Vovó cadeirante constrói rampas de Lego para combater a falta de acessibilidade

As cores brilhantes se destacam no centro das cidades, disse ela. "Ninguém passa por uma rampa de lego sem dar uma olhada. Sejam as crianças que tentam desgrudar as peças, ou sejam os adultos que pegam seus celulares para tirar fotos"

Ana Carolina Conti Cenciani

Diante da falta de acessibilidade em shoppings e cafeterias, a cadeirante Rita Ebel desenvolveu uma solução divertida com rampas feitas de lego. Além de úteis são super coloridas!

Ebel mora na Alemanha, numa cidade chamada Hanau. Para ela a ideia “é sobre sensibilizar um pouco o mundo para viagens sem barreiras”. A avó usa cadeira de rodas desde que esteve envolvida em um acidente de carro há 25 anos.

“Qualquer um pode acabar subitamente em uma situação que os coloca em uma cadeira de rodas, como aconteceu comigo”, disse a mulher de 62 anos.

Com a ajuda de seu marido, Ebel geralmente passa de duas a três horas por dia construindo as rampas de lego feitas sob medida, contendo milhares de pequenas peças de plástico reunidas com até oito vidros de cola.

Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters

As cores brilhantes se destacam no centro das cidades, disse ela. “Ninguém passa por uma rampa de lego sem dar uma olhada. Sejam as crianças que tentam desgrudar as peças, ou sejam os adultos que pegam seus celulares para tirar fotos”, contou.

Os comércios da cidade também foram cativados pela ideia e ajudaram Ebel a espalhá-la pela cidade. “É uma ótima ideia”, disse Malika El Harti, que comprou uma das rampas para seu salão. “Todos que passam por aqui estão felizes com as rampas. Finalmente você pode ver de longe que é bem vindo aqui.”

Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters

Ebel relata que a parte mais complicada do projeto é conseguir as peças, afinal ela depende de doações e muitas famílias não suportam a ideia de se desfazer dos clássicos Legos.

Rita Ebel, apelidada de “vovó Lego”, constróirampas para cadeira de rodas com peças Lego doadas — Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters

A criação de Ebel agora está chegando ao exterior. A idosa, que também tem um emprego de meio expediente, enviou instruções da construção de rampas para a Áustria e a Suíça e também pretende levar sua ideia à Espanha e à uma escola nos Estados Unidos.

 

 

Com informações de G1

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Ana Carolina Conti Cenciani
Ana, 19 anos, estudante de Artes Visuais na UNESP de Bauru. Trago aqui notícias que são boas de se ler.