Quando uma família decide levar uma reclamação médica para as redes, quase sempre existe um motivo: falta de resposta clara, sensação de que algo saiu do trilho e a tentativa de registrar cada passo do que aconteceu.
Foi nessa linha que Joelson Veloso, pai de Isabel Veloso, voltou a falar publicamente sobre a internação da filha e passou a divulgar prints de conversas que, segundo ele, ajudam a mostrar como o quadro dela foi se complicando depois de um transplante de medula óssea.
Os prints começaram a ser publicados na segunda-feira (19) e trazem mensagens trocadas durante o período em que Isabel estava internada em Curitiba (PR).
Nas postagens, Joelson questiona condutas médicas do Hospital Erasto Gaertner e retoma a acusação de negligência na condução do caso, alegando que exames e sinais de alerta não teriam recebido a atenção necessária.

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Pelas conversas, o relato ganha contorno de linha do tempo. Isabel passou por um transplante de medula óssea em 24 de outubro do ano passado, com o pai como doador.
No dia seguinte, ela informou que precisaria ficar na UTI para monitoramento após apresentar taquicardia.
Na sequência, aparecem mensagens em que a jovem comenta dificuldades para se alimentar e a possibilidade de usar sonda caso não conseguisse manter a ingestão por via oral.

Joelson também expõe, a partir do que ela relata e do que ele publica, que surgiram manifestações na pele e uma infecção intestinal por bactéria, atribuída aos efeitos do procedimento e do pós-transplante.
Dias depois, em 29 de outubro, Isabel menciona alterações apontadas em exames do pulmão, com hipótese de acúmulo de líquido.
Em outro trecho, ela relata queda de saturação e Joelson afirma que, naquele período, ela já estaria apresentando sinais de rejeição da medula transplantada — pontos que ele usa para sustentar a crítica de que a equipe não teria reagido com a urgência esperada.
Ao comentar as publicações, Joelson reforça que se sentiu sem respaldo e sem explicações convincentes ao longo da internação.

Ele já tinha falado em suposta negligência anteriormente, inclusive em declarações à revista Quem, dizendo que buscava uma resposta sobre o que teria acontecido no atendimento e no acompanhamento especializado após o transplante.
Do outro lado, o Hospital Erasto Gaertner também se manifestou. Em nota, a instituição informou que Isabel morreu em decorrência de complicações relacionadas ao transplante de medula óssea, descrevendo o procedimento como complexo e de alto risco, e negou negligência.
O hospital declarou que a paciente recebeu assistência integral e acompanhamento multiprofissional, com equipes de diferentes especialidades, seguindo protocolos e evidências científicas.
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