“A arte de escutar é como uma luz que dissipa a escuridão da ignorância”

“A arte de escutar é como uma luz que dissipa a escuridão da ignorância”

A nossa sociedade líquida tem dificuldades de escutar. Tudo é apressado, onde emergem o individualismo, a fluidez e a efemeridade das relações. Um mundo repleto de sinais confusos, propenso a mudar com rapidez e de forma imprevisível, como identificou o sociólogo Zygmunt Bauman.

Tal rapidez se revela na prática de alguns profissionais, que não mostram boa vontade para escutar, como por exemplo: comunicadores de rádio e televisão que falam aceleradamente, religiosos que acham que Deus é inaudível, psicoterapeutas que divagam ao perceber voz dos pacientes, professores que se incomodam com a fala dos alunos, empresários que abreviam a conversa com os funcionários e políticos que depois de eleitos ignoram a locução dos eleitores.

Há outras situações, como aqueles maridos que não prestam atenção nas palavras das esposas, pais que se irritam ao ouvir os anseios dos filhos, amigos que só querem desabafar ao invés de escutar. Os elementos neuróticos da aceleração da fala possuem a sua origem no ritmo alucinante das nossas cidades, que reforçam um estado temporário e frágil das relações sociais e dos laços humanos, afetando a saúde mental das pessoas.

A mania da pressa urbana, associada a falta de escuta, produz mal-estar na comunicação. A vida seria mais tranquila se as pessoas escutassem ao contrário de ouvir de modo superficial. Para escutar, torna-se imprescindível o uso de um mecanismo especial: saber dar atenção. Demanda, de uma escuta mais cautelosa, pois quem escuta, ouve, mas quem ouve não necessariamente escuta.

As pessoas que ouvem de maneira líquida têm dificuldades de se envolver num processo autêntico de comunicação. Escutar é mais que ouvir, gente que escuta dá atenção ao contexto da conversa, entende o assunto, percebe o que foi dito, reconhece as palavras. Contudo não é um ouvinte passivo, sabe distinguir o que é falso e verdadeiro, sem julgar.
O neurologista auditivo Seth S. Horowitz publicou um artigo publicado no New York Times, onde avaliou que ouvir de forma passiva é uma consequência do nosso sistema auditivo. Segundo o cientista, a distração digital e sobrecarga de informações estariam se tornando uma epidemia num mundo, que está trocando conteúdo por conveniência e significado por velocidade.

Mas para Seth escutar é uma ação ativa, uma arte que requer habilidade e foco, que pode ser cada vez mais melhorada. É como nos ensina, o líder espiritual do budismo tibetano, o Dalai Lama: “A arte de escutar é como uma luz que dissipa a escuridão da ignorância”

Neste mundo, somos tensionados a falar rápido e ouvir o mínimo possível, escutar não entra na lógica da modernidade líquida. Porém, a arte de escutar é um sábio conselho que os grandes mestres nos deram: Freud, Sócrates, Buda e Jesus, pois para eles uma comunicação perfeita e sem ruídos nos transforma em pessoas melhores e bons ouvintes, no sentido correto da escuta.

Imagem de capa: LightField Studios/shutterstock

7 motivos que mostram que viajar faz bem

7 motivos que mostram que viajar faz bem

Viajar é uma chance de respirar outros ares, explorar diferentes pontos de vista, ganhar ao também se dar. Entre muitas outras coisas, viajar é viver. Não está convencido? Conheça 7 motivos que mostram que viajar faz bem!

O que uma viagem significa?

Viagem é uma palavra que pode ter muitos significados e para muitas pessoas significa realizar um sonho, enquanto para outras, gastos desnecessários. Se você acredita que fazer uma viagem não é um bom investimento para a sua vida, veja alguns motivos que provam que você está errado:

  1. Viajar é poder ter novas experiências

Viajar é poder experimentar coisas diferentes e é isso que motiva os viajantes. Seja uma culinária, cultura, ritmos ou o lugar em si, ao deixar o conforto do lar em busca de novas experiências você aprende muitas coisas.

  1. Viajar é aprender

Ler livros e até navegar na internet não vai te ensinar sobre outros lugares, pessoas e tradições, como uma viagem. Um viajante aprende outras línguas, culturas, história, natureza e ainda desenvolve suas habilidades sociais. E quando viaja sozinho, também aprende sobre ser independente. Por essas e outras razões que viajar é a melhor forma de aprender.

  1. Viajar aproxima pessoas

Uma viagem aproxima mais ainda um casal, amigos e famílias por proporcionar diversos momentos divertidos e relaxantes juntos. Ao viajar você vai perceber que não é preciso muita coisa para ser realmente feliz.

  1. Viajar é poder fazer novas amizades

Ao viajar você vai conhecer muitas pessoas que jamais teria encontrado se não realizasse essa viagem. Aproveite para aprender tudo o que for possível com cada uma delas, extraindo o melhor para você. Entre as possibilidades, você encontrará pessoas que, mesmo com tão pouco, conseguem levar a vida sempre com um sorriso no rosto, pessoas generosas, batalhadoras e até aquelas que vão te ensinar a exercitar a paciência.

  1. Viajar é poder se educar

Quando viajamos, aprendemos a respeitar tradições e culturas diferentes e ainda desenvolvemos habilidades sociais. Através de uma viagem conseguimos aprender na prática o que é ensinado em diversos cursos. E não estamos falando apenas de línguas estrangeiras, mas também de desenvolvimento pessoal, por exemplo.

  1. Viajar é sentir liberdade

Ao viajar você tem a liberdade para fazer o que mais deseja, seja relaxar, se divertir, se arriscar, enfim, curtir cada momento do seu jeito. Aproveite que está viajando e satisfaça a sua curiosidade, aventure-se e colecione sorrisos.

  1. Viajar mostra que a vida não deve ser levada tão a sério

Quando viajamos descobrimos que a vida não deve ser levada tão a sério. Uma viagem nos permite aproveitar momentos descontraídos, coisas diferentes da nossa rotina e nos faz sentir uma mudança interior que nos faz repensar a nossa maneira de encarar as coisas.

Ao viajar, não se apegue ao roteiro, mas se permita acordar, fazer um passeio e de lá seguir para outro lugar, sem planejar. Sinta alegria até nas pequenas coisas e veja o quanto uma viagem pode te renovar.

Mas lembre-se de que viajar é uma experiência para você, então, extraia o máximo que puder.

Por: Andréia Silveira, colaboradora do site SeguroViagem.org.

Imagem de capa: Day2505/shutterstock

Documentário sobre Osho vira sucesso na Netflix

Documentário sobre Osho vira sucesso na Netflix

Por Ana Maria Bahiana

LOS ANGELES – Quatro anos atrás, quando os irmãos Chapman e McClain Way tinham dado por encerrada a produção do documentário The Battered Bastards of Baseball, sobre os Portland Mavericks, o time independente de beisebol de seu avô, o ator Bing Russell (pai do igualmente ator Kurt Russell), o arquivista com quem tinham trabalhado perguntou qual seria o próximo projeto.

“Tínhamos algumas ideias, mas nada muito concreto”, diz Chapman. “Nada que realmente nos apaixonasse. E aí ele disse: eu tenho umas 300 horas de imagens sobre – nas palavras dele – o caso mais bizarro em toda a história do estado do Oregon. E aí ele nos deu uma breve descrição da coisa toda, sobre um guru que veio da Índia e construiu uma cidade, e como uns 10.000 seguidores vieram e tomaram conta da região e da cidadezinha de Antelope. E como eles arranjaram um monte de armas de fogo e importaram grupos de sem-teto e como a coisa toda tinha escalado.”

Os irmãos ficaram intrigados. Nenhum dos dois jamais tinha ouvido falar da batalha cultural, social e religiosa entre os sannyasins do mestre Osho, na época conhecido como Bhagwan Shree Rajneesh, e os 50 e poucos habitantes do vilarejo de Antelope, num vale do município de Wasco, ao norte do estado de Oregon, entre 1981 e 1984. “Eu sabia um pouco, porque Osho é muito famoso no Brasil”, diz a produtora brasileira Juliana Lembi. “Mas para Chapman e Mac era tudo novidade.”

Intrigadíssimos, os irmãos começaram a pesquisar – “queríamos saber se o que o arquivista tinha nos contado era verdade. Parecia extraordinário demais mas… quanto mais pesquisávamos, mais extraordinária a história ficava.”

As mais de 300 fitas – Umatic,VHS, Betacam, 16 milímetros- guardadas nos Arquivos Públicos da cidade de Portland continham o registro preciso, quase dia a dia, da criação e construção da comunidade Rajneeshpuran no munícipio de Wasco, desde a chegada da equipe de prospecção – liderada por uma personagem essencial na história, a sannyasin Ma Anand Sheela, mão direita de Bhagwan Rajneesh – até o desmoronar do projeto, sob pressões internas e externas. “Vimos imediatamente que ali havia mais do que apenas um documentário”, Chapman diz. “Para contar uma história como essa, apenas um filme não daria conta. Sabíamos que isso tinha que ser uma série.”

Assim nasceu Wild, Wild, Country, enorme sucesso internacional da Netflix, na já estabelecida tradição do canal com o gênero – Making a Murderer, The Keepers, The Toys That Made Us, The Confession Tapes, entre outros.

Em seis episódios, Chapman e McClain Way tecem cuidadosamente a trama de duas comunidades que caminham inexoravelmente para um confronto sem possibilidade de resolução. No microcosmo da minúscula Antelope e seus arredores agrestes, conflitos universais são encapsulados numa espécie de ópera trágica em três atos. “Vimos imediatamente que tínhamos personagens extraordinários, e escrevemos o roteiro como se escreve um filme de ficção”, Chapman diz. “Onde estão os três atos, quando termina o primeiro ato, qual é o gancho para o episodio seguinte. Fizemos uma “bíblia” de toda a série, com a narrativa de cada episódio.”

Os elementos desse combate são tão extremos – armas a granel, tentativas de assassinato e envenenamento em massa, batalhas legais, jatinhos, rolls-royces, atentados a bomba, meditação e sexo livre – que os próprios realizadores do documentário às vezes duvidavam do que estavam vendo.

A excelência do documentário se apoia em três elementos essenciais: a riqueza do material de arquivo, o tratamento dramático desse material e a clara postura de não tomar partido, e dar voz a todos os personagens do drama.

“O elemento raro dos videos era o fato de ser material bruto, sem cortes, sem edição, imagens captadas tanto pelos próprios integrantes da comunidade quanto por canais locais de televisão”, Chapman conta. “Na maioria dos documentários você tem acesso a material já editado, aquilo que foi ao ar nos noticiários de televisão – no máximo clipes de 30 segundos com alguém falando e imagens de fundo. No nosso caso, tínhamos horas de imagens captadas, nas quais o operador filmava o que queria.”

As fontes deste extraordinário material usado como base para Wild Wild Country são os arquivos das televisões locais e imagens captadas pelos próprios sannyasin. “No início eles tinham uma atitude muito aberta quanto à mídia local, e davam acesso total, convidavam quem quisesse ir para visitar a comunidade, fazer entrevistas e filmar,”, Chapman diz. “Além disso eles tinham sua própria produtora na comunidade. Baghwan era um entusiasta das novas tecnologias, que via como um meio de espalhar sua mensagem.”

A opção por um mergulho profundo nas personalidades dos principais personagens estava presente desde o primeiro momento em que os irmãos Way viram que ali havia uma série documental.

Do mesmo modo, a decisão de ser absolutamente isento quanto aos personagens dos dois lados – sannyasins e locais- estava na raiz da proposta. “Muitos documentários são ativistas, engajados, com uma agenda – isso é ótimo, é importante, pode ser muito poderoso”, Chapman diz. “(Nesse caso) o ponto de vista do realizador é muito claro, e a plateia sabe disso, claramente. Mas não foi o nosso caso. Não tínhamos nenhum ponto de vista a respeito. Não somos seguidores do guru, não somos do Oregon e nascemos depois que tudo isso aconteceu. Desde o começo sabíamos que essa era a história do choque cultural entre duas comunidades. A narrativa da história, em si, era sobre esses dois grupos de personagens. E para isso era preciso deixar que os personagens narrassem a história segundo o ponto de vista de cada um.”

E assim eles surgem das neblinas dos anos 1980: Chandra Mohan Jain, aliás Bhagwan Shree Rajneesh, aliás Osho, aluno rebelde, professor de filosofia, que teria recebido a iluminação aos 21 aos, no dia 21 de março de 1953 e se tornaria um líder espiritual propondo uma fusão de princípios indianos e ocidentais e abraçando (para horror de seus colegas de liderança espiritual) os prazeres carnais; Ma Anand Sheela, sua secretária particular e, muito rapidamente, seu lugar-tenente e líder da comunidade de sannyasins no Oregon; Philip Toelkes, advogado, inteligente, agressivo, devotado a Osho; e um sortimento de sannyasins, rancheiros, políticos, agentes do FBI , alguns sem-teto e muitas armas de fogo.

Nos três atos do drama, Sheela compra, em nome de Osho, uma propriedade de 260 quilômetros quadrados nos arredores do vilarejo de Antelope, no Oregon; 10.000 seguidores do mestre se mudam para lá e constroem uma cidade-modelo para abrigar a comunidade; os locais não gostam, invocam leis estaduais sobre uso de terra – terra definida como agrícola não pode ser urbanizada, no Oregon – e deslancham uma batalha legal; os sannyasins retribuem à altura e além (“é um elemento essencial dos ensinamentos de Osho – não adotar a postura cristã de dar a outra face, mas engajar o oponente, agressivamente, protegendo a comunidade”, Chapman diz); coisas bizarras acontecem, o FBI entra na briga e o final não é feliz.

Sheela, Toelkes e muitos outros personagens do drama narram a história numa espécie de caleidoscópio de pontos de vista. Na primeira abordagem dos realizadores, as respostas foram negativas. Com insistência e a certeza de que haveria isenção, todos os principais elementos da história se disponibilizaram para horas de entrevistas – todas elas, extraordinárias.

“Como em qualquer relacionamento, para construir uma base de confiança com o entrevistado é preciso que haja tempo, paciência e dedicação”, diz a produtora Juliana Lembi. “Além de conversas por telefone e troca de e-mail procuramos visitar os entrevistados periodicamente. Em um ano e meio visitamos a Sheela duas vezes na Suíça, antes da entrevista. Em cada um das visitas passamos mais de uma semana com ela, com a família dela e com todos os pacientes que ela atende nos hospitais.”

Os locais de Antelope foram os mais resistentes, Lembi diz. “Por mais de um ano nós mandamos cartas, emails, ligamos e até visitamos o John Silvertooth (figura proeminente de Antelope, dono do bar local) tentando marcar uma entrevista. A nossa sorte foi que tivemos a ajuda da Melissa Bowerman, que o conhecia bem e intercedeu pela nossa equipe. Nós havíamos entrevistado o marido dela, Jon Bowerman (fiho do fundador da Nike e um dos maiores defensores de Antelope contra os sannyasins) e consequentemente passamos um dia inteiro com eles. Se não fosse a ajuda dela provavelmente não teríamos entrevistado o Silvertooth.”

David Knapp aliás Krishna Deva, prefeito de Rajneeshpuran, foi o único a se recusar a dar entrevista. “E infelizmente Osho já tinha falecido, deixando pouquíssimo material de registro”, lamenta Chapman.

Sheela Anand, na realidade a personagem central de Wild Wild Country, foi a primeira pessoa a ver a série documental, e aprovou. “Mandamos os seis episódios para ela, e ela nos respondeu com um e-mail dizendo que tinha orgulho de ter resistido a todo o preconceito e racismo que enfrentou.”

O sucesso internacional de Wild Wild Country surpreendeu seus realizadores. “Nossa opção por não tomar partido poderia ser um problema para a plateia, principalmente a plateia norte Americana, que quer tudo definido, quem é do bem, que é do mal”, Chapman diz. “Mas creio que, ao acompanhar a jornada, essas questões se tornam menos importantes, e cada pessoa pode chegar à sua própria conclusão.”

Quanto aos irmãos Way, o processo de criação de Wild Wild Country levou-os a ver, mais que as diferenças entre essas duas comunidades em conflito, as suas semelhanças. “Os fundadores de Antelope chegaram ali cem anos antes, construíram sua cidade, trouxeram sua religião, puseram sua igreja no centro da sua comunidade, criaram suas escolas, onde ensinavam a religião cristã. Ou seja, basicamente a mesma coisa que os seguidores de Rajneesh fizeram. E aí você começa a se perguntar – quais são as grandes diferenças neste caso? O fato dos seguidores de Rajneesh promoverem relações não-monógamas foi, com certeza, uma delas. Não havia nada sinistro ali – era uma coisa meio hippie, meio new age, amor livre para todos. Mas para os rancheiros conservadores, cristãos, do Oregon, isso foi a gota d’água.”

Fonte indicada: Exame

16 frases de Fábio de Melo que são conselhos para quem sofre por amor

16 frases de Fábio de Melo que são conselhos para quem sofre por amor

A profundidade dos textos, falas e livros do padre Fábio de Melo sempre me chamaram a atenção, pois suas palavras descrevem a dor e o amor em sua essência. Existe nelas empatia e profunda cumplicidade. 

Convido, mesmo a quem não tem fé, que leia um de seus livros. Neles encontrará frases como de profunda sensibilidade e poética:

“Eu gostaria de lhe agradecer pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que eu sou. Pela sua capacidade de me olhar devagar, já que nessa vida muita gente já me olhou depressa demais.”

ou

“Você pode até dizer que não entendeu o que eu disse. Mas jamais poderá dizer que não entendeu como eu te olhei.”

ou

“Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Presta atenção. São miúdos, mas constantes.”

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Recentemente, sua figura tem aparecido na mídia com chamadas que falam, não do outro, de sua própria dor ao lutar com um quadro ansioso importante e com os sintomas do pânico. E, tenho certeza, de que todos nós também somos solidários a ele.

***

Há alguns meses, publicamos na CONTI uma lista com frases de Fábio de Melo sobre o amor. Hoje, porém, separamos outras frases que consideramos que são verdadeiros conselhos para quem está sofrendo por amor e precisa de uma palavra de consolo e orientação. Tenho certeza que pelo menos uma delas se encaixará perfeitamente em sua vida.

Leia e comente conosco nos comentários qual dessas frases foi a frases perfeita para você. 

1- “Não diga as coisas com pressa. Mais vale um silêncio certo que uma palavra errada!”

2- “Amar é o mesmo que exercitar-nos na simplicidade. O amor não complica, porque seu único desejo é resolver.”

3- “Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura.”

4- “Amar alguém é viver o exercício de não querer fazer do outro o que a gente gostaria que ele fosse. A experiência de amar e ser amado é acima de tudo a experiência do respeito.”

5- “A vida requer cuidado. Os amores tambem. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só, elas não sabem viver sozinhas…
Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá de saber que com elas vão inúmeros espinhos. Não se preocupe, a beleza da rosa vale o incômodo dos espinhos…”

6- “Amores perfeitos só existem nas projeções. Ou nos jardins.”

7- “Não desanime de você, ainda que a colheita de hoje não seja muito feliz. Não coloque um ponto final nas suas esperanças. Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar, e o que amar nessa vida.”

8- “Se você quer saber se fez bem a uma pessoa é só você descobrir se, quando saiu da vida dela, você a deixou melhor do que quando a encontrou.”

9- “Quem ama de verdade torna a outra pessoa melhor do que ela é, empresta os olhos para a pessoa se ver melhor, se ver mais corajosa, mais bonita.”

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10- Às vezes o mais difícil da vida é isso: não é dar o que a gente tem, é dar o que a gente é!”

11- “Quem te abandonou, não te conheceu!
Quem não te conheceu, jamais poderia ter te amado!”

12- “Eu só posso estar na vida do outro para fazer o bem, para acrescentar, caso contrário, eu sou perfeitamente dispensável.”

13- “Você pensa que nunca vai esquecer, e esquece. Você pensa que essa dor nunca vai passar, mas passa. Você pensa que tudo é eterno, mas não é.”

14- “Não coloque um ponto final nas suas esperanças. Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar, e o que amar nessa vida.”

15- “Os sonhos não envelhecem… Vai em frente. Sorriso no rosto e firmeza nas decisões. Deus resolveu reformar o mundo, e escolheu o seu coração para iniciar a reforma. Isso prova que Ele ainda acredita em você. E se Ele ainda acredita, quem é você para duvidar…”

16- “Só mais uma coisa. Não te preocupes tanto com o que acham de ti. Quem geralmente acha não achou nem sabe ver a beleza dos avessos que nem sempre tu revelas.”

Ele é mesmo muito sensível, né. Então agora me diga nos comentários, qual dessas frases foi a mais especial?

Supere as pessoas sem ofendê-las

Supere as pessoas sem ofendê-las

A vida terá que seguir, com ou sem as pessoas que a gente quer, apesar delas e também por elas. É preciso superar o que ficou num passado, tenha sido ou não tranquilo, cujo final foi sereno ou passou longe da cordialidade, pois nem todo mundo de quem gostamos permanecerá conosco.

A vida terá que seguir, com ou sem as pessoas que a gente quer, apesar delas e também por elas. É preciso superar o que ficou num passado, tenha sido ou não tranquilo, cujo final foi sereno ou passou longe da cordialidade, pois nem todo mundo de quem gostamos permanecerá conosco. Nem de todo mundo a gente gosta para sempre. E essa é uma das mais duras lições que a vida nos ensina.

Há pessoas que fazem parte de uma determinada fase de nossa vida e dali não seguem mais adiante. Mesmo que tenha sido bom o encontro, às vezes, os caminhos distanciam os passos de pessoas queridas. Ali, naquela época, a convivência se deu, acrescentando-nos, ensinando-nos, mas, então, cada um vai para o seu lado. Ficam as lembranças boas, fica a lição, fica o sorriso que a memória provoca.

Existem, por outro lado, indivíduos que caminham conosco apenas para testar a força de nossos princípios, pois são como tempestades verificando a força de nossas raízes, pondo à prova nossa paz interior, nossa capacidade de acreditar no outro, de confiar, de ser transparente. Não se dispõem a gostar de ninguém, pois ainda se esforçam para gostarem de si mesmos. Passada a tormenta, ficam os alertas de que o outro poderá nos usar da pior forma.

Ah, sem falar nos amores, nas paixões, naqueles com quem dividimos o nosso suor mais íntimo. Aqueles a quem nos entregamos, despindo-nos até a alma, em meio a juras de amor eterno, a promessas de fidelidade inconteste, a sonhos de um futuro a dois, perfeito e feliz. Infelizmente, relacionamentos acabam, arrefecem, pois existem promessas que não se cumprem, juras que não se sustentam e sonhos que não acordam para a realidade da vida.

Toda e qualquer experiência de convívio nos traz algum ensinamento, tornando-nos mais fortes, menos bobos e mais esperançosos de vir a manter por perto somente quem compartilha verdades. Teremos que superar as pessoas que nada mais nos acrescentam, sem perdermos o nosso melhor, sem espetáculos pequenos dos quais nos arrependeremos. E teremos que manter junto as pessoas que nos tocam, mesmo sem encostar, porque é assim que a tudo se torna mais leve e colorido.

*O título deste artigo é uma citação de Felipe Rocha

Imagem de capa: Lipik Stock Media/shutterstock

Menino gênio diagnosticado com autismo tem QI maior do que de Einstein

Menino gênio diagnosticado com autismo tem QI maior do que de Einstein

Kristine Barnett notou que seu filhinho Jacob – a quem os médicos haviam diagnosticado como autista – parecia ter um fascínio por padrões. Então, ela o tirou do programa de educação especial de sua escola e deixou-o estudar as coisas que ele era apaixonado. Agora Jacob está no seu caminho para ganhar um Prêmio Nobel.

Jacob Barnett, que foi diagnosticado com autismo moderado a grave aos 2 anos, agora está estudando para um mestrado em física quântica.

Jacob ficou em silêncio por boa parte de sua infância. Mas quando ele começou a falar, ele foi capaz de se comunicar em quatro línguas diferentes.

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Quando criança, os médicos disseram aos pais de Jacob Barnett que seu filho autista provavelmente nunca saberia amarrar os sapatos.

Mas especialistas dizem que o prodígio americano de 14 anos tem um QI maior do que Einstein e está no caminho para ganhar um Prêmio Nobel. Ele deu palestras no TEDx e está trabalhando em direção a um grau de mestre em física quântica.

A chave, de acordo com a mãe Kristine Barnett, estava em deixar Jacob ser ele mesmo – ajudando-o a estudar o mundo com os olhos arregalados e maravilhados em vez de se concentrar em uma lista de coisas que ele não podia fazer.

Diagnosticado com autismo moderado a grave com a idade de 2, Jacob passou anos nas garras de um sistema de educação especial que não entendia o que ele precisava. Seus professores na escola tentavam dissuadir Kristine a perder as esperanças para ensinar Jacob mais do que as habilidades mais básicas.

Jacob estava lutando com esse tipo de instrução – recolhendo-se cada vez mais fundo em si mesmo e se recusando a falar com todos.

Mas Kristine notou que quando ele não estava em terapia, Jacob estava fazendo “coisas espetaculares” por si próprio.

“Ele criava mapas em todo o nosso chão, usando cotonetes. Eles seriam mapas de locais que nós visitaríamos e ele memorizava todas as ruas”, Kristine disse à BBC.

Um dia, sua mãe o levou a contemplar as estrelas. Alguns meses mais tarde, eles visitaram um planetário, onde um professor estava dando uma palestra. Sempre que o professor fazia perguntas, a mãozinha de Jacob disparava para o alto e ele começava a responder as perguntas – compreendendo facilmente as complicadas teorias sobre física e o movimento dos planetas.

Jacob tinha apenas três anos e meio de idade.

Sua mãe percebeu que Jacob poderia precisar de algo que o currículo de educação especial padrão simplesmente não estava lhe dando.

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“Para um pai, é aterrorizante ir contra o conselho dos profissionais”, Kristine escreve em seu livro de memórias, The Spark: A Mother’s Story of Nurturing Genius. “Mas eu sabia no meu coração que, se Jake ficasse na educação especial, ele iria escapar.”

Seu QI arredonda para 170 – maior do que o de Albert Einstein. Ele está trabalhando em sua própria teoria da relatividade. Professores do Instituto de Princeton para o Estudo Avançado ficaram impressionados.

“A teoria que ele está trabalhando envolve vários dos problemas mais difíceis em astrofísica e física teórica”, escreveu o professor de astrofísica Scott Tremaine para a família em um e-mail.

“Qualquer um que resolver estes estarão na fila por um prêmio Nobel.”

A Warner Bros. arrebataram os direitos de filmagem da história de Jacob. Kristine e seu filho embarcaram em uma turnê européia de seu livro, mas esperam ter algum tempo para descansar até julho.

“Meu objetivo para o verão é apenas dar-lhe algumas semanas de folga”, disse Kristine ao Indianapolis Monthly. “A última vez que ele teve foi quando ele veio com a teoria alternativa ao Big Bang. Então, quem sabe o que ele vai criar?”

Então Kristine decidiu assumir a tarefa sozinha.

Fonte: Earth We Are One

Imagem de capa: Reprodução

7 coisas que pessoas fazem para parecerem mais “espiritualizadas” do que são

7 coisas que pessoas fazem para parecerem mais “espiritualizadas” do que são

Você já ouviu alguém dizer que é um “tipo espiritual de pessoa”?

Ou que acredita em “energia” e “vibrações superiores”?

Sim, graças à popularidade da atenção plena e da psicologia positiva, a espiritualidade explodiu no mundo ocidental.

Mas essas pessoas são realmente mais esclarecidas do que o resto de nós? Não exatamente.

Aqui está o porquê:

1) Elas se envolvem em práticas “espirituais” para se sentirem superior a você

Sim, a motivação por trás da meditação e do yoga não é paz interior. É para se sentir melhor do que você.

Nem todos os que meditam são assim, mas é incrivelmente fácil isso se tornar uma experiência satisfatória para o ego – acreditar que você é simplesmente mais sábio e espiritual porque você se envolve no que é considerado uma atividade espiritual.

Este tipo de pensamento restringe a espiritualidade autêntica porque você acaba confiando mais no ego e menos em se conectar com você e com os outros.

2) Elas julgam quem expressa emoções negativas, como raiva

Elas acreditam que emoções como raiva e ansiedade são “vibração mais baixa” e inferiorizam quem as tem.

A verdade é que a raiva e a ansiedade são emoções humanas naturais e são uma resposta útil a muitas circunstâncias diferentes.

Podem ser um indicador útil de que algo precisa ser alterado em você mesmo ou em seus relacionamentos.

Então, o que acontece?

Acreditando que elas têm que permanecer positivas 24/7, estas pessoas acabam reprimindo emoções negativas e ficando menos conectados com quem elas realmente são.

3) Adotam novos passatempos simplesmente porque são a nova “moda espiritual”

É a natureza humana querer se encaixar. Todos nós precisamos sentir que pertencemos a algum grupo.

E para muitas pessoas, a espiritualidade é simplesmente uma coisa legal a que elas querem pertencer. É por isso que imediatamente se envolvem em ioga, meditação, festivais de música etc.

No entanto, se você está apenas fazendo isso para se encaixar ou ser legal, você está se negando a uma chance de participar de experiências espirituais autênticas.

4) Elas usam “espiritualidade” para justificar o uso excessivo de drogas

Não é segredo que drogas psicodélicas possam, na ocasião, levar a uma maior espiritualidade.

Embora isso seja ótimo, algumas pessoas usam essa desculpa para racionalizar o uso constante de drogas.

No entanto, o vício dessas substâncias é simplesmente outro apego. E, como qualquer vício, certamente há efeitos colaterais negativos.

5) Elas acreditam que a positividade irá resolver os problemas do mundo

Ok, talvez não TODOS os problemas do mundo, mas esse tipo de pessoas usa a frase “apenas seja positivo” com muita frequência.

O movimento de positividade é extremamente popular nos dias de hoje. Embora existam benefícios para ser positivo, os aspectos mais difíceis e duradouros da vida ainda estarão lá no final do dia.

Na verdade, ao negar as emoções negativas, você se torna menos consciente de si mesmo e dos outros.

A verdadeira espiritualidade significa abraçar TODAS as suas emoções e tornar-se mais consciente de si mesmo e dos outros.

6) Elas se sentem auto-detestados quando confrontam os aspectos negativos de si mesmas

Por se envolverem em práticas espirituais que deixam um sentimento de superioridade, torna-se difícil aceitar falhas.

E é compreensível. Na espiritualidade, as pessoas que você deve idolatrar são gurus como o Buda ou o Dalai Lama, que aparecem como se fossem seres humanos perfeitos.

Então, quando você comete erros ou tem fraquezas, você sente que não é “bom o suficiente”.

Mas ninguém é perfeito, nem mesmo esses gurus espirituais. Todos somos humanos e todos cometemos erros.

Um comportamento mais gratificante e satisfatório é aceitar esses erros e aprender com eles.

7) Elas querem que as práticas espirituais sejam corretas, de modo que ignoram a ciência inteiramente

Há uma grande tendência anti-ciência na comunidade espiritual. Por quê? Porque muitas das práticas consideradas valiosas na espiritualidade são tratadas como pseudociências dentro da comunidade científica.

Isso não significa que não haja valor para essas práticas. É só que a validade não tenha sido encontrada em experiências científicas.

O método científico é uma ótima ferramenta para entender o mundo que nos rodeia e permitiu a nossa sociedade progredir de maneiras surpreendentes.

E de qualquer maneira, como Carl Sagan disse há anos, a ciência é realmente uma fonte profunda de espiritualidade:

“A ciência não é apenas compatível com a espiritualidade; é uma fonte profunda de espiritualidade. Quando reconhecemos nosso lugar em uma imensidade de anos-luz e na passagem dos tempos, quando percebemos a complexidade, a beleza e a sutileza da vida, então esse sentimento crescente, essa sensação de exaltação e humildade combinada, é certamente espiritual. Assim como nossas emoções na presença de ótima arte, música ou literatura, ou de atos de coragem altruísta exemplar como os de Gandhi ou Martin Luther King Jr. A noção de que a ciência e a espiritualidade são, de algum modo, mutuamente exclusivas, faz um desserviço para ambos.”

Fonte: The Power Of Ideas

Imagem de capa: Jozef Klopacka/shutterstock

Mulheres decididas sempre encontram o seu poder.

Mulheres decididas sempre encontram o seu poder.

Muitas mulheres ficam totalmente destruídas após relacionamentos fracassados. Ao mesmo tempo em que outras mulheres se tornam muito mais poderosas após relacionamentos fracassados. Esse empoderamento não vem de experiências com erros ou acertos, ele vem de decisões e condutas que se toma frente aos fracassos ou vitórias. Essa força resiliente que vai se formando a cada atitude tomada, faz com que se reaja positivamente frente aos conflitos emocionais e as situações adversas. Força essa, que se constrói, se edifica e permanece pelas ações que se tomam, sejam em momentos de alegria, normalidade ou tristeza. Haverá mulheres descobrindo esse poder depois do abandono, haverá mulheres descobrindo sua força depois de encontros. Haverá mulheres descobrindo isso tudo sozinhas. Mas essa capacidade de superação sempre esteve ali, dentro delas, intrínseca, guardada, só bastando aqueles momentos de maior necessidade para vir à tona e surgir. Não é essencial ter ou não uma companhia, nem estar ou não passando por dificuldades ou provações. É necessário, apenas, saber que essa força dorme, preguiçosamente, em quem a deixa dormir e acorda, poderosamente, em quem a faz despertar.

Nunca acorrente esse poder, nunca o reprima, nunca se prenda a essas vontades que sempre passam, a esses desejos sem sabor, aos tantos inícios e reinícios de planos e relacionamentos que jamais vão para a frente, nem a essas tantas pessoas que não valem nada e só trazem nós, embaraços e atrasos de vida. Jamais diga que perdeu aquilo que sabe que não tinha. Mas, nunca deixe de buscar o que é seu, não se lamente quando algo não sair como o esperado e não pare. Mulheres decididas sempre encontram o seu poder. As novas oportunidades irão surgir, esteja pronta para usar essa energia para merecê-las e conquista-las. Seja otimista e realista o suficiente para decidir onde colocar o pé, onde investir o tempo e onde doar o coração. Não deixe ferida nenhuma exposta. Cada cicatriz na alma é local fértil para se cultivar fé, esperança e amor.

Tenha a ousadia de correr os riscos de um fracasso, atreva-se a enfrentar as decepções e desilusões de cabeça levantada. Use essa capacidade de se reerguer para despertar e ser feliz consigo mesma. Nunca desista de buscar o amor. Se precisar chorar, chore. Chorar não é demostrar fraqueza. É demonstrar franqueza. E na leveza da alma, se deixar transbordar. E sempre que preciso, transborde, não é vergonha, é beleza. Uma mulher poderosa saberá transformar cada lágrima em força. Uma mulher forte saberá o tempo certo para mudar. O maior segredo de uma mudança é saber quando e qual porta deve ser fechada e o momento de sair. O maior segredo da felicidade é saber quando e qual porta deve ser aberta e quando e com quem se deve entrar. Encontre sua força, encontre seu amor-próprio, encontre o seu amor. Confie em seu poder. Vai ficar tudo bem.

Imagem de capa: Victoria Chudinova/shutterstock

Este círculo pode dizer muito sobre você. Duvida? Veja e se surpreenda

Este círculo pode dizer muito sobre você. Duvida? Veja e se surpreenda

Sempre existe alguma razão que justifica nossas escolhas. A maioria delas acontece quando vemos algo que nos deixa confortáveis e que, de alguma forma, nos parece familiar.

Mas você sabia que até mesmo a maneira como você compreende uma figura pode dizer muito sobre você?

Então vamos lá. Você acredita que a figura abaixo é um círculo?

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Se disse que “Sim”

Um sim significa que você, do ponto de vista político, possui tendências mais liberais. É uma pessoa mais propensa a apoiar causas humanitárias e o apoio do do governo à pessoas desabrigadas, em situação de rua e desempregadas.

Também é mais provável que você seja flexível com relação ao casamento homossexual e a legalização recreativa da maconha.

Também é provável que você apoie ideias como o casamento homossexual e a legalização da maconha para uso recreativo.

Se você disse ”não”

O não significa que você provavelmente é conservador em termos políticos e apoia iniciativas para proteger o direito dos trabalhadores e projetos para ter um exército fortemente armado.

Você também pode ter uma visão particularmente negativa sobre a imigração ilegal e acredita que isso agrava coisas como o uso de drogas e a prostituição infantil.

***

Embora as análises acima possam isto possam parecer sem nexo e exageradas, esse teste teria sido publicado por um dos jornais de psicologia social mais importantes do mundo, como resultado de pesquisas envolvendo a tolerância que as pessoas possuem com relação ao desvio da norma quando julgam uma figura geométrica, sem se importa sobre ela ser ou não um círculo. As que não suportam as imperfeições teriam tendência maior a também refletirem essa intolerância com grupos marginalizados dentro da sociedade. Já as outras, mais flexíveis,  tentariam ajudá-las a se reabilitar ao invés de condená-las.

Publicamos esse material na CONTI outra com enfoque de entretenimento, entretanto, da próxima vez que você encontrar alguém e quiser saber sobre sua orientação política, lembre-se de mostrar um círculo. Quem sabe depois, ao conhecê-lo melhor, você comprove se o teste do círculo realmente funciona.

7 passos para ser feliz segundo os hindus

7 passos para ser feliz segundo os hindus

Diz a lenda dos hindus que o único homem feliz vivia em um reino antigo. Neste lugar havia pessoas cheias de dinheiro, mas que não podiam desfrutar de seus bens. Elas queriam sempre mais. Por isso investiam quase todo seu tempo em fazer negócios para aumentar sua fortuna. Outros, por outro lado, eram muito pobres. Também não eram felizes, porque dedicavam boa parte de sua vida a sonhar com tudo aquilo que não tinham.

Quando surgiu um rumor de que havia um homem que era completamente feliz, todos se mostraram muito interessados. Diziam que este homem tinha um cofre, e que dentro dele estavam todos os segredos para alcançar a felicidade. Os ricos vieram até ele e quiseram lhe comprar o cofre, mas o homem não vendeu. Os pobres lhe suplicaram, mas o sábio também não cedeu. Tentaram até mesmo roubar o cofre, mas ninguém conseguiu.

“Buscamos a felicidade, mas sem saber onde, como os bêbados buscam sua casa sabendo que têm uma.”
-Voltaire-

Depois de um tempo, uma criança foi conversar com o homem. O menino disse que também queria ser feliz. Vendo a inocência da criança, o homem feliz ficou comovido. Ele disse que a felicidade era como uma escadaria e que cada passo em direção a ela exigia uma nova aprendizagem. Foi assim que ele mostrou os 7 passos para ser feliz.

Passo 1. Cultivar o amor próprio para ser feliz

O homem do cofre disse à criança que a primeira condição para ser feliz é amar a si mesmo. O amor próprio significa se sentir merecedor da felicidade. Para isso, temos que dar valor à nossa vida. Cuidar da saúde e do bem-estar físico.

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Também é necessário compreender que somos únicos no mundo. Isso significa que cada uma de nossas virtudes e de nossos defeitos são o resultado de uma história única no universo. Não somos mais nem menos do que ninguém, apenas o efeito de milhões de causas irrepetíveis.

Passo 2. Agir, colocar em prática

Uma das coisas que deixa as pessoas mais infelizes é pensar em ser melhor, ou em uma vida melhor, mas deixar isso apenas no pensamento. Isso só conduz à frustração e à culpa. Se você acredita que pode ou deve fazer algo, simplesmente faça. Você não tem por que ruminar tanto sobre isso.

Também é importante que os atos sejam consequentes com suas palavras e, é claro, com seus pensamentos. Se você pensa de uma forma mas age de outra, só irá criar confusão. Por outro lado, quando há harmonia em seu mundo interno, tudo flui com facilidade.

Passo 3. Banir a inveja

Quem vive pensando nas conquistas dos outros antes das próprias conquistas contrói um caminho para a amargura. Você nunca sabe pelo que a outra pessoa teve que passar para conseguir ser o que é ou ter o que tem. Por isso, você não é ninguém para jultar se a pessoa merece isso ou não.

Em vez de pensar no que os outros conquistam ou não, ocupe-se com o que interessa à sua vida. Se você deixar a inveja nascer no seu coração, irá sofrer. E será um sofrimento inútil e destrutivo. Se você conseguir ser feliz com as conquistas dos outros, sua felicidade será o dobro e você terá mais força dentro de seu coração para alcançar suas metas.

Passo 4. Lutar contra o rancor

Às vezes recebemos afrontas tão fortes que a dor fica enraizada no coração. Com o passar do tempo, a dor se transforma em frustração. E esta última se transforma em raiva. A pessoa acaba sendo portadora de um sentimento muito negativo e isso acaba paralisando-a.

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O rancor é outro desses sentimentos inúteis que machuca muito quem o sente. A vida tem a sua própria lógica. Por isso, perante uma afronta, você deve pensar que quem a causou irá encontrar justiça por si só. Mais cedo ou mais tarde cada um colhe o que planta. Por isso, cada um deve se esforçar para perdoar, esquecer e deixar para trás.

Passo 5. Não pegar o que não lhe pertence

Segundo os hindus, tudo aquilo que se pega dos outros de forma ilícita traz consequências graves. Com o tempo, quem cometeu este ato irá perder algo que tenha muito mais valor. Não respeitar os bens dos outros também faz você perder o que conseguiu.

Isto não se aplica somente aos bens materiais. Também tem a ver com se apropriar de ideias, afetos ou benefícios que não correspondem a você. Para os hindus, nesta falta de respeito com o que é do outro está o começo da ruína emocional e material de uma pessoa.

Passo 6. Erradicar os maus-tratos da sua vida

Nenhum ser vivo deve ser maltratado. Isto inclui as pessoas e, é claro, também as plantas e os animais. Quem consegue se relacionar de uma maneira amorosa com a vida, consegue ser feliz. Todos os seres vivos são fonte de alegria e de bem-estar, e por isso devem ser valorizados.

Isto, como é óbvio, envolve uma recusa radical em ser maltratado. É bom que você se mostre firme para rejeitar qualquer situação ou pessoa que o maltrate. Nenhuma forma de maus-tratos é “para o seu bem” ou para o bem de alguém. Para evoluir ou corrigir erros não é necessário passar por um tratamento destrutivo.

Passo 7. Agradecer todos os dias de sua vida

Isso é muito simples e tem um efeito muito poderoso em suas emoções. Todos os dias você tem razões para agradecer, não duvide disso. Se você adquirir o hábito de que a palavra “obrigado” seja a primeira do seu dia, vai ver como sua vida se encherá de cor.

Este simples ritual muda vidas. Quando se torna um hábito, ele o coloca em uma posição de bondade e de boa disposição em relação a tudo. Faz você se sentir mais feliz e o transforma em uma pessoa mais generosa. Além disso, permite que você veja com maior nitidez todo o valor que tem a sua vida.

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Já dissemos que os sete passos para ser feliz são como uma escadaria. Um degrau é alcançado após o outro. Eles formam um processo evolutivo que leva à paz interior. Essa paz é a única condição imprescindível para que você consiga ser feliz. E ser feliz é alcançar um estado em que a pessoa aceita, com nobreza e inteligência, todas as reviravoltas da vida.

Fonte indicada: A Mente é Maravilhosa

Mamãe, cuide da minha infância, você é a única coisa que eu tenho

Mamãe, cuide da minha infância, você é a única coisa que eu tenho

Mamãe, cuide da minha infância com todas as suas forças porque eu realmente sou um diamante bruto. O meu crescimento vai depender do que acontecer nos primeiros anos de vida – os mais plásticos da minha vida. Ou seja, essas primeiras experiências e lições vão definir minha personalidade e, desde então, minha vida adulta.

Como você pode ver, tudo o que diz respeito à minha infância é muito mais complexo do que muitos adultos acreditam. Durante esse bonito período, mas difícil, eu descubro o mundo. Assim, enquanto meu cérebro termina de se formar, eu descubro as emoções.

Mas, fundamentalmente, durante a minha infância vou aprender muito sobre o amor. Claro que todo esse desenvolvimento vai se basear no que estiver acontecendo ao meu redor. O que eu perceber dos meus modelos a seguir, meus maiores exemplos, vai me marcar como criança e como pessoa.

Sem dúvidas, o modo como me tratam vai ser vital para mim nesses momentos. Pois isso direciona minha vida à saúde ou à doença. Por isso, mamãe e papai, insisto mais uma vez. Na verdade, a quem cuidar de mim: cuide da minha infância, eu sou um diamante bruto, que precisa ser lapidado para reluzir todo o seu brilho e toda sua beleza.

Cuide da minha infância e do reflexo que projeta em mim

 

Mamãe, cuide da minha infância porque cedo ou tarde meu temperamento também vai dizer muito sobre você. Ensine com o exemplo, me mostre com suas ações e seus dizeres. Não tenha medo de errar. Nós vamos construir juntos o conhecimento, quando nos reerguermos depois de cada queda.

Lembre-se de que por trás de cada criança bem-educada estão pais educados e, sem dúvidas, dedicados. Assim que assumiu sua paternidade você se assumiu como figura e modelo de educação. Pense duas vezes antes de mentir, acusar, faltar com o respeito, e realizar qualquer outro mau comportamento que eu possa absorver como adequado.

Não se esqueça de que por trás do adulto que apela ao castigo físico, se esconde outras grandes verdades. Pois, por trás de qualquer palmada há uma infância complicada. Ali se encontra uma criança ferida que confunde medo com respeito.

Nunca permita que eu confunda o amor genuíno entre pais e filhos, com maus tratos. Não quero tolerar gritos e agressões de qualquer tipo como se fossem “para o meu próprio bem”. Dessa forma, só se pode internalizar que a violência é o meio legítimo de resolução de conflitos e de canalização de sentimentos negativos.

Minha infância é mais que importante. Durante essa fase minha personalidade, além da minha forma de ser e de agir, são formadas. Inclusive, esse é o momento em que se estabelece um modo de pensar. São incutidos valores e princípios, assim como se enraízam os pequenos defeitos de todo ser humano.

Minha infância, esse lindo tesouro compartilhado

Mamãe, cuide da minha infância, por favor. Pois estamos falando sobre um lindo tesouro compartilhado. É um bem não material que proporciona a inestimável possibilidade de voltar ao passado. Reviver a infância da criança oferece a possibilidade de submeter tudo à visão mais pura e inocente.

Redescubra a simplicidade, a vivacidade, e a sinceridade de qualquer criança. Perceba a vulnerabilidade dessa almas tão jovens e imaculadas. Aprenda a ser feliz com muito pouco e a enxergar cada problema como pequenices que temperam nossas vidas.

Desfrute das cosquinhas e da sensação de frio na barriga. Sinta essa curiosidade e esse imenso desejo de aprender. Sinta o saber abraçar. Apegue-se à essa ousadia em conquistar os sonhos mais profundos. Acalme seus nervos e permita dar vida à essas gargalhadas e esses sorrisos tão verdadeiros.

Libere tudo o que sentir. A inteligência ou a transparência emocional das crianças é o que pode curar as almas adultas feridas. Sinta empatia pelas pessoas que estão ao seu redor. Sinta o mesmo pelas outras pessoas, sem diferenças nem restrições ridículas, transmitidas pelos adultos.

Ah, mamãe…esse texto também é para o papai.

Com amor,

***

Fonte indicada: Sou Mamãe

Por que as mentes mais brilhantes precisam de solidão?

Por que as mentes mais brilhantes precisam de solidão?

Entrar em contato consigo traz benefícios. Darwin recusava todos os convites para festas. E do isolamento nasceu o primeiro computador Apple

Artigo de SILVIA DÍEZ

Segundo o professor Robert Lang, da Universidade de Nevada (Las Vegas), especialista em dinâmicas sociais, muitos de nós acabarão vivendo sozinhos em algum momento, porque a cada dia nos casamos mais tarde, a taxa de divórcio aumenta, e as pessoas vivem mais. A prosperidade também incentiva esse estilo de vida, escolhido na maioria dos casos voluntariamente, pelo luxo que representa. A jornalista Maruja Torres, em sua autobiografia, Mujer en Guerra (da editora Planeta España, não publicada em português), já se vangloriava do prazer que lhe dava cair na cama e dormir sozinha, com pernas e braços em X. A isso se soma a comodidade de dispor do sofá, poder trocar de canal sem ter que negociar, improvisar planos sem avisar nem dar explicações, andar pela casa de qualquer jeito, comer a qualquer hora…

Como se fosse pouco, o sociólogo Eric Klinenberg, da Universidade de Nova York, autor do estudo GOING SOLO: The Extraordinary Rise and Surprising Appeal of Living Alone (ficando só: o extraordinário aumento e surpreendente apelo de viver sozinho, em tradução livre), está convencido de que viver só significa, também, desfrutar de relações com mais qualidade, já que a maioria dos solteiros vê claramente que a solidão é muito melhor que se sentir mal-acompanhado. Há até estudos que asseguram que a solidão facilita o desenvolvimento da empatia. Outra socióloga, Erin Cornwell, da Universidade Cornell, em Ítaca (Nova York), concluiu, depois de diversas análises, que pessoas com mais de 35 anos que moram sozinhas têm maior probabilidade de sair com amigos que as que vivem como casais. O mesmo acontece com as pessoas adultas que, embora vivendo sozinhas, têm uma rede social de amizades tão grande ou maior que a das pessoas da mesma idade que vivem acompanhadas. É a conclusão do estudo feito pelo sociólogo Benjamin Cornwell publicado na American Sociological Review.

A base da criatividade e da inovação

As pessoas são seres sociais, mas depois de passar o dia rodeadas de gente, de reunião em reunião, atentas às redes sociais e ao celular, hiperativas e hiperconectadas, a solidão oferece um espaço de repouso capaz de curar. Uma das conclusões mais surpreendentes é que a solidão é fundamental para a criatividade, a inovação e a boa liderança. Estudo realizado em 1994 por Mihaly Csikszentmihalyi (o grande psicólogo da felicidade) comprovou que os adolescentes que não aguentam a solidão são incapazes de desenvolver seu talento criativo.

Susan Cain, autora do livro Quiet: The Power of Introverts in a World That Can’t Stop Talking (silêncio: o poder dos introvertidos num mundo que não consegue parar de falar), cuja conferência na plataforma de ideias TED Talks é uma das favoritas de Bill Gates, defende ao extremo a riqueza criativa que surge da solidão e pede, pelo bem de todos, que se pratique a introversão. “Sempre me disseram que eu deveria ser mais aberta, embora eu sentisse que ser introvertida não era algo ruim. Durante anos fui a bares lotados, muitos introvertidos fazem isso, o que representa uma perda de criatividade e de liderança que nossa sociedade não pode se permitir. Temos a crença de que toda criatividade e produtividade vem de um lugar particularmente sociável. Só que a solidão é o ingrediente essencial da criatividade. Darwin fazia longas caminhadas pelo bosque e recusava enfaticamente convites para festas. Steve Wozniak inventou o primeiro computador Apple sentado sozinho em um cubículo na Hewlett Packard, onde então trabalhava. Solidão é importante. Para algumas pessoas, inclusive, é o ar que respiram.”

Cain lembra que quando estão rodeadas de gente, as pessoas se limitam a seguir as crenças dos outros, para não romper a dinâmica do grupo. A solidão, por sua vez, significa se abrir ao pensamento próprio e original. Reclama que as sociedades ocidentais privilegiam a pessoa ativa à contemplativa. E pede: “Parem a loucura do trabalho constante em equipe. Vão ao deserto para ter suas próprias revelações”.

A conquista da liberdade

“Só quando estou sozinha me sinto totalmente livre. Reencontro-me comigo mesma e isso é agradável e reparador. É certo que, por inércia, quanto menos só se está, mais difícil é ficá-lo. Mesmo assim, em uma sociedade que obriga a ser enormemente dependente do que é externo, os espaços de solidão representam a única possibilidade se fazer contato novamente consigo. É um movimento de contração necessário para recuperar o equilíbrio”, diz Mireia Darder, autora do livro Nascidas para o Prazer (Ed. Rigden, não publicado em português).

Também o grande filósofo do momento, Byung-Chul Han, autor de A Sociedade do Cansaço (Ed. Relogio D’Agua, de Portugal), defende a necessidade de recuperar nossa capacidade contemplativa para compensar nossa hiperatividade destrutiva. Segundo esse autor, somente tolerando o tédio e o vácuo seremos capazes de desenvolver algo novo e de nos desintoxicarmos de um mundo cheio de estímulos e de sobrecarga informativa. Byung-Chul Han preza as palavras de Catão: “Esquecemos que ninguém está mais ativo do que quando não faz nada, nunca está menos sozinho do que quando está consigo mesmo”.

Autoconsciência e análise interior

“Para mim a solidão representa a oportunidade de revisar nosso gerenciamento, de projetar o futuro e avaliar a qualidade dos vínculos que construímos. É um espaço para executar uma auditoria existencial e perguntar o que é essencial para nós, além das exigências do ambiente social”, diz o filósofo Francesc Torralba, autor de A Arte de Ficar Só (Ed. Milenio) e diretor da cátedra Ethos da Universidade Ramon Llull. Na solidão deixamos esse espaço em branco para ouvir sem interferências o que sentimos e precisamos. “A solidão nos dá medo porque com ela caem todas as máscaras. Vivemos sempre mantendo as aparências, em busca de reconhecimento, mas raramente tiramos tempo para olhar para dentro”, diz Torralba.

Na verdade, a solidão desperta o medo porque costuma ser associada ao vazio e à tristeza, especialmente quando é postergada longamente por uma atividade frenética e anestesiante. Para Mireia Darder, é bom enfrentar esse momento tendo em mente que a tristeza resulta simplesmente do fato de se soltar depois de tanta tensão e de ter feito um esforço enorme para aparentar força e suportar a pressão frente aos que nos cercam. “Não se pode esquecer que para ser realmente independente é preciso aprender a passar pela solidão. O amor não é o contrário da solidão, e sim a solidão compartilhada”, diz Darder.

Em nossa sociedade, a inatividade —que surge com frequência da solidão— é temida e desperta a culpa. Fomos preparados para a ação e para fazer muitas coisas ao mesmo tempo, mas é quando estamos sozinhos que podemos refletir sobre o que fazemos e como o fazemos. O escritor Irvin Yalom, titular de Psiquiatria na Universidade de Stanford, confessava que desde que tinha consciência se sentia “assustado pelos espaços vazios” de seu eu interior. “E minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de outras pessoas. De fato detesto os que me privam da solidão e além disso não me fazem companhia.” Algo que, segundo Francesc Torralba, é muito frequente: “Embora estejamos cercados de gente e de formas de comunicação, há um alto grau de isolamento. Não existe sensação pior de solidão que aquela que se experimenta ao estar em casal ou com gente”.

Fonte mais do que indicada: El País

Imagem de capa:fototip/shutterstock

Eu perdi o meu medo da chuva

Eu perdi o meu medo da chuva

O Raul Seixas, com toda a poesia que existia em suas letras e canções, transmitia a cada um de nós, muito mais do que apenas meras ideias em 2 ou 3 minutos.

Toda uma filosofia de vida era transmitida em cada uma de suas músicas. Escutando bastante e estudando suas preferências, o que ele também gostava de ler, pouco a pouco estou descobrindo coisas que só um olhar mais atencioso consegue!

Vou fazer uma breve reflexão a partir da mensagem mais metafísica da linda música “Medo da chuva”. Nesse texto não vou me ater a letra completa porque já escrevi um texto com a interpretação desta música completa, cujo tema principal é um casamento que não deu certo. Se você ainda não leu esse texto, recomendo fortemente, o link está logo abaixo…

Medo da chuva

Nesta estrofe, existe uma ideia interessantíssima que tratarei a seguir:

Eu perdi o meu medo

O meu medo, o meu medo da chuva

Pois a chuva voltando

Pra terra traz coisas do ar

Aprendi o segredo, o segredo

O segredo da vida

Vendo as pedras que choram sozinhas

No mesmo lugar

*********

Esse medo da chuva tem uma relação com o medo das mudanças e também o medo de ter uma liberdade maior.

Ele fez essa metáfora com a chuva para revelar uma das maiores maravilhas que existe na natureza, TUDO ESTÁ EM FLUXO PERMAMENTE.

Se você observar bem a natureza, nela não existe nada parado, até mesmo as pedras sabia? As pedras estão passando o tempo todo pelo processo de erosão, principalmente aquelas que se encontram no mar, recebendo a força das ondas. Dentro de centenas de anos, todas as pedras que hoje existem se transformarão em areia, em pó!

Então o Raul diz na música: “Aprendi o segredo da vida vendo as pedras que choram sozinhas no mesmo lugar”.

Essas pedras são os seres humanos que tem medo dessa liberdade, medo de serem quem são, que se escondem por trás de uma máscara, de um sacramento da igreja que no fundo eles não acreditam profundamente.

A água que vem com a chuva um dia esteve na terra, evaporou, trouxe coisas do ar e volta para a terra para iniciar um NOVO CICLO.

A água que passa por um ciclo é a mesma? Definitivamente não! Cada vez que ela evapora é uma nova água. Por exemplo! Uma água que evapora na praia de Copacabana pode vir a cair no interior da Bahia levada pela própria natureza. Não é interessante isso?

O Raul utilizou toda a sua genialidade para nos mostrar que se buscarmos a segurança em algo que não existe como o sacramento do casamento, podemos nos arrepender amargamente e sofrermos em demasia. A nossa confiança deve estar sempre dentro de nós mesmos e o amor profundo deve sempre brotar dos corações livres e conscientes.

O Raul de certa forma conseguiu amar com mais consciência, como ele era uma metamorfose ambulante, suas próprias mudanças não favoreciam que ele continuasse com a mesma esposa pelo resto da vida. Hoje consigo compreender muito bem isso, e não há nada de errado com isso, porém, a igreja vem nos impor que devemos ficar junto com a outra pessoa “até que a morte nos separe”.

Para o Raul isso é um atentado contra a liberdade, por isso que ele diz: “porque quando eu jurei meu amor eu traí a mim mesmo…”.

Portanto, que essa genial música do Raul lhe leve a refletir com mais profundidade sobre a sua vida. Será que você não está querendo tornar permanente algo que no fundo sente que é impermanente? Será que você acabou se transformando em uma pedra que sonha no mesmo lugar, que não ousa, que não se rebela com essa sociedade doente? Será que você tem medo da chuva, de ser como essa água que evapora e retorna em outro lugar mais bonito, mais florido, mais perfumado?

Reflita! Em minha opinião, essa é uma das músicas do Raul que mais nos permite refletir de forma profunda. Boa viagem…

Imagem de capa: Reprodução

A fábula dos dois lobos – Qual deles você quer alimentar?

A fábula dos dois lobos – Qual deles você quer alimentar?

Certo dia, um jovem índio cherokee chegou perto de seu avô para pedir um conselho. Momentos antes, um de seus amigos havia cometido uma injustiça contra o jovem e, tomado pela raiva, o índio resolveu buscar os sábios conselhos daquele ancião.

O velho índio olhou fundo nos olhos de seu neto e disse:

“Eu também, meu neto, às vezes, sinto grande ódio daqueles que cometem injustiças sem sentir qualquer arrependimento pelo que fizeram. Mas o ódio corrói quem o sente, e nunca fere o inimigo. É como tomar veneno, desejando que o inimigo morra.”

O jovem continuou olhando, surpreso, e o avô continuou:

“Várias vezes lutei contra esses sentimentos. É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não faz mal. Ele vive em harmonia com todos ao seu redor e não se ofende. Ele só luta quando é preciso fazê-lo, e de maneira reta.”

“Mas o outro lobo… Este é cheio de raiva. A coisa mais insignificante é capaz de provocar nele um terrível acesso de raiva. Ele briga com todos, o tempo todo, sem nenhum motivo. Sua raiva e ódio são muito grandes, e por isso ele não mede as consequências de seus atos. É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar nada. Às vezes, é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito.”

O garoto olhou intensamente nos olhos de seu avô e perguntou: “E qual deles vence?”

Ao que o avô sorriu e respondeu baixinho: “Aquele que eu alimento.”

Imagem de capa: Reprodução

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