Solidária ao sofrimento vivido por uma paciente com Covid-19 que estava intubada, a técnica em enfermagem Semei Araújo Cunha, de São Carlos (SP) decidiu que faria algo para confortá-la. Foi aí que ela teve a ideia de encher duas luvas de látex com água morna e as usou para ‘amparar’ a mão da mulher, que estava internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Prado.

Semei compartilhou a atitude nas redes sociais usando a seguinte legenda: “Tudo por um carinho, um conforto e cuidado com o paciente, não basta ser profissional tem que ser empaticos humanos, deixar o coração falar faz bem”.

Tudo ocorreu no último sábado, dia 20, quando Semei preencheu as luvas com a água quente do chuveiro e as colocou na mão da pacienre com o objetivo de esquentar as suas extremidadas, que ficam frias na intubação, devido a dificuldade de circulação. A técnica é conhecida como “mãozinha”.

“Como a gente estava com uma paciente intubada, nós resolvemos fazer como uma forma de carinho, afago, humanização, como se alguém estivesse pegando na mão dela, e também para amenizar as extremidades que estavam bem frias, a mão estava bem gelada”, contou Semei.

Segundo a profissional, a restrição de contato físico imposta pela pandemia faz com que muitas pessoas se sintam sozinhas. Essa sensação é ainda maior em pacientes que estão internados, enfrentando a doença sozinhos, sem poderem ter contato com as pessoas queridas.

“É muito triste e desolador para todo mundo. Pacientes internados, intubados, sem contato com a família, sem contato com ninguém. Quem conversa, é só por celular e chamada de vídeo, não tem mais aquele afago, não tem carinho. Eles não podem receber visitas, o paciente se torna vulnerável. Querendo ou não, isso [as luvas] ajuda muito na carência porque essa doença deprime muito”, disse Semei.

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Redação Conti Outra, com informações de G1.
Foto destacada: Lidiane Melo.

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