‘Só estou viva porque meu marido me salvou’, diz sobrevivente de acidente que fez 41 vítimas fatais

A costureira Sônia Vilhena, de 23 anos, sobreviveu ao grave acidente entre um ônibus e um caminhão no interior de São Paulo. Com o filho de 1 ano e 8 meses no colo, agora órfão de pai, ela revelou emocionada: "Só estou viva porque meu marido me salvou".

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Sônia Vilhena, de 23 anos, sobreviveu ao grave acidente ocorrido nesta terça-feira (24) em uma rodovia do interior de São Paulo que tirou a vida de ao menos 41 pessoas. Entre as vítimas fatais estão seu marido e sua mãe. Também foram vítimas do acidente e estão internados uma irmã de Sônia, que passou por cirurgia, e um irmão, que teve as duas pernas amputadas.

Sônia, que tem um filho de um ano e oito meses, agora órfão de pai, falou ao Portal Metrópoles sobre como sobreviveu ao acidente. “Eu tava no terceiro banco”, lembra, contando que acordou com o marido se jogando em cima dela. “Só estou viva porque meu marido me salvou”, disse ela bastante emocionada.

À revista Época, a irmã de Sônia, Patrícia Mara Batista, também detalhou o ocorrido: “O Roni – marido de Sônia – se jogou contra ela, serviu de escudo humano para salvar a mulher dele. A história deles era linda. Eles nem namoraram muito tempo e já foram morar juntos. Eu até tinha ciúmes dele, que chamava minha mãe de mãe. Ele foi o irmão que eu não tive.”

De acordo com informações da revista Época, Sônia e a família trabalhavam na Stattus Jeans, uma fábrica têxtil em Fartura, e viajavam no ônibus que se envolveu em uma batida com um caminhão na Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, entre as cidades de Taguaí e Taquarituba. Patrícia contou que sempre teve receio durante o trajeto.

“Ultimamente eles iam de Itaí para Taguaí de segunda a sábado. Tanto eles como muitos amigos que trabalhavam lá falavam que a alta velocidade era frequente. No sábado, o ônibus chegava a fazer o trajeto em 25 minutos”, disse Patrícia. De acordo com ela, de carro, o trecho leva em média 40 minutos em dias sem trânsito intenso.

Ainda segundo Patrícia, a família saiu do Paraná atrás de oportunidades no interior de São Paulo. “Viemos do Paraná para cá para buscar uma vida melhor. Ela (a mãe) nunca nos deixou faltar nada. Mesmo depois com todas as filhas adultas ela fazia questão de nos presentear, dar mimos. Eu estava planejando uma festa dos meus 33 anos no ano que vem, mas agora já era. Sem ela não tem a mesma alegria”, lamentou.

A Stattus Jeans afirmou em nota à imprensa que está prestando auxílio às vítimas e que se solidariza com os familiares.

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Redação Conti Outra, com informações de Época.
Foto: RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES.

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