O “bom” vizinho é aquele que…

O “bom” vizinho é aquele que…

– Aquele que chega todo alegre quando precisa de alguma coisa;

– Empresta seu dinheiro e acha que não precisa devolvê-lo;

– Coloca o carro em frente a sua garagem e acha ruim quando você pede para tirá-lo;

– Ganha um pedaço de bolo e “esquece” de devolver o prato;

– Joga bomba em seu cachorro para que ele se assuste e pare de latir;

– Toca música bem alto na madrugada e acha que todos têm obrigaçaõ de ouvir;

– Coloca o lixo em frente à sua casa porque a calçada dele tem que ter boa aparência;

– Sobe em cima do telhado de sua residência para pegar a pipa do filho que enroscou na antena;

– Fala mal de você para o outro vizinho que corre para contar.

Fala a verdade! Ninguém merece um “bom” vizinho como esse!

Enide Niero Conti

Orfanato procura doadores de cafuné, carinho e amor para crianças que esperam adoção

Orfanato procura doadores de cafuné, carinho e amor para crianças que esperam adoção

Por Vicente Carvalho

Toda e qualquer iniciativa que possa melhorar o dia a dia de crianças que vivem em orfanatos é válida.

E recentemente um pedido da agência norte-americana Spence-Chapin vem chamado a atenção, e vejam a delicadeza do pedido que o site GreenMe publicou:

Procura-se doadores de afago a bebês ou pessoas que queiram dedicar um pouco de seu tempo às crianças que aguardam adoção ou que foram temporariamente distanciadas de seus pais.

A agência trabalha há muito tempo para encontrar famílias para as crianças carentes, e o pedido é uma forma muito simples de qualquer um poder desprender um pouco de amor e solidariedade aos pequenos, pois não se pede nada além de mimá-los, de acordo com a disponibilidade de tempo de cada um.

Os voluntários podem cuidar de recém-nascidos de 2 a 6 semanas de vida, depois de terem participado de um minicurso de formação oferecido pela ONG.

Segundo o Greenme, Os “doadores de afeto” devem fazer um diário e tirar algumas fotos para mostrar às crianças quando elas forem mais velhas e deverão desempenhar um papel fundamental (que faz parte crucial do projeto) que consiste em estar presente durante a inserção da criança na família adotiva ou durante a sua reintegração na família biológica, de modo a não perturbar o equilíbrio dos pequenos.

Fonte sempre indicada: Razões para Acreditar

Nota da Conti outra: Esse é um projeto internacional, entretanto, temos a certeza de que vocês acharão maneiras de doar afeto em instituições próximas de sua casa.

Precisamos falar sobre a loucura

Precisamos falar sobre a loucura

Precisamos falar de loucura, não no seu sentido metafórico, mas em seu sentido literal – não se trata da escolha de um indivíduo por comportamentos fora do padrão, mas de uma condição involuntária quanto a qual não há possibilidade de escolher. Essa loucura é a que formalmente chamamos psicose, ou psicoses, considerando que são muitas. Elementos dessas psicoses fazem parte do vocabulário cotidiano sem que a maioria das pessoas tenham consciência de onde tais palavras vêm e o que realmente querem dizer: esquizofrenia, paranoia, melancolia, megalomania…

Não pretendo dar aqui nenhum curso sobre nomenclaturas, muito, ao contrário, pretendo mesmo é desconstruí-las. É que tenho observado com muito incomodo o quanto as pessoas, de um modo geral, morrem de medo da loucura – das pessoas chamadas loucas. São muitos os equívocos que acompanham esse medo que vem principalmente da falta de conhecimento do que a loucura realmente é. Que primeiro se esclareça que uma pessoa com psicose não é psicopata e são duas coisas absolutamente distintas – Dexter não é psicótico, é psicopata, entendeu? Nem mesmo existe um “padrão” para a loucura (não é atoa que dizem que cada louco tem a sua mania…), mas é possível afirmar que não há nada na natureza da loucura que esteja associado à maldade e  violência que a ela atribuem, mais do que em qualquer outra natureza considerada normal.

Há ainda a falsa crença de que o louco está o tempo inteiro e irremediavelmente fora do mundo, de modo que não existe um diálogo possível, de que nunca há intenção em suas ações, de que ele é absolutamente ingênuo. Ouvi, certa vez, que uma pessoa com esquizofrenia, por exemplo, nunca poderia ser considerada artista, pois não estava consciente da execução da sua obra. Chamaria de “um erro comum de interpretação” se, na realidade, não fosse um preconceito corriqueiro e nocivo que o louco carrega consigo nas costas diante das mais diversas situações da sua vida. Pior que isso é ver pessoas que conversam com um psicótico como se ele fosse uma criança de 2 anos de idade. Cabe aqui outra distinção: uma pessoa de estrutura mental psicótica não tem deficiência mental, a inteligência dela e o seu desenvolvimento cognitivo como um todo podem ser iguais ou até superiores ao de uma pessoa considerada normal, por que trata-se de uma pessoa fisiologicamente saudável – e se não o for, não será devido a psicose, embora o contrário seja possível.

O que acontece é que da mesma forma que um tanto de “gente normal”, os chamados neuróticos, podem vir a ter sintomas depressivos que os visitem de tempos em tempos, ou a síndrome do pânico, a ansiedade e outros sintomas que dizem respeito ao seu caos interior, assim também acontece com o psicótico, mas os seus sintomas são outros: alucinações, paranoia, etc. E se cada um carrega o seu fardo de uma forma diferente, assim também existe a diferença na diferença – as alucinações não são iguais, as formas de uma pessoa em surto se manifestar também não são iguais, assim como as tristezas não são iguais, nem as manifestações de alegria. Não podemos apagar a singularidade das pessoas em detrimento de sua estrutura mental ou da doença que advém dela. E todas as estruturas mentais podem vir a adoecer, particularmente em um mundo tão tóxico e imunologicamente frágil.

É perfeitamente possível conviver e conversar com um louco quando ele não está em surto. Pode ser que ele veja o mundo de uma forma diferente da sua e se comunique de forma, também, diferente, pode ser que ele tenha alguma dificuldade em se localizar no tempo e no espaço da mesma forma em que você se localiza, mas é fato que a grande maioria dos ditos loucos dariam conta disso se os demais estivessem dispostos a se empenhar nessa comunicação. Quando uma pessoa está assistindo um filme de fantasia, por exemplo, ela conversa com personagens, consegue raciocinar dentro de uma lógica que é fictícia e se imaginar nela, decora nomes de objetos e ações que só existem naquele universo fantasioso, e nada disso parece absurdo. Da mesma forma acontece nos jogos, na apreciação artística, na paixão… Recebemos a linguagem que estamos abertos a receber e, assim, nos comunicamos. Há aqueles que conseguem se comunicar até mesmo com animais. Por que parece tão mais inviável, então, comunicar-se com uma pessoa psicótica?

São pessoas capazes sim, conscientes sempre que estão saudáveis, isto é, quando não estão em surto. Podem perfeitamente encontrar formas de organização – que apenas não condizem com as formas de organização mais convencionais. Podem viver normalmente, podem se comunicar se alguém puder ouvir, podem estabelecer laços e compromissos à sua maneira, podem ser felizes. Podem tudo isso e podem mais. São raros os casos em que estas capacidades estão realmente comprometidas de forma crônica. O que cronifica a loucura enquanto uma condição de dependência e incapacidade, o que a isola e marginaliza enquanto ativa e participante do cotidiano é a forma em que a sociedade a trata. Há e houveram lugares que consideravam os seus loucos seres superiores e capazes de se comunicar com os deuses, e há outros onde essas pessoas são aceitas socialmente e todos conversam com elas com a mesma atenção e respeito com que conversam com qualquer outra pessoa. A loucura não é marginal por si mesma, ela é marginalizada por uma estrutura social que, neste caso, esta sim é perigosa, diria, até, perversa.

Freud mesmo indicou a falência da nossa civilização em atender às condições essenciais do ser humano em sua diversidade subjetiva em “O mal estar na civilização”, com humor sagaz Erasmo “desenha” para os leigos porque a loucura é mais uma questão de fora para dentro do que de dentro para fora. Nós mesmos adoramos falar de loucura, adoramos falar que somos loucos, adoramos falar que gostamos de pessoas loucas quando isso diz respeito a uma fugidinha dos padrões. Esse gosto descompromissado com a diferença só precisa estender-se um pouco mais e ser protagonista, para dar conta de bater um papo com um esquizofrênico, tentar entender suas alucinações e como ele vive todas aquelas coisas em lugar de simplesmente duvidar e desprezar. Muitas das características “perigosas” que os loucos apresentam no imaginário social são resultado da marginalidade que lhe é atribuída. Que pessoa que nunca recebe amor, gentileza e atenção das outras, que nunca é levada a sério ou em consideração, comporta-se de forma agradável e madura diante do outro? Que pessoa que, sendo a todo instante tratada enquanto incapaz, se perceberá capaz em algum momento? Que pessoa que nunca é ouvida aprenderá a se comunicar?

Precisamos ser menos ingênuos em relação à nossa visão da loucura. Há muito a se aprender com os loucos, todos eles, os loucos loucos e os loucos normais. Não deveríamos nem romantizar a loucura, nem subestimá-la ou desprezá-la. O louco pode ser bom ou mal, criativo ou medíocre, carismático ou apático, como qualquer pessoa pode ser uma e outra e tantas outras coisas ao mesmo tempo. O louco não é “O louco”, ele tem a loucura enquanto uma condição para existir, e isso pode ser limitação e potência – muito depende das possibilidades que o meio oferece. Há muita riqueza de história e de vivência que perdemos na recusa da escuta ou de uma escuta passiva da pessoa considerada louca. Esse medo de conhecer algo em vez de simplesmente acatar o que foi previamente estabelecido sobre o mesmo é uma debilidade que custa caro, tanto para quem a cultiva quanto para quem é alvo dela. A loucura não morde, mas a ignorância, o preconceito e a solidão que estes impõem à pessoa psicótica sim. Mordem muito. Mordem tanto que podem até matar.

Ciência explica por que reclamar altera negativamente o cérebro

Ciência explica por que reclamar altera negativamente o cérebro

Ouvir alguém reclamar, mesmo que seja você mesmo, nunca fez bem. Algumas pessoas dizem que reclamar pode agir como uma catarse, uma maneira de descarregar emoções e experiências negativas. Mas olhar com mais atenção ao que o ato de reclamar realmente faz para o cérebro nos dá motivos reais para lutar por um estado de espírito mais positivo e eliminar o mimimi de nossas vidas.

O cérebro é um órgão complexo que, de alguma forma, funciona em conjunto com a consciência para criar a personalidade de um ser humano, sempre aprendendo, sempre recriando e se regenerando. É ao mesmo tempo o produto da realidade e o criador da realidade, e a ciência está finalmente começando a entender como o cérebro cria a realidade.

Autor, cientista da computação e filósofo, Steven Parton examinou como as emoções negativas na forma de reclamações, tanto expressas por você mesmo ou vindas de outros, afetam o cérebro e o corpo, nos ajudando a entender por que algumas pessoas parecem não conseguir sair de um estado negativo.

Sua teoria sugere que a negatividade e a reclamação realmente alteram fisicamente a estrutura e função da mente e do corpo.

contioutra.com - Ciência explica por que reclamar altera negativamente o cérebro“Sinapses que disparam juntas, se mantém juntas”, diz Donald Hebb, que é uma maneira concisa de compreender a essência da neuroplasticidade, a ciência de como o cérebro constrói suas conexões com base em tudo a que é repetidamente exposto. Negatividade e reclamações irão reproduzir mais do mesmo, como essa teoria destaca.

Donald Hebb explica ainda:

O princípio é simples: em todo o seu cérebro há uma coleção de sinapses (responsáveis por transmitir as informações de uma célula para outra) separadas por espaços vazios chamados de fenda sináptica. Sempre que você tem um pensamento, uma sinapse dispara uma reação química através da fenda para outra sinapse, construindo assim uma ponte por onde um sinal elétrico pode atravessar, carregando a informação relevante do seu pensamento durante a descarga.
… toda vez que essa descarga elétrica é acionada, as sinapses se aproximam mais, a fim de diminuir a distância que a descarga elétrica precisa percorrer (…). O cérebro irá refazer seus próprios circuitos, alterando-se fisicamente para facilitar que as sinapses adequadas compartilhem a reação química e tornando mais fácil para o pensamento se propagar.”

Além disso, a compreensão desse processo inclui a ideia de que as ligações elétricas mais utilizadas pelo cérebro se tornarão mais curtas, portanto, escolhidas mais frequentemente pelo cérebro. Isso explica como a personalidade é alterada.

No entanto, como seres conscientes, temos o poder de modificar esse processo, simplesmente ao nos tornarmos conscientes de como o jogo universal da dualidade atua no momento em que surgem os pensamentos. Nós temos o poder de escolher criar pensamentos conscientes de amor e harmonia, garantindo, assim, que o cérebro e a personalidade sejam positivamente alterados.

A empatia e o efeito em grupo
Vamos além do efeito que a reclamação tem sobre o próprio indivíduo. Essa linha de raciocínio científico se estende até a dinâmica entre duas pessoas, explicando cientificamente como a reclamação joga outras pessoas para baixo.

Assim, quando alguém derrama um caminhão de fofocas, de negatividade e drama em cima de você, você pode ter certeza que está sendo afetado bioquimicamente, diminuindo as suas chances ser feliz. A exposição a esse tipo de explosão emocional realmente provoca estresse. E já sabemos que o estresse mata. Portanto, reclamação e negatividade podem contribuir seriamente para a sua morte precoce.

Parton refere-se a essa perspectiva como “a ciência da felicidade”, e este comportamento de reclamação contínua oferece um estudo propício para a ligação entre o poder do pensamento e a capacidade de controle que uma pessoa pode ter sobre a criação de sua realidade tridimensional.

“… Se você está sempre reclamando e menospreza o seu próprio poder sobre a realidade, você não pensa que tem o poder de mudar. E assim, você nunca vai mudar. “

Artigo extraído do site Terapeutas Quânticos e Holísticos , adaptado por WaysUP.

7 motivos pelos quais ser altamente sensível é um dom

7 motivos pelos quais ser altamente sensível é um dom

Certamente você sabe, assim como eu, que ser uma pessoa altamente sensível ou PAS tem seus prós e contras. É hora de mudar a eterna visão que geralmente temos de que a sensibilidade não é algo bom na hora de administrar as nossas experiências.

Precisamos entender que ser sensível só quer dizer que você está conectado de uma forma muito mais ativa e produtiva consigo mesmo.

Se você continua pensando que depois de toda uma vida percebendo até o mínimo detalhe, isso não é algo positivo, eu gostaria de convidá-lo a ler estes 7 motivos pelos quais ser altamente sensível é um presente.

“A verdade é para o sábio; a beleza, para o coração sensível.”
-Friedrich Schiller-

Porque faz com que você seja mais honesto/a

Ser altamente sensível o empurra a ser mais coerente com aquilo que sente por dentro, caso contrário você fica preso emocionalmente. Isso quer dizer que compartilhamos facilmente aquilo que sentimos, demonstrando por cada poro da nossa pele a emoção que estamos desfrutando, por muito positiva ou negativa que possa ser.

Nos permitimos ser autênticos e sermos o que verdadeiramente somos, sem rodeios ou bloqueios. Muitas pessoas poderão pensar que esta forma de perceber a vida denota certa estridência, mas na realidade o que vale é o que o seu coração sente. Aquilo que os outros jamais poderão calar. E quanto mais forte for, mais fará com que você seja livre para viver como quiser.

A intensidade reina nas suas emoções

Quando você sente a dor do outro, a intensidade se converte na melhor amiga das suas emoções: o amor, a dor, a decepção e a alegria.

A sociedade nos faz perceber a intensidade como algo ruim, já que se não soubermos gerenciá-la podemos perder o controle e não conseguir fazer nada do que desejamos ou precisamos.

Mas, é aí que eu me pergunto: O que há de errado em não deixar nada pendente na sua vida? Aprenda a gerir a sua intensidade em cada emoção, em cada palavra, em cada momento da sua vida e então a sua existência será incrivelmente maravilhosa.

Você se conecta com a vida 

Para mim, um dos imensos dons que envolvem ser uma pessoa altamente sensível ou PAS é que você se conecta com a vida. Os seus dias, absolutamente todos, têm um sentido enorme. Tudo vale, porque tudo tem um porquê. Ser assim lhe permite ver a magia de tudo ao seu redor e compreender por que você é quem é. Permite compreender o porquê da sua pessoa e daquelas que você ama.

As ações deixam de ser algo comum, estereotipado. Você aceita que a vida está fluindo, que as coisas mudam, que você aprecia o que sente e desfruta. E sobretudo você se permite “deixar levar” e, portanto, ser livre. Livre para ter a consciência de que tudo, absolutamente tudo tem o seu porquê.

contioutra.com - 7 motivos pelos quais ser altamente sensível é um dom

Seu coração brilha para você e para quem você ama

Ser sensível lhe faz sentir qualquer emoção a um nível imensamente excepcional. Por isso, a sua empatia se desenvolve a níveis inesperados, fazendo com que você seja muito mais compassivo se decidir usar esse dom positivamente.

Você pode tornar sua qualquer sensação alheia, porque a vida lhe entrega a missão de escutar e ajudar incondicionalmente. Você aprende que está autorizado a dizer não, mas sempre irá adorar oferecer a sua ajuda àquela pessoa que merece seu amor incondicional e seu coração de ouro.

Sua intuição é como uma estrela cadente

Você tem um nível de sensibilidade tão alto que pode se permitir sentir mais além do que o estabelecido. Saiba que quando você flui e ignora as coisas mais fúteis, a sua intuição desperta de uma forma sobrenatural. E você a converte em uma ferramenta potente para se sentir pleno e feliz.

Você se permite pressentir situações e sentimentos, tanto seus quanto dos outros. Desta forma, você gere o seu próprio EU, a sua essência e, o mais importante, seu amor por si mesmo e pela vida por aqueles que você ama. Você permite-lhes uma ajuda eficaz inconscientemente, algo que amplia seu coração e lhe faz uma pessoa ainda melhor.

Você sabe se relacionar com os outros 

Contarei para você o que está acontecendo atualmente comigo e com o meu parceiro. Acontece que quando você é uma pessoa altamente sensível, você percebe os pequenos brilhos das pessoas com quem está se relacionando, como se se tratasse de um mapa do tesouro. Esses brilhos o guiam até onde se encontra o verdadeiro potencial dessa pessoa, suas necessidades, segredos inconfessáveis…

Você é alguém muito perspicaz, o que lhe permite saber muito mais e adiantar o que as outras pessoas querem de forma muito mais intensa do que o habitual. Tudo isso lhe permite criar vínculos inconscientes cheios de intensidade com seus entes queridos e com o meio ambiente.

Ser altamente sensível constitui a sua verdadeira essência

Haverá muitas pessoas que não irão entendê-lo, algumas poderão até desencorajá-lo em uma tentativa de subestimar o fato de que ser sensível implica algo maravilhosamente bom.

Lembre-se de que quando algo nos dá medo, nós seres humanos temos uma tendência a subestimar e rejeitar isso diretamente, sem pararmos para pensar se isso pode ou não ajudar a pessoa em questão.

Provavelmente, como aconteceu na minha vida, você já se sentiu incompreendido milhões de vezes ou sentiu que “algo não ia bem” na sua vida. Espero que com estes 7 motivos você compreenda o imenso potencial e dom vital que você pode e tem direito a desfrutar como o ser humano que é.

“A sensibilidade constitui o próprio egoísmo do eu. Trata-se do senciente e não do sentido. O homem como medida de todas as coisas — isto é, não medido por nada —, que compara todas as coisas, é incomparável; ele se afirma no sentir da sensação.”
-Emmanuel Lévinas-
Fonte indicada: A Mente é Maravilhosa

Ela diz a sua avó que o marido a traiu…Aqui está a resposta da velha senhora

Ela diz a sua avó que o marido a traiu…Aqui está a resposta da velha senhora

Esta é uma boa lição para todos nós, não importa em que fase da vida…

Uma jovem foi conversar com sua avó, e contou sobre o quanto as coisas estavam difíceis na sua vida – o marido a havia traído e ela estava arrasada. Ela não sabia o que ia fazer e queria desistir. Ela estava cansada de lutar e brigar. Parecia que assim que um problema estava resolvido, um outro surgia.

Sua avó a levou para a cozinha. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas no fogão. Assim que a água começou a ferver, colocou em uma das panelas cenouras, em outra colocou ovos, e na última colocou café, sem dizer uma palavra.

Cerca de vinte minutos depois, ela desligou o fogão, colocou as cenouras em uma tigela e os ovos em outra. Então pegou o café e derramou o líquido em uma terceira tigela.

Virando-se para a neta, ela disse: “Diga-me o que você vê.”

“Cenouras, ovos e café,” ela respondeu.

Sua avó trouxe as tigelas para mais perto e pediu que a neta experimentasse as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. A avó então pediu que ela pegasse um ovo e o quebrasse. Depois de retirar a casca, ela observou o ovo cozido.

Finalmente, pediu que a neta saboreasse o café. A neta sorriu ao provar seu aroma delicioso, e perguntou: “O que significa isso, vovó?”

Sua avó explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade: água fervente. E cada um reagiu de forma diferente. A cenoura era forte, firme e inflexível. No entanto, após ter sido submetida à água fervente, amoleceu e se tornou frágil. Os ovos eram frágeis – sua casca fina protegia o líquido no interior, mas depois de colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo. No entanto, o pó de café foi o único que, depois de colocado na água, mudou a água.

“Qual deles é você?”, perguntou a avó. “Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou o café?”

Pense nisso: Quem sou eu? Sou como a cenoura que parece forte, mas murcho com a dor e a adversidade? Fico frágil e perco a força?

Será que sou o ovo, que começa com um interior maleável, mas muda com o calor? Será que eu tenho um espírito maleável, mas depois de uma morte, uma separação, uma dificuldade financeira ou algum outro julgamento, eu me torno mais difícil e dura? Será que minha casca parece a mesma por fora, mas no interior estou mais amarga, com o espírito e coração endurecidos?

Ou eu sou como o pó de café, que muda a água quente – a própria circunstância que traz a dor? Quando a água fica quente, ele libera a fragrância e o sabor. Se você é como o café, quando as coisas estão no seu pior, você melhora e muda a situação em torno de você. Quando o momento é de escuridão e os obstáculos são mais difíceis, você se eleva a um outro nível?”

Como você lida com a adversidade? Você é uma cenoura, um ovo ou o café?

autor desconhecido

A gente ama o que sente, não o que vê

A gente ama o que sente, não o que vê

Não existe por do sol bonito apreciado por olhos infelizes.

A gente ama o que sente num lugar. A gente ama o que sente na presença de outra gente. A gente ama o que sente num olhar.

A gente não ama o belo nem o agradável só aos olhos. A gente ama a beleza que emana do outro. E tudo fica belo e perfeito.
Os olhos são os radares, mas não ousam a posição de sensores. A beleza encanta.

Mas o que a gente ama, é de outro modo que a gente vê. É um modo único, particular, reservado. A lente que fotografa as memórias mais caras, perpetua o que a gente vê e também o que sente, aspira, suspira, eterniza.

Olhar por olhar é só apreciar. É um instantâneo agradável. É belo, mas passa. A polaroid que apaga com o tempo.

Apreciar um filhote dormindo, nosso ou de qualquer outra espécie, desperta amor. A gente vê a beleza através desse amor. Enrugadinho, careteiro, bochechudo, não importa, quem enxerga é o amor. E nessa lógica tudo se enquadra e se encaixa… Imperfeições, assimetrias, diferenças, pouco que sobra, muito que falta, o amor enxerga com gentileza e generosidade.

O que a gente vê aguça, instiga. É bom.
O que a gente ama, aninha, conforta, dá colo, faz o por do sol aparecer a qualquer hora e em qualquer lugar.

Olhar faz bem, admirar, ainda mais.
Mas amar, amar faz a gente enxergar grandes e deliciosas belezas, que a olho nu jamais se revelariam.

A gente ama o que sente, não o que vê.

Insatisfação profissional? E agora?

Insatisfação profissional? E agora?

A vida profissional possui grande importância na vida da maioria das pessoas. Gera recompensas como reconhecimento, status social, retorno financeiro, satisfação e realização pessoal. Escolher uma profissão é uma tarefa delicada e, em alguns casos, angustiante. Como é possível escolher algo para o resto da vida? Esse é um questionamento comum entre adolescentes que estão ingressando em uma nova realidade. É o início, mas também, o término de um ciclo. O encerramento da infância para o ingresso na vida adulta. O momento de descobertas, conquistas e de independência.

Esse tema parece, à primeira vista, um assunto relacionado exclusivamente ao público juvenil, porém é cada vez mais comum que adultos, já estabelecidos na vida profissional, com anos de experiência em determinada área, decidam mudar, trocar de profissão e retornar às salas de aula.

São diversos os fatores que podem levar uma pessoa a se decepcionar com a carreira e despertar o desejo da mudança. Porém, antes de tomar uma decisão como essa é importante que se compreenda os reais motivos que levam a essa insatisfação, para que tal mudança não seja uma forma inconsciente de boicote e que, no futuro, possa gerar culpa e arrependimento.

A difícil tarefa de tornar-se adulto

Existem pessoas que não conseguem dar continuidade aos seus projetos profissionais por medo do fracasso ou das críticas, que são inerentes a uma atuação longa dentro de uma mesma área. Essas dificuldades podem vir a prejudicar a carreira do profissional. Com isso, após alguns anos de trabalho, no momento em que deveriam se sentir estabelecidos e, consequentemente, ocupar cargos mais importantes com maiores responsabilidades, se sentem desestimulados e insatisfeitos.

Há também aqueles que possuem dificuldade de crescimento e amadurecimento. São pessoas que tendem a se ver de forma mais infantilizada. A solidificação de uma carreira profissional promove um amadurecimento, independência financeira e liberdade, mas também gera responsabilidades, riscos e desafios. Enquanto estudantes ou recém-formados pode-se ter a falsa sensação de que as críticas ou fracassos recorrentes desse processo são aceitáveis e, portanto, não muitos assustadores.

A vontade de mudar nesses casos pode acobertar uma fuga dos riscos que uma carreira sólida gera. Quando se é confrontado em situações de insegurança e medo, tende-se a evitá-las. É uma forma inconsciente de se defender do perigo seja real ou imaginário. Com isso, sem que se dê conta desse processo, são criadas justificativas bastante convincentes para realizar a mudança. Porém, depois que a nova carreira se torna algo corriqueiro e o profissional se vê novamente estabelecido, provavelmente a sensação de insatisfação retornará, junto com a vontade de trocar de área novamente. Em algumas situações mais sérias, entra-se em um ciclo de constante troca de cursos e áreas de trabalho, não conseguindo se estabelecer em nenhuma delas.

Refletir para mudar

É importante que aqueles que demandam trocar de profissão como uma forma de fuga busquem um autoconhecimento para aprender a lidar com os seus medos a fim de construir estratégias eficientes para a obtenção do que realmente deseja.

Há também pessoas que, apesar de se esforçarem, não possuem afinidades com a sua área de atuação. Como não gostam do que fazem, sentem-se constantemente insatisfeitos e frustrados. Tais situações pedem que o profissional repense quais são as profissões que o agradam mais para, assim, tentar realizar uma mudança. O teste vocacional, aplicado por um psicólogo habilitado, pode ser um grande aliado nesse processo.

A satisfação pessoal e a identificação do profissional com a sua área são fundamentais para uma realização profissional a longo prazo. Muitas vezes a escolha feita na época da adolescência foi equivocada, uma vez que o jovem não possuía informações ou mesmo maturidade suficientes para uma escolha como essa. Perceber que errou e que não está feliz na escolha não é sinal de fracasso e, muito menos, motivo de vergonha. É sinal de que houve um amadurecimento e autoconhecimento, fatores fundamentais para a escolha de algo que o acompanhará ao longo de muitos anos da vida.

Enquanto há desejo de melhorar e de ser feliz, há possibilidade de mudanças. O que é verdadeiro para todas as áreas da vida, inclusive a profissional! Para isso é importante refletir e conhecer de verdade as suas motivações e desejos, isentos de censuras ou críticas.

Viajar em busca de respostas

Viajar em busca de respostas

Organizando gavetas, faço uma longa pausa ao examinar as folhas de meus velhos passaportes. Quem, diante de uma perda, seja ela financeira ou pessoal, de um amor acabado, um projeto frustrado, um sonho que se tornou pesadelo, uma estrada mal escolhida ou uma mera insatisfação pessoal, nunca pensou em largar tudo e viajar pelo mundo, na tentativa de encontrar respostas; na esperança de encontrar a si mesmo?

Nessa mesma busca, perdi as contas de quantas vezes já coloquei uma dúzia de peças de roupas na mala e caí no mundão. Meu luto viajava comigo e, entre uma decolagem e outra, ou ao subir num trem que me daria uma noite inteira de reflexão até adentrar mais uma fronteira, certamente, encontrei respostas surpreendentes dentro de mim. Algumas assustadoras, outras dolorosas, mas quase sempre libertadoras.

Andar pelo mundo sem hora para voltar é realmente uma experiência extraordinária e, é claro, minha natureza nômade e uma busca incessante por respostas, que me persegue desde a infância, me pedem, constantemente, o levantar de novos voos.

Ocorre que tenho me perguntado, com frequência, se uma viagem é mesmo capaz de realizar a proeza de trazer as respostas que desvendariam, finalmente, os mistérios da vida, das emoções e de quem realmente somos, ou se seria possível chegar a elas, igualmente, na paz da minha casa?

Me pergunto se não estamos dispostos a fazer a volta ao mundo apenas porque não queremos encarar o mais distante dos destinos: a viagem para dentro de nós mesmos.

Tomada por esse pensamento, por coincidência ou vibração, me deparo com dizeres do escritor italiano Tiziano Terzani que me dão a resposta na justa medida de minhas inquietações:

“O que está fora, também está dentro. O que não está dentro, não está em lugar nenhum. Viajar não adianta. Se uma pessoa não tem nada dentro, nunca encontrará nada fora. É inútil ir procurar no mundo o que não consegue encontrar dentro de si.”

Então, para você que, como eu, busca respostas, saiba que o mundo é lindo e que vale a pena o deslumbre de conhecê-lo, mas que não importa se você está aqui ou em Marrakesh, as respostas que possibilitam uma existência plena, assim como todos almejamos, devem ser encontradas, invariavelmente, dentro de cada um de nós.

Os 10 filmes mais cheios de significado que eu vi na Netflix

Os 10  filmes mais cheios de significado que eu vi na Netflix

Existem filmes que permanecem em nós.

São eles aqueles que ecoam em nossos sentimentos e que dão formas aos nossos sonhos. São eles que nos fazem pensar, que nos desestabilizam, que nos emocionam e nos tocam de uma maneira que, muitas vezes, nunca pensamos ser tocados.

A lista abaixo apresenta uma sequência de filmes com os quais eu, particularmente, tenho forte ligação afetiva. Selecionei-os da listagem do catálogo da Netflix para que pudessem ser facilmente encontrados, resgatados ou mesmo redescobertos.

Eles não são fruto de uma escolha baseada em critérios tecnicos. Entretanto, penso que são mais que isso pois são fruto do meu afeto e do conteúdo que eu conheço e posso indicar.

Se algum deles chegar a tocar alguém e despertar um momento de profunda sensibilidade e encanto…era somente esse o meu objetivo!

Aproveitem as dicas!

Nota: é sempre importante verificar se os filmes mencionados ainda estão presentes no catálogo da Netflix, uma vez que eles entram e saem de tempos em tempos.

1- A dama dourada

Título original: Woman in Gold

Ano: 2015

Nacionalidade:  Reino Unido, EUA

Direção:   Simon Curtis

Sinopse Oficial: Década de 1980. Maria Altmann (Helen Mirren) é uma judia sobrevivente da Segunda Guerra Mundial que decide processar o governo austríaco para recuperar o quadro “Woman in Gold”, de Gustav Klimt – retrato de sua tia que foi roubado pelos nazistas durante a ocupação. Ela conta com a ajuda de um jovem advogado, inexperiente e idealista (Ryan Reynolds).

contioutra.com - Os 10  filmes mais cheios de significado que eu vi na Netflix

2- O Fabuloso Destino de Amelie Poulain

Título original: Le Fabuleux destin d’Amélie Poulain

Ano: 2001

Nacionalidade: França

Direção: Jean-Pierre Jeunet

Sinopse Oficial: Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.

contioutra.com - Os 10  filmes mais cheios de significado que eu vi na Netflix

3- A vida é bela

Título original: La vita e bella

Ano: 1998

Nacionalidade: Itália

Direção: Roberto Benigni

Sinopse Oficial: Durante a Segunda Guerra Mundial na Itália, o judeu Guido (Roberto Benigni) e seu filho Giosué são levados para um campo de concentração nazista. Afastado da mulher, ele tem que usar sua imaginação para fazer o menino acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de protegê-lo do terror e da violência que os cercam.

contioutra.com - Os 10  filmes mais cheios de significado que eu vi na Netflix

4- A vida dos outros

Título original:Das Leben der Anderen

Ano: 2006

Nacionalidade: Alemanha

Direção: Florian Henckel von Donnersmarck

Sinopse Oficial: Georg Dreyman (Sebastian Koch) é o maior dramaturgo da Alemanha Oriental, sendo por muitos considerado o modelo perfeito de cidadão para o país, já que não contesta o governo nem seu regime político. Apesar disto o ministro Bruno Hempf (Thomas Thieme) acha por bem acompanhar seus passos, para descobrir se Dreyman tem algo a esconder. Ele passa esta tarefa para Anton Grubitz (Ulrich Tukur), que a princípio não vê nada de errado com Dreyman mas é alertado por Gerd Wiesler (Ulrich Mühe), seu subordinado, de que ele deveria ser vigiado. Grubitz passa a tarefa a Wiesler, que monta uma estrutura em que Dreyman e sua namorada, a atriz Christa-Maria Sieland (Martina Gedeck), são vigiados 24 horas. Simultaneamente o ministro Hempf se interessa por Christa-Maria, passando a chantageá-la em troca de favores sexuais.

contioutra.com - Os 10  filmes mais cheios de significado que eu vi na Netflix

5- Letters to father Jacob

Título original: Letters to father Jacob

Ano:  2009

Nacionalidade: Finlândia

Direção:  Klaus Härö

Sinopse Oficial: Com poucas opções de trabalho após ter sido perdoada por uma condenação, Leila concorda em servir como assistente de um pastor cego. O padre Jacob passa seus dias respondendo às cartas do necessitados, o que Leila acha insensato. Mas quando as cartas param, o pastor sente-se devastado e Leila se vê diante de uma nova tarefa.

contioutra.com - Os 10  filmes mais cheios de significado que eu vi na Netflix

5- Meia noite em Paris

Título original: Midnight in Paris

Ano:  2011

Nacionalidade: EUA

Direção:  Woody Allen

Sinopse Oficial: Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e sonhou ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que fez com que fosse muito bem remunerado, mas que também lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está prestes a ir a Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.

contioutra.com - Os 10  filmes mais cheios de significado que eu vi na Netflix

6- O sol é para todos

Título original: To Kill a Mockingbird

Ano:  1963

Nacionalidade: EUA

Direção:   Robert Mulligan

Sinopse Oficial: Jean Louise Finch (Mary Badham) recorda que em 1932, quando tinha seis anos, Macomb, no Alabama, já era um lugarejo velho. Nesta época Tom Robinson (Brock Peters), um jovem negro, foi acusado de estuprar Mayella Violet Ewell (Collin Wilcox Paxton), uma jovem branca. Seu pai, Atticus Finch (Gregory Peck), um advogado extremamente íntegro, concordou em defendê-lo e, apesar de boa parte da cidade ser contra sua posição, ele decidiu ir adiante e fazer de tudo para absolver o réu.

contioutra.com - Os 10  filmes mais cheios de significado que eu vi na Netflix

7- Hotel Ruanda

Título original: Hotel Rwanda

Ano: 2004

Nacionalidade:  Reino Unido , África do Sul , Itália

Direção:   Terry George

Sinopse Oficial: Em 1994 um conflito político em Ruanda levou à morte de quase um milhão de pessoas em apenas cem dias. Sem apoio dos demais países, os ruandenses tiveram que buscar saídas em seu próprio cotidiano para sobreviver. Uma delas foi oferecida por Paul Rusesabagina (Don Cheadle), que era gerente do hotel Milles Collines, localizado na capital do país. Contando apenas com sua coragem, Paul abrigou no hotel mais de 1200 pessoas durante o conflito.

contioutra.com - Os 10  filmes mais cheios de significado que eu vi na Netflix

8- Perfume de mulher

Título original: Scent of a Woman

Ano: 1992

Nacionalidade:  EUA

Direção:   Martin Brest

Sinopse Oficial: Frank Slade (Al Pacino), um tenente-coronel cego, viaja para Nova York com Charlie Simms (Chris O’Donnell), um jovem acompanhante, com quem resolve ter um final de semana inesquecível antes de morrer. Porém, na viagem ele começa a se interessar pelos problemas do jovem, esquecendo um pouco sua amarga infelicidade.

contioutra.com - Os 10  filmes mais cheios de significado que eu vi na Netflix

9- Elsa e Fred

Título original: Elsa & Fred

Ano: 2014

Nacionalidade:  EUA

Direção:   Michael Radford

Sinopse Oficial: Elsa (Shirley MacLaine) é uma mulher de idade que vive sozinha. Um dia, ela comete uma barbeiragem ao sair com o carro e quebra os faróis do carro de Lydia (Marcia Gay Harden), a filha de seu novo vizinho, Fred (Christopher Plummer). Revoltada com o ocorrido, Lydia exige que Elsa pague o conserto. O filho de Elsa (Scott Bakula) aceita cobrir os danos mas, ao entregar o cheque a Fred, Elsa lhe conta uma história triste que acaba convencendo-o a recusar o valor. Com o tempo, Elsa e Fred se aproximam cada vez mais, apesar do temperamento bastante diferente. Enquanto ela é cheia de vida, ele é rabugento e mal quer sair de casa.

contioutra.com - Os 10  filmes mais cheios de significado que eu vi na Netflix

10- Minhas Tardes com Margueritte

Título original: La Tête en friche

Ano: 2010

Nacionalidade: França

Direção: Jean Becker

Sinopse Oficial: Imagine o encontro de duas forças. De um lado, mais de 100 quilos de pura ignorância e do outro menos de 50, carregados de ternura. Entre eles, uma diferença de décadas de idade e em comum, o encanto pelos livros. Esta é a história de um cinquentão pobre com as palavras e uma idosa inversamente rica com elas.

Leia mais sobre o filme em O poder da literatura em “Minhas Tardes com Margueritte”

Nota da página: Aparentemente o filme recentemente saiu do catálogo da Netflix, mesmo assim, merece ser procurado e visto por outras vias.

contioutra.com - Os 10  filmes mais cheios de significado que eu vi na Netflix

 

DICA EXTRA…MAS NÃO MENOS RELEVANTE!!!

O segredo dos teus olhos

Título original: El Secreto de Sus Ojos

Ano: 2009

Nacionalidade: Espanha, Argentina

Direção:   Juan José Campanella

Sinopse Oficial: Benjamin Esposito (Ricardo Darín) se aposentou recentemente do cargo de oficial de justiça de um tribunal penal. Com bastante tempo livre, ele agora se dedica a escrever um livro. Benjamin usa sua experiência para contar uma história trágica, a qual foi testemunha em 1974. Na época o Departamento de Justiça onde trabalhava foi designado para investigar o estupro e consequente assassinato de uma bela jovem. É desta forma que Benjamin conhece Ricardo Morales (Pablo Rago), marido da falecida, a quem promete ajudar a encontrar o culpado. Para tanto ele conta com a ajuda de Pablo Sandoval (Guillermo Francella), seu grande amigo, e com Irene Menéndez Hastings (Soledad Villamil), sua chefe imediata, por quem nutre uma paixão secreta.

contioutra.com - Os 10  filmes mais cheios de significado que eu vi na Netflix

As legendas oficiais são provenientes do site Adoro Cinema.

Notas da página:

Os amigos da página, nos comentários, ainda falaram muito do filme “Intocáveis“.

Na minha lista inicial eu também havia anotado “O mordomo do presidente“.

Temos ainda as biografias “Piaf” , “Frida” e “Coco antes de Chanel que também são excelentes!!!

Em um estilo um pouco diferente, um filme extremamente forte, mas muito bom é “Beasts of No Nation”

Era uma vez…

Era uma vez…

Os contos de fadas, as lendas, fábulas e outras formas de narrativas populares possuem um papel importante na formação, fortalecimento e empoderamento do nosso senso crítico. Apesar de fictícios, muitas vezes as narrativas populares atuam em nossa mente racional através de projeções e espelhamentos. Elas trazem ainda, questionamentos que todos nós compartilhamos como dúvidas, angústias, dificuldades e desejos de felicidade.

Nos contos encontramos personagens imperfeitos que trazem à tona situações e conflitos que vivenciamos na realidade. Podemos encontrá-los através de uma mãe ou madrasta que odeia ou inveja sua filha ou enteada, a morte através da perda dos provedores e entes queridos, o sentimento de vulnerabilidade e solidão e ainda o encontro com aqueles que nos aconselham e auxiliam a cumprir nossas missões.

Nas histórias, ao contrário da realidade, existe uma separação nítida entre o bem e mal, essas forças são polarizadas, e isso também nos ajuda a afinar o olhar e aprender a diferenciar pessoas e atitudes saudáveis e que nos fazem bem, das que nos fazem mal. Durante a fantasia então, podemos descobrir novas possibilidades de desfechos para situações que vivenciamos na realidade e recriá-los em nossas vidas.

Dentro da visão da Gestalt-terapia, podemos dizer que as histórias espelham projeções e situações por nós idealizadas e assim podem nos ajudar a viver um “awareness”, o momento do “dar-se conta” dos fatos como eles são. Muitas vezes não percebemos que a maioria das vezes usamos narrativas na vida real que são feitas com tempos verbais que excluem o tempo presente. Porém, a Gestalt-terapia nos convida à viver no “aqui agora”, à lidar apenas com aquilo que “damos conta” no momento, pois não é construtivo imaginar situações futuras com os recursos que temos no presente.

Dessa forma, qualquer fala que não inclua o “aqui agora” é uma fala que não nos ajuda a sair dos nossos padrões de comportamentos e ciclos viciosos. Vivemos de fantasia quando utilizamos tempos verbais como o futuro do pretérito (gostaria, desejaria) ou situações hipotéticas como “e se” ou “quando”.  Pois, quem gostaria, não gosta. Quando eu for feliz, eu não sou feliz. Se eu fizer isso, eu ainda não fiz. Assim, nenhuma dessas falas nos conduz à ação, elas são falas fantasiosas que apenas nos mantém paralisados, imaginando, idealizando, revivendo situações e possibilidades irreais.

Para a Gestalt tudo “é o que é”, e é importante que façamos um exercício de aceitar as coisas e as pessoas como elas são, sem fantasias ou idealizações. Além disso, os contos trazem fortalecimento de alma, pois atuam espelhando situações e desfechos que muitas vezes não temos coragem de buscar para nós mesmos e assim podemos ver como, seguindo um passo de cada vez em uma jordana, o herói ouve o chamado, ouve conselhos, cumpre tarefas e é bem sucedido naquilo que se propõe a fazer. Quando trazemos para a nossa realidade as possibilidades levantadas durante a fantasia, temos a oportunidade de fazer diferente, de não repetir e de viver de forma mais saudável e criativa.

Fora isso, os heróis trazem questionamentos e dúvidas que nós também temos, e apesar disso, seguem adiante para cumprir suas missões. O livre-arbítrio está presente na vida do herói, ele tem escolhas, ele faz escolhas e sofre consequências por suas escolhas. O herói sabe que é responsável pelo seu próprio destino. Na vida real isso também é válido, mas muitas vezes nos esquecemos.

Mais ainda, o final feliz de uma história, representado pelo “felizes para sempre”, espelha um desejo que todos nós compartilhamos: encontrar paz e harmonia. Essa é uma busca real instintiva de todo e qualquer ser. E dentro da abordagem gestáltica o final feliz pode também representar nossa ânsia por fechamentos de Gestalts que não foram fechadas e, portanto, nos causam dor, inquietação, ansiedade e descontentamento. A alma só encontra paz através da verdade, por isso muitas vezes passamos uma vida toda, sem nos darmos conta, buscando a verdade e fechamentos mais felizes para nossas histórias infelizes.

contioutra.com - Era uma vez…

As histórias também atuam em nossa ânsia por justiça e, se na vida real nem sempre conseguimos dar fechamentos que consideramos justos para nossos conflitos, nas histórias, vilão e mocinho são personagens que desempenham papéis de fácil distinção, a justiça é frequente e o bem prevalece diante do mal. Mas, ao contrário da ficção, a vida não é violino e rosas, justiça na vida real é algo muito mais complexo, além de ser um conceito criado pelo homem, muitas vezes embasado em fortes valores morais e culturais, que mudam conforme as gerações.

Portanto, a justiça é um fechamento tão relativo e individual, que muitas vezes não agrada ao coletivo. Mesmo assim, o senso de justiça é algo muito latente em nós seres racionais e, se na vida real nem sempre podemos ter o final justo que desejamos, através da ficção, as histórias podem sim trazer justiça e apaziguamento para nossos corações.

E finalmente, é importante lembrar que as fantasias e projeções podem ser de grande ajuda no nosso caminho quando conseguimos transitar livremente entre a fantasia e a realidade. E, se tivermos sabedoria, podemos viver a vida real no presente e deixar para imaginar e idealizar um paralelo na fantasia. Pois, na vida real, não é o “felizes para sempre” que importa, mas sim o feliz no aqui e no agora.

Por favor, não confunda “direito a se indignar” com “licença para ser indigno”.

Por favor, não confunda “direito a se indignar” com “licença para ser indigno”.

Todos estamos indignados. Todos. Quem vai às ruas contra a corrupção e a favor do impeachment da presidenta, quem se manifesta em defesa da democracia e contra o golpe, quem discute política em casa, na escola, no trabalho, no bar. Até quem fica em casa reclamando transpira indignação. De uma vez por todas, ninguém é a favor da corrupção, da roubalheira ou de qualquer bandidagem do gênero. Logo, todos estamos indignados.

Você e eu e todo mundo temos não só o direito mas o dever de sentir indignação quando tomamos conhecimento de algo que nos revolta. Quando os nossos valores culturais ou os nossos conceitos morais são atacados, sentimos indignação. É assim com toda gente. E não faltam motivos para nos sentirmos, todos, indignados.

Agora, a nossa indignação não nos dá o direito de cometer indignidades aqui e ali. Sim, porque tem gente por aí aplaudindo o quebra-quebra nas ruas, cruzando os braços e decretando: “quem causou essa violência toda foi o governo que nos violentou primeiro”. E deixemos o pau quebrar! Aqui entre nós, deixar o pau quebrar, quebrar o pau na prática ou incentivar de alguma forma a violência, inclusive fingindo que ela não existe, é uma tremenda e descarada indigência. Não pode. Não pode porque aí nos tornamos indignos. Indignos até do próprio direito à indignação.

Quem se diz revoltado com o governo que aí está e aprova que “os de lá” e “os de cá” se ataquem, aplaudindo o equivocadíssimo raciocínio do “nós contra eles”, arrebenta a linha clara que separa “indignação” e “indignidade”.

Indignidade é ausência de decência. É o nome que o mundo civilizado deu a qualquer ação ou conduta cruel, desonrosa, desumana. Seja roubar dinheiro público ou investir contra quem pensa diferente de você para insultar-lhe, enfiar-lhe a porrada ou coisa pior.

Indignação é sentir repulsa por um abuso. Indignidade é cometer o abuso.

Quando sentimos lá dentro que algo vai muito errado e fazemos qualquer coisa para mudar o que não achamos certo, estamos indignados. Mas quando o que fazemos para mudar o que não achamos certo é justamente o algo “errado”, nos tornamos indignos. Impróprios, indevidos. A briga agora devia acontecer é dentro de cada um de nós. Todo cidadão decente tem a obrigação de cuidar para não fazer exatamente o que critica nos outros. Porque por aí já tem muita gente “indignada” descambando na indignidade.

Sim, é impróprio nos atacarmos uns aos outros. É indevido julgarmos “o outro lado” pura e simplesmente, reproduzindo sem qualquer exame crítico posições raivosas como surrupiar uma lista de artistas, escritores, intelectuais que assinaram um manifesto a favor da democracia e gritar aos quatro cantos que “estes são os inimigos do povo” ou coisa parecida, incitando as pessoas a não comprarem seus livros, não assistirem às suas peças e outros absurdos. No pior estilo macartista, voltamos quase um século no quesito intolerância política. Real e descarada indignidade.

É isso mesmo, minha gente? Será que é isso mesmo o que nos tornamos? É isso mesmo o que queremos para nós? Alguém já se perguntou o que há de vir depois dessa fase? Ou para onde é que essa ilusão de bem contra o mal vai nos levar?

Deixemos de coisa. Indignação sem valores, sem inteligência, tolerância, respeito, cidadania, união, vergonha na cara e, sobretudo, sem amor ao próximo nos impede de pensar. Arranca de nós a capacidade de compreender o outro. E vira indignidade. Pura e simples indecência. Sejamos atentos, fortes e dignos, pois. É o mínimo.

Quando descobri que Nelson Rodrigues foi mulher

Quando descobri que Nelson Rodrigues foi mulher

“Você deseja saber quem é Myrna. E fará a si mesma perguntas como estas: “É loira? Morena? Nasceu no Cairo? Em Alexandria? Adivinha o futuro? É velha ou moça? Respondo: Myrna sou eu. Dê seu primeiro nome e o primeiro nome de seu namorado, noivo ou marido. A data de nascimento de ambos. E conte seu romance. Eu lhe direi a verdade, só a verdade, presente e futura. E se quiser saber quem é Myrna responderei: – Apenas uma mulher”.

Em meados da década de 40 Nelson Rodrigues era um dos autores nacionais mais comentados quando o assunto era teatro. A peça escrita por ele Vestido de Noiva era um estrondoso sucesso, contudo o escritor tinha sucesso, mas não dinheiro.

Nessa época muitos jornais passaram a publicar estórias sentimentais que visavam aumentar as vendas e consequentemente os lucros. Tornaram-se populares então os ditos folhetins.

Convidado para trabalhar nos Diários Associados de Assis Chateaubriand, Nelson Rodrigues convenceu o diretor do jornal que poderia escrever muito bem esse tal folhetim. Para publicar, no entanto, Nelson escolheu o pseudônimo de Suzana Flag. Sim, Nelson encarnou uma mulher para escrever e fez dela famosíssima. Todos amavam ler as estórias de Suzana, a ponto de o escritor lançar livros como se tivessem sido escritos por ela, inclusive uma autobiografia de Suzana intitulada Minha Vida.

Envolta em uma aura de mistério a famosa escritora fantasma foi amada e idolatrada, contudo Nelson se cansou dela e foi escrever para o Diários da Noite, criando nesse jornal um outro pseudônimo feminino, o de Myrna, uma conselheira sentimental.

E foi nesse ponto que conheci Nelson transvestido de mulher, quando, atualmente, um conhecido, de forma despretensiosa, citou-me uma das frases largamente difundidas nos conselhos sentimentais de Myrna: “Não se pode amar e ser feliz ao mesmo tempo”.

Nelson escreveu estórias bastante fantasiosas, sempre prendendo a atenção dos leitores e com a coluna de Myrna não foi diferente.

contioutra.com - Quando descobri que Nelson Rodrigues foi mulher

Curiosa, fui atrás para saber mais sobre Myrna e lendo um livro coletânea “dela” que tem como título a frase emblemática “Não se pode amar e ser feliz ao mesmo tempo”, não me foi difícil perceber que Nelson guardava em seus conselhos um conservadorismo típico de seu tempo. Muitos conselhos de Myrna giravam em torno da importância das mulheres fazerem os maridos felizes, contudo, muito diferente do que vemos hoje, os conselhos dela eram bastante emblemáticos, quase pontuais. Tinham uma ousadia latente, conferida, provavelmente, pelo fato dessa mulher ser um pseudônimo.

Para explicar a afirmação acerca de amor e felicidade Myrna comenta: “Você sabe qual é o tremendo erro da maioria absoluta das mulheres? Ei-lo – achar que o fato de amar implica, obrigatoriamente, a felicidade. Quem ama pensa que vai ser felicíssimo e estranha qualquer espécie de sofrimento. É exato que os amores têm seus êxtases, deslumbramentos, momentos perfeitos, musicais etc., etc., mas eu disse momentos e não 24 horas de cada dia“…

Sobre a dúvida de uma leitora sobre se casar com um homem sem posses: “Imaginem se todos nós fôssemos, em amor, bastante lúcidos. Então pensaríamos minuciosamente em tudo, no preço do feijão, do arroz, no custo de vida cada vez mais elevado, no colégio das crianças“. Depois lembra-se de uma conhecida que não queria filhos para não pegarem coqueluche e complementa, “Mas não é com estes raciocínios que se faz vida, que se perpetua a espécie humana! Daí porque na hora do amor precisamos ser um pouco irresponsáveis“.

Respondendo para a mulher que ama o marido na ausência, mas em sua presença se desencanta: “Se a presença do meu amado não me empolga, nem nada, apelo para sua ausência. Sob sua presença, eu o vejo como ele é, na realidade. Na ausência tudo muda. Vejo-o não como ele é, mas como eu quero! (…) “Deve ver o menos possível o seu namorado. É a única solução para o seu caso“.

Sobre as exigências de uma leitora ao marido: (…) “em amor, ninguém tem direito de exigir nada. O único direito que se tem é o de aceitar aquilo que a outra pessoa dá de todo coração e com um máximo de espontaneidade“…

Sobre a leitora que diz gostar de um homem feio: “Bonito é o homem de quem a gente gosta“.

Para a leitora que teme não gostar mais do marido: “Acredite, Elvira. O amor é eterno. Só acaba quando não era amor“.

Para a leitora que não se sente amada: “Ah! Minha filha! Se os homens só namorassem a criatura amada, só namorassem em caso de amor, haveria no mundo uma meia dúzia de namorados“.

contioutra.com - Quando descobri que Nelson Rodrigues foi mulher

Para uma leitora que teme a solidão após os trinta anos: “Concebo o inferno como uma sala, confortável, tranquila e moderna, e, dentro dela, sentados, um homem e uma mulher, que não se gostam, e estão condenados a viver, perpetuamente, juntos“.

Para a leitora cujo noivo sente ciúmes de sua excessiva atenção a uma ave, a qual beija na boca: “Aceite meu conselho: deixe o pintainho no galinheiro; e quando ele se transformar em galinha, faça uma boa canja e ofereça ao seu noivo, em uma tocante e simbólica homenagem (…) este ato quererá dizer que jamais deixará que, entre vocês dois, se interponha qualquer espécie de pinto“.

A coluna de Myrna se tornou um sucesso em oito meses, fazendo com que a escritora publicasse um romance em folhetim intitulado A mulher que amou demais, que foi outro grande sucesso.

Nesse ponto podemos afirmar que os pseudônimos de Nelson se tornaram heterônimos, pois passaram a ter vida quase própria, a ponto de ofuscarem um pouco o brilho do próprio criador em certos períodos.

Em 1954 no jornal A Última Hora Nelson ressuscitou Suzana Flag que passou a fazer consultas sentimentais, assim como Myrna. Nesse ponto as duas foram quase idênticas em suas citações.

No fim das contas era Nelson a escrever as colunas sentimentais, a se deixar tocar pelas histórias das cartas e a usá-las como matéria prima para sua escrita.

Nelson Rodrigues foi Nelson Rodrigues, mesmo quando decidiu ser mulher. E para a paz das pessoas que lhe consultaram, ele nunca admitiu ser ele por trás de Suzana e de Myrna.

Felizmente, pois imaginem que espantoso seria saber que não eram mulheres duas figuras que se fizeram afirmando, antes de mais nada, serem mulheres e verdadeiras?

Acompanhe a autora no Facebook pela sua comunidade Vanelli Doratioto – Alcova Moderna.

O que eu quero ser quando eu crescer

O que eu quero ser quando eu crescer

Somos inspiração em estado de graça e apreensão… do ar que nos cerca. E do mundo que nos move. E o que se inspira é o que mantém vivo e faz seguir, mas também o que pode apontar um novo rumo. E a vida pulsa!

É por aí que a gente descobre que o melhor são as pequenas inspirações nossas de todo dia. Com a espinha ereta, o coração tranquilo, mas a mente bem aberta! Porque algumas passam discretas, mas estão ali para serem sorvidas por um olhar. É!

De repente percebemos que conseguimos respirar com os olhos e provar o sabor do som ou sentir o toque da luz… E é nessa dança dos sentidos, que mora o germe de uma nova idéia. Não se sabe ao certo o momento em que ela se apodera da alma. Cada dom a seu tempo, cada esforço a seu chão. Ora num primeiro assalto, ora num ataque final.

E não tem mais jeito, somos despertados para uma dimensão até então desconhecida, em forma e cor e função. Assim, num dia qualquer de uma semana comum, um fato corriqueiro nos dá o poder da visão além do alcance do nosso óbvio. E faz-se o entendimento, que vai motivar as futuras ações e todos os desafios que estarão por vir. Transformador. Como todo achado deve ser.

Parte deste texto escrito até aqui foi feito há alguns anos e me relembrado por esses dias. Eu me dirigia a uma turma de alunos formandos, e falava com eles a respeito de como os supostos dons por vezes são frutos de um processo de construção pessoal, que pode ser desencadeado pelos fatos mais improváveis.

Coincidências que não existem, também por esses dias, aconteceu de passar um dos meus filmes eternos, O Fabuloso Destino de Amélie Poulin… Nelson Rodrigues falava que devemos “…ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los…” Penso que com os filmes e com todas as artes, seja a mesma coisa. Amélie é um dos meus filmes totais. E acho que já me salvou algumas vezes. Ele fala justo das descobertas singelas e fundamentais que fazemos ao longo da nossa caminhada. De como o exercício da observação do entorno associado a uma boa dose de criatividade, que pode ser trabalhada, consegue despertar uma nova perspectiva sobre tudo. E sobre nós.

contioutra.com - O que eu quero ser quando eu crescer

A história de Amélie, uma pessoa sabe voar e se impõe um dever, nos ensina que achar um sentido real e nobre pra vida é o mesmo que encontrar um tesouro valioso. Que tão importante quanto um talento natural, são os movimentos criados e exercidos a partir de uma escolha. Por vezes parece difícil a gente descobrir para que serve e porque veio… de verdade.

Mas talvez seja só uma questão de prestar a atenção no impacto dos nossos atos nas vidas dos que nos cercam. O que mais os deixarem felizes, talvez seja o que fazemos de melhor. E não é a isso que chamam de dom? Ao se doar tempo, energia e atenção para um ofício que pode ser modificador ou feliz para alguém, instala-se uma nova ordem interna. Se é o universo conspirando ou se tudo é só matemática, física ou qualquer outra coisa bem exata, o fato é que o que vem tem volta… E vamos ficando cada vez melhores no trato daquele exercício.

Então é preciso sempre olhar largo, ou bem pertinho. Inspirar fundo, expirar longe e ter a sensibilidade de saber que o coração pensa e a mente ama e os passos de quem se doa brilham, marcando a trilha que materializa o sonho. Compreender que o empenho pesa mais que a sorte e a ousadia irmana com o êxito, que irmana com o ponto onde se quer chegar. Onde se quer chegar? O certo é que todo dia a gente cresce e ainda pode querer e ser. Vamos, enquanto somos os senhores da nossa fantasia, do nosso agora e da nossa fé. Resta encontrar o tesouro no fim do arco-íris, que quase sempre está enterrado em nosso quintal.
.música incidental – over the rainbow.

contioutra.com - O que eu quero ser quando eu crescer

::: As cores e os grandes olhos negros de Amélie Poulin foram inspirados nas obras do artista plástico brasileiro, Juarez Machado. Vermelho, verde e amarelo saltam da tela, nos conduzindo em amor, esperança e luz… Logo de início (spoilers leves – quem ainda não teve a experiência que é voar com Amélie, pare a leitura por aqui!), ela descobre um novo objetivo para a vida: levar a felicidade através de pequenos gestos. E segue feliz com a felicidade alheia que produz… até que o amor a encontra e começa outra jornada pessoal. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain tem direção de Jean Pierre Jeunet, Bruno DelBonnel como diretor de uma fotografia impecável, é estrelado por Audrey Tautou e é um filme francês de 2001. Um ode ao amor entre as pessoas, entre os amantes e a si mesmo. Só vendo… :::

INDICADOS