Revelado o motivo oculto que levou Trump a manter aliados de Maduro no poder, segundo relatório vazado da CIA

Nos bastidores da política externa dos EUA, decisões raramente saem só de discursos: muitas vezes elas começam em uma sala fechada, com um documento na mesa e uma pergunta direta — “o que segura o país em pé amanhã?”.

Foi nesse tipo de conversa que um relatório reservado da CIA entrou no radar de Donald Trump e, segundo fontes ouvidas pelo The Wall Street Journal, ajudou a moldar a aposta americana para a Venezuela.

A leitura feita pela agência, de acordo com a reportagem, apontava um cenário bem específico: se Nicolás Maduro fosse tirado do jogo, pessoas do núcleo duro do chavismo estariam mais preparadas para segurar a “máquina” funcionando no curto prazo — especialmente em um eventual governo provisório.

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Entre esses nomes, a avaliação destacaria Delcy Rodríguez, tratada no texto como “ditadora interina”, como alguém com condições melhores para evitar um colapso imediato.

O briefing não teria sido amplo nem público. Conforme o Journal, Trump recebeu o conteúdo semanas antes e discutiu o assunto com um grupo restrito formado por integrantes da cúpula de segurança nacional.

A partir daí, a Casa Branca teria sinalizado uma mudança prática: em vez de priorizar a líder opositora María Corina Machado como principal canal em Caracas, Trump teria decidido tratar Delcy como interlocutora.

A lógica por trás disso, ainda segundo o jornal, segue uma ideia que Trump já carregava do primeiro mandato: qualquer sucessão “de pé” precisaria nascer com o respaldo das Forças Armadas e de elites políticas e econômicas venezuelanas.

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Sem esse apoio, a avaliação seria a de que a troca no topo poderia virar desordem — e desordem, para Washington, vira risco de segurança e problema regional.

Dentro desse raciocínio, o relatório da CIA teria mapeado Delcy e mais duas figuras centrais do chavismo como opções para comandar uma transição mantendo controle interno.

Embora a reportagem não traga quem seriam esses outros dois, os operadores mais influentes ao lado de Maduro costumam ser o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino.

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Só que esses dois nomes carregam um peso que complica qualquer conversa oficial com os EUA: ambos enfrentam acusações criminais em território americano e são descritos como líderes pouco propensos a cooperação com um governo Trump, o que os deixaria, na prática, fora do desenho preferido por Washington.

Por fim, a matéria afirma que a CIA vinha, desde o ano passado, mantendo contato direto com uma fonte interna ligada ao círculo íntimo de Maduro, recebendo informações sobre seu paradeiro.

Esse monitoramento teria contribuído para a operação em que forças especiais dos EUA retiraram Maduro e sua esposa durante a madrugada de 3 de janeiro.

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