Fãs da cantora Marília Mendonça usaram as redes sociais neste sábado (6) para manifestar sua indignação com o conteúdo de um texto publicado nesta manhã no jornal Folha de São Paulo pelo colunista Gustavo Alonso. O texto chama a cantora de ‘gordinha’ e diz que ela ‘nunca foi uma excelente cantora’.

“(…) Nunca foi uma excelente cantora. Seu visual também não era dos mais atraentes para o mercado da música sertaneja, então habituado com pouquíssimas mulheres de sucesso –Paula Fernandes, Cecília (da dupla com Rodolfo), Roberta Miranda, Irmãs Galvão, Inhana (da dupla com Cascatinha) (…) Marília Mendonça era gordinha e brigava com a balança. Mais recentemente, durante a quarentena, vinha fazendo um regime radical que tinha surpreendido a muitos. Ela se tornava também bela para o mercado. Mas definitivamente não foi isso que o Brasil viu nela”, diz um trecho do texto.

O assunto ganhou destauque no Twitter, onde muitas pessoas se manifestaram contra a publicação.

“Insensível, machista, gordofóbico e não entende m nenhuma ao dizer q Marília nunca foi uma excelente cantora. Q lixo de matéria é essa?”, declarou uma pessoa.

No Instagram, a filósofa, feminista negra, escritora e acadêmica brasileira Djamila Ribeiro também se posicionou contar o teor do texto do colunista. Confira abaixo:

“Li perplexa uma “análise” na Folha de São Paulo sobre a cantora Marília Mendonça. Entre alguns absurdos, comentários sobre seu corpo e o fato do autor não a considerar uma boa cantora. Imediatamente pensei: qual a necessidade dessas afirmações senão para marcar um lugar de uma suposta superioridade? O autor do texto realmente acredita que sua opinião é um discurso de verdade e que mulheres devem ser avaliadas pela sua forma física. Homens cantores, por mais que estejam fora de um determinado padrão estético, não recebem o mesmo tipo de comentário. É sempre esse desrespeito com mulheres, falam do corpo, do relacionamento, em vez de falarem sobre o trabalho e as conquistas delas, como se estivéssemos sempre que nos justificar. Ocorre que a cantora morreu de um jeito trágico e nem assim é poupada. Falta de respeito com sua história e trajetória, com seus entes queridos. DE MULHER PRA HOMEM: SUPERA!”.

Djamila ainda apontou elitismo no discurso de pessoas que prestaram condolências à família da cantora publicamente.

“Outra coisa que me chamou a atenção foi o elitismo de certas pessoas e o senso de auto importância: “eu não conhecia, mas…” “não gostava, mas”. Gente, e daí? Que necessidade é essa de se colocar como superior, de sempre ter um “mas” mesmo na hora de demonstrar condolências ou elogiar. E outra: quem se importa se você ouvia ou não, ou se você gostava ou não? Essas pessoas pseudo cult são uma piada pronta mesmo. Independente do que vocês acham ou não, a trajetória de Marília fala por si só. E deve ser respeitada.”, finalizou Djamila Robeiro.

Veja o post:

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Redação Conti Outra, com infcormações de Pleno News.
Foto destacada: Reprodução/Instagram.

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