Sim, a morte também merece ser comemorada

A única certeza da vida é a morte.

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Poucas pessoas, em sã consciência, seriam capazes de contradizer essa frase. Isso porque a vida que conhecemos acontece segundo um ciclo de nascimento, amadurecimento, envelhecimento e morte. Ninguém conhece alguém que nunca morreu.

O fato de morrer, entretanto, é entendido de formas diferentes segundo a região do mundo em que isso acontece. Há países e culturas que entendem a partida de uma maneira mais tranquila e até celebram esse momento. Há outras que evitam falar sobre o tema, vivem em função da fuga desse dia e, muitas vezes, até diante do momento inevitável, não permitem que as pessoas acamadas tenham a noção exata da gravidade de seus casos e da finitude iminente.

Quando há um apego excessivo a vida, algumas pessoas se lançam de forma intensa aos prazeres mundanos. Vemos aí uma busca enlouquecida pelo prazer rápido e momentâneo, tais como os encontrados nas relações efêmeras, nos jogos, nas compras e viagens compulsivas. Corre-se o risco de usar o externo como uma fuga do que existe internamente e poderia ser melhor analisado.

Lembramos, claro, que nenhum dos exemplos acima é necessariamente negativo e o limite entre o veneno e a vacina costuma estar apenas na quantidade que a pessoa assimila.
Mas, também temos que considerar que a relação com a morte é um fato e nada mais enriquecedor do que conhecer diversas maneiras como os mais diferentes povos vem lidando com isso.

Para que nós tenhamos exemplos sobre isso, a Betway Cassino, site de jogos de roleta online, disponibilizou uma coletânea de algumas das festas mais assustadoras do mundo em que o homem, através da reprodução cultural secular, buscou formas de se reconectar com a morte, assim como de lembrar seus mortos, manter suas memórias vivas e até mesmo celebrar esse momento.

Quando vemos esse material, percebemos que o Halloween, por exemplo, não é só coisa de americano e que há muitos outros lugares em que são distribuídos doces e feitas travessuras.

O Dia de Todos os Santos e Dia de Todas as Almas, que acontece no mês de novembro, no México, é um exemplo das comemorações que mais atraí turistas ao local. Há desfiles, música, fantasias, maquiagens típicas e muita, muita alegria para comemorar a data em que, segundo a tradição local, os mortos possuem permissão para visitar as pessoas que deixaram nesse plano.

No Brasil, o Finados é o momento em que as pessoas vão ao cemitério, lavam os túmulos e compram flores para visitar e lembrar de seus mortos.

Os rituais, como sabemos, são uma maneira que apazigua e organiza os sentimentos porque eles emprestam significado a momentos difíceis e nos permitem releituras.

Aqui em nossa cultura, a morte ainda não é bem vista. Entretanto, se ampliarmos nossas perspectivas, talvez possamos olhar para nossas perdas com menos dor e com mais amor.

Que nossos lutos não sejam um momento apenas de chorar a morte e sim sejam também possibilidade de celebrar a vida que essas pessoas tão queridas tiveram conosco.

Ah, e se é para celebrar: que seja com danças, pinturas e muita diversão e doces gostosos.

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Photo by Mario Rodriguez on Unsplash

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