassem importante. Todo o tempo que eu passava criticando e ferindo a mim mesmo me fazia mais mal do que qualquer atitude alheia.

Quando decidi ser minha prioridade, comecei procurando minhas qualidades. Não foi fácil no começo, mas uma vez que me aceitei, elas começaram a aparecer. Comecei a perceber coisas que eu não achava importante e fui anotando-as.

Isso tem um efeito de bola de neve. Ao encontrar uma qualidade e aceitá-la, outra começa a aparecer e assim sucessivamente. Não pense que faltam qualidades em você. O mais provável é que você precise prestar mais atenção a quem você realmente é.


Sou minha prioridade e não voltarei atrás

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Devo aceitar que é difícil pensar sobre o passado e não sentir certa nostalgia. Sinto falta das pessoas que saíram da minha vida. Às vezes, tenho vontade de voltar e continuar como era. Mas logo me lembro de como me sentia e vejo que agora sou mais feliz. Claro que nem tudo é perfeito, mas a vida já é muito complexa por si mesma… para sentir que não sou importante para a pessoa que está ao meu lado.

Uma vez que percebi que eu era apenas uma opção, muitas pessoas se afastaram. Algumas foram aflitas e outras irritadas. De todas, nenhuma voltou para tentar solucionar as coisas.

Suponho que cada um tem um momento em nossa vida e o dessas pessoas acabou por completo. Creio que não há nenhum motivo para reiniciar “amizades”. Na verdade, eu não gostaria de ser a opção de ninguém por toda a minha vida.

TEXTO ORIGINAL DE A MENTE É MARAVILHOSA

O amor é coragem

O amor é coragem

Não adianta falar de amor e pouco sê-lo. O amor é lançar-se no desconhecido. Navegando em oceanos inóspitos, o tempo é mero faz de conta. Só aprendemos a reconhecer tranquilidade quando nos colocamos dispostos para alcançá-la. Nos detalhes cristalizados, mais carinhos, conversas e doses seguidas de querer mútuo.

Deixe de lado os dessabores. Esqueça que, um dia, lágrimas sobrepuseram os sorrisos. Saia dessa zona de conforto à espera de um colo sereno. Só podem amar e serem amados os que derramam vivacidade pelos poros. Se no passado, o tombo externou cicatrizes, hoje é possível vislumbrar outras marcas. Corra para os braços arqueados, mergulhe nos lábios transponíveis e, sem ignorar a si, permita-se desfrutar daquilo que os incrédulos não conseguem visualizar, a alma do outro. Todos os gestos são válidos.

O amor é um esforço imponderável. Nele, não cabem raízes e regras fundamentadas por um egoísmo dissipado. É um estado sinestésico em processo de ebulição dos maiores desejos e cuidados. Gentileza, admiração e soma. Nos dias mais intranquilos ou nas noites mais tempestuosas, é traçar caminhos distintos de mãos dadas para um novo patamar. Amamos com facilidade, mas desistimos com frequência. E quem irá, no fim, salientar o desespero? Um pouco mais tudo. Principalmente, calma.

O amor é coragem e um punhado de sorte para os distraídos. Porque da mistura incandescente dos olhares e escolhas triviais, reside a construção desse organismo vivo, quente e necessário para todos nós. E não há nome para ser dado, forma para ser ornamentada e, ainda menos, voz para ser única. Ele pode surgir num instante e desmoronar no momento seguinte, mas, cá pra nós, entre o aceno e a partida, apenas os desbravadores sabem o gosto úmido do espumante amor. Perca-se.

Coleção de saudades

Coleção de saudades

Sou colecionadora de saudades.
Estão todas arquivadas em mim.
Há um acervo incrível com formas e tamanhos variados.
Vez ou outra, surpreendo-me, simplesmente, sentindo cada uma delas…

Saudade estranha da minha avó que não conheci.
Saudade gostosa da minha infância feliz.
Saudade boa da solteirice e das baladas com as amigas.
Saudade orgulhosa da minha formatura.
Saudade melancólica da minha festa de casamento.
Saudade imensa da minha barriga grávida.

Saudade deliciosa do primeiro encontro com meu filho.
Saudade prazerosa da amamentação.
Saudade doída do meu corpo sempre saudável.
Saudade cruel do meu corpo antes do câncer.
Saudade profunda do meu mundo longe da morte.
Saudade inquietante do segundo filho que não veio (e que não sei se virá).

Saudade aflita da casa cheia de crianças e cães que eu tinha planejado.
Saudade arrebatadora da vida que eu tinha sonhado.
Saudade descontrolada de quem eu fui.
Saudade apertada do que se foi sem ter sido.
Saudade cortante da despreocupação.
Saudade intensa das minhas próprias saudades.

Sou feita de saudades.
Saudades do que foi e do que nunca vai ser.
Saudades do que poderia ter sido, mas pode não ser mais.
Mas a saudade que mais gosto de sentir é aquela que só sentirei amanhã:
Saudade do dia de hoje.
Que o hoje seja digno de ser lembrado, saudosamente, amanhã.
Que a saudade seja sentida!

Por trás dela tem sempre algo que vale a pena recordar.
Cada saudade esconde um sorriso.
Cada saudade nos transporta a outro lugar, em outro tempo.
A saudade é mágica!

Faz a gente ir e voltar num piscar de olhos.
Saudades reais nos levam a um tempo passado, em que tudo foi.
Saudades fictícias nos levam a um tempo hipotético, em que tudo poderia ter sido.

Mas, triste mesmo é uma vida sem saudades.
Sem faltas do que passou.
Sem lástimas do que poderia ter sido.
Sem coisa alguma que encha o coração de ternura.
Prefiro minha vida assim: acumulada de saudades sem fim.
Saudades que mal cabem em mim, mas que me preenchem e me definem.

Saudades que me acompanham e que me compõem.
Saudades que, unidas em minha coleção, formam minha própria identidade.
Saudades que me são.
Saudades que me serão.
Até que eu mesma me torne uma saudade.
A saudade imortaliza as pessoas.

Enquanto eu for lembrada com carinho, viverei, ainda que esteja morta.
Vivo empenhada em deixar saudades.
Do contrário, estaria apenas sobrevivendo.
Vivo desejando permanecer viva em uma saudade.
A saudade é minha garantia de vida eterna.
A saudade é meu passaporte para o paraíso.

O ciúme é a mordaça do amor

O ciúme é a mordaça do amor

Quando penso sobre o ciúme não consigo desvincular a percepção desse sentimento ao egoísmo. Ambos remetem a um sentimento de posse. Os ciumentos e os egoístas tratam pessoas e objetos como se fossem da mesma natureza.

A diferença se encontra, talvez, no fato de associarmos o egoísmo mais a um sentimento relacionado aos objetos e o ciúme mais às pessoas. Mas quando uma pessoa trata a outra como se sobre ela tivesse posse, ela torna essa pessoa um objeto e a destitui de toda a sua humanidade.

Há quem considere o ciúme uma prova de amor. Esse é um equívoco de monstruosas dimensões. Mesmo a insegurança tímida que todos nós estamos propensos a sentir, o medo de perder algo, isso não diz respeito a amor, mas a uma relação conflituosa consigo mesmo.

A própria ideia de perder está amarrada à ideia de ganhar. E o que ganhamos? O que perdemos? Coisas, não pessoas. Pessoas não pertencem a ninguém. Elas existem, são autônomas e escolhem. Ganhar e perder têm a ver com jogos, com competições, não com amor.

Se por um lado definir amor é algo perigoso, é possível ao menos refletir sobre como ele se manifesta. Gosto, prazer, afeição, admiração, respeito, vontade de estar perto, de estar ao lado, de ajudar, de ser conhecido e conhecer. É troca, encontro e reconhecimento.

Não há amor que destrua, que desmereça, que agrida. A questão é que o amor nunca está só, ele vem acompanhado de muitos outros sentimentos, e no meio desse coquetel de emoções podem haver aquelas que são destrutivas. Só não vale dizer que foi por amor… Quando as relações tomam um rumo destrutivo, houve uma guerra de afetos na qual o amor foi vencido.

Dessas emoções que destroem e desejam reinar sob todas as outras, o ciúme é provavelmente uma das mais potentes. O desejo de possuir o outro para si, de ter os olhos do outro somente sobre si, de ter os afetos do outro exclusivamente para si, de ter domínio sob as ações e emoções do outro. Isso é o ciúme. É anular o outro para todos os universos, anula-lo de si mesmo, tornar-se para ele um deus que dita as normas e deve ser adorado. Uma atitude egoísta.

O ciumento deseja ser o centro da existência do outro, deseja ser mais importante para o outro do que ele mesmo. Quer provas de amor, uma exclusividade doentia. Não se pode olhar para o lado sem ser julgado e todos os outros também estão na sua mira. Qualquer afeto vindo de fora em direção ao seu “objeto de amor”, por mais inocente que seja, é nocivo, é maldoso, é destrutivo. O cimento, se pudesse, se fecharia em uma bolha com o seu objeto amado, para que nada mais no universo pudesse atraí-lo.

Erroneamente pensamos que o ciumento gira em torno do seu objeto de posse, que vive em função dele, que só enxerga a ele. Mas, na verdade, ele só gira em torno de si mesmo, sem, no entanto, aprofundar-se em si. O ciumento está impedido de amar. Seu amor está interrompido por uma recusa em enxergar além da própria superfície.

Ele diz que ama, mas não quer amar: na realidade ele está irremediavelmente carente de amor, que ser amado com todas as forças, quer ser admirado, quer ser afirmado, quer que o outro supra para ele sua própria incapacidade de amar a si mesmo.

Nessa ânsia de amor ele o amordaça e o aprisiona na masmorra do seu egoísmo. Não há amor que resista a uma fortaleza que não se permite penetrar. Para o ciumento todos são suspeitos, todos são inimigos, todos querem enganá-lo, todos têm inveja dele, todos querem o que ele “tem”. Não há amor que resista ao olhar sorrateiro e desconfiado diante de tudo e de todos, fechado para o mundo, simultaneamente fechado em si e perdido de si.

O ciumento é como aquele colega de trabalho que está sempre observando, julgando e criticando o que os outros fazem, mas não faz com zelo o seu próprio trabalho. Para o cimento, o amor é sempre réu e culpado.

Ele não cultiva amor. Ele não olha para o outro e vê uma pessoa: ele vê um potencial traidor. O ciumento já é traído por antecipação. É incapaz de cultivar amizades, porque todos querem se aproveitar dele. É incapaz de gozar de uma relação, porque ela está premeditada a leva-lo à ruína.

Torturado pelos seus fantasmas, ele não se esforça em conquistar a companhia do outro e todos os sentimentos que deseja saciar. Ele atribui aos outros, apenas aos outros, essa função de amar. Ele é o vigia do amor e quer aprisiona-lo, inconsciente que já o tem sob custódia em suas fantasias mais obscuras.

Ele não se esforça em ser uma pessoa melhor, mais agradável, mais amável, autentica ou o que for. É prisioneiro da ironia de ter em si o que busca no outro, de não doar o que quer receber, de não usufruir do que recebe. E de outra parte, o que o ciúme nos outros alimenta é apenas o orgulho e a vaidade.

Naqueles que se vangloriam em ser um troféu estimado, pois estão cegos ante a sua própria humanidade minando pelas fissuras do ego. Quem o ciúme cultiva e ao ciúme se submete, não conhecerá forma nenhuma de amor, seja através das amizades, das relações românticas ou mesmo das superestimadas relações familiares.

O ciúme isola as pessoas em seus pequenos universos,e para amar é preciso estar fora de si.

Carta de um ansioso para seus parentes e amigos

Carta de um ansioso para seus parentes e amigos

Prezado amigo,

Esses dias vi na internet uma imagem em que uma moça vomita incontáveis corações de tamanhos diversos. Representação pesada, porém fiel ao que o ansioso deseja em suas maiores crises: vomitar seus próprios sentimentos, coloca-los para fora e ver-se livre deles.

A expressão que resumiria a sensação é o “não saber lidar”. Não conseguimos administrar nossas emoções, sentimentos, paixões e entramos em colapso quando chegamos ao nosso limite. São nesses momentos que esperas esticadas viram inquietude e estresse extremos, que escolhas a serem feitas se tornam insônias persistentes e qualquer indício de perda ou rejeição um motivo para desconcentração e apreensão.

O fato é que não fazemos porque queremos. Sim, infelizmente somos muitos. Sou seu colega de sala, o senhor da lanchonete, o moço da farmácia, a sua vizinha, às vezes, até mesmo seu pai ou sua irmã.

É por isso que peço que sua paciência e atenção se voltem não só para mim, seu amigo próximo, mas todos ao seu redor, porque vem sem aviso e atinge até mesmo aqueles que nos parecem mais fortes.

Assim, de repente, aquele turbilhão de sentimentos nos toma o controle. Envergonhamo-nos e nos culpamos por isso, mas é inevitável. Guardar consigo vira uma missão complicada que mais tarde se torna uma tortura cotidiana.

O que fazer?
Seja empático, amigo. Não banalize nossas queixas, não ignore nossas preocupações. Se informe! Nossa mente está tão propensa a adoecer quanto nosso corpo e existem profissionais específicos capacitados exatamente para nos tratar.

Dê atenção! Ouça cuidadosamente, se mostre presente e crie uma atmosfera na qual nos sintamos confortáveis para nos abrirmos. Acima de tudo, esteja presente. Um clichê verdadeiro: um abraço, às vezes, conforta mais que mil palavras.

Com carinho,
Seu querido amigo

A importância de viajar sozinho

A importância de viajar sozinho

No ano de 2010 eu terminei o colegial. Sabia que não queria entrar direto na faculdade; queria ficar um ano sem grandes cobranças, descansando depois de ter concluído mais de 15 anos de colégio. Estava cansada e tinha a oportunidade de fazer isso.

Nessa época eu morria de vontade de passar um tempo na Europa, fazendo qualquer coisa, conhecendo vários lugares. Me formei então e, aos 17 anos, arranjei meu primeiro emprego: atendente de um café na rua Augusta.

Trabalhei por alguns meses e consegui juntar um dinheirinho; era a primeira vez que eu tinha um dinheiro meu, fruto do meu próprio trabalho e que eu ia poder usá-lo como bem entendesse. Mas infelizmente, não foi suficiente para passar o tempo que eu queria na Europa: tenho a sorte – e o privilégio – de ter pais que me ajudaram.

Também nunca tinha viajado sozinha, e na época fiquei triste por não ter ninguém pra ir comigo. Mas fui mesmo assim, não ia deixar de fazer algo que estava sonhando há tempos, por falta de companhia.

E isso mudou toda a minha vida. Passei três meses na Europa.

Conheci pessoas maravilhosas, algumas que eu tenho amizade até hoje, mas na grande maioria do tempo eu estava sozinha. Eu era nova, nunca tinha ficado tanto tempo sem ninguém e muito menos ido pra tão longe assim sem nenhum adulto.

Passei os maiores perrengues que já tive o azar (ou a sorte?) de passar.

Dormi uma noite na estação de trem de Milão pois cheguei na cidade no dia de um grande evento e não tinha UMA cama disponível na cidade inteira. Fui roubada em Barcelona e passei dia inteiro na delegacia. Fiquei sem dinheiro, cartão e câmera fotográfica quase o mês inteiro. Peguei os famosos bed bugs e tive que ir pro hospital.

Peguei um ônibus errado indo de uma cidade pra outra na Itália e acabei indo pra cidade errada. Andei kms e kms debaixo do sol do verão europeu por ruas de pedra com uma mala enorme de rodinha, e por aí vai. Situações que quase todo mochileiro de primeira viagem passa, e que nos fazem aprender.

Chorei de desespero. Chorei de raiva. Chorei de saudade. Chorei de felicidade.

Eu era muito nova, tava começando a entender o mundo (continuo começando, mas hoje um pouquinho mais) e tudo o que eu passei nesses três meses pela Europa, todas as pessoas que eu conheci, os lugares que eu visitei, as horas e horas corridas que eu fiquei completamente sozinha, as vezes que eu me perdi, os perrengues que eu passei foram essenciais pra eu me tornar quem eu sou hoje.

Foi pelos perrengues passados na Europa que hoje eu sou confiante o suficiente pra ir passar um mês na Índia, na Turquia, no Myanmar ou onde quer que seja.

Foi pelo tempo que eu passei comigo mesma na Europa que hoje eu não sinto que eu precise de ninguém pra fazer o que eu tenho vontade. Que eu sei que eu me basto.

Foi pelos bons momentos que eu passei na Europa, que hoje eu sei que o que me faz mais feliz é viajar.

É quando a gente viaja sozinho que a gente percebe que nós somos capazes de qualquer coisa. E não existe sensação melhor do que ver por si próprio que você é capaz sim!

Muita gente vem falar comigo pra me dizer que sonha em viajar, mas não tem companhia e morre de medo de ir sozinho. E eu entendo, eu também já passei por isso. Dá medo mesmo, dá um frio na barriga e no final muita gente acaba desistindo de ir por causa disso, vai sempre deixando pra depois.

Mas meu conselho é: VAI!

Não espere que ninguém te pegue pela mão e te mostre o mundo. Você provavelmente vai precisar fazer isso por si só. E não tem o menor problema fazer isso sozinho. Te garanto que você vai amar.

Se o medo é muito grande, comece por lugares aqui por perto.
Você vai se descobrir que um jeito que nunca imaginou. Vai se surpreender cada vez mais consigo mesmo.

Não tenha medo, você vai quebrar a cara muitas vezes mas vai se levantar e continuar andando em todas elas, faz parte. E isso vai te fazer aprender.

É viajando sozinho que você se conhece de verdade.
É viajando sozinho que você percebe que você é capaz.

Gostei tanto de viajar sozinha aos 17 anos que não parei até hoje.
E pretendo não parar nunca mais.

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Namore alguém que emocionalmente te ame e espiritualmente te fortaleça

Namore alguém que emocionalmente te ame e espiritualmente te fortaleça

Namore alguém que desperte o seu riso fácil, alguém que ame o seu jeito bagunçado e que se importe com o que você sente. Alguém que não dê as costas para a sua dor e que o acolha, mesmo não entendendo os seus porquês. Namore alguém que seja seu amigo, que goste da sua risada escandalosa e que veja graça nas suas piadas sem graça.

Namore alguém que emocionalmente o ame por inteiro, sem desculpas. Alguém que deixe os “e se” de lado e queira viver uma história ao seu lado.

Namore alguém que emocionalmente ame o seu jeito desastrado de ser, porque sabe que, mesmo quebrando tantas coisas e derrubando tantas outras, você jamais quebraria o mais importante: o seu coração. Alguém que veja que, por detrás dessa pose de durona, há alguém com um coração disposto a amar, mas que, talvez, depois de tantos tombos, preferiu recuar. Alguém que seja companhia para as tempestades e não apenas quando o sol decide brilhar.

Namore alguém que emocionalmente te ame sem precisar de maquiagem para ganhar elogios, sem precisar de roupas novas para reparar em você, alguém que veja a tua alma bonita e que saiba que você tem um coração enorme, disposto a transbordar.

Alguém que não dependa da sua beleza, do seu charme, dos seus encantos e da sua inteligência, para amá-lo. Mesmo você sendo uma avalanche de coisas lindas, causando sentimentos que o desmontem por inteiro, mesmo que você desperte um sorriso apenas com o seu jeito de olhar. Namore alguém que veja além de um corpo, uma admiração e uma atração. Namore alguém que veja e seja amor. Que olhe para aquilo que está além do que os olhos possam ver: a nossa alma bonita.

Namore alguém que emocionalmente o ame, mas que espiritualmente o fortaleça. Alguém que o incentive a ser melhor e que saiba o significado da palavra respeito. Alguém que olhe para você e veja ali a mais bela obra da criação, que veja o seu coração entregue a Deus e que deseje se achegar ao dono do seu coração, antes de conquistá-la.

Namore alguém que o ame da forma mais bonita, alguém que o ame em oração. Alguém que emocionalmente ame o seu sapato colorido, mesmo achando que ele não combina com aquele seu vestido azul. Alguém que deseje ser cuidado e cuidar, ser abraçado e abraçar. Que desperte o seu sorriso e que saiba segurar a sua mão quando tudo estiver indo mal.

Alguém que queira orar com você e por você, como quem deseja ter essa história escrita por Deus. Namore alguém que emocionalmente o ame, como quem tem uma grande mulher ao seu lado, mas que espiritualmente o fortaleça, como quem deseja paz, como quem sabe que o autor da criação tem arquitetado planos maravilhosos para essa criação tão singular: você!

Marcas do tempo são um forte sinal de que não se pode perder tempo!

Marcas do tempo são um forte sinal de que não se pode perder tempo!

Meu rosto e meu corpo exibem marcas do tempo. Ainda assim muitas vezes me permito perder tempo. Jogar fora um tempo que não controlo, não posso pausar, voltar, frear.

O tempo é alheio a humor, preguiça, falta de coragem ou sobra de desculpas. Ele passa ruidoso, deixa marcas, mostra datas, aponta falhas.

Muito se deseja, pouco se faz. O tempo dos sonhos passa voando. É uma conta que não fecha e sempre vai mostrar números vermelhos.

Não se pode perder tempo. Não se deve se perder no tempo. Não há tempo para tudo. Não se sabe quando não haverá mais tempo.

Uma roupa nova deve ser usada.
A economia para viagem precisa ser realizada.
O abraço de saudade tem que ser dado.
Aquele perdão pendente não pode mais ser adiado.
O presente, entregue.
A tarefa, cumprida.
O aniversário, comemorado.
A vida, respeitada.
O amor, vivido.

De nada valem marcas do tempo escondidas ou camufladas, se nada ensinaram nem aliviaram a fome de tempo que nos consome.

Ainda menos riquezas acumuladas, se a miséria é de tempo que não se tem para desfrutar.

Se hoje você tem algum tempo, tente usá-lo a seu favor, com qualidade, valor e sabor.

Na corrida contra o tempo, a gente só consegue vencer se deixar mais marcas pelo tempo do que ele em nós. Marcas, lembranças, recordações.

É disso que somos feitos e é isso que faz o tempo trabalhar a nosso favor.

10 filmes fabulosos para quem quer aprender algo novo

10 filmes fabulosos para quem quer aprender algo novo

Assistir filmes não é apenas um simples passatempo; cada história sempre acrescenta algo à sua vida (idealmente). Por isso, se seu objetivo for aprender algo de novo (seja para refletir ou para aumentar seu conhecimento acadêmico), as dez obras abaixo podem satisfazer muito bem esse desejo.

Todos os homens do presidente

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“Todos os homens do presidente” (no original, “All the President’s Men”) é um filme americano de 1976 dirigido por Alan J. Pakula e baseado no livro de mesmo nome, lançado em 1974.
O filme retrata o caso Watergate, no qual dois jornalistas – Bob Woodward e Carl Bernstein – insistiram em uma investigação que culminou na renúncia do presidente Richard Nixon, dos EUA. O filme é considerado uma espécie de “manual jornalístico”, debatendo temas como ética profissional, importância da comunicação e forças políticas que permeiam a imprensa.

A lição que se aprende com esse filme é como o jornalismo investigativo sério pode ser útil para a sociedade, mas também como é difícil a vida desses profissionais, cheia de desafios e obstáculos. O mundo não sobrevive sem a divulgação de notícias. É interessante que todas as pessoas assistam o filme para entender melhor como funciona o processo de pesquisa, investigação e checagem de fatos que leva a produção de um artigo sério.

Céu de Outubro

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“Céu de Outubro” (no original, “October Sky”) é um filme de 1999 baseado no livro “Rocket Boys”. Ele conta a história do filho de um mineiro de carvão que, inspirado pelo lançamento do satélite Sputnik, decide construir foguetes modelos durante o ensino médio, tornando-se mais tarde um cientista da NASA.
O ambiente do filme é marcado por atividade sindical, greves e pelos riscos e acidentes na atividade de mineração – o que por si só já é uma excelente lição de tópicos muito comuns na sociedade.
Além disso, discute o fato de um filho não querer seguir a carreira que seu pai deseja que ele siga e seu o sonho por viagens espaciais. Também mostra que o esforço pode levar qualquer um a realizar seus sonhos, e que a ciência é algo que exige dedicação.
Por fim, o filme também é um presente para os amantes de história, astronomia e exploração espacial.

A Missão

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“A Missão” (no título original, “The Mission”) é um filme britânico de 1986 dirigido por Roland Joffé e baseado em fatos reais. Ele trata da época da expulsão dos jesuítas do reino português no Brasil, devido à crise nas relações entre a Coroa portuguesa e a Companhia de Jesus.
O enredo contém padres, mercadores de escravos, evangelização dos índios, crimes passionais, autopunição, sistema judiciário, guerras, massacres e muita verdade, da mais cruel possível. Quem quer entender mais sobre o início da história do Brasil deve assistir essa obra e fazer suas próprias reflexões sobre como esse episódio do país influenciou o que somos hoje.
Muitos se referem ao ano 1500 como a descoberta do Brasil, mas a verdade é que ele não era um local desconhecido e desabitado. Quando a Europa notou o Novo Mundo, os habitantes desse “paraíso” só podiam ter três destinos: perder seus costumes e crenças para uma nova e imposta cultura, serem escravizados como animais selvagens ou serem dizimados pelos colonizadores. Quem foi ficando, quem está por aqui até agora, é provavelmente descendente ou dos sofredores ou dos causadores de sofrimento. No que isso nos afeta como povo?

O Óleo de Lorenzo

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“O Óleo de Lorenzo” (no original, “Lorenzo’s Oil”) é um filme de 1992 feito nos EUA e dirigido por George Miller. Ele retrata uma história real de pais que descobrem que seu filho Lorenzo possui uma doença rara e degenerativa, a adrenoleucodistrofia (ADL). Com oito anos, os médicos dizem que Lorenzo deve morrer em breve, pois não conhecem nenhum remédio ou cura.
Seus pais não aceitam essa situação. Apesar de serem historiadores, passam a pesquisar sozinhos em livros de medicina e química, e descobrem um óleo que não cura efetivamente a doença, mas a estagna. O garoto acaba vivendo muito mais do que os médicos pensavam que iria.
O conteúdo moral do filme é bastante claro – ele fala sobre como a perseverança, o amor e a luta podem te levar muito longe. Mas é possível aprender muitas outras coisas com esse filme, entre elas o poder da ciência e do método científico. Apesar de serem religiosos, os pais de Lorenzo se voltaram à dedução humana e se embasaram na pesquisa cientifica para buscar uma resposta para a doença do filho – algo que certamente valeu a pena. Além disso, o enredo traz um conhecimento de bioquímica interessante, do organismo humano, de como funcionam nossas células etc.

Startup.com

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Este filme documentário (“Starup.com”, de 2001) mostra a ascensão e queda de uma start up, uma companhia recém-fundada, a govworks.com. A empresa chega a US$ 50 milhões em menos de um ano, mas tem dificuldade em lidar com sites concorrentes superiores e acaba definhando e sendo consumida por uma empresa maior após menos de dois anos de existência.
Esse é um enredo para quem quer aprender algo sobre negócios. Temas como a confiança em sua equipe, fornecer um produto melhor do que o da concorrência, e os desafios do empreendedorismo são discutidos, de maneira que se podem tirar grandes lições de empreendedorismo com a história.

Intocáveis

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“Intocáveis” (“Intouchables”, no original) é um filme francês de comédia dramática, escrito e realizado por Olivier Nakache e Éric Toledano. Baseado numa história real, mostra a interação entre um aristocrata muito rico e tetraplégico e um jovem senegalês que é contratado para ser seu cuidador.
Tendo em vista a complexidade dos cuidados necessários, todos que entravam para trabalhar com o milionário Philippe ficavam pouco tempo e iam embora. Então, ele contrata um jovem inexperiente e ex-presidiário para ajudá-lo.
O novo empregado, Driss, não trata Philippe como um coitado. A displicência, naturalidade e sinceridade com que se refere a seu “chefe” – e principalmente o fato de vê-lo sem preconceitos – faz desta parceria ideal. A relação não é só beneficia ao patrão – Philippe abandona sua arrogância fazendo da construção de relacionamentos sinceros e saudáveis um bom motivo para continuar vivendo, e Driss, expulso de casa e excluído da sociedade, se depara com a chance de crescer como indivíduo e fazer algo de útil na vida, deixando sua contribuição para o mundo.
Em resumo, esse é um filme que trata de muitas questões da modernidade – dinheiro, relações pessoais, a falta de sinceridade, o sentido da vida etc. Sua grande lição é: o que importa no mundo são as pessoas, não as coisas.

Loucos Sonhos

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“Loucos Sonhos” (no original, “Beautiful Dreamers”), de 1990, dirigido por John Kent Harrison, conta a história do médico Richard Bucke depois que ele assume a chefia de um manicômio no Canadá. Bucke empenha-se em criar novos métodos de tratamento para cuidar dos pacientes, o que escandaliza os especialistas, mas ganha a simpatia do poeta Walt Whitman em pessoa, que o ajuda a enfrentar o conservadorismo dominante.
O filme mostra o tratamento bárbaro dos doentes mentais, deficientes mentais e outros com condições neurológicas durante os anos 1800. Até hoje, há muito preconceito em torno de doenças da mente, como a depressão, e faz pouco tempo que criamos terapias mais humanas e eficazes para esses pacientes. O Dr. Bucke serve como um modelo de coragem, sensibilidade e tolerância, nos mostrando que temos que ter compaixão por essas pessoas como temos por aquelas que possuem uma doença física. Ou seja, o filme tem o poder de gerar mais empatia pelos sofredores de condições mentais.
Por fim, conhecer mais detalhes da vida de Whitman nos faz querer ler mais sua bela poesia, e ninguém perde por se tornar um melhor conhecedor dessa literatura inglesa magnífica.

O Julgamento de Nuremberg

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“O Julgamento de Nuremberg” (no original, “Judgment at Nuremberg”) é um filme norte-americano dirigido por Stanley Kramer em 1961. Foi baseado em fatos reais, principalmente no caso Katzenberger, o último julgamento dos Processos de Guerra de Nuremberg que ocorreram depois da Segunda Guerra Mundial para julgar criminosos nazistas.
“Limpeza étnica”, Alemanha de Hitler, Holocausto e guerra mundial são todos temas trabalhados nesse enredo. Além de ser uma aula de história, nos mostra como funcionam os princípios da justiça e do direito internacional, e como os crimes de guerra e os cometidos contra a humanidade são debatidos em corte. Por fim, gera muita reflexão com as questões morais que propõe, e de até onde vão os direitos humanos.

A Máquina do Tempo

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“A Máquina do Tempo” (“The Time Machine”, no original”) é um filme de ficção científica britânico de 1960, dirigido por George Pal e baseado no livro de H. G. Wells. O enredo relata a história de um homem que constrói uma máquina do tempo, e a utiliza para viajar ao futuro.
Uma das coisas mais interessantes que é possível aprender com esse filme é a escala temporal da evolução da humanidade. Na história, há uma evolução ficcional dos humanos 800 mil anos no futuro em sub-espécies diferentes, que vivem em uma relação complexa de predação e reprodução.
Assim, pode-se ver em ação mecanismos que de fato impulsionam a evolução, como mutações e seleção natural, através de exemplos dramáticas, como a borboleta Blue Moon, e mutações relativamente recentes na espécie humana, tais como a capacidade dos adultos de digerir produtos lácteos e o surgimento de olhos azuis. Por fim, é possível entender melhor também o conceito de engenharia genética.

2001: Uma Odisséia no Espaço

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“2001: Uma Odisséia no Espaço” (no original, “2001: A Space Odyssey”) é um filme americano de 1968 dirigido por Stanley Kubrick. O filme possui temas notáveis, como evolução humana, tecnologia, inteligência artificial e vida extraterrestre. É imperdível por ser um marco cinematográfico em muitos aspectos: visual, artístico, filosófico, técnico, publicitário e sociológico, além de seu notável realismo científico.
Mesmo adiantando mais de um ano a ida do homem à lua, esse evento é mostrado na obra com o máximo de fidelidade possível. Enquanto a maioria das ficções científicas não gosta de perder público tirando o som de seus filmes, Kubrick levou a sério o silêncio no espaço, uma vez que o som não se propaga lá. Outros conceitos podem ser aprendidos no filme também, como a Primeira Lei de Newton, a força centrífuga e a gravidade.
O início da história é praticamente um curta-metragem sobre o nascimento da humanidade (SPOILER!) com símios brilhantemente descobrindo o poder das ferramentas. O tema da nossa evolução pelos anos seguintes percorre todo o enredo, entrelaçado com questões do universo e da sociedade.
“Uma Odisséia no Espaço” serve até como aula de cinema, por seu pioneirismo e seu roteiro cativante. Em 1991, foi considerado “culturalmente, historicamente ou esteticamente significante” pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.

Fonte: Hypescience

Sou do tipo que ainda acredita que ação diz mais que expressão – sobretudo a facial.

Sou do tipo que ainda acredita que ação diz mais que expressão – sobretudo a facial.

Os olhos são as janelas da alma, dizem. Nesse caso, devo ser algum tipo de cego funcional. A maioria de nós é, mas romantiza, finge enxergar o que no fundo é só pupila e íris. Sou do tipo que ainda acredita que ação diz mais que expressão – sobretudo a facial.

O amor é um fenômeno fisicamente involuntário. Mãos suam frio, pernas tremem, estômagos reviram, línguas prolixas paralisam, cabeças rodopiam. É surpresa, choque, balanço significativo em nossas estruturas mais sólidas. Não é o olhar que diz “eu te amo”, é todo corpo, cada pedaço dele, do maior ao menor.

Mais valem mãos que agarram, bocas que beijam, corpos que se tocam. O olhar é mensageiro. Pode anunciar intenções, enviar sinais sutis, mas é o modo como agimos que conta de verdade. As ações dizem realmente quem somos, para o bem ou para o mal.

Não existem segredos nos olhos. O segredo está em quem olha, em quem é por eles olhado.

Pouco importa se é por abrir mão de uma noite com os amigos para ficar em casa assistindo a um filme com Ryan Gosling ou por, de livre e espontânea vontade, assumir a infame missão de apagar a luz antes de irem dormir. Na grandeza dos gestos pequenos repousa o cuidado essencial. Aquele que nada exige além de entrega sincera, de abertura para ser cuidado e para cuidar.

E daí que os anos passam, a vida muda e o mundo gira? Gestos ficam, marcam profundamente. É com eles que deixamos nossas pegadas na vida (na nossa e nas vidas de outras pessoas), é com eles que construímos uma história. Só os covardes culpam o tempo.

Agir não é apenas falar que sentiu saudades, mas abraçar como quem sente saudade. É também demonstrar com a ponta dos dedos enquanto faz cafuné; é tornar a memória presente ao se lembrar de como exatamente a outra pessoa gosta de um prato ou drinque enquanto o prepara.

Não é preciso fogos de artifício. Não é preciso carros de mensagens espalhafatosos. Só é preciso estar presente, se fazer presente pelos gestos.
Não basta olhar. É preciso fazer-se letreiro e dizer com o próprio corpo “eu estou aqui. Eu estou aqui por você!”.

O inerte põe nos olhos a culpa da sua imobilidade, dizendo que eles bastam para manifestar suas intenções, enquanto quem age constrói um abrigo seguro para o seu coração.
“O essencial é invisível aos olhos”, escreveu Saint-Exupéry. Clichê? Sim. Verdade? Também.

Gente muito bêbada é um saco e muito sóbria é um porre. Gostoso é o caminho do meio.

Gente muito bêbada é um saco e muito sóbria é um porre. Gostoso é o caminho do meio.

“Nem tanto ao mar, nem tanto à terra”. Quando o Padre Antônio Vieira escreveu essa maravilha, resumiu a história toda. O que será que ele pensava nessa hora? Será que puxava a orelha de um colega de batina muito afeito a exagerar no vinho? Falava dos exageros de uma fiel radical que seguia à risca os versículos bíblicos? Ponderava sobre a duração de seus sermões, tentando não fazê-los tão longos para não cansar a audiência nem tão curtos para não enfraquecer a mensagem? Difícil saber.

Eu só acho que ele acertou em cheio. Confirmou de alguma forma o que Buda havia dito muito tempo antes sobre o caminho do meio. Para que tanto extremismo? Aonde vamos com tantos excessos? De que servem tantas certezas?

No geral, gente muito bêbada ou muito sóbria é sempre muito chata. Deus nos livre dos embriagados demais e dos rigorosamente abstêmios. Excesso faz mal. Eu prefiro a embriaguez suave e a sobriedade moderada.

Aqui pra nós, lucidez extrema é pretensão. E pretensão quase sempre é um porre. Quem se acha mesmo tão sóbrio a ponto de entender a complexidade do mundo está tão louco quanto todos os outros. Do mesmo jeito, um cadinho de elevação, loucura e embriaguez, pela arte, pela paixão ou pelo álcool, não há de fazer mal a quem souber voltar ao chão na hora certa.

Quem já esteve nos dois lados sabe. Cair de bêbado ou se embriagar de sobriedade não é bom negócio. Vivamos sem culpa o meio termo, firmes e frágeis, loucos e sãos, bebericando um carinho aqui, enchendo a cara de sonho ali, delirando um amor acolá.

Incertos mas inteiros, errando e acertando no caminho do meio. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Nem tão bêbados, nem tão sóbrios. Gente imperfeita, inacabada e incompleta vivendo sem moderação.

12 documentários que você precisa assistir para entender as mudanças do mundo

12 documentários que você precisa assistir para entender as mudanças do mundo

Veja quais filmes assistir e adquira novos pontos de vista

Os documentários costumam representar uma visão sobre o mundo e abordam temas sobre os quais existam interesses sociais ou debates. Seu discurso tem por característica acontecimentos reais, tratando efetivamente do que ocorreu (antes ou durante as filmagens) e não do que poderia ter acontecido.

Esse tipo de filme nos disponibiliza uma experiência única, pois jamais os assistimos e permanecemos iguais. Sua história, seus sons e imagens representam mais do que simples impressões passageiras, pois nos fazem adquirir novos pontos de vista, que podem ser ou não o que sua temática quis expor.

Pensando nas mudanças que o mundo já sofreu e vem sofrendo nos dias de hoje, o Guia da Semana listou documentários sobre o assunto que você precisa assistir para compreender determinadas situações. Confira:

1- Nós que aqui estamos por vós esperamos

O filme traz memórias do século XX e faz uma verdadeira volta ao mundo no seu contexto histórico, econômico e cultural, banalizando a vida e a morte para nos fazer refletir sobre ela

Inspirado no livro A Era dos Extremos, do historiador Eric Hobsbawn, traz imagens antigas e fala sobre o período de contrastes entre um mundo que se envolve em grandes conflitos, a banalização da violência, o desenvolvimento tecnológico, a esperança e a loucura das pessoas.

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2- A última hora

Causadas pela própria humanidade, enchentes, furacões e uma série de tragédias assolam o planeta cotidianamente. O documentário mostra como a Terra chegou nesse ponto: de que forma o ecossistema tem sido destruído e, principalmente, o que é possível fazer para reverter este quadro. Entrevistas com mais de 50 renomados cientistas, pensadores e líderes ajudam a esclarecer estas importantes questões e a indicar as alternativas ainda possíveis.

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3- Uma verdade inconveniente

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore apresenta uma análise da questão do aquecimento global, mostrando os mitos e equívocos existentes em torno do tema e também possíveis saídas para que o planeta não passe por uma catástrofe climática nas próximas décadas.

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4- Quem somos nós?

Amanda (Marlee Matlin) está numa fantástica experiência ao estilo “Alice no País das Maravilhas” enquanto seu monótono cotidiano começa a se desmanchar. Esta situação revela o incerto mundo escondido por trás daquilo que se costuma considerar realidade. Amanda mergulha num turbilhão de ocorrências caóticas que revelam um profundo e oculto conhecimento do real. Ela entra em crise e questiona o sentido da existência humana

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5- KOYAANISQATSI

As relações entre os seres humanos, a natureza, o tempo e a tecnologia. Cidade, campo, paisagem, rotina, pessoas, construções, destruição. Um documentário sem atores e sem diálogos, composto por uma impressionante coleção de imagens e uma marcante trilha sonora.

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6- O planeta branco

Um vasto panorama da região do Ártico, mostrando as diferenças na passagem provocadas pelas estações do ano. O filme registra a força e a habilidade dos animais do Pólo Norte em sua luta pela sobrevivência, e também sua vulnerabilidade diante das mudanças agressivas provocadas no meio-ambiente pelo fenômeno do aquecimento global.

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7- A Convocação

O documentário aborda a crença em Deus e a paz mundial por meio da religiosidade, espiritualidade, ciência, arte, entre outros. É uma maneira de refletir sobre as relações que se tem com o próximo, e suas finalidades. O filme conta com participações de personalidades como Mark Wahlberg, Dalai Lama, Oliver Stone e Rosario Dawson.

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8- I’am

I’am é a história de Tom Shadyac, um diretor de sucesso em Hollywood, que após um perigoso ferimento na cabeça experimenta uma jornada para tentar descobrir e responder duas questões bem básicas: “O que está errado no mundo?” e “Que podemos fazer sobre isso?”.

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9- Home – Nosso planeta, nossa casa

Uma experiência original que registra uma viagem única pelo planeta Terra. Filmado inteiramente do ponto de vista de cima, pelo consagrado fotógrafo Yann Arthus-Bertrand, HOME visa sensibilizar, educar e conscientizar as platéias de todo o mundo sobre a fragilidade de nosso lar, ao demonstrar que tudo que é vivo e belo sobre nosso planeta está interligado. Sua missão é alertar que, apesar dos males que causamos nos últimos 50 anos à Terra, ainda há chance de salvarmos nossa casa.

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10- Paraíso ou esquecimento

O que seria de uma sociedade em que não houvesse escassez, onde comida, vestuário, diversão, tecnologia fossem disponíveis para todos os habitantes, onde o dinheiro, o lucro e a economia não valessem nada. Pessoas continuariam a desempenhar trabalhos monótonos, desgastantes ou semi-escravos? Ou se dedicariam a algo que as motivassem, que as desenvolvessem na arte, ciência ou tecnologia? O que seria do planeta se tudo fosse feito da melhor forma para todos?
Se você acha que um mundo assim pode ser viável, esse documentário pode te inspirar um pouco.
Utopia pode algum dia se tornar realidade?

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11- Ouro azul: a guerra mundial da água

Documentário sobre as atuais e futuras Guerras Mundiais por Água. Mostra como a água mundialmente está sendo mal gerida, esgotada e poluída.
A falta de água em muitos países do mundo devido a manipulação e corrupção por parte dos Governos, administrações locais e, claro, as corporações multinacionais de Água.
As constantes lutas entre o povo e os altos poderes econômicos e governamentais, as Guerras e revoluções diárias por uma fonte de vida de todos os seres humanos e seres vivos deste planeta.

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12- Quem se importa?

Quem se Importa? é um documentário longa metragem sobre empreendedores sociais no Brasil e ao redor do mundo. Pessoas brilhantes, que criaram, cada qual, uma organização inovadora capaz de não só mudar a sociedade ao seu redor, mas também causar impacto social suficiente para que estas idéias possam virar políticas públicas aplicadas em várias partes do mundo. Um filme que, através de cada um de seus personagens, vasculha o mundo atrás de pessoas magníficas que oferecem simples soluções para as mais graves questões que nos afetam profundamente.

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Fonte: Guia Da Semana

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