Não permaneça numa história sem a menor chance de um final feliz

Não permaneça numa história sem a menor chance de um final feliz

Quem nos desvaloriza não pode permanecer junto; tudo o que nos diminui não merece nossa presença. Não assista passivamente ao ruir de seus sonhos. Mantenha sempre o foco naquilo que perpetua o seu sorriso, tornando o seu caminho agradável, próspero e feliz.

Viver é uma aventura cheia de imprevistos e de ciladas do destino, sem contar os problemas que nós mesmos criamos. Nem sempre conseguiremos acertar em nossas escolhas, uma vez que seremos traídos pelas expectativas que criamos e pela maquiagem que muitos utilizam, no dia-a-dia, antes de se mostrarem realmente como são. Portanto, será essencial que consigamos afastar de nossas vidas aquilo que a torna pesada e nos torna figurantes infelizes de nossa própria jornada.

Um bom início é perceber o que, em nossas vidas, parece carregá-la negativamente. É lógico que não conseguiremos estar sempre fazendo o que nos dá prazer, pois ser adulto requer também fazer o que não é gostoso. Existem obrigações e compromissos que teremos que cumprir, queiramos ou não, como, por exemplo, tarefas de escola, limpeza de casa, reuniões de trabalho, entre outros. Mas poderemos simplesmente excluir de nossa agenda compromissos chatos que não sejam obrigatórios.

Da mesma forma, teremos que conviver, em alguns espaços, com pessoas que não nos fazem muito bem, com quem em nada simpatizamos, pois viver em sociedade provoca esse tipo de coisa. A tolerância é necessária, mas não deve ultrapassar os limites de nossa dignidade, ou seja, trataremos com civilidade aqueles que nos extenuam as energias, mas optando por não trazê-los junto a nossa intimidade pessoal. Quanto mais perto ficarmos de gente maldosa e egoísta, menos seremos nós mesmos – esse tipo de gente não deixa a verdade fluir.

O mesmo se dá em relação aos sentimentos que carregamos dentro de nós. Será preciso nos libertarmos das culpas desnecessárias, perdoando-nos e perdoando a todos aqueles que nos machucaram, bem como nos desculpando junto a quem magoamos de alguma forma. Resolver as pendências emocionais, revisitando o passado com um olhar maduro, ajudará a nos tornar capazes de olhar o que nos aconteceu de uma forma responsável, para que não voltemos a repetir os mesmos erros e não tragamos de volta aquilo que não faz falta alguma.

Retome as rédeas dos rumos de sua vida, para que seu caminho não seja atravancado por tralhas emocionais largadas por pessoas dispensáveis e por tempestades que não são suas. Não se trata de ser egoísta, mas sim de se amar de maneira saudável e lúcida. Quem nos desvaloriza não pode permanecer junto; tudo o que nos diminui não merece nossa presença. Não assista passivamente ao ruir de seus sonhos. Mantenha sempre o foco naquilo que perpetua o seu sorriso, tornando o seu caminho agradável, próspero e feliz.

Imagem de apa: Salome Hoogendijk/shutterstock

Coisas que aprendi ficando sozinho

Coisas que aprendi ficando sozinho

É bem simples, ficar sozinho não me deixou incompatível para estar ao lado de outra pessoa. Ficar sozinho foi uma decisão de amor próprio, onde todo o tempo que passei em contato comigo permitiu que eu entendesse a importância de valorizar quem chega, quem fica feliz com a minha companhia.

Desconfio que esse é o primeiro mandamento da reciprocidade, saber encontrar a paz de estar inteiro consigo. Porque quando você é capaz de se enxergar sorrindo sem depender de ninguém, você entende a verdadeira essência dos relacionamentos. Ter a maturidade emocional em aceitar a solidão dos próprios pensamentos é o começo mais acertado para o momento no qual finalmente baixar a guarda junto de outra pessoa.

Ficar sozinho é passar a confiar nos seus sentimentos. É não ter medo de deixar fluir as coisas. Você não controla o tempo e as atitudes alheias. A ausência e o desprendimento de ter alguém caminhando junto a todo momento, além de me ensinar sobre dependência afetiva, também me ensinou sobre leveza. A solidão não precisa ser um peso. Ela pode muito bem ser um trajeto de descobrimento e soma daquilo que se quer. No caso, tranquilidade e equilíbrio.

Ficar sozinho é criar uma própria balança sentimental, daquela na qual você aprende a manusear sem ultrapassar o limite das decepções amorosas que pode suportar. Do outro lado, você consegue encaixar os melhores encontros, as melhores experiências. Claro, não é uma ciência exata. Não existe nada de exato quando falamos do coração da gente, mas isso não significa a impossibilidade de querermos algo ou alguém em sintonia com os nossos afetos.

Ficar sozinho também me ensinou, e com muito amor, a não desmerecer entregas. Porque quem acolhe os nossos sonhos, quem luta do nosso lado, quem demonstra vontades sem cobrar nada em troca, esse é o tipo de pessoa que faço questão em dar uma pausa nos meus silêncios. Acredite, não é sempre que temos a chance de conhecer alguém assim. Então, faça o possível para quem te der essa liberdade sentir-se em casa.

Ficar sozinho não me tornou incapaz de amar outra pessoa. Ficar sozinho fez o meu amor crescer. A única diferença é que aprendi que antes de desejar da vida um amor de verdade, primeiro preciso saber amar os meus próprios lados.

Imagem de capa: everst, Shutterstock

A fofoca não encontra morada no ouvido do sábio

A fofoca não encontra morada no ouvido do sábio

Com um pouco de atenção já percebemos que um falatório pode enaltecer ou denegrir, de forma determinante, algo ou alguém.

Desde que o homem passou a usar o fogo para se aquecer, há milhares de anos, em volta de uma fogueira, as conversas deixaram de ser exclusivamente urgentes. E, dessa reunião social para o surgimento da fofoca foi um pulinho. Talvez o termo “jogar o outro na fogueira” tenha surgido aí.

Estudos dizem que a fofoca pode até promover uma certa coesão social, mas, a meu ver, ela quase sempre é uma importante ferramenta de manipulação muito usada por pessoas não muito bem-intencionadas.

A fofoca pode ser vista, quase sempre, como uma corrente de três elos. De um lado há o criador do falatório, ou seja, o manipulador, no centro da coisa o disseminador, ou fofoqueiro, aquele que busca notoriedade dentro do grupo e que trabalha, inconscientemente, para o manipulador e no fim de tudo o ingênuo que acredita no que ouve sem questionar. Pronto, o circo está armado!

O manipulador quase sempre é alguém que já calculou os danos ou benesses da fofoca inventada por ele. Traçando um perfil psicológico, podemos dizer que ele é uma pessoa invejosa e competitiva.

O disseminador ou fofoqueiro de plantão é uma pessoa que busca notoriedade e que provavelmente tem uma baixa estima e vê na fofoca uma forma de sentir-se mais forte.

E na ponta de tudo existe o ingênuo que nem sempre escuta o que lhe é contado de forma crítica. Logo, ele pode até mesmo amar ou odiar alguém, sem ao menos conhecer a pessoa em questão.

Há também aquela fofoca ou difamação direta, muito usada em abusos psicológicos, na qual a pessoa alvo da fofoca é levada a crer em coisas ruins sobre ela mesma, o que com o tempo pode se tornar um veneno emocional. Nesse caso o fofoqueiro é também o manipulador e o ingênuo é a pessoa alvo da fofoca.

De acordo com Richard Wiseman, professor de psicologia da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, quando uma pessoa fala mal ou bem de outra ela, inconscientemente, acaba, aos olhos dos demais, sendo associada às características citadas por ela. Logo, o fofoqueiro acaba recebendo comumente um estigma negativo, pois fofocas do bem são bastante raras.

Mas como escapar de tudo isso? Resumidamente, para quebrar uma fofoca precisamos romper um dos três elos da corrente. Pulemos o manipulador, pois ele dificilmente dispensará o que para ele é uma arma eficaz de poder.

Já o fofoqueiro, se houver interesse de mudança, poderá enaltecer qualidades ao invés de denegri-las, algo que o faria, de acordo com Wiseman, ser visto pelos outros como alguém mais confiável.

Quanto ao ingênuo, ou no caso, nós, é muito interessante que possamos ouvir com inteligência tudo que nos é dito.

Algumas perguntinhas podem nos ajudar com isso: O que estamos ouvindo é realmente verdadeiro? O que nos foi contado é algo bom? Pode ter alguma boa utilidade?

Se a informação que nos chegou não for verdadeira, boa ou útil provavelmente é uma difamação, e nesse caso é melhor não passarmos para frente o que nos foi contado.

Assim diminuiremos o poder do manipulador, daremos uma nova chance para o fofoqueiro se ajustar e, de quebra, não assumiremos para nós o insalubre papel daquele que fala mal dos outros e bebe diariamente da própria infelicidade.

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Atribuição da imagem: pexels.com – CC0 Public Domain.

Casamento sem afeto: uma realidade que adoece muitas pessoas.

Casamento sem afeto: uma realidade que adoece muitas pessoas.

É muito triste perceber tantos relacionamentos falindo, mais triste ainda é perceber o que está por trás de algumas dessas rupturas de alianças. Por incrível que pareça, existem muitos casais se separando porque estão desnutridos emocionalmente, exatamente isso, os cônjuges não trocam, de forma satisfatória, o contato físico. São casais constituídos por pessoas que, possivelmente, se amem, porém, por alguma razão reduziram ou pararam com o contato físico tão necessário para alimentar a conexão entre eles.

Alguns casamentos teriam tudo para serem muito felizes, porém, por um descuido, um problema se instala e vai se agigantando até tornar-se irreversível. É estarrecedora essa constatação, mas baseado em desabafos que tenho ouvido, tanto de homens quanto de mulheres, alguns casamentos chegam à ruína porque carinhos tão simples como um abraço deixaram de fazer parte do cotidiano do casal, os beijos, que no início eram sempre demonstração de desejo e afeto, transformaram-se em discretos selinhos, e olhe lá.

Tudo indica que os casais focam a sua atenção em muitas questões, porém, pouco a pouco vão negligenciando algo que é vital para a relação: o toque. Por vários descuidos, os cônjuges vão se desconectando emocionalmente e fisicamente e, quando caem em si, já existe um muro gigante entre eles. Acredito que nem todas as pessoas tenham consciência do quão importante é o contato físico, especialmente para a mulher.

Sabemos também, que algumas pessoas valorizam mais do que outras essa comunicação corporal, entretanto, ela deve sempre estar presente dentro de um relacionamento afetivo. Um abraço, por exemplo, transmite muitas sensações como o acolhimento, o relaxamento, a sensação de segurança etc. Embora silencioso, um abraço pode transmitir a seguinte mensagem a quem recebe: “eu estou aqui e eu estou contigo” e por vezes, isso é tudo o que alguém precisa sentir após um dia tenso e corrido.

Especialmente a mulher, quando não recebe afeto e quando não é tocada, ela torna-se embrutecida, que nada mais é que um ressentimento que vai cristalizando na alma dela. Uma mulher que não é tratada com doçura pelo parceiro, tende a ficar ríspida e murcha, ela vai perdendo o viço, como uma planta que nunca recebe água, nem adubo. Os homens também, embora sejam mais “práticos” valorizam muito essa conexão física. A questão é muito delicada, se analisarmos que os cônjuges só tem um ao outro para essa troca de contato corporal, e eles não recebem isso, como fica o emocional deles?

De cara a amargura se instala e, junto com ela, uma vulnerabilidade nesse casamento. Afinal, como uma pessoa que gosta tanto de carinho vai viver sem? Puxa vida, um abraço não custa dinheiro, então, qual a dificuldade que uma pessoa tem em aconchegar o parceiro em seus braços? Por que tanta economia de beijos, de sorrisos e de carinhos para alguém que divide a vida contigo?

Seu cônjuge precisa disso quando está cansado, quando está triste, quando está tenso, quando está assustado e quando está feliz também. Ofertar carinho e afeto ao seu cônjuge é o melhor investimento para o seu casamento, o retorno é garantido. Deixe um pouco o celular de lado e dedique-se mais ao seu amor, olhe mais nos olhos, ofereça seu colo, elogie, sorria com mais frequência para ele(a), demonstre sempre a sua gratidão pelas qualidades dele(a).
Dessa forma, seu parceiro estará contigo por opção, por estar feliz e então vocês estarão vivendo um casamento de verdade, não uma casamento de aparências, daqueles que se baseiam em dois seres amargurados se suportando. Hoje é dia de você encher o seu amor de carinho…oferte sem moderação. Gratidão…até a próxima.

Imagem de capa: YAKOBCHUK VIACHESLAV/shutterstock

Se hoje enxergo longe, é porque tive ótimos professores.

Se hoje enxergo longe, é porque tive ótimos professores.

Ser professor é passar fins de semana à volta com papeladas, provas, digitação de notas, busca de materiais pela internet. É nunca estar satisfeito e querer sempre mais, não se acomodando, porque aluno instiga e força essa dinâmica célere que faz parte da vida dele. E o professor faz parte do cotidiano de centenas de pessoas, todos os dias úteis da semana, por um ano ou mais, tornando-se elemento integrante da vida de cada ser humano que se senta ali nas fileiras. Ensinar é aprender a conhecer cada um deles, cada rosto, cada sorriso, cada mudança de humor, entendendo-os em sua porção mais humana.

Ser professor é ter a consciência de que muita coisa da vida de cada aluno acabará explodindo na escola, principalmente quando a confiança ali depositada torna-se forte. É perceber que os alunos também possuem a própria vida, a própria história, uma forma peculiar de ver e de sentir o mundo. Porque sem empatia ninguém ensina nada. Por isso mesmo, ser professor quase nunca é um filme de sessão da tarde, tampouco é conseguir obediência e disciplina facilmente; às vezes nem se dispondo de materiais e de ambientes adequados ao processo de ensino aprendizagem, em classes superlotadas. Necessita-se, assim, utilizar o que se tem dentro de si, além do conhecimento, seguindo instintos, para que a classe enxergue no docente alguém que vale a pena ouvir.

Ser professor não é, ao contrário do que se dissemina, pura e simplesmente vocação, tampouco sacerdócio, mas sim estudo, disciplina, doação, luta e sobrevivência, uma vez que hoje, mais do que nunca, existem espaços muito violentos, aos quais a sala de aula não consegue fugir. Daí a necessidade de estudar sempre, ressignificando a própria docência, para que os ensinamentos se ajustem aos novos tempos, cada vez mais novos. Ser professor é sair de casa às seis da manhã e retornar à meia-noite, passando o dia entre escolas, engolindo lanches em parcos intervalos, no ônibus ou no carro, enquanto se espera o semáforo abrir. Porque quem sobrevive somente do magistério muito provavelmente possui jornadas duplas e triplas, enquanto aguarda a valorização merecida.

A grande maioria dos professores é guiada por um ideal, por desejos que implicam mudar o mundo. A gente sabe que uma sala de aula pode ser o começo de tudo: de grandes amizades, de novas formas de enxergar a vida, de conhecimentos em expansão, de amor, de redenção, de desabafo e expiação. Professores são um pouco de tudo, muitas vezes se virando como psicólogos, pai, mãe, confidente, juiz, advogado – às vezes mocinho, às vezes bandido.

Professores possuem um grande poder em mãos: o de tornar o mundo melhor, menos doído, fazendo com que cada aluno acredite em seu potencial, em toda a grandeza que possui dentro de si e que muitas vezes teima em ficar ali escondido. Professor tem que carregar verdade, porque é preciso que se estabeleça confiança entre ele e a classe – e confiança a gente consegue sendo verdadeiro, sem floreios, sem meias palavras. E a gente se expõe e se machuca, mas também colhe muita coisa boa e que faz valer a pena cada lágrima e cada suor de nossa jornada.

E quão prazeroso e reconfortante é encontrarmos ex-alunos, sermos reconhecidos onde estivermos e percebermos a diferença que fizemos na vida de alguém. Não conseguiremos alcançar a todos, nem tocar o coração da classe inteira, mas sempre haverá quem olhará para nós com admiração e confiança. Professores são humanos e também levam para a sala de aula as aflições que atingem a sua vida, o que pode interferir em seu trabalho negativamente. Haverá aulas brilhantes e aulas insossas; haverá anos letivos de luz e outros mais densos. Mas sempre haveremos de deixar ao menos uma centelha de sabedoria e de humanidade afetiva plantada por onde passarmos, para que o conhecimento e a capacidade de mudar o mundo nunca sejam esquecidos ou diminuídos em sua importância.

*Dedico este texto aos professores e alunos que me tornaram mais gente ao longo de minha jornada nas escolas por onde passei. Eles sabem quem são, nem preciso nomeá-los.

Imagem de capa: wavebreakmedia/shutterstock

Acho que me viciei em ficar em paz, sozinho

Acho que me viciei em ficar em paz, sozinho

Por muito tempo, eu valorizei a companhia das pessoas, a ponto de procurar sempre estar acompanhado, querendo sair toda vez que tivesse oportunidade, achando que ficar em casa seria coisa para quem fosse idoso ou doente. Por conta disso, não me permitia ficar em casa aos finais de semana, nos feriados, prolongados ou não, pois não queria perder tempo.

Por muito tempo, eu achei que diversão significava ir a bares, baladas, festas, para me encontrar com a galera. Ansiava por conhecer cada vez mais pessoas, por visitar lugares variados, correndo atrás mais de quantidade do que de qualidade. Ficar em casa, podendo viajar ou sair, soava como sacrilégio, disparate, afinal, precisava aproveitar o tempo junto com pessoas, fora de casa.

Sem perceber, acabei aceitando amizades que não eram verdadeiras, aproximando-me de pessoas que nem curtiam a minha companhia, até mesmo mendigava atenção, correndo atrás de quem estava muito bem sem mim. Fui a lugares que nada tinham a ver comigo, com gente que não pensava como eu, participando de programas lotados de pessoas e vazios de sentimentos.

Com o tempo, percebi que, mesmo conhecendo muita gente ou saindo para vários lugares, ainda assim eu poderia me sentir sozinho, porque o que nos preenche afetivamente é aquilo que toca os nossos corações com verdade e reciprocidade. E eu, muitas vezes, sentia solidão bem ali no meio de tantas pessoas, de tanta música, de tantas festas e sorrisos. Parei e notei o quanto eu cobrava dos outros aquilo que deveria vir naturalmente, aquilo que eu poderia, inclusive, encontrar dentro de mim.

Ultimamente, estou tentando depender menos dos outros, pois ficar contando muito com as pessoas acaba me trazendo decepções demais. Não perco mais tempo correndo atrás de ninguém e, se necessário, vou a todos os lugares sozinho, sem precisar implorar para alguém me acompanhar. E, melhor ainda, aprendi a curtir meus espaços, em frente à televisão, lendo um bom livro, apreciando tudo o que sou e tenho.

Aliás, estou me viciando em ficar em paz, sozinho, porque é humilhante demais forçar as pessoas. Se quiserem vir comigo, muito bem; se não quiserem, ótimo. Quando a gente aprende a gostar da própria companhia, a gente se basta e vive feliz onde estiver, com alguém ou sem ninguém. Simples assim.

Imagem de capa: everst/shutterstock

Seja conservador(a): conserve a sua capacidade de ser feliz.

Seja conservador(a): conserve a sua capacidade de ser feliz.

Seja conservador(a), conserve a sua mania de acreditar em dias cada vez melhores. Seja tradicional, nunca abandone a sua capacidade de lutar pelo o que te fascina. Tenha uma alma antiga, daquelas que pertencem às pessoas que são capazes de visualizar aquilo que deseja, não importando os ventos contrários.

Seja abusado(a), abuse da sua arte de querer sempre aquilo que faz os seus olhos brilharem. Seja exigente ao ponto de não aceitar nada pela metade. Seja protetor(a), nunca permita que invadam e danifiquem os seus espaços, físicos ou emocionais. Seja generoso(a), mas não jogue pérolas aos porcos. Seja cuidadoso(a), lembre-se de que o que você possui de mais sagrado é a sua dignidade, ela é inegociável.

Estenda a mão, mas tenha cuidado para não trocar de lugar com aquele que você está ajudando, algumas pessoas poderão te puxar para o abismo delas. Entenda de uma vez por todas, não é sensato relacionar-se com alguém apenas porque ele é uma boa pessoa, é fundamental que você haja, no mínimo, atração e admiração, com reciprocidade.

Esqueça essa história de se relacionar com uma pessoa que esteja com as emoções em frangalhos, alguém assim precisa, urgentemente, de um psiquiatra e um psicólogo, do contrário, serão dois doentes, no mínimo. Por mais difícil que seja, procure ser imparcial ao ouvir alguém com quem inicia um relacionamento queixar-se do(a) ex, lembre-se: você está ouvindo apenas a versão de um dos envolvidos na história.

Tenha zelo e respeito consigo próprio, se algo te causa desconforto num relacionamento, exponha isso o quanto antes, não permita que esse incômodo evolua ao ponto de adoecê-lo(a). Lembre-se: você não será mais amado(a) por ceder a tudo o que o outro te pede ou impõe, no geral, se existe um perfil de pessoas que são valorizadas nos relacionamentos, certamente não são os bonzinhos, aprender a dizer não ao que te desagrada é, no mínimo, um indicativo de amor próprio.

Não condicione as suas perspectivas baseando-se nas experiências e relacionamentos fracassados, você é dotado(a) de plena capacidade de reescrever a sua história. Para isso, é fundamental aprender com os erros e perdoar-se pelas vezes em que você permitiu te machucarem, basta entender que você não tinha a percepção que tem hoje, que você não tinha a maturidade que tem hoje e que você não era a pessoa que é hoje. Olhe para a frente, entenda que para algo novo chegar em sua vida, é necessário parar de fuçar o passado, foi de lá que você veio e lá não tem nenhuma novidade.

Respeite o seu calendário interno para o fechamento de alguns ciclos, não queira forçar a barra para esquecer alguém ou para superar a dor pela morte de um ente querido, para isso, não existe fórmula e vai acontecer naturalmente. Caso esteja sofrendo pelo fim de um relacionamento, não use ninguém como “muleta” para apoiar-se, você não está em condições de fazer ninguém feliz, busque apoio nos amigos, mas não use ninguém para tentar esquecer o relacionamento anterior.

O planeta está vivendo uma escassez de água, portanto, não banalize as suas lágrimas, chore, mas avalie, antes, se realmente a causa merece ao menos uma lágrima sua. Vale a pena esperar por dias melhores, eles sempre chegam para quem acredita.

Imagem de capa: Dimedrol68/shutterstock

10 filmes imperdíveis que irão testar seus valores

10 filmes imperdíveis que irão testar seus valores

Você é bom e correto ou não teve a chance de fazer errado? Alguns filmes nos fazem pensar profundamente sobre nossos valores. Por valores podemos entender conceitos, juízos e pensamentos que são considerados por nós como “certos” ou “errados”. E quando falamos em valores, falamos em escolhas. Os filmes a seguir falam essencialmente de escolhas e nos fazem pensar sobre o que faríamos se estivéssemos na pele de alguns personagens. Muitas vezes escolher é difícil, pois nossas escolhas mudam não só a nossa vida, mas também a vida de outras pessoas. Todos os filmes da lista a seguir são surpreendentes e metade dela está na Netflix! Espero que gostem das dicas!

1- Proposta indecente, 1993

contioutra.com - 10 filmes imperdíveis que irão testar seus valoresUm adorável casal, David e Diana Murphy, tem um futuro brilhante. Ele é arquiteto e ela corretora, mas estão passando por uma crise financeira. Em uma última tentativa de salvar a casa de seus sonhos, eles vão para Las Vegas a fim de ganhar dinheiro no jogo para pagar a hipoteca. Após perderem tudo, um homem rico e misterioso oferece uma solução para o problema financeiro do casal: dormir com Diana. Um filme polêmico, com atuações primorosas de Robert Redford e Demi Moore, que certamente colocará em xeque crenças relativas ao dinheiro e ao que ele efetivamente pode comprar.

2- Sommersby, o retorno de um estranho, 1993

contioutra.com - 10 filmes imperdíveis que irão testar seus valoresJack Sommersby (Richard Gere), dado como morto na Guerra Civil Americana, reaparece em casa após seis anos. Antes rude e amargurado, Jack agora é gentil e dedicado. A drástica mudança intriga sua esposa, Laurel (Jodie Foster), e os vizinhos. Enquanto Laurel se apaixona cada dia mais pelo “novo” marido, os demais moradores da região, certos de que há algo errado nessa história, tentam desvendar esse mistério. Nesse filme temos de um lado o desejo emocional de perdoar o personagem de Richard Gere e do outro o dever moral de apurar a verdade doa a quem doer. Um filme épico e cativante! 

3- À espera de um milagre, 2000

contioutra.com - 10 filmes imperdíveis que irão testar seus valoresNo ano de 1935, no corredor da morte de uma prisão sulista, Paul Edgecomb (Tom Hanks) chefe de guarda da prisão, tem John Coffey (Michael Clarke Duncan) como um de seus prisioneiros. Aos poucos, ocorre entre eles uma relação incomum, baseada na descoberta de que John possui um dom mágico que é, ao mesmo tempo, misterioso e milagroso. Esse filme de Frank Darabont é um profundo estudo sobre a natureza humana focado em suas virtudes e defeitos. À Espera de um Milagre provoca arrepios e instiga o questionamento acerca de valores éticos, profissionais e humanos. Filme ótimo com atuações esplêndidas!

4- A caixa, 2009

contioutra.com - 10 filmes imperdíveis que irão testar seus valoresNorma Lewis (Cameron Diaz) é uma professora casada com Arthur (James Marsden), um engenheiro que trabalha para a NASA. Eles têm um filho e levam uma vida tranquila no subúrbio. Um dia surge um misterioso homem, que lhes propõe a posse de uma caixa com um botão. Caso seu dono aperte o botão ele ficará milionário, mas ao mesmo tempo alguém desconhecido morrerá. Norma e Arthur têm 24 horas para decidir se ficarão ou não com a caixa. Esse filme é bastante psicológico. Tem uma narrativa que certamente não vai agradar a todos, mas é muito interessante do ponto de vista ético. O que você faria?

5- O leitor, 2009

contioutra.com - 10 filmes imperdíveis que irão testar seus valoresNa Alemanha depois da Segunda Guerra Mundial o adolescente Michael Berg (David Kross) se envolve com Hanna Schmitz (Kate Winslet), uma mulher mais velha. Os dois vivem uma  história de amor até que um dia Hanna desaparece. Oito anos se passam e Berg se surpreende ao reencontrá-la em um polêmico julgamento de crimes cometidos por nazistas. A relação de Michael e Hanna preenche o vazio existencial dos dois, seja pela descoberta do sexo por ele ou pelas sessões de leitura exigidas por ela. Esse filme traz à tona uma série de questões que envolvem códigos de conduta humana, de valores e crenças morais que se inserem na forma de pensar e de se relacionar de um determinado momento histórico. O filme suscita a discussão acerca do que é moral e do que é legal.

6- Educação, 2010

contioutra.com - 10 filmes imperdíveis que irão testar seus valoresJenny Carey (Carey Mulligan) tem 16 anos e vive com a família no subúrbio londrino em 1961. Inteligente e bela, sofre com o tédio de seus dias de adolescente e aguarda impacientemente a chegada da vida adulta. Seus pais alimentam o sonho de que ela vá estudar em Oxford, mas a moça se vê atraída por um outro tipo de vida. Quando conhece David (Peter Sarsgaard), homem charmoso de trinta e poucos anos, vê um mundo novo se abrir diante de si. Ele a leva a concertos de música clássica, a leilões de arte, e a faz crer que pequenas trapaças são normais. Assistindo ao filme com atenção percebemos que David é um sedutor que com malícia convence a todos que os fins justificam os meios. Podemos nos questionar aqui sobre o certo e o errado e como algumas pessoas mudam de ideia diante do que lhes é conveniente.

7- As palavras, 2012

contioutra.com - 10 filmes imperdíveis que irão testar seus valoresRory Jansen (Bradley Cooper) é casado com Dora (Zoe Saldana) e trabalha em uma editora de livros. Ele sonha em publicar seu próprio livro, mas a cada nova tentativa se convence mais de que não é capaz de escrever algo realmente bom. Um dia, em uma pequena loja de antiguidades, ele encontra uma pasta com várias folhas amareladas. Rory começa a ler e logo não consegue tirar a história da cabeça. Logo ele resolve transcrevê-la para o computador, palavra por palavra, e a apresenta como se fosse seu livro. O texto é publicado e Rory se torna um sucesso de vendas. Entretanto, tudo muda quando ele conhece o verdadeiro escritor do livro. Nesse filme o personagem de Bardley Cooper é tentado pelo seu desejo irrefreável pela fama, contudo, a mentira que conta a si e aos outros prejudica profundamente sua vida emocional.

8- Paixão Inocente (Breathe In), 2013

contioutra.com - 10 filmes imperdíveis que irão testar seus valoresUma família de uma pequena cidade americana decide acolher em sua casa uma estudante (Felicity Jones) estrangeira em intercâmbio. Mal sabe a família, composta por pai, mãe e filha adolescente, que a presença desta garota vai mudar para sempre a dinâmica entre eles e abalar a estabilidade emocional de todos, principalmente a do marido: um homem casado, exausto pelo peso dos anos, com um baú de sonhos não realizados dentro do peito. Um filme sensível que nos faz pensar sobre o que deve ser feito, o que pode ser feito e o que realmente queremos fazer.

9- A chegada, 2016

contioutra.com - 10 filmes imperdíveis que irão testar seus valoresEssa história se passa nos dias atuais, quando seres alienígenas descem à Terra em naves espalhadas pelo planeta. Os humanos não sabem quais as reais intenções desses visitantes. Para ajudar na comunicação com os alienígenas, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma especialista em linguística, é convocada, com a ajuda do matemático Ian Donnelly (Jeremy Renner). Os alienígenas retratados no filme parecem muito mais evoluídos que nós e têm o poder de acessar o passado e o futuro. Aqui somos levados a nos perguntar: Assumiríamos as alegrias e tristezas de nossa vida se soubéssemos de tudo antes?

10- Fome de poder, 2017

contioutra.com - 10 filmes imperdíveis que irão testar seus valores

Depois de assistir a esse filme, baseado em fatos reais, você nunca mais comerá um Big Mac do mesmo jeito. A história mostra como os visionários irmãos McDonald’s, reais criadores da marca, foram ludibriados por Raymond Kroc (Michael Keaton), um empreendedor que acabou tomando, por vias inescrupulosas, o controle da empresa. Ele é visto pelo filme como uma pessoa que não hesita em abrir mão da ética profissional e familiar para ganhar mais e mais dinheiro. O personagem de Michael Keaton é uma prova amarga dos valores vigentes no mundo de hoje. Para pensar.

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Foto de capa: filme Paixão Inocente.

Amar é saber ouvir

Amar é saber ouvir

Eu queria hoje te escutar. Saber das tuas questões, saber dos caminhos que moldaram teus pés. Hoje eu queria deitar no teu peito e te ouvir.

E nessa escuta, você diria da vida e das tuas escolhas. Seria exatamente quem você é, uma pessoa capaz e maravilhosa, que carrega forças e medos dentro de si. Meus ouvidos seriam só teus. Moldados com perfeição para as tuas palavras. Porque amar é saber ouvir e o amor mora sobretudo na vontade de passear pelas histórias que não são nossas.

Conta-me tudo. Conta-me dos teus equívocos e fracassos. Fala-me do que é imperfeito em ti. Deixa uma lágrima cruzar serena a tua face. Deixa que eu beije teus olhos em silêncio e prove o salgado do teu sentir. Hoje as tuas palavras serão tudo que eu vou querer. Elas embalarão o meu apreço por ti.

Fala-me com a tua sinceridade. Aquela que embala com vigor a verdade. A humilde verdade que não se fantasia de vitórias para conquistar. Em um mundo de vencedores, de sorrisos escancarados, a beleza mora em quem ainda sabe confiar suas dores.

Deixa eu te ouvir, que ouvir é aceitar um caminho que não é nosso. É estar presente por meio de mãos e olhos que dizem: tudo vai ficar bem.

Estamos juntos. Eu estou aqui. Fala tudo que está engasgado aí. Não engole o choro, que todo choro engolido vira indigestão emocional.

Não precisa ser forte, hoje não. Pouco importa se é dia ou noite lá fora. Pouco importa as minhas expectativas, hoje é dia de eu ficar pequena e guardar toda minha atenção só para você. Hoje não deixarei o mundo me roubar de ti. E esse mundo nos rouba em troca de nada.

Hoje eu vou te amar em silêncio. Confia em mim!

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Atribuição da imagem: pexels.com – CC0 Public Domain.

Afaste-se das pessoas más e as coisas boas começarão a acontecer

Afaste-se das pessoas más e as coisas boas começarão a acontecer

Não se iluda: pessoas maldosas não são vítimas, não estão passando por momentos difíceis e não fazem nada para o seu bem. Na verdade elas são mal resolvidas consigo e destilam, na vida alheia, a maldade que carregam nas próprias veias.

Nem sempre a maldade é perceptível e, por essa razão, demoramos anos para notar as consequências que sofremos com ela. São pequenas ofensas, sutis agressões, demonstrações confusas de inveja, ciúmes e ódio que se misturam à rotina e a falsa demonstração de afeto, fazendo reféns quem deveriam ser livres.

Na frente dos outros ele é um gentleman, mas em casa te faz sentir culpada por apanhar. Ela não é ciumenta, mas quer que você seja só dela. Ela é sua amiga confidente, mas sempre que pode, fala mal da sua postura pelas costas. A verdade á uma só: se o comportamento não condiz com as palavras, está na hora de correr.

Geralmente disfarçadas de amigos, namorados e parentes, as pessoas más carregam sempre a fisionomia de bondade e trazem uma coleção de bons conselhos, tudo para deixar submissos, dependentes e cegos aqueles que eles invejam em segredo e desejam manter em cárcere emocional privado.

O grande médico psiquiatra, psicoterapeuta e escritor brasileiro Flávio Gikovate dizia que “existem enormes diferenças entre as pessoas predominantemente boas e aquelas predominantemente más. (..) Umas poucas pessoas, talvez 1% da população, não têm compaixão, não se preocupam em demonstrar bondade nem mesmo em situações sociais, não sentem qualquer tipo de medo de represálias, de modo que parecem ser portadoras exclusivamente de interesses pessoais e a maldade pode se exercer com enorme facilidade sempre que se sentirem contrariadas. Pequenas adversidades poderão desencadear reações brutais. Esses são os antissociais, os psicopatas e penso que não têm nem uma gota de bondade em seu sangue”.

Infelizmente, as pessoas más não carregam letreiros dizendo quem são,nem as boas percebem tão facilmente suas intenções. Por isso, ao menor sinal de descontrole e humilhação, afaste-se.Os jogos da dominação e a agressividade disfarçadas de amor, acabam no momento em que você se afasta de quem comete os atos.

Quando somos capazes de conviver com pessoas constantes, simples e do bem, somos capazes de enxergar as mesmas qualidades que essas pessoas oferecem. Vemos as coisas mais leves, solucionamos os problemas com mais facilidades e entendemos que a vida é muito curta para se perder com gente fria.

Entenda que ser bom não significa ser ingênuo. Ter caráter não significa ser tolo e, ser sincero, não significa ser antissocial. As mentiras que a maldade inventa são tentativas para destruir o caráter de quem ela nunca conseguiu ser. Como dizia Olavo de Carvalho: “Burrice e maldade jamais foram termos antagônicos”.

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Amor não se cobra, se sente

Amor não se cobra, se sente

O amor não deve ser algo forçado, exigido nem cobrado. Não devemos colocar ninguém contra a parede e pedir para que nos ame.
O amor deve ser solto, livre…sem juras, promessas e deveres.

Depositar expectativas de amor em quem não tem a intenção de nos amar, é perder o brilho da espontaneidade, é se deixar massacrar pelos sentimentos. Viver na dependência emocional, na aba do amor do outro, nos torna seres miseráveis.

É preciso aprender a ter amor-próprio, valorizar-se para provar e receber do amor do próximo. Este deve ser sempre um complemento do que já existe e nunca uma necessidade para as próprias faltas.

O ser humano é amor em essência, por isso encontre este amor em si.

Mais vale um amor conquistado que um forçado, e ninguém gosta de fazer nada obrigado. Na verdade, o amor não nasce na obrigação, nasce no cuidado, na entrega, na admiração e respeito.

A medida que acessamos o nosso amor interno, permitimos ele florir e perfumar o nosso ser. Despertamos auto estima e permitimos que os outros nos amem, de forma natural e despretensiosa.

Será como emitir um aroma do amor que será atraído por um coração disposto a amar.

Não devemos querer que o outro nos ame a qualquer custo, nem nos colocar como servos das necessidades do outro acreditando que isto seja amor. Ser digno de amor é valorizar este sentimento que é mais profundo que satisfações fulgazes.

Se houver reciprocidade, gratidão, se não, use este amor para coisas bonitas em sua vida e não o torne destrutivo.

Pessoas que amamos muito são as que mais nos geram dor, pois quanto maior o amor, mais sentidos ficamos em relação à dor que nos foi causada.

Nossos inimigos jamais terão esta capacidade. Eles não ocupam espaços em nossos corações –
” Vivam os meus inimigos! Eles, ao menos, não me podem trair “- Henry de Montherlant .

E enquanto a nossa saga for do amor, fatalmente seremos machucados, já que não estamos livres das mágoas e decepções diante das expectativas criadas. E que esta dor sirva também como lição para as relações futuras, para os nossos aprendizados, evolução pessoal, entendimento das nossas carências e reconstrução de nós mesmos.
Nada como a dor para um belo renascimento.

O “Amar” estará sempre em nós. Será uma necessidade, como respirar. E desta forma, que seja possível doar mais do que apenas querer receber.

O ego pede amor, a essência dá. Sejamos amor em essência! O mundo precisa de mais pessoas boas de amor e menos egoístas na forma de amar, pois dessa forma despretensiosa, o amor volta como um bumerangue numa avalanche de recompensa e merecimento. Essa é a lei natural, e não há como escapar.

Seja amor na integridade e na sua liberdade de existir.

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Por que tanta urgência em assumir um novo relacionamento?

Por que tanta urgência em assumir um novo relacionamento?

Hoje, após uma longa conversa com duas amigas na faculdade, voltei para casa com essa quase certeza, a de que, lamentavelmente, somos mais descartáveis do que um par de sandálias que compramos na feira da esquina. Não, não estou me referindo à nossa indiscutível fragilidade diante desse planeta extraordinário. Trato aqui sobre a nossa condição descartável nos contextos relacionais. Não sei, ao certo, se essa é uma tendência contemporânea, ou se sempre foi assim. Mas, carrego comigo a sensação de que, no passado, as pessoas eram mais apreciadas, respeitadas ou consideradas.

Sendo mais direta, já perceberam a rapidez com que as pessoas são substituídas? Não existe mais aquela história de dar um tempo para colocar as emoções em ordem quando um relacionamento acaba. Calma, leitor(a), não me refiro à uma paquera ou uma “ficada” qualquer, falo de casamentos de décadas que são desfeitos e, na semana seguinte, um dos que compunha aquele ex casal, ou ambos, já está assumindo aos quatro ventos, um novo relacionamento nas redes sociais. Expressões como “minha vida”, “alma gêmea” e “amor eterno” são pronunciadas e compartilhadas com tanta desenvoltura que chegam a constranger os amigos e os familiares do ex casal.

Parece não haver o mínimo de respeito pela imagem do(a) ex, é como se, de uma hora para outra, a história que viveram fosse reduzida à uma fumaça que se dissipou no ar. Pouco importa o sentimento dos filhos, pouco importa se o(a) ex está em sofrimento pela ruptura da relação, o que importa mesmo é mostrar ao mundo que está “amando” e que a “fila andou”. Mas que amor é esse, tão instantâneo, se na semana passada estava se declarando para outra pessoa nas redes sociais e a atmosfera que envolvia o ex casal parecia digna desses filmes açucarados que passa na sessão da tarde? É impressionante a capacidade ultra rápida que o ser humano contemporâneo adquiriu para amar e deixar de amar. É tudo 8 ou 80, ou seja, ou é amor para incendiar tudo ou é gelo total para quem, apesar das dificuldades da convivência, agregou muito na vida do outro.

Basicamente, funciona assim: hoje você é o amor da vida de alguém, mas na semana que vem, você corre o risco de se resumir a um contato bloqueado, algo descartado que não merece a mínima consideração. Ah, e as redes sociais, que foram o palco para as demonstrações do amor efervescente e eterno, se transformarão no cenário perfeito para destilar o rancor e o veneno destinados à(ao) ex. E é tão deplorável assistirmos a esse espetáculo vergonhoso. É praticamente impossível não sentirmos a vergonha alheia nessas horas. Homens ou mulheres supostamente maduros(ao menos cronologicamente), ofendendo e expondo o(a) ex parceiro(a), trazendo à tona aquilo que era para ser tratado em reservado, ridicularizando aquele(a) que um dia foi o “príncipe” ou a “princesa”.

Tudo bem, desde que o mundo é mundo, os relacionamentos são desfeitos e essa tendência está cada vez mais crescente. Mas qual a necessidade de provar para todos que já superou o relacionamento anterior? Seria uma maquiagem, uma forma de mascarar uma provável ferida que ficou? E por que tanta necessidade de ferir e ridicularizar aquele(a) com o(a) qual compartilhou a vida, os sonhos e os projetos, ainda que tenha sido por um curto período? O que esconde essa ânsia de se vingar e de se mostrar imune às dores que são inerentes a qualquer ruptura relacional? Independente das motivações que levaram ao término do relacionamento, acredito que caberia o mínimo de respeito e consideração, até porque o respeito é aquela roupa que veste bem a qualquer corpo, ele sempre será bem vindo, sempre será bonito…ele nunca sairá de moda.

Diante de tudo isso, eu desenvolvi uma percepção diferenciada. Especialmente, nas redes sociais, tenho tido muitas amostras de que, quanto maior a exposição e a necessidade de impressionar com um “romance dos sonhos”, maior a fragilidade e vulnerabilidade dessa relação. E, muito provavelmente, existe, nos bastidores, uma bagunça emocional oriunda da ruptura da relação anterior, que por imaturidade ou orgulho a pessoa entende que não deve esperar um tempo para por a casa interna em ordem para, no momento oportuno, relacionar-se novamente sem a necessidade de alfinetar o tempo todo aquele(a) que um dia foi o(a) parceiro(a) Como dizia minha saudosa avó materna: quando você ouvir muita trovoada, é sinal de pouca chuva.

Imagem de capa: Anetlanda/shutterstock

Quer me encher a paciência? Pega a senha e vai pro fim da fila!

Quer me encher a paciência? Pega a senha e vai pro fim da fila!

Descobrir que é libertador mandar um chato se catar é dessas maravilhas da maturidade que nenhuma alma pouco vivida é capaz de compreender. Pois é… tem gente que é chata mesmo. Não é ruim. Não é mau-caráter. Não é sem-vergonha. Nada disso! É chata! Chata de galochas, de chinelos, de bota, descalça, de salto alto… É chata e pronto!

Acontece que durante uns bons anos de nossas vidas, achamos de verdade que a chatice é uma espécie de efeito colateral. O cara tem sempre uma história melhor que a nossa para contar, a dor dele é sempre mais lancinante, o problema é sempre mais grave, o sucesso nunca é proporcional ao seu espetacular talento e se a gente se der melhor que ele… foi sorte, NUNCA merecimento. O cara é chato! Mas a gente arranja desculpas para o infeliz. “Coitado, gente! Já viram como a família dele é um caos!”; “Ahhh, judiação! Mas ele tem o dedo podre para o amor!” E o chato, que já era chato de nascença, vai virando chato profissional.

Pior que um chato egocêntrico, só mesmo um chato com pena de si mesmo. Esse sujeito tem um poder de sucção muitas vezes superior a qualquer equipamento de última geração daqueles para fazer lipoaspiração nos gordinhos inconformados. A diferença é que esses trastes, em vez de chupar gorduras indesejáveis, chupam a sua energia, a sua alegria e a sua paz. Sim! Além de chatos são inúteis! E destrutivos!

Chatos com talento para “vítimas do destino” chegam de mansinho, ganham a sua confiança, pegam você bem naquele ponto mais vulnerável, seduzem sua alma de samaritano e te arrastam junto com ele para dentro do buraquinho particular de autocomiseração que a criatura cavou, graças ao apoio de outros trouxas que vieram antes de você.

E se você ainda não foi apresentado a um sanguessuga desses em forma de gente, ou você tem o corpo fechado ou – pasme, porque isso pode ser verdade -, você é que é o chato modelo vampiro disfarçado. Fazer o quê? Acontece… nas melhores e nas piores famílias, inclusive.
Ocorre que tem gente que parece ter um imã para atrair chatos de todas as categorias. O chato pode estar de férias no Acre, a pessoa mora num sítio bucólico no meio da Serra da Mantiqueira e é descoberta pelo tal do chato.

Eu confesso que ando meio sem paciência. Para não dizer que ando sem nenhuma. O chato suspira, já me arrepia os pelos da nuca, sabe como é?!

E é por isso que eu venho fazer um convite a você, meu estimado e querido leitor – desde que você não seja um chato, que fique bem claro, ok? Vamos nos unir em proteção contra a chateação. O método é simples: distribuição gratuita de senhas. E eu garanto que dá certo; porque se tem uma coisa que gente chata curte é achar que vai lucrar alguma coisa com você. O infeliz recebe a senha e fica crente de que está diante de uma oportunidade imperdível de ascensão.

Pois que peguem a senha e se acomodem lá no fim da fila. E se ficarem cansados de esperar a vez, ou se sentirem ofendidos pela espera… Tanto melhor! Que sumam, derretam, explodam ou simplesmente arranjem outro tonto para alugar, porque essa aqui, meu bem, encontra-se feito aqueles aparelhos celulares da década de 1990: DESLIGADA, OU FORA DA ÁREA DE COBERTURA!

Imagem de capa meramente ilustrativa:  “Minha mãe é uma peça 2!”

De interesse ao desinteresse é só uma questão de (falta) atitude

De interesse ao desinteresse é só uma questão de (falta) atitude

Esqueçam as palavras, engavetem as fotos, arquivem as declarações. O que faz as pessoas permanecerem interessadas nos relacionamentos são as atitudes diárias e não as declarações escancaradas.

Não que as palavras não mereçam credibilidade, nem que ouvir um ‘eu te amo” não seja maravilhoso, mas entre verdade e teoria, há uma grande diferença.

No livro “Rebelião das Massas”, José Ortega y Gasset afirma que as palavras “servem basicamente para enunciados e provas matemáticas; já ao falar de física começa a ser equívoco e insuficiente. Porém quanto mais a conversação se ocupa de temas mais importantes que esses, mais humanos, mais “reais”, tanto mais aumenta sua imprecisão, sua inépcia e seu confusionismo. Dóceis ao prejuízo inveterado de que falando nos entendemos, dizemos e ouvimos com tão boa fé que acabamos muitas vezes por não nos entendermos, muito mais do que se, mudos, procurássemos adivinhar-nos.”

A verdade é que sabemos muito de tudo e aplicamos pouco de quase nada. Na teoria vivemos o manual do amor perfeito, discursamos sobre fidelidade e temos, na ponta da língua, o exemplo do amor feliz. Na prática, vivemos atrás de relacionamentos perfeitos, mas nunca nos entregamos a nenhum.

Parece que as relações mais bacanas do mundo foram infectadas por um vírus de vaidade sem tamanho. Colocando nas mentes humanas que se ignorarmos, não iniciarmos o diálogo e fizermos charme, despertaremos interesse a ponto de sermos amados incondicionalmente. Nessa linha, o amor parece mais uma tática de jogo do que uma possibilidade de felicidade.

Funciona assim: o que demonstrar menos interesse na relação é o que “vence”. Para tanto, algumas “táticas” devem ser seguidas à risca: não telefone, não responda às mensagens e não diga, em hipótese alguma, que sente saudades. Grande ilusão! Mal sabemos que as pessoas gostam do difícil, não do impossível!

Pela lógica, ninguém gosta de ser rejeitado, humilhado e ignorado. Nessa luta de egos, perde quem finge não se interessar e, perde, quem é alvo do desinteresse, já que ambos anulam a oportunidade de serem felizes. Entenda que amor nunca esteve aliado à rejeição. Essa teoria de que quanto mais charme você fizer, mais amor receberá de volta, é tão enganosa quanto ingênua. Relacionamentos dão certo quando as pessoas estão dispostas a isso. E só!

Portanto, a não ser que você tenha 14 anos, esteja no colegial e nunca tenha namorado, joguinhos amorosos estão fora de cogitação. Tenha bom senso, utilize sua inteligência emocional e jogue limpo. Mais vale um relacionamento real do que vários pseudo- relacionamentos carregados de charminhos.

Imagem de capa: nd3000/shutterstock

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