Burnout: esgotamento profissional é definido como doença pela OMS

"Hoje foi o dia mais feliz da minha vida", disse a jornalista Izabella Camargo, já diagnosticada com Burnout. "Isso (o reconhecimento) vai trazer mais entendimento e respeito para as pessoas que estiverem passando por isso", completou a jornalista - que teria sido demitida da emissora que trabalhava após ser diagnosticada.

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A Síndrome de Burnout, quadro de esgotamento físico e psíquico causado pelo estresse no ambiente de trabalho, será incluída na próxima revisão da Classificação Internacional de Doenças. O anúncio foi feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira, 27.

Segundo pesquisa da Isma-BR (representante da International Stress Management Association), 72% dos brasileiros que estão no mercado de trabalho sofrem alguma sequela ocasionada pelo estresse. Desse total, 32% sofreriam de burnout. E 92% das pessoas com a síndrome continuariam trabalhando.

“Embora o burnout represente um nível exacerbado de estresse, as pessoas continuam em seus postos de trabalho pelo medo do desemprego. Um trabalhador nesse estado está mais propenso a cometer erros graves”, comentou a psicóloga e presidente do Isma-BR, Ana Maria Rossi.

Para ela, a decisão da OMS terá um efeito prático. “Pode dar um embasamento maior para os juízes decidirem questões trabalhistas relacionadas com a saúde mental.”

O Burnout foi incluído no capítulo de “problemas associados” ao emprego ou ao desemprego e descrito como “uma síndrome resultante de um estresse crônico no trabalho que não foi administrado com êxito”.

Ele se caracteriza por três elementos: “sensação de esgotamento, cinismo ou sentimentos negativos relacionados a seu trabalho e eficácia profissional reduzida”. “Hoje foi o dia mais feliz da minha vida”, disse a jornalista Izabella Camargo, já diagnosticada com Burnout. “Isso (o reconhecimento) vai trazer mais entendimento e respeito para as pessoas que estiverem passando por isso”, completou a jornalista – que teria sido demitida da emissora que trabalhava após ser diagnosticada.

Para o especialista em recursos humanos Marcelo Braga (fundador da Reachr), a pressão nas organizações e o ritmo de trabalho tem aumentado muito. “Com o reconhecimento da síndrome, os departamentos de RH vão precisar entender mais do tema. E contribuir para mudar essa cultura de que estresse oriundo do trabalho é apenas frescura”, completou.

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Redação CONTI outra. Com informações de A TARDE.

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