A receita para a frustração: insistir quando não há reciprocidade

A receita para a frustração: insistir quando não há reciprocidade

Que atire a primeira pedra aquele(a) que nunca se imaginou fazendo alguma mudança em si com a finalidade de despertar a atenção da pessoa pela qual estava atraído(a). Isso é muito comum, especialmente na adolescência, quando o sujeito vive a vulnerabilidade de não ter a consciência da própria identidade. Entretanto, considerando que a maturidade emocional nem sempre está vinculada à idade cronológica esse comportamento acontece também entre os indivíduos adultos.

O que trato aqui é de situações extremas, não me refiro às situações que envolvem os ajustes necessários para que duas pessoas se relacionem. É quando uma pessoa acaba assumindo uma outra personalidade na tentativa de viver um relacionamento. Vamos entender? Existem pessoas que, tão logo se interessam por alguém e não percebem reciprocidade, tentam, de todas as formas, reverter a situação. Possivelmente, por entenderem que elas não são suficientemente interessantes, há uma percepção equivocada de que, assumindo um estilo de vida semelhante ao da pessoa desejada, elas terão mais chances de darem vida ao romance imaginário.

Existem, nesse contexto de tentar anular a própria identidade para atrair o outro, várias tentativas de adequação. Há pessoas que acreditam que mudando a aparência do corpo, despertarão a atração e o amor do outro. Há também os que apostam em abrir mão dos próprios hobbies e passam a se interessar pelos hobbies de quem despertou a sua paixão. Por exemplo, uma pessoa descobre que a pessoa por quem se interessou gosta muito de rock, então, ela passa a se interessar por esse gênero musical para sentir-se mais inserida no mundo do outro, e além disso, é capaz de renunciar ao estilo musical de que gosta caso descubra que não agrada àquela pessoa a quem quer conquistar.

Acredito que não há nada demais, e é perfeitamente saudável um determinado nível de interesse pela vida de quem nos atrai. Contudo, anular-se na tentativa de atrair alguém é dar um tiro no próprio pé. Não faz sentido, e até arrisco em dizer que é algo patológico essa história de fingir ser o que não é para tentar ser aceito por quem quer que seja. Outra coisa: ainda que essa pessoa obtenha êxito de atrair o outro e venha a se relacionar com ele, até quando ela vai viver essa personagem? Ela vai se sentir confortável em abrir mão de tantas coisas que gosta para impressionar o parceiro? Isso é um modelo de relacionamento saudável e autêntico? Onde fica a liberdade e a satisfação de ser amado(a) por ser, exatamente, que é?

Qual o sentido de viver um relacionamento no qual a pessoa não pode ser ela mesma? Isso é como usar uma máscara, concorda? É muito comum, para algumas pessoas, a crença de que quanto mais elas fizerem pelo outro, mais elas serão reconhecidas e amadas de volta. E, sabemos que isso não funciona dessa forma. Muito pelo contrário, o amor é muito dado à espontaneidade e ao que é autêntico. Outra coisa, é perda de tempo e frustração garantida essa história de tentar forçar um relacionamento. Quando tem que ser, as coisas fluem, se ajustam sem transtornos e sem desconfortos.

Convém repensar bem sobre isso. Se você está interessado(a) em alguém e passa boa parte do seu dia conjecturando possibilidades de chamar a atenção dele, sinto muito, mas acho isso desanimador. É desgastante demais esse malabarismo de ter que ser interessante para alguém que, possivelmente, não o nota da forma como você gostaria. Aqui eu considero que ambos já se conhecem, como colegas de trabalho, de contexto acadêmico etc.

É necessário entender que o amor dispensa “ajudinha”. Quando um relacionamento começa assim, ele já tem meio caminho andado para fracassar, pois, nesse cenário, sempre haverá um se desdobrando para agradar e um outro liberando migalhas de vez em quando, sentindo-se com um rei na barriga. A regra é clara: todo relacionamento só flui e faz bem se for recíproco, se exigir que alguém se desdobre para ser percebido, já era. Isso é nó, não é laço.

Imagem de capa: Denys Kurbatov/shutterstock

O amor, por si só, não termina

O amor, por si só, não termina

Eu quero mais amor. Acho que mereço.
Acho que fiz por onde.
Quer dizer, tenho certeza que fiz.
E você também merece e fez, não?

Você se vestiu de honestidades em vez de medos desde o início?
Fez valer o sentimento da reciprocidade com gentilezas e, principalmente, com leveza para ouvir e dizer os seus verdadeiros pensamentos?
Porque é assim que funciona, ou que deveria funcionar, esse pedido constante que praticamos pelo amor.

Eu sei que não posso mais me esconder por trás de promessas e vontades que não tenham sido pronunciadas de coração.
Elas não valem e tampouco duram.
Elas se perdem com o tempo nas brigas e ausências.
Para ser tranquilo e não confuso, a gente deve saltar.

Mas saltar com confiança.
Saltar com o objetivo e a ternura de quem quer ficar por amor, mas que também pode ir embora por ele.
O amor, por si só, não termina – mesmo que seja para uma única pessoa.
É uma espécie de intensidade e comprometimento individual.
É um direito meu. É um direito seu.
Você pode escolher o que quiser, mas tenha em mente:
Se não existir sinceridade nos piores e melhores momentos, a alma cansa.

Agora me diz, pra quê? Por esse preço?
Seja amor antes de merecê-lo.
Querer amor não o trará mais rápido.
Não importa se eu mereço.
Não importa se você merece.

Às vezes são só palavras.
Às vezes são só gestos.
Às vezes, mas só às vezes, não saber é tudo.
É por isso que a gente não pode deixar transbordar.

Imagem de capa: Breslavtsev Oleg, Shutterstock

Com o tempo, a gente passa a apreciar boleto pago, supermercado, casa arrumada e silêncio

Com o tempo, a gente passa a apreciar boleto pago, supermercado, casa arrumada e silêncio

É muito interessante refletirmos sobre as mudanças de nossos objetivos ao longo do tempo, bem com sobre aquilo que nos dá prazer. Amadurecer traz serenidade e paciência, pois vamos aprendendo a dar importância, cada vez mais, ao que realmente interessa, sem perdermos tempo com aquilo que só gasta energia inutilmente.

A adolescência e a juventude são fases em que abraçamos o mundo em tudo o que ele tem, querendo que a roda gire sempre em nosso favor, desejando que nossos pontos de vista sejam aceitos. É como se somente as nossas verdades fossem as verdadeiras, como se tivéssemos uma capacidade sobrenatural de mudar os acontecimentos à nossa volta. Esse idealismo é importante, pois muitos avanços sociais desejáveis se conquistam por meio dele.

Porém, quanto mais amadurecemos, menos contrariados ficamos com o que vem contra nossas vontades e desejos, compreendendo que o mundo continua, mesmo com nossos gritos e recusas, ainda que à nossa revelia, pois o fluxo não para. Ou nos adequamos às nuances da vida, ou vivemos eternamente insatisfeitos e frustrados. Isso não significa aceitar tudo resignadamente, mas tão somente aceitar o que não pode ser mudado, entendendo que nem sempre estaremos certos.

A gente vai aprendendo que tudo passa, poucos ficam e que perder nem sempre é o pior que poderia ter acontecido. A gente vai se conformando com aquilo que não pode ser mudado, simplesmente porque o que não é para ser nunca o será. Isso, da mesma forma, traz a serenidade para constatarmos que aquilo que tiver de ser tem uma força descomunal, pois nada pode separar pessoas destinadas a ficar juntas, com verdade e disposição.

Gostoso mesmo é que passamos a nos contentar com pequenos prazeres, que engrandecem nossos dias e trazem uma satisfação imensa. A gente começa a valorizar cada detalhezinho, cada conquista, por menor que pareça, apreciando momentos junto à família, em frente à televisão, e até mesmo os espaços vazios, em que curtimos a nossa própria companhia, em silêncio. Ah, que delícia essa sabedoria que o tempo traz…

Falando com sinceridade…

Falando com sinceridade…

Não ando com muita paciência sobre uma situação que tem ocorrido com relativa frequência.

Pessoas telefonam perguntando qual a minha linha de atuação como Psicóloga, pois foram orientadas, por alguns profissionais da área da saúde, que deveriam buscar por um psicólogo(a) que atuasse numa determinada modalidade de atendimento clínico.

Primeiramente, pergunto se esses profissionais têm conhecimento profundo sobre os objetivos de uma Psicoterapia; em segundo lugar, penso que tal orientação somente revela uma incompreensão profunda sobre o ser humano.

Por que digo isso? Porque, cada pessoa é única, singular; cada indivíduo tem um idioma pessoal. Desta forma é impossível colocar a teoria em primeiro lugar. Grandes estudiosos da psique humana como Freud, Winnicott, Lacan, Bion desenvolveram teorias tendo a experiência clínica como norteadora de suas posições teóricas, nunca ao contrário.

O ser humano não cabe dentro de uma teoria, não tem natureza genérica, não é uma abstração. Por ser Uno deve ser compreendido em sua complexidade e transcendência e a situação clínica deve acolher e se adequar a essa singularidade.

Assim sendo, o que a pessoa necessita é encontrar um analista que não tente colocá-lo dentro de um determinado padrão reducionista, achatando-a para que se adapte em teorias postuladas. Isto é comportar-se como Procusto, no famoso mito grego criado como metáfora para imposições de um padrão tido como o correto.

Procusto era um bandido que vivia na serra de Elêusis. Em sua casa, tinha uma cama de ferro, com seu exato tamanho, na qual convidava todos os viajantes a se deitarem. Se o hóspede fosse demasiado alto, ele amputava o excesso de comprimento para ajustá-lo à cama, e o que tinha pequena estatura era esticado até atingir o comprimento suficiente.

Uma relação de acompanhamento psicoterápico deve ser construída à medida que o indivíduo vai revelando e desvelando suas peculiaridades. O bom profissional, ciente disso, busca o conhecimento em vários aportes acadêmicos, atenta-se em estabelecer um adequado vínculo com a pessoa, assim como cria um setting (espaço apropriado para que a relação aconteça.

Somente ele, o paciente, é que tem o conhecimento sobre si mesmo, mas que, numa determinada situação de sofrimento psíquico, precisa do auxilio de um profissional.

Acredito na Clínica da Pessoa que implica reconhecer o outro na sua alteridade e numa posição ética, onde o lugar do analista é acompanhar e não educar a manifestação própria de cada pessoa.

O Prof. Dr.Gilberto Safra afirma: o que necessitamos para as ciências humanas não são teorias, mas Escolas de Compreensão, pois somente assim haverá possibilidade de superar a abordagem do ser humano como um “Caso”.

Desta forma, acredito no “fazer clínico” como a arte de compreensão da Pessoa como Ser de sentido e que cria sentidos.

Imagem de capa: wavebreakmedia/shutterstock

5 perguntas a serem feitas antes do divórcio

5 perguntas a serem feitas antes do divórcio

Normalmente as pessoas se preocupam com as perguntas que devemos nos fazer para garantir um casamento feliz: se há afinidades, se as diferenças de temperamento poderão se tornar um problema no médio prazo e por aí vai. No entanto, mesmo depois de anos de convivência, na hora em que o relacionamento parece estar indo para o vinagre, pouca gente se dispõe a fazer um levantamento desapaixonado de prós e contras sobre a situação antes de partir para a separação. Será que há também um roteiro para se chegar a um diagnóstico mais isento sobre a relação? Foi o que o jornal americano “The New York Times” fez na semana passada, ouvindo especialistas de diferentes áreas. Das 11 perguntas selecionadas pela publicação, separei cinco que merecem uma boa dose de reflexão. Antes de procurar um advogado, vale se debruçar sobre esses temas, principalmente porque o estresse causado por uma separação só perde para a morte de um cônjuge.

O estresse causado por uma separação só perde para a morte de um cônjuge.

1) Você tem certeza de que suas preocupações e queixas sobre o relacionamento foram devidamente comunicadas? – a terapeuta de casal Sherry Amatenstein afirma que a maioria só ouve mesmo de 30% a 35% do que lhes é dito. E muitas vezes a pessoa prefere se calar e alimentar o ressentimento em vez de pôr todas as cartas na mesa. Isso inclui as expectativas em relação ao papel de cada um, como, por exemplo, quem vai ser o provedor da casa. Talvez ainda dê tempo de dizer ao outro o que está entalado na garganta.

2) Se há um meio de salvar o casamento, qual seria? – o exercício é proposto pelo reverendo Kevin Wright: faça uma coluna com a lista do que seria preciso para salvar a relação; e outra com o que sua mulher (ou marido) deveria fazer. Os dois têm que realizar o mesmo exercício separadamente. Talvez vocês descubram que concordam mais do que discordam e possam trabalhar nisso.

3) Você tem certeza de que será mais feliz sem a pessoa que está a seu lado? – a convivência é feita de inúmeros fatores. Às vezes o sexo está deixando a desejar, mas a companhia e a família superam a falta de intimidade física. A questão é: o que é mais importante na sua vida? Eventualmente, pode até existir amor, mas o dia a dia é um inferno e a separação pode ser o melhor caminho.

4) Qual é o seu maior medo ao terminar o relacionamento? – será que é ficar sozinho pelo resto da vida? Afastar-se dos filhos? Ser prejudicado profissionalmente? Ter clareza sobre os temores também influencia a decisão. De novo, trata-se de saber o que é mais relevante. É claro que a perspectiva de um divórcio aumenta o sentimento de fracasso, mas o pior é seguir em frente numa vida miserável a dois.

5) Você está preparado para o estresse financeiro e as mudanças na rotina que um divórcio traz? – a psicoterapeuta Nancy Colier diz que aconselha aos pacientes que pensem logo na questão material e façam uma previsão realista do baque nas finanças. De um dia para o outro você pode ter que se responsabilizar por pagamentos que nem acompanhava; ou ter que monitorar a vida escolar dos filhos.

Por último, mas não menos importante: quanto mais você souber sobre os motivos por que está se separando, mais chances terá de não repetir o erro numa próxima. “

Fonte indicada: G1

Imagem de capa: Roman Samborskyi/shutterstock

Como não perder uma mulher incrível!

Como não perder uma mulher incrível!

Aquele texto que todas nós queríamos ter mandado para aquele idiota que não nos deu valor!

Já perdi as contas de quantas vezes ouvi garotas maravilhosas me dizerem que desistiram do amor, que não há homens a fim de compromisso por aí, que os homens andam por demais infantis ou que preferem ficar sozinhas a aturar outro relacionamento furado e frustrante.

Bem sei que a essas alturas já haverá uma porção de “caras legais” torcendo a boca ou o nariz para esse texto, e com os dedinhos já coçando para escrever um monte de impropérios nos comentários. Faz parte…

A verdade quando pega, atinge e faz sentido… dói. E eu sei que deve haver uma porção de homens de verdade perdidos por esse mundo, que também andam penando com relacionamentos que não dão em nada. É fato! Há também uma legião de mulheres que parecem ter congelado no tempo.

Desesperadas para impedir o passar dos anos, muitas mulheres acreditam de verdade que precisam deter o relógio; que precisam ter um par de seios perfeitos, uma barriga negativa, pele de porcelana, sobrancelhas definidas, cílios que parecem asas de borboleta, mais a boca da Angelina Jolie e sabe-se lá mais que outras modas podem ter surgido de ontem para hoje.

O problema. O grande problema é que uma mulher que de fato acredita que precisa disso tudo para ter afeto, para ser desejada, para ser feliz… reduz a sua vida a isso também. Cria-se uma ideia louca e facilmente comprada de que a nossa casca vale mais do que tudo nessa vida.

Puxa vida! Estaremos todos perdidos a procura de outros perdidos?!

Vamos mesmo continuar perpetuando essa ideia destruidora da perfeição do corpo, do cabelo, da curva da sobrancelha, do formato das unhas, em detrimento de uma alma legada a segundo plano?

Pois é… a questão é que eu também estou cansada de ver mulheres que se queixam por não terem sorte no amor, por não serem levadas a sério; e que, de forma contraditória, vendem uma imagem fútil e volátil postando fotos e vídeos; lives e stories de maneira quase compulsiva… Expondo ideias? Não!!!! Expondo o corpo esculpido na academia e submetido a baixas ingestões de carboidratos. Expondo a curva do seio perfeito entalhada pelo cirurgião plástico. Expõe-se a casca e busca-se a valorização da pessoa! Faz sentido? Nenhum!!!!

Queridos e queridas pessoas desiludidas desse mundo… Vamos acertar o passo? Vamos tentar, nem que seja um pouquinho, alinhar ação e discurso?

Porque tudo bem querer apenas se divertir e arrumar vários “crushes”. Há quem viva feliz assim… por um tempo ou pela vida toda. Vai de gosto, não é mesmo?!

Entretanto, fica imensamente difícil encontrar o amor dos sonhos, pulando de galho em galho, sem ter tempo de conhecer o outro.
Amor é iguaria, não é fast food!

Então… sabe aquela mulher incrível que foi perdida lá em cima no título? E sabe aquele idiota que a perdeu lá em cima no subtítulo? São apenas pessoas lindas, perdidas e iludidas, tentando encontrar o caminho.

Imagem de capa meramente ilustrativa: cena do filme “De repente é Amor”.

Preciso contar para vocês como a religião destruiu a minha família

Preciso contar para vocês como a religião destruiu a minha família

“Esses dias encontrei minha mãe na farmácia e ela me ignorou, como uma estranha. Quando eu me tornei dissociada na igreja que frequentava eu sabia que minha mãe não aceitaria facilmente, mas eu nunca imaginei que ela me ignoraria. Já sofri muito e até pensei em tirar a minha vida nos momentos mais difíceis. Hoje estou bem, estou grávida e sei que minha escolha foi a correta, mas existe uma cicatriz imensa dentro de mim e ela é fruto de um corte profundo que foi causado por anos e anos em que eu estive em lugares que não gostaria e fiz coisas de maneiras que não foram minhas escolhas. Para ser “eu” tive que abrir mão de um nós que ainda faz muita falta, mas a minha vida teve que vir primeiro. Ela é a única que eu tenho ”

Relatos de dor, como o apresentado acima, são exemplos de como coisas acontecem em nichos específicos da sociedade, sem que nós nem mesmo façamos ideia.

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A Lei 9.459, de 1997, considera crime a prática de discriminação ou preconceito contra religiões. A liberdade religiosa deve ser respeitada, tendo como princípio a imparcialidade em assuntos religiosos, não apoiando ou discriminando nenhuma religião, com fulcro no artigo XVIII da Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinada em 1948, sendo esta uma garantia constitucional, conforme dispõe o artigo 5º, inciso VI, da Constituição Brasileira de 1988. (Fonte)

Entretanto, continuando o relato acima: “Assistindo ao programa do Pedro Bial sobre suicídio refleti muito sobre um tema que sou sempre incentivada a não me expor. Sempre defendi temas como LGBTs, lutas contra o racismo, direitos a liberdade e igualdade, mas me calei sobre o tema que pega diretamente a mim: Intolerância religiosa, fanatismo e suas consequências. Mas hoje, baseada em tudo o que tenho passado e na minha capacidade de fala, que venho resgatando aos poucos, quero e preciso falar.”

A FALTA DE OPÇÃO

“Durante anos fui Testemunha de Jeová. Por opção? Escolha? Não! Obrigação! Ou era isso ou era seguir meu caminho… por medo do abandono emocional e medo de um Deus assassino, cedi… adoeci, desenvolvi transtorno de ansiedade, quase pirei…”

Apesar da lei respaldar a liberdade de credo, característica de um país LAICO, quando você nasce em uma família religiosa ou é uma criança e faz parte de uma família que segue uma determinada linha religiosa, você, automaticamente, também é direcionada para o mesmo caminho que seus pais acreditam que é o melhor e mais correto para você. ( Referência para consulta)

Mas a criança, à medida que cresce, também desenvolve seus próprios traços de personalidade. Na escola, quando inserida junto aos outros pares da sociedade, ela vê e sente as diferenças de hábitos e costumes. Ela se compara, e sente, e sofre quando não se percebe incluída ou quando não pode participar das atividades que são usuais no grupo.

A INFÂNCIA CERCEADA PELO MEDO E PELA CULPA

Todas as crianças que são Testemunha de Jeová são orientadas a esperar pelo fim do mundo desde início. Pesa, sobre elas, a ideia de que o mundo pode acabar a qualquer momento e que, se cometerem atos que contrariem as escrituras, elas não serão salvas. Para uma criança, que ainda possui o pensamento concreto, a ideia de ser destruída por um “Jeová” punitivo, pode ser devastadora. Além disso, o sentimento de exclusão na escola, ao não poder participar de aniversários (e nem cantar parabéns para os amigos), não poder comemorar datas consideradas pagãs, como Páscoa e Natal, sempre com desejo de ser inserido e imediata culpa por desejar o proibido.

NA JUVENTUDE

Se as crianças possuem uma dependência direta dos pais, na adolescência, com o aumento gradativo da autonomia e do questionamento, fica ainda mais difícil permanecer em um grupo religioso onde a identificação não é pessoal e voluntária.

Os Testemunhas de Jeová, por exemplo, apenas aceitam namoro com pessoas da mesma religião. Não são admitidos contatos íntimos e até mesmo a autoestimulação é altamente condenada. Por condenação, entendam, não estamos falando de alguém passar um sermão. Estamos falando da expulsão da igreja.

A ARBITRARIEDADE DAS REGRAS

Mas, se por um lado, existe essa rigidez quanto a pureza, a fidelidade dos casais e ao pertencimento, o mesmo parece não acontecer com casos de violência doméstica, por exemplo. Relatos indicam que a orientação dos anciões, em tais casos, seria para, na negativa da parte agressora e na presença apenas de uma acusação, deixar o julgamento para Jeová. Logo, a comunidade religiosa estaria se omitindo de proteger a parte mais fragilizada de seus membros e, ao contrário disso, reforçando seu ciclo de violência. (ver referência). Recentemente também temos visto polêmicas internacionais também envolvendo abafamento de casos de abuso de crianças.

E QUANDO ALGUÉM DECIDE SAIR?

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Uma das maiores agressões dessa religião aos seus membros, ex-membros e familiares, parece que vai além da polêmica da transfusão de sangue, mas está relacionada a escravização das pessoas utilizando-se de seus vínculos emocionais. (ver referência)

Todos sabemos que um dos maiores alicerces da vida de qualquer ser humano é a sua família. Logo, privá-lo de seu convívio, pode trazer prejuízos devastadores.

Quando uma pessoa  opta por ser “dissociada” da igreja, seus familiares e todos os amigos com quem ela conviveu por toda a vida, são orientados e literalmente proibidos de manter qualquer contato com ela.

“Eu, assim como um menino gay que não é aceito, também não era por não ser mais uma testemunha de Jeová. Qdo resolvi seguir meu caminho, escolher outra crença, minha mãe me deu um intimato: ou volta pra Jeová ou vc não pode mais frequentar minha casa… ela fez isso comigo e com a minha irmã. Pra quem não sabe, testemunhas de Jeová são proibidas de conviver com membros familiares que são desassociados do grupo. Isso foi agora, no início de minha gestação… como estou, como meu filho ficou? Como minha irmã e seus filhos ficaram? Esses dias a encontrei na farmácia e ela me ignorou, como uma estranha.”

LAVAGEM CEREBRAL

Segundo o sociólogo e psicanalista Jackson César Buonocore, “o conceito de lavagem cerebral é definido como – um método – cujo o objetivo é mudar certas atitudes e crenças de pessoas ou grupos, através de técnicas agressivas de persuasão.”

No caso dos Testemunha de Jeová, os seus integrantes são desestimulados a frequentar faculdades, pois devem ler apenas a Bíblia e o material publicado pela Sociedade Torre de Vigia, como a revistas “Sentinela” e “Despertai”. Como se consideram “a organização cristã verdadeira”, não aceitam qualquer outra religião e nem o convívio com pessoas que não exerçam a mesma fé que eles. Essa base, que aparece claramente em sua literatura impressa, deixa claro que pessoas que deixam a igreja não devem nem mesmo ser cumprimentadas, porque falar com elas pode estimular aproximação e amizade. Logo, não se pode ler o que não é da igreja, não se pode criticar o que é da igreja e não se pode ter relações com quem não é da igreja mediante risco de expulsão. Seria isso lavagem cerebral? Deixo a conclusão para o leitor.

DANOS PSICOLÓGICOS

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As pessoas que optam por serem dissociadas  ou foram desassociados (expulsos da igreja por terem pecado e não pedirem misericórdia) sofrem com a ausência dos seus afetos. Não é incomum o sentimento de solidão, culpa e desamparo.

“Hoje faço parte de alguns grupos de ex testemunhas de Jeová, que sofrem ostracismo familiar por não serem da mesma crença, serem desassociados… e conheço muitos casos de suicídio, depressão, vários transtornos por serem abandonados por seus entes… já pensei em suicídio? Simmmm…”

Logo, relatos de sofrimento psíquico e adoecimento são muito frequentes.

Outro ponto de vista, além do desassociados é do das famílias onde um de seus membros tornou-se Testemunha de Jeová e foi afastado de seu convívio.

Há alguns anos acompanhei em um serviço público de saúde, como psicóloga, o caso de uma mãe que, após o casamento de sua filha de 18 anos com um membro da igreja, foi totalmente afastada de seu convívio. A filha era proibida pelo marido e seus familiares de receber suas visitas e telefonemas. A mãe desenvolveu um quadro de depressão e tinha, na época, pensamentos suicidas.

INFORMAÇÃO IMPORTANTE: Não se combate injustiça fazendo injustiças

Todos nós, ora ou outra, recebemos visitas de pessoas que são membros dessa igreja e hostilizá-las, mesmo frente as injustiças que vemos, nunca é uma opção. Lembrem-se que essas pessoas acreditam que estão fazendo o bem e que estão visitando as casas (eles são obrigados a fazer as visitas) com o objetivo nobre de salvar vidas. Como dito anteriormente, existe um envolvimento de todo um grupo social, laços de amizade e família que pode estar atrelado a essas pessoas por gerações. Entretanto, não destratá-los, não nos obriga a concordar com eles e muito menos a sermos coniventes quando presenciamos injustiças.

ASPECTOS POSITIVOS DA RELIGIÃO

Enfatizo que esse não é um texto contra a religião e sim contra práticas religiosas que causam sofrimento e exclusão.

Alain de Botton, é um filósofo e escritor suíço residente em Londres. É o autor do livro internacionalmente conhecido “Religião para Ateus”. E, embora seja ateu, em seu livro exaltou os benefícios que os homens têm a partir de sua vida religiosa. De maneira geral, esses benefícios estão relacionados ao apoio e união comunitária, ao sentimento de pertencimento. As religiões, segundo ele, também se justificariam por serem um grande auxílio na necessidade de um controle moral e de lidar com diferentes graus de dor, que surgem da nossa vulnerabilidade ao fracasso profissional, a relacionamentos problemáticos, à morte de entes queridos e a nossa decadência e morte.

A PROBLEMÁTICA

O problema começa quando a religião deixa de ser fonte de união e construção de valores para, utiliza-se violência psicológica, e passa a incentivar a exclusão de seus pares a partir da intolerância frente à diferença. Nós podemos compreender e respeitar um pensamento que foi escrito dentro de seu momento histórico, mas acreditar que ele será válido, sem variações, séculos depois, não pode trazer nada além do alienamento.

Para saber mais sobre o tema veja o vídeo.

A MENSAGEM DA FILHA QUE FOI REJEITADA

“Deus é amor, ele está onde está o amor. Hoje, não tenho contato com meu irmão mais velho pelo mesmo motivo que com minha mãe, e dói ver como o fanatismo religioso acabou com minha família!!! Meu Deus é o sorriso do meu filho todos os dias, é minha família, é o privilégio de gerar uma vida!!! Cuidado com suas escolhas!! Muitas pessoas podem pagar por isso… e gostaria de deixar o meu muito obrigada aos meus companheiros e amigos que encontrei nessa mesma luta que eu: a luta de poder ser quem eu sou e ser amado por isso! Intolerância mata! Seja qual for!”

***

Todas as imagens são de Por kang hyejin/shutterstock

Nota da página: As falas apresentadas entre aspas e em itálico são de uma jovem desassociada e foram utilizadas para exemplicar os sentimentos das pessoas que passam por situações semelhantes.

E vocês, leitores? O que pensam sobre assunto? Já passaram por situações similares ou muito diferentes?

Por favor utilizem os comentários para falar de seus exemplos e posicionamentos sobre o tema. 

Têm pessoas que não querem amar, querem apenas saber que tem alguém ao seu lado.

Têm pessoas que não querem amar, querem apenas saber que tem alguém ao seu lado.

Apenas isso.

O comportamento revela que, na verdade o que elas querem mesmo é a boa companhia, a energia da pessoa por perto, o apoio, o carinho e não amor, ou relacionamento e planos.

Sim, nem tudo é como se quer. É possível se frustrar nesse negócio de relações humanas. Por isso é bom ficar atento aos sinais!

Existem pessoas que despertam uma maior afinidade, química, enrosco, aquele “algo a mais.” A partir destes sentimentos é normal pulsar o desejo de se construir algo juntos, levar adiante aquele encontro rico de bom papo, boa química, bom beijo e companhia… Mas aí vai desenrolando a trama e é possível realizar que nem tudo é como parece.

Têm pessoas que não buscam conexão, não querem contato profundo, e não estão interessadas em fazer o outro feliz, em ama-lo! São rasos. Vão até a página dois.

São capazes até mesmo de magoar por ignorar os sentimentos do outro, de não saber dar atenção e ser recíproco. São capazes de traição, sem remorso.

Esse tipo de pessoa não costuma se interessar. No seu repertório não existe o “Como você está” ? A relação nunca será de um interesse sincero .
Elas são egoístas. Pensam apenas em seus sentimentos e podem até mesmo manipular uma relação para tirar o melhor proveito para si.

São pessoas sem amor-próprio que acabam usando da energia de qualquer um para se fortalecerem e por isso também se passam de bons amigos, bons parceiros, mas no fim , estão apenas usufruindo dos seus interesses.

E se deparar com pessoas assim pode ser uma grande cilada, pois de início é possível achar que tudo não passa de viagem do ego. Que a falta de interesse e cuidado é porque é do tipo desligado mesmo ou que isso não tem importância… É bom saber quando a reciproca é verdadeira ou se esta numa grande emboscada emocional!

Ser apenas um doador de boa energia não faz ninguém especial, pelo contrário. Uma boa relação se constrói juntos. Ambos no mesmo caminho.

É bom estar atento a estas pessoas. Elas não querem amar querem apenas alguem por perto para saber que não estão sozinhas sem ao menos se dar o trabalho de cultivar uma boa relação.

Quando não sai da forma que se deseja é bom parar. Nunca ache que merece menos. O amor deve existir de forma real e interessada! As vezes não é viagem do ego, é mesmo uma relação de mão única, e esse caminho não leva a lugar algum.
Fica a aquela máxima ” Antes só que mal acompanhado”!

Anieli Talon

Imagem de capa: Reprodução

Ser chique – Sempre

Ser chique – Sempre

Por Gilka Maria

Nunca o termo “chique” foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.

Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.

O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.

Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

Chique mesmo é parar na faixa de pedestre e evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É “desligar o radar” quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.

***

Imagem de capa: Reprodução

Nota da página: em 06 de maio de 2018 fomos informados que a verdadeira autoria do texto é de Gilka Maria e não de Glória Kalil.

Amiga, a ciência afirma que nem os seus óvulos aceitam qualquer parceiro. Por que você aceitaria?

Amiga, a ciência afirma que nem os seus óvulos aceitam qualquer parceiro. Por que você aceitaria?

Se, no mundo moderno, a cada dia a mulher se torna mais e mais a protagonista da sua história pessoal, a ciência revela que geneticamente ela nunca foi “passiva”.

Ao contrário do que há muito se pensa, um novo estudo realizado em Seattle, nos Estados Unidos, comprova que os óvulos não são as células passivas e que não é verdade que a corrida da fecundação é determinada apenas pelos espermatozoides. Segundo os cientistas, os óvulos são capacitados para escolher os espermatozoides com a melhor carga genética, na tentativa de garantir saúde do feto a ser gerado.

O que sempre se acreditou é que a reprodução começava com uma corrida na qual os espermatozoides eram os competidores e o óvulo figurava meramente como a “linha de chegada” – quem primeiro chegasse seria, assim o vencedor.

Com a nova teoria resultante da pesquisa, as coisas não seriam assim tão simples para o competidor espermatozoie. Além da corrida, ao sagrar-se vencedor, seria submetido ao exame genético por parte do óvulo. Os cientistas também perceberam que os gametas masculinos não são recrutadores – ao contrário dos femininos, eles não têm habilidade de detectar genes ruins. Não se trata, assim, conforme afirma Joe Nadeau, do Pacific Northwest Research Institute´ e responsável pela pesquisa, de uma combinação aleatória. Segundo ele, seria “o equivalente a escolher um parceiro”.

A teoria de Nadeau faz com que pensemos na “importância da escolha”, pois, se até os óvulos exercem o seu poder de decisão, quanto mais podemos esperar da livre deliberação da mulher quando aos seus parceiros sexuais e também os seus parceiros de vida.

Aceitar parceiros de alma apequenada, de caráter débil e que muitas vezes se valem da força física para abusar, de todos os modos, de suas parceiras não está na predisposição genética feminina, ao menos não o está se levarmos em consideração o que diz essa pesquisa sobre a genética.

Que a permanência desses pseudo machões em nossoas vidas esteja com os dias contados.

Com informações da Revista Superinteressante. Via Revista Pazes.

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Você conhece a parábola sobre o julgamento apressado? Pois deveria.

Você conhece a parábola sobre o julgamento apressado? Pois deveria.

Uma garota segurava em suas mãos duas maçãs. Sua mãe entrou e lhe pediu com uma voz doce e um belo sorriso:

– Querida, você poderia dar uma de suas maçãs para mamãe?

A menina levanta os olhos para sua mãe durante alguns segundos, e morde subitamente uma das maçãs e logo em seguida a outra.

A mãe sente seu rosto se esfriar e perde o sorriso. Ela tenta não mostrar sua decepção quando sua filha lhe dá uma de suas maçãs mordidas. A pequena olha sua mãe com um sorriso de anjo e diz:

– A mais doce é essa!

contioutra.com - Você conhece a parábola sobre o julgamento apressado? Pois deveria.
Por Sergey Kaliganov/shutterstock

Pouco importa quem você é, que você tenha experiência, seja competente ou sábio. Espere para fazer seu ‪‎julgamento. Dê aos outros o privilégio de poder se explicar. Mesmo que a ação pareça errada, o motivo pode ser bom. Pense nisso!

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Certas pessoas devem ficar lá onde as conhecemos: no passado

Certas pessoas devem ficar lá onde as conhecemos: no passado

Muitas pessoas passarão pelas nossas vidas, mas poucas ficarão de verdade. Existem amigos para uma vida toda, amigos para momentos específicos e amigos que o tempo e a saudade levam. Algumas delas, por mais que desejemos, não poderão permanecer em nossas vidas; já outras, teremos que fazer de tudo para expulsá-las de perto de nós. É desse jeito.

Infelizmente, muita gente é movida por interesse, apenas se aproximando de quem possa lhe oferecer algo em troca, algo que atenda às suas necessidades materiais e de status, por exemplo. Poderemos estar apenas servindo como peças de xadrez nas mãos de certos indivíduos que nos descartarão, assim que tivermos atingido o propósito deles, assim que não tivermos mais serventia alguma.

Nós nos enganamos muito com quem chega a nossas vidas, principalmente porque costumamos julgar o coração dos outros de acordo com o ritmo de nossos corações. É assim que a gente se estrepa, é assim que a gente se machuca com decepções em relação a quem julgávamos o oposto do que acaba por se mostrar. A gente confia, a gente se abre, a gente se doa e, de repente, o outro usa o nosso melhor da pior forma possível e contra nós mesmos.

Esses tombos serão inevitáveis na vida de todos nós. Uma ou outra hora, acabaremos nos deparando com uma faceta inesperadamente negativa das pessoas e o mundo parecerá desabar sobre nossas cabeças. Caberá somente a nós aprender com aquilo tudo e reunir forças para que erros como aquele não mais se repitam, para que não tragamos para nossas vidas quem não compartilha, não soma, não agrega, não ama.

Por essa razão é que devemos valorizar ainda mais as pessoas que ficam em nossas vidas com verdade e afeição sincera, sem cobranças, sem melindres, com um único interesse: partilhar amor verdadeiro. As demais, aquelas que decepcionam e fazem doer, que fiquem apenas, quando muito, como uma lembrança do que não queremos mais, uma lembrança distante, de um passado descartável.

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17 reflexões Meryl Streep que mostram o que é ser uma grande mulher

17 reflexões Meryl Streep que mostram o que é ser uma grande mulher

Meryl Streep é uma grande atriz, mas acima de tudo demonstrou ser uma mulher admirável, colhendo sucesso e atraindo admiradores por onde passa. Falamos de uma mulher enigmática, com temperança e caráter, que se tornou um pilar insubstituível no coração de Hollywood e de seus fãs.

Os prêmios e reconhecimentos por seu desempenho e sua carreira são muitos. Streep recebeu vinte e uma indicações ao Oscar, o recorde feminino; ganhou o prêmio por seu papel no elenco de Kramer vs. Kramer, em A escolha de Sofia e em A Dama de Ferro.

Nos Globos de Ouro, ela recebeu trinta indicações, das quais ganhou oito. Além disso, em 2017, recebeu o Prêmio Cecil B. DeMille em homenagem a toda a sua carreira. Outros reconhecimentos importantes que recebeu são: três prêmios Emmy, dois prêmios do The Actors Guild, dois BAFTAs e um prêmio no Festival de Cinema de Cannes. Como podemos ver, seu histórico profissional é impressionante.

17 reflexões de Meryl Streep

Sua crítica a Donald Trump e sua defesa dos direitos das mulheres nos mostram uma pessoa comprometida com o que acontece no planeta. Nestas e em outras afirmações, encontramos sensibilidade, mas também bom senso. Seu olhar vital é transcendental e coerente, de modo que suas reflexões deixam um resíduo de riqueza para aqueles que prestam atenção. Vamos rever algumas delas:

“Que ninguém tire as rugas da minha testa, obtidas pelo assombro diante da beleza da vida; Ou as de minha boca, que mostram o quanto ri e o quanto beijei; e nem as bolsas sob meus olhos: nelas está a lembrança de quanto eu chorei. São minhas e são belas”.

“Já não tenho mais paciência para algumas coisas, não porque me tornei arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto na minha vida em que não sinto vontade de perder mais tempo com aquilo que me desagrada ou machuca. Não tenho paciência para cinismo, inveja, críticas excessivas e exigências de qualquer tipo. Perdi a vontade de agradar a quem não me agrada, de amar quem não me ama e de sorrir para quem não quer sorrir para mim. Eu não gasto mais um minuto do meu tempo com quem mente ou quer manipular a mim ou a outras pessoas”.

“Decidi não conviver mais com a pretensão, a hipocrisia, a superficialidade, a desonestidade e os elogios baratos. Eu não consigo tolerar a erudição seletiva e arrogância acadêmica. Eu não suporto conflitos e comparações. Acredito em um mundo de opostos e por isso evito pessoas de caráter rígido e inflexível “.

“Na amizade eu não gosto da falta de lealdade e da traição. Não me dou bem com quem não sabe elogiar ou encorajar as pessoas. Os exageros me aborreceram e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais. E, acima de tudo, já não tenho paciência nenhuma para quem não merece minha paciência”.

“Minhas ações são o que me representa como ser humano, não minhas palavras.”

“A gratificação instantânea não chega rápido o suficiente.”

“Minha família vem em primeiro lugar, sempre foi assim e sempre será.”

“Não confunda ter um diploma universitário com ter educação. O título é um papel, a educação é responder quando lhe dão bom dia “.

“A grande dádiva dos seres humanos é que temos o poder da empatia”.

“Sempre leve suas crenças em todas as áreas de sua vida, leve seu coração para o trabalho e espere o melhor de todos.”

“No final, o que importa é o que você sente. Não o que sua mãe lhe disse. Não o que outra atriz lhe disse. Não é o que todo mundo lhe disse, mas sim aquela pequena, mas pulsante, voz dentro você.”

“Prefiro ser rebelde do que escrava. Incentivo as mulheres à rebelião.”

“Algumas pessoas estão cheias de compaixão e do desejo de fazer o bem, e outras simplesmente acreditam que nada fará diferença.”

” Se você tem um cérebro, é obrigado a usá-lo.”

“Você deve aceitar que vai envelhecer. A vida é valiosa e quando você perde muita gente, percebe que todo dia é um presente.”

“Mulheres: não se preocupem com a sua aparência. O que te faz diferente ou bonita é a sua força.”

“A maternidade tem um efeito muito humanizador. Tudo se resume ao essencial. “

“Você tem que continuar fazendo o que faz. É a lição mais importante que aprendi com meu marido, ele sempre diz: Vá em frente, comece pelo começo.“

Estas são algumas das reflexões de vida que Meryl Streep transmitiu à sociedade.

Compartilhar os próprios pensamentos é um grande ato de generosidade. Sem dúvidas, é difícil que algumas dessas palavras não nos seduzam, porque são cheias de lucidez, certeza e simplicidade.

Com informaçãoes de:  A Mente é Maravilhosa

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Mãe ensina maneira genial de incentivar os filhos a ler ao invés de ficar só na internet

Mãe ensina maneira genial de incentivar os filhos a ler ao invés de ficar só na internet

Querido pai, querida mãe,

Com que frequência você censurou seus filhos por terem passado muito tempo na internet ou nos games? Algo como:

“Em vez de se sentar com os olhos colados ao seu celular, por que você não lê um livro legal! Os livros são os objetos estranhos que você pode encontrar na biblioteca”.

E então as queixas e discussões começam.

Os smartphones envolvem completamente os jovens… são onde as crianças entram nas mídias sociais e conversam com os amigos. A conexão wi-fi é sua chave mágica para a felicidade.

Se você está procurando uma maneira inteligente de aproximar seus filhos da leitura e tirá-los do WhatsApp, veja o exemplo desta mãe engenhosa que encontrou uma maneira original de educar seus filhos sobre como usar a internet com sabedoria. Sua ideia, que tornou viral na web, também foi relatada na edição italiana do Huffington Post:

“A senha do wi-fi desta semana é a cor do vestido de Anna Karenina no livro. Eu disse o livro, não o filme!! Boa sorte! Mamãe”, ela escreveu em um pedaço de papel.

A única maneira que seus filhos (em idade escolar) poderiam encontrar a senha para a conexão à internet era lendo o livro de Tolstoi.

Não é ruim quando um truque faz as crianças se apaixonarem pela leitura e isso faz obter o seu wi-fi muito desejado se a resposta for correta!

O destino final é a experiência de navegar pela literatura, mas uma pequena caça ao tesouro em uma obra literária é uma ótima maneira de eles começarem.

E quem não gosta de caça ao tesouro?

A propósito, você já leu Anna Karenina?

Imagem de capa: Tatiana Bobkova/shutterstock

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