Tome cuidado com as maldades camufladas e com os abraços que apunhalam

“Nem tudo o que te dizem é para ajudar, nem todo elogio provém de uma admiração sincera e nem todo mundo que se diz teu amigo realmente quer o seu bem.” (Beatriz Zanzini)

Existe muita gente boa no mundo, mas o que também há de pessoas ruins é incrível. Não se passa um dia sem que nos decepcionemos com alguém, sem que não nos surpreendamos com alguma atitude que não esperaríamos de determinada pessoa, sem que não nos deparemos com alguma manchete absurda nos jornais.

Apesar de sermos seres racionais, muitas vezes agimos irrefletidamente, apenas seguindo o impulso, esquecendo-nos de pensar sobre as consequências do que fazemos, do que dizemos, sem levar em conta os sentimentos alheios. Mesmo sofrendo, mesmo sabendo como dói viver, muitos de nós não nos importamos com a dor do outro, nem mesmo com a dor por nós causada.

Não dá para entender, por exemplo, o prazer que possa trazer a destruição da imagem do outro, mesmo que às custas de inverdades. Não é raro, nesse sentido, surgirem polêmicas envolvendo quem está se destacando em algum setor da vida, quando se espalham boatos que podem macular a imagem de quem brilha, principalmente na mídia e na política.

Isso se constata rapidamente ao prestarmos atenção nos participantes do programa BBB, que, mal surgem na telinha, já têm seu passado vasculhado e polemizado por internautas. O julgamento do outro parece ser um comportamento recorrente, como se ninguém houvesse errado, como se a perfeição fosse uma possibilidade. O que importa mesmo é acabar com a vida de quem se destaca, porque a muitos é insuportável assistir ao sucesso de quem fez por merecer.

Por essa razão é que devemos ter cuidado com as pessoas, no sentido de nos precavermos de gente ruim, que não sabe ser sincera, que não age sem querer algo em troca. Há muitas pessoas que são infelizes e não suportam que ninguém mais seja feliz. Invejam o outro e, em vez de tentar conquistar e chegar lá onde a pessoa está, apenas tentam destruir quem é feliz. É preciso, pois, cautela – como nos ensinam as escrituras, “orai e vigiai”.

Imagem de capa: frankie’s/shutterstock

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Marcel Camargo
"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar".É colunista da CONTI outra desde outubro de 2015.