Pare, silencie, preste atenção e transforme a sua vida!

Pare, silencie, preste atenção e transforme a sua vida!

O que você comeu ontem no jantar? Qual foi a última música que você ouviu? Quem foi que te deu o melhor abraço na semana passada? O que você aprendeu de mais significativo nos últimos tempos? Você têm estado com sua família e amigos queridos o quanto gostaria de estar? Você têm dormido bem? Sabe o valor daquilo que oferece ao seu corpo como comida?

Perguntas maiores, vez ou outra vêm nos visitar… questões como: Serei feliz plenamente algum dia? Terei sucesso? Quanto viverei? Quem estará ao meu lado no final?

Ahhhh… sim! As grandes conquistas, perdas ou inquietações são importantes. Faz parte da nossa natureza focar no maior e pisar nos menores no trajeto.

No entanto, são as pequeninas coisas, os mínimos detalhes e os ínfimos hábitos que fazem de nós o que somos.

Somos inquietos, barulhentos e ansiosos. Fazemos perguntas demais, e não temos tempo ou interesse em ouvir as respostas. Queremos de tudo um pouco, mas nada tanto assim. Não queremos nada a ponto de entender que sonhos que não se transformam em planos, viram poeira.

E planos que não servem como estrutura para ações pensadas, idealizadas e que visem o bem de todos os envolvidos não passam de fogo de palha, queimam rápido e viram cinzas.

Um destino grandioso requer de nós compromisso diário, foco, disciplina e determinação.

Pare. O que você tem feito do seu dia até agora? Foi o mesmo que fez ontem? Semana passada? Mês passado? Ano passado? Suas ações estão em acordo com os resultados que almeja?

Silencie. Cale por cinco minutos seu ruído mental e escute-se. Ouça sua respiração. Cinco minutos. Se você não tem cinco minutos para si, sua vida simplesmente não tem sentido.

Preste atenção. Seu corpo conta uma história. Seu entorno conta uma história. Seus parceiros de jornada contam uma história. Você sente dores? O que te dá prazer? Quem são essas pessoas ao seu redor? Você precisa de tudo isso que vem acumulando pra ser feliz?

O que te faz feliz?

Pare. Silencie. Preste atenção. E transforme a sua vida! O sabor das mais raras iguarias reside na sua singularidade. E se você andar distraído por demais com coisas vãs, vai engolir o bom e o melhor, sem ao menos sentir o gosto.

Será que vale a pena?

5 séries de comédia com humor refinado para ver na Netflix

5 séries de comédia com humor refinado para ver na Netflix

Todos sabemos que o humor é algo que varia de pessoa para pessoa. Entretanto, sempre é possível diferenciar o que é um humor mais refinado de um humor que é mais pastelão e escrachado.

Abaixo, estão 3 séries que indico porque contém a dose de inteligência e sarcasmo que considero ideais para um humor mais inteligente e refinado.

É meu gosto pessoal, logo só me resta torcer para que vocês também gostem.

Bom proveito nessa jornada

Josie Conti

Rita

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Todos os alunos sonham em ter como professora a simpática Rita Madsen (Mille Dinesen), uma mulher de personalidade forte e com talento especial para sua profissão. No entanto, fora da sala de aula a vida dessa professora é um completo desastre.

Drop Dead Diva

Quando uma jovem e magra aspirante a modelo morre em um acidente de carro, a velha batalha entre cérebro x beleza está prestes a dar uma guinada. Ela volta à vida no corpo de uma brilhante e criativa advogada “plus-size”.

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Grace and Frankie

Grace (Jane Fonda) e Frankie (Lily Tomlin) estão encarando a temida “3ª idade”, mas não da forma que imaginavam. Quando os seus respectivos maridos revelam que estão apaixonados um pelo outro, e planejam se casar, a vida delas é virada de cabeça para baixo. Agora, elas estão ligadas eternamente por esse acontecimento e, já rivais, descobrirão que podem ter que tomar conta uma da outra.

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Lillyhammer

A série conta a história de Frank (Steven Van Zandt), um mafioso que entra para um programa de proteção às testemunhas após testemunhar contra seu chefe em Nova York. O governo americano consegue uma propriedade para ele na Noruega, onde Frank muda de nome e passa a atender por Giovanni Henriksen e pretende passar o resto de sua vida. Mas seu comportamento continua sendo seu maior inimigo, e ele acaba criando outros problemas.

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Better Call Saul

Série derivada do sucesso Breaking Bad, é ambientada seis anos antes de Saul Goodman (Bob Odenkirk) conhecer Walter White. Quando o conhecemos, o homem que se tornará Saul Goodman é conhecido como Jimmy McGill, um advogado de pequenas causas procurando o próprio destino e, mais imediatamente, tentando acertar sua vida financeira. Trabalhando ora junto a ele e ora contra, está Mike Erhmantraut (Jonathan Banks). A série acompanhará a transformação de Jimmy em Saul Goodman, o homem que coloca “criminosos” dentro da “lei”.

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Com sinopses de Adoro Cinema

Você conhece mais séries de humor que são interessantes? Indique para nós.

Tem gente que não sabe o que é responsabilidade afetiva

Tem gente que não sabe o que é responsabilidade afetiva

Tem a ver com sinceridade, mas não é só isso. Quem já teve o coração abatido por causa de um término, talvez entenda um pouco mais dessas nuances. Porque tem a ver com a dor que você passou, por descuido ou falta de interesse, em relação ao amor que não deu certo. E se não deu, de repente não é na conta do destino que esse adeus deva entrar. Responsabilidade afetiva não dá em árvore.

A responsabilidade afetiva começa quando você presta atenção em quem está contigo. É quando você repara nos sentimentos do outro e não coloca os seus acima. Quem traz afetos nos gestos, cuida. Ser responsável pelas consequências das próprias escolhas e sentimentos é o que desperta o amor pelo qual estamos dispostos a somar. Ninguém aguenta uma parceria que adota o desapego. Relações desinteressadas não duram. Nem se tiveram toda a reciprocidade do mundo.

Os responsáveis afetivos sabem da importância do agora. Eles não brincam com o tempo de quem topou partir para esse amor. São sinceros, cúmplices e não deixam de transparecer, sempre que possível, os caminhos das emoções que sentem. Quem tem responsabilidade afetiva conversa, dialoga e não esconde inteiros.

Infelizmente, é cada vez mais comum o encontro com pessoas que fingem atitudes e instantes. Seja para esconderem suas reais personalidades ou para proteção contra futuras decepções. São coisas que acontecem, você sabe. Mas, para a nossa sorte, ainda existem indivíduos que ignoram essas regras e se jogam de coração. Não é que eles não tenham nada a perder, mas o medo de viver não é suficientemente forte para interrompê-los de sentirem.

Tem a ver com intensidade, mas não é só isso. Quem já teve o cotidiano mudado por causa de um sorriso, talvez entenda um pouco mais dessas nuances. Porque tem a ver com a felicidade que você passou, por acaso ou interesse, em relação ao amor que deu certo. E se deu, de repente não é na conta da sorte que esse aceno deva entrar. Responsabilidade afetiva é jeito de se entregar.

Imagem de capa: Alex Bard, Shutterstock

Capitólio: manual de instruções para uma viagem segura e feliz

Capitólio: manual de instruções para uma viagem segura e feliz

Recentemente estive em Capitólio junto com a minha sobrinha Ana Carolina e minha amiga, e também colunista da Conti, Ana Macarini. A cidade mineira, que possui cerca de 8.500 habitantes, atualmente é  um dos principais roteiros turísticos de Minas Gerais por conta de sua geografia privilegiada e das águas do Lago de Furnas – um dos maiores lagos artificiais do mundo (1440 km²). Localizada a cerca de 280 km de Belo Horizonte, a cidade preserva as características fortemente interioranas em contraste com a magnitude de seu potencial turístico, que teve início em 1965, quando a usina foi inaugurada e o imenso reservatório modificou a paisagem da região sul de Minas Gerais.

Para que a beleza paradisíaca seja aproveitada da melhor maneira estive atenta e gostaria de dividir com vocês alguns cuidados que o viajante deve tomar para usufruir dos momentos de lazer de forma segura e feliz.

Lembre-se que o potencial turístico da cidade vem sendo explorado há alguns anos de maneira mais intensa, mas esse tempo ainda não foi suficiente para que a cidade e seus habitantes acompanhassem esse crescimento e as necessidades dos turistas (o que é algo bom também, pois indica que ainda temos muito da pureza do povo e dos locais preservados).

Abaixo, para não deixar ninguém desavisado, listo alguns tópicos que devem ser lidos com cuidado e que, se respeitados, farão de sua viagem um passeio realmente inesquecível.

1- Organize-se para passar pelo menos de 5 a 7 dias na cidade. Esse tempo é necessário porque os pontos turísticos são distantes e são encontrados na cidade e cercanias. Você pode ir a um passeio que fica a cerca de 10-15 km, mas também pode ir a lugares que ficam a 40-50 km- e todos eles valem a pena.

2- Tente fazer os seus passeios durante dias de semana para evitar excesso de pessoas e aproveitar o ambiente da forma mais natural possível;

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Eu tentando sair na foto e, ao mesmo tempo, querendo mostrar as placas de pedras segmentares que formam piscinas naturais. (Cachoeira Cascatinha- Furnas)

3- Prepare-se para andar por estradas asfaltadas, mas também por estradas de terra e pela água. As estradas de terra, no geral, são boas e acessíveis para carros baixos. Os  carros altos e com tração, entretanto, ficam bem mais confortáveis nos caminhos que, algumas vezes, são mais íngremes e possuem desníveis. Certifique-se de que seu carro está em condições de viagem para não ter nenhuma surpresa no percurso.

 

4- Um das atrações imperdíveis é o passeio de lancha – ou chalana – pelo lago. Para esse passeio, que levará de 2 a 4 horas – dependendo de sua opção de compra – você deverá se preparar para ficar exposto ao sol e ao vento. Não se esqueça de levar filtro solar, ir com roupa de banho para os mergulhos e também levar uma roupa de saída, para o caso de querer se enxugar melhor.

5- Como nada que é naturalmente bonito costuma ser muito fácil, tenha em mente que a maioria dos pontos turísticos só é encontrada depois de um trecho de trilha. As trilhas podem não ser tão longas em alguns pontos, mas não existe uma boa orientação nos locais quanto à sua complexidade,  embora sempre haja informações sobre a distância entre o ponto de partida e chegada. Saiba que as trilhas de locais como “O Paraíso Perdido”, por exemplo, possuem um nível de complexidade médio – alto com obstáculos em quase todo o percurso (pedras irregulares, travessia de água, pequenas escaladas e trechos escorregadios). Por conta disso, as pessoas devem ter um condicionamento físico mínimo. Várias das trilhas também podem realmente oferecer riscos de queda em altura ou na água. Logo, é importante que pessoas com dificuldade de locomoção sejam bem orientadas antes de começar o trajeto. Os pais também devem ter uma atenção redobrada com crianças.

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Imagem tirada na Trilha para Cachoeira do Lobo- a “trilha” fica exatamente nas lateriais dessas montanhas. Ela acontece através de pedras, passando pela água, pulando galhos de árvore. Por isso as precauções são tão importantes.

6- Por conta do tópico anterior, não se esqueça de levar tênis para percorrear as áreas de maior complexidade.

7- Sempre leve água por onde for, pois você nunca sabe exatamente quanto tempo vai demorar em cada lugar;

8- Nos locais que são a base para as trilhas e passeios, costuma existir um bar ou restaurante, mas é importante que você nunca se esqueça de levar protetor solar e repelente (deixe sempre na mochila). Lembre-se que você estará em região de mata nativa.

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Ana Macarini em imagem panorâmica da Cascata Eco Parque.

 

9- É importante alertar que, por precaução, a vacina da Febre Amarela deve estar em dia, pois você irá adentrar a mata em diversos pontos dos percursos;

10- Antes de ir a restaurantes, mesmo os conceituados, leia as suas classificações em páginas do Google e de suas redes sociais. Nós tivemos uma grande surpresa em um dos restaurantes, que fica à beira do Lago, e que é um dos mais indicados da cidade: Encontramos um local com banheiro sujo, atendimento questionável e a comida servida era de baixa qualidade. Logo, não se iluda com a aparência ou indicação. Leia os comentários e lembre-se que a melhor refeição pode estar num lugar bem mais simples.

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Ana Carolina contemplando as belezas naturais do Eco Parque.

Tenha em mente, ainda, que os tópicos acima não foram escritos para assustar e nem para inibir o passeio de ninguém. Eles foram pensados por alguém que se encantou com esse lugar e quis dividir experiências, para que seu passeio seja consciente e para que você, ou as pessoas que o acompanharem, não sofram com nenhuma surpresa desagradável.

Com esses cuidados, tenho certeza que o seu passeio será perfeito!

 

Imagem de capa meramente ilustrativa:  GuilhermeMesquita/shutterstock

Talvez eu não chore, mas dói.

Talvez eu não chore, mas dói.

O sofrimento deve ser respeitado, consolado, entendido, mesmo quando reinar apenas um silêncio – silêncios podem carregar feridas imensuráveis.

Vários artigos dissertam sobre o fato de ser o choro importante para reorganizar nossas emoções e para fortalecer nossas esperanças. Logicamente, não devemos ter vergonha de chorar, uma vez que somos humanos, sentimos o mundo e sofremos com o que não dá certo – o choro, muitas vezes, é inevitável. Porém, nem todo mundo possui facilidade para chorar, seja em público, seja na própria intimidade.

Não importam as razões, existem pessoas que choram muito pouco, mesmo quando assistem àqueles filmes melosos, ou a comerciais apelativos que expõem a miséria humana. Não se trata, aqui, dos homens que seguram o choro, a qualquer custo, por medo de ter sua virilidade questionada, mas das pessoas que se emocionam, sentem a dor, mas as lágrimas teimam em não cair.

Talvez isso possa, em parte, ser explicado pela falsidade que permeia as relações humanas, hoje em dia, tornando-nos presas fáceis das maldades alheias. Sempre temeremos que alguém venha a usar nossas fraquezas da pior forma e no momento errado. Assim, não nos mostramos vulneráveis por pura proteção, como um escudo contra aqueles que esperam nosso tombo para pisar por cima com crueldade.

Na verdade, ninguém explica direito o que se passa bem dentro de cada um de nós, pois cada pessoa carrega um mundo peculiar dentro de si, absorvendo o que recebe de uma forma toda particular, de acordo com o que viveu e vive em sua relação com o mundo externo. Por isso é que alguns choram por qualquer coisa, onde estiverem, enquanto outros seguram as lágrimas e o nó na garganta, mesmo em meio a tempestades torrenciais.

Como se vê, não se deve menosprezar a dor de ninguém apenas observando o tanto de lágrimas derramadas. Nem todo sofrimento escorre pelos olhos, mas podemos ter certeza de que toda dor machuca a alma bem fundo, seja de quem for. O sofrimento deve ser respeitado, consolado, entendido, mesmo quando reinar apenas um silêncio – silêncios podem carregar feridas imensuráveis. Talvez não haja choro, mas dói. Talvez não haja palavras, mas sente-se muito. Bem no fundo.

Até quando você vai viver essa farsa de relacionamento?

Até quando você vai viver essa farsa de relacionamento?

Imagino a barra que você está vivendo, silenciosamente, chorando embaixo do chuveiro, ou, talvez, enquanto dirige e ouve as suas músicas prediletas. Certamente, você já perdeu as contas das vezes que engoliu o choro, pois ninguém entenderia suas lágrimas e ficaria complicado demais para você explicar sua melancolia maquiada de cansaço.

E, cá prá nós, o choro é um negócio indigesto para engolir, né? Você tenta disfarçar, e as lágrimas, nos momentos mais inoportunos, cismam de jorrar na sua cara, estragando aquela maquiagem tão caprichada. Às vezes, uma simples melodia, põe tudo a perder, ou, talvez, um texto como esse. Sabe, é perda de tempo tentar mascarar o que se passa na alma, desista.

Até quando você vai tentar tapar o sol com a peneira sobre esse relacionamento? Até quando vai se iludir com curtidas em fotos de vocês dois nas redes sociais? Do que adianta aquele tanto de comentários bonitos e até poéticos nas fotos, se a realidade está toda cinzenta, praticamente um luto?

Moça, por mais que doa, a realidade precisa ser encarada. Você já se acostumou com esse ritual de fuga, de buscar nas redes sociais o analgésico para essa dor que te consome. Já virou vício esse comportamento. Entenda: as fotos de vocês serão sempre curtidas e comentadas, afinal, vocês, do ponto de vista estético, formam um casal lindo. E, os amigos, tanto reais quanto virtuais, não possuem bola de cristal para perceberem a realidade. Eu te garanto uma coisa: se eles soubessem ao menos um por cento do quanto você está infeliz e do quanto esse rapaz tem te maltratado, ninguém apoiaria, não haveria coraçõezinhos, tampouco, “casal lindo” nas postagens que você faz sobre vocês.

Ocorre que você vive dois relacionamentos: o “perfeito” que você posta e induz as pessoas a acreditarem e o real que é esse que te arranca lágrimas diariamente e faz sua auto estima definhar. E aí, te pergunto: até quando você pretende viver essa farsa? O tempo está passando, e você está cada vez mais emaranhada nessa teia que você criou. Essa vida dupla, a que existe e a que você fantasia nas redes sociais.

Longe de ser um julgamento de minha parte, quero apenas inquietá-la enquanto há tempo. Sei que minhas palavras estão soando ásperas demais, mas se eu ficar poetizando nesse texto, eu não vou entregar a mensagem que você precisa. Esse texto não é para ser bonito, é para ser útil, é para cutucar a ferida mesmo. Talvez você fique irritada comigo, mas, pode ser que me agradeça também. Você está toda machucada, infeliz, frustrada, vivendo de migalhas e induzindo as pessoas à sua volta a acreditarem que você tirou a sorte grande no amor. A realidade do seu relacionamento não está bonita, aliás, nunca esteve.

Você está precisando de amor, de cuidados, de ser ouvida, de ser acolhida, de ser respeitada e valorizada, tudo o que falta nesse relacionamento abusivo que você vive. Hei, onde e com quem você aprendeu que isso é amor? Ah, de verdade, eu desejo a você a força necessária para sair desse fundo de poço. Desejo que você abandone essa barca furada e volte para você mesma .
Espero, de verdade, que você abrace a si mesma e permita que outros abraços te envolvam, e que eles sejam bálsamo e que a façam lembrar desse texto. Que você encontre um amor de verdade, tão real e gostoso que a faça desligar-se da necessidade de postar a sua felicidade. Contudo, se você vier a postar algo, que os comentários dos amigos traduzam a realidade da plenitude que você estará vivendo.

Às vezes, a gente não esquece, mas aprende a viver sem

Às vezes, a gente não esquece, mas aprende a viver sem

 

Tem coisas que a gente não esquece. Existem pessoas que a gente não esquece. Queremos manter o que é bom, como se fosse um instinto de sobrevivência. Tudo nos assusta tanto neste mundo de hoje, que desejamos a segurança de reter momentos, lembranças e pessoas junto de nós o tempo todo. Infelizmente, teremos que seguir aos pedaços, pois, muitas vezes, o que queremos simplesmente sai de nossas vidas.

Alguns relacionamentos não dão certo. Nem sempre seremos amados para sempre por quem amamos. Nem sempre uma amizade consegue resistir às distâncias que o tempo e a vida trazem. Será duro, doloroso e triste, mas teremos, muitas vezes, que reaprender a sobreviver longe de quem queríamos por perto o tempo todo. Imprevistos acontecem com frequência e deveremos ser mais fortes do que cada um deles.

Outras vezes, a vida leva embora pessoas amadas, queridas e essenciais, obrigando-nos a encara a escuridão do luto. A morte é uma certeza, mas pouco nos preparamos para ela. Além de parecer mórbido ficar pensando na morte, quando há tanta vida pela nossa frente, é natural acharmos que nossos queridos serão eternos, que nossos animais de estimação terão vida longa, que poderemos contar com o abraço de nossa mãe enquanto vivermos.

Não somente pessoas, mas a vida acaba por subtrair de nossa jornada outras coisas que não imaginamos terem um fim, tais como o emprego que nos sustenta, o dinheiro que economizamos, vários planos que idealizamos. Infelizmente, tudo pode virar do avesso, assim, de uma hora para outra, sem aviso prévio, deixando-nos à deriva de nós mesmos. E então a gente se desespera, chora e não vê saída. Mas o ser humano é mais forte do que imagina e encontra saídas em meio a todo e qualquer caos.

Como se vê, existem pessoas, momentos, muita coisa inesquecível, muita coisa que levamos somente dentro de nós enquanto vivemos. E a gente continua, faltando um pedaço, trôpegos, limpando as lágrimas, mas a gente segue em frente. Nossa sobrevivência, afinal, em muito depende dessa nossa capacidade de aprender a viver sem o que nos era vital, transformando as mais belas recordações em combustível de vida. Dessa nossa vida imprevisível e sofrida, mas única e especial.

Antigos ciclos se fecham, para que novos ciclos se abram!

Antigos ciclos se fecham, para que novos ciclos se abram!

Há males que vem para o bem. Uma porta se fecha, e uma janela se abre.

Às vezes, um ciclo se encerra em nossas vidas e ficamos tristes. A sensação que temos é que a dor jamais passará. Lutamos contra nossos próprios sentimentos e tentamos ao máximo nos esforçarmos para seguirmos em frente.

E por mais que seja difícil aceitar o fim de algo é necessário deixamos alguns ciclos se encerrem para que outros se abram.

Passei por isso recentemente.

Trabalhei durante dois anos e meio em uma rádio. Sou locutora e amava cada cantinho daquele estúdio. Após um tempo na rádio, surgiu a oportunidade de fazer um estágio. Então comecei a conciliar meu emprego na rádio, o estágio e faculdade.

Os meses foram passando e minhas responsabilidades só aumentavam.

Consequentemente, meu corpo começou a sentir o peso. Tentei ao máximo conciliar tudo, afinal de contas, tinha o sonho de me formar, queria continuar trabalhando no que amava, e precisava estagiar.

Contudo, notei que não estava me doando na rádio como me doava antigamente. Ser locutora e responsável pela pauta do seu programa não é fácil. Precisava tomar uma decisão, mas não sabia como.

Quando finalmente cheguei a conclusão do que deveria fazer me doeu muito. Após dois anos e meio na emissora, tive que pedir desligamento. Foi uma decisão difícil, mas necessária.

Sai pela porta da frente. Conquistei a credibilidade do meu ex diretor, dos ouvintes, e dos colegas de profissão.

Quando olho para trás, sinto falta do microfone, mas olhando por outro prisma, foi uma decisão sábia. Precisava me entregar a outros projetos, e me dedicar mais aos estudos.

Entretanto, após minha saída, surgiram nossas oportunidades que também agregarão em minha vida profissional.

Querido (a) leitor (a), te convido a refletir sobre isso.

Às vezes as coisas acontecem, e não entendemos o porquê, mas cada acontecimento em nossas vidas não é em vão. Pode ter certeza que se algo acabou, seja no campo profissional, ou até sentimental, isso é permissão do universo para que algo novo possa entrar.

A vida tem infinitas possibilidades e temos que nos manter atentos a qualquer sinal de mudança. E mudar, sempre nos causa medo, mas a mudança faz parte do desenvolvimento humano.

Se você está atravessando um momento difícil, creia que não é por acaso.

Antigos ciclos se fecham, para que novos ciclos se abram.

O amor deixa de valer a pena quando é preciso lutar por ele

O amor deixa de valer a pena quando é preciso lutar por ele

Toda vez que uma relação acaba o sentimento de alívio vem acompanhado de dor, saudade e apego e isso, muitas vezes, faz com que o processo de esquecimento seja substituído pela luta da reconquista.

Que não é fácil terminar uma relação, todos sabem, já que experimentamos sensações “estranhas” como vazio interior, humilhação, rejeição e culpa. Mas, acreditar que o outro irá exterminar esses sentimentos com a sua volta é, no mínimo, ingenuidade.

Criar expectativas na relação é normal. Embora haja muitos conselhos para que não se faça isso, poucos são aplicados. Sempre esperamos algum tipo de cuidado, atenção, carinho. Porém, isso não nos autoriza a exigir que o parceiro sentimental satisfaça nossos desejos e corresponda às expectativas que criamos.

Todos são livres para amarem, ou não, quem quiserem. Exigir algo contrário a isso, é um desrespeito sem tamanho. Giovake, em “Para Ser Feliz no Amor – Os vínculos afetivos hoje” afirmava que “a luta no amor corresponde a uma atitude egoísta, já que representa um empenho absurdo de fazer prevalecer a própria vontade sobre a vontade do outro. A única luta válida por amor é aquela ligada ao empenho de preservar o relacionamento através de cuidados, paparicos e todo o tipo de dedicação possível ao amado; e tudo isso na vigência do namoro – e com a devida anuência do namorado.”

Lutar por amor não é bonito, não faz bem a ninguém e não é saudável. O amor não pode ser visto como homeopatia, que utiliza as mesmas substâncias que provocam os sintomas para tratar ou aliviar dores. Amor é sentimento dado em liberdade, de forma recíproca e, quando isso não acontece, é hora de desistir, não de insistir.

Se pensarmos racionalmente, no amor, ninguém vale a insistência. Correr o risco de perder a própria paz por relacionamentos superficiais, é o mesmo que colocar em xeque a própria sanidade.

Não adianta ir até as últimas consequências para constatar que não valeu a pena. Não adianta viver uma vida inteira preso a um sentimento que intoxica acreditando que isso é amor. Não adianta “lutar” pela presença alheia se o outro nunca quis ficar.
Amor bonito é amor recíproco. Se exige muito esforço, acredite, mas não é amor.

A melhor maneira de lidar com pessoas desagradáveis é não entrar no joguinho delas

A melhor maneira de lidar com pessoas desagradáveis é não entrar no joguinho delas

Sempre haverá quem falará mal do outro pelas costas, quem irritará as pessoas sem razão aparente, quem agredirá com palavras ou atitudes, quem não gostará de ninguém. Pessoas infelizes costumam se irritar com a felicidade alheia e farão de tudo para que todos à sua volta se sintam mal também. Cabe a nós nos protegermos desse tipo de gente, sem perder a compostura.

Embora, muitas vezes, seja praticamente impossível mantermos a calma diante de certas pessoas, inclusive para que nossos limites sejam explicitados e nosso ar não nos falte, sempre será melhor não dar ibope aos maldosos de plantão. Nosso descontrole e nossa irritação alimentarão o ego daqueles que nos querem infelizes, ou seja, o nosso desprezo sempre será a mais bela resposta a eles, que ficarão ainda mais irritados, enquanto seguimos leves.

É certo que a vida não é fácil e cada um lida com as dificuldades à sua própria maneira. As pessoas enfrentam o mundo de acordo com a forma como os sentimentos se ajustam ou não dentro de si, algumas com mais coragem, outras com menos. Um mesmo acontecimento é recebido diferentemente por cada pessoa envolvida e é assim que cada um de nós vai se formando gente. Dependendo de como digerimos o que nos acontece, acabamos nos tornando melhores, ou não saímos do lugar.

O problema ocorre quando as pessoas não conseguem lidar com a própria vida e, em vez de procurar ajuda ou ouvir os conselhos de quem queira ajudar, culpam o mundo pelo que lhes ocorre, não se responsabilizando por nada. Assim, nunca aprenderão, nem avançarão, acumulando mágoa e ressentimento dentro de si. E isso tudo não se aguenta, o que as torna pessoas infelizes e desagradáveis, sendo que muitas delas acabam disseminando maldade e infelicidade por onde passam.

O melhor escudo que nos protegerá de qualquer mal que nos rodeia sempre será a manutenção de nossas verdades e a segurança de nossas convicções, porque é assim que conseguiremos manter o que nos faz bem e deixar pra lá o que nos faz mal, desviando-nos de gente desagradável, maldosa e fofoqueira. É assim que o bem prevalece lá fora e cá dentro de nós.

Imagem de capa: Twinsterphoto/shutterstock

12 ações que retiram a credibilidade de qualquer um

12 ações que retiram a credibilidade de qualquer um

Diz o conhecimento popular que construir uma reputação é algo que leva anos, mas basta um deslize para que a pessoa manche a sua imagem. Às vezes, o julgamento das pessoas é injusto, mas também temos que ter a clareza de que somos seres sociais e a nossa imagem pode ser abalada através de comportamentos que nós mesmos fazemos e que agridem os limites de convivência com outras pessoas.

Abaixo, segue uma lista de alguns comportamentos que facilmente atrapalham a credibilidade das pessoas que os cometem com frequência. Será que você faz algum deles e ainda não percebeu?

1- Não dar crédito às pessoas que ajudam em um projeto;

Se não é seu, diga de quem é.

2- Copiar o projeto de outras pessoas ao invés de trilhar seus próprios caminhos;

É verdade que nada se cria e tudo se copia (mas é uma verdade relativa). O que não é verdade é que essa cópia deve ser idêntica. Se for criar algo, adicione sua personalidade, use informações de forma diferente, e não leve os dados e pessoas de outro lugar indiscriminadamente. Isso só mostra falta de capacidade, o que atrapalha tanto a pessoa que foi copiada quanto o novo projeto que se inicia. Se vai fazer algo novo, ofereça algo novo.

3- Tratar pessoas de forma diferente;

Sim, devemos nos adaptar aos outros, mas isso não implica tratar pessoas de forma melhor em detrimento de outras. O texto “A forma como trata um garçom revela a sua personalidade.” é um bom exemplo disso.

4- Dizer que fará ou resolverá algo e não honrar com o compromisso, sendo esse comportamento algo contínuo e não uma exceção;

Para qualquer intercorrência que impeça algo de ser feito exista a palavra “satisfação” que, quando em prática, muda todo o contexto da pessoa que espera pelo serviço. No não cumprimento da palavra, use-a sem moderação.

5- Dar desculpas esfarrapadas para falhas pessoais óbvias. Nesse caso, além da falha do ato, a mensagem ainda é de que o outro é um bobo que cairá na conversa fiada;

Isso parece um vício que vem da infância. A pessoa não faz o que devia, mas ao invés de assumir os motivos da sua falha (para o outro e até para si mesmo), apega-se a desculpas pouco convincentes e na culpabilização de terceiros. Isso é feio, revela pouca maturidade porque ainda reproduz o comportamento da criança que quer fugir da advertência dos pais, e prejudica muito a credibilidade de quem o faz.

6- Falta de humildade ao lidar com pessoas da convivência- e principalmente com desconhecidos. Isso mostra arrogância e baixa inteligência emocional;

“Quando um burro fala o outro abaixa a orelha” é o ditado popular que indica que existe hora certa para se colocar. Se você não tem muita intimidade ou está iniciando um contato ou projeto, aprenda a ouvir e a entender todo o contexto antes de se impor. A confiança é algo a ser conquistado. Se você não souber a hora de se impor, a única coisa que conseguirá é a exclusão do grupo e o descrédito.

7- Achar que as pessoas têm obrigação de servi-lo, limpar sua sujeira ou mesmo pagar suas contas;

Isso também é inaceitável. Não há desculpa de criança mimada pelos pais que justifique falta de educação. É preciso entender as relações sempre como via de mão dupla. Se você foi a casa de alguém e tomou um café, no mínimo, se ofereça para lavar a louça. Se foi a um restaurante, ofereça-se para dividir a conta. Mesmo que você saiba que a sua oferta não será aceita, não ofertar só mostrará o quanto você não tem consideração pelas pessoas que o rodeiam.

8- Tentar empurrar convicções pessoais goela abaixo de quem pensa diferente;

Isso não adianta, nunca adiantou e nunca adiantará. Não é possível forçar argumentos sem escravizar uma pessoa. Conversar exige um contato de mão dupla e a mudança de comportamento de alguém só acontecerá de verdade se for por própria opção.

9- Achar que quem pensa diferente está errado e julga-lo ingênuo por isso;

Ingênuo, no fim das contas, é quem pensa isso. As pessoas são diferentes, possuem história e valores diferentes. Em um mesmo contexto podem existir múltiplas verdades.

10- Discussões grosseiras por causa de política.

Triste e lastimável a postura atual de achar que o mundo é uma folha com um lado negro e outro branco, que existe apenas uma dualidade e que é impossível conviver com aqueles que têm uma visão diferente. Não concordar não é justificativa para agredir. Se você não dá conta de articular sobre a diferença, talvez valha mais a a pena o afastamento.

11- Mentir com frequência;

Nenhuma relação sobrevive a mentira frequente.

12- Falta de empatia.

Falta de empatia é falta de humanidade e, no final das contas, se não nos comportarmos com respeito e consideração pelo outro a única coisa que conseguiremos é a indiferença daqueles que gostam de nós.

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Imagem de capa: Twinsterphoto/shutterstock

Somos crianças cobiçando o lanche do coleguinha na hora do recreio!

Somos crianças cobiçando o lanche do coleguinha na hora do recreio!

É muito tentador espiar as escapadelas, tropeços, batalhas e até mesmo vitórias alheias e, a partir de nossos recursos interpretativos, analisar, avaliar e pontuar como certo ou errado o que cada um faz de sua vida.

Olhando assim de fora, sempre parece meio óbvia a melhor solução. Ficamos mesmo com a impressão de que, naquela situação, seríamos capazes de resoluções muito mais simples, inteligentes e assertivas.

Ao vermos o outro se debatendo em seus problemas, ficamos sempre com aquela sensação de que fomos menos protegidos pelo destino. Os obstáculos alheios parecem sempre menores do que os nossos.

Somos crianças na hora do recreio, achando que o lanche do coleguinha é muito mais apetitoso!

Somos iguais àqueles filhotes de cachorro na pracinha, brigando por um retalho de qualquer coisa, pela posse de um objeto esquecido ou descartado, que até pode ser inútil, mas que passou a ser super valorizado, assim que se transformou em motivo de disputa.

Carregamos conosco essa mania infantil de acreditar que o outro sempre fica com o melhor lugar na plateia, com o palco de maior sucesso, a cama mais macia, o roteiro de vida mais glamoroso, o melhor papel na história.

O que não somos capazes de fazer – e ninguém é mesmo! -, é ter a exata medida ou dimensão do custo de cada conta sobre o qual se precisou dar conta para chegar até ali, naquele lugar que parece tão maravilhoso e confortável.

Nunca conseguiremos imaginar o tamanho da queda, a profundeza da dor, a ardência do cansaço, a aspereza da solidão ou o frio da falta de perspectivas daqueles cujas histórias são tão diferentes das nossas.

É difícil por demais entender o quanto é arriscado avaliar a velocidade de um carrossel pelo lado de fora. Sempre acharemos que as voltas dos cavalinhos enfeitados parecem mornas e monótonas. Achamos que estamos aptos a entrar em seus giros na hora que bem entendermos. E que podemos, também, saltar a qualquer momento, caso a brincadeira venha a parecer entediante e boba. Em ambos os casos, entretanto, temos cinquenta por cento de chance de ir ao chão.

No entanto, assim como no carrossel, as voltas da vida são muito mais desafiadoras do que parecem. Subestimar o esforço alheio na ascensão, ou superestimar o seu fracasso na queda, pode nos render dores muito mais agudas e cicatrizes muito mais intensas do que o mais violento e ardido ralado nos joelhos. Porque tombos, levaremos todos. A diferença é que alguns de nós terão direito a alguma mão estendida para se levantar. Outros terão de amargar sozinhos a queda, por arrogância ou falta de capacidade de pedir e oferecer ajuda.

E não há nada de errado em cobiçar o que ainda não temos, desde que não passemos a acreditar que, se não recebemos, ninguém pode receber também. Mais uma vez, a resposta está em conquistar a sabedoria para equilibrar–se entre a beleza de ser generoso e a necessidade de não ser conformado com o destino. Fácil é que não é!

Imagem de capa meramente ilustrativa: cena do filme “O amor é cego”

Cura-me o sonhar!

Cura-me o sonhar!

Quando fecho meus olhos para dormir, avisto um barco branco ancorado em uma rocha firme. Deduzo que ele está à minha espera.
Quando abro os olhos, não o vejo mais. Torno a fechá-los… Ele vai surgindo com nitidez cada vez maior. Balança,como que sorrindo, convidando-me para ir ao seu encontro.
Aonde será que ele quer me levar?
Aceito ou não aceito? Dúvida que se desfaz, rapidamen- te. Vejo-me correndo em sua direção, agarrando suas extremi- dades, jogando-me avidamente em seu interior.
O barco zarpa suavemente e eu me sinto embalada… Brinca alegremente com sua amiga água; ele a respeita, ela o banha e acaricia seu casco.
Encantada, sento-me no convés e abro meus pulmões para receber a brisa que toca meu corpo e rosto. Tudo que exis- te é belo e faz seu caminho: o Sol, a Lua, o barco, as águas e eu…
Vivo noites maravilhosas, onde a lua e as estrelas apro- ximam-se trazendo uma sensação tão forte de paz que tenho a impressão de que posso pegá-las.
Em noites de tempestade, as águas agitam-se e gritam, o barco balança com maior vigor, as estrelas e a Lua visitam outros mares… São momentos difíceis!
Agarro-me com fé em meu barco, pois sei que tudo passará. Confesso que, por algumas vezes, em momentos de tur- bulência, pensei em desistir, ciente de que, bastaria abrir meus
olhos, nada mais existiria…
Entretanto, sempre foram alguns segundos, pois me mantinha convicta de que nada me faria abandonar meu barco!

Ouço cantos de aves que se aproximam… Imagino que chegam com ramos verdes de árvores em seus bicos… As águas vão enfraquecendo… Os olhos não sabem se devem ou não se abrir. Postergo… Algo me diz que está bem perto o momento exato de uma revelação… Porém, aflita, não sei se estarei pre- parada para recebê-la.
Então, como que em câmera lenta, o barco vai se trans-
formando em letras gigantes formando uma palavra: VIDA.

Imagem de capa: Avesun/shutterstock

Por que eu não gosto de tirar fotos?

Por que eu não gosto de tirar fotos?

Quero, antes de mais nada, deixar esclarecido que não estou criticando os fotógrafos nem nada do gênero ok? Até porque tenho amigos incríveis que são fotógrafos por profissão e eu os admiro imensamente.

Esse é um texto que já há um bom tempo eu queria escrever, mas não vinha a devida inspiração. Ela chegou hoje ao ler uma linda crônica do mestre Rubem Alves do seu lindo livro intitulado “O amor que acende a lua”.

Muita gente me pergunta sobre o porquê de eu não gostar de tirar fotos minhas, e venho a partir das palavras do Rubem explicar o motivo. Confira…

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Há algo trágico no poema de Cassiano Ricardo.

Por que tenho saudade

de você, no retrato,

ainda que o mais recente?

E por que um simples retrato,

mais que você, me comove,

se você mesma está presente?

Quando li esse poema pela primeira vez tive a impressão de que ele estava brincando. Agora eu o leio como um lamento. Como eu amo você! Quem ama quer estar junto, segurar as mãos, ficar olhando para o rosto. Mas eu não sinto isso quando estou com você – eu não o encontro em você. Encontro no seu retrato. Olho para você, do outro lado da mesa. E me lembro do seu retrato. O retrato! Olho o seu retrato e sinto saudades. O retrato é o lugar da ausência.

Barthes diz que aquilo que todos os retratos retratam é a morte: o que deixou de ser, o que não é mais. O tempo do retrato é um passado irrecuperável. Amo um objeto que não tem mais existência: a sua imagem no retrato, morta, embora você mesma esteja presente. Meu amor mora num passado sem volta. Sendo esse o caso, não amo você, presente, diante de mim, do outro lado da mesa. Amo o “você” que escorregou do seu rosto, e mora agora no retrato, lugar da morte. Amor infeliz. Você, que eu posso abraçar, não é o “você” que eu amo…

A rosa florescia. Por que deixou de florescer?

Rubem Alves

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Eu acho lindas as comparações e referências utilizadas por ele, não é a toa que já tenha escrito tantos textos a partir de suas palavras. Percebo que eu tenho muitas coisas semelhantes a ele.

Não gosto de tirar fotos minhas porque elas são gélidas, ou seja, elas congelam um Isaias que dentro de bem pouco tempo deixará de ser. Até já escrevi em textos daqui e do blog do Raul Seixas que sou meio “metamorfose ambulante”. Eu mudo talvez com uma velocidade maior do que as outras pessoas.

Quando eu vejo uma foto minha bem antiga me dá uma sensação estranha. Na minha mente vem logo aquela pergunta: “Quem é essa pessoa?”. Ele se parece comigo, mas não sou eu, é outra pessoa.

Parece estranho, mas essa é a mais pura verdade em relação a tudo. Tudo muda o tempo todo, porém, infelizmente, a grande maioria das pessoas tem certa dificuldade de acolher isso no fundo do coração.

Inclusive essa reflexão do Rubem é levada para as pessoas que convivem ou conviveram conosco. Tanto nós quanto eles já não são mais os mesmos.

Claro que entendo quando alguém me diz: “Mas uma foto é bom para lembrar da experiência boa que aconteceu, do lugar bonito que se visitou, da pessoa que é ou foi importante etc…”.

Sei que isso é bacana. No entanto, pelo menos na minha mente, não deixa de ser esquisito. E o mais estranho é quando o alguém que aparece na foto já não faz mais parte da nossa vida. Nós vemos as fotos e ficamos pensando: “Como será que está ele(a) está hoje?”, “Isso que vivenciamos foi tão bom… Será que viverei algo parecido de novo?…”. E desse jeito ficamos com a mente enfurnada no passado e com isso deixamos de viver plenamente o momento presente.

Na verdade, essa é a principal razão para eu não gostar de tirar fotos. O MOMENTO PRESENTE é algo tão maravilhosamente lindo que ficar se prendendo ao passado das fotos faz com que parte do seu brilho se esvaia.

Você já viu como são as festas de casamento? Ou as festas de aniversário de criança de 1 ano? Esses são os melhores exemplos! Os casais não vivem plenamente o momento da festa porque ficam tirando milhares de fotos e os bebês ficam estressados porque ficam com diversos holofotes nos seus rostos. E em ambos os casos ninguém aproveita pra valer…

Como estamos na era dos smartphones, Ipads, Ipods etc. Isso se estende para a saída para restaurantes com os amigos, para os eventos, para as festas de fim de ano, para a passagem do ano. As pessoas se prendem em fotos, fotos e mais fotos, e quase imediatamente postam no Instagram ou no Facebook.

Repito o que disse no começo. Não quero criticar quem trabalha com fotografias, quero apenas questionar o dia a dia das pessoas de um modo geral.

Que tal aproveitarmos melhor os momentos e batermos menos fotos? Os vínculos de amizade poderão se tornar muito mais sólidos e bonitos, e passaremos a trabalhar melhor até mesmo a nossa memória para lá na frente lembrar os momentos incríveis vividos em conversas com amigos e não apenas com um book gigantesco no computador…

Imagem de capa: Andrey Grigoriev/shutterstock

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