A professora ucraniana Olga Tarnovska, que viveu por sete anos no Brasil — sendo seis meses em Fortaleza — espera poder contar com as boas energias do povo brasileiro para enfrentar os dias difíceis que tem vivido desde que a Rússia invadiu seu país natal.

“Eu sei que o povo brasileiro não é o povo europeu, que pode nos mandar dinheiro, mas tem muito bom coração. Eu sei que podem rezar por nós, fazer alguma coisa, que seja pequena, mas eu já agradeço”, disse Olga ao g1.

Olga relata que já tem recebido apoio e orações de brasileiros. “Ontem eu fui contactada por uma vivente brasileira, que me viu na televisão. Ela me contactou para me apoiar, para falar que os viventes do Brasil, de Fortaleza, se juntaram e estão fazendo um trabalho para proteger a Ucrânia, dar força ao povo, mandando energia positiva e alto astral para a gente”, disse a professora.

A ucraniana também falou sobre a experiência de estar inserida em ambiente de tensão e conflito em seu país: “Todos os ucranianos estão num estado terrível, porque estamos aqui vendo a nossa capital, todas as cidades, de todos os lados, estamos lutando contra um dos maiores exércitos do mundo, estamos resistindo. Ninguém nos dava mais de 24 horas, mas estamos resistindo há cinco dias e já estamos infringindo o nosso inimigo. Ele está sofrendo muitas perdas; essas perdas nem sempre saem na televisão. A Rússia está fazendo muita propaganda falsa de informação”, conta Olga.

Imagem mostra escola destruída na cidade de Kharkiv, na Ucrânia. — Foto: Sergey BOBOK / AFP

Olga conta que passou várias noites “no refúgio”, lugar onde ficam abrigadas algumas pessoas que tentam fugir dos bombardeios. “Já minha mãe passou todas as noites porque ela é ‘maior’ e eu posso correr mais rápido em caso de alarme, ela prefere ficar por lá. Então, eu durmo em casa”, explica a professora.

“Eu não posso dormir por causa da adrenalina. Meu coração está fazendo assim, batendo faz cinco dias, porque não tem o que fazer. Não sei o que dizer para o mundo acordar. Por isso, eu estou de 7h às 2h falando com os meios de comunicação e transmitindo as minhas mensagens”, diz Olga.

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Redação Conti Outra, com informações de g1.
CAPA: Montagem com captura de tela do G1 e foto de Sergey BOBOK / AFP.

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