Durante muito tempo, o sofrimento psicológico foi tratado apenas a partir dos sintomas visíveis: ansiedade, medo, tristeza persistente, crises emocionais ou dificuldades nos relacionamentos. No entanto, os avanços da neurociência mostraram que, em muitos casos, a raiz desses sintomas está na forma como experiências traumáticas foram registradas pelo cérebro. É nesse contexto que o EMDR se consolida como uma das abordagens terapêuticas mais eficazes da atualidade.
A psicóloga Josie Conti, especialista em EMDR, explica que essa abordagem não atua apenas no alívio momentâneo do sofrimento, mas no reprocessamento profundo das memórias que mantêm o transtorno ativo no sistema nervoso.
O que é EMDR e como essa terapia funciona
EMDR é a sigla para Eye Movement Desensitization and Reprocessing (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares). Trata-se de uma psicoterapia estruturada e baseada em evidências científicas, desenvolvida para ajudar o cérebro a processar experiências traumáticas ou altamente estressantes que ficaram “presas” de forma disfuncional.
Segundo Josie Conti, quando uma pessoa vivencia um evento traumático, o cérebro pode não conseguir integrar adequadamente aquela experiência. A memória fica armazenada de forma fragmentada, acompanhada das emoções, sensações físicas e crenças negativas originais, como medo intenso, culpa, vergonha ou sensação de ameaça constante.
O EMDR estimula o sistema natural de processamento do cérebro por meio da estimulação bilateral, que pode ocorrer por movimentos oculares, estímulos táteis alternados ou sons. Esse processo facilita a reorganização da memória, permitindo que ela seja integrada de forma mais adaptativa.
O que acontece no cérebro durante o EMDR
Pesquisas em neuroimagem demonstram que, após o reprocessamento com EMDR, há uma redução significativa da hiperativação da amígdala — região associada às respostas de medo — e uma maior integração com o córtex pré-frontal, responsável pela regulação emocional e pela avaliação racional das experiências.
Um estudo publicado no Frontiers in Psychology mostra alterações neurológicas consistentes após sessões de EMDR, indicando melhora no processamento emocional e na resposta ao estresse
👉 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5997931/
Josie Conti destaca que esse processo explica por que muitas pessoas relatam não apenas melhora emocional, mas também redução de sintomas físicos associados ao trauma, como dores crônicas, tensão muscular e alterações do sono.
EMDR não apaga o passado — ele transforma a relação com ele
Um dos equívocos mais comuns sobre o EMDR é a ideia de que a terapia “apaga” memórias. Na prática, o que ocorre é uma mudança profunda na forma como essas experiências são armazenadas e acessadas.
A memória continua existindo, mas deixa de ser vivida como se estivesse acontecendo no presente. O corpo compreende que o perigo passou. A lembrança perde sua carga emocional desorganizada e passa a ser acompanhada de maior senso de controle, segurança e compreensão.
Esse efeito é o que diferencia o EMDR de abordagens focadas apenas na racionalização do sofrimento.
EMDR é reconhecido internacionalmente como tratamento eficaz
O EMDR é amplamente reconhecido por instituições de saúde ao redor do mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o EMDR como tratamento de primeira linha para o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
👉 https://www.who.int/publications/i/item/WHO-MSD-MER-17.5
Além disso, a American Psychological Association (APA) e o National Institute for Health and Care Excellence (NICE) também incluem o EMDR entre as abordagens recomendadas para o tratamento de traumas
👉 https://www.apa.org/ptsd-guideline/treatments
👉 https://www.nice.org.uk/guidance/ng116
Essas recomendações se baseiam em dezenas de ensaios clínicos randomizados e meta-análises que demonstram a eficácia do EMDR em comparação a outras intervenções psicoterapêuticas.
Para quais casos o EMDR é indicado
Embora seja amplamente conhecido pelo tratamento de traumas, o EMDR pode ser utilizado em diversos contextos clínicos. De acordo com Josie Conti, a abordagem é indicada para:
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Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
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Traumas únicos ou repetitivos
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Ansiedade generalizada e crises de pânico
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Depressão associada a experiências traumáticas
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Fobias
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Luto complicado
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Baixa autoestima ligada a vivências precoces
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Crenças negativas persistentes sobre si mesmo
Uma meta-análise publicada no European Journal of Psychotraumatology aponta que o EMDR apresenta resultados equivalentes ou superiores à Terapia Cognitivo-Comportamental em diversos quadros, muitas vezes em menos sessões
👉 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32043428/
O papel da avaliação clínica e do vínculo terapêutico
Apesar de sua estrutura técnica, o EMDR não é um procedimento automático. Josie Conti ressalta que a avaliação clínica cuidadosa e o vínculo terapêutico são fundamentais para o sucesso do tratamento.
Antes do reprocessamento das memórias traumáticas, o paciente passa por uma fase de preparação, na qual são desenvolvidos recursos de estabilização emocional, segurança interna e autorregulação. Esse cuidado garante que o processo ocorra de forma ética, segura e respeitosa.
EMDR é sobre recuperação, não sobre reviver a dor
Diferentemente do que muitos imaginam, o EMDR não exige que o paciente reviva o trauma repetidamente ou em detalhes exaustivos. O foco está na capacidade natural do cérebro de se reorganizar quando recebe as condições adequadas.
Como explica Josie Conti, “quando a memória é reprocessada, o corpo entende que o perigo passou — e quando o corpo entende isso, a vida começa a se reorganizar também”.
Atendimento psicológico com a psicóloga Josie Conti
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