Se você já comeu camarão com a veia preta sem tirar, precisa saber o que aconteceu dentro do seu corpo

Muita gente já parou diante do camarão limpo e pensou a mesma coisa ao notar aquela faixa escura nas costas do animal: isso aí precisa sair ou dá para comer sem problema?

A dúvida é comum, principalmente porque o detalhe chama atenção e costuma causar certa aflição em quem está preparando a refeição pela primeira vez.

A chamada “veia preta” do camarão, apesar do nome popular, não é uma veia de verdade.

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O que aparece ali é o trato digestivo do animal, uma espécie de canal intestinal que passa pela parte superior do corpo e pode carregar restos do que ele ingeriu no mar, como micro-organismos, partículas do ambiente, algas e outros resíduos.

Por isso, a cor dessa linha varia. Em alguns camarões ela aparece mais discreta, com tom acinzentado ou castanho. Em outros, fica bem marcada, quase preta.

Essa diferença está ligada ao conteúdo presente no intestino e também ao tamanho do camarão, já que nos exemplares maiores a marca tende a ficar mais evidente.

Do ponto de vista da segurança alimentar, comer camarão com essa parte não costuma representar perigo quando o alimento está fresco, armazenado do jeito certo e passa por cozimento adequado.

O calor reduz a presença de agentes que poderiam causar contaminação, então o simples fato de a linha escura ainda estar ali não significa que o camarão esteja estragado.

O incômodo maior, na prática, costuma estar menos no risco e mais na experiência de comer. Isso porque essa parte pode interferir no sabor e até na textura do preparo.

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Dependendo da receita e da sensibilidade de quem vai comer, o camarão pode ficar com gosto mais carregado, além de uma sensação desagradável na boca, às vezes com traços de areia ou leve amargor.

É justamente por isso que muitos cozinheiros preferem retirar essa faixa antes de levar o camarão para a panela.

Em pratos mais delicados, em que o sabor do fruto do mar aparece com destaque, essa limpeza costuma fazer diferença no resultado. Em receitas empanadas, ensopadas ou muito temperadas, algumas pessoas sequer percebem.

A remoção é simples e não exige técnica complicada. Com o camarão cru, basta fazer um corte raso no dorso e puxar o fio escuro com a ponta da faca, um palito ou até com os dedos, se ele estiver soltando com facilidade.

Quando o camarão já está cozido, também dá para tirar, mas o processo fica mais chato porque a carne endurece e pode quebrar com mais facilidade.

Outro ponto importante é que a aparência dessa linha também pode servir como sinal de observação na cozinha.

Se o camarão apresenta cheiro estranho, textura viscosa, coloração opaca demais ou outros indícios de má conservação, o problema vai muito além da “veia”. Nesse caso, o correto é descartar. Já uma linha escura visível, sozinha, não basta para dizer que o alimento está impróprio.

Nos camarões menores, inclusive, é comum que muita gente nem retire essa parte, porque ela quase não aparece e o impacto no paladar tende a ser menor.

Já nos camarões graúdos, que costumam ser servidos inteiros, grelhados ou salteados, a retirada é mais frequente por uma questão de apresentação e também de limpeza do sabor.

Em resumo: comer a veia preta do camarão geralmente não faz mal quando o alimento está em boas condições e bem cozido. Ainda assim, remover essa parte pode deixar o prato mais agradável, com gosto mais limpo e menos chance de resíduos indesejados no preparo.

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Gabriel Pietro tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 12 mil textos assinados até aqui.