3 dicas da Conti para Netflix em julho + lista completa de lançamentos.

3 dicas da Conti para Netflix em julho + lista completa de lançamentos.

Temos continuações e novidades com data marcada para julho.

Abaixo, vejam as novas opções disponíveis e escolham a que mais combina com a sua personalidade.

Dicas da CONTI?

Com certeza “Bates Motel”- para quem gosta de ter seu olhar desafiado e “Outlander” para os românticos de plantão. Para quem gosta de um filme com trama envolvente: “O discurso do rei”.

Bates Motel (série)

A nova temporada revelará detalhes bizarros sobre a relação mantida entre Norman e sua mãe, além dos traumas que irão levá-lo a se transformar em um psicótico assassino.
A quarta temporada estará disponível no dia 1º/7.

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Outlander (série)

Claire Randall (Caitriona Balfe) é uma enfermeira em combate em 1945. Ela é misteriosamente transportada através do tempo e mandada para 1743, e sua vida passa a correr riscos que ela desconhece. Forçada a se casar com Jamie Fraser (Sam Heughan), um cortês e nobre guerreiro escocês. Um relacionamento apaixonado se acende, e deixa o coração de Claire dividido entre dois homens completamente diferentes, em duas vidas que não podem ser conciliadas.
A segunda temporada estará disponível no dia 15/7.

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“O discurso do rei” (filme)

Desde os 4 anos, George (Colin Firth) é gago. Este é um sério problema para um integrante da realiza britânica, que frequentemente precisa fazer discursos. George procurou diversos médicos, mas nenhum deles trouxe resultados eficazes. Quando sua esposa, Elizabeth (Helena Bonham Carter), o leva até Lionel Logue (Geoffrey Rush), um terapeuta de fala de método pouco convencional, George está desesperançoso. Lionel se coloca de igual para igual com George e atua também como seu psicólogo, de forma a tornar-se seu amigo. Seus exercícios e métodos fazem com que George adquira autoconfiança para cumprir o maior de seus desafios: assumir a coroa, após a abdicação de seu irmão David (Guy Pearce).

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Querem saber mais?

Segue a lista completa de lançamentos de julho!

Archer
Bates Motel
Brooklyn Nine-Nine
El Capo – El Amo del Tunel
Intersection (Kördügüm)
Limitless
Segredos e Mentiras (Secrets and Lies)
Penn & Teller
Reggie Yates Outside Man
RuPaul’s Drag Race
Um Contratempo
Invasão Zumbi
O Canal
71 – Esquecido em Belfast
Legião de Heróis
Paralisia
Piratas do Caribe: Pérola Negra
Players
A Cilada
A Face do Mentiroso
A gangue está em campo
Arremesso de Ouro (Million Dollar Arm)
Dois Lados do Amor
Donnie Brasco


Tik Tok
Manhattan Nocturne
O Mistério Lunar (High Moon)
O Sorriso de Monalisa
Um Passado Sombrio
10 jours en or
Ajab Prem Ki Ghazab Kahani
Amizade Colorida
Ankhon Dekhi
Army of One
Bheja Fry 2
Dedh Ishqiya
Hunterrr
Ishq Vishk
Ishqiya
Monster-in-Law (A Sogra)
O Passeio 4 – A Família vai para Miami
O Último Ato (The Humbling)
Socios por accidente 2
The Dirty Picture
모모살롱
Nine: Nove Vezes Viajante do Tempo
Albion: The Enchanted Stallion
Dashavatar: Every Era Has a Hero
Hora do Recreio – Novas Aventuras na 5ª Série
Pássaros Livres: Atlas Aventuras
R.L. Stine’s Mostly Ghostly: Have You Met My Ghoulfriend? 
Zip e Zap – A Ilha do Capitão (Zipi y Zape y la Isla del Capitán)
A Irmã do Meio (Stuck in the Middle)
Agente K.C. (K.C. Undercover)
Amigas a qualquer hora
As Aventuras de Chuck e Amigos
Garota Conhece o Mundo (Girl Meets World)
Lab Rats: Força Elite (Lab Rats: Elite Force)
Little Baby Bum: Nursery Rhyme Friends
O Incrível Mundo de Gumball
Ursos Sem Curso (We Bare Bears)
Given
Keep Quiet
Manny
Out of Thin Air
Russell Brand: From Addiction to Recovery
The Truth Is in the Stars
Murilo Couto Eu, eu Murilo

Com informações de “Adoro Cinema” e Optclean.

 

“Por onde for quero ser MEU par”

“Por onde for quero ser MEU par”

Essa gente interessante que descobriu que é uma delícia ser feliz sozinho!

O que pode ser pior do que fazerem você acreditar que a felicidade é uma obrigação, e que não basta obtê-la… é preciso compartilhá-la e ostentá-la de todas as formas possíveis?! Pior que isso, só mesmo você comprar essa ideia e fazer dela um mantra.

Ahhhhh… mas há coisa ainda pior que isso. E essa coisa é você acreditar que se não tiver um “mozão” você está condenado a uma vida triste, apagada e solitária.

Veja bem… Namorar é uma gostosura. Ter alguém com quem dividir e somar afeto é uma das buscas emocionais mais antigas dos seres humanos. Encontrar alguém querido para partilhar projetos, descobertas, alegrias e perrengues é um sonho coletivo e individual. Tudo bem… tudo isso é verdade.

No entanto, faça um favor a si mesmo: não caia nessa armadilha de acreditar que todos os pares estão em uma permanente lua de mel, que todo mundo tem mesmo “um eterno namorado”, que a vida só ficará completa quando você deixar de ser solteiro ou solteira. Não é bem assim que a bandinha toca!

A solteirice tem muitos encantos e pode significar uma oportunidade única para você descobrir aspectos incrivelmente interessantes acerca daquela pessoa que você anda negligenciando e desvalorizando há algum tempo: você mesmo!

O fato de você estar sozinho, do ponto de vista romântico, pode trazer às suas mãos uma circunstância preciosa de autoconhecimento e amadurecimento emocional. Pare um instante e respire, observe-se internamente, ouça seus barulhos e silêncios.

Esse processo de aproximação tem o poder mágico de tirar você dessa rodinha automática da imposição social acerca da felicidade amorosa. Essa intimidade consigo mesmo pode oferecer às suas interpretações do mundo um olhar mais ampliado e ajudar você a parar de embarcar em relações afetivas compulsórias em busca de preenchimento emocional que ninguém, além de você mesmo, vai dar conta de suprir.

Por isso, pessoa linda, dê a si mesmo a oportunidade de curtir esse período de estar só, para processar suas necessidades afetivas e transformá-las em algo além de ansiedade e medo da solidão. Pois acredite, há muita gente solitária escondida em fotos de “casais apaixonados” e o “mozão” do outro sempre vai parecer mais bacana do que realmente é. Como dizia minha sábia vovozinha: “Vai morar com ele, vai!”.

Imagem de capa meramente ilustrativa: Cena do filme “A modista”

Você é quem decide estar aberto, pronto e disponível

Você é quem decide estar aberto, pronto e disponível

Você, somente você sabe das próprias descobertas, dores e entregas. Conexões não podem ser forçadas. Elas precisam acontecer naturalmente e livres das obrigações que o mundo insiste em nos empurrar alma adentro.

Quando você entende um pouco mais de si, percebe que nada é tão complicado assim. Que relações pautadas em egoísmos e privações mais afastam do que aproximam. E ninguém pode determinar os caminhos e sentimentos de cada ser. Cultivar prisões emocionais criadas por alguém, diminui e entristece o espírito.

Quem quer estabelecer vínculos honestos, não pode chantagear o próximo. Encontro não é controle, mas permissão. Permissão para entrar na vida de alguém e contribuir, com afeto e respeito, naquele coração que já viveu muito antes de você chegar. Logo, não faz o menor sentido pedir passagem e manter o amar trancafiado. O amor também requer necessidades básicas para o seu crescimento.

Por isso, é cada vez mais urgente entendermos mais de nós. Reconhecer os medos, os sonhos, as qualidades e os defeitos que fazem de nós, serem tão densos e ativos. Mas nada justifica, em decepção alguma, o distanciamento dos nossos inteiros. Sem eles, somos cascas que perambulam sem propósito, sem porquê.

Resiliência não é um mero conceito. Autoconhecimento não é uma simples atitude. Ambos demandam espaços e escolhas a serem feitas, diariamente, com a máxima daquilo que podemos oferecer.

Você é quem decide estar pronto, aberto e disponível. Pronto para seguir, aberto para acolher e disponível para somar. Mais do que direitos, essas são provas da sua, da nossa capacidade de amar e transcender rumo ao infinito.

Título extraído da palestra “Beyond Enlightenment”, de Osho.

Imagem de capa: LoboPhotosESP, Shutterstock

Para o amor que foi embora, muito obrigada

Para o amor que foi embora, muito obrigada

Eu preciso te agradecer. Na verdade, a vontade que tinha era de colocar o seu nome num cartaz bem grande, do alto de um prédio, só para ver qual seria a sua reação. Mas tudo bem, deixa pra lá. Agradeço aqui mesmo, neste texto, por ter ido embora. Amor, você me fez um favor para a vida toda.

Quando nos conhecemos, entendi que era amor. Pensei que, sendo assim, deveria dedicar tudo da minha pessoa para você. Com o objetivo de fazê-lo feliz, fiz tuas vontades, realizei sacrifícios, fui contra quem eu era antes de te conhecer. Esqueci completamente como andar com as minhas próprias pernas, como sentir o viver separado da sua companhia.

Amigos me diziam que isso não era normal. Que depositar tanto de si para alguém, não tinha como ser amor. Que talvez fosse algo mais próximo da obsessão, da obrigação embutida por uma cultura que prega “o amor que supera e faz de tudo”. Fiz pouco caso da preocupação deles. Continuei, firme e forte, ao seu lado. A minha vida significava amar você, não importando o porquê.

Nem sempre você era gentil comigo. Às vezes, você se esquecia de como tratar bem quem estava lá, diariamente, regando e mantendo o nosso querer. Isso me deixava chateada, causando até pensamentos de culpa. Mas logo você pedia desculpas e trazia presentes. Imaginava, agora vai ser diferente. Não foi. Vivi um ciclo de absurdos que nada é próximo do amor.

Um dia, tomei coragem. Resolvi partir e nunca mais voltar, nunca mais olhar para trás. Você protestou, chorou, suplicou. Disse exatamente aquilo que toda mulher quer ouvir, “sou seu e faço tudo por você, o que quiser”. Na época, não entendi muito bem a importância desse discurso, mas o aceitei de volta. Vivemos novas felicidades, mas não durou muito tempo.

Passado alguns meses, foi a sua vez de dizer que iria embora. Nada falei. Você não entendeu e ainda me encheu de perguntas – talvez, no mais súbito arrependimento, se perguntasse qual seria a outra escolha. Não importou muito. Continuei uma rocha. Você partiu.

Acumulei tristezas durante semanas. Sentia falta. Afinal, foram muitos instantes ao lado de uma pessoa. Não dá para apagar tudo, assim de uma vez. Vivendo um dia após o outro, descobri que não precisava. Descobri que não precisava fazer nada que não quisesse, inclusive amar. Pelo menos não do jeito “faço tudo por você”. Isso não é amor, nunca foi amor.

Hoje, vejo o tanto que aprendi. Graças a você, conheci os meus piores e melhores lados. Agora sei como diferenciá-los e não permitir que nenhum deles me sugue por completa. É preciso equilíbrio, inclusive para o amor. E quando você diz amar e se esquece de si, já sabe, passou da curva, perdeu o sentido continuar.

Para o amor que foi embora, muito obrigada. Ando serena, feliz e ciente do passado. Me conhecendo muito mais, aproveito igualmente as oportunidades que a vida me traz. Sou leve, sou amor, sou minha. No pior dos casos, concedo um empréstimo da minha companhia para quem possa se interessar.

Imagem de capa: AstroStar, Shutterstock

4 sinais que são indicativos de que você está no caminho errado

4 sinais que são indicativos de que você está no caminho errado

Nem sempre somos capazes de perceber rapidamente que algo está errado. Aliás, nós até percebemos e sentimos, mas em grande parte do tempo não damos ouvidos aos sinais do ambiente, das pessoas ou mesmo de nosso próprio corpo.

Somos capazes de perceber que alguém nos observa mesmo sem olhar para a pessoa. Diversas vezes pensamos que algo vai acontecer, e aquilo realmente acontece. Podemos sentir que existe algo prestes a dar errado e, só depois de uma situação grave nos acometer, percebemos que havia sinais e eles não foram ouvidos. Ou seja, existe uma capacidade dentro de nós que lê sinais, basta que estejamos dispostos a vê-los e, o mais importante, aceitá-los e interpretá-los.

Compreender esses sinais é um exercício de maturidade, autoconhecimento, troca e, principalmente, de atenção e humildade.

Para que você esteja mais apto para reconhecer o que pode estar além do que parece óbvio,  seguem algum pontos que devemos observar com atenção e indagações que podem nos fazer “parar” por uns segundos e refletir antes de uma decisão.

1- Medo e insegurança persistentes…

O medo é um mecanismo de defesa que visa nos proteger de coisas, pessoas e locais que ainda não conhecemos e que, justamente por não conhecermos, podem nos oferecer algum perigo. É normal que sentimentos assim apareçam frente a situações novas. Se, entretanto, esses sentimentos forem uma constante em ambientes e com pessoas com as quais você passa muito tempo, é necessário compreender o que está desencadeando essa sensação.

É comum que, por exemplo:

  • Tenhamos sentimentos constantes de inadequação quando estamos na presença de pessoas manipuladoras;
  • Percebamos com estranheza elogios falsos, mesmo ao sorrir para e por eles;
  • Entendamos um olhar de malícia sexual, mesmo quando proveniente de uma pessoa que deveria ser respeitosa.

Nem sempre o óbvio retrata a realidade. Devemos nos lembrar que todas as pessoas trazem consigo uma multiplicidade de sentimentos e um histórico de vida único que podem torná-las adoráveis, mas que também podem esconder características perigosas.

Lembre-se que:

  • a violência doméstica só tem esse nome porque acontece dentro de casa;
  • a maioria dos casos de abuso infantil é realizado por parentes ou pessoas muito próximas e conhecidas da família;
  • padres podem ser pedófilos como qualquer outra pessoa que sofra desta patologia;
  • um patrão pode ser um assediador…e assim por diante.

Ou seja, os sinais podem estar escondidos além do que é socialmente esperado de uma pessoa, profissão ou local  em que esteja inseridas. Se você sentir que existe algo estranho, pense mais uma vez.

2- Adoecimentos frequentes, dores de cabeça e no corpo. Sentir-se esgotado…

O corpo fala e devemos escutá-lo.

Tensão constante pode gerar dores de cabeça e no corpo – e a origem pode ser emocional -, fruto de algo que está tornando a vida da pessoa difícil a maior parte do tempo.

Adoecer pode ser um pedido desesperado do corpo que opta por entrar em pane para obrigar a pessoa a parar. Parar fisicamente pode significar parar de sofrer emocionalmente.

Existe inteligência no corpo e essa inteligência é ligada a tentativas de sobrevivência.  Por outro lado, os estudos da psicossomática indicam correlação direta entre o emocional e o organismo: uma pessoa estressada, por exemplo, pode ter aumento dos batimentos cardíacos que levam ao aumento da pressão arterial e que podem multiplicar os riscos de problemas cardíacos. Outros problemas que podem ter origem no sofrimento emocional são:

  • insônia;
  • queda de cabelos;
  • bruxismo
  • alergias e outras doenças ligadas a alterações imunológicas.

Exemplos como os mencionados acima não faltam, mas a questão é: você é capaz de observar se pode as relações que podem existir entre o que você emocionalmente sente e o que o seu corpo fala?

3- Discussão e afastamento de pessoas próximas e queridas….

“Quem avisa amigo é.” Amigo também deve ser aquele que reflete humildemente sobre o que foi falado. Tendemos a nos armar e refutar ideias e “conselhos” de pessoas próximas. Entretanto, se algumas das pessoas que consideramos estão dando indicativos de que estamos em um caminho errado, não deveríamos parar e ouvir? É certo que, por exemplo, uma amiga próxima aconselha a outra, quando esta gasta demais ou briga demais com a família. A questão é: aquele que ouve o conselho consegue refletir sobre o que ouviu ou apenas escuta e se preocupa em refutar o que foi dito?

Indicativo de que existe algo errado também é o afastamento de pessoas próximas. Por que elas estão mais distantes? O que gerou o afastamento? É importante ressaltar que qualquer um dos lados pode ter maior responsabilidade nisso, mas não ver o real motivo de um afastamento pode ser ignorar grandes sinais de que existe algo que precisa ser observado, inclusive erros de conduta ou comportamento.

4- Sensação de estar infeliz, mesmo quando deveria estar bem. Rompantes de raiva desproporcionais ao momento. Sentimento de fracasso ou de que a sua vida é uma farsa…

Alterações significativas no comportamento podem ser um importante indicativo de alerta:

  • Se eu digo para todos que estou feliz, posto fotos felizes, exibo coisas que comprei e ainda assim não me sinto feliz;
  • se eu percebo que me frustro muito facilmente e, frente a isso me irrito e tenho explosões com facilidade durante as quais ataco pessoas de maneira exagerada;
  • se eu percebo que como em excesso para acalmar o emocional e alimentar algo que vai muito além do físico, mas que isso traz sequelas na autoestima e em toda a minha rotina… é preciso que seja feita uma avaliação  comportamentos.

O desvio de um sentimento para compras, alimentos ou qualquer outra compulsão é indicativa de que existe algo sendo trilhado no caminho errado. Toda compulsão acarreta consequências para a pessoa.

A atenção ao que está por trás de ações que tomamos ao longo do dia e de como nos sentimentos em relação à elas é uma grande chave para administrar melhor os sentimentos, até mesmo para não perder o controle nos momentos em que eles naturalmente oscilam.

Se você se identifica com algum dos pontos descritos acima, procure ajuda das pessoas em quem confia, converse com elas sobre isso e, se achar necessário, não se acanhe em procurar um profissional especializado. A maturidade de reconhecer que se precisa de ajuda é uma das maiores dádivas daqueles que querem se tornar pessoas melhores.

Imagem de capa:  Falcona/shutterstock

10 histórias a respeito de avôs e avós que vão te emocionar e inspirar

10 histórias a respeito de avôs e avós que vão te emocionar e inspirar

É comum termos lembranças carinhosas dos nossos avós. Coisas muito especiais estão normalmente relacionadas a eles. O cheiro de alguma comida, as palavras de sabedoria, as histórias e lições de vida contadas. Eles fazem parte de nosso crescimento como seres humanos, como mostra essa reunião de 10 histórias de avós e avôs que vão fazer você rir e se emocionar:

1 – “Recentemente, fui mal numa entrevista de emprego e fiquei muito irritado comigo mesmo. Meu avô se aproximou, me abraçou e disse: ‘Filhinho, você tem boa formação, experiência profissional e uma vida estável. E está triste? Eu cresci numa época muito difícil e não possuía nada disso, mas encontrei minha vocação e meu trabalho’. De onde nossos avós tiram tanta sabedoria e serenidade?”

2 – “Estava observando meu avô se aproximando da minha avó com um buquê de flores. Ele tampou seus olhos com uma mão e perguntou: ‘Quem é?’. Ela respondeu tranquilamente: ‘Meu amor grisalho’. E ele entregou o buquê.”

3 – “Hoje, no ônibus, encontrei um velhinho de uns 70 anos que estava indo a um encontro, levando flores e chocolates nas mãos. Ele perguntou ao motorista: ‘Me deixa naquele ponto ali na frente?’ E o motorista respondeu: ‘Sim’. O velhinho: ‘Obrigado, é que minha amada está me esperando lá’. Seus olhos brilhavam de felicidade.”

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Foto: janineminkenberg

4 – “Na universidade, tenho uma colega de 60 anos. Ela quer obter uma segunda formação porque a criança de 5 anos que ela adotou decidiu morar na Itália quando crescer. A senhora entrou na faculdade de letras para aprender a falar italiano e, depois, ensinar seu filho. Isso é ou não é amor verdadeiro?”

5 – “Quando estava no ônibus, vi um casal da terceira idade. A senhora gritava com o senhor, mas o velhinho a colocou em seu colo e sussurrou: ‘Você prometeu que não íamos mais brigar’. E assim, eles seguiram viagem em silêncio. Nunca vi algo tão lindo em minha vida.”

6 – “Há dois anos, meu avô que faleceu me deu seu livro favorito de presente. Hoje, decidi ler. Dentro dele, havia um pequeno envelope contendo uma nota de 50 dólares e um bilhete: “Quando estiver triste, compre chocolates.”

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Foto: samir.i.am

7 – “Eu estava no salão de beleza. O cabeleireiro cortava o cabelo de um velhinho, e sua esposa o esperava em uma poltrona. E o casal trocava frases sarcásticas. De repente, a senhora se irritou e começou a chorar. O velhinho se aproximou dela, deu um beijo em sua bochecha e disse que ela era o diamante mais bonito e valioso de sua vida. Aquilo me encheu de amor!”

8 – “Fui visitar meus avós. Eu estava sentada à mesa, com meu avô à minha frente e minha avó ao lado do aquecedor, preparando panquecas. De repente, meu avô disse: ‘Vamos mostrar a nossa neta como se faz!’. Em seguida, minha avó jogou, sem olhar, uma panqueca direto da frigideira para meu avô, que a pegou com o prato! Eles têm 70 anos, mas nunca esquecem da importância de se divertir.”

9 – “Eu passeava pelo parque quando vi o seguinte: um velhinho colocou sua companheira nos ombros para que ela pudesse alcançar os galhos e as flores de um jasmin. Quando o homem levantava a mulher, acabou soltando um pum. A senhora, morrendo de rir, disse: ‘Meu velho, não precisa ligar a propulsão para sair voando. Eu alcanço daqui mesmo’. Eu não pude segurar as gargalhadas!”

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Foto: alohaitsbecky

10 – “Outro dia, fui à casa dos meus avós. Minha vó me levou direto à cozinha para me servir um prato de seu cozido. Perguntei: ‘Vó, onde está o vovô?’. E ela, com voz triste e olhar para o chão: ‘Ele não resistiu. Se foi em meio à água corrente, não está mais aqui…’. Não entendi direito, mas minhas pernas começaram a tremer pensando no pior. Foi quando ouvi a voz do meu avô, gritando do banheiro: ‘Ei, minha velha, pare de inventar histórias. Eu só deixo este mundo depois de você!’

– Com informações de Incrível Club

 

Tô solteira porque não escondo os meus inteiros

Tô solteira porque não escondo os meus inteiros

Não tenho essa necessidade de estar com alguém para me sentir completa. Do que adianta começar um relacionamento e não ter a certeza e a possibilidade de estar ali, espirituosa e sincera, do jeitinho que realmente sou? Tô solteira porque não escondo os meus inteiros. É simples.

Para muitos, a carência fala mais alto. Essa gente que não sabe sustentar o próprio amor e trata logo de correr para os braços de alguém. Gente que se coloca abaixo do que merece, sem um pingo de consideração pelas próprias vontades. Não faz o menor sentido abrir mão de si para ganhar afetos parcelados. Sinceramente, não preciso disso.

Se for para entrar na vida de alguém, que seja demonstrando a minha melhor versão. E ela não faz jogos, não fica brincando de dois pesos e duas medidas e, para o desespero dos inquietos, também não economiza na hora de dizer a que veio. Sou tudo quando amor e interesse. Nada ou ninguém me fará sentir vergonha por isso.

Quero o pacote completo. Quero a cumplicidade dos verdadeiros amantes. Se for para brincar de ser, melhor nem acenar na minha direção. É que já passei da fase de experimentar amores. Hoje, sei o que me cabe. Não crio vínculos por conveniência. Gosto dos laços sinceros. Prefiro deixar o pouco para quem se contenta com pouco. Vai saber, sempre vai existir uma metade para outra.

Talvez eu seja exigente demais. Mas não dá para seguir com menos, essa é a verdade. Faço o que posso, lido com os meus problemas, pago minhas contas e tenho liberdades conquistadas através de muitos esforços. O mínimo, para não dizer justo, é poder escolher a minha própria companhia em vez daquelas furadas que se dizem amores.

Tô solteira porque não escondo os meus inteiros. Porque não acostumo com achismos, carinhos obsessivos e ausências de intelectos. Quero alguém que transborde, como eu, reciprocidade dos pés à cabeça.

Imagem de capa: AstroStar, Shutterstock

Pare de plantar flores no jardim de pessoas que não irão regá-las

Pare de plantar flores no jardim de pessoas que não irão regá-las

 

Todos plantamos flores em jardins alheios.

Fazemos isso porque queremos, para nutrir nossas relações, para criar vínculos significativos com as pessoas que acreditamos que são importantes para nós.

No entanto, em algumas ocasiões erramos os jardins que escolhemos para depositar nossas sementes de bondade, de dedicação, de afeto, tempo e energia.

Nos equivocamos porque nossas ações não são reconhecidas, porque há quem se acostume a ser alimentado mas se esqueça de que uma relação é troca, é reciprocidade e, antes de mais nada, o reflexo de uma maturidade psicológica e emocional em que ambos os membros ganham e ninguém perde.

Nem sempre é fácil construir laços fortes e enriquecedores com aqueles que nos rodeiam. Há quem falhe conosco, quem descuide de nós, e há quem, às vezes, nos deixa de lado deliberadamente.

Seja como for, há um aspecto que não podemos esquecer: nos preocuparmos com os demais e tentarmos sempre dar o nosso melhor não é ruim. Pelo contrário: é reflexo da nossa nobreza.

No entanto, é essencial que jamais nos esqueçamos de cuidar das raízes da flor mais bonita: nossa autoestima. Propomos uma reflexão sobre isso.

Como saber em que pessoas vale a pena investir tempo e afeto?

Não há fórmula mágica que nos permita saber, à primeira vista, quem vai falhar conosco, quem estará sempre próximo, será íntegro, e vai nos presentear sempre com a proximidade na qual encontrar apoio para poder crescer como pessoa.

As relações, sejam de casal ou de amizade, se consolidam com o tempo, após passar por momentos em que o vínculo é colocado à prova.

É então que, quase sem querer, descobrimos “quem sim e quem não”.

No entanto, nunca é demais atender a uma série de dimensões com as quais intuir algumas pistas que podem nos servir de ajuda.

A coerência emocional

A coerência emocional faz referência ao equilíbrio psicológico com o qual garantimos aos demais que sempre vamos agir e reagir da mesma forma.

Todos conhecemos alguma vez pessoas com um comportamento errático que tanto nos incomoda. Há dias em que são amáveis e acessíveis, e momentos em que reagem com frieza e hostilidade.

Devemos ser muito cautelosos e intuitivos na hora de estabelecer relações de amizade ou de casal com pessoas pouco coerentes emocionalmente, perfis que mostram altos e baixos bruscos, dias em que parecem precisar muito de nós, e dias em que se esquecem de que existimos.

O compromisso

O compromisso se estabelece através de um interesse constante, da intenção que não se perde nem se quebra e de um vínculo que se mantém no tempo de forma significativa.

Esta dimensão pode se refletir de muitas maneiras:

– Quando precisamos de ajuda ou apoio e contamos com estas pessoas especiais.
– O compromisso se expressa também sendo capazes de projetar um futuro em comum, estabelecendo planos.
– Por sua vez, estas metas devem ser trabalhadas em comum. No momento em que nós somos os únicos a trabalhar dia após dia por estes sonhos ou objetivos, o compromisso já não é autêntico.

Satisfação das necessidades básicas

Todos temos necessidades básicas. Reconhecer isso é essencial, pois do contrário cometeremos o erro de sempre: investir nos demais esquecendo que nós também merecemos e precisamos de cuidados, atenção e reconhecimento.

Estas são as necessidades básicas que devem ser cobertas em nossas relações cotidianas:

– Afeto
– Apoio
– Cumplicidade
– Confiança mútua
– Respeito
– Que nos façam sentir que somos valiosos e importantes
– Ter a certeza de que sempre vão nos dizer a verdade
– Companhia
– Compartilhar momentos positivos e enriquecedores

Capacidade de reparar, solucionar e perdoar

Todos cometemos erros, todos merecemos contar com o perdão das pessoas que são importantes para nós para sermos melhores, para construirmos relações mais sólidas.

– No entanto, há quem costume manter uma atitude rígida, quem assuma uma atitude de “tudo ou nada” com a qual responder com dureza, onde não se admitem as dúvidas, as fraquezas ou os pequenos erros.
– Por sua vez, também há pessoas que não sabem chegar a acordos, que são incapazes de dialogar.
– Não sabem manter uma conversa para esclarecer ideias, dúvidas e erros para poder alcançar, assim, a solução de todos os problemas que costumamos encontrar no dia a dia.

Este tipo de personalidade que não é capaz de reconstruir, reabilitar, reconhecer o erro ou criar meios adequados para reparar o que aconteceu é, sem dúvida, um perfil problemático que nos trará mais infelicidade do que bem-estar.

Para concluir, se você refletir sobre estas dimensões entenderá que sempre há pequenas pistas sobre estas pessoas nas quais vale a pena investir e plantar sementes, flores, sonhos e esperanças. Por outro lado, há jardins nos quais é melhor não transitar.

Fonte indicada: Melhor com Saúde

Imagem de capa: Nadya Korobkova, Shutterstock

Você está fazendo o teu possível ou o teu melhor? – por Mario Sergio Cortella

Você está fazendo o teu possível ou o teu melhor? – por Mario Sergio Cortella

Por Mario Sergio Cortella

Não é o melhor do mundo. É o teu melhor na condição que você tem enquanto não tem condições melhores para fazer melhor ainda. Pergunto de novo, mas não responda ainda, você está fazendo o teu possível ou o teu melhor? Porque se você ou eu podendo fazer o meu melhor, me contento com o possível, eu caio num lugar perigoso chamado ‘mediocridade’. Uma pessoa medíocre é aquela que é morna. Que está na média. Que não é quente e nem fria.

Lembra quando você chegava da escola com o boletim escrito: 6,0 em português, 5,5 em matemática, 4,0 em história… e você dizia: ‘deu pra passar’. Medíocre – ’Deixa, eu toco a minha vida’ – Isso é mediocridade. Porque uma pessoa medíocre é aquela que podendo fazer o seu melhor se contenta em fazer só possível.

Mediocridade é falta de capricho. Capricho é você fazer o teu melhor na condição que você tem. Exemplo: minha mãe e eu moramos na mesma rua em São Paulo e às vezes eu passo na casa dela por volta de cinco da tarde e ela me olha e pergunta: ‘você ainda não almoçou, né?’ – e completa – espera aí que eu vou fazer um negocinho pra você. Ela poderia fazer qualquer coisa, mas faz um talharim, com azeite. Depois corta um tomate cereja e coloca por cima. Isso é capricho.

Eu no Paraná, quantas vezes, caipira, ia até a roça visitar alguém que morava numa casa de pau-a-pique e via o chão de terra todo varrido – capricho: fazer o melhor na condição que tem enquanto não tem condição de fazer melhor ainda para não ser medíocre. Na roça eu pedia para tomar um gole d’água e a mulher pegava uma carequinha de alumínio toda amassada, mas muito bem areada – passava areia em volta. ‘Ah, mas já é pobre mesmo’ – Êpa – É pobre, mas é limpinho. Tem gente que é pobre e limpinho não é. Isso é medíocre.

Tem gente que é medíocre e sua obra é medíocre: ‘ah, mas do jeito que me pagam; mas eu não tenho condição…’. Há pessoas que em nome da condição, degradam a ação. Ao invés de ter um trabalho que é concomitante, luta para melhorar as condições e vai fazendo o seu melhor com aquelas que tem.

O único relacionamento que não se desgasta é aquele que nunca existiu.

O único relacionamento que não se desgasta é aquele que nunca existiu.

Nenhum. Não há neste mundo uma única relação que não se desgaste. Todo ser vivo em convívio com outro há de um dia se pegar aqui e ali em franco desconforto. Namoros, casamentos, amizades, convenções familiares, parcerias comerciais, toda relação entre pessoas se deteriora em algum momento. Cabe a nós decidir se cuidamos de reverter esse envelhecimento ou se largamos mão.

Como tudo que vive, tal e qual tudo o que existe neste mundo, a convivência também está sujeita à erosão causada pelo uso, pelo tempo, pelo vento, pelo sol e pela chuva do caminho. Só está livre de todo estrago aquilo que nunca existiu. Intocadas só permanecem as relações idealizadas, habitantes do terreno dos sonhos. Livres do chão barrento e imperfeito da realidade.

Histórias de verdade, vividas por gente verdadeira, têm prazo de validade. Prorrogá-lo é um trabalho a que nem todos se submetem. Uma hora dessas, quem um dia nos foi tão caro se transforma num estorvo, um aborrecimento, uma presença inconveniente. A gente vai vivendo, relevando um engano aqui, uma falta ali. E quando se dá conta, o convívio se tornou difícil, penoso, aflitivo. Nossa máquina íntima grita por óleo na engrenagem, pede a troca de suas peças e água que lhe refresque os motores. Clama por manutenção e reparo.

Todo relacionamento se desgasta mais cedo ou mais tarde. Se existe, está fadado a se deteriorar. Ou jamais existiu de verdade. Nunca houve nem haverá o que fazer a respeito. Uma hora a gente cansa do outro. Não nos cobremos por isso. Antes, perguntemos com honestidade se queremos cuidar do que ainda temos, se vive em nós um desejo sincero de resgatar o que fomos, se nos resta qualquer disposição de encontrar novos motivos para seguir adiante juntos.

Procuremos com empenho nos envelopes puídos de fotografias amareladas, no fundo de gavetas intocadas, nos vãos do sofá, entre as páginas dos livros onde repousam velhas entradas de teatro, passagens de ônibus, bilhetes esquecidos, resquícios de um tempo que por alguma sorte se perdeu. Busquemos em todo canto, dentro e fora de nós mesmos.

Quem sabe nos reencontremos ali e ali achemos os motivos certos para continuar. Quem sabe nos perderemos de vez. Não importa. Juntos ou separados, teremos sido corretos conosco, simples bichos humildes em nosso exercício leal de existir, reconhecer os nossos erros e nos tornar melhores para nós mesmos e para os outros. Sei não, mas eu tenho a impressão de que é por isso mesmo que estamos aqui.

Imagem de capa:  Jullia_L/shutterstock

Razonite: uma enfermidade grave que está se espalhando pelo mundo

Razonite: uma enfermidade grave que está se espalhando pelo mundo

Uma pandemia é uma epidemia descontrolada que se espalha pelo mundo. E é o que está acontecendo com a razonite, que tem se alastrado por todos os continentes de uma forma assustadora.

pandemia de razonite é um problema sério, que afeta cada dia mais pessoas e que põe em risco o bem-estar de toda a humanidade.

O que é a razonite?

Razonite é uma doença altamente contagiosa que causa uma inflamação da razão e disfunções cerebrais sérias, além de um desequilíbrio emocional que torna as pessoas agressivas, intolerantes e impacientes. Sua principal característica é um forte impulso de querer sempre ter razão, custe o que custar.

Pessoas que sofrem de razonite comportam-se de maneira pouco sociável, são provocativas, hostis, com tendências coléricas e insultuosas.

Em estágios mais avançados, o transtorno pode levar à perda de qualquer senso de realidade. A capacidade de comunicação e a empatia do paciente são extremamente limitadas ou completamente perdidas e, não raramente, se registra uma propensão à violência verbal e psicológica ou mesmo física.

Por que a razonite é perigosa?

Porque pode se alastrar, contagiando mais e mais gente e nos colocando numa situação na qual todos achariam que têm razão, atacando uns aos outros e destruindo a si mesmos e tudo que há de bom neste mundo.

Mais problemático ainda é quando a enfermidade atinge pessoas com papel-chave na sociedade, como políticos, jornalistas, professores ou qualquer um que tenha acesso ao poder ou grande influência sobre outras pessoas.

Os principais sintomas da razonite

Quem sofre de razonite costuma apresentar os sintomas listados a seguir:

  • Tendência severa e irracional de querer sempre ter razão.
  • Narcisismo extremo.
  • Agressividade, intolerância e impaciência/nervosismo acentuados sem motivos reais que justifiquem tal comportamento.
  • Perda da capacidade de ver cores, o que faz com que o paciente comece a ver tudo em preto e branco. Até mesmo a capacidade de enxergar vários tons de cinza pode ser extremamente restringida ou suprimida.
  • Problemas de comunicação, com o paciente perdendo a capacidade de argumentar e formar novas frases, o que o leva a repetir todo o tempo a mesma coisa, o que é conhecido na medicina moderna como Síndrome do Disco Arranhado.
  • Também o sistema auditivo do paciente é atingido pela infecção, causando-lhe uma surdez seletiva, que o impede de escutar argumentos alheios, por mais óbvios que sejam, sempre que contradigam sua opinião.
  • Perda de qualquer senso de realidade, fuga para uma bolha de supostas verdades, fatos criados ou torcidos e teorias conspirativas.
  • Vitimismo crônico e mania de perseguição (“quem não concorda comigo tem algo contra mim!”).
  • Teimosia e insistência, com tendência a querer discutir ou mesmo brigar até que o outro ceda e aceite que ele tem razão, perdendo a paciência e insultando quando isso não ocorre.
  • Falta de empatia.
  • Comportamento arrogante para disfarçar suas frustações.

Como ocorre a infecção

A infecção com a razonite ocorre normalmente já dentro de casa, na família, que muitas vezes já tem a enfermidade e a passa para as crianças.

Uma infecção pode ocorrer também mais tarde, em outros meios sociais, como no círculo de amizades, no trabalho ou mesmo numa igreja, seita ou em grupos ideológicos.

Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa da Razonite (Razonite International Research Institute), redes sociais como Facebook são hoje o principal canal de infecção da doença. Dr. Robert Stopandthink, diretor do instituto, relata que as redes sociais têm contribuído de uma forma extrema para que esse transtorno se espalhe rapidamente pelo planeta.

“A pessoa, que muitas vezes já carrega consigo uma predisposição para a razonite, entra numa rede social, participa de alguma discussão com pessoas infectadas e passa a pensar e agir como elas, aceitando os delírios de outros enfermos como se fossem seus e querendo ter razão de qualquer maneira, não medindo esforços para isso e se sentindo dono exclusivo da verdade”, explicou Robert Stopandthink.

Razonite é uma coinfecção!

Um dos problemas da razonite é que ela não surge sozinha. Pessoas que se contaminam com esse mal normalmente já tinham o organismo afetado por outras infecções.

É muito comum, por exemplo, que pessoas com razonite tenham se contaminado anteriormente com o vírus vaidadis imbecilis, que causa um excesso de vaidade e egocentrismo anormal.

Estudos indicam que muitos pacientes com razonite carregam também consigo uma bactéria chamada complexus fragilis, adquirida ainda na infância (essa bactéria é normalmente passada aos filhos pelos pais) e que é responsável pelo complexo de inferioridade que igualmente acomete essas pessoas.

Diagnóstico diferencial

A razonite é um transtorno que atinge normalmente pessoas em idade adulta e não deve ser confundida com o comportamento birrento de crianças, mesmo que alguns sintomas sejam muito semelhantes.

Tratamento

O tratamento da razonite é difícil, principalmente porque demora muito até que o paciente perceba que foi infectado (muitos terminam levando toda sua vida sem perceber que têm o transtorno). Tentativas de pessoas próximas ao paciente de alertá-lo sobre seus sintomas claros são ignoradas ou vistas por ele como uma afronta que deve ser combatida.

Indicada como parte importante do tratamento da razonite seria uma psicoterapia, no intuito de ajudar o paciente a reconhecer que sofre da enfermidade e entender quando foi infectado e que estratégias poderiam ajudá-lo a recuperar o tempo e o desenvolvimento perdidos por causa da doença.

Outro tratamento, infelizmente nem sempre eficaz, seria confrontar o paciente com seu comportamento e com as bobagens que anda dizendo e escrevendo por aí. Isso nem sempre funciona por causa da teimosia e da tendência ao vitimismo do paciente (ao ser confrontado com a realidade, ele se sentirá atacado  e tentará assumir o papel de vítima!), mas principalmente por causa do narcisismo, que também é um sintoma comum desse distúrbio.

A terapia mais eficaz é o tratamento de choque: o paciente é trancado em um recinto fechado, sem janelas, juntamente com várias outras pessoas também infectadas com razonite e em estado mais grave que o dele. Depois de passar uns dias batendo boca (e a cabeça!) com os outros, o paciente termina esgotando toda sua energia de “dono da verdade” e tem a chance de perceber que algo está errado, de reconhecer o absurdo do próprio comportamento e, assim, começar a mudá-lo.

Chances de cura

Quanto mais cedo o paciente reconhecer que está afetado pela doença, maiores são suas chances de cura.

Especialistas têm observado que pacientes de idade mais avançada, que não raramente já carregam a razonite consigo por muitas décadas, têm uma maior dificuldade de admitir que estão transtornados, já que os sintomas teimosia e perda do senso de realidade tendem a aumentar com o tempo.

Pacientes terminais

Algumas pessoas que sofrem de razonite se encontram num estágio tão avançado que não têm mais chances de cura. Um diálogo não é possível, qualquer forma de tratamento/ajuda é recusada pelo paciente e insistir pode fazer com que ele parta para a violência.

Nesses casos, Dr. Robert Stopandthink recomenda a isolação da pessoa afetada, devendo-se evitar qualquer forma de contato, já que a vida é muito curta para ficar se ocupando com gente contaminada pelo mal de querer ter razão o tempo todo. Sem falar do risco de se contagiar e se tornar um deles.

O PROBLEMA DO MUNDO DE HOJE É QUE AS PESSOAS INTELIGENTES ESTÃO CHEIAS DE DÚVIDAS E AS PESSOAS IDIOTAS ESTÃO CHEIAS DE CERTEZAS.
Charles Bukowski

Imagem de capa:  Kues/shutterstock

Publicação original deste artigo no site Caminhos em 01 de junho de 2017

A gente precisa saber conviver com os próprios erros e continuar vivendo

A gente precisa saber conviver com os próprios erros e continuar vivendo

Imagem de capa: Marjan Apostolovic, Shutterstock

Às vezes, não adianta praticar o esquecimento. Querendo ou não, somos causa e consequência dos nossos erros. As coisas que podemos mudar, mudamos. Mas certas atitudes não podem ser apagadas, e ficar tentando encontrar porquês é atestado de sofrimento.

Os sintomas variam da culpa até o constante movimento do lamento. Ficamos mergulhados em dias e noites, buscando explicações que não fazem o tempo voltar. Precisamos aceitar que nem sempre teremos respostas. Faz parte da vida encarar situações fora do nosso controle. Experimentar essa ausência de poder, ajuda no amadurecimento emocional. E como estamos afastados dele.

Quando nos deparamos com conflitos internos e arrependimentos, nutrimos o péssimo hábito de questionar tudo e todos. O que deveria ser uma reflexão sadia, como principal ação para seguirmos em frente, acaba se tornando um redemoinho de caos e tristezas. Erros acontecem. Ninguém está imune. Podemos mudar de ideia, podemos pedir desculpas e podemos prometer para nós um novo começo. E que o façamos. Mas, em nenhuma hipótese, podemos ou temos permissão para alterar o passado.

Em vez de concentrarmos esforços por uma reinvenção da história, talvez fosse mais justo abraçarmos o já passado e, a partir de novos ares e motivos, escrever novos capítulos das nossas histórias.

Ninguém é obrigado a ficar refém de uma angústia, de um pesar que mais atrapalha do que ajuda. Isso é nocivo e egoísta. Sair desse ciclo de absurdos exige força de vontade mas, principalmente, escolha. Mudança de comportamento, evolução de sentimento.

A gente precisa continuar vivendo. Mesmo que doa, a gente deve ter responsabilidade com o nosso querer. Do contrário, afundaremos, de novo e de novo, nos erros e despedidas mais injustos ao coração.

Quanto custa salvar uma vida?

Quanto custa salvar uma vida?

Não continue a ler se não gosta de se sentir desconfortável ou desafiado. No entanto, esperamos que continue a ler e que pense sobre isto com cuidado: se salvar uma criança a afogar-se num pequeno lago não implicasse qualquer risco, mas pudesse estragar seu melhor par de sapatos, você estaria disposto a salvar a criança, certo? Então, por que não estamos dispostos a doar o valor desse par de sapatos para ajudar quase 10 milhões de crianças com menos de 5 anos de idade que morrem todos os anos por causas relacionadas à pobreza?

É com essa provocação que o filósofo australiano Peter Singer, considerado pela revista “Time” uma das cem pessoas mais influentes do mundo, inicia o livro “Quanto custa salvar uma vida?” (Editora Campus Elsevier, 2009), em que defende que as ações sociais não são, apenas, responsabilidade do governo e das empresas, mas devem estar presentes no dia a dia de todos os cidadãos.

Para justificar essa ideia, o especialista, que é também fundador presidente da IAB – Associação Internacional de Bioética, cita uma série de argumentos. Entre eles o fato de que existem, hoje, bilhões de pessoas no mundo que vivem, por dia, com menos do que muitos de nós pagaríamos por uma garrafa de água e que, portanto, ajudar ao próximo com o que nos parece insignificante já pode fazer grande diferença no mundo.

Para criar um modo de vida mais desprendido, o filósofo oferece um plano de sete passos que mistura filantropia pessoal (estima o quanto doar e como fazê-lo), ativismo local (como cada um pode atuar dentro da sua comunidade) e consciência política (propõe que os cidadãos estejam atentos às ações do governo e pressionem as autoridades políticas para que foquem sua atenção nas regiões mais necessitadas).

Sabemos que há um sentimento de dúvida que persiste no seu inconsciente quando você doa. Como você pode saber que está doando para as causas certas? Como pode saber que as suas generosas doações de tempo e dinheiro, realmente, têm o tipo de impacto que você quer no mundo? Esse é o papel do Institituto Phi, que ajuda potenciais doadores a descobrirem a causa que querem apoiar e, a partir daí, sugere organizações e projetos sérios que estejam dentro do perfil idealizado.O próprio Singer foi um dos primeiros membros da comunidade de doadores Giving What We Can, o que envolve assumir um compromisso público de doar 10% ou mais do seu rendimento para as organizações sociais que mais ajudem pessoas necessitadas.

Seja combatendo a escravidão ou lutando pela igualdade e os direitos civis, cada geração se destacou por elevar um pouco nosso grau de civilidade. Existem ainda muitas conquistas a serem feitas. O livro de Singer mostra isso e faz um convite: que todos nós aproveitemos a oportunidade de ser a geração que conseguiu erradicar a pobreza extrema do planeta.

 

O Instituto Phi assessora, com metodologia pioneira, pessoas físicas e jurídicas que queiram doar com foco e mensuração de impacto. Em três anos movimentou R$ 11,3 milhões para 207 projetos sociais. Recentemente, lançou seu primeiro e-book “6 coisas que você não deve fazer na captação de recursos”, disponível para download gratuito clicando aqui.

Imagem de capa: Nolte Lourens/shutterstock

Não é necessário ser psicólogo para escutar alguém, basta somente ser um pouco mais humano

Não é necessário ser psicólogo para escutar alguém, basta somente ser um pouco mais humano

Antes de mais nada, repare: OUVIR é diferente de ESCUTAR. Os dois conceitos, que normalmente são tidos como sinônimos, são, em essência, bem distintos.

O ouvir é o simples captar do som através do aparelho auditivo. O escutar é uma arte, é um ouvir regado por nossa atenção. O que ouvimos entra por um ouvido, sai pelo outro; aquilo que escutamos, entra, é codificado, interpretado, banhado por tudo o que conhecemos e fica. O conteúdo que ouvimos passa por um canal em preto e branco, sem filtros, sem significado. O conteúdo que escutamos torna-se colorido pelo fato de entrar em contato com o nosso mundo, nossa personalidade, nossas expectativas e perspectivas.

Que tal uma definição mais aprofundada voltada para a Psicologia?

“Escutar: atitude que revela uma postura mais dinâmica, que exige uma atenção para aquilo que se passa, uma interrogação para o significado mais profundo do que é dito e, ao mesmo tempo, uma certa humildade, pois estarei tentando compreender o que está sendo veiculado.” (Giovanetti)

Ademais, escutar, para além de colorir o conteúdo com nossa própria visão de mundo, é também ouvir, esforçando-nos para entender o que o outro tenta nos passar. Requer empatia, humildade para se deixar de lado, por um momento, e fazer essa tentativa de entrar no mundo do outro.

Recordo, agora, de um vídeo em que Leandro Karnal diz que não conversamos mais, simplesmente trocamos conteúdo. Toda fala contendo uma informação é rebatida automaticamente com outra informação. “Sou de aquário!”; “Eu, de touro”. “Adoro Filosofia”; “Prefiro Sociologia”. “Estou desejando praia”; “Eu queria estar no campo!”.

Não refletimos sobre o que nos é dito, não nos esforçamos para sair da superficialidade do ouvir e responder. Estamos em falta com a escuta, em falta com a humildade, em falta com a empatia.

Bem-vindo à era de Narciso, era dos conectados e ironicamente desconectados entre si.

Inevitavelmente, a solidão e indiferença tomam conta. Não escutamos, mas também não somos escutados, o que fragiliza nossos laços emocionais e faz com que nossas relações sejam artificiais demais para durarem. Somos superficiais em nossos diálogos e solúveis em termos de conexão emocional. Restam-nos o egocentrismo e a vaidade, tão característicos dessa era. Definhamos por dentro.

Os poucos que se salvam são os heróis que vão além da troca de informação, olham nos olhos e dialogam com o outro por inteiro. Esses usam a empatia, para desarmar os indiferentes, e a atenção, para confortar aqueles que já foram demasiado atingidos pela frieza do mundo moderno. Eles – os heróis – já entenderam a diferença entre o ouvir e o escutar e fazem questão de se conectar e de se comunicar com os outros de uma forma mais humana, fazendo dessa arte um costume.

Afinal, não é necessário ser psicólogo para escutar alguém, basta somente ser um pouco mais humano.

Imagem de capa: loreanto/shutterstock

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