Placa Mercosul em 2026: regra silenciosa pode obrigar troca mesmo sem multa

Muita gente ainda roda com a placa cinza antiga sem dor de cabeça — e isso é normal. O ponto que costuma virar “surpresa” aparece quando você muda de município (ou vai transferir o carro): aí o Detran trata como alteração relevante no registro e o emplacamento precisa acompanhar o padrão vigente.

A placa Mercosul já existe, mas a troca não é automática para todo mundo

O modelo Mercosul começou a ser adotado no Brasil a partir das regras do Contran publicadas em 2018.

Desde então, quem manteve o cadastro do veículo do jeito que está (sem mudanças) pode continuar usando a placa antiga, desde que ela esteja em bom estado e legível.

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Em 2026, quem é obrigado a trocar a placa

Nada “mágico” acontece por causa do calendário: em 2026 continuam valendo os casos em que a troca é exigida porque existe um ato administrativo no veículo. Na prática, a placa Mercosul entra como parte do processo quando ocorre:

  • Primeiro emplacamento de veículo novo (carro/moto recém-registrado);
  • Transferência de propriedade (venda, doação, herança/regularização, etc.);
  • Mudança de categoria (ex.: veículo que muda de particular para aluguel/táxi, ou o caminho inverso, conforme o registro);
  • Placa danificada ou com leitura comprometida (problema de legibilidade);
  • Mudança de município (transferência do registro para outra cidade) — e esse é o caso que mais pega.

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Mudou de cidade? A obrigação costuma aparecer aqui

A confusão é compreensível: a placa antiga mostrava cidade e UF, então a troca parecia “óbvia”. Já a Mercosul não exibe esses dados na própria placa — e muita gente conclui que, mudando de município, daria para manter a placa antiga.

Só que a regra não depende do que está escrito na placa; ela depende do cadastro do veículo. Quando você altera o município de registro, o procedimento de transferência exige que o veículo fique no padrão atual de identificação, que é o Mercosul.

Em termos práticos: se você vai levar o carro para “morar” oficialmente em outra cidade (mudança de domicílio/município do registro), conte com a troca.

O debate de “voltar cidade e estado” ainda está na mesa

Depois que o padrão Mercosul tirou município e UF da placa, surgiu pressão para recolocar essa informação.

Existe um projeto de lei (PL 3214/2023) que propõe que a placa volte a mostrar município, estado e a bandeira da unidade da federação. Ele já passou pelo Senado e segue em análise na Câmara, segundo o andamento público.

Ou seja: o modelo “Mercosul” continua, mas os detalhes visuais podem mudar se esse texto virar lei.

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E o custo? Varia, mas hoje tende a ser menos assustador

O valor da placa depende do estado e do fornecedor credenciado, então não existe um preço único nacional.

O que dá para afirmar com segurança é que o custo deixou de ser aquele “bicho de sete cabeças” dos primeiros anos para muita gente, porque a produção ficou mais comum e o processo se consolidou — mas, na hora de mudar de município, você ainda deve colocar esse gasto na conta junto com as taxas do serviço no Detran (transferência/atualização de endereço e afins).

Fonte: GOV.BR

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