Refugiados sírios doam marmitas para idosos durante a pandemia em São Paulo

“Chegamos no Brasil há sete anos e somos muito gratos ao povo brasileiro, que nos recebeu de braços abertos e nos apoiou sempre que precisávamos. Agora, chegou nosso momento de retribuir com o que temos de melhor: nossa comida árabe para quem mais precisa, as pessoas idosas”, disse Talal, engenheiro mecânico de formação.

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Por ONU Brasil

O casal Talal e Ghazal Al-Tinawi, refugiados vindos da Síria com seus filhos, sentiu no bolso a redução dos pedidos de delivery de comida árabe por conta da pandemia da COVID-19 em São Paulo, estado com mais casos da doença no Brasil. Mesmo assim, eles encontraram uma alternativa humana de contribuir para mitigar a transmissão do novo coronavírus.

“Chegamos no Brasil há sete anos e somos muito gratos ao povo brasileiro, que nos recebeu de braços abertos e nos apoiou sempre que precisávamos. Agora, chegou nosso momento de retribuir com o que temos de melhor: nossa comida árabe para quem mais precisa, as pessoas idosas”, disse Talal, engenheiro mecânico de formação.

O casal Talal e Ghazal Al-Tinawi, refugiados vindos da Síria com seus filhos, sentiu no bolso a redução dos pedidos de delivery de comida árabe por conta da pandemia da COVID-19 em São Paulo, estado com mais casos da doença no Brasil. Mesmo assim, eles encontraram uma alternativa humana de contribuir para mitigar a transmissão do novo coronavírus.

“Chegamos no Brasil há sete anos e somos muito gratos ao povo brasileiro, que nos recebeu de braços abertos e nos apoiou sempre que precisávamos. Agora, chegou nosso momento de retribuir com o que temos de melhor: nossa comida árabe para quem mais precisa, as pessoas idosas”, disse Talal, engenheiro mecânico de formação.

O casal se empenhou para ampliar a produção para que 300 marmitas fossem entregues para idosos, um dos grupos mais vulneráveis à epidemia da COVID-19. Atendendo a uma das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) – pessoas com mais de 60 anos devem permanecer em casa – as refeições estão sendo entregue na casa de cada um.

“Já passamos por uma situação similar, quando não podíamos sair de nossas casas por conta da guerra na Síria. A vida de nossa família estava em risco e só partimos porque não tínhamos outra escolha. Sabendo dessas dificuldades, fizemos um anúncio em nossas redes sociais sobre a doação e inúmeros pedidos começaram a chegar”, afirma Ghazal, que trabalha ao lado do marido na cozinha, atentos à higiene necessária.

A realidade da família refugiada síria como empreendedora de gastronomia é comum a muitos outros refugiados que buscam recomeçar suas vidas no Brasil por meio da produção de alimentos tradicionais. Talal e Ghazal estão numa página na internet lançada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), listando alguns empreendimentos promovidos por refugiados no Brasil.

Ação conjunta – A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), em parceria com demais agências da ONU e parceiros da sociedade civil, estão produzindo panfletos, vídeos e diversas ações informativas com orientações de prevenção em diferentes idiomas para orientar refugiados e migrantes no Brasil.

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Na capa: O casal de refugiados sírios Ghazal e Talal prepara marmitas que serão doados para idosos de São Paulo. Foto: Riad Al-Tinawi

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