Vovô colombiano conclui e apresenta sua tese de doutorado aos 104 anos.

Durante a quarentena, “Chiquito” teve uma ideia. O vovô viu a possibilidade de terminar sua tese de doutorado e encerrar seus dias de estudante. Ele resolveu um quebra-cabeça matemático de séculos atrás.

Ana Carolina Conti Cenciani

Lucio Chiquito Caicedo, um idoso de 104 anos de Medellín, na Colômbia, aproveitou a quarentena e o confinamento para terminar seus estudos.

O engenheiro levou três décadas para terminá-lo, mas finalmente o apresentou. Ele encontrou uma maneira de calcular o fluxo ideal de um rio para produzir energia. Um mistério com mais de 2.000 anos.

O centenário, que nasceu em 1916 e chegou à Inglaterra em 1943 durante a Segunda Guerra Mundial, formou-se na Universidade de Manchester, no Reino Unido, em 1947 e começou a descobrir o mundo da pesquisa hidráulica.

Lúcio sempre se destacou por ser um aluno responsável e estudioso. Além disso, ele é um empresário de sucesso na Colômbia, onde também é conhecido por seu trabalho sobre igualdade de gênero. O vovô é uma inspiração!

“O tempo vem e vai, e o tempo perdido nunca mais voltará.”, Lucio apontou em entrevista.

Caicedo diz que aproveita cada minuto. Ela sempre toma banho com água fria, come muita fruta e usa as horas de folga para ler e estudar. Graças ao seu estilo de vida, ele conseguiu se manter em forma apesar da idade.

Este ano, devido à pandemia do COVID-19 e à difícil situação dos idosos que são os principais grupos de risco e têm de ficar em casa, “Chiquito” teve uma ideia. O vovô viu a possibilidade de terminar sua tese de doutorado e encerrar seus dias de estudante.

O que ele não esperava era que anos de pesquisa e toda uma quarentena para escrever, o levassem a decifrar uma fórmula matemática que permite calcular o fluxo de um rio para produzir eletricidade. Chiquito ficou surpreso.

“Não se sabe quando terá notícias da tese. Da última vez a discussão do assunto durou 25 meses e tive que escrever cerca de 170 e-mails esclarecendo pontos de vista”, conta o senhor em entrevista.

Embora as autoridades da universidade ainda precisem dar uma resposta e aprovar sua tese de doutorado, o senhor está feliz com os resultados. Agora ela quer se atualizar na gramática alemã, uma língua que aprendeu há 90 anos e esqueceu. O avô provou que nunca é tarde para realizar sonhos.

 

Com informações de UPSOCL

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Ana Carolina Conti Cenciani
Ana, 20 anos, estudante de Artes Visuais na UNESP de Bauru. Trago aqui matérias que são boas de se ler.