Um corpo amado merece a melhor embalagem

Há diversos movimentos dizendo que precisamos aceitar nossos corpos como eles são, que há que se ter o direito de ser como se quiser ser. Mas, para que isso aconteça, é necessário que a pessoa, seja ela uma criança, jovem ou adulta, olhe-se no espelho e sinta-se bem.

Josie Conti

Minha sobrinha está pesando mais do que os padrões sociais esperam que ela pese.  Nesse final de semana, ao vê-la experimentar os antigos biquinis para ir a uma festinha de aniversário, percebi através de seus olhos algo que não esperamos ver no olhar de uma criança de 9 anos: o olhar da rejeição. E aí começa a história de agradecimento que que eu tenho com a Pajaris

Há diversos movimentos dizendo que precisamos aceitar nossos corpos como eles são, que há que se ter o direito de ser como se quiser ser. Mas, para que isso aconteça, é necessário que a pessoa, seja ela uma criança, jovem ou adulta, olhe-se no espelho e sinta-se bem. É algo que precisa ir além do discurso da maioria ou das minorias.

Uma das maneiras de encontrar esse caminho é entender que as pessoas são diferentes assim como são os ideais de beleza ou mesmo de moda dentro no mesmo recorte temporal em que vivemos. Diferentes também são os padrões estabelecidos ao longo do tempo ou mesmo em diferentes locais do mundo. Quando falamos em liberdade e modernidade, então, temos mais uma vantagem, que é a possibilidade de migrar por diversos mundos e provar tendências, experimentar tamanhos, cores e texturas- coisa que, antigamente, era menos flexível.

Então, se depois de um olhar de rejeição, ao provar uma peça moderna, brilhante e descolada, essa criança perceber que seu corpo ganhou a beleza que, por uma fração de segundo, esteve perdida em incertezas, medos e autocríticas, isso nos dá esperança e nos lembra que sempre existe uma possibilidade.

Isso aconteceu com um maiô de adulto da Pajaris que tinha o tamanho, brilho e cor perfeitos para lembrá-la que ela é bonita.

Abaixo a foto do maiô que divulgam no site. Não colocarei a da criança por questões de privacidade mesmo, mas imaginem uma menina linda se sentindo uma princesa brilhante dentro dele.

Imagem reprodução: www.pajaris.com.br

No final das contas, penso que a mensagem que fica é que os ideais estéticos, as tendências e a felicidade acontecem também através do filtro do olhar. E, mesmo uma marca que não tem enfoque infantil pode proporcionar isso quando permitimos que a criança visse nela a beleza que as peças infantis, naqueles momento, já não podiam lhe oferecer porque seu corpinho, mais crescido que a sua idade, precisava de um modelo de adulto.

Da insatisfação nasce a criação e, com o bom gosto que minha sobrinha teve para se recriar em um momento de tristeza, penso que podemos ter um vislumbre para muitas outras boas escolhas que virão pela frente.

De boba essa menina não tem é nada. Afinal, um corpo amado merece a melhor embalagem!

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Josie Conti
É idealizadora, administradora e responsável editorial do site CONTI outra e de suas redes sociais. Psicóloga com 19 anos de experiência, teve sua trajetória profissional passando por diversas áreas de atuação como educação, clínica (consultório, grupos pré-cirurgia bariátrica e de reeducação alimentar, acompanhamento de pacientes idosos e acamados em projeto da UNIMED), além de recursos humanos e saúde do trabalhador. Teve um programa diário, o CONTI oura, na rádio 94.7 FM de Socorro. Atualmente realiza vídeos, palestras, cursos, entrevistas, e escreve para diversos canais digitais. Sua empresa ainda faz a gestão de sites como A Soma de Todos os Afetos e Psicologias do Brasil. Possui mais de 11 milhões de usuários fidelizados entre seguidores diretos e seguidores dos sites clientes. Também realiza atendimentos psicológicos online.