Vovô pede um celular com teclas de presente de Natal. Seu filho faleceu e ele quer ligar para a nora

“Eu penso nela todos os dias. Sonho que ela está falando comigo”, disse Altamir em meio às lágrimas. Ele só quer poder ligar diariamente para a nora, e por isso precisa de um celular, mesmo que seja velhinho. Ele se sentiria menos sozinho.

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Com o passar do tempo, a tecnologia continua a se desenvolver, tornando as pessoas cada vez mais dependentes dela para suas rotinas diárias. Embora esse desenvolvimento sirva para facilitar a vida de muitos, há uma geração que está ficando para trás, sem conseguir se adaptar.

Numa situação desta natureza encontra-se Altamir Soares de Oliveira, um idoso de 77 anos, que pediu um celular como presente de Natal para conseguir se comunicar diariamente com a nora. Depois que seu filho adotivo faleceu recentemente, a nora é sua única família.

“Pedi o celular, porque era com isso que eu queria falar com ela todos os dias. Ela é a única filha que tenho”, disse Altamir ao Campo Grande News.

No entanto, ele não tem em mente um telefone moderno, como os que são mais vendidos hoje. Altamir quer um daqueles celulares antigos de alguns anos atrás. “(Um) modelo antigo de telefone celular com teclado numérico”, explicou o vovô.

Altamir pediu este presente em lágrimas, depois que o desespero e a solidão o dominaram. O idoso que mora em um asilo no sul do Brasil, voltou a experimentar a paternidade quando o músico Mário Júnior o adotou como pai, ao saber que ele estava sozinho.

Infelizmente, Mario Júnior, que o visitava duas vezes por semana no asilo, faleceu recentemente em um acidente. Conhecido como Juninho da Fonseca, foi diretor do Coral Guarani e violinista, mas Altamir lembra dele como seu filho, que o visitava com frequência.

Mario Júnior tinha o hábito de visitar todos os idosos do asilo. Ele levava música para entretê-los. Por isso a notícia dos seu falecimnento deixou todos chocados, principalmente Altamir.

“Eu tinha sentido algo. Eu tinha sonhado com ele naquela noite, sinhei que estávamos cantando. Penso nele todos os dias, peço ao padre que reze por ele. Sonho que ele está falando comigo ”, disse Altamir.

Agora, este pai de coração partido tem apenas um desejo: falar com a nora ao telefone. Isso acalmaria seu coração partido.

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Redação Conti Outra, com informações de UPSOCL.
Fotos: Reprodução/Marcos Maluf.

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