Teve uma época em que posar para a Playboy brasileira era tratado como “coroação” da fama: garantia capa, manchete, entrevista, programas comentando e, em alguns casos, recorde de banca.
Só que, anos depois, parte dessas mulheres passou a olhar para o próprio ensaio com desconforto — por motivos bem diferentes entre si, indo de mudanças pessoais e religiosas até reflexões sobre carreira e exposição.
Abaixo, seis nomes que já falaram publicamente sobre arrependimento (em graus e tons distintos) ao lembrar daquela fase.
Joana Prado (Feiticeira)

Figura marcante da TV do fim dos anos 1990, Joana estampou três edições e virou uma das imagens mais associadas à revista no Brasil. Com o tempo, passou a dizer que não repetiria a escolha.
Em conversa no podcast de Karina Bacchi, em 2022, ela foi direta ao admitir que se arrependeu e relacionou esse sentimento ao que chama de mudança de valores e de postura após sua conversão. Hoje, vivendo nos Estados Unidos com Vitor Belfort e os filhos, ela mantém presença nas redes com conteúdo ligado à fé.
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Carla Perez (É o Tchan)

Carla foi uma das capas mais comentadas da fase “explosão” do axé e do É o Tchan. Depois, já em outra etapa da vida, também associou o arrependimento ao reencontro com a religião.
Em 2008, ao falar ao site Ego, disse que passou a lamentar escolhas do passado e citou, entre elas, o ensaio para a revista. Atualmente, ela mora nos Estados Unidos.
Suzana Alves (Tiazinha)

Na mesma vitrine televisiva em que surgiram personagens como a Feiticeira, Suzana também virou fenômeno — e seu ensaio está entre os mais lembrados pelo público. Mesmo com o impacto comercial que teve na época, ela já contou que não se sente bem ao lembrar do material.
Em 2022, relatou que recusou o convite algumas vezes antes de topar e explicou que, hoje, vê o nu de um jeito bem mais reservado, dizendo que sente vergonha.
Alessandra Scatena (assistente de palco do Gugu)

Conhecida por anos de televisão aberta, Alessandra apareceu na capa em 1997. Depois de mudanças pessoais e conversão religiosa, ela passou a chamar o ensaio de erro e já falou sobre isso com tom de culpa e pedido de perdão.
Em declarações públicas, mencionou que, na época, enxergava a decisão como algo “sem mal” — e que, mais tarde, a leitura mudou completamente.
Carla Marins (atriz)

O arrependimento de Carla Marins vai por outro caminho: menos ligado a fé e mais a como a exposição reverberou no trabalho. Ela posou em 1992 e, anos depois, disse ao jornal O Globo que hoje considera a decisão “um absurdo”.
Na mesma fala, comentou que aquele período vendia para as mulheres um papel de “musa sexy” como se fosse regra do jogo — e que essa etiqueta acabou pesando na forma como sua imagem circulou.
Karina Bacchi (atriz e influenciadora)

Karina posou em 2006, numa edição especial de Natal. Mais tarde, já como escritora e influenciadora cristã, ela passou a repudiar o ensaio com palavras fortes.
Em entrevista de 2022, disse que sente “nojo” ao ver as fotos e destacou o incômodo com o contraste entre o tema natalino e o tipo de conteúdo produzido na época.
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