Veja a lista de mentiras que não devem ser ditas aos filhos

Veja a lista de mentiras que não devem ser ditas aos filhos

Alguns pais, na tentativa de proteger seus filhos de eventuais problemas, acabam contando determinadas mentiras, o fato, porém, é que segundo especialistas, esta não é a melhor opção. Eles alertam que na maioria das vezes a criança acaba imaginando que o pior está para acontecer.

Apesar de os detalhes a respeito de determinadas situações serem desnecessários e até mesmo contraindicados dependendo a faixa etária da criança, é importante que os pais sejam claros e sinceros com o filho durante uma conversa. A seguir listamos as mentiras mais comuns e que devem ser evitadas a todo custo. Veja!

Sinceridade é tudo! Veja lista de mentiras que não devem ser ditas aos filhos

contioutra.com - Veja a lista de mentiras que não devem ser ditas aos filhosMentira sobre briga de casal

Depois de uma eventual briga acalorada com o parceiro, não se deve tentar tranquilizar a criança dizendo que foi apenas uma simples conversa, a tendência é que elas não acreditem na mentira.

O correto é explicar que assim como eles brigam com colegas, os pais também brigam para poder resolver alguns problemas. Nesse momento também é importante ressaltar ao filho que ele é ainda é amado pelos dois, pedindo desculpa a ele pelo ocorrido e evitando novas discussões em tom elevado no futuro.

Mentira sobre o silêncio entre o casal

Se a criança percebe que os pais não estão mais conversando como antes, ela tende a ficar receosa quanto a uma eventual separação ou divorcio. Se esse for o caso, a dica é procurar ser sincero com o filho e levá-lo a entender a verdade em relação ao assunto, fazendo isso sem jogá-lo contra o parceiro.

Mentira sobre dinheiro

Se a situação financeira da família não vai bem, não há motivos para esconder isso do filho. Conte a ele, mas evite usar termos como ‘estamos falidos’ ou ‘estamos pobres’, eles podem imaginar a família passando fome ou sendo submetida a uma situação ruim.

Além disso, é importante tentar tranquilizar a criança quanto à situação, levando-a a entender que se trata apenas de algo temporário.

Mentira sobre doenças terminais

A melhor maneira de lidar com essa situação é preparar a criança sobre a morte de um ente querido. Comece com antecedência para que a perda não seja um choque muito grande. Lembre-se de ser sempre gentil, e responder cada pergunta de acordo com a idade do filho.

Mentira sobre a morte do animal de estimação

A morte de um bichinho de estimação pode proporcionar a oportunidade de ensinar ao filho alguns conceitos básicos sobre a dinâmica da vida.

Não minta para a criança dizendo que o bichinho sumiu e nem mesmo tente substituir o animal morto por um similar, pois, a tendência é que a criança note a diferença e desconfie de que algo ruim aconteceu. Nessas circunstâncias o melhor a se fazer é conversar com a criança e levá-la a entender a situação.

Mentira sobre divórcio na família ou com amigos

O momento em que um casal da família ou mesmo de amigos passa por um período de divórcio, ser bom para explicar ao filho a respeito do assunto, mostrando-lhe que essa decisão tem que ser respeitada e cabe apenas ao casal. Levando-o a entender o tipo de apoio que se deve prestar à família que enfrenta tal situação.

Fonte: Click Grátis

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30 traços de uma pessoa SENSITIVA

30 traços de uma pessoa SENSITIVA

Ser uma pessoa sensitiva, ou empata, significa ter a capacidade de perceber e ser afetado pelas energias de outras pessoas, assim como, ter uma capacidade inata de sentir e perceber intuitivamente coisas que nem todos percebem.

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A nossa vida é inconscientemente influenciada por desejos, pensamentos e estados de espírito de outras pessoas. Ser um empata é muito mais do que ser altamente sensível, e não está limitado apenas às emoções. Pessoas mais sensitivas podem perceber sensibilidades físicas e impulsos espirituais, bem como, notar mais claramente motivações e intenções de outras pessoas. 

Abaixo estão listados 30 dos traços mais comuns do SENSITIVO ou EMPATA:

1. Saber: os sensitivos sabem coisas sem que elas lhes sejam ditas. É um conhecimento que vai além da intuição, mesmo que essa seja a forma como muitos poderiam descrever o saber. Quanto mais sintonizados eles são, mais forte este dom se torna.

2. Estar em locais públicos pode ser esmagador ou avassalador: lugares como shoppings, supermercados ou estádios, onde há uma grande quantidade de pessoas ao redor, podem sobrecarregar o empata com emoções turbulentas.

3. Sentir as emoções e tomá-las como suas: esse é um grande fardo para pessoas sensitivas. Algumas delas sentirão emoções vindas daqueles que estão perto e outras poderão sentir as emoções de pessoas a uma grande distância, ou até ambas. Os empatas mais sintonizados perceberão se alguém tem maus pensamentos sobre eles, até mesmo a uma grande distância.

4. Assistir violência, crueldade ou tragédias na TV pode se tornar insuportável. Quanto mais sintonizado um empata se torna, pior se torna o ato de ver TV. Pode acontecer, eventualmente, de ele ter que parar de ver televisão ou mesmo ler jornais.

5. O empata sabe quando uma pessoa não está sendo honesta: se um amigo ou um ente querido está lhe dizendo mentiras, ele sabe disso (embora muitos sensitivos tentem não se focar muito nesse conhecimento porque saber que um ente querido está mentindo pode ser doloroso). Se alguém está dizendo alguma coisa, mas, sente ou pensa de outra forma, o empata simplesmente sabe.

6. Captar os sintomas físicos de uma outra pessoa: um empata pode desenvolver as doenças de outra pessoa (constipações, infecções oculares, dores no corpo, etc), especialmente, aqueles que são mais próximos.

7. Distúrbios digestivos e problemas nas costas: o chacra do plexo solar tem base no centro do abdômen. Esse é o lugar onde os empatas sentem a emoção do outro, o que pode enfraquecer a área e, eventualmente, levar a problemas diversos, desde úlceras estomacais à má digestão, entre muitas outras coisas.

8. Sempre a olhar os oprimidos: vítimas de injustiça ou intimidados, qualquer um que esteja em sofrimento chamará a atenção de um empata.

9. Os problemas dos outros: um empata pode se tornar uma lixeira para questões e problemas de toda a gente e, se não tiver cuidado, pode acabar assumindo esses problemas como seus.

10. Fadiga constante: os sensitivos muitas vezes ficam sem energia, pois,  a perdem para vampiros de energia, ou apenas dispensando demasiada energia própria com os outros. Muitos são diagnosticados com Fadiga Crônica ou até Fibromialgia.

11. Personalidade possivelmente viciada: álcool, drogas e sexo são, para citar apenas alguns vícios a que os empatas podem recorrer para bloquear as emoções dos outros, formas de auto-proteção a fim de se esconder de alguém ou de algo. Esses hábitos podem não se tornarem um vício mas, em menor escala, podem ser válvulas de escape regulares.

12. Atração para a cura, terapias holísticas e todas as outras coisas metafísicas: embora muitos sensitivos gostem de curar os outros, podem acabar por se afastarem dessa vocação (mesmo tendo eles uma capacidade natural para isso), porque eles carregam muito daqueles que eles estão tentando ajudar. Especialmente se eles não souberem da sua capacidade e habilidade com relação a empatia. Qualquer coisa que tenha uma natureza sobrenatural é de interesse para os sensitivos. Eles não se surpreendem ou ficam chocados facilmente.

13. Criatividade: cantar, dançar, atuar, desenhar ou escrever, um empata terá uma forte veia criativa e uma imaginação muito fértil.

14. Amor pela natureza e pelos animais: estar ao ar livre na natureza é uma obrigação para os sensitivos, e os animais de estimação são uma parte essencial da sua vida. Podem não os ter, porque acreditam que eles devem ser livres, mas têm grande carinho e sentido de proteção com relação a eles.

15. Necessidade de solidão: um empata pode ficar muito mal se não tiver algum tempo de silêncio. Isso é ainda muito evidente em crianças empáticas.

16. Fica entediado ou distraído facilmente se não for estimulado nas tarefas mais rotineiras: trabalho, escola e vida doméstica têm de ser interessantes para um empata ou ele se desliga delas e se perde em sonhos, rabiscos ou a procrastinação.

17. Consideram impossível fazer coisas de que não gostam: Forçar um empata a fazer algo que ele não gosta, através da culpa ou rotulando-o como passivo, servirá apenas para fazê-lo infeliz. É por essa razão que muitos sensitivos ficam rotulados como sendo preguiçosos.

18. Luta pela verdade: isso torna-se mais predominante quando um empata descobre seus dons de nascença.

19. Sempre à procura de respostas e conhecimento: ter perguntas sem resposta pode ser frustrante para um empata, e ele se esforçará sempre para encontrar uma explicação. Se ele tem um conhecimento sobre algo, ele procurará a confirmação. O lado mau disso pode ser a sobrecarga de informações.

20. Gostam de aventura, liberdade e viagens: os sensitivos são espíritos livres.

21. Abomina a desordem: a desordem traz uma sensação de peso e bloqueia o seu fluxo de energia.

22. Adora sonhar acordado: um empata pode olhar para o espaço por horas, ficando num mundo muito próprio e de muita felicidade.

23. Acha a rotina, as regras ou o controle aprisionantes: qualquer coisa que tire a liberdade é debilitante para um empata.

24. Propensão para carregar peso sem necessariamente se desgastar: o excesso de peso é uma forma de proteção para impedir a chegada das energias negativas que, por si só, já têm muito impacto.

25. Excelente ouvinte: o empata não vai falar de si, a menos que seja para alguém em quem realmente confia. Ele gosta de conhecer os outros e com eles aprender.

26. Intolerância ao narcisismo: embora sensatos e generosos, os sensitivos não gostam de ter pessoas ao seu redor que sejam excessivamente egoístas, que se coloquem em primeiro lugar e se recusem a considerar os sentimentos dos outros ou pontos de vista diferentes dos seus.

27. A capacidade de sentir os dias da semana: um empata sentirá o “Sentimento de Sexta-feira”,  trabalhe ele às sextas-feiras ou não. Eles captam a energia do coletivo. O primeiro par de dias de um longo fim de semana de feriado (da Páscoa, por exemplo) pode ser sentido por eles como se o mundo estivesse sorrindo, calmamente e relaxadamente. Domingo à noite, as segundas-feiras e terças-feiras, de uma semana de trabalho, têm um sentimento muito pesado.

28. Não vai optar por comprar antiguidades, coisas vintage ou coisas em segunda mão: qualquer coisa que tenha sido propriedade de outro carrega a energia do proprietário anterior. Um empata vai mesmo preferir ter um carro ou uma casa nova (se eles estiverem numa situação financeira que lhes permita fazê-lo), sem energia residual.

29. Sente a energia dos alimentos: muitos sensitivos não gostam de comer carne ou aves, ainda que eles gostem do seu sabor; pois, eles podem sentir as vibrações do animal (especialmente se o animal sofreu).

30. Pode parecer mal-humorado, tímido, indiferente, desconectado: dependendo de como um empata se sente, isso influenciará sobre como ele se mostra para o mundo. Empatas podem ser propensos a mudanças de humor e, se eles captarem energia muito negativa, aparecerão calados. Um empata detesta ter de fingir que está feliz quando está triste, isso só aumenta a sua carga e pode fazê-lo sentir como que se estivesse se escondendo debaixo de uma pedra.

Se você se identificou com a maioria ou com todos os itens acima, então você é definitivamente mais um empata.

Via:  Ser Único, do original  The Spirit Science

Me contaram uma mentira durante toda a minha vida-Sebastião Salgado

Me contaram uma mentira durante toda a minha vida-Sebastião Salgado

“Me contaram uma mentira durante toda a minha vida dizendo que eu fazia parte da única espécie racional do planeta. Mentira profunda. Existe uma racionalidade profunda dentro de cada espécie. E eu tive que aprender a compreender essa racionalidade”, disse o fotógrafo Sebastião Salgado sobre o projeto Genesis.

Vejam o vídeo e entendam a profundidade dessa frase.

Em entrevista de 1959, Bertrand Russell deixa dois recados para humanidade

Em entrevista de 1959, Bertrand Russell deixa dois recados para humanidade

Bertrand Russell foi um dos mais influentes matemáticos, filósofos e lógicos que viveram no século XX. Político liberal, ativista e um popularizador da filosofia, Russell foi respeitado por inúmeras pessoas como uma espécie de profeta da vida racional e da criatividade.

Recebeu o Nobel de Literatura de 1950, “em reconhecimento dos seus variados e significativos escritos, nos quais ele lutou por ideais humanitários e pela liberdade do pensamento”.

Abaixo, você verá um trecho da entrevista da BBC do programa “Face à Face” com Bertrand Russell, em 1959.

Nela, dois recados de Russell para a humanidade: um intelectual e outro moral.

Alto executivo pede demissão após ler carta de sua filha

Alto executivo pede demissão após ler carta de sua filha

Em 2013, Mohamed El-Erian, um conhecido investidor graduado pelas universidades de Oxford e Cambridge, pai de uma menina de 10 anos de idade, pediu a filha que fosse escovar os dentes várias vezes e ela não o obedeceu. Ele a lembrou que pouco tempo atrás, ela iria fazer as coisas que lhe pedia sem ele ter que insistir.

A menina então pediu ao pai que aguardasse um minuto. Ela foi ao seu quarto e voltou com uma folha de papel, onde havia compilado uma lista com 22 acontecimentos importantes em sua vida que o pai havia perdido devido ao trabalho como CEO da empresa PIMCO, pelo qual era reconhecido e respeitado internacionalmente.

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El-Erian disse:

“Aquilo me fez acordar. A lista continha 22 itens, do seu primeiro dia na escola e primeiro jogo de futebol à reunião de pais e professores e um desfile no Halloween. Isso somente naquele ano.

Eu me senti horrível e tentei me defender. Afinal, eu tinha uma boa desculpa por ter perdido cada um daqueles eventos. Viagens, reuniões, telefonemas urgentes, etc.

Mas eu não podia negar que eu estava deixando passar o ponto mais importante.

Eu podia racionalizar o quanto eu quisesse, e eu o fiz, mas o equilíbrio entre trabalho e família estava totalmente fora de prumo, e isso estava machucando a relação especial que eu tinha com minha filha, pois eu não estava tendo o tempo necessário para ela.

Minha experiência era a de muitos pais […] que passam a maior parte do tempo no trabalho e não conseguem dar a atenção necessária à família.

No início deste ano (2014), eu deixei o privilégio de trabalhar com pessoas altamente capacitadas intelectualmente na empresa PIMCO e optei por diversos trabalhos de menos horas e viagens, mas com bastante flexibilidade, suficiente espero para me permitir a experiência de estar presente nos momentos importantes de sua vida.

Até agora, para mim, isso foi a decisão correta.

Eu alterno com minha esposa em acordar nossa filha todas as manhãs, preparar seu desjejum e levá-la à escola. Eu também estou presente para buscá-la da escola e levá-la a outras atividades. Nós estamos conversando e compartilhando mais tempo juntos.

Sou grato que essa atitude me deu a oportunidade de estar presente em momentos importantes da vida de minha filha antes que eles passem tão rapidamente.

Infelizmente não são todos que podem se dar a este luxo. Mas espero que as empresas possam dar mais atenção à importância de balancear trabalho e família, e mais e mais pessoas poderão decidir o que realmente é mais importante em sua vida.”

Por Angelica Genesi
Fonte indicada Família

Após perder a memória, homem se apaixona pela esposa

Após perder a memória, homem se apaixona pela esposa

O vídeo mostra um jovem que, depois de se submeter a uma série de cinco cirurgias, sofreu complicações que o levaram a perder momentaneamente a memória.

Quanto colocado em frente a esposa que o acompanha há seis anos, ele não a reconhece e fica completamente encantado por ela.  Só vendo mesmo!

Um lindo vídeo que nos ensina que o amor, quando verdadeiro, invade bem mais do que a nossa percepção, ele flui por todo o nosso corpo e espírito.

Tocante!

Fonte

Nota: ele se recuperou bem!

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10 atitudes dos pais que prejudicam a autoestima dos filhos

10 atitudes dos pais que prejudicam a autoestima dos filhos

Não é que todo o preparo ao longo da gestação se mostre inútil e sem efeito. Acontece que a experiência de criar uma criança nem sempre é tão simples como nos livros e filmes. Os pais precisam lidar com os próprios medos, frustrações e enganos, sem esquecer que aquela nova vida é de total responsabilidade deles.

É aí que os hábitos se transformam em uma válvula de escape para a cobrança a que os pais se sentem expostos. O problema é que os pequenos acabam sendo afetados, muitas vezes, de forma direta pela postura dos adultos, ainda que a intenção seja das melhores.

“Pais precisam tomar muito cuidado porque os filhos são como esponjas. Eles reproduzem o comportamento dos adultos, sem nenhum critério. Na fase adulta, podem precisar de ajuda profissional e terapia para trabalhar esse conflito com a própria identidade”, alerta Allessandra Ferreira, consultora comportamental. Segundo ela, os hábitos negativos dos pais acabam limitando o desenvolvimento dos filhos.

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1. Comparar com os irmão, outras crianças, primos ou amigos

Talvez os pais não percebam como suas atitudes influenciam diretamente o comportamento das crianças. Mesmo que seja uma ação não intencional, que de fato é o mais comum. No livro ” As Crianças Aprendem o Que Vivenciam (ed. GMT)”, os autores Dorothy Law Nolte e Rachel Harris contam que ao comparar o filho com outra criança, por exemplo, a mãe começa a magoar a identidade da criança e aos poucos retira sua espontaneidade.

2. Fazer chantagem emocional

“Só vou te dar o doce se disser que me ama”, “Se não ficar bonzinho, não volto para te buscar na escola”. A criança entende que a conquista vem ligada a uma troca, ou ainda que precisa abrir mão de um desejo ou vontade para agradar outra pessoa. “Chantagem emocional é a pior linguagem possível, pois ela aprende a negociar por meio de uma figura de autoridade que a ameaça”, explica o psicólogo João Alexandre Borba.

3. Ser superprotetora

Você não deixa seu filho brincar no parquinho por medo de doença? Qualquer situação te leva a brigar por ele na escola? “A superproteção elimina a dificuldade da criança em criar suas próprias habilidades, em ir para o mundo como um adulto capaz de solucionar seus problemas. O excesso de proteção deixa o filho dependente, frágil e mimado”, alerta João.

4. Elogiar exageradamente

“Elogiar demais cria uma percepção distorcida da identidade real”, explica o profissional. Além de forçar situações para ser elogiada pela família e também desejar atenção de estranhos, a criança pode se sentir carente de elogios constantes por situações em que não seriam coerentes. Evite fazer disso uma rotina, use o agrado com moderação mesmo sabendo que seu filho (a) é o “mais lindo do mundo”

5. “Comprar” a criança com presentes e agrados para suprir necessidades

Apesar de parecer uma solução imediata para o problema, encher a criança de presentes e agrados não é a melhor saída para remediar uma necessidade. A ideia é que ela não perceba a falta de algo ou alguém, mas a situação gera um sentimento de vazio enorme. “Ela aprende que o “ter” passa a ser mais importante que o “ser”, e daí constrói uma personalidade focada mais em conquistas materiais”, conta o psicólogo.

6. Não conseguir dizer “não” e deixar a criança fazer tudo que deseja

Deixá-la à vontade para desejos e decisões é um erro que reflete em seu futuro. “Não saber dizer ‘não ‘cria um sentimento péssimo de “falso poder”‘, diz João. Além do mais, a criança passa a achar que tudo é possível e perde o respeito por futuras figuras de autoridade, como professores e chefes. Ouvir não é doloroso, mas um aprendizado necessário. “Muitos pais tem medo de que os ‘nãos’ interfiram negativamente na vida da criança, mas se essa negativa for acompanhada de carinho, argumento e explicação vai fazer do seu filho um adulto mais convicto. É tão importante na educação quanto o sim “, conta Maria Eduarda Vasselai, psicóloga infantil.

7. Ser ausente e não participar dos principais momentos

A criança necessita dos pais presentes para não se sentir desamparada ou sozinha. “E não é só fisicamente, mas no crescimento e nas decisões dos filhos. Os reflexos na autoestima podem ser diretos. Quem se sente sozinho, se sente inseguro. E a insegurança é um passo fundamental para a baixa autoestima”, explica Mari Eduarda. Programe uma tarde divertida, um passeio gostoso ou uma viagem cheia de brincadeiras. Participe mostrando interesse nas atividades e deixe os momentos serem lembrados com bastante carinho. “Uma dica simples é que os pais evitem perguntas cujas respostas sejam ‘sim’ ou ‘não’. Por exemplo, em vez de perguntar ‘a escola foi legal hoje?’, pergunte ‘o que aconteceu de mais legal hoje’?, ensina.

8. Fingir que o filho nunca erra para poupá-lo

É preciso deixar claro que todas as pessoas erram. O ideal é não poupar a criança e apresentar a situação com clareza e correção, se for preciso. “A questão é saber apontar o erro para ela, mostrar o que foi errado e o porquê daquilo”, ensina o psicólogo. “Quem finge que o filho nunca erra, acaba não ensinando. Principalmente em comportamentos como mentir, não deixar o colega brincar com os seus brinquedos ou mesmo pequenas, como tapas ou mordidas”, completa Maria Eduarda.

9. Falar uma coisa e fazer outra em atitudes

A melhor forma de ensinar é influenciar usando bons exemplos, e não com regras ou avisos que entrem por um ouvido e saem pelo outro. Demonstre para a criança o que é correto usando palavras positivas, e lembre-se de agir de acordo com o que foi dito para que ela não perca a referência. “Credibilidade pode ser uma palavra difícil de falar, mas é bastante fácil de perceber”, lembra a psicóloga. De nada adianta pedir que trate bem as pessoas se sair agredindo verbalmente o porteiro, o vizinho ou discutindo no trânsito, por exemplo.

10. Prometer e não cumprir

É muito importante para a criança ter uma promessa atendida pelos pais. Por isso, redobre os cuidados e não diga nada além do que estiver ao seu alcance. Assim vai preservar a sua credibilidade. “Prometer e não cumprir gera falsas expectativas e tira a confiança. Na visão dela, se não puder confiar neles, o mundo passa a ser um local a se temer”, explica João.

Fontes indicadas: M de mulher, Delas

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Vocês sabiam que serviços psicológicos podem ser realizados através da internet desde que atendam ao Código de Ética Profissional do psicólogo e à Resolução do CFP n.º 11/2012?

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51 dicas para desestressar. Chega de estresse!

51 dicas para desestressar. Chega de estresse!

É final de semana!

Temos algum tempo extra para explorar possibilidades.

Então, que tal escolher algumas dessas dicas e colocar em ação?

Vamos lá, uma só e as coisas já começam a mudar…

 

Aproveitem!

 

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Racismo: um vídeo de 1 minuto que te deixará envergonhado

Racismo: um vídeo de 1 minuto que te deixará envergonhado

Lamentável!

Eu não quero comentar esse vídeo. Ainda estou envergonhada simplesmente por ter assistido.

Até quando teremos que presenciar cenas explicitas como essas? Ou, o que talvez seja até pior, o racismo disfarçado?

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Onde vive o verdadeiro abandono?

Onde vive o verdadeiro abandono?

Por Michelle Max

Órfãos e órfãos,

Sabe quando se está num orfanato à espera de alguém que irá te enxergar dentre tantos semelhantes a ti.

Sabe quando o olhar substitui o falar e por isso não há o que dizer, apenas emudecer e suspirar?

Pedir com a alma que a pessoa certa veja quem realmente tu és. Afinal, mesmo frágil suporta a solidão de um pátio cheio de visitas que não são suas, suporta a companhia de pessoas que se vão e você não!

A pergunta interna e frequente passa a ser: “O que há de errado comigo?”, outras como “por que exigem tanta perfeição?” ou “Acaso sou uma mercadoria?” também fazem parte deste jogo tácito da vida.

Agrados unilaterais são respostas de que ainda não será desta vez. Mas quando será a minha vez de dar as mãos e fazer as malas?

Ah! Não sei se maior ou menor, talvez doa igual a solidão naquele adulto que é órfão do verdadeiro amor.

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5 palavras que você deveria tirar do seu dicionário

5 palavras que você deveria tirar do seu dicionário

Por Stephanie Gomes

As palavras têm poder. Não só aquelas que são ditas, mas também as que formam os nossos pensamentos, as que usamos para caracterizar pessoas e sentimentos e as escritas (inclusive no Whatsapp, chat do Facebook, emails…). Tudo o que sai de dentro de você em formato de palavras expressa um pouco de quem você é, como age e de que forma enxerga a vida, e tudo o que você pensa e diz te afeta de alguma forma, tanto internamente como externamente.

É por isso que vale a pena se perguntar: que palavras têm estado presentes no dicionário da minha vida? Qual o teor das frases que eu digo, penso e escrevo? Será que estou usando o poder que as palavras têm para o meu bem? É uma ótima ideia refletir sobre isso para chegar a uma conclusão não só a respeito daquilo que você tem cultivado e expressado, mas também para encontrar as palavras que quer continuar utilizando, as que precisa tirar de seus pensamentos e falas e as que deseja começar a cultivar daqui para frente.

A vantagem de colocar sentimentos, convicções e ideias em palavras é que fica mais fácil visualizá-los e compreendê-los. Torna mais simples o processo de decidir o que deve permanecer e o que deve ser mudado. Se você quer energias positivas, precisa manter, estimular e criar em você coisas positivas. Se, analisando as palavras mais presentes no que você diz, pensa e escreve, perceber que há muita negatividade, fica mais fácil tomar a iniciativa de mudar sabendo com o que está lidando.

Não, a vida não é feita apenas de palavras positivas e momentos felizes. A tristeza, as dificuldades, as decepções e todas as coisas indesejadas que vivemos fazem parte dela também. Sem estas palavras, o verbo “viver” não teria sentido. É difícil entender que é preciso aceitar as coisas que denominamos “ruins”, mas é graças a elas que conseguimos sentir felicidade e compreender a diferença entre o bom e o ruim, a alegria e a melancolia, o bem e o mal. É nos momentos difíceis que nos tornamos maiores, mais fortes e mais dispostos a sermos felizes.

Certas palavras nunca poderão ser exterminadas para sempre, mas há algumas que podemos tirar de nosso dicionário porque elas descrevem a nossa atitude diante da vida, e isto sim pode ser mudado. São palavras negativas, mas elas não dizem respeito à rejeição ou incapacidade de aceitar a tristeza e os problemas, portanto, podem ser diminuídas ou eliminadas, sem que seja preciso lutar contra os sentimentos e o curso natural da vida.

Coloquei aqui algumas destas palavras, você pode se identificar com elas ou não, mas são palavras que muitas pessoas usam sem perceber o quanto lhes prejudicam, limitam e trazem sentimentos negativos. Pense sobre cada uma e responda para si mesmo se elas saem comumente de você. Entenda os motivos pelos quais são prejudiciais. Caso se identifique especialmente com uma delas, pode começar a pensar em uma mudança de atitude a partir daí.

1) Imperdoável

SEMPRE é possível perdoar, tanto os erros dos outros quanto os nossos próprios (o segundo, aliás, é um dos perdões mais difíceis e também mais importantes de se conseguir). Esqueça a regra do imperdoável, principalmente se há outra pessoa tentando te convencer que algo não pode ser perdoado. As pessoas erram, se arrependem verdadeiramente e precisam de segundas chances.

Os fracos nunca perdoam. O perdão é uma virtude dos fortes. – Mahatma Gandhi

2) Impossível

Quem determina que algo é impossível? Alguém já te deu provas concretas de que uma coisa não tinha nenhuma (nenhuma!) chance de acontecer? Quem dá a palavra final sobre o que é ou não é possível na sua vida é você! Se acredita que algo é possível, ou se acredita que não é, nos dois casos você está certo. Abandone a ideia de impossibilidade e lembre-se que todo ser humano é capaz de criar, transpassar limites e fazer acontecer. Você pode. O impossível só existe se você quiser.

3) Fracasso

Seja quando for falar de si mesmo ou da situação de outra pessoa, entenda: nada é um fracasso na vida, porque de tudo se leva algo para ser melhor amanhã. Ver uma situação como total fracasso, ou pior, enxergar-se como um fracassado, é uma das piores maneiras de se machucar profundamente. Não faça isso com você mesmo. Decepções existem para nos fazer crescer, e não para nos derrubar. Tudo bem sentir-se triste após uma decepção, mas não deixe que isso te faça esquecer as coisas boas que você tem e é.

4) Controle

Por mais que a gente se esforce para tomar as rédeas da vida e tenha um objetivo ou sonho pelo qual batalhamos, é preciso lembrar que a vida é movimento, é o inesperado e, por isso, ela nos traz surpresas. Queira sim ser o direcionador dos seus passos, mas lembre-se que ninguém pode controlar tudo. A qualquer momento tudo pode mudar e o que fará a diferença não é o que acontece, mas a sua atitude diante do acontecimento. Ter esta consciência fará você lidar melhor com os percalços, surpresas e mudanças que a vida traz. Portanto, foque em seus sonhos e objetivos, mas esqueça a ideia de que é possível ter total controle. Relaxe!

5) Inaceitável

Uma palavra que precisa ser repensada, principalmente quando usamos para dizer algo sobre nós mesmos ou sobre nossa situação atual. Se algo está acontecendo, não vai deixar de acontecer apenas porque você não aceita as coisas como estão. Dizer que algo é inaceitável não muda nada, apenas te coloca em posição de combate e faz com que você trave uma luta contra si mesmo ou contra sua vida. Pode parecer contraditório à primeira vista, mas a aceitação é o primeiro passo para a mudança. Quando aceita o que tem agora, você encerra a batalha que só servia para fazer com que se sentisse mal (e que acabava te levando para o lado errado) e coloca-se em um lugar pacífico, onde você terá disposição e clareza para agir e mudar.

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FONTE SEMPRE INDICADA: Desassossegadacontioutra.com - 5 palavras que você deveria tirar do seu dicionário

Nota da CONTIoutra: os textos de Stephanie Gomes são publicados neste site com o conhecimento e autorização da autora.

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Vocês sabiam que serviços psicológicos podem ser realizados através da internet desde que atendam ao Código de Ética Profissional do psicólogo e à Resolução do CFP n.º 11/2012?

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Ela tem Alzheimer, mas ainda toca piano divinamente

Ela tem Alzheimer, mas ainda toca piano divinamente

“Ela não consegue se alimentar sozinha, nem ir ao banheiro. Mas ainda toca piano.

Ela sempre tocou, mas nunca teve uma aula sequer.

É uma musicista naturalmente talentosa.”

 

O vídeo que vocês verão foi uma homenagem do filho à Margaret Logan.

Diagnosticado com a doença de Alzheimer em 2002 , ela teve um avanço da doença leve e gradual até a fase demencial.  Quando essas imagens foram gravadas, ela já não era capaz de alimentar-se, escrever, assistir televisão ou ir ao banheiro sem acompanhamento. Ela já não reconhecia ninguém, apenas com eventuais momentos de lucidez.

Abaixo, as palavras de seu filho Robert em livre tradução:

Mamãe nasceu em 1932 e cresceu durante a Grande Depressão e da guerra de anos em Cronulla, ao sul de Sydney, NSW, Austrália. Ela sempre teve uma vida dura. Ela perdeu o marido, meu pai, há mais de 35 anos.

Mamãe ainda toca piano. Ela tocou por  toda a sua vida, mas nunca teve uma aula; ela nunca conheceu nada de música, nem pode dizer o que as teclas pretas são ou o que as teclas brancas são. Ela não sabe ler música, escrever música, ou qualquer coisa.

Mamãe sempre foi uma música nata que podia ouvir uma música uma vez e depois ir para o piano e tocá-la, com todas as nuances e talento, e sentimento, e beleza de qualquer pianista altamente qualificada e treinada.

O fato de que ela tem tão pouca memória agora, mostra quão profundamente a música está inserida em sua alma. Ela se esforça um pouco para recordar músicas, mas como você pode ver, uma vez que ela começa a tocar, a música simplesmente flui para fora dela. Me disseram que agora ela não tem muito mais tempo nesse mundo, após 9 anos de Alzheimer. Eu espero que ela seja liberada mais cedo do que mais tarde.

A postagem desse vídeo teve o objetivo de celebrar uma mulher que eu amo; para demonstrar que o espírito humano é difícil de derrotar; e para mostrar que a música faz parte de nossa humanidade.

Obrigada mamãe

Nota: Margaret Logan faleceu em 05 de maio de 2012 após sua luta de 10 anos com a doença de Alzheimer.

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contioutra.com - Ela tem Alzheimer, mas ainda toca piano divinamente

Hoje eu só quero ser tocada

Hoje eu só quero ser tocada

“Quando as cordas de minha vida se afinarem, a cada toque seu soará a música do amor. ” Rabindranath Tagore

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A pesquisadora americana Tiffany Field diz ter uma receita simples para diminuir a criminalidade, pelo menos nos Estados Unidos – e não se trata de mais um programa de desarmamento da população, nem de uma ação policial de tolerância zero. Para ela, a violência na sociedade diminuiria se as pessoas simplesmente se tocassem mais. Isso mesmo. Tiffany acredita que a falta de contato físico nos Estados Unidos é um dos responsáveis por eventos como o tiroteio no estado do Colorado – que resultou em 15 mortos em 1999, depois que dois jovens abriram fogo contra colegas e professores na escola Columbine. “Diferentemente dos brasileiros e dos outros latino-americanos, somos menos propensos ao contato físico”, diz Tiffany. “Se as pessoas se tocassem mais, esse tipo de violência diminuiria.”

Diretora do Instituto de Pesquisa do Tato, da Escola de Medicina da Universidade de Miami, e autora do livro Touch (Toque, inédito no Brasil), Tiffany diz que a diminuição da violência é apenas um dos inúmeros benefícios que o toque pode trazer às pessoas. Baseado em pesquisas sobre o assunto no mundo todo, seu livro revela que o contato físico tem um poder bem mais amplo que o de tratar lesões musculares, por exemplo, com um bom massagista. Além de aliviar o estresse e a ansiedade (e seus reflexos no comportamento e no metabolismo), o contato físico teria efeitos positivos no crescimento, na respiração, nas ondas cerebrais, na freqüência cardíaca e até no sistema imunológico, ajudando no combate às doenças.

“O problema é que as pessoas se tocam cada vez menos”, diz o psiquiatra Geraldo Massaro, terapeuta em psicodrama do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

“Vivemos uma época de relações superficiais, influenciadas tanto pela televisão e pela internet quanto pelo enclausuramento e pela exclusão social.” Para piorar, o toque está ganhando uma aura negativa, com o renascimento de vários tabus nos últimos anos. Professores, terapeutas e até os pais também estão na defensiva, preocupados com o aumento de casos de abusos sexuais contra menores. As crianças são exaustivamente orientadas para identificar o contato que é “legal” e o que não é. Processos por assédio sexual são cada vez mais comuns nos Estados Unidos e já ganham espaço nos tribunais brasileiros. Câmeras internas são colocadas em casa para vistoriar o comportamento de babás e, nos hospitais, para controlar profissionais que cuidam de enfermos. A vida moderna caminha para um “não tocar”, com a ideia reinante de que, assim, não se corre o risco de mal-entendidos. O resultado é que o tato, um dos mais importantes sentidos do corpo, passa a ser, também, um dos mais negligenciados.

A importância do toque

contioutra.com - Hoje eu só quero ser tocadaO tato é o primeiro sentido que se desenvolve e permanece ativo mesmo depois que a visão e a audição começam a desaparecer. Bebês e crianças dependem do tato para aprender sobre o mundo. No contato com a boca, aprendem sobre temperatura e textura, por exemplo. É pelo tato que as crianças passam a refletir sobre higiene e até sobrevivência. Quem nunca foi queimado num ferro de passar roupa ou nunca levou um choque elétrico? Pelos mesmos motivos, o toque é importante para os adultos. Você conseguiria imaginar um mundo regido por computadores em que não houvesse toque? Dá para pensar em um cirurgião ou em um artista plástico que não sentisse seus instrumentos de trabalho?

Fundamental no crescimento, desenvolvimento, comunicação e aprendizado do ser humano, o toque também é essencial para o conforto e a auto-estima. O primeiro estímulo sensorial da vida humana vem da sensação de toque quando ainda estamos no útero. A primeira ligação emocional de uma criança é construída a partir do contato físico com os pais – base de seu futuro desenvolvimento emocional e intelectual. Na fase adulta, temos em média 1,67 metro quadrado de pele, um órgão sensitivo em constante alerta para receber mensagens. “Pele é o que nos dá a noção de interior e exterior nas nossas vidas”, diz o psiquiatra Geraldo Massaro. “A permissão ao toque vai depender da segurança que o indivíduo tiver sobre si mesmo e das condições que o meio externo dá a ele para que se sinta seguro.”

Há ainda muitas questões abertas no que diz respeito ao estímulo tátil no desenvolvimento das pessoas. Uma delas é se aquelas pessoas que receberam mais contato físico no começo da vida apresentam menos senilidade na velhice. Também não se sabe se os efeitos da privação do toque podem ser revertidos mais tarde. Mas sabe-se, com certeza, que a privação deixa sequelas graves.

Por Airton Seligman, trechos do original “O poder do toque”

Hoje eu só quero ser tocada…

pelas pessoas que amo…

pelo que a natureza proporciona…

pela sensibilidade e por boas escolhas.

Se for assim, o ciclo sempre se repetirá!

contioutra.com - Hoje eu só quero ser tocada

Presos tomam conta de mulher de 102 anos

Presos tomam conta de mulher de 102 anos

Por: Adriana Vitória

O título foi o que chamou a atenção para a leitura do artigo da Folha de São Paulo publicado no último dia 19 de setembro de 2014.

Porém, mais do que um título chamativo, a história que vinha a seguir chamava a atenção pela coragem, generosidade, crença no ser humano e ineditismo, ou seja, demonstrações claras de nobreza que deram a Maria Tavares o codinome carinhoso de “a nobre dos presos”

Conheça a história publicada:

Filha de um fazendeiro de Pelotas (RS), Maria Ribeiro da Silva Tavares deixou o pai de cabelo em pé quando decidiu gastar toda a herança de viúva para levar presos de alta periculosidade para viver em sua própria casa, ao lado do filho pequeno.

Maria já trabalhava como voluntária no Presídio Central de Porto Alegre, quando perdeu o marido. Em 1936, aos 24 anos de idade, conseguiu convencer a direção do local a dar abrigo a 36 presos.

No primeiro dia fora do presídio, antes de iniciarem o trabalho que ela conseguiu para todos em obras da prefeitura, Maria concedeu a eles um privilégio: eles poderiam visitar a família, desde que voltassem à tarde. Nenhum deles fugiu.

O Patronato Lima Drumond, que hoje funciona em parceria com o Estado, foi fundado por Maria seis anos mais tarde, com recursos próprios e a ajuda dos detentos.

Hoje, 78 anos depois, a assistente social de 102 anos continua morando no local em que 63 homens cumprem pena do regime semiaberto.

A maioria deles tem entre 35 e 45 anos e foi condenada por tráfico de drogas e homicídio. A taxa de fuga é considerada baixa, em média uma por mês, principalmente porque não há grades nem celas no local.

Doze anos atrás, Roberto Sotello era um dos candidatos a viver no patronato. “A direção [da época] não me aceitou. Diziam que eu era muito perigoso. Mas ela argumentou que a casa não era para os santinhos”, lembra ele, que desde então atua como cuidador da idosa.

No último “veraneio”, como os gaúchos chamam as férias de verão, ele levou Maria para acampar com sua família durante cinco dias na lagoa dos Patos (RS). Mesmo de cadeira de rodas, ela tomou banho no rio.

Quando Sotello não está por perto, os outros “anjos”, como ela chama os presos, tomam conta de Maria.

O zelo não é de hoje. Os presos a protegem desde a época em que ela era a única autorizada por eles a entrar na cadeia para mediar rebeliões.

Em uma ocasião, ela levou os criminosos para trabalhar na fazenda de uma amiga, entre eles um condenado por estrangular várias mulheres. Durante a noite, ao sair do quarto, encontrou quatro presos dormindo em frente ao aposento para protegê-la. O episódio foi relatado no “Jornal do Brasil”, em 1974.

Atualmente, três detentos aguardam vaga no patronato — estabelecimento que pode ser público ou privado e prevê cumprimento de pena do regime semiaberto e aberto, além de atendimento aos egressos do sistema penitenciário.

Uma das “receitas” para que a ressocialização seja bem-sucedida é nunca exceder a capacidade de 76 vagas, diz a diretora-executiva do patronato, Sirlei Hahn.

“A gente procura aceitar o preso com histórico carcerário de trabalho, sem problemas disciplinares. Não interessa o crime ou a pena, mas o histórico no sistema prisional. São merecedores”, afirma Hahn.

Prestes a completar 103 anos, em novembro, Maria está lúcida, mas ouve mal e se locomove principalmente em cadeira de rodas.

“Ela se cobra da limitação física”, conta Carlos Eduardo Aguirre, 57, filho adotivo de Maria. “Quando ela quer sair, ela sai. Ela é atrevida”, completa Sotello, lembrando que Maria não perdeu nem a vaidade com o passar dos anos. “Ela é nobre, gosta de estar bem arrumadinha, de sapato”, afirma.

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Dona Maria com o cuidador Roberto Sotello, em férias na lagoa dos Patos (RS)

Método de recuperação

“Não existem criaturas irrecuperáveis, mas métodos inadequados”. É assim que Maria iniciou seu trabalho de conclusão de curso de Serviço Social pela PUC-RS. Publicado originalmente em 1948, a pesquisa sobre o sistema carcerário foi republicada em 2013 pela Ajuris (Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul), em um seminário em sua homenagem.

No trabalho, Maria descreve a “metodologia” de tratamento dos presos, baseada em confiança, diálogo e respeito. Maria aponta entre as principais “causas de delinquência” os “lares desajustados” e recomenda como tratamento preventivo o “amparo à família, reajustamento do lar e assistência à infância”.

Depois de gastar toda a herança nos cuidados com os presos, Maria apelava para o filho. “Volta e meio ela pedia Cr$ 100, Cr$ 200. Ela dizia: ‘Tenho que pagar a luz, o aluguel, ou vão cortar a água do anjo’. Ela sabe que, se o preso não tiver estrutura dentro de casa, vai procurar o crime”, conta.

Dos 1.478 estabelecimentos penais do país, apenas 16 são patronatos, segundo o Ministério da Justiça.

* O blog lamenta informar que Maria Tavares morreu dois dias após a publicação desse post e um dia após a publicação da reportagem na versão impressa da Folha. A morte foi no domingo (21), perto do meio-dia, em decorrência de problemas relacionados à idade avançada. Fica a homenagem.  (fonte)

***

Pessoas como Maria Tavares entendem o mundo com tamanha grandeza de espírito que chegam a chocar.

Chocam pela extrema generosidade, pela força, coragem, e principalmente pela fé…

Fé no próximo, na vida.

São as nobres Madres e Marias, famosas e incógnitas, que fazem deste mundo um lugar ainda especial e digno de ser cuidado.

Obrigada Maria Tavares!

Por sua história…

Por seu legado…

Por seu olhar!

+ Adriana Vitória

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