Endereço vazado e vingança: casa de adolescente ligada ao caso do cão Orelha é atacada com fezes

Endereço vazado e vingança: casa de adolescente ligada ao caso do cão Orelha é atacada com fezes

A morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava (Florianópolis), já tinha virado um daqueles casos que “não desgrudam” das redes — mas agora o enredo ganhou um desdobramento que muda o foco do debate: saiu da investigação e foi parar na porta da casa de uma família.

Na madrugada de domingo (25), parentes de um dos adolescentes citados no caso registraram boletim de ocorrência após um ato de vandalismo em frente ao imóvel, com sujeira espalhada também no interfone, depois que dois jovens tocaram repetidamente e foram embora.

Segundo o relato da família, o endereço começou a circular online após a repercussão do caso, junto de ameaças.

contioutra.com - Endereço vazado e vingança: casa de adolescente ligada ao caso do cão Orelha é atacada com fezes

Leia tambémVocê conversa com todo mundo, mas se sente sozinho? A psicóloga Josie Conti explica por quê

A resposta veio em forma de “justiça com as próprias mãos” — e é aí que o problema dobra de tamanho: além da apuração sobre a morte do animal, entra em cena o risco de perseguição, exposição de dados e intimidação de pessoas que ainda nem foram formalmente responsabilizadas.

Do lado da investigação, a Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou uma ação na segunda-feira (26) para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, após denúncias de que um grupo de adolescentes teria participado das agressões contra o cão, que acabou sendo submetido à eutanásia.

contioutra.com - Endereço vazado e vingança: casa de adolescente ligada ao caso do cão Orelha é atacada com fezes

Outro ponto que pesou na escalada do caso foi a disputa de versões em público: famílias de adolescentes citados afirmaram que eles são inocentes e dizem estar sofrendo acusações e exposição nas redes.

Em uma dessas manifestações, os pais de um adolescente sustentam que o filho “não tem qualquer relação” com o episódio e que a família passou a receber ameaças após a associação do nome do jovem ao caso.

A própria polícia também informou que dois adolescentes ligados às buscas estariam nos Estados Unidos em uma viagem já programada, com retorno esperado para a semana seguinte — detalhe que, na prática, aumentou ainda mais a pressão pública em cima do caso.

No meio disso tudo, o que era para ficar restrito a inquérito, diligências e responsabilização individual virou um efeito dominó: publicação de endereço, ameaça, vandalismo e, agora, pedidos à Justiça para que outro processo envolvendo a mesma família tramite sob sigilo, justamente para reduzir a exposição.

Leia tambémVocê provavelmente não sabia: famosos que convivem com doenças incuráveis todos os dias

Compartilhe o post com seus amigos! 😉

Você conversa com todo mundo, mas se sente sozinho? A psicóloga Josie Conti explica por quê

Você conversa com todo mundo, mas se sente sozinho? A psicóloga Josie Conti explica por quê

Você pode estar cercado de pessoas, conversar o dia inteiro, trabalhar em equipe, postar nas redes sociais… e ainda assim sentir um vazio difícil de explicar. A solidão moderna raramente tem a ver com estar fisicamente sozinho — ela nasce, na maioria das vezes, da ausência de vínculo emocional seguro.

Estudos recentes mostram que a solidão crônica é hoje um dos principais fatores de risco para depressão, ansiedade, transtornos psicossomáticos e até doenças cardiovasculares. Ainda assim, muita gente continua tratando esse sofrimento como “fraqueza” ou “frescura”.

A seguir, você vai entender os principais sinais, causas e impactos profundos da solidão emocional, com base em pesquisas científicas e na experiência clínica da psicóloga Josie Conti, especialista em traumas e EMDR.


1. Solidão emocional dói tanto quanto dor física — e a ciência comprova isso

Pesquisas publicadas na Social Cognitive and Affective Neuroscience demonstram que a exclusão social ativa no cérebro as mesmas regiões associadas à dor física. Ou seja: sentir-se sozinho não é algo abstrato, é uma experiência neurobiológica real.

Segundo a psicóloga Josie Conti, “muitos pacientes chegam ao consultório dizendo que não sabem explicar o que sentem, apenas que ‘algo dói por dentro’. Em muitos casos, o nome disso é solidão emocional, geralmente ligada a experiências precoces de rejeição ou negligência”.

📚 Referência científica:
Eisenberger, N. I., & Lieberman, M. D. (2004). Why rejection hurts. Science.


2. Você pode estar em um relacionamento e ainda assim se sentir profundamente só

Um dos aspectos mais silenciosos da solidão é quando ela acontece dentro de vínculos afetivos. Pessoas que vivem relações sem escuta, validação emocional ou segurança acabam se sentindo invisíveis — mesmo acompanhadas.

Estudos da Journal of Social and Personal Relationships indicam que a solidão percebida dentro de relacionamentos é mais prejudicial à saúde mental do que estar solteiro.

Para Josie Conti, “a solidão mais dolorosa não é a de quem está sozinho, mas a de quem se sente só ao lado de alguém. Isso costuma reativar memórias emocionais antigas de abandono”.

📚 Referência científica:

Hawkley, L. C., & Cacioppo, J. T. (2010). Loneliness matters: a theoretical and empirical review of consequences and mechanisms. Annals of Behavioral Medicine, 40(2), 218–227. https://doi.org/10.1007/s12160-010-9210-8


3. A solidão frequentemente é um sintoma de traumas não elaborados

Pesquisas em psicologia do trauma apontam que pessoas que viveram rejeição, bullying, abandono emocional ou negligência afetiva na infância tendem a desenvolver um padrão interno de isolamento — mesmo desejando conexão.

Esses indivíduos até se aproximam, mas inconscientemente se afastam quando o vínculo começa a ficar mais profundo.

A psicóloga Josie Conti observa que “o trauma ensina o cérebro que se conectar é perigoso. A solidão, nesses casos, não é escolha — é um mecanismo de proteção”.

📚 Referência científica:
Van der Kolk, B. (2014). The Body Keeps the Score. Penguin Books.


4. Redes sociais podem aumentar — e não diminuir — a sensação de solidão

Apesar da promessa de conexão, estudos da American Journal of Preventive Medicine mostram que o uso excessivo de redes sociais está associado ao aumento da solidão percebida, especialmente quando há comparação social constante.

Curtidas não substituem vínculo. Conversas superficiais não geram pertencimento.

Segundo Josie Conti, “o excesso de estímulo social sem profundidade emocional cria uma falsa sensação de proximidade, mas reforça o sentimento de desconexão interna”.


5. A solidão afeta o corpo, o sono e o sistema imunológico

A solidão crônica está associada a níveis mais altos de cortisol (hormônio do estresse), pior qualidade do sono e inflamação sistêmica. Um estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences aponta que pessoas solitárias adoecem mais e se recuperam mais lentamente.

Ou seja: solidão não é apenas emocional — ela é física.


6. Muitas pessoas confundem independência com isolamento emocional

Ser independente emocionalmente não significa não precisar de ninguém. Pelo contrário: a verdadeira saúde emocional envolve capacidade de se vincular sem se anular.

De acordo com Josie Conti, “muitos adultos aprenderam a sobreviver sozinhos, mas nunca aprenderam a se conectar com segurança. Isso não é força, é adaptação”.


7. A solidão pode ser tratada — mas não com frases prontas ou força de vontade

A psicoterapia, especialmente abordagens focadas em trauma como o EMDR, tem mostrado excelentes resultados no tratamento da solidão ligada a experiências traumáticas.

Ao acessar e ressignificar memórias emocionais antigas, o cérebro aprende que o vínculo pode ser seguro — e a sensação de isolamento começa a diminuir de dentro para fora.

📚 Referência científica:
Shapiro, F. (2018). Eye Movement Desensitization and Reprocessing (EMDR) Therapy. Guilford Press.


Quando procurar ajuda psicológica?

Se a solidão:

  • persiste mesmo com vida social ativa

  • vem acompanhada de ansiedade, tristeza ou vazio constante

  • interfere nos relacionamentos

  • gera sensação de não pertencimento

…ela merece atenção profissional.

A psicóloga Josie Conti atua no atendimento de adultos que sofrem com solidão emocional, traumas relacionais e dificuldades de vínculo.

___________________________________________________________________

📌 Agendamento e informações

Para saber mais sobre o funcionamento da psicoterapia online e verificar disponibilidade, entre em contato e agende uma CONVERSA INICIAL COM A PSICÓLOGA JOSIE CONTI

 

Você provavelmente não sabia: famosos que convivem com doenças incuráveis todos os dias

Você provavelmente não sabia: famosos que convivem com doenças incuráveis todos os dias

Quando uma celebridade fala abertamente sobre diagnóstico, ela acaba colocando luz em um assunto que muita gente vive em silêncio: doenças crônicas, que podem durar anos e, em vários casos, não têm cura conhecida — mas têm acompanhamento, controle de sintomas e fases melhores e piores.

A seguir, nomes que já relataram publicamente conviver com condições desse tipo — algumas mais “visíveis”, outras bem discretas, mas igualmente exigentes no dia a dia.

Claudia Rodrigues — esclerose múltipla

contioutra.com - Você provavelmente não sabia: famosos que convivem com doenças incuráveis todos os dias

A atriz e comediante, conhecida por trabalhos na TV, contou que convive com esclerose múltipla há anos e que a condição impactou diretamente sua rotina e carreira. A esclerose múltipla é uma doença do sistema nervoso central sem cura, com tratamentos voltados a reduzir surtos e retardar a progressão.

Cleo — tireoidite de Hashimoto

contioutra.com - Você provavelmente não sabia: famosos que convivem com doenças incuráveis todos os dias

Cleo já falou sobre o diagnóstico de Hashimoto, uma doença autoimune ligada à tireoide. Em geral, o quadro é controlado com reposição hormonal e acompanhamento contínuo, o que costuma ser um cuidado de longo prazo.

Leia tambémEssas celebridades enfrentaram o vício longe dos holofotes — e a lista vai te surpreender

Lexa — tireoidite de Hashimoto

contioutra.com - Você provavelmente não sabia: famosos que convivem com doenças incuráveis todos os dias

A cantora também revelou ter Hashimoto e comentou o impacto emocional de receber um diagnóstico autoimune. A condição pode provocar sintomas como cansaço e alterações no funcionamento da tireoide, exigindo monitoramento e tratamento contínuos.

Evaristo Costa — doença de Crohn

contioutra.com - Você provavelmente não sabia: famosos que convivem com doenças incuráveis todos os dias

O jornalista já relatou conviver com a doença de Crohn, que é inflamatória e afeta o trato gastrointestinal. Não existe cura conhecida, mas há terapias que ajudam a reduzir sintomas e podem levar a longos períodos de remissão em algumas pessoas.

José Loreto — diabetes tipo 1

contioutra.com - Você provavelmente não sabia: famosos que convivem com doenças incuráveis todos os dias

O ator disse que vive com diabetes tipo 1 desde a adolescência. É uma condição crônica sem cura, que exige controle diário — geralmente com insulina, monitoramento e rotina bem ajustada.

Kelly Key — psoríase

contioutra.com - Você provavelmente não sabia: famosos que convivem com doenças incuráveis todos os dias

A cantora já comentou sobre psoríase, uma condição inflamatória crônica da pele. Não há cura, mas existem tratamentos para controlar as crises e melhorar as lesões, variando conforme a gravidade e a resposta de cada pessoa.

Renata Capucci — Parkinson

contioutra.com - Você provavelmente não sabia: famosos que convivem com doenças incuráveis todos os dias

A jornalista revelou o diagnóstico de Parkinson e falou sobre as incertezas de evolução que costumam acompanhar esse tipo de condição. A doença não tem cura; os tratamentos buscam reduzir sintomas e manter qualidade de vida pelo maior tempo possível.

Priscila Fantin — paniculite mesentérica

contioutra.com - Você provavelmente não sabia: famosos que convivem com doenças incuráveis todos os dias

A atriz contou que descobriu paniculite mesentérica durante um período intenso de trabalho e que precisou adaptar cuidados para lidar com inflamações. A paniculite mesentérica é rara e envolve inflamação crônica do mesentério (tecido do abdômen), com manejo que depende dos sintomas.

Daniela Valente — fibromialgia

contioutra.com - Você provavelmente não sabia: famosos que convivem com doenças incuráveis todos os dias

A atriz e autora relatou dores constantes e exaustão até chegar ao diagnóstico de fibromialgia. É uma condição crônica sem cura, geralmente tratada com estratégias combinadas (medicação, atividade física orientada, terapia e manejo de estresse, por exemplo).

Ana Clara — psoríase

contioutra.com - Você provavelmente não sabia: famosos que convivem com doenças incuráveis todos os dias

A apresentadora também já falou sobre psoríase e como as crises podem mexer com bem-estar e autoestima, especialmente quando as lesões “descompensam”. Assim como em outros casos, o controle costuma envolver acompanhamento médico e tratamentos que variam de fase para fase.

Leia tambémCelebridades atemporais. Confira esse álbum com 84 imagens incríveis!

Compartilhe o post com seus amigos! 😉

Essas celebridades enfrentaram o vício longe dos holofotes — e a lista vai te surpreender

Essas celebridades enfrentaram o vício longe dos holofotes — e a lista vai te surpreender

Existe um detalhe que quase sempre fica fora das manchetes: muita gente famosa só conseguiu manter a carreira (e a própria vida em ordem) depois de encarar o vício de frente — às vezes em silêncio por anos, às vezes falando publicamente quando já estava em recuperação.

Abaixo, algumas histórias que surpreendem justamente por não estarem “coladas” na imagem que o público tem dessas pessoas.

Jamie Lee Curtis

contioutra.com - Essas celebridades enfrentaram o vício longe dos holofotes — e a lista vai te surpreender

A atriz revelou que viveu uma dependência “secreta” de opioides por cerca de uma década e que a sobriedade virou um marco pessoal — ela já falou sobre estar sóbria desde 1999.

Bradley Cooper

contioutra.com - Essas celebridades enfrentaram o vício longe dos holofotes — e a lista vai te surpreender

Antes de virar sinônimo de “queridinho de Hollywood”, ele já tinha decidido parar com álcool e drogas. Cooper contou que ficou sóbrio aos 29 anos e, anos depois, seguiu falando abertamente sobre como essa decisão mudou tudo.

Leia tambémA obsessão pelo estilo de vida das celebridades

Daniel Radcliffe

contioutra.com - Essas celebridades enfrentaram o vício longe dos holofotes — e a lista vai te surpreender

O eterno Harry Potter admitiu que seu consumo de álcool saiu do controle e que parou de beber em 2010. Em entrevistas, ele contou que chegou a perder a noção do que fazia quando bebia — e que precisou “acordar” para a situação.

Dax Shepard

contioutra.com - Essas celebridades enfrentaram o vício longe dos holofotes — e a lista vai te surpreender

O ator e apresentador transformou a própria vulnerabilidade em pauta: ele relatou que teve uma recaída após muitos anos sóbrio e falou disso publicamente no contexto do podcast “Armchair Expert”.

Samuel L. Jackson

contioutra.com - Essas celebridades enfrentaram o vício longe dos holofotes — e a lista vai te surpreender

O “cara durão” da tela também teve uma fase bem diferente da imagem pública atual. Perfis e entrevistas relembram que ele passou por reabilitação no início dos anos 1990, depois que a situação chegou ao limite dentro de casa.

Elton John

contioutra.com - Essas celebridades enfrentaram o vício longe dos holofotes — e a lista vai te surpreender

Um dos casos mais emblemáticos: ele já marcou publicamente o aniversário de sobriedade e, em 2025, celebrou 35 anos sóbrio (o que coloca o início dessa fase em 1990).

Robert Downey Jr.

contioutra.com - Essas celebridades enfrentaram o vício longe dos holofotes — e a lista vai te surpreender

Muita gente associa a “virada” do ator ao Homem de Ferro, mas a reconstrução veio antes: perfis de imprensa sobre o retorno dele tratam a recuperação como ponto-chave para a volta por cima no cinema.

Drew Barrymore

contioutra.com - Essas celebridades enfrentaram o vício longe dos holofotes — e a lista vai te surpreender

A atriz e apresentadora contou que parou de beber em 2019 e, em entrevistas recentes, voltou ao tema como uma conquista pessoal importante.

Eminem

contioutra.com - Essas celebridades enfrentaram o vício longe dos holofotes — e a lista vai te surpreender

O rapper costuma mostrar o “chip” de sobriedade nas redes em datas simbólicas. Em 2024, ele celebrou 16 anos sóbrio, reforçando que a recuperação virou parte central da vida dele.

Demi Lovato

contioutra.com - Essas celebridades enfrentaram o vício longe dos holofotes — e a lista vai te surpreender

Lovato colocou o assunto às claras em produções próprias e entrevistas, falando de recaída, pressão e escolhas de recuperação. É um dos relatos mais comentados dos últimos anos justamente por não “maquiar” o tema.

Leia tambémOs segredos chocantes das celebridades de Hollywood

Fonte: Vanity Fair

Compartilhe o post com seus amigos! 😉

Por que essa vitamina ganhou o apelido de ‘ouro da juventude’ — e o que ela pode fazer com sua pele

Por que essa vitamina ganhou o apelido de ‘ouro da juventude’ — e o que ela pode fazer com sua pele

A vitamina E ganhou fama de “ouro da juventude” por um motivo bem direto: ela age como antioxidante e ajuda a reduzir o estrago causado pelos radicais livres — aquelas moléculas instáveis que aceleram o desgaste natural do organismo.

Por ser lipossolúvel (ou seja, “anda” junto com as gorduras), ela costuma ficar “de plantão” em áreas ricas em lipídios, como membranas das células e partículas de gordura que circulam no sangue.

No rótulo, você pode ver o nome técnico mais comum: alfa-tocoferol. E, apesar de muita gente associar a vitamina E só a cosméticos, ela também aparece em discussões médicas sobre proteção celular e processos inflamatórios ligados ao envelhecimento.

contioutra.com - Por que essa vitamina ganhou o apelido de ‘ouro da juventude’ — e o que ela pode fazer com sua pele

Leia tambémAos 59 anos, Paula Toller revela seus segredos da eterna juventude

Uma revisão publicada na Ageing Research Reviews descreve a vitamina E como um dos antioxidantes lipossolúveis mais potentes quando o assunto é envelhecimento e doenças degenerativas ligadas à idade.

Quando o tema vira coração e circulação, entra um ponto específico: a oxidação do LDL (o famoso “colesterol ruim”).

Há pesquisas que relacionam a vitamina E à redução dessa oxidação — um mecanismo que pode ter ligação com aterosclerose, embora os resultados em prevenção “na vida real” não sejam uniformes em todos os estudos.

contioutra.com - Por que essa vitamina ganhou o apelido de ‘ouro da juventude’ — e o que ela pode fazer com sua pele

Em revisões e discussões clínicas, ela aparece tanto pelo papel antioxidante quanto por possíveis efeitos adicionais no processo inflamatório da parede arterial.

Na pele, a conversa costuma ir para dois lados: proteção contra estresse oxidativo (que influencia textura, viço e sinais de envelhecimento) e suporte indireto à circulação/saúde vascular, já que a vitamina E circula com lipoproteínas e participa de reações que envolvem gorduras e membranas celulares.

O que dá pra dizer com segurança é que ela faz parte do “kit” que o corpo usa para segurar danos oxidativos — e isso tem reflexo visível em tecidos que vivem expostos, como a pele.

contioutra.com - Por que essa vitamina ganhou o apelido de ‘ouro da juventude’ — e o que ela pode fazer com sua pele

O melhor caminho para conseguir vitamina E costuma ser o mais simples: comida. Óleos vegetais (como canola e oliva), sementes, castanhas e nozes são fontes clássicas; folhas verdes, laticínios, carnes e cereais fortificados também entram na lista. Para adultos, a Mayo Clinic cita 15 mg/dia como recomendação diária.

Deficiência de vitamina E é bem incomum, mas pode acontecer em situações específicas, principalmente quando há dificuldade de absorver gordura.

Quando falta de verdade, pode aparecer dor/alterações nos nervos (neuropatia) e danos na retina (retinopatia), com risco de prejuízo visual.

contioutra.com - Por que essa vitamina ganhou o apelido de ‘ouro da juventude’ — e o que ela pode fazer com sua pele

Já a parte que merece cautela é a suplementação por conta própria.

Em forma de suplemento, doses altas podem aumentar risco de sangramento e até de AVC hemorrágico; por isso, o limite máximo tolerável para adultos citado pelo NIH (Office of Dietary Supplements) é de 1.000 mg/dia para suplementos, e o órgão também chama atenção para interações com remédios anticoagulantes/antiagregantes (como varfarina).

Se a pessoa usa “afinadores do sangue” ou já tem risco aumentado de sangramento, é o tipo de vitamina que pede conversa com médico antes de virar cápsula diária.

Leia também5 filmes que renovam nossas esperanças com relação ao futuro, ao envelhecimento e ao amor

Fonte: O Globo

Compartilhe o post com seus amigos! 😉

Esse dorama da Netflix começou tímido… e terminou sendo o mais provocante que a plataforma já lançou

Esse dorama da Netflix começou tímido… e terminou sendo o mais provocante que a plataforma já lançou

Tem filme que tenta “explicar” desejo como se fosse um relatório — e aí perde a graça. Amor com Fetiche (Love and Leashes), disponível na Netflix, vai por outro caminho: ele presta atenção no que acontece quando a vida adulta exige pose o tempo todo, e uma curiosidade bem específica aparece no meio do expediente.

O resultado é uma comédia romântica coreana de 118 minutos que usa desconforto, cuidado e conversa como motor da história.

A situação começa com um erro bobo, daqueles que a gente sabe que vai dar ruim: uma encomenda vai parar na mesa errada.

contioutra.com - Esse dorama da Netflix começou tímido… e terminou sendo o mais provocante que a plataforma já lançou

Leia tambémEsses 7 doramas são melhores que muita série famosa e você provavelmente nunca ouviu falar

Em vez de transformar isso em “escândalo”, o roteiro usa o momento como gatilho para algo mais interessante — dois colegas que passam a negociar, com clareza, limites e expectativas, num tipo de relação que depende muito mais de confiança do que de impulso.

A própria Netflix define o filme como uma relação contratual entre colegas, dentro de uma dinâmica consensual.

O que chama atenção aqui é o tom: o longa não trata o fetiche como extravagância de vitrine, nem como “segredo proibido” feito só pra chocar.

contioutra.com - Esse dorama da Netflix começou tímido… e terminou sendo o mais provocante que a plataforma já lançou

Ele vira uma espécie de idioma privado entre duas pessoas que, fora dali, são obrigadas a parecer impecáveis. E isso conversa direto com o cenário escolhido: o escritório, onde todo mundo aprende a calibrar sorriso, postura e opinião pra não virar alvo.

Quando alguma coisa foge do padrão, o risco não é “o desejo em si” — é virar assunto na roda de comentário, na piadinha atravessada, no julgamento disfarçado de preocupação.

A química do casal também não nasce de clima pronto. Ji-woo e Ji-hoo se aproximam no ritmo do combinado: tem conversa antes, tem regra, tem tentativa, tem correção de rota.

Esse cuidado muda o peso do filme inteiro, porque desloca o foco de “quem manda” para “quem escuta”.

contioutra.com - Esse dorama da Netflix começou tímido… e terminou sendo o mais provocante que a plataforma já lançou

E aí a graça aparece no atrito humano: a trapalhada de lidar com o que não se encaixa no comportamento “adequado”, o nervosismo de parecer normal quando você está, por dentro, um caos bem educado.

O elenco segura bem essa ambiguidade. Seohyun faz uma protagonista que não vira caricatura “libertadora” nem ingênua: ela é competente, curiosa, e também cheia de receios quando percebe onde está se metendo.

Lee Jun-young entrega um personagem que, por fora, tenta ser exemplar — e, por dentro, carrega vergonha acumulada de experiências passadas.

Os dois funcionam porque o filme deixa claro que ninguém ali está “resolvido”; estão tentando, meio sem manual, e isso soa bem mais adulto.

contioutra.com - Esse dorama da Netflix começou tímido… e terminou sendo o mais provocante que a plataforma já lançou

Outro ponto esperto: a história tem humor, mas não ri do fetiche como piada pronta. O riso vem do teatro social — o esforço de manter reputação, o pânico de ser descoberto, a hipocrisia silenciosa de um ambiente onde todo mundo finge neutralidade enquanto mede o colega pela régua do “aceitável”.

E, conforme a relação avança, o filme vai deixando mais nítido que o centro não é a curiosidade inicial, e sim o que acontece quando a intimidade começa a atravessar a armadura do dia a dia.

Pra completar, Amor com Fetiche é adaptação do webtoon Moral Sense (que também é o título coreano do filme), e mantém essa pegada de romance com comentário social: leve na superfície, atento nas entrelinhas — especialmente quando toca no medo de exposição e no preço de sustentar uma imagem impecável o tempo inteiro.

Leia tambémEsse dorama acabou de estrear na Netflix e já está virando o favorito de quem ama drama japonês!

Compartilhe o post com seus amigos! 😉

Série turca alcança o 1º lugar na Netflix com Can Yaman como o lendário ‘Tigre da Malásia’

Série turca alcança o 1º lugar na Netflix com Can Yaman como o lendário ‘Tigre da Malásia’

Quem abriu a Netflix nos últimos dias provavelmente esbarrou em “Sandokan” aparecendo com força entre os títulos mais comentados.

A série, estrelada por Can Yaman, ganhou tração recente no catálogo e virou aposta certeira pra quem curte trama de ação com cara de superprodução.

Desta vez, a história chega em uma versão repaginada a partir dos romances clássicos do escritor italiano Emilio Salgari.

contioutra.com - Série turca alcança o 1º lugar na Netflix com Can Yaman como o lendário 'Tigre da Malásia'

Leia tambémNova série turca da Netflix está fazendo adultos chorarem e maratonarem sem parar

E a ideia aqui não é “copiar e colar” o material antigo, e sim atualizar o ritmo e o jeito de contar a trajetória do pirata que ficou conhecido como o “Tigre da Malásia”.

No enredo, a narrativa volta ao Sudeste Asiático do século XIX e coloca Sandokan no centro de um conflito bem direto: ele enfrenta o avanço do domínio colonial britânico, enquanto tenta manter sua liderança e sobreviver ao jogo de interesses ao redor.

O resultado mistura sequências de combate, disputas de poder e tensão política sem perder a pegada de aventura.

contioutra.com - Série turca alcança o 1º lugar na Netflix com Can Yaman como o lendário 'Tigre da Malásia'

Nos bastidores, a produção é assinada pela Lux Vide, em parceria com a Rai Fiction, duas marcas que costumam apostar alto em projetos de apelo popular e visual caprichado.

E, com Can Yaman no papel principal, a série também chama atenção pelo peso de elenco e pelo carisma do protagonista — o tipo de combinação que ajuda a explicar por que “Sandokan” entrou no radar tão rápido.

Leia tambémA série de apenas 6 episódios que explodiu na Netflix e já domina o ranking em 79 países

Compartilhe o post com seus amigos! 😉

“Tenho prints e fotos”: amiga de jovem perdido no Pico Paraná ameaça expor o que ficou fora da TV

“Tenho prints e fotos”: amiga de jovem perdido no Pico Paraná ameaça expor o que ficou fora da TV

O caso do jovem Roberto, que passou quase cinco dias perdido na mata depois de uma trilha no Pico Paraná, voltou a esquentar — agora com troca de farpas em público, recados diretos nas redes sociais e um impasse que ainda não terminou na esfera jurídica.

Nos últimos dias, Roberto apareceu em entrevistas falando sobre o momento em que se separou da amiga, Thayane Smith, durante a descida.

Ele deixou claro que, na avaliação dele, ela não deveria ter seguido com outro grupo enquanto ele passava mal e ficou para trás.

contioutra.com - “Tenho prints e fotos”: amiga de jovem perdido no Pico Paraná ameaça expor o que ficou fora da TV

Leia tambémFamília revela vídeo de jovem chegando a fazenda após se perder em montanha a 2 mil metros de altitude no Paraná

A resposta de Thayane veio no Instagram, em sequência de stories, com um tom bem mais combativo. Ela disse que pretende apresentar a própria versão e insinuou que existe material que, segundo ela, não chegou ao público.

Em uma das respostas a seguidores, afirmou que não quer ser lembrada como alguém que ficou calada — e avisou que está disposta a falar.

Thayane também mencionou que precisaria ir à delegacia antes de começar a publicar vídeos. Ela contou que quer gravar reels por partes, alegando que o que aconteceu é longo e que pretende explicar “desde o começo”, numa espécie de cronologia.

Em outra interação, ao ser pressionada para dizer logo o que aconteceu no dia da trilha, Thayane insistiu que vai detalhar o que, nas palavras dela, Roberto teria omitido.

contioutra.com - “Tenho prints e fotos”: amiga de jovem perdido no Pico Paraná ameaça expor o que ficou fora da TV

Foi aí que ela soltou uma das frases que mais repercutiu: disse ter “prints, fotos de coisinhas” e “provas” guardadas, sugerindo que houve coisa deixada de fora quando o caso apareceu na mídia.

Ela ainda acusou Roberto de contar uma versão “fantasiosa” e de se vitimizar, além de afirmar que teve conteúdo “cortado” na televisão. Em mensagens, reclamou que estaria se segurando para não prejudicá-lo, mas que, do jeito que a situação tomou, ela passou a se sentir atacada.

Enquanto essa disputa corre solta na internet, o caso segue com divergência entre as autoridades. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) avaliou o episódio e apontou omissão de socorro por parte de Thayane.

A proposta inclui que ela responda no Juizado Especial Criminal, com possibilidade de transação penal: indenização de cerca de R$ 4.863 a Roberto, pagamento aproximado de R$ 8.105 ao Corpo de Bombeiros de Campina Grande do Sul (que coordenou as buscas) e prestação de serviços comunitários por três meses junto aos bombeiros.

A Polícia Civil do Paraná, por outro lado, encerrou o inquérito com entendimento diferente: concluiu que não houve crime e recomendou o arquivamento por falta de indícios penais suficientes. Esse desencontro entre MP e Polícia é o que mantém a história “em aberto” no lado jurídico.

contioutra.com - “Tenho prints e fotos”: amiga de jovem perdido no Pico Paraná ameaça expor o que ficou fora da TV

O episódio começou na virada do ano. Roberto e Thayane subiram o Pico Paraná em 31 de dezembro, com a ideia de ver o nascer do sol. Na descida, em 1º de janeiro, eles se separaram.

Sem sinal de celular e já debilitado, Roberto acabou entrando em rota errada e ficou dias andando pela mata até alcançar uma área rural próxima a Antonina, onde conseguiu pedir ajuda.

As buscas mobilizaram bombeiros e voluntários. Roberto foi encontrado com vida após quase cinco dias, com desidratação leve e escoriações, passou por atendimento hospitalar e recebeu alta.

Agora, além do que pode acontecer no processo, a briga também virou disputa pública de versões — e Thayane garante que ainda tem coisa para mostrar.

Leia tambémRevelado quanto jovem abandonado pela amiga em montanha ganhou para ser protagonista de campanha do Burger King

Compartilhe o post com seus amigos! 😉

Médico aponta objeto que custa menos de R$ 2, previne infarto e AVC (e quase ninguém infelizmente leva a sério)

Médico aponta objeto que custa menos de R$ 2, previne infarto e AVC (e quase ninguém infelizmente leva a sério)

Tem coisa que a gente compra no caixa do mercado sem nem pensar — e que, quando você olha com mais carinho, parece “pequena” só no preço.

O fio dental é um desses casos. Nos últimos meses, ele virou assunto fora do consultório do dentista por um motivo bem direto: um estudo com acompanhamento longo encontrou uma ligação entre o hábito de usar fio dental e menor risco de AVC e de um tipo comum de arritmia (fibrilação atrial), que também aumenta o risco de derrame.

O gatilho dessa conversa foi um trabalho apresentado na International Stroke Conference 2025, encontro da American Stroke Association. A análise acompanhou 6.278 pessoas por 25 anos e comparou quem dizia usar fio dental com quem não usava.

contioutra.com - Médico aponta objeto que custa menos de R$ 2, previne infarto e AVC (e quase ninguém infelizmente leva a sério)

Leia tambémDengue, dor de cabeça e até remédio: Exame nacional mostra futuros médicos errando o básico — veja as questões

Resultado: quem relatou o uso teve menor risco de AVC isquêmico, menor risco de AVC cardioembólico (quando o coágulo sai do coração e vai parar no cérebro) e menor risco de fibrilação atrial.

Os números que mais chamaram atenção (e que circularam bastante nas repercussões) foram estes: em comparação com quem não usava fio, o grupo que usava apresentou 22% menos risco de AVC isquêmico, 44% menos risco de AVC cardioembólico e 12% menos risco de fibrilação atrial.

No conjunto analisado, a fibrilação atrial apareceu em cerca de 20% dos participantes ao longo do acompanhamento, e também foram registrados 434 AVCs.

O detalhe mais interessante (e que explica por que isso saiu do “óbvio” sobre higiene bucal) é que o efeito não pareceu depender de outros hábitos do dia a dia, como escovação e visitas ao dentista.

Em outras palavras: o fio dental apareceu como um marcador específico, e não só como “sinal” de quem é mais cuidadoso com tudo.

Isso reforça uma hipótese que cardiologistas e pesquisadores vêm discutindo há tempo: inflamação na boca, especialmente na gengiva, pode “respingar” no resto do corpo — incluindo vasos sanguíneos e o coração.

contioutra.com - Médico aponta objeto que custa menos de R$ 2, previne infarto e AVC (e quase ninguém infelizmente leva a sério)

Mas aqui vale o freio de mão que muita manchete atropela: esse tipo de estudo mostra associação, não prova de causa.

Ele foi apresentado como pesquisa preliminar em congresso (ou seja, ainda pode passar por ajustes e revisão científica mais completa). Além disso, o uso de fio dental foi autorreferido (as pessoas responderam sobre o próprio hábito), o que sempre abre margem para erro.

Ainda assim, dá para entender por que a notícia “pegou”: se um hábito de 30 segundos ajuda a reduzir inflamação na gengiva e a carga de bactérias que ficam entre os dentes, isso pode diminuir episódios de sangramento e irritação crônica — e inflamação crônica é uma peça que aparece em várias doenças cardiovasculares.

É o tipo de medida com custo baixo e risco baixo, desde que feita do jeito certo e sem machucar a gengiva.

Na prática, o fio dental “baratinho” (às vezes encontrado por menos de R$ 2 em promoções) vira uma escolha inteligente por dois motivos ao mesmo tempo: melhora a saúde bucal de forma concreta e, de quebra, pode estar conectado a desfechos mais sérios, como AVC e arritmias — pelo menos é o que os dados desse acompanhamento sugerem.

contioutra.com - Médico aponta objeto que custa menos de R$ 2, previne infarto e AVC (e quase ninguém infelizmente leva a sério)

Se você quer transformar isso em hábito sem sofrer:

  • Comece pequeno: 1 vez ao dia já é ótimo; se você nunca usou, comece em dias alternados até pegar o jeito.
  • Sem “serrote”: o fio entra e sai com cuidado, abraçando o dente e descendo suavemente até a linha da gengiva.
  • Sangrou? Nos primeiros dias pode acontecer, mas sangramento persistente é sinal de que vale checar com um dentista.

E o aviso mais importante, especialmente para quem já tem pressão alta, colesterol alto, diabetes, histórico familiar ou já teve evento cardiovascular: fio dental é um plus na rotina — ele não substitui acompanhamento médico, remédios, atividade física e alimentação ajustada quando isso já foi indicado.

Clique aqui para assistir o vídeo (Instagram).

Leia tambémMédico brasileiro explica porquê Robbie Williams está ficando cego por uso de Mounjaro e faz alerta

Fonte: Heart.org

Compartilhe o post com seus amigos! 😉

Fevereiro vem com chuva fora de hora, temporais fortes e calor extremo: veja o que esperar na sua região

Fevereiro vem com chuva fora de hora, temporais fortes e calor extremo: veja o que esperar na sua região

Fevereiro costuma ser o mês em que o Brasil “mostra as duas caras” do verão com mais frequência: tem dia de pancada rápida que vira tempestade em minutos — e tem sequência de calor forte com chuva falhando bem onde deveria aparecer.

Isso acontece porque, além da umidade típica da estação, entram em cena alguns “freios e aceleradores” do tempo, como bloqueios atmosféricos (que seguram a chuva e aumentam a sensação de abafamento) e a atuação de corredores de umidade que, quando encaixam, despejam volumes altos em poucas áreas.

Foi assim, por exemplo, em fevereiro de 2025: bloqueios reduziram a chuva em parte do Sul/Sudeste e ajudaram a elevar as temperaturas, enquanto Norte e Nordeste tiveram episódios de acumulados muito altos em várias capitais.

contioutra.com - Fevereiro vem com chuva fora de hora, temporais fortes e calor extremo: veja o que esperar na sua região

Leia tambémCaso grave: Brasileira é internada após usar caneta emagrecedora e descobre doença autoimune rara

Para fevereiro de 2026, as leituras mais recentes apontam um cenário com distribuição bem desigual das precipitações: a Rural Clima projeta os maiores volumes concentrados na faixa central do Brasil ao longo do mês.

E, com a La Niña perdendo força, cresce a chance de mudanças rápidas de padrão entre as regiões — com temporais localizados, períodos de calor acima do normal e “buracos” de chuva em áreas específicas, algo que a Climatempo já vinha destacando para janeiro e fevereiro dentro do padrão do verão 2025/2026.

O que esperar em fevereiro, região por região

Norte

Fevereiro costuma ser um mês de muita água em várias áreas da região, mas com contrastes importantes.

Em anos recentes, capitais do Norte apareceram entre os maiores acumulados do mês, enquanto Boa Vista (RR) costuma ter fevereiro mais seco dentro da climatologia local.

Na prática: espere pancadas fortes e trovoadas em muitos pontos, com risco de temporais em áreas onde a umidade fica mais organizada — e, ao mesmo tempo, locais com variação grande de chuva de um município para outro, algo que a Climatempo associa ao padrão de irregularidade espacial típico quando a circulação de verão favorece esse tipo de comportamento.

Nordeste

A faixa norte do Nordeste é a que mais “responde” quando a umidade se concentra, e isso pode inflar os acumulados do mês: Fortaleza, por exemplo, teve fevereiro com chuva muito acima da média em 2025, segundo a Climatempo (com dados do Inmet).

Para fevereiro, o que costuma importar aqui é a regularidade: quando a chuva entra em sequência, o volume sobe rápido; quando falha, o calor ganha espaço. Vale ficar atento a alertas de curto prazo (72h–7 dias), porque é aí que aparecem as janelas de temporais mais fortes.

contioutra.com - Fevereiro vem com chuva fora de hora, temporais fortes e calor extremo: veja o que esperar na sua região

Centro-Oeste

Aqui é onde fevereiro tende a ser “o mês das pancadas”: chuva que cai com força, abre sol, e mais tarde pode repetir — só que nem sempre no mesmo lugar.

A Rural Clima aponta que os maiores volumes de fevereiro devem ficar concentrados na faixa central do país. E o Inmet (em análise citada por especialistas) vem indicando neutralidade climática no início de 2026, com o enfraquecimento da La Niña, o que costuma aumentar a diferença de chuva entre áreas próximas.

Resultado esperado: temporais pontuais (com vento e raios) e intervalos de calor forte, especialmente quando a nebulosidade diminui.

Sudeste

Se tem uma palavra que combina com fevereiro no Sudeste, é “oscilação”. Em 2025, a própria Climatempo destacou que bloqueios ajudaram a reduzir precipitações em alguns pontos e elevaram o calor — e isso pode se repetir em ondas curtas, dependendo do posicionamento de sistemas de alta pressão.

Para 2026, a Climatempo aponta que a irregularidade das precipitações tende a ser mais notada em janeiro e fevereiro dentro do padrão do verão 25/26, com temporais acontecendo, mas sem “garantia” de que a chuva vai pegar de jeito toda semana no mesmo município.

Na rotina, isso significa: parte do mês com tempestades de fim de tarde (alagamentos rápidos em áreas urbanas) e parte com calor persistente, principalmente quando o bloqueio ganha força.

contioutra.com - Fevereiro vem com chuva fora de hora, temporais fortes e calor extremo: veja o que esperar na sua região

Sul

Aqui, fevereiro pode mudar bastante de uma semana para outra. A Rural Clima cita que a La Niña deve perder força a partir de fevereiro, o que tende a favorecer maior regularidade de chuva na região — com destaque para o Rio Grande do Sul.

Ao mesmo tempo, especialistas lembram que o primeiro trimestre de 2026 pode ter momentos de chuva intensa no Sul, elevando umidade e risco de problemas ligados ao excesso de água em alguns períodos.

Em linguagem direta: dá para ter sequência de temporais e, logo depois, dias mais firmes — então acompanhar atualização semanal faz diferença.

Por que fevereiro “desorganiza” tanto a chuva?

Dois pontos ajudam a entender:

Mudança de influência no Pacífico: com a La Niña enfraquecendo até fevereiro, as decisões do tempo ficam mais nas mãos de sistemas regionais, o que aumenta a variação entre estados (e até entre cidades vizinhas).

Alta pressão e chuva irregular: a Climatempo explica que, no verão 25/26, a atuação mais frequente do ASAS tende a reduzir a formação de áreas amplas e persistentes de instabilidade, favorecendo pancadas “mal distribuídas” em janeiro e fevereiro.

Como acompanhar “o seu” fevereiro sem cair em susto

  1. Olhe o alerta de curto prazo (24h–72h) para temporais: é onde aparecem os avisos de chuva forte, vento e descargas elétricas.
  2. Confirme a tendência da semana (não só do dia): em meses de chuva irregular, o risco é achar que “virou o tempo” só porque choveu numa tarde.
  3. Use fonte oficial/consistente: boletins do Inmet e previsões atualizadas de empresas de meteorologia ajudam a ajustar planos de trabalho, viagem e eventos ao ar livre.

Leia também[VIDEO] Repórter cobre acidente sem saber que a vítima fatal era seu amigo — até entrar ao vivo

Fonte: Climatempo

Compartilhe o post com seus amigos! 😉

Dengue, dor de cabeça e até remédio: Exame nacional mostra futuros médicos errando o básico — veja as questões

Dengue, dor de cabeça e até remédio: Exame nacional mostra futuros médicos errando o básico — veja as questões

Um exame aplicado a formandos de Medicina acendeu um alerta difícil de ignorar: mais de 30% dos cursos avaliados tiveram desempenho considerado insuficiente e, no meio do caminho, apareceram tropeços em temas bem comuns do consultório e da emergência — de conduta diante de suspeita de dengue a investigação de dor de cabeça persistente e até prescrição de remédios.

A prova é o Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), feito para verificar se estudantes do último ano estão saindo da faculdade com o mínimo de domínio sobre situações frequentes no atendimento. Nesta edição, foram avaliados 351 cursos e mais de 39 mil alunos participaram.

O recorte que chamou atenção veio do desempenho agregado: segundo dados apresentados na reportagem do Fantástico, mais de 30% das graduações ficaram abaixo do patamar esperado.

E, entre os quase 13 mil estudantes que não atingiram 60% de acertos, os erros se concentraram justamente em perguntas classificadas como “básicas” no relatório do Inep, órgão responsável pela aplicação.

Um exemplo foi uma questão sobre sinais de gravidade em dengue. O enunciado descrevia sintomas que pedem cuidado redobrado — como febre, dores intensas e vômitos persistentes — e perguntava qual conduta médica deveria ser adotada. Mesmo com esse cenário, 66% dos reprovados marcaram a alternativa errada.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Alexandre Telles, avaliou que a falha pode ter consequência direta: liberar alguém para casa com orientação inadequada, quando o quadro pode piorar.

Outra pergunta tratava de dor de cabeça com sinais de alerta. O caso era de uma mulher de 55 anos, sem doenças crônicas conhecidas, com dor bilateral persistente, alteração visual e cansaço.

A resposta esperada era pedir um exame de sangue simples para investigar inflamação em vasos sanguíneos — e, ainda assim, 65% dos reprovados erraram. Para Telles, o problema não é “decorar diagnóstico”, e sim reconhecer risco e saber o que fazer diante dele.

As críticas também vieram de dentro das faculdades. Um estudante ouvido na reportagem relatou frustração com a formação prática e com a falta de acesso a especialistas em temas complexos durante a graduação.

contioutra.com - Dengue, dor de cabeça e até remédio: Exame nacional mostra futuros médicos errando o básico — veja as questões

Leia tambémEstudantes de medicina debocham de jovem que faleceu após 4 transplantes

Victor Miranda, formando na Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), disse que gostaria de ter aulas como AVC com neurologista, mas isso nem sempre acontece. Ele teve nota individual acima da média (8,2), porém o curso recebeu conceito baixo.

Victor apontou ainda um problema recorrente em relatos de alunos: ausência de hospital-escola e estágios em unidades lotadas de estudantes, o que reduz a chance de treinar procedimentos com supervisão adequada.

A Unicid afirmou, em nota, que tem histórico de excelência e que, em avaliação presencial do curso, recebeu nota máxima.

contioutra.com - Dengue, dor de cabeça e até remédio: Exame nacional mostra futuros médicos errando o básico — veja as questões

O Enamed não inclui prova prática, mas cobra conhecimento que, na teoria, deveria estar bem sedimentado em quem já passou por atendimento real — como receituário e escolha de medicamentos.

Uma das questões abordava Parkinson e exigia reconhecer sintomas e indicar os remédios apropriados; 56% erraram os dois medicamentos que deveriam ser oferecidos.

No Rio de Janeiro, um aluno de uma instituição reprovada contou — sem se identificar, por receio de retaliação — que colegas ficaram indignados ao verem uma professora errar prescrição em sala.

Em Angra dos Reis, Leonardo Celestino, representante de turma na Faculdade de Medicina Estácio de Sá (mensalidade perto de R$ 12 mil, segundo ele), afirmou que há professores acumulando várias disciplinas e nem sempre com especialidade no conteúdo, além de falta de investimento para valorizar o corpo docente.

A Estácio de Sá respondeu que o Enamed, sozinho, não reflete toda a qualidade do ensino e que, após avaliação das instalações, o curso recebeu nota 4.

contioutra.com - Dengue, dor de cabeça e até remédio: Exame nacional mostra futuros médicos errando o básico — veja as questões

Do lado do governo, o Ministério da Educação informou que parte das instituições com pior resultado pode sofrer sanções: bloqueio para abrir novas matrículas, redução de vagas e processos administrativos voltados a corrigir problemas pedagógicos e estruturais.

O assunto também chegou ao Conselho Federal de Medicina. O presidente da entidade, José Hiran Gallo, disse que o conselho estuda medidas para impedir que formandos de cursos reprovados atuem profissionalmente e defendeu um exame obrigatório de proficiência para concessão de registro após a formatura — proposta em tramitação no Congresso.

Já o diretor do sindicato que representa universidades privadas, Rodrigo Capelato, contestou a leitura dos números.

Para ele, o Enamed serve como diagnóstico, mas não resume o sistema de avaliação das instituições, que inclui visitas presenciais, análise de estrutura, corpo docente e etapas de autorização e acompanhamento ao longo do curso.

Ele também afirmou considerar exagerada a conclusão de que milhares de estudantes estariam “inaptos” com base em uma prova.

Leia tambémFilha de gari é aprovada em Medicina estudando em casa por dois anos com livros doados

Compartilhe o post com seus amigos! 😉

“Achei que ele estava salvando minha mãe, mas vi o enfermeiro matá-la aos poucos”, diz filha de vítima à polícia

“Achei que ele estava salvando minha mãe, mas vi o enfermeiro matá-la aos poucos”, diz filha de vítima à polícia

A reconstituição feita pela perícia e obtida pelo Fantástico jogou luz sobre o que teria acontecido dentro da UTI do Hospital Anchieta, no Distrito Federal: em poucas horas, dois pacientes passaram por sucessivas paradas cardíacas até não resistirem, e o responsável apontado no laudo é um técnico de enfermagem de 24 anos.

Uma das vítimas é Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos. Ela estava internada por causa de uma constipação e, segundo a perícia, tinha quadro considerado estável.

Mesmo assim, teve quatro paradas cardíacas antes de morrer — e o laudo diz que todas foram provocadas por substâncias aplicadas por Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo.

A filha de Miranilde, Kássia Leão, conta que viu a cena de perto e demorou a entender o que estava acontecendo. “Eu pensando que ele estava salvando a minha mãe, ele estava matando cada vez mais a minha mãe”, disse ela.

contioutra.com - “Achei que ele estava salvando minha mãe, mas vi o enfermeiro matá-la aos poucos”, diz filha de vítima à polícia

Leia tambémDesinfetante na veia: polícia expõe como pacientes morreram dentro da UTI do Hospital Anchieta

Imagens de câmeras do hospital registraram Miranilde consciente e conversando na manhã de 17 de novembro.

Cerca de uma hora depois, de acordo com a perícia, Marcos Vinícius entrou no sistema do hospital usando senha de médicos que não estavam no local para lançar uma prescrição de cloreto de potássio — uma substância controlada que, segundo o laudo, não havia sido indicada para a paciente.

Ele teria buscado o produto na farmácia da UTI e feito a primeira aplicação; logo após, Miranilde sofreu a primeira parada, foi reanimada e sobreviveu.

contioutra.com - “Achei que ele estava salvando minha mãe, mas vi o enfermeiro matá-la aos poucos”, diz filha de vítima à polícia

O médico intensivista Alexandre Amaral, presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira no DF, explicou ao programa por que isso chama atenção: não havia justificativa clínica para o uso do cloreto de potássio no caso dela, e o produto pode desencadear arritmias graves, com risco de o coração parar dependendo da dose e da rapidez da aplicação.

A perícia descreve que, aproximadamente 40 minutos depois, houve uma segunda aplicação do mesmo produto. A paciente entrou em nova parada cardiorrespiratória, foi reanimada novamente e resistiu.

Kássia diz que ela e os irmãos estavam no hospital e acompanharam a sequência de tentativas de reanimação. “Cada reanimação ele aplicava alguma coisa até mesmo na frente dos médicos e ninguém percebia nada”, relatou.

Ainda segundo a reconstituição, Marcos Vinícius voltou ao leito e aplicou outras injeções que antecederam novas paradas.

O laudo também aponta o uso de um desinfetante: após novas aplicações, Miranilde teve outra parada e morreu. Uma familiar, Cátia, resumiu o impacto para quem ficou: “Nossa família ela está destruída”.

No mesmo 17 de novembro, a investigação aponta que João Clemente também recebeu aplicações de cloreto de potássio e, mais tarde, uma injeção de desinfetante. Ele morreu na madrugada do dia seguinte.

contioutra.com - “Achei que ele estava salvando minha mãe, mas vi o enfermeiro matá-la aos poucos”, diz filha de vítima à polícia

A polícia ainda cita um terceiro caso: o carteiro Marcos Raimundo Moreira, internado em 18 de novembro com suspeita de pancreatite, que teria piorado e morreu após um episódio de parada no início de dezembro — e a suspeita é de nova aplicação feita pelo mesmo técnico.

A apuração avançou depois que o hospital abriu sindicância interna para entender por que dois pacientes tiveram paradas cardíacas durante a tarde e morreram horas depois.

O procedimento apontou ligação direta com Marcos Vinícius e com a técnica de enfermagem Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, e depois identificou a presença de uma terceira técnica, Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, nos dias das mortes; as duas também foram presas, segundo a investigação.

Para a polícia, o padrão chamou atenção: o delegado Wislley Salomão afirmou que, sempre que uma medicação era aplicada na veia, a parada acontecia em seguida.

E um detalhe reforçou a linha de investigação: os peritos dizem que, ao rever imagens de outro leito monitorado por câmera, encontraram indícios de que o desinfetante não teria sido usado só em Miranilde, mas também em João Clemente.

Alexandre Amaral explicou que a injeção desse tipo de produto pode levar a um choque circulatório, com queda importante de pressão e parada cardíaca.

Leia tambémTécnico de enfermagem revela o que o levou a matar pacientes — e a história não fecha

Compartilhe o post com seus amigos! 😉

Desinfetante na veia: polícia expõe como pacientes morreram dentro da UTI do Hospital Anchieta

Desinfetante na veia: polícia expõe como pacientes morreram dentro da UTI do Hospital Anchieta

A Polícia Civil do Distrito Federal apura uma sequência de mortes dentro do Hospital Anchieta, em Brasília, atribuídas a um técnico de enfermagem que trabalhava justamente no setor mais crítico: a UTI.

Ele foi preso sob suspeita de ter provocado a morte de três pacientes ao aplicar, sem indicação médica, uma substância de uso controlado e também um desinfetante diretamente na veia das vítimas.

No centro do inquérito está Marcos Vinicius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos. Os investigadores afirmam que ele contou com a participação — ou, no mínimo, com a presença e omissão — de duas técnicas de enfermagem, Marcela Camilly Alves da Silva (22) e Amanda Rodrigues de Sousa (28), que também estão presas. Agora, a polícia tenta descobrir se houve outros casos parecidos no hospital.

contioutra.com - Desinfetante na veia: polícia expõe como pacientes morreram dentro da UTI do Hospital Anchieta

Leia tambémTécnico de enfermagem revela o que o levou a matar pacientes — e a história não fecha

O ponto de virada começou com uma sindicância aberta pela própria unidade de saúde após o que aconteceu em 17 de novembro, quando dois pacientes tiveram paradas cardíacas no período da tarde e morreram depois.

A apuração interna, segundo a polícia, indicou relação direta com a atuação de profissionais de enfermagem naquele plantão.

Entre as vítimas está Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, que havia sido internada por constipação. A outra é João Clemente Pereira, de 63 anos, que relatava tontura havia cerca de um mês e, no hospital, recebeu diagnóstico de um hematoma na membrana que reveste o cérebro.

Com base em imagens de câmeras instaladas na UTI (cada leito tem monitoramento), perícia e depoimentos, a polícia descreve um padrão: sempre que alguma medicação era aplicada pelo suspeito, poucos segundos depois os pacientes entravam em parada cardíaca.

O delegado Wislley Salomão afirmou que essa repetição chamou atenção e orientou a reconstituição dos fatos.

contioutra.com - Desinfetante na veia: polícia expõe como pacientes morreram dentro da UTI do Hospital Anchieta

Um detalhe novo reforçou a suspeita de que o desinfetante não teria sido usado em apenas uma vítima. A polícia diz que, inicialmente, trabalhava com a hipótese de aplicação do produto somente em Miranilde (no leito 24).

Após reanalisar as imagens do leito 25, peritos concluíram que João Clemente também teria recebido a mesma substância.

Especialistas ouvidos na apuração explicam que a injeção de um produto assim pode causar um colapso circulatório, com queda abrupta de pressão e parada cardíaca rápida.

O presidente da Associação de Medicina Intensivista Brasileira, Alexandre Amaral, ainda alertou que, se o paciente estiver consciente, pode sentir dor no peito, falta de ar e angústia intensa.

A reconstituição pericial feita a partir das câmeras indica que, na manhã de 17 de novembro de 2025, Miranilde estava acordada e conversando quando Marcos Vinicius teria usado a senha de médicos que não estavam no hospital para registrar no sistema a prescrição de uma substância controlada.

contioutra.com - Desinfetante na veia: polícia expõe como pacientes morreram dentro da UTI do Hospital Anchieta

Em seguida, ele foi até a farmácia da UTI buscar o medicamento, que não havia sido prescrito para ela, e fez a primeira aplicação — após a qual a paciente teve uma parada cardíaca, foi reanimada e sobreviveu.

A substância apontada no caso é cloreto de potássio, que tem indicações médicas específicas, como reposição de potássio.

A diretora do IML, Márcia Reis, afirmou que, no quadro clínico e nos exames de Miranilde, não existia justificativa para o uso. Amaral acrescentou que, dependendo de concentração e velocidade de administração, o produto pode provocar arritmias graves e interromper o funcionamento do coração.

contioutra.com - Desinfetante na veia: polícia expõe como pacientes morreram dentro da UTI do Hospital Anchieta

Cerca de 40 minutos depois, a perícia indica que o suspeito aplicou uma segunda dose do medicamento em Miranilde, com nova parada cardíaca e nova reanimação.

Os filhos dela estavam no hospital e acompanharam os episódios. Uma das filhas, Kássia Leão, disse que, durante as manobras de ressuscitação, ele seguia aplicando substâncias, inclusive diante de médicos, sem que ninguém desconfiasse do que estava acontecendo.

A investigação sustenta que, ainda naquele dia, João Clemente também teria recebido cloreto de potássio, sofreu uma parada e foi reanimado. Miranilde voltou a ter outra parada após mais uma aplicação e foi salva novamente.

Pouco depois, segundo a polícia, veio o passo mais grave: o técnico teria aplicado o desinfetante na presença de Marcela e Amanda, enquanto os três participavam dos procedimentos de reanimação. Miranilde teve nova parada e morreu após novas aplicações do produto.

No caso de João Clemente, a polícia afirma que, na mesma noite, ele recebeu mais aplicações de cloreto de potássio e, depois, o desinfetante. Ele morreu na madrugada do dia seguinte.

contioutra.com - Desinfetante na veia: polícia expõe como pacientes morreram dentro da UTI do Hospital Anchieta

A terceira vítima apontada no inquérito é Marcos Raymundo Moreira, carteiro, internado em 18 de novembro com suspeita de pancreatite. A viúva, Denilza da Costa Freire, disse que um cardiologista havia descartado problemas cardíacos; mesmo assim, ele sofreu uma parada, foi intubado e ficou 14 dias internado.

A polícia afirma que ele teve uma segunda parada em 1º de dezembro e morreu após uma injeção aplicada por Marcos Vinicius.

Preso temporariamente na carceragem do complexo da PCDF, Marcos Vinicius negou os crimes no início, mas, após ser confrontado com as imagens, teria admitido as mortes.

O delegado disse que, no depoimento, ele não demonstrou emoção e apresentou justificativas consideradas inconsistentes: primeiro, teria alegado “movimento” no hospital; depois, falou em “alívio da dor” dos pacientes — versões que, segundo a polícia, não explicam a motivação e precisam ser aprofundadas.

Marcela e Amanda foram levadas para a penitenciária feminina. Para o delegado, as duas presenciaram as aplicações e não agiram para impedir o resultado.

As defesas se posicionaram de formas diferentes: a de Marcos Vinicius não negou a acusação e informou que vai se manifestar apenas no inquérito, que corre sob sigilo; a de Marcela disse que ela lamenta as mortes e que sua dignidade e a verdade serão restabelecidas no processo; já o advogado de Amanda afirmou que ela teve um relacionamento com Marcos Vinicius, que teria sido manipulada por ele, e negou participação.

Em nota, o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal afirmou estar preocupado com a repercussão e reforçou que generalizações prejudicam uma categoria formada por profissionais éticos e comprometidos com a vida.

O Hospital Anchieta declarou solidariedade aos familiares e disse que repudia os atos investigados, classificando-os como conduta individual de criminosos, praticada sem relação com o estabelecimento, e que as autoridades foram acionadas assim que o caso foi identificado.

Leia tambémQuando procurar um psicólogo? Psicóloga Josie Conti revela 12 sinais silenciosos de alerta

Compartilhe o post com seus amigos! 😉

INDICADOS