Flaviana Bezerra, 44 anos, trabalha como policial na Delegacia de H0micídi0s e Proteção de Pessoas (DHPP) da cidade de Natal (RN). Certo dia, após atender uma chamada de emergência, ela se chocou ao ver que seis menores testemunharam um crime bárbaro. Depois de um processo judicial, a mulher acabou adotando todos eles.

Tudo começou quando Flaviana estava trabalhando e foi ao local onde um homem tinha perdido a vida; na ocasião, ela e sua equipe investigava, as causas e os culpados pelo crime. Porém, ao chegarem ao local, descobriram que o homem havia sido baleado na frente de seis menores, cinco deles filhos do falecido e um bebê que era seu neto.

Em entrevista ao G1, Flaviana disse que quando as crianças chegaram ao local, ficaram muito assustadas com o evento e por temerem que, por terem ficado órfãs, não pudessem mais ficar juntas. “Quando estávamos na cena do crime, uma mulher apareceu dizendo que seis crianças choravam pelo pai em uma casa próxima. Fui até eles com minha equipe e eles ficaram com medo. Eles acreditavam que nós éramos do Conselho Tutelar e que iríamos separá-los”.

Flaviana admite que, apesar de ter tido muitos casos complicados em sua trajetória profissional devido à natureza do seu trabalho, esse caso especificamente a emocionou muito, pois a mãe das crianças havia falecido alguns anos antes e agpra as crianças enfrentariam mais privações vivendo em extrema pobreza, incapazes de atender às suas necessidades mais básicas.

A esse respeito, Flaviana relatou na entrevista que “havia muito lixo em casa e não havia um grão de comida. Eles trabalhavam recolhendo lixo na rua e estavam com fome ”. Diante da situação, a policial levou as crianças para a casa de um familiar e arrecadou doações para poder alimentá-las e dar-lhes os cuidados necessários.

Além das colegas de trabalho, Flaviana passou a receber doações de outras pessoas que souberam do caso e, dessa forma, as crianças foram sendo cuidadas da melhor forma que suas possibilidades permitiam. No entanto, quando seu parente teve que se mudar da cidade, as crianças precisaram ser adotadas com urgência por meio de um processo legal.

Assim, Flaviana decidiu adotar as seis crianças e embora tenha dito que “não foi uma decisão fácil. Porque não é como um cachorrinho que dá para criar (…) No começo era ainda mais difícil, mas hoje os filhos são meus e eu sou deles. Eles estão apaixonados pela minha família e minha família por eles”.

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Redação Conti Outra, com informações de Nation.
Fotos: Reprodução.

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